O que iremos fazer hoje, Cérebro? O mesmo que fazemos todas as noites, Pink, tentar descobrir o que fazem os bacharéis em relações internacionais!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Integração capitalista e desenvolvimento desigual e combinado: Qatar se torna principal acionista da Volkswagen

Qatar se torna principal acionista da Volkswagen

Plantão | Publicada em 20/12/2009 às 11h21m

Reuters/Brasil OnlineFRANKFURT, Alemanha - O Qatar tem uma participação de 17% das ações com direito a voto na Volkswagen e a Porsche disse nesta sexta-feira que o país está prestes a assumir uma cadeira na sua supervisão, reforçando o papel mais ativo dos países do Oriente Médio na indústria automobilística alemã

O movimento estimulou expectativas de que o número cada vez menor de negociações envolvendo ações ordinárias da Volks pode significar a substituição delas no índice alemão de blue-chips por seus papéis preferenciais.

Depois de exercer opções na Volkswagen-conforme o esperado pelos agentes do mercado há algum tempo-a Qatar Holding LLC informou que agora tem 17 por cento do capital em ações da Volkswagen.

"Como investidores estratégicos de longo prazo, continuamos a acreditar que o investimento na VW e a esperada combinação da Porsche SE com a VW representa um ativo de investimentos único para a Qatar Holding", disse Ahmad Al-Sayed, presidente do grupo.

As ações ordinárias da Volkswagen têm destaque no mercado alemão de blue-chips desde sua entrada, em 1987 A saída do índice é esperada para colocar pressão sobre o valor das ações ordinárias, que em outubro passado eram negociadas a mais de 1.000 euros, tornando a montadora momentaneamente a maior do mundo em valor de mercado.

http://oglobo.globo.com/economia/mat/2009/12/20/qatar-se-torna-principal-acionista-da-volkswagen-915294558.asp

“À mesa de Betânia: a fé, a tumba e a amizade”

Acabei de ler esta madrugada um livro de Marko Ivan Rupnik intitulado “À mesa de Betânia: a fé, a tumba e a amizade”. Marko Ivan Rupnik é um padre jesuíta que se dedica ao estudo da espiritualidade cristã oriental e à pintura de ícones. O livro é um reflexão sobre a relação entre Marta, Maria, Lázaro e Jesus a partir das situações que aparecem nos Evangelhos.

Vou transcrever três passagens, as duas últimas achei bastante curiosas.

“Com efeito, sabedoria é saber contar os amigos quando se chora, e não quando se ri. É fácil ter amigos no divertimento. Mas a verdade da amizade revela-se nas lágrimas, na prova. As lágrimas, como indica nossa espiritualidade, são uma realidade complexa. Podem ser lágrimas de egoísmo ofendido, de orgulho ferido, de desespero, de tristeza, ou também lágrimas de impotência diante de uma tragédia. Mas podem também ser lágrimas de compaixão, de um amor que assume a dor e a tragédia do outro, e que sofre com quem sofre. Podem ser, ainda, lágrimas do penitente, que se transforma em lágrimas do perdão, da gratidão por ser perdoado. E podem ser lágrimas do pai que abraça de novo o filho que estava morto, mas que voltou à vida.”

“Um pensamento passional conspira, por isso não pode favorecer a vida, a não ser aparentemente, como, do mesmo modo superficial, um pensamento passional parece reunir as pessoas. Caifás colhe o consenso do sinédrio, aparentemente reunido, mas não se trata, de fato de uma reunião verdadeira, visto que não garante a vida. Ao pensamento passional, aderem os passionais. A lógica que impulsiona um passional a amontoar-se aos objetos a fim de preencher o abismo sobre o qual se encontra é a mesma que espera que a multidão garanta e salve a vida. Mas, como sabemos, “multidão/legião” é o nome dado ao demônio. Em Mc5,9, o endemoninhado apresenta-se com o nome de Legião, dizendo “porque somos muitos”. A legião é um dispersar-se na multidão das afirmações da multiplicidade despersonalizada, onde se decompõe, ainda, a consciência do eu, ou seja, o princípio da unidade pessoal. A multidão fragmenta a vida, divide-a, e isso constitui a obra do diabo. A multidão, portanto, não pode agir em favor da vida; pode-o somente a comunhão, a unidade. Somente em uma comunhão livre está garantida a vida de cada um.”  Será que mais alguém vê pontos de contato desta afirmação com idéias de Adorno e Horkheimer?

“O amor materno e paterno é predominantemente unilateral e não pode exigir retribuição. Os pais devem amar os filhos, e o mandamento de Deus não diz que os filhos devem amar os pais, mas honrá-los. Quando os pais exigem o amor dos filhos, açulam dinâmicas estranhas que garantem aos filhos anos de sofrimento psíquico e espiritual. O amor conjugal, o amor entre homem e mulher, é um amor que, quanto mais exclusivo, mais é absoluto e mais sadio, mas é um amor que, justamente em sua lei intrínseca de exclusividade, protege a reciprocidade. Precisamente porque vive o amor conjugal, um pai não exige o amor dos filhos, a fim de que, assim, os filhos possam crescer num relacionamento livre, não condicionante. Por assim dizer, tanto o amor dos pais quanto o dos cônjuges, de algum modo, crescem rumo à amizade, crescem em direção a um amor baseado abertamente sobre o fato de serem redimidos.”

domingo, 20 de dezembro de 2009

Celso Furtado versus Nelson Werneck Sodré

Comprei a edição comemorativa de 50 anos de “Formação Econômica do Brasil” de Celso Furtado que trás alguns artigos e resenhas que foram publicados ao longo do tempo sobre o livro. Obviamente que ao pegar um livro assim, o melhor é ler quem fala mal do livro. Então fui logo ver o texto do Nelson Werneck Sodré, pois apostava que ele criticaria o livro, e a crítica foi muito mais ácida do que eu imaginava. Esperava uma avaliação crítica, mas fortemente favorável a Furtado pelo contexto do nacional-desenvolvimentismo. Mas isso não ocorreu. Para começo, Furtado já é rotulado de economista ortodoxo, o que é bastante curioso, pois no contexto atual, dificilmente algum economista rotularia Furtado de ortodoxo.

Diz Nelson Werneck Sodré: “Nela se revelam, entretanto, duas deficiências que devem ser apontadas, porque são traços característicos da economia ortodoxa, entre nós, muito mais do que da pessoa do autor: a dificuldade em transmitir o saber e a precariedade de conhecimentos fora do campo específico. (…)

“Celso Furtado sabe muito, mas não sabe transmitir o que sabe – o que é um mal evidentemente. Mas, além disso, fazendo história – trata-se do desenvolvimento da economia brasileira no decorrer do tempo histórico –, não domina as fontes e revela mesmo desprezo por elas. Quem cita Antonil pelas citações de Simonsen, e até mesmo Gama Barros, não teve a menor preocupação em estudar história. Ora, sem conhecimentos históricos não há como desenrolar o desenvolvimento do progresso material. O autor confessa isso, entretanto, com aquela candura que marca a ingenuidade, a total inocência, a suficiência tranqüila que leva ao desastre. Porta-se como quem diz: “Sei economia, e é quanto basta – história é para leigos”. E é pena, porque se trata de um grande autor, e de uma grande obra.”

E aí eu me pergunto se Celso Furtado não sabe história, quem saberia? Pior o que dizer dos economistas contemporâneos? E o que dizer da maior parte dos estudantes que estão nas faculdades, o que sabem de história? Qual a disposição para realizar uma pesquisa de fôlego? Precisamos de mais economistas que desconheçam história como Celso Furtado.

Quem se importa com o Saara Ocidental?

Marruecos considera que España y Francia han dado un aviso a Haidar

Rabat trata de convencer a sus ciudadanos de que el desenlace fue un éxito

IGNACIO CEMBRERO - Madrid - 20/12/2009

Gobierno, partidos políticos y la prensa oficialista de Marruecos se esforzaron al unísono, en las últimas horas, en justificar y presentar como un éxito el desenlace del caso Haidar el pasado jueves. Sólo un puñado de publicaciones independientes duda de que la solución sea una victoria de Rabat.

Gobierno, partidos políticos y la prensa oficialista de Marruecos se esforzaron al unísono, en las últimas horas, en justificar y presentar como un éxito el desenlace del caso Haidar el pasado jueves. Sólo un puñado de publicaciones independientes duda de que la solución sea una victoria de Rabat.

"Marruecos salió airoso". La frase, pronunciada ante las cámaras de televisión Al Aoula, por Mohan Laenser, líder del Movimiento Popular, resume en tres palabras el tono general de las numerosas intervenciones de los políticos marroquíes.

Tras 32 días de huelga de hambre, la independentista saharaui Aminetu Haidar regresó, en la noche del jueves al viernes, a El Aaiún, la capital del Sáhara de donde fue expulsada el 14 de noviembre a Lanzarote por la policía marroquí que también le retiró su pasaporte.

Haidar fue deportada porque, al desembarcar el 13 en El Aaiún, dejó en blanco la casilla "nacionalidad" de la ficha policial -para no tener que poner marroquí- y en el apartado "lugar de residencia" escribió "Sáhara Occidental", el término que emplea Naciones Unidas. La activista asegura que actuaba así desde 2006.

Cuando Haidar se puso en huelga de hambre para volver a El Aaiún, la respuesta unánime de la clase política fue "no cederemos al chantaje". Y cuando el Gobierno español solicitó que pudiese regresar al ministro de Exteriores, Taieb Fassi-Fihri, los partidos se reunieron, el 30 de noviembre, a instancias del rey Mohamed VI, para contestar con un "no".

Rectificaron a los 17 días. Lo hicieron, en primer lugar, por motivos humanitarios. Mustafá Mansouri, líder del partido RNI, fue uno de tantos en alabar "la decisión del Gobierno (...) achacable sólo a razones humanitarias".

Lo hicieron, sobre todo, porque los Ejecutivos francés y español subrayaron, el jueves, "en términos muy claros, que la ley marroquí se aplica" en el Sáhara y "nadie puede sustraerse a ella", según explicó el portavoz del Gobierno de Rabat, Khaled Naciri.

Los comunicados de España y Francia, señaló en Madrid el embajador marroquí Omar Azziman, "dejaron muy claro el estatuto del Sáhara desde el punto de vista del derecho internacional".

Las dos ex potencias coloniales, se deduce de las palabras de Naciri, han avisado así a Haidar y a un grupo de independentistas que actúa como ella, de que mientras viva en el Sáhara debe respetar la ley marroquí y rellenar en consecuencia la ficha policial.

El comunicado de Hillary Clinton, secretaria de Estado de EE UU, alaba la "generosidad" de Rabat al readmitirla, pero no menciona qué ley impera en el Sáhara. La Casa Blanca publicó, ayer de madrugada, otro comunicado, redactado en términos casi idénticos al de Clinton.

http://www.elpais.com/articulo/espana/Marruecos/considera/Espana/Francia/han/dado/aviso/Haidar/elpepuesp/20091220elpepinac_5/Tes

COP15

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http://www.jornada.unam.mx/2009/12/20/index.php

Acordo entre UE e Vaticano sobre o Euro

Assinada convenção monetária entre o Vaticano e a União Européia

CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 17 de dezembro de 2009 (ZENIT.org).- Foi assinada nesta quinta-feira em Bruxelas a Convenção Monetária entre o Estado da Cidade do Vaticano e a União Européia (UE).

Em nome da Santa Sé, assinou Dom André Dupuy, Núncio Apostólico para a União Européia, e em nome da União Europeia, o documento foi assinado por Joaquín Almunia.

As disposições do novo acordo monetário - que substitui o de 29 de Dezembro de 2000, que introduziu no Estado da Cidade do Vaticano o euro como sua moeda oficial - entrarão em vigor a partir de janeiro de 2010.

A Convenção estabelece em 2.300.000 euros, acrescidos de um percentual adicional variável, o valor nominal da massa monetária (cédulas e moedas) que pode ser cunhada anualmente pelo Vaticano. Deste montante, ao menos 51% deve ser destinado à circulação.

Com a assinatura da convenção, o Vaticano se compromete a cumprir todas as normas da UE contra fraudes, falsificação e lavagem de dinheiro. Está prevista ainda a instituição de um comitê misto para fiscalizar aplicação das disposições da convenção.

http://www.zenit.org/article-23607?l=portuguese

Diplomacia para isolar Taiwan e garantir produtos básicos

São Paulo, domingo, 20 de dezembro de 2009


Saiba mais
Taiwan e commodities são os alvos

DA REPORTAGEM LOCAL

Uma boa dose de rasteiras diplomáticas. Um pouco de ações beneficentes, mas, principalmente, interesse pelo que não tem. Eis os motivos da "diplomacia de estádios" que a China levou para os continentes americano e africano.
Uma disputa diplomática foi o que levou o dinheiro chinês para o Caribe e a América Central. A região concentrava boa parte dos países que reconheciam Taiwan, que a China comunista classifica como sua Província rebelde.
O governo de Taiwan, aliás, foi quem primeiro bancou estádios nas pequenas ilhas caribenhas. Para contra-atacar, a China financiou quase em série muitos dos estádios que abrigaram a Copa do Mundo de críquete.
Em troca do "presente", os chineses ganharam o afastamento desses países da Província rebelde.
A política continua mesmo depois do fim do críquete. Com US$ 83 milhões chineses, a Costa Rica constrói o mais moderno estádio da América Central. O "presente" aconteceu depois de o país abandonar as relações que mantinha com Taiwan.
Mas é mesmo na África que a política dos chineses de construir estádios tem o seu maior front. E, sedentos por energia, por matérias-primas para sua indústria, por alimentos e por novos mercados para seus produtos, os chineses tocam dezenas de obras.
A China ergue estádios em lugares onde vai buscar produtos básicos até minerais relativamente raros e bastante caros.
Do abandonado Zimbábue, A China, a pátria mundial dos fumantes, deseja o tabaco. Do Quênia vem o chá preto, bebida preferidas do país com a maior população do mundo.
Os chineses vão ainda aos rincões mais pobres da África, onde estão, porém, produtos minerais essenciais. O gigante asiático, por exemplo, banca arena no Niger, que conta com reservas de urânio. (PC)

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk2012200917.htm

Diplomacia dos estádios no Caribe

São Paulo, domingo, 20 de dezembro de 2009


No Caribe, estádios construídos por Asiáticos viram elefantes brancos

DA REPORTAGEM LOCAL

Eles não custaram nada para o contribuinte local -o custo, na maioria dos casos, foi só o alinhamento diplomático com a China. Mas são hoje monumentos ao desperdício em países com problemas sociais.
Os estádios construídos no Caribe com dinheiro chinês para a Copa do Mundo de críquete, modalidade bastante tradicional da região, em 2007, transformaram-se, quase na totalidade dos casos, em grandes elefantes brancos.
Com capacidade para 10 mil pessoas, ou quase 15% da população do país, o estádio de Dominica tem uma média de apenas 20 eventos por ano. E, sem receber a manutenção ideal, começa a ficar degradado.
Abandonado menos de dois anos depois da Copa do Mundo de críquete, o estádio de Antígua e Barbuda foi interditado por um ano para o esporte no começo de 2009 por causa de seus problemas. A arena, que foi projetada para comportar 20 mil pessoas, teve sua capacidade reduzida pela metade. O país tem só 82 mil habitantes.
Até em países mais populosos do Caribe os estádios chineses se transformaram em áreas praticamente sem utilização.
É o caso da arena construída na Jamaica, que serviu como palco da cerimônia de abertura do Mundial de críquete.
Com um custo de US$ 30 milhões, o estádio foi palco de alguns poucos jogos de futebol. O sonho de trazer um time do esporte profissional norte-americano para fazer uma pré-temporada lá não se materializou. Também não decolou a ideia de usá-lo para as modalidades populares lá, como o atletismo.
A nova investida chinesa nos estádios da região parece ser mais promissora. A arena que está sendo erguida na Costa Rica irá abrigar os jogos da seleção de futebol do país, uma das forças da Concacaf. (PC)

