"Desde mi punto de vista –y esto puede ser algo profético y paradójico a la vez– Estados Unidos está mucho peor que América Latina. Porque Estados Unidos tiene una solución, pero en mi opinión, es una mala solución, tanto para ellos como para el mundo en general. En cambio, en América Latina no hay soluciones, sólo problemas; pero por más doloroso que sea, es mejor tener problemas que tener una mala solución para el futuro de la historia."

Ignácio Ellacuría


O que iremos fazer hoje, Cérebro?

sexta-feira, 7 de março de 2008

Sendo repetitivo

Nesta quinta depois de ter dado um sermão em sala, um aluno veio me falar que eu já tinha escrito isso no blog, ou seja, estou sem criatividade até para dar sermão. Estava dizendo para os alunos que é preciso encontrar uma razão para estudar, é preciso dar sentido a isso. Mas ao falar sobre isso enfrento um grande problema, eu não sirvo de exemplo, porque o exemplo que os alunos em geral precisam é de alguém que não gosta de estudar, mas que ainda assim encontrou motivação para estudar. Eu não apenas sempre gostei de estudar como ainda gosto, e pior, perco tempo com coisas sem o menor sentido. Deveria estudar para escrever textos, artigos. Mas na maior parte do tempo, leio por ler, pelo simples gosto de conhecer uma nova idéia ou novos fatos. Segunda-feira, por exemplo, eu estava lendo Outubro 1930 de Virgílio Melo Franco sobre a Revolução de 30, sobre os eventos que levaram à revolução e sobre os preparativos e a execução da revolução. Virgilio Melo Franco narra como junturam dinheiro para contrabndear armas da Tchecoslováquia, como ele viaja de automóvel entre o Rio e Juiz de Fora e mesmo Belo Horizonte para não ir de trem, pois estes eram vigiados pelo governo. Para que serve ler isso? Não daria aula disso, não escreverei artigo sobre isso, então não serve para nada, mas li o livro em três horas, ávido pelas informações. Mas de fato o certo seria leituras organizadas com objetivos definidos, isto que é próprio do trabalho intelectual. Então não sirvo de exemplo, mas é fato ainda que seja repetitivo que é preciso pensar qual o objetivo de se cursar um curso de relações internacionais.

Em relação a isso, eu tenho outro problema, cursei graduação em relações internacionais e cometeria o mesmo erro novamente. Já conhecendo o mundo das relações internacionais ainda faria graduação novamente na área, a única diferença é que faria matérias da área de exatas como disciplinas optativas.  Mas para quem vai fazer um trabalho intelectual o curso de relações internacionais não representa uma barreira. Agora e para o resto do mercado de trabalho?

Sábado fui numa pizzaria com alguns ex-alunos (não vou falar que já são amigos para não encher a bola deles) e obviamente é impossível não se falar sobre a faculdade. E aí eles começaram a conversar sobre se fariam o curso de novo e o que aprenderam no curso. E depois eu comentei com um deles que ao ouví-los parecia que eu que estava falando, disseram exatamente o que eu penso. O que eles aprenderam foi a pensar, analisar, identificar problemas, questionar as respostas simplistas e dar respostas adequadas aos problemas. Aprende-se um método que é aplicável em qualquer situação da vida, e portanto, em qualquer situação no mercado de trabalho. Obviamente que para isso é preciso participar do debate de idéias, confrontar pensamentos durante a faculdade. O curso de relações internacionais não cria robôs, mas indivíduos capazes de se mover no mercado de trabalho. Evidentemente, que em tese, todo curso superior deveria fazer com que o aluno chegasse neste estágio, mas há cursos que certamente não favorecem, administração, contabilidade, economia (dependendo da faculdade e vertente teórica). No curso de relações internacionais não tem jeito ou ele conquista isso ou ele sai sem nada. A natureza do curso impede que alguém possa sair satisfeita do curso simplesmente por ter um diploma, só há portanto dois tipos de egressos o feliz e o arrependido.

Um comentário:

Leonardo dos Anjos disse...

Foram em uma pizzaria não... foram na pizzaria, já virou artigo definido, por causa da falta de imaginação na escolha de lugar de vcs.