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk2012200913.htm

China e a diplomacia dos estádios na África

São Paulo, domingo, 20 de dezembro de 2009


Sonho de fazer parte da Copa-10 passa pela China

Vizinhos sul-africanos contam com estádios chineses para hospedarem seleções
Arenas de Moçambique, Zimbábue e Botsuana fazem parte de pacote chinês de quase US$ 2 bi para a África e o Caribe
PAULO COBOS
DA REPORTAGEM LOCAL

Sedenta por matérias-primas e poder, a China alimenta sonhos de grandeza no esporte onde reina a miséria.
A um custo estimado de quase US$ 2 bilhões (cerca de R$ 3,5 bilhões), o gigante asiático fez, constrói ou planeja estádios em mais de 30 países na América Central e na África.
Quase todos são "presentes". Alguns são empréstimos com taxas camaradas. No maior investimento, em Angola, são US$ 600 milhões para arenas em forma de adiantamento para o fornecimento de petróleo.
A política chinesa, conhecida como "diplomacia dos estádios", virou a esperança de países pobres e esquecidos pelas grandes potências entrarem no mapa-múndi do futebol.
Angola apelou aos asiáticos para sediar, no próximo mês, a fase decisiva da Copa da África pela primeira vez. São quatro estádios que, juntos, têm capacidade para abrigar 120 mil pessoas- somente o de Luanda ostenta 50 mil lugares. Todos eles contam com ousados projetos e também muita tecnologia.
Nos casos dos países mais próximos à África do Sul, os estádios chineses são a esperança dessas nações para entrarem na rota da primeira Copa do Mundo realizada no mais pobre dos continentes.
Moçambique, Zimbábue e Botsuana correm contra o tempo para que o investimento de mais de US$ 100 milhões dos chineses nesses três países seja suficiente para atrair seleções que vão disputar o Mundial, que será realizado de 11 e junho a 11 de julho de 2010.
"As obras estão atrasadas, mas esperamos que o estádio fique pronto", declarou à Folha o secretário-geral da Federação Moçambicana de Futebol, Filipe Luca Johane, que sonha em levar Brasil ou Portugal, com quem divide o mesmo idioma, para treinar e realizar amistosos na arena de US$ 60 milhões e 40 mil lugares bancada pelo dinheiro chinês.
A arena, que só por um novo "milagre chinês" ficará pronta antes do Mundial, terá um padrão que não combina com uma nação que ocupa, de acordo com a ONU, apenas a 172ª colocação entre 182 países listados no IDH (Índice de Desenvolvimento Humano).
O estádio de Moçambique terá modernos telões, câmeras de segurança e grama sintética.
Enquanto o mundo dá as costas para Zimbábue, em represália ao ditador Robert Mugabe e suas eleições fraudulentas, a China banca a reforma do estádio Nacional de Harare, no qual cabem 60 mil pessoas.
Apesar de as finanças do país estarem em ruína (a inflação foi de 231 milhões por cento em julho do ano passado), as autoridades de Zimbábue sonham alto. O Departamento de Turismo disse ter pedido ao presidente Lula para que o Brasil fique por lá. A federação local convidou a Inglaterra.
Em Botsuana, o governo afirma estar "otimista" sobre a chance de receber treinos de uma seleção do Mundial.
Pelo último balanço da obra, divulgado no mês passado, 58% dela estava pronta. Segundo as autoridades locais, a arena ficará pronta em abril, dois meses antes da Copa do Mundo.
Para os governantes do continente africano, a China olha e age para a região como os países ricos nunca fizeram.
"Se um país do G8 [o grupo das nações mais ricas do mundo] quisesse construir um estádio para nós, ainda estaríamos fazendo reuniões", declarou à imprensa africana Sahr Johnny, então embaixador de Serra Leoa em Pequim.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk2012200912.htm

A bolha da vez é a bolha do ouro

São Paulo, domingo, 20 de dezembro de 2009
Análise
A bolha da vez é a bolha do ouro

NOURIEL ROUBINI
PARA A FOLHA, EM NOVA YORK
Os preços do ouro vêm subindo fortemente, rompendo a barreira de US$ 1.000 e, nas últimas semanas, ascendendo para US$ 1.200 por onça ou mais.
Os adeptos modernos do ouro argumentam que o preço poderia ultrapassar US$ 2.000. Mas a alta recente de preço tem jeito de bolha, já que encontra justificativa apenas parcial nos fundamentos econômicos.
Os preços do ouro só sobem muito em duas situações: quando a inflação é alta e está em ascensão e quando existe o risco de quase depressão, e os investidores temem pela segurança de seus depósitos bancários.
Os dois últimos anos se enquadram nesse padrão. Os preços do ouro começaram a subir acentuadamente no primeiro semestre de 2008, quando os mercados emergentes estavam superaquecidos, os preços das commodities estavam em alta e existia a preocupação quanto à ascensão da inflação nos mercados emergentes de alto crescimento. Mas mesmo aquela alta teve algo de bolha, que se desinflou no segundo semestre de 2008, quando a economia mundial caiu em depressão, depois que o petróleo atingiu a cotação de US$ 145 por barril e sufocou o crescimento econômico em todo o planeta. Enquanto o medo de inflação era substituído por preocupações quanto à deflação, os preços do ouro começaram a cair, acompanhando a correção na cotação das commodities.
O segundo pico de preço ocorreu no momento do colapso do Lehman Brothers, que deixou os investidores preocupados com a segurança de seus ativos financeiros.
O pânico foi contido quando o G7 assumiu o compromisso de elevar as garantias a depósitos bancários e ofereceu sustentação ao sistema financeiro.
Com o recuo do pânico, ao final de 2008, os preços do ouro retomaram seu movimento de queda. Àquela altura, com a economia mundial caindo a uma quase depressão, o uso comercial e industrial do ouro, e até mesmo a demanda por produtos de luxo, caiu ainda mais.
O ouro voltou a ultrapassar a marca de US$ 1.000 em fevereiro/março de 2009, quando parecia que boa parte do sistema financeiro da Europa e dos Estados Unidos estava perto da insolvência e que muitos governos não eram capazes de garantir os depósitos e de proteger o sistema financeiro, porque os bancos grandes demais para falir também eram grandes demais para serem resgatados.
Já que não existe grande risco de inflação ou depressão no curto prazo, por que os preços do ouro recomeçaram a subir de maneira acentuada?
Existem diversas razões para que eles estejam em alta, mas elas sugerem uma ascensão gradual, com risco significativo de correção para baixo, e não uma rápida alta para a casa dos US$ 2.000, como vêm alegando os adeptos do ouro.
Primeiro, embora ainda estejamos em um mundo de deflação generalizada, grandes deficit fiscais, monetizados, estão alimentando preocupações quanto à inflação no médio prazo. Segundo, uma grande onda de liquidez estimula a alta dos ativos, entre os quais commodities, e isso pode resultar em estímulo ainda maior para a inflação. Terceiro, as operações de "carry trade" (empréstimos para realizar investimentos) financiadas em dólar estão pressionando fortemente o dólar, e existe uma relação inversa entre o valor do dólar e o preço em dólar das commodities: quanto mais baixo o dólar, mais alto o preço em dólar do petróleo, da energia e de outras commodities, entre elas o ouro. Quarto, o suprimento mundial de ouro -tanto existente quanto recém-extraído- é limitado, e a procura cresce mais rápido do que a oferta. Parte dessa procura vem de bancos centrais, como os da Índia, da China e da Coreia do Sul. E parte provém de investidores privados que estão usando o ouro como hedge contra riscos que continuam a ter baixa probabilidade.
Mas, já que o ouro não tem valor intrínseco, existem riscos significativos de correção para menos. Os bancos centrais terão um dia de deixar para trás o relaxamento quantitativo e os juros zero, o que colocará pressão de baixa sobre ativos de risco, entre os quais as commodities. Ou a recuperação mundial pode se provar frágil e anêmica, o que resultaria em pressão de baixa sobre as commodities e de alta sobre o dólar.
Mas todas as bolhas terminam por estourar. Quanto maior a bolha, maior o colapso.
A recente alta do ouro só se justifica parcialmente pelos fundamentos. E tampouco é claro por que os investidores deveriam formar estoques de ouro caso a economia mundial entre de novo em recessão e as preocupações sobre uma quase depressão e uma inflação em alta ganhem impulso. Se você realmente teme um colapso econômico, deveria formar estoques de armas, alimentos enlatados e outras commodities que tenham uso real na cabana em que se refugiará.


NOURIEL ROUBINI é presidente da RGE Monitor (www.rgemonitor.com) e professor da Escola Stern de Administração de Empresas, na Universidade de Nova York.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi2012200908.htm

EUA, Brasil, China, Índia e África do Sul tentam impor texto na COP 15! (Pelo menos o Brasil estava no grupo dos que decidem)

São Paulo, domingo, 20 de dezembro de 2009


COPENHAGUE 2009
Países dizem que texto final da cúpula é ilegítimo

Conferência do clima acaba com documento frágil, que não chega a ser adotado
Declaração de Copenhague será só um anexo do que foi discutido, sem peso legal e sobre o qual as nações apenas "tomarão nota"

Peter Dejong/Associated Press

Fábrica atrás do Bella Center, em Copenhague, palco da cúpula
LUCIANA COELHO
CLAUDIO ANGELO
ENVIADOS ESPECIAIS A COPENHAGUE
A conferência do clima de Copenhague morreu ontem lentamente, deixando de legado um documento político frágil e de propostas vagas que nem sequer conta com a adesão de todos os 192 países participantes dos 13 dias da reunião.
Sem o consenso, o Acordo de Copenhague não é uma decisão da COP-15, como almejou-se para sua entrada imediata em vigor. Em vez disso, é um anexo às decisões técnicas e regimentais tomadas no evento, de que os países da Convenção do Clima da ONU "tomarão nota".
"Isso é uma carta de intenções, que não define o que fazer em termos legais", declarou Yvo de Boer, o secretário-executivo da convenção, em comunicado que substituiu a prometida entrevista coletiva. "O desafio será transformar aquilo com que concordamos politicamente em algo real."
As metas de corte de gases-estufa estão em branco, para serem listadas (individualmente e sem compromisso) em janeiro. Há apenas uma menção a "reduções significativas".
A demanda para que o texto ganhe peso legal em 2010 caiu, permanecendo só uma genérica menção à "adoção do resultado" -sem definições aqui.
Por ora, não passa de uma declaração vaga forjada na última hora pelos EUA e pelos quatro grandes países emergentes (Brasil, China, Índia e África do Sul) em uma sala fechada, da qual os demais só tomariam conhecimento na hora de votar.
Pior, não cumpre o objetivo central da cúpula que reuniu 119 chefes de Estado e de governo, a maior da história da ONU: limitar o aquecimento global a 2C, valor que cientistas veem como limite avançado para evitar consequências calamitosas.
O próprio comunicado final da convenção diz que os compromissos assumidos são provavelmente insuficientes para tanto, e que será necessária uma revisão em 2015.
Plenária em caos
O resultado é, para quem acompanhou lance a lance a arrastada negociação, o reflexo de uma conferência cheia de entendimentos bilaterais ou restritos a poucos participantes, marcada por divergências e interesses domésticos.
A plenária final, reaberta por volta das 3h de ontem por Lars Rasmussen, foi dramática.
O premiê dinamarquês -que sai do evento como seu maior detrator- apresentou o texto saído da reunião dos emergentes com Obama e interrompeu a sessão para que as outras nações pudessem analisá-lo. Mal bateu o martelo, a plenária foi tomada pelo som de vários delegados dando pancadas na mesa. Pessoas queriam falar.
"Desculpem-me, não notei, deve ter sido o sono", disse o premiê, e abriu o microfone. Tuvalu foi o primeiro da lista.
O negociador Ian Fry, que interrompera a sessão várias vezes ao longo da COP, disse que seu país fora desrespeitado pelo texto, negociado, segundo ele, de forma ilegítima por um grupelho. "Negociações pela mídia podem ser a norma em algumas nações, mas não em um processo democrático."
Ao comentar a provisão de finanças para o acordo, de US$ 30 bilhões até 2012, o negociador de Tuvalu foi áspero: "Devo sugerir em termos bíblicos que nos ofereceram 30 moedas de prata para trairmos o nosso povo. Nosso futuro não está à venda". A plenária irrompeu em aplausos. "Lamento informar que Tuvalu não pode aceitar este acordo." Mais aplausos.
A representante da Venezuela foi a próxima. Disse que seu país levantava a voz "com indignação" contra acordos feitos sem consulta, sem mandato e ilegítimos. Bolívia, Cuba e Nicarágua deram declarações similares -a última interrompendo duas vezes o americano Jonathan Pershing.
Processo implodido
Fora da plenária, delegados lamentavam o desfecho. "É um processo que não permite grandes transformações", resumiu Fernando Tudela, subsecretário do Ambiente do México, na noite de sexta à Folha.
"O que vejo como possibilidade não me deixa nada otimista em nenhum sentido. Se a sociedade civil queria um instrumento ambicioso, este não é juridicamente vinculante e não nos dá nem um mandato."
O México será o próximo anfitrião da COP, em dezembro de 2010. Apesar de o presidente Felipe Calderón ter convocado os países a começarem já a trabalhar por um acordo amplo e a elevarem suas ambições, Tudela foi mais soturno.
"A presidência do México não existe ainda porque não há mandato [no processo]. Se não nos encarregam de nada, o que vamos fazer?". Alguns delegados ouvidos pela Folha nos últimos dias aventaram a hipótese de se adiantar a presidência mexicana para o início do próximo ano, após a desastrada performance da Dinamarca.
Mas o estrago das últimas duas semanas feito no Bella Center, o pavilhão que recebeu mais de 40 mil pessoas apesar de ter lotação de 15 mil, foi tão profundo que até essa possibilidade é questionada.
Ontem, do lado de fora, na neve, nem os manifestantes ambientalistas sobraram.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe2012200901.htm

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Morreu Paul Samuelson

Samuelson é o grande nome da teoria econômica americana no pós-guerra. Deu início ao processo de formalização da teoria econômica. A genialidade de Samuelson apareceu quando ainda estudante. Conta-se que escreveu um paper utilizando-se de um série de recursos matemáticos, que foi recusado pelo professor. O mesmo paper foi publicado numa revista de economia e marcou época, um novo momento da teoria econômica.

Samuelson é produto da crítica keynesiana à economia neoclássica. Samuelson representa o desdobramento da reação iniciada por John Hicks com “Mr. Keynes e os clássicos”. Ou seja, Samuelson é um dos pais da Síntese neoclássica.

Quando se fala no longo domínio do keynesianismo no pós Segunda Guerra até a reação monetarista e novo clássica, na verdade não se está falando de um keynesianismo “puro” tal como concebido por Keynes. Mas trata-se na verdade da leitura de Keynes feitas por economistas neoclássicas, a Síntese neoclássica, que busca responder as críticas feitas por Keynes à teoria neoclássica pré-crise de 1929 e  compatibilizar as novidades trazidas por Keynes com a teoria neoclássica. Ao fazer isso, Samuelson tanto mata Keynes quanto abre espaço para um renascimento futuro de um ortodoxia econômica mais radical já que a crítica keynesiana ao arsenal teórico neoclássico foi profundamente esvaziada.

Tutty Vasques: o texto não é bom, mas a imagem!

Assim é se lhe parece!

ILUSTRAÇÃO POJUCAN

ILUSTRAÇÃO POJUCAN

Não sei o que lhes pareceu o ataque da cavalaria do Distrito Federal aos manifestantes do movimento ‘Fora Arruda’ em Brasília – eu, pelo menos, não via nada igual desde a Batalha do Avaí, na Guerra do Paraguai, retratada em obra-prima do pintor Pedro Américo, exposta no Museu Nacional de Belas Artes. Depois que o Lula disse que “as imagens não falam por si”, cada um vê o que quer no noticiário da TV. O comando da PM viu na pancadaria uma reação natural à “turba” para garantir “o direito de ir e vir da população”.

“Cada um vê o que quer”, já dizia no início do século passado o dramaturgo italiano Luigi Pirandello para brincar com a “ótica conveniente”  e a “farsa filosófica” de seus personagens, cada dia mais atuais entre nós. Se Barack Obama defendeu a guerra no Prêmio Nobel da Paz e Gilberto Kassab viu “aspectos positivos” no temporal que matou oito e infernizou a vida da cidade, assim é se lhes parece. Vocês viram o José Roberto Arruda sair pela porta dos fundos do DEM com discurso paraninfo da faculdade de Direito? Parecia um professor emocionado na formatura de seus alunos.

A verdade é quase um detalhe numa época em que, diz o noticiário, o rapper Mano Brown fechou contrato com a Nike, o vanguardista Tunga está pintando aquarelas delicadas, Seu Jorge anda cantando Michael Jackson, Ronaldinho Gaúcho foi eleito melhor jogador da década e Fernando Collor está participando da Conferência do Clima. Só falta o José Serra quebrar a cara do Schwarzenegger no encontro que terão esta semana em Copenhague.

Texto publicado na coluna Ambulatório da Notícia do caderno Aliás deste domingo no Estadão.

http://blogs.estadao.com.br/tutty/assim-e-se-lhe-parece-2/

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Mundo insólito 2

08/12/2009 - 07h56

Chinesa aceita acordo para bater em marido só uma vez por semana

Uma chinesa da província de Chongqing assinou um acordo com o marido que permite que ela o agrida fisicamente no máximo uma vez por semana.
O acordo - assinado perante familiares e testemunhas - foi proposto pelo marido, um homem de 32 anos identificado apenas pelo sobrenome Zhang, porque, segundo ele, era frequentemente agredido pela mulher, Chen, quando discutiam.
Chen pratica kung fu desde a infância, e disse ao jornal Chongqing Evening News que "não consegue conter suas mãos" durante uma briga.
Ela admitiu ainda que se arrepende cada vez que vê o marido com o olho roxo.
Pais
Zhang e Chen, que se casaram há seis meses, dizem que querem continuar juntos.
Ele contou que desde o namoro já havia sofrido com a agressividade de Chen.
Pelos termos do acordo, ela terá de passar três dias na casa dos pais se passar da cota semanal de agressões.
"Ela é muito obediente em relação aos pais, e os pais dela sempre me dão apoio e a culpam", disse Zhang ao jornal.

Mundo insólito 1

08/12/2009 - 08h01

Descendentes de canibais pedem perdão a família de missionário devorado

Briony Leyland
Em Erromango

Os herdeiros de um homem que foi devorado por canibais em uma pequena ilha do Pacífico há 170 anos voltaram pela primeira vez ao local da morte de seu ancestral para fazer parte de uma singular cerimônia de reconciliação.
O ritual se deu na pequena ilha de Erromango, uma das ilhas que compõem a nação de Vanuatu, onde em 1839 os indígenas mataram e devoraram o reverendo John Williams, um dos mais reconhecidos missionário de seu tempo, e seu colega James Harris.

  • Ahmad Al-Rubaye/ AFP

    Parentes de John Williams participam de cerimônia de reconciliação na ilha de Erromango, Vanuatu

Desde então os nativos crêem ser vítimas de uma "maldição", que querem desfazer agora que o catolicismo é cada vez mais forte na ilha.
"O povo de Erromango sempre teve sobre si o peso de ter matado um missionário. Eles acham que foram amaldiçoados e é por isso que essa reconciliação é tão importante", disse à BBC o presidente de Vanuatu, Iolo Johnson Abbil.
"Desde que passamos a nos considerar como um país cristão, era necessário que Erromango passasse por isso."
Canibalismo
Em 1816, aos 20 anos de idade, John Williams abraçou a vida de missionário dedicando-se à catequização de indígenas da Polinésia sob os auspícios da Sociedade Missionária de Londres.
Dedicou-se à atividade por mais de duas décadas. Em sua última viagem, ele aportou em 1839 a bordo do navio Camden na baía de Dillons, no arquipélago a mais de 1,5 mil quilômetros a leste da Austrália que ainda viria a se tornar Vanuatu.
Ali, dias antes, nativos de Erromango haviam sido mortos por comerciantes europeus de sândalo. Em meio à hostilidade, os dois foram mortos e canibalizados pelos nativos, assim que puseram os pés em terra.
"Harris, que estava mais adiante, foi abatido a clavas e morto. John Williams se virou e tentou correr para o mar. Eles o alcançaram na costa. Ele também foi abatido, atingido por uma flecha e morreu nas águas rasas", contou um dos descendentes do missionário, Charles Milner-Williams, 65.
O antropólogo Ralph Regenvanu, membro do Parlamento de Vanuatu e um dos que propuseram a reconciliação, disse que os homens provavelmente foram mortos porque representavam a "incursão" do homem branco na terra indígena.
"O canibalismo era praticado de forma de ritual e considerada uma atividade sagrada. Muitas vezes era uma maneira de derrotar uma ameaça, de absorver o poder do inimigo", disse o antropólogo.
"John Williams pode ter sido morto e devorado porque representava essa ameaça, essa incursão da civilização europeia que estava chegando a Erromango naquela época."
Reconciliação
Na cerimônia de reconciliação, à qual compareceram 18 descendentes do missionário Williams, a morte dos dois homens foi reencenada. Dezenas de descendentes dos moradores de Erromango à época fizeram fila para pedir o perdão da família.
Como demonstração de afeto e respeito, a baía de Dillons, onde ocorreu o incidente, foi renomeada de baía de Williams. "A reconciliação é parte da nossa cultura. Pedir perdão é uma parte do cerimonial, mas não a única", disse Regenvanu. "A reconciliação requer algo de ambos os lados, há sempre o elemento da troca."
A família de Williams concordou em amparar a educação de uma garota de sete anos de idade, que foi ritualmente "entregue" à família como compensação pela perda do missionário.
Para o parente de Williams, Charles, o ritual foi emocionante.
"Vim sem saber o que esperar e saio, curiosamente, com minha fé restaurada e me sentindo renovado", afirmou Milner-Williams, que vive em Hampshire, no sul da Inglaterra.
"Pensei que após 170 anos eu não sentiria nenhuma emoção, mas a pureza dos sentimentos, o arrependimento genuíno e a tristeza, de partir o coração, foram bastante tocantes."

domingo, 6 de dezembro de 2009

Nasceu, e viveu na Alemanha, não fala turco, mas foi expulso para a Turquia

SPIEGEL ONLINE

SPIEGEL ONLINE

12/04/2009 04:13 PM

Victim of Immigration Policy

The German Forced to Become a Turk

By Jochen-Martin Gutsch

Mohammad Eke was born and grew up in the German city of Essen. Until authorities found out that his parents had entered the country illegally, Germany was his home. Then Eke was deported to Turkey, even though he'd never visited the country and didn't speak the language. It's just another run-of-the-mill case of German immigration policy in action.

The young man sits with his bag in Istanbul's airport, as he often does when he doesn't know what to do with himself or his time.

The bag holds two towels, two pairs of jeans, three T-shirts, a pair of shoes, a jacket and his toiletries. It also contains a Turkish dictionary, a folder containing documents from a German Office of Alien Affairs and a bottle of antidepressant pills, which he needs to fall asleep. The bag is the size of a carry-on bag, and he could easily be mistaken for a tourist visiting Istanbul for a couple of days. Such tourists are eager to see the sights and do the things tourists do here: see the Bosporus, Topkapi Palace, the Blue Mosque or a game of Fenerbahçe, the city's famed football team -- and then return home.

In fact, there is probably nothing Mohammad Eke would like more than to go home -- to board an airplane, take off and arrive at his destination. But, for him, that would be difficult and perhaps even impossible. Going home would mean returning to Germany, where officials have spent a lot of time and effort over the last few years trying to get rid of him and send him to Istanbul.

When they finally succeeded, it was Aug. 6, a hot summer day. Sometime between two and three in the morning, Eke walked out of his cell at a deportation center in Büren, a town in northwestern Germany. He hadn't slept. During the nine months he spent in custody pending deportation, he had dreaded this moment -- while at the same time longing for it.

Then, he was handcuffed and driven a short distance to Düsseldorf's airport, where he was searched -- his clothing, his bag, his body. Then he was driven out to an aircraft so that he could board it before the other passengers. He sat down in the window seat in row 29. He was joined in his row by two federal German police officers who were accompanying him during his deportation. And just in case there were any problems during the flight -- such as a suicide attempt, perhaps -- there was a doctor sitting in the seat in front of him.

At approximately 8 a.m., Turkish Airlines flight TK 1530 took off for Istanbul on a normally scheduled flight. Eke watched Germany's industrial Ruhr region slip away beneath him, and he thought back to the only time he had traveled abroad, for a weekend in The Hague with his football team. He was a child then, but now he was 21 and sitting in an airplane for the first time.

The only reason he was taking the first real journey of his life was because he was being deported to Turkey. He had never set foot in Turkey. He didn't speak any Turkish.

Eke remained quiet throughout the flight, looking every bit the tourist among tourists.

A Turkish police officer was waiting at Istanbul's Ataturk Airport. The escorts from Germany disappeared, and then Eke spent a number of hours in two police stations. Eventually, he was handed a document that he couldn't read, though it seemed important.

Then he was free to go.

By the time Eke left the police station, it was already dark. The only things he had on him were his travel bag and the €50 ($75) he had been given as a deportee.

For the first few weeks, he spent nights in a mosque on the airport grounds. He hid in a corner and slept on a carpet that smelled musty from the feet of the people who prayed there. During the day, he walked over to the departure hall and watched the travelers pulling their trolley cases past the glass booths of the Turkish border officials. He went to a mobile phone shop that offered free Internet use to keep up with German football scores and write e-mails to his girlfriend back home in Essen. Otherwise, he simply waited -- either for a surprise turn of events or for someone to come along to tell him that it had all been a mistake.

What else could it be, he thought. He wasn't a criminal. He was born in Germany, and he had spent his entire life there. Germany was his home, and German was his native language -- German with an accent from the Ruhr region. How on Earth could they deport someone as German as he was?

That question still haunts him, and all the time. But what Eke lacks is a good answer, something that will make his story make sense. But perhaps there is no explanation, at least not one that makes sense. And if there is, it's typically German -- complicated.

A Story That Never Should Have Happened

The immigration office in Essen is housed in a new, cube-shaped building. Jörg Stratenwerth, its director, sits in an office on the fifth floor. He is an amiable, heavyset, 38-year-old man who has spent his entire career working for this agency. He was promoted to head the office a few months ago, and there is now a file sitting on his desk that he will use to help explain the case of Mohammad Eke. Two clerks are also sitting in on the meeting, as is Detlef Feige, the spokesman of the city of Essen. Four men for one story, and a story that is neither particularly significant nor particularly confusing. In fact, by the end of the meeting, you might have been left wondering why this story ever happened.

Stratenwerth opens the file. It all began 21 years ago, on May 30, 1988, when Mohammad Eke was born. He had a different name then: Mohammad Ahmed. During his childhood, he was always told that his parents came to Germany from Lebanon before he was born, after fleeing the civil war there. Since they had no passports, they were all classified as refugees with "unresolved status." Mohammad Ahmed went to kindergarten and then school. He played in the local football club, and he was an FC Bayern fan. He was a Lebanese from Essen whose German was better than his Arabic.

In 2001, Mohammad's parents received a letter from the immigration office. The letter stated that officials had discovered evidence that they had provided false information about their origins when they immigrated to Germany.

Stratenwerth pulls a piece of paper out of the file. He speaks quickly, and his sentences are filled with the flotsam of data and legalese. But when all the important details are filtered out, Eke's story boils down to this: In 2001, immigration offices across the country launched investigations, and special police commissions had been formed to find so-called "fake" Lebanese. The authorities suspected that a few thousand Turks had come to Germany in the 1980s as part of a large wave of refugees claiming to be victims of the civil war ravaging Lebanon. In the first few years of the new millennium, the immigration offices conducted DNA tests to ascertain degrees of kinship and searched for evidence in Turkish birth registries. In the case of Mohammad Eke, the officials found what they were looking for: his parents were part of the group they had uncovered.

DNA tests were done, and the results showed that they were not Lebanese. Instead, the test indicated that they were from the remote Mardin Province in southeastern Turkey, where Arabic is spoken. "The parents presented Lebanese papers," Stratenwerth says, "but they were amateurish forgeries."

Grasping for an Identity

Sitting in a café, Eke calls this all "the lie." He spits out the words like poison. The lie divided his life into two identities. Suddenly he was a Turk. Mohammad Ahmed became Mohammad Eke. He was ashamed of his parents and ashamed to face his friends. How could he explain to them that he had lived with a fake background, in a Lebanese fairytale? The lie began to pervade his life. And it quickly and inexorably set in motion the series of events that would end with his being stranded here in Istanbul.

Eke speaks in a quiet voice. He is wearing jeans and a T-shirt, and his face is the face of a boy. "I'm confused," he says. "I don't know what or who I am. I don't know whether I'm a Sunni or a Shiite. I have no history -- or at least not one I'm aware of." His father, he says, never told him where the family came from, not even after the lie had been exposed. He remained clueless about his family's past. Instead, Eke withdrew into the only thing that seemed indisputable to him. "In my heart, I am German," he says. But that has caused problems for him, too. He has no former life. But he doesn't have a new life yet, either.

For example, Eke has been in Istanbul for more than three months, but he has yet to explore much of the city. He rarely goes into downtown Istanbul because, as he says, it's too dangerous there -- too many thieves and swindlers. He's noticed that the kebabs are drier than they are in Germany and that they have "less meat and less lettuce." Likewise, Eke finds it hard to deal with the Turkish mentality. The Turks are stingy and unfriendly, he says -- though he'll admit that this impression might have something to do with the fact that he doesn't speak Turkish. At any rate, he says, the best place in Istanbul is the airport. "There's Internet here, so I can distract myself," Eke says. "And everything is monitored."

From Would-be Deportee to Refugee

In October 2002, German officials refused to extend Eke's residence permit, which meant that he was now legally required to leave the country, as were his parents and siblings. The first attempt to deport the family came in April 2005. It failed, because the parents weren't home that day; instead, they were at a family gathering in Bremen. After that, the father disappeared for several months. The mother was overwhelmed, and the immigration office obtained a court order to appoint a guardian for her six underage children. The authorities were closing in.

On Tuesday, Sept. 20, 2005, police surrounded the house again. This time, though, everything went according to plan. The parents and the younger siblings were taken into custody and deported to Turkey. By chance, however, Mohammad had spent the night at the house of his older brother. The next morning, he came home to an empty house. His family was gone.

Frightened and confused, Eke thought about his options. The good news was that he was still in Germany. The bad news was that he was 17-years-old and, as of a few hours, parentless. He decided to go to the immigration office, where he expected them to be waiting for him. And perhaps, he reasoned, they would give him a chance because he had missed his family's deportation and somehow stayed behind, because he was born in Essen, after all, and really just a German boy. At least that's the way he saw it.

At the immigration agency, Eke and his court-appointed guardian were sitting in the office of a clerk when they were told that he could not be deported -- at least not right away -- because he was a minor and his parents' exact whereabouts were unknown. Instead, he would be placed in Essen's Hermann Friebe House, a home for refugees. Now he would be Mohammad Eke, institutionalized child.

'Integration Achievement'

At that point, says Stratenwerth, the head of Essen's immigration agency, nothing had been decided. Nothing at all. Under certain conditions, though, Eke could have stayed in Germany. But that's not how Eke sees it. "Of course," he says, "he was more or less required to leave the country. That much is completely clear."

But, after spending his entire life in Germany, wasn't Eke really a German, a de facto native, so to speak? Were 17 years not enough?

Stratenwerth shakes his head. It's claiming a false identity, he says. And under German law, Stratenwerth explains, Eke can be held responsible for his parents' lie.

This is the point at which Eke's story becomes a legal matter -- and even a matter of government policy. The life of Mohammad Eke is now measured against the "public interest to regulate the immigration of foreigners," to quote a later court decision on the Eke case.

Stratenwerth flips through the file. He has never met Eke but in the end, he says, his is nothing more than a run-of-the-mill case. There are about 1,800 similar cases in Essen alone, he adds, of Turkish parents falsely claiming that they were Lebanese when they first entered the country -- and of children who grew up in Germany and spent their first 10, 15, 20 years in the country. Each of these cases ends with the question: Can they be allowed to stay, or do they have to go?

Stratenwerth says that everything depends on what he calls "integration achievement," which he sees as the intent behind Germany's Residence Act. "The more someone is integrated," he says, "the greater his or her changes are." In cases where individuals are well-integrated, deportation can be classified as legally unacceptable. It is a discretionary decision, though, and one with which immigration authorities have a certain degree of latitude.

In the end, this meant that Eke had to take an examination of sorts -- an integration test, so to speak. But it was a test he wouldn't be able to pass.

Granted, Eke has a few legal blemishes on his file. He had driven without a license; he had illegally altered a moped; and he had been convicted for theft and embezzlement after selling a borrowed Playstation for €70 ($104). But none of these were all that shocking or more than your average youthful indiscretions. And as Stratenwerth says: "None of this stood in the way." Instead, Eke was told to abide by his guardian's instructions. He was instructed to live at the refugee facility and go to school. By doing so, the authorities reasoned, he would be demonstrating his "integration achievement."

The Final Hurrah

After a few days, officials at the Hermann Friebe House reported that Eke was missing. As he puts it, he didn't want to be an institutionalized child. After that, he did what he was told and participated in a program called "Training and Employment for Adolescent Asylum Seekers." But he stopped attending after six months, and he also broke off contact with his guardian. On June 9, 2006, a few days after his 18th birthday, the immigration office noted that his whereabouts were now unknown and issued a warrant for his arrest. He was now a legal adult, but one that was illegal and eligible for deportation.

In retrospect, Eke admits, it might've been a mistake. But, at the time, it seemed like his only option. He didn't trust the immigration authorities, the same authorities who had deported his parents and siblings. And he didn't trust his guardian, either.

For the next two years, Eke stayed off the radar. He lived with friends in Essen and then moved in with his sister in Bremen, who has a German passport. He played football in various clubs and earned a little money by giving lessons to children. He likes to tell the story of how he played professionally with Rot-Weiss Essen, a local football club, with Mesut Özil -- a fellow Turk and a member of the German national team today.

In the late afternoon of Nov. 7, 2008, Eke gave up. The police had surrounded his brother's auto repair shop in Essen. Eke ran to the emergency exit hoping it would be his last chance to get away. But when he opened the door, there were two police officers waiting outside with weapons drawn.

"I was almost glad when they caught me," Eke says. "I thought: Now everything will be straightened out. I really thought they would say: 'It was our mistake' and 'Of course you'll get another chance.'"

What Exactly Constitutes Integration?

In fact, Eke still seems surprised. He opens his bag and pulls out a few documents: references from the German football clubs he had played with, a letter from the petitions committee of the state parliament of North Rhine-Westphalia, a certificate showing that he had attended an industrial placement program at BMW facilities in Essen, and the boarding pass from his August deportation flight. The documents are now little more than yellowing pieces of paper, testaments to his unsteady German life.

Eke left secondary school after ninth grade. His parents hardly speak any German, and they paid little attention to the education of their 11 children. When Eke is asked what his parents did for a living, how they made money, he says, "with nothing." It was a large family that survived on welfare. Under these conditions, how could Eke be expected to score well on any "integration achievement" test?

When asked whether he believes that he's integrated, he says that he doesn't exactly know what the term means. Still, the fact is that, in Germany, no one really knows what it means. Can integration really be measured? Eke speaks German like a German. He isn't a criminal, and he isn't a bad guy. That, so to speak, is his integration achievement. Is it necessary to ask more of him? Or is there also such a thing as a German integration achievement? Is there a level of responsibility that someone must achieve after having lived in Germany for 21 years?

On Nov. 8, 2008, Eke was taken to the deportation center in Büren. He spent the first few weeks in a six-man cell with three bunk beds. After two months, he was permitted to work as a cleaner in the detention facility. He was having trouble sleeping, so the in-house doctor wrote him a prescription for antidepressants. When his hair occasionally fell out in dark clumps, both the doctor and Eke attributed it to stress.

Arguing His Case in Court

Twice during his nine-month incarceration, Eke was taken to the Turkish Consulate. But, on both occasions, he refused to apply for a Turkish passport, arguing that he was "born in Germany and am therefore a German citizen." His sister in Bremen hired attorneys, who filed a lawsuit against the government's deportation efforts. At this point, he was hoping that the German courts would come to his rescue.

But that wasn't in his cards. In a tersely worded ruling dated Jan. 14, 2009, an administrative court in Gelsenkirchen, near Essen, wrote: "The claimant's consciously illegal stay in Germany after his disappearance already suggests a lack of integration because it shows that the claimant intends to make his integration into the German legal order dependent on his interests." The judge also ruled "that it is in keeping with the need to fairly balance the public interest in regulating the immigration of foreigners against the claimant's private interest in remaining in Germany that the claimant return to Turkey."

Subsequently, Eke's lawyers filed an appeal with the administrative appeals court of the state of North Rhine-Westphalia. On June 5, the appeal was denied. The judges argued that there was no evidence of Eke's being rooted in "German society" to a degree that would "make deportation to Turkey seem unacceptable." Besides, the judges wrote in their decision, "through his illegal presence in Germany since June 2006, the claimant has demonstrated his ability to cope with difficult living situations."

Eke had run up against a wall. He filed an appeal with a commission responsible for adjudicating hardship cases, but it also was denied. On July 9, the Federal Constitutional Court, Germany's supreme legal body, decided not to hear Eke's constitutional complaint. Now 21, Eke had exhausted his legal options in Germany. The only people left who could have prevented his deportation were Jörg Stratenwerth and the immigration officials in Essen. But they didn't.

Stretching the Boundaries of Reasonable

Stratenwerth closes the Eke file. He has been working for the immigration authority for almost 15 years, and he has witnessed all of the German debates on integration, abuse of asylum privileges, Turkey's accession to the European Union, double citizenship, a German green card and mainstream culture. These days, Germany defines itself as a country of immigration. This perception might reflect reality -- and it might just be little more than wishful thinking. Stratenwerth isn't sure. He doesn't make the laws, he says, he just enforces them. He did his job correctly, he adds, as he looks out the window at the fall foliage.

"The chance was there," says Stratenwerth. "His mistake was to drop out of the training program and disappear. Now he has to deal with the consequences."

If you follow the logic, it would seem that Eke failed to live up to an expectation that he grow up more quickly than normal -- something which a German youngster from a similar background would never have been expected to do. Moreover, that German youngster would certainly not have suffered the same consequences as Eke for failing to pass the test.

Stratenwerth is open to discussing most issues, including the question of who is responsible for Mohammad Eke. Is it Germany, the country where he was born, or Turkey, a country he had never even visited beforehand? "Legally speaking, Turkey is responsible for him," says Stratenwerth, who holds a legal degree. "From an emotional standpoint," he adds, "perhaps he belongs in Germany. But under international law, he's Turkish."

Perhaps Eke could get a job, Stratenwerth suggests, in an attempt to look on the bright side of things, as if that would make everything better. "With his language qualifications, his German and Arabic," Stratenwerth says, "he has excellent job prospects in Turkey." A return to Germany, on the other hand, could be difficult. He could marry a German woman or someone with the right legal status. "But before returning to Germany," Stratenwerth adds, "he would have to pay back the costs incurred by his deportation." In Eke's case, these costs could be quite steep. There's the nine months he was in detention. And then there was the airfare for himself, the two police officers and the doctor. And then, of course, the costs of the medical reports. "It'll certainly come to about €20,000 ($30,000)," Stratenwerth figures.

Foreign at Home

Mehtap Sabah, Eke's 23-year-old girlfriend, says she would be willing to marry him. She is a petite girl with a German high-school diploma, Turkish parents and a German passport. "€20,000?" she asks. "How are we supposed to come up with that kind of money?" Sabah is in her second year of an apprenticeship to become a tax accountant's assistant. In August, shortly after Eke was deported, she went to see him in Istanbul. It was a strange visit. As they walked through the streets, she served as his interpreter. She also talked about the beauty of the city, the sea, the warm climate -- and soon she felt like his Turkish tour guide, as well. But all Eke could say was: "I feel lost here."

Eke is her first love. She could join him in Turkey, but she doesn't want to live there. Germany is her home, she says. Sometimes, when she compares his life with hers, she sees no difference between the two. Both of them were born and raised in Essen. But she received a German passport at some point, while Eke was deported.

At moments like this, despite the fact that it is her home, Germany must seem like a mysterious, inscrutable country to someone like Sabah.

Lost

Back at Istanbul's airport, Eke is thinking about where he'll sleep tonight. He has spent the last few weeks in Esenyurt, a neighborhood in Istanbul where he had been working at a small bakery during the day, dusting off the flour from pita bread. He lived in the apartment of Shekmus, a baker who spoke a little Arabic. It was musty and dark in the apartment, and they slept on dirty mattresses. But it wasn't bad, Eke says. At least he had a place to stay. But then he was told that the bakery was going to close soon because sales were poor. Perhaps it was true. Or perhaps they just didn't need an employee from Germany to dust off the flour from their pita bread, particularly one who didn't even speak Turkish.

Eke hasn't spoken with his parents since they were deported in September 2005. He can't forgive them for lying. For practical reasons, he now has a Turkish ID card. But he doesn't have a Turkish passport. As he sees it, doing so would mean taking another step into a Turkish life, a life he has still successfully managed to keep his distance from.

If marriage is his only option for returning to Germany, Eke says he'll do it. Marriage, at 21-years-old, just to return to the place where you've always lived.

He gets up. It is almost midnight, and he is thinking about spending the night at the baker's apartment. "It takes about two or three weeks to get to know Turkey, to see all the sights," says Eke. He sounds like a tourist.

He walks through the arrivals hall at the airport, not quite sure where he's going. He's a young man with a bag in his hand.

Translated from the German by Christopher Sultan

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A crise no Chile

El índice de precios registró una sorpresiva baja de 0,5% en noviembre:
IPC cerrará 2009 con mayor caída desde 1935

Sábado 5 de diciembre de 2009

Una contracción de precios mayor a la esperada hizo que los analistas advirtieran de una reactivación de la demanda interna más lenta de lo esperado.

M. Vélez y P. Díaz 

El desempleo está pasando la factura a la recuperación. Esa es una de las conclusiones que se pueden sacar del reporte del Índice de Precios de Consumidor (IPC) de noviembre. En la cifras entregadas ayer por el Instituto Nacional de Estadísticas (INE), el índice de precios cayó un sorpresivo 0,5% el mes pasado, muy por encima del 0% o el -0,1% esperado por el mercado.

La cifra, sumada a la falta de generación de empleos con contrato en el sector privado (-2,8% en octubre), refleja según analistas que los consumidores chilenos continúan cautelosos.

"Como señal económica este resultado no es muy bueno, puede ser una señal hasta negativa de que todavía la recuperación del consumo es todavía muy gradual", detalla Cristián Gardeweg, analista de Celfin.

Si bien la caída se explica en gran parte por las tarifas de electricidad (-10,3%) y el precio de las prendas de vestir (-3,2%), la caída fue generalizada, pues casi todos los productos de la canasta registraron bajas de precio.

En BCI Corredor de Bolsa destacaron la baja en ítems como Muebles (-0,4%) y Bienes y Servicios (-0,7%), como señal de una débil demanda. "Estamos viendo efectos de segunda vuelta deflacionarios que pueden ser difícil revertir en el corto plazo", advierten... Este elemento debe preocupar al Central toda vez que estimamos que la cifra fue sorpresiva para el mercado como para el instituto emisor", advierten.

Cierre de año

Los expertos esperan que diciembre también cierre con cifras negativas. Juan Pablo Castro, economista de Santander, estima que en el último mes del año el IPC debería caer entre 0,2% y 0,1%. En LarrainVial incluso esperan que la caída sea de 0,3%. En general, de cumplirse las proyecciones, el IPC de 2009 acumulará una caída anual de 1,4%. Sería el año con la mayor baja de precios desde 1935.

Aunque como señal económica la contracción de precios es negativa, pues mientras la demanda interna se mantenga baja la recuperación seguirá siendo lenta, podría haber un lado positivo para los consumidores.

Gardeweg recuerda que en diciembre los gastos aumentan por las compras navideñas. Mientras Sergio Godoy, gerente de estrategia en renta fija de LarrainVial, coincide con que el IPC de noviembre es positivo para los consumidores. "Los deudores hipotecarios verán reducidos los pagos que realizarán en diciembre y los arriendos también se reajustarán a la baja".

Consumidores

Como señal económica, la contracción de precios es negativa, pero hay un lado positivo para los consumidores.

Un Banco Central sin presiones

Tras conocerse la caída de precios de noviembre, las expectativas respecto a una eventual alza de la tasa de interés antes de lo anunciado por el Banco Central parecen desvanecerse. "Empezarían a subir el segundo trimestre del próximo año y no antes", sentencia Rodrigo Aravena, de Banchile.

Para Juan Pablo Castro, economista de Santander GBM, también se reducen las expectativas sobre el tope que alcanzará la Tasa de Política Monetaria en 2010. "Proyectamos que será de 2,25% en (diciembre) 2010", afirma.

A pesar de que el emisor ha insistido en que la política monetaria no variará hasta el segundo semestre de 2010, las tasas de mercado indicaban que los inversionistas veían espacio para un cambio adelantado.

"Esto apoya el discurso del Banco Central, en el que a pesar de que uno espera un crecimiento para el próximo año, este crecimiento debería ser sin presiones inflacionarias. Por lo tanto, eso apoya su idea de mantener las tasas bajas", sentencia Castro.

http://diario.elmercurio.com/2009/12/05/economia_y_negocios/economia_y_negocios/noticias/5C273BF8-4E19-42EA-906F-BD59F157508C.htm?id={5C273BF8-4E19-42EA-906F-BD59F157508C}

Editorial do Clarín sobre União Européia e Malvinas

05.12.2009

Malvinas, la UE y Latinoamérica

00:00

Por: Clarín.com

Que las islas Malvinas sean consideradas como un "territorio asociado" de la Unión Europea es una anomalía geopolítica y un problema de derecho internacional a todas luces evidente entrado el siglo XXI. Pero así ocurre, como consecuencia de la entrada en vigor del Tratado de Lisboa, una suerte de nueva Constitución que rige para los veintisiete países de la UE.
Esto significa además que lo que hasta ahora se planteaba como un conflicto bilateral entre la Argentina y Gran Bretaña se traslada a la esfera de los grandes grupos regionales, en la escala supranacional.
Esto es lo que sucedió en la Cumbre Iberoamérica, precisamente creada como un puente entre América latina y Europa, cuya declaración final en Estoril reiteró la invitación a las partes a negociar una solución pacífica para la disputa sobre el archipiélago austral.
Como es sabido, la Argentina cuenta con el respaldo regional, en el seno del Mercosur y de la UNASUR, al reclamo de reconocimiento de los derechos soberanos de nuestro país sobre las islas del Atlántico Sur. Mientras tanto, Gran Bretaña desoye sistemáticamente las resoluciones de las Naciones Unidas al respecto, e invoca el principio de autodeterminación para la población de las islas.
Con el conflicto congelado, la inclusión del archipiélago en el mapa de la UE como "territorio asociado" convalida una situación de enclave colonial y es una mala noticia para la Argentina y el reclamo diplomático internacional.
La inclusión de las islas Malvinas como un territorio asociado de la UE consagra una anomalía geopolítica y del derecho internacional

http://www.clarin.com/diario/2009/12/05/opinion/o-02055645.htm

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

E agora, Brasil?

A festa acabou,

A campanha ocorreu,

o povo votou,

a eleição acabou,

Honduras cansou,

e agora, Brasil?

e agora, você?

você que é sem poder,

que usa o dos outros,

você que faz discursos,

que grita protesta,

e agora, Brasil?


 

Está sem apoio,

Só tem um discurso

Palavras ao vento

Já não pode sair

Ainda não pode desistir

Nunca pode vencer

Os sonhos esfriaram

A realidade chegou

A história partiu

A esperança sumiu

Não veio a utopia

E tudo acabou

O Obama fugiu

Os princípios mofaram

Numa embaixada fechada

E agora, Brasil?


 

E agora, Brasil?

Sua defesa da democracia,

Seu instante de loucura,

Sua ambição e sacrifício,

Sua tradição,

Sua cadeira na ONU,

Sua liderança na América Latina,

Sua voracidade – e agora?


 

Com as palavras na boca,

Quer abrir a porta,

Não existe porta;

Quer profetizar no mundo,

Mas o mundo já não quer profetas;

Quer ir para o mundo,

Mas o mundo te manda voltar.

Brasil, e agora?


 

Se você gritasse

Se te ouvissem

Se você que decidisse

Se você dominasse

Se você acordasse

Se você lutasse

Se você vencesse...

Mas você não vence,

Você é fraco, Brasil!


 

Sozinho em Honduras

Qual bicho-do-mato,

Sem o mito da fronteira,

Sem o destino manifesto

Sem armas para se afirmar

Sem navios e aviões

Que suportem a ação

Você marcha, Brasil!

Brasil, para onde?

Brasil e Honduras

Independentemente do resultado que aponta para uma vitória dos golpistas apesar da derrota eleitoral dos mesmos (e de fato desconfio do candidato vencedor apesar de não ser do partido dos golpistas), o Brasil tomou a decisão acertada.

1. O Brasil é uma potência emergente, incensado pela imprensa, teria todo interesse em agir como a China e não fazer uma defesa de valores no sistema internacional, olhar apenas para os seus interesses econômicos e geopolíticos. Mas o Brasil mostrou que ainda que as relações internacionais sejam pautadas por interesses, há momentos em que os interesses devem ser deixados de lado para uma defesa de valores que são importantes, defender o princípio da democracia no América Latina é um valor importante, e compensa deixar de lado os interesses materiais para reafirmar este valor quando ele está ameaçado. O Brasil não é um grande potência, não deve se comportar como tal, passando por cima de qualquer valor. Este comportamento poderia se voltar contra seus interesses nas relações com os vizinhos.

2. Ao contrário do que diz a imprensa o Brasil não defendeu Manuel Zelaya, o Brasil defendeu um princípio. E neste caso não apenas a democracia, mas a idéia que um nacional não pode ser expulso de seu próprio país. Agora mesmo um dos líderes da luta pela independência do Saara Ocidental foi expulso do Marrocos, enviado para as Ilhas Canárias, e a Espanha defendeu os seus direitos? Não! Caso Zelaya tivesse sofrido um processo de impeachment legalmente sustentado não seria uma questão brasileira.

3. Nunca esteve em questão a incapacidade do Brasil impor uma solução em Honduras. O Brasil não mantém relações políticas e econômicas densas com Honduras para tenha condições de fazer pressão a ponto do governo de turno ceder diante da ação brasileira. O Brasil sempre dependeu da ação internacional, da cooperação internacional para encaminhar uma solução para a questão de Honduras. De fato sempre dependeu que os EUA se sentissem pressionados a atuar em favor da solução brasileira.

4. Aí aparece um erro da diplomacia brasileira. O Brasil acreditou em Obama. De fato pareceu ao Brasil que Obama não apenas representava a esperança, mas representaria de fato um novo momento nas relações entre os EUA e a América Latina. É possível que o próprio Obama em determinado momento no início da crise hondurenha tenha acreditado nisso. Mas logo foi enquadrado pelo establishment que domina e define a política externa norte-americana para a região. Se o Brasil não tivesse acreditado em Obama poderia ter pensando em alternativas de saída que não estivessem baseadas na “bondade” americana, poderia ter envolvido mais organizações internacionais como as Nações Unidas; poderia ter buscado mais apoio nos países da América Central. Evidentemente Oscar Árias é um aliado fiel dos EUA desde os anos 80, mas ele é muito mais vulnerável a pressão dos que os EUA, o Brasil poderia ter buscado uma aproximação da Costa Rica e pressionado o presidente Oscar Árias para apresentar um plano mais condizente com as demandas de democracia na América Latina, isso representaria uma pressão maior sobre os EUA. Se reconhecessem que Obama é apenas mais do mesmo, o Brasil poderia ter buscado o apoio do México. O México vive um período de ostracismo internacional, poderia ter interesse em afirmar sua presença na América Central atuando no caso. O México, apesar de recentemente ter praticamente um aliado incondicional dos EUA, ao longo do tempo manteve um discurso de política externa compatível com uma ação em defesa da democracia na região, o Brasil deveria ter mobilizado o México.

5. A irrelevância de Honduras no sistema internacional desde o início jogou a favor dos golpistas, quem se interessa pelo que se passa em Honduras? Qual país, grupo, movimento social estaria disposto a se sacrificar e realizar uma mobilização de longo prazo para defender a democracia em Honduras? Quem vai se preocupar se o presidente de Honduras é A, B, C ou D? Os países da região e ainda assim por pouco tempo, o que também favorece que mais cedo ou mais tarde as eleições realizadas em Honduras sejam aceitas.

6. Obama já teve vários momentos para demonstrar que representaria uma mudança na política internacional dos EUA. Não conseguiu demonstrar isso em nenhum caso. E teoricamente´é muito mais difícil alterar a política para a China, o Oriente Média, o Iraque, o Afeganistão  do que para Honduras. Se Obama não é capaz de alterar a política externa americana para Honduras, Obama não é capaz de alterar a política externa americana.

sábado, 28 de novembro de 2009

Dilma 2010

 

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http://www.paulohenriqueamorim.com.br/?p=23092

terça-feira, 24 de novembro de 2009

76% acham que governo Lula foi melhor que governo FHC

76% acham que governo Lula foi melhor que governo FHC

Atualizado em 23 de novembro de 2009 às 12:30 | Publicado em 23 de novembro de 2009 às 12:17

CNT/Sensus: 76% preferem governo de Lula ao de FHC
23 de novembro de 2009 • 11h49 • atualizado às 11h51

Keila Santana, Direto de Brasília, no Terra
 

A pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta segunda feira traz uma comparação entre a percepção dos entrevistados sobre o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Para 76%, os sete anos do governo Lula são melhores que os oito anos da era FHC, 10% acreditam que Fernando Henrique foi melhor e 11,1% afirmaram que os dois governos são iguais. A pesquisa CNT/Sensus foi realizada entre os dias 16 e 20 de novembro e entrevistou 2 mil pessoas. A margem de erro é de 3%.

Segundo Clésio Andrade, a candidata do governo começa a estimular a guerra eleitoral, crescendo nas simulações e se favorecendo da avaliação negativa da imagem do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

"O Serra cai em função do apoio do Fernando Henrique, que fala em nome dele, independente dele querer ou não. O apoio ostensivo de FHC é prejudicial", disse Clésio Andrade, presidente da CNT.

Nas simulações para as eleições de 2010, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), continua liderando as intenções de votos em todas as listas em que o nome dele é incluído, mas apresenta queda nos percentuais de primeiro e segundo turnos.

"Ao longo dos últimos 12 meses, Serra perdeu 15 pontos nas intenções de voto", disse Ricardo Guedes, diretor do Instituto Sensus. Na primeira lista que inclui todos os prováveis candidatos à presidência da República, José Serra aparece com 31,8%, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), com 21,7%, o deputado federal Ciro Gomes (PSB)tem 17,5% das intenções de votos e a senadora Marina Silva (PV) apresenta 5,9%.

http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/76-acham-que-governo-lula-foi-melhor-que-governo-fhc/

Não sabe fazer política externa, não sabe diferenciar entre as questões individuais e as questões de Estado


São Paulo, segunda-feira, 23 de novembro de 2009


TENDÊNCIAS/DEBATES
Visita indesejável

JOSÉ SERRA


O mesmo país que tentou oferecer segurança e consolo a vítimas do Holocausto estende honras a quem banaliza o mal absoluto?


É DESCONFORTÁVEL recebermos no Brasil o chefe de um regime ditatorial e repressivo. Afinal, temos um passado recente de luta contra a ditadura e firmamos na Constituição de 1988 os ideais de democracia e direitos humanos. Uma coisa são relações diplomáticas com ditaduras, outra é hospedar em casa os seus chefes.
O presidente Ahmadinejad, do Irã, acaba de ser reconduzido ao poder por eleições notoriamente fraudulentas. A fraude foi tão ostensiva que dura até hoje no país a onda de revolta desencadeada. Passados vários meses, os participantes de protestos pacíficos são brutalizados por bandos fascistas que não hesitam em assassinar manifestantes indefesos, como a jovem estudante que se tornou símbolo mundial da resistência iraniana. Presos, torturados, sexualmente violentados nas prisões, os opositores são condenados, alguns à morte, em julgamentos monstros que lembram os processos estalinistas de Moscou.
Como reagiríamos se apenas um décimo disso estivesse ocorrendo no Paraguai ou, digamos, em Honduras, onde nos mostramos tão indignados ao condenar a destituição de um presidente? Enquanto em Tegucigalpa nos negamos a aceitar o mínimo contacto com o governo de fato, tem sentido receber de braços abertos o homem cujo ministro da Defesa é procurado pela Interpol devido ao atentado ao centro comunitário judaico em Buenos Aires, que causou em 1994 a morte de 85 pessoas?
A acusação nesse caso não provém dos americanos ou israelenses. Foi por iniciativa do governo argentino que o nome foi incluído na lista dos terroristas buscados pela Justiça. Se Brasília tem dúvidas, por que não pergunta à nossa amiga, a presidente Cristina Kirchner?
Democracia e direitos humanos são indivisíveis e devem ser defendidos em qualquer parte do mundo. É incoerente proceder como se esses valores perdessem importância na razão direta do afastamento geográfico. Tampouco é admissível honrar os que deram a vida para combater a ditadura no Brasil, na Argentina, no Chile e confratenizar-se com os que torturam e condenam à morte os opositores no Irã. Com que autoridade festejaremos em março de 2010 os 25 anos do fim da ditadura e do início da Nova República?
O extremismo e o gosto de provocação em Ahmadinejad o converteram no mais tristemente célebre negador do Holocausto, o diabólico extermínio de milhões de seres humanos, crianças, mulheres, velhos, apenas por serem judeus. Outros milhares foram massacrados por serem ciganos, homossexuais e pessoas com deficiência. O Brasil se orgulha de ter recebido muitos dos sobreviventes desse crime abominável, que não pode ser esquecido nem perdoado, quanto menos negado. O mesmo país que tentou oferecer um pouco de segurança e consolo a vítimas como Stefan Zweig e Anatol Rosenfeld agora estende honras a alguém que usa seu cargo para banalizar o mal absoluto?
As contradições não param por aí. O Brasil aceitou o Tratado de Não Proliferação Nuclear e, juntamente com a Argentina, firmou com a Agência Internacional de Energia Atômica um acordo de salvaguardas que abre nossas instalações nucleares ao escrutínio da ONU. Consolidou com isso suas credenciais de aspirante responsável ao Conselho de Segurança e expoente no mundo de uma cultura de paz ininterrupta há quase 140 anos com todos os vizinhos. Por que depreciar esse patrimônio para abraçar o chefe de um governo contra o qual o Conselho de Segurança cansou de aprovar resoluções não acatadas, exortando-o a deter suas atividades de proliferação?
Enfim, trata-se da indesejável visita de um símbolo da negação de tudo o que explica a projeção do Brasil no mundo. Essa projeção provém não das ameaças de bombas ou da coação econômica, que não praticamos, mas do exemplo de pacifismo e moderação, dos valores de democracia, direitos humanos e tolerância encarnados em nossa Constituição como a mais autêntica expressão da maneira de ser do povo brasileiro.


JOSÉ SERRA, 67, economista, é o governador de São Paulo. Foi senador pelo PSDB-SP (1995-2002) e ministro do Planejamento e da Saúde (governo Fernando Henrique Cardoso) e prefeito de São Paulo (2005-2006).

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz2311200908.htm

Patentes abusivas

São Paulo, domingo, 22 de novembro de 2009


Patentes abusivas preocupam países ricos

EUA, União Europeia e Austrália questionam supostos exageros no sistema que dá monopólio a autores de invenções
Excesso de proteção está atrapalhando esforços de inovação, dizem críticos; nova jurisprudência pode forçar mudança em tratado

Fabrice Coffrini/France Presse

ONG faz manifestação no lago de Genebra, na Suiça, contra exageros em patentes de remédios
CLAUDIA ANTUNES
DA SUCURSAL DO RIO
A ampliação do escopo dos produtos considerados patenteáveis -isto é, passíveis de receberem direito temporário de exploração por monopólio- está provocando reação política e batalhas jurídicas em países desenvolvidos. O debate diz respeito principalmente a possíveis invenções em biotecnologia, farmácia, tecnologia da informação e métodos de negócios, e provoca divisões dentro de governos e entre setores industriais e científicos.
A questão central é em que medida o sistema de patentes, globalizado a partir de 1994 com o acordo Trips da OMC (Organização Mundial do Comércio), contribui para promover a inovação ou pode tolhê-la -ao aumentar o custo dos royalties para os que querem fazer pesquisas e lançar produtos em áreas protegidas.
"A maior parte da literatura econômica sugere que há uma relação de "U" invertido entre a inovação e a proteção por patente. Maior proteção é bom, pelo menos por um tempo. Em algum ponto, porém, a relação se torna negativa. Parte da literatura sugere que o nível ótimo de proteção é menor em países menos avançados", diz Josh Lerner, especialista em inovação tecnológica da Escola de Negócios de Harvard.
Nos EUA, onde o jornal "Financial Times" identificou uma "pandemia de patentes", a Suprema Corte realizou no dia 9 a primeira audiência do caso Bilski e Warsaw contra Kappos. Aparentemente banal, ele pode mudar a jurisprudência sobre a área de bens não tangíveis -software, transações financeiras, técnicas médicas-, em que o país é dos poucos que dão proteção patentária.
Bernard Bilski e Rand Warsaw recorrem de decisão que lhes negou patente de um processo que ajudaria a planejar gastos com energia. Um dos juízes da corte chegou a questionar, com ironia, se seu "maravilhoso método de ensinar lei antitruste" seria patenteável.
Gigantes como Microsoft e Google -frequentemente acionadas por pequenas empresas que reclamam ter inventado tecnologias usadas por elas- puseram-se contra os litigantes. Do lado deles, ficaram empresas da área biomédica.
Ataque aos genéricos
Na Europa, um relatório da Comissão Europeia, de julho, acusou farmacêuticas de usar táticas para adiar a entrada de genéricos no mercado, incluindo pedidos de novas patentes para substâncias já protegidas. O documento aponta declínio, nesta década, no lançamento de novos remédios, possível indicação de prejuízo à inovação.
O Escritório Europeu de Patentes defendeu as empresas, afirmando que as patentes ditas secundárias "também são esteio do processo de inovação" e merecem até escrutínio similar ao da substância original.
Na Austrália, a patente conjunta dos genes isolados BRCA1 e BRCA2, nos quais mutações causam câncer de mama, e de um teste para sua identificação, provocou a criação de uma Comissão de Inquérito no Senado, ainda em andamento.
A firma australiana que tem a licença da patente americana argumenta que seus direitos sobre a molécula isolada ou artificialmente produzida não se estendem à encontrada no corpo humano. Ela acabou recuando da cobrança de royalties do maior hospital público para tratamento de câncer.
Problema conceitual
Por trás desses casos está questão difícil sobre o que constitui um invenção e não uma descoberta ou a extensão óbvia de tecnologias existentes -na Lei de Propriedade Industrial brasileira, de 1996, isso é definido "por exclusão", explica o advogado Luiz Leonardos, da área de marcas e patentes.
Luigi Palombi, da Universidade Nacional da Austrália, defensor de revisão radical do sistema mundial de patentes, afirma que o isolamento de um gene é uma descoberta, posição que é também de Luís Carlos Wanderley, coordenador de Propriedade Intelectual da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
Mas a divisão de posições se dá sobretudo em função de interesses. Muitos na comunidade científica, exemplifica o americano Lerner, "se beneficiam por poder comercializar suas ideias, e não poderiam obter fundos para suas pesquisas sem a proteção da patente".
Por outro lado, diz ele, patentes que limitam pesquisas são preocupantes. "Nos EUA, acabamos com a exceção para a pesquisa, que permitia infringir patentes com esse fim. Há o perigo real de que a proliferação de patentes biomédicas e agrícolas possa coibir inovação nessa área crítica."
Até os anos 1970, diz Palombi, a maioria dos países europeus -e o Brasil também- só permitia patentes de processos, não de produtos. "A análise histórica mostra que você não precisa do nível de patentes que há hoje para encorajar inovações. É preciso equilíbrio."

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe2211200901.htm

domingo, 22 de novembro de 2009

Espiões de Cuba nos EUA são condenados

Espías para Cuba se declaran culpables

El Universal
Sábado 21 de noviembre de 2009

WASHINGTON (AP).— Un trabajador retirado del Departamento de Estado y su esposa, acusados de participar en un complot de tres décadas a fin de espiar para Cuba, se han declarado culpables en una corte federal.

Walter Kendall Myers, de 72 años, y su esposa Gwendolyn, de 71, fueron descubiertos en una operación encubierta del FBI, arrestados en junio y retenidos sin derecho a fianza.

El juez de distrito federal Reggie Walton aceptó las declaraciones de culpabilidad ayer por la tarde.

Walter Myers se declaró culpable de planear la comisión de un acto de espionaje y de fraude por medios electrónicos, y accedió a pasar en prisión el resto de su vida.

Su esposa se declaró culpable del cargo menor de participar en un complot para recabar y transmitir información de defensa nacional, y acordó cumplir una condena de entre seis y siete años y medio en prisión. Ambos accedieron además a cooperar plenamente con los investigadores.

Poco antes, un documento del Departamento de Justicia señaló que Walter Kendall admitiría que él era conocido como el “agente 202” y que junto con Gwendolyn comenzó a conspirar en 1979 para proveer información de seguridad nacional al gobierno de Cuba. La pareja se casó tres años después.

Un segundo documento anticipó que Gwendolyn, conocida como “agente 123”, planeaba declararse culpable de conspirar para compilar y transmitir información de seguridad nacional. Las autoridades estadounidenses dicen que los Myers entregaron secretos a agentes cubanos en los últimos 30 años usando un radio de onda corta, intercambiando cartas en una tienda de víveres y en al menos un encuentro cara a cara con el entonces presidente cubano Fidel Castro, en La Habana.

Operativo del FBI

Una evidencia clave en el caso provino de una operación encubierta en la que un agente del FBI se acercó a Myers en la calle, el día del cumpleaños del acusado, el 15 de abril. El agente le dio a Kendall un puro, le dijo que conocía a su contacto cubano y le pidió que se encontrase con él más tarde. El plan dio resultado y los Myers se reunieron con el agente tres veces en hoteles en Washington en las dos semanas siguientes. El FBI grabó secretamente los encuentros, en los cuales, asegura, la pareja hizo numerosas declaraciones incriminatorias sobre sus actividades de espionaje.

En una de esas sesiones, Gwendolyn Myers presuntamente propuso al agente del FBI que su esposo podría ser instructor en una academia cubana de espionaje.

http://www.eluniversal.com.mx/internacional/64481.html

Com o que contribuiu o conhecimento da verdade?

CIA aporta datos sobre masacre en El Salvador

El Universal
Sábado 21 de noviembre de 2009

MADRID (AP).— Decenas de documentos desclasificados de la Agencia Central de Inteligencia (CIA) podrían revelar nuevas claves sobre el asesinato de seis sacerdotes católicos jesuitas y dos trabajadoras en San Salvador, al cumplirse 20 años de aquella matanza, se informó ayer.

Estos y otros muchos papeles, hasta 13 mil folios, de acuerdo con la información que tiene la abogada Almudena Bernabéu, serán incorporados la próxima semana al proceso judicial abierto en España contra 14 militares salvadoreños acusados de participar en la matanza de los jesuitas, cinco de ellos españoles, en la Universidad Centroamericana (UCA). El juez Eloy Velasco, que instruye el caso, envió una citación a El Salvador para que declaren los 14 procesados en febrero del año que viene en la sede de la Audiencia Nacional, en Madrid.

“Tiene una gran relevancia. Una gran importancia”, dijo Bernabéu, quien representa a una de las dos organizaciones querellantes. “Hoy, 20 años después, podemos llegar a comprender mejor lo que ocurrió”.

Los archivos forman parte de cerca de 5 mil documentos de la CIA, el departamento de Estado y el de Defensa en Estados Unidos. El secreto que pesaba sobre ellos fue eliminado en los años 90.

Decenas de los documentos contienen información referente a la guerra civil que vivió El Salvador y a la muerte, el 16 de noviembre de 1989, de los sacerdotes, entre los que se encontraba Ignacio Ellacuría, rector de la UCA entonces, y una de las voces más importantes de la llamada Teología de la Liberación en América Latina.

Bernabéu dijo que no podía adelantar el contenido de los documentos, pero aseguró que podría modificar las versiones comúnmente aceptadas sobre cómo y cuando se planificó la muerte de los jesuitas. “Creemos que podemos contribuir de esta forma a derogar la amnistía existente y a que se haga justicia en El Salvador”, añadió. En 1991, algunos militares fueron a juicio por la masacre. La mayoría fueron absueltos.

http://www.eluniversal.com.mx/internacional/64486.html

A estratégia econômica mexicana aprofunda os efeitos da crise internacional

Repensar la estrategia económica

Rubén Migueles Tenorio
El Universal
Viernes 20 de noviembre de 2009

ruben.migueles@eluniversal.com.mx

Las declaraciones del premio Nobel de economía, Joseph Stiglitz, en torno al mal manejo de la crisis por parte del gobierno mexicano, es un llamado de atención sobre la necesidad de repensar la estrategia económica que ha seguido el país para enfrentarla.

Hoy se da a conocer el comportamiento del Producto Interno Bruto (PIB) al tercer trimestre del año. Ante el deterioro de las expectativas sobre la recuperación del país, el presidente Felipe Calderón adelantó que la economía habría logrado un crecimiento de 2.7% respecto al trimestre inmediato anterior, lo que significaría una caída de 7.4% con relación al tercer trimestre de 2008, tasa menor al desplome de 10.4% registrado en el segundo trimestre.

Más allá de que se corroboren estas cifras, los resultados de la actividad industrial a septiembre de este año confirman está tendencia. Durante el tercer trimestre de 2009 la producción fabril logró un crecimiento de 3% respecto al segundo trimestre, en tanto que el repunte de la actividad manufacturera fue de 4.4% para el mismo periodo.

Estos resultados son una señal de que las condiciones de la planta productiva del país están mejorando, sin embargo, la perspectiva no es muy alentadora. De acuerdo con las estimaciones gubernamentales más recientes, la economía mexicana para el próximo año alcanzará en el mejor de los casos un crecimiento de apenas un 3% contra una caída de poco más del 7% para este año.

El gobierno mexicano junto con la mayoría priísta en el Congreso definieron una política tributaría fundamentalmente recaudatoria, privilegiando la estabilidad de las finanzas públicas, en detrimento de los consumidores con el aumento del IVA y de asalariados por el aumento al ISR; en contra de lo que están haciendo otros países para estimular la reactivación de sus economías.

A pesar de que el próximo año el gasto público será uno de los más elevados en su historia reciente (24.3% del PIB), su capacidad para estimular la economía será relativamente limitado, toda vez que buena parte de las erogaciones están dirigidas a paliar los efectos de la crisis a través del gasto en desarrollo social, más que a impulsar una estrategia agresiva de inversiones que estimule la reactivación y el empleo.

La inversión física del sector público para el próximo año será similar a la presupuestada en 2009, con el riesgo de que se vuelva a repetir el fenómeno de los subejercicios.

El pendiente más importante de la política económica ha sido su incapacidad de contener el creciente desempleo que padece el país. Al tercer trimestre del año, el número de subempleados y desempleados en el país llegó a 5.7 millones de personas, de los cuales casi 3 millones se encuentran en el desempleo abierto, es decir 6.2% de la población económicamente activa, la tasa más alta de la que se tenga registro.

La recesión ha traído como consecuencia la expansión de la economía informal. Hasta septiembre 12.3 millones de personas se encontraban ocupados en la informalidad, cifra similar al número de trabajadores permanentes asegurados en el IMSS.

Es necesario repensar la estrategia económica seguida hasta ahora para enfrentar la crisis, en particular por lo que se refiere a la manutención y generación de empleos.

La reforma laboral puede ser una pieza clave para facilitar la contratación de personal y estimular el consumo doméstico.

Stiglitz advierte que la recuperación de México no puede seguir dependiendo de la reactivación de la economía estadounidense, es necesario apuntalar los motores internos de la economía a través de la inversión y el consumo privado, de no ser así, se corre el riesgo de que la recuperación económica sea más lenta y las presiones sociales aumenten.

http://www.eluniversal.com.mx/finanzas/75365.html

Procura-se mulher inteligente para casar!

Hombres casados con mujeres inteligentes viven más

Redacción
El Universal
Ciudad de México
Sábado 21 de noviembre de 2009

Los consejos de una fémina lista sobre un estilo de vida saludable podrían evitar a los varones enfermedades y hasta accidentes, revela un estudio realizado por científicos suecos

Un pensamiento común entre muchas mujeres es que los hombres no valoran la inteligencia tanto como el físico a la hora de buscar pareja. Esto podría cambiar gracias a un estudio que asegura que aquellos casados con chicas listas viven más tiempo.

Más que un halago para la inteligencia de las mujeres, la investigación realizada por científicos suecos se refiere a que éstas son mejores para dar consejos a sus maridos relacionados con la salud, según publica el Times Online.

"Las mujeres bien educadas son mejores para entender los estilos de vida saludables y aconsejar a los que están a su alrededor sobre la mejor forma de alimentarse", señala el texto.

La vigilancia sobre el colesterol, continúa, es sólo la punta del iceberg. Los constantes consejos sobre hacer ejercicio, no salir a la calle en temperaturas frías con el cabello mojado o usando ropa delgada también son parte importante para que los hombres se mantengan saludables y eviten accidentes.

Otras de las acciones que se mencionan en el artículo, y que presuntamente ayudan a los hombres a vivir más son masticar chicle, prender una fogata en un campamento, cocinar sin camisa, hablar por celular mientras se anda en bicicleta, etc.

Según algunas de las conclusiones, sin una mujer inteligente en la casa los hombres seguramente se enfermarían más o tendrían más accidentes.

http://www.eluniversal.com.mx/notas/641347.html

Acordo Rússia-Alemanha para gasoduto que não passe pela Europa Oriental

The Molotov-Ribbentrop Pipeline

Posted by Alexandros Petersen in categories EU on November 10th, 2009

Rügen is best known as a popular German tourist destination. But now the Baltic Sea island has taken on a new role as staging point for an energy project that is as ambitious as it is controversial: the Nord Stream gas pipeline from Russia to Germany. Next spring the first pipeline segments will likely be dropped to the sea floor in a line that will wind through Russian, Finish, Swedish, Danish and German waters—conspicuously avoiding the Baltic states and Poland.

This is because the Nord Stream project is part of an exclusionary agreement between Moscow and Berlin—nicknamed in circumvented Warsaw the “Molotov-Ribbentrop Pact,” after the 1939 Soviet-Nazi deal to carve up Poland. It would have been much cheaper to build an overland pipeline through Eastern Europe, but the purpose of Nord Stream from the beginning was to bypass countries Moscow still considers to be part of its sphere of influence.

Russia’s geopolitical message here is clear: It doesn’t trust the new EU member states as transit countries or even as energy consumers and is willing to incur enormous costs to bypass them. The other message—or implied threat—is that Nord Stream will allow the Kremlin to cut off gas deliveries to Eastern Europe through current pipelines without reducing energy supplies to Germany. But what sort of message does Germany, a fellow EU member, intend to send to its neighbors?

Nord Stream was championed by former German Chancellor Gerhard Schröder, who now serves as one of its executives. From within her previous coalition government, current Chancellor Angela Merkel lobbied successfully for EU endorsement of the project even though the pipeline consortium is registered in Switzerland and controlled by Russia’s Gazprom. Of the dozens of companies involved in the pipeline’s construction, not one is from the Baltics, Central or Eastern Europe.

Germany’s recent election results produced a ripple of hope among the countries on Russia’s periphery. With the traditionally pro-Moscow Social Democratic Party out of the governing coalition, would Mrs. Merkel perhaps seek to change the terms of the Nord Stream agreement and push Russia to alter the route so that the pipeline would cross the waters or territories of Eastern EU members? Perhaps she would lobby Moscow to include also East European companies in the Nord Stream consortium? At least, it was hoped, Berlin would throw its weight behind the Nabucco pipeline, which seeks to improve Central and Eastern Europe’s energy security with the help of Caspian and Middle Eastern gas. After all, Germany’s RWE is part of the Nabucco consortium and Mr. Schröder’s pro-EU former foreign minister, Joschka Fischer, is now a lobbyist for the project.

Recent progress on Nord Stream, however, has dashed those hopes. The Nordic countries had until now delayed the project’s approval, raising environmental concerns, which most interpreted as unease about the pipeline’s geopolitical implications. Last Thursday, though, Finland and Sweden—which holds the European Union presidency until the end of the year—joined Denmark in signing off on the project. It is this political momentum that has spurred the rush to get pipeline segments out to Rügen and other staging points. The very realistic prospect that construction on Moscow’s pet project might begin early next year is a symbolic blow to those seeking to reduce Europe’s energy dependence on Russian gas. Most of all, it is a blow to any semblance of EU unity on energy security. Russia’s neighbors, both within and without the EU, are already reeling from a sense of Euro-Atlantic abandonment following Washington’s “reset” policy toward Russia and the EU’s lackluster outreach to its Eastern neighbors.

It would be unrealistic to expect Berlin to change tack on Nord Stream so late in the game. But a newly re-elected Angela Merkal should carefully consider the foreign policy messages that come with laying pipe on the Baltic Sea floor.

In order to reassure fellow EU members and the institution as a whole, Berlin would do well to support what the European Commission considers its “strategic priority”: The so-called Southern Corridor, which includes Nabucco and several smaller pipeline projects. As a European heavyweight, Germany’s mere rhetorical and diplomatic support would go a long way in encouraging EU energy unity. Most importantly, it would send the message to Moscow that its “divide and conquer” energy policy has its limits.

This post was previously published in the Wall Street Journal.

http://blogs.euobserver.com/petersen/2009/11/10/the-molotov-ribbentrop-pipeline/

Será o início da reversão da fusão mais especulativa do boom do pontocom?

AOL quitaría un tercio de su plantilla

El Universal
Viernes 20 de noviembre de 2009

El portal de AOL, que prevé segregarse el próximo mes de Time Warner, eliminaría un tercio de su plantilla actual o unos 2 mil 300 empleos, como parte de un plan de reestructuración, dijo la empresa a las autoridades reguladoras. El programa de bajas voluntarias empezará el 4 de diciembre, cinco días antes de la fecha prevista para que la firma opere por separado de Time Warner. (EFE)

 

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http://www.eluniversal.com.mx/finanzas/75381.html

UE: resultados aquém do esperado

Leaders turn their back on Giscard’s vision

Published: November 20 2009 22:37 | Last updated: November 20 2009 22:37

Valéry Giscard d’Estaing was not happy on Friday. When the former French president embarked on his mission seven years ago to remodel the European Union for the 21st century, he had expected a very different result.

Mr Giscard d’Estaing launched his European Convention with grand comparisons to the work of the Founding Fathers, telling its members that their labours would be honoured by “statues of you on horseback in the villages you all come from”.

At the heart of Mr Giscard d’Estaing’s European Constitution – subsequently tweaked and rebranded as the Lisbon treaty – was the idea that Europe needed new and sharpened leadership in the form of a new president and a foreign policy chief.

He had no doubt that the president would be a towering figure on the world stage; indeed many in Brussels thought he imagined himself doing the job. But on Thursday night Europe’s leaders turned their back decisively on Mr Giscard d’Estaing’s vision.

Instead of Tony Blair’s star quality and political baggage, they chose Belgian premier Herman Van Rompuy, a shrewd and popular consensus builder, but with a large hole in his CV in the section marked “international experience”.

For their foreign policy chief – heading a new European diplomatic service – they chose Lady Ashton, a British baroness virtually unknown in her own country whose spell as EU trade commissioner has spanned only a year.

Mr Giscard d’Estaing surveyed Europe’s new “leadership team” and mourned what he saw as the “limited ambition for Europe”. He added: “The people feel it, they were expecting more.”

Michel Rocard, former French prime minister, went further: “The president of Europe must be someone whom we have seen at work for 15 or 20 years and who is known. A little newcomer, even if he is good, is going to lack impact. As to the idea of giving Europe’s diplomacy to Britain, a country that under no circumstances wants a European diplomacy, that is a joke.”

Romano Prodi, former European Commission president, said he was “shocked” at the selection of Lady Ashton. “Who is she?” he asked.

“Europe has hit the bottom,” said Daniel Cohn-Bendit, veteran Green politician. Simon Hix, professor of European politics at the London School of Economics said the new team made Europe look like “a super-sized Switzerland”.

What happened to the vision of Mr Giscard d’Estaing’s Founding Fathers? Much has changed since the drafting of the EU constitution began in 2002, not least the fact that the text in its various guises has been rejected by voters in France, the Netherlands and Ireland.

If the public were growing weary of the EU’s endless conveyor belt of treaty revisions so too were some national leaders.

Germany, once the driving force of European integration, has seen a postwar generation of leaders coming through who no longer feel the desire or need to disguise German national interest by channelling it through Brussels.

French enthusiasm for European integration was firmly checked by the “Non” vote to the original EU constitution in 2005, which laid bare a dawning sense that Brussels had been overrun by Anglo-Saxon liberals.

Prof Hix said: “Angela Merkel and Nicolas Sarkozy are trying to re-establish this German-French alliance. They don’t want someone in Brussels challenging their authority.”

But there seems little enthusiasm in any of the EU’s national capitals for putting powerful people in the potentially powerful posts that have just been created in Brussels.

The positions of traditionally federalist countries such as Germany have moved into line with that of the Eurosceptic view of Britain’s Conservatives, who have also called for the EU president to be a low-key “chairmanic” figure.

Does this all signal a death of European ambition? Certainly the appointment of Mr Van Rompuy was greeted with polite indifference in Asia, although Wen Jiabao, China’s prime minister, told European diplomats the appointments were “an-other important step forward for European integration”. The Japanese government said politely it welcomed the new line-up, while the Asahi newspaper reprinted one of Mr Van Rompuy’s haiku poems.

Not everyone was downbeat, though. Andrew Duff, a British Liberal Democrat MEP and federalist, said European leaders selected low-key leaders because they wanted to take a “cautious test drive” in their new powerful vehicle.

http://www.ft.com/cms/s/0/ac1ce120-d601-11de-b80f-00144feabdc0.html

Editorial do Financial Times sobre a UE

A pitiful exercise in Euro-minimalism

Published: November 20 2009 23:18 | Last updated: November 20 2009 23:18

This was not Europe’s finest hour. After eight years of tortured labour, the mountain brought forth a mouse. Supporters of the European Union are dismayed, just as Eurosceptics are sneeringly exultant. Both camps should have little trouble agreeing this was a colossal failure of ambition.

It did not need to be this way. Nor is it to disparage the qualities of Herman Van Rompuy, the Belgian prime minister, or Lady Ashton, the EU trade commissioner, to say they are not the obvious answer to the Lisbon treaty’s search for ways Europe can punch its weight, through the new offices of a permanent president of the council and a newly empowered foreign policy chief.

They ticked all the boxes all right – balance between left and right, north and south, male and female and so on – but these are by no means the only boxes.

Lisbon was supposed to herald a new dispensation. Implicit in this fresh start was the assumption that the union needed not only to function more efficiently internally but to project power externally – a geopolitical role more commensurate with its economic power.

That surely meant that the unwritten rules on parcelling out jobs had to make way for new criteria – such as picking the best people for the jobs. That seems to be far too revolutionary. Carl Bildt, the Swedish foreign minister and former prime minister who would have been a plausible candidate for either position, was quite right to describe this lost opportunity as minimalism.

Let us be clear. To say this does not mean that failing to call on Tony Blair – a divisive figure with an ambiguous practical as opposed to declaratory record on Europe – was the missed opportunity.

There were many well-qualified potential candidates – such as Pascal Lamy, Christine Lagarde and Lord Patten – who were simply not considered.

By lasering in on the lowest common denominator in this way, leaders of the big member-states – wherever they formally line up in the spectrum between intergovernmentalism and federalism – are united in their unwillingness to be overshadowed by figures of calibre and clout. They thus reveal themselves as geopolitical pygmies. But there is more. The political tribalism behind this share-out reveals that under Lisbon the European parliament has assumed more power than the national capitals may have bargained for.

From the UK’s point of view, defining the national interest in the pinched way Gordon Brown did is disappointingly myopic. It is in Britain’s and the EU’s interest that the UK adds value at the heart of Europe. Lady Ashton now has arguably the more important of the two new jobs, backed by money and assets. We hope to be surprised by how well she does it.

http://www.ft.com/cms/s/0/22db96d0-d60c-11de-b80f-00144feabdc0.html

Inexpressivos em cargos importantes é sempre um risco: poder de fato e de direito na UE

Barroso still seen as ‘number one’ in Brussels

By Joshua Chaffin in Brussels

Published: November 20 2009 15:43 | Last updated: November 20 2009 15:43

Herman Van Rompuy and Baroness Ashton may have won the long-running contest to determine the European Union’s first full-time president and foreign affairs chief, but the real winner may have been José Manuel Barroso, the European Commission president.

Mr Barroso, who is about to embark on a second five-year term, enjoys far greater name recognition and authority on the world stage than his new colleagues, who are low-profile and little-known even in their home countries.

As such, just hours after the selection, analysts and observers were already crowning Mr Barroso as the senior partner in the European triumvirate.

“The number one man in Brussels is Barroso,” said Simon Hix, a professor of European politics at the London School of Economics.

Andrew Duff, a British Liberal Democrat MEP, called the Commission president “the top dog”, saying: “He’s the guy with the experience and the assets and the power.”

Mr Barroso’s own camp did not disagree. “He’s delighted with the choice. There’s no question that on things like trade, climate, G20, he’s going to be the person people talk to,” a confidante said.

That dynamic was on display – albeit subtly – during a post-summit press conference to introduce the new team. When asked the question, “Who should President Obama call when he wants to talk to Europe?”, a grinning Mr Barroso seized the microphone after the others demurred. (For the record, he suggested calling Lady Ashton.)

Mr Barroso’s apparent triumph marks a change in fortune from just a few months ago, when his re-election prospects were in doubt and Tony Blair, the former UK prime minister, was being touted as a favourite for the new role of EU president.

“If it had been Blair, of course, things would be different,” the Barroso confidante acknowledged.

While Mr Barroso’s supremacy is undisputed, whether it endures and what it means for Europe may be less clear. To Mr Duff, the arrangement will ultimately depend on how the players work together to define two potentially sweeping executive posts that have only existed on paper until now.

Perhaps the greatest uncertainty surrounds Lady Ashton, who has little foreign policy experience but will now chair a monthly meeting of European foreign ministers and command a sizeable European diplomatic corp. “She understands perfectly well that she has to prove herself in the job,” Mr Duff said.

http://www.ft.com/cms/s/0/bb1e264c-d5e9-11de-b80f-00144feabdc0.html

sábado, 21 de novembro de 2009

O risco-EUA para a economia mundial

Germany warns US on market bubbles

By Ralph Atkins in Frankfurt

Published: November 20 2009 19:48 | Last updated: November 20 2009 19:48

Germany’s new finance minister has echoed Chinese warnings about the growing threat of fresh global asset price bubbles, fuelled by low US interest rates and a weak dollar.

Wolfgang Schäuble’s comments highlight official concern in Europe that the risk of further financial market turbulence has been exacerbated by the exceptional steps taken by central banks and governments to combat the crisis.

Last weekend, Liu Mingkang, China’s banking regulator, criticised the US Federal Reserve for fuelling the “dollar carry-trade”, in which investors borrow dollars at ultra-low interest rates and invest in higher-yielding assets abroad.

Speaking at a banking conference in Frankfurt on Friday, Mr Schäuble said it would be “naive” to assume the next asset price bubble would take the same guise as the last.

He said: “More likely today is a scenario in which excess liquidity globally creates a new [sort of] asset market bubble.”

He added: “That low interest rate currencies such as the US dollar are increasingly being used as a basis for currency carry trades should give pause for thought. If there was a sudden reversal in this business, markets would be threatened with enormous turbulence, including in foreign exchange markets.”

Mr Schäuble, a political veteran, took over the German finance ministry after Angela Merkel began her second term as chancellor last month.

Currencies in context

Currencies in context

Interactive chart showing the dollar in the context of current market trends

His comments reflect the concern of European policymakers that the continent will bear the brunt of a global adjustment process through a stronger euro.

Further signs of official frustration about policy steps being taken elsewhere came from Lorenzo Bini Smaghi, a European Central Bank executive.

He said in a speech in Paris on Friday that emerging Asian economies were continuing “strongly accommodative monetary policies” in spite of their faster economic recoveries.

Although Mr Bini Smaghi did not mention the euro or the eurozone, he warned that delays in implementing an “exit [strategy] by the countries that are ahead in the cyclical upturn creates distortions and encourages other countries to delay their exit, thus further adding to the imbalances and making the exit more difficult for everybody”.

Separately, Jean-Claude Trichet, ECB president, issued his strongest warning yet that banks must control pay and bonuses.

Striking a noticeably stiffer tone, Mr Trichet told the Frankfurt conference: “Profits earned should be used, as a priority, to build capital and reserves, rather than be paid out as dividends or excessive compensation.”

The ECB president quoted a warning by Johann Wolfgang von Goethe, Frankfurt’s most famous son, on the need for self-restraint: “If I wanted to lavishly let myself go, I could well destroy myself and my environment.”

Mr Trichet said: “Compensation and bonuses must remain contained. Otherwise, we would take risks that Goethe [has] already described.”

http://www.ft.com/cms/s/0/4ec41a1a-d616-11de-b80f-00144feabdc0.html

Criado o Kosovo, o futuro é deixar o Kosovo

El país de los kosovares

Alcanzada la patria, emigrar es el sueño del país europeo con más jovenes  |  La población tiene 25,9 años de media y ganas de comerse el mundo, pero... ¿dónde?   |  "Hablarlo no es problema; la cuestión es otra: el paro", cree una estrella de la tele

JOAQUÍN LUNA | Pristina. Enviado especial | 22/11/2009 | Actualizada a las 00:01h | Internacional

Tanta, tanta historia, tantas y tantas muertes y al final el último parto de la Vieja Europa, Kosovo, sólo tiene una preocupación: ¿hay futuro para 1,8 millones de habitantes de los que seis de cada diez tienen menos de 27 años y viven en un país con el 40% de desempleo que todavía no está reconocido por la UE o la ONU?

Según una encuesta, el 50% de los jóvenes kosovares tiene como principal ilusión emigrar.
Y si hablamos del presente, ¿recuperará el ciudadano kosovar serbio las tres vacas que tenía y le robaron por ser serbio? Porque ese es su drama y esa fue su súplica ante un ministro en el programa de la televisión pública Todo es posible con Ana, donde la joven periodista Ana Mari Repic conduce, en serbio y con una gran participación de ciudadanos, este intento de demostrarse y demostrar al mundo que los serbios –que controlaron Kosovo desde 1912– pueden seguir viviendo tranquilos ahora que la mayoría albanesa y musulmana es dueña del país desde la declaración unilateral de la independencia el 17 de febrero del 2008.
El serbio sigue siendo lengua oficial. "No hay ningún problema en hablarlo –señala Repic–. Esa no es la cuestión en Kosovo, la gran cuestión es el desempleo".
El país de los kosovares es eso: grandes debates geopolíticos y muchos dramas personales e incertidumbres sobre el porvenir de esta pequeña nación, dividida entre un mundo rural sin futuro ni industrias que depende de las remesas de sus emigrantes (el modus vivendi de un 15% de los hogares kosovares) y una juventud que hace de Pristina una capital políglota dinámica, vital y con ganas de comerse el mundo pero... ¿dónde?
"No somos diferentes", dice Irina, una joven traductora, entre las paredes blancas del The Paper, un bar cool, uno más en Pristina, creado por un empresario kosovar afincado en Londres. Es una fuerza educada, que domina muy bien el inglés –la televisión emite, además, en versión original todas las películas– y desmiente la imagen tintinesca de un país de mafiosos balcánicos. "Estamos en vísperas de terminar bien la misión. Nuestro trabajo ha sido hecho. Yo creo que Serbia no es una amenaza externa para Kosovo", afirma el teniente general Markus Bentler, un alemán que dirige la KFOR, la fuerza internacional con mandato de la ONU que desde 1999 mantiene la paz. Hay sensación de misión cumplida en este gran cuartel en las afueras de Pristina, donde se coordinan las fuerzas de 32 países que aún velan, por ejemplo, por el respeto a los símbolos históricos serbios, como la torre que conmemora la histórica batalla de Kosovo de 1389.
Un destacamento eslovaco controla este monumento en las afueras de Pristina desde el que Slobodan Milosevic advirtió en 1989 ante centenares de miles de compatriotas que los serbios nunca renunciarían a Kosovo. Hoy, son las fuerzas eslovacas las que vigilan que nadie vandalice este campo de los mirlos donde las huestes turcas derrotaron a los serbios. Se diría que su mayor tarea es que los contados visitantes apaguen los cigarrillos y no hagan fotos. "La región no es tan diferente del resto de Kosovo. Los serbios se sienten abandonados por Belgrado y amenazados por las mafias", indica un analista diplomático de la UE en la zona norte de Kosovo, donde se concentra la minoría serbia. Estamos en la ciudad de Mitrovica, un invisible muro de Berlín que marca el puente sobre el río Ibar. Al norte, reina el dinar serbio, las banderas tricolores y un orgullo herido pero cada vez más realista. "Los serbios saben que la independencia de Kosovo es irreversible, aunque en su corazón confían en que dentro de 50 o 500 años lo volverán a recuperar", dice la embajadora checa, Janina Hrebickova.
Kosovo se mantiene gracias a la industria de organismos de la UE y el despliegue de la OTAN, que desde 1999 emplea a miles de personas y explica el ambiente internacional de Pristina. No es un maná garantizado. "La luna de miel entre Kosovo y la comunidad internacional ha terminado, pero si Kosovo fracasa como Estado, la UE también fracasa", cree Veton Surroi, fundador del diario Kohe Ditori y experto en entresijos internacionales.
Todavía queda mucho que hacer y gastar: Kosovo es un Estado en construcción bajo tutela de Estados Unidos y la UE, donde el primer Tribunal Constitucional tiene un magistrado búlgaro, uno estadounidense, uno portugués y seis kosovares...

http://www.lavanguardia.es/internacional/noticias/20091122/53828108928/el-pais-de-los-kosovares.html

El Ganges agoniza

El Ganges agoniza

La contaminación, las represas y el cambio climático están dañando seriamente el río más sagrado de la India. El mal estado de sus aguas afecta a la fauna, la flora y la población de sus orillas

ANA GABRIELA ROJAS 21/11/2009

La vida de los indios está íntimamente ligada al Ganges. El río más sagrado de la India no sólo da agua, recursos naturales y sustento a unos 400 millones de habitantes, un tercio de la población. También es parte muy importante de la vida cultural y religiosa de los hinduistas. "Tenía que traer a mi hijo para que conociera la fuente de la vida", cuenta Dinesh Agrari, tras viajar 600 kilómetros para dar a su bebé el tradicional chapuzón a los recién nacidos en las aguas del Ganges. El ritual no termina ahí. Cada día, un sinfín de personas se reúne en los puntos considerados más importantes de la orilla para orar y lanzar sus ofrendas al agua. Los hinduis¬tas creen que una vida está incompleta sin ir al río sagrado al menos una vez, y lo más cotizado es lanzar al cauce las cenizas o los cuerpos tras la muerte. "El Ganges, nuestra madre", dice un habitante de Haridwar. La frase se escucha una y otra vez.

Pero el Ganges está muriendo. Y su agonía es rápida. Es uno de los ríos más amenazados en el mundo por el cambio climático. Esto, junto a las represas y las canalizaciones para la agricultura, está disminuyendo su caudal a pasos agigantados. La contaminación industrial y de los drenajes ensucia su agua.

Así lo pudo constatar una expedición, Ganges Expedition, que durante 30 días recorrió los 2.510 kilómetros del Ganges: desde su nacimiento, en el glaciar Gangotri, en el Himalaya, hasta el delta de los Sunderbans, cerca de Calcuta. La intención es documentar la situación medioambiental actual "y lanzar una señal para que se cuiden estos recursos", asegura Andy Leemann, el capitán de este recorrido, que se hizo tanto a pie como en lanchas neumáticas. Un viaje así es histórico, pues sólo lo había hecho el primer conquistador del Everest, Edmund Hillary, que no llegó a la fuente del río. Los testimonios, fotografías y vídeos servirán a la organización Green Cross International para documentar la degradación del Ganges ante la cumbre del clima de Copenhague. Tierra pudo ser testigo de parte de este recorrido, cuatro días desde la ciudad de Haridwar hasta Narora. También con un viaje a Benarés, la ciudad más sagrada de la India, pero donde el río está sumamente contaminado.

Una de las primeras observaciones de la expedición fue que una gran parte del agua del río se retiene en represas, como la de Theri, que empezó a operar en 2005 y es una de las más grandes del mundo. "No estamos en contra de que se produzca electricidad, todos la necesitamos. Pero podrían ser represas más pequeñas que no afectaran a los microclimas y que aseguraran que el agua se comparte", dice Leemann. Durante la expedición, en muchos tramos hubo que empujar las lanchas neumáticas porque el agua no era suficiente para navegar.

"El agua se ha alejado mucho, unos 30 metros en los dos últimos años. Creemos que son las represas y la falta de lluvias. Todos estamos muy preocupados y no sabemos qué hacer: nuestra supervivencia depende de tener agua para las cosechas", constata Ram Kumar, un campesino de una aldea a unos 50 kilómetros de Haridwar.

"En los últimos 20 años se han construido cinco grandes represas", indica Shailendra Singh, responsable para la India de la ONG estadounidense Turtle Survival. Estos contenedores artificiales de agua son muy dañinos para el Ganges porque alteran el fluir natural del agua, cambian los microclimas y dañan las orillas del río, que es donde muchas de las especies se reproducen. "También el agua es desviada y usada indiscriminadamente para los regadíos", comenta Kalyan Rudra, geólogo y ex miembro del Ganga Action Plan.

La reducción del caudal se produce por muchas causas, pero también por la relacionada con el cambio climático, que altera los patrones de precipitación y aumenta los niveles de evaporación. En 2004, el Ganges ya tenía un 20% menos de agua que hace 56 años, y en los próximos la pérdida de caudal podría ser más rápida. Podría incluso desaparecer en 50 años. La observación de los locales también demuestra que los bancos de arena aumentan. "Esto es indicativo del precario futuro del Ganges", predice Uday Kant Chowdhary, que coordina el laboratorio de investigación del Ganges del Instituto de Tecnología de la Universidad de Benarés.

La erosión que el Ganges va sufriendo en sus orillas no sólo afecta a la biodiversidad, sino que también ha hecho perder a algunas aldeas parte de sus tierras para las cosechas. En Rajakarna, una aldea cercana a Narora, hasta la mitad de su tierra se ha desgajado, según contaron sus habitantes a los expedicionarios.

Otro de los desastres del Ganges es la enorme contaminación. "En los primeros tramos del río está causada principalmente por los productos químicos usados en la agricultura que terminan en el agua", comenta Sandeep Behera, responsable de WWF en el área. Hasta Narora las industrias son todavía pocas, pero a partir de Kanpur comienzan las más contaminantes. Entre las más sucias están las del tratamiento del cuero, que tiran metales pesados al río.

"A medida que el país se moderniza, crece la contaminación de las industrias, cuyo número aumenta a pasos agigantados", comenta el encargado de Turtle Survival. Dice que en 50 años el río sufrirá una muerte biológica. "Todavía podemos hacer algo, pero es muy difícil. La degradación es mucho más rápida que la conservación", lamenta Singh. Con el Ganges se extinguiría una zona de gran biodiversidad: 100 especies de aves acuáticas, 13 de tortugas, 2 de cocodrilos, 150 de peces y otras tantas de plantas.

En las orillas del Ganges hay miles de aldeas y más de 120 ciudades asentadas, seis de más de un millón de habitantes. Entre ellas, Benarés, la ciudad más sagrada de la India. Aquí, un número incontable de cadáveres, cenizas y restos humanos y de animales se lanzan al río cada día. Miles de hinduistas tiran ofrendas de flores y velas, y durante las grandes celebraciones se llegan a arrojar estatuas de dioses. A la vez, en 32 puntos llega hasta el río el agua de los desagües de la ciudad sin tratamiento.

El río está completamente lleno de desechos humanos. Ahí se descargan las aguas residuales sin tratar de millones y millones de personas. "Aunque sea sagrado, les puede hacer enfermar y morir", asegura Veer Bhadra Mishra, fundador de Shankat Mochan, una ONG que trabaja por la limpieza del Ganges.

Cuando sale de Benarés, la concentración de bacteria fecal coliforme es más de 3.000 veces la recomendada por la OMS para el agua de baño. Mientras que la OMS recomienda un máximo de 500 microorganismos por cada 100 mililitros para el agua de baño, el Ganges en Benarés tendrá hasta millón y medio, según las mediciones del Shankat Mochan. Estos microorganismos procedentes de los intestinos de hombres y animales causan enfermedades como hepatitis vírica, cólera, tifus y gastroenteritis.

Como en la ciudad hinduista por antonomasia, en todo el recorrido del Ganges la mayoría de los colectores de los asentamientos van al río sin ningún tratamiento. Pero la gente se baña y bebe de él.

Un delfín de agua dulce

¡Oh, oh!, gritaban de emoción los integrantes de la expedición cada vez que un delfín los sorprendía con un salto fuera del agua. Con suerte, en algunas partes del Ganges todavía se ven estos cetáceos. Pero no se sabe cuánto tiempo más podrán sobrevivir: las cifras más optimistas dicen que ya sólo quedan 2.000. El delfín del Ganges es uno de los únicos cuatro de agua dulce que hay en el mundo. Se encuentran también en los ríos de la Plata, Amazonas y, tal vez, en el Yangtsé, aunque lo dan como extinto desde 2006.

En el Ganges, su mayor amenaza es la fragmentación de su hábitat, por la disminución del nivel de agua por el sistema de represas y la contaminación, explica Sandeep Behera, responsable del programa de conservación del delfín de WWF. Ver delfines en el agua es sinónimo de que es potable y que la gente de la región puede beberla. Además, se sitúan en lo más alto de la cadena alimentaria del río, por lo que ayudan a mantener el equilibrio ecológico. Si desaparecen, todo quedará afectado, lamenta Behera.

Este delfín (Platanista gangetica gangetica) se encuentra también en el río Brahmaputra, donde ya sólo quedan unos 300, según un estudio de la Unión Internacional para la Conservación de la Naturaleza (UICN). La pesca para conseguir su preciado aceite es la gran amenaza para estos cetáceos aquí, explica el líder del proyecto, Abdul Wakid. Y advierte de que su desaparición podría acelerarse gravemente de llevarse a cabo la exploración petrolera que la compañía Indian Oil quiere hacer en la zona. El uso de explosivos dañaría físicamente a los delfines y a su sistema de ecolocalización.

Debido a la turbiedad del agua, los delfines de río han evolucionado hasta ser casi ciegos; sólo distinguen entre luz y oscuridad. A diferencia de las especies marinas, los delfines de río son menos amigables y tratan de vivir aislados de los humanos.

http://www.elpais.com/articulo/sociedad/Ganges/agoniza/elpepusoc/20091121elpepusoc_2/Tes

Bastidores da disputa pelos cargos da UE

El futuro de Europa

Zapatero fue el muñidor del pacto sobre la alta representante

El presidente trasladó a los otros líderes socialistas las propuestas de Brown

MIGUEL GONZÁLEZ - Madrid - 21/11/2009

El presidente español, José Luis Rodríguez Zapatero, mantuvo el jueves en Bruselas una reunión que no se ha hecho pública y resultó crucial para el acuerdo de la cumbre europea. Nada más bajar del avión que le traía de Holanda, se reunió en el aeropuerto con el primer ministro británico, Gordon Brown.

El presidente español, José Luis Rodríguez Zapatero, mantuvo el jueves en Bruselas una reunión que no se ha hecho pública y resultó crucial para el acuerdo de la cumbre europea. Nada más bajar del avión que le traía de Holanda, se reunió en el aeropuerto con el primer ministro británico, Gordon Brown.

Para entonces, Zapatero ya sabía que Brown había renunciado a mantener la candidatura de su antecesor, Tony Blair, a la presidencia permanente del Consejo Europeo, lo que desbloqueaba el nombramiento del belga Herman Van Rompuy, apoyado por Merkel y Sarkozy. Brown le confirmó, además, que la negativa del ministro de Exteriores británico, David Miliband, a optar al puesto de alto representante para la Política Exterior era firme. Sin embargo, Brown le ofreció tres candidatos británicos como alternativa: Peter Mandelson, ex comisario europeo y uno de los pesos pesados del laborismo, Geoff Hoon, ex ministro de Defensa, y Catherine Ashton, comisaria de Comercio. Brown y Zapatero se dirigieron a la sede de la representación austriaca ante la UE, donde esperaban los líderes del Partido Socialista Europeo (PSE).

Antes de la reunión plenaria, Zapatero, por encargo de Brown, se reunió por separado con los líderes socialistas y, especialmente, con los pocos que (como los de Portugal y Grecia) gobiernan en sus países y tienen voto en el Consejo Europeo.

Luego, trasladó a Brown su respuesta: había consenso para elegir a Ashton. ¿Por qué? Fuentes diplomáticas reconocen que pesó decisivamente su condición de mujer. Ante el hecho consumado de que los conservadores propondrían a Rompuy, los socialistas consideraron que era su responsabilidad situar a una mujer en uno de los puestos de mayor responsabilidad de la UE, como se venía demandando desde los sectores progresistas. También, según las fuentes consultadas, se valoró el hecho de que Ashton fuera comisaria y tuviera una buena relación con Barroso ya que, como alta representante, será vicepresidente de la Comisión Europea. Además, buena parte del nuevo Servicio Exterior de la UE, que le tocará dirigir, se constituirá con los actuales funcionarios de la Comisión. Por último, su actual responsabilidad, la cartera de Comercio, tiene una vertiente exterior. "Probablemente no sepa gran cosa sobre Irán, pero no le costará aprender", agregan las mismas fuentes. Al argumento de que la política exterior de la UE se dirigirá desde el Foreign Office contraponen las fuentes consultadas el contrario: "La diplomacia británica no podrá actuar por libre con una compatriota al frente de la europea".

¿Y Moratinos? Aunque Sarkozy lanzó el nombre del ministro español de Asuntos Exteriores, era a Zapatero a quien le correspondía proponerlo. Y no lo hizo. Porque su relevo le creaba un enorme agujero a sólo 40 días del arranque de la presidencia española de la UE y porque Zapatero quiere mantener a Almunia al frente de una cartera económica de peso en Bruselas.

No obstante, las mismas fuentes admiten que la situación habría sido muy distinta si no hubiera habido consenso sobre un candidato británico. "Estaba claro que el Alto Representante sería socialista y eso significaba británico o español".

Pero lo hubo. Y Zapatero elogió a Ashton cuando el primer ministro sueco, Fredrik Reinfeldt, presentó su nombre a los jefes de Estado y Gobierno de la UE. Con el pacto cocinado entre bastidores, la cena de los líderes europeos acabó en un santiamén. "Decían que tendríamos que quedarnos a desayunar y no nos dio tiempo ni a terminar el café", se jactó Zapatero.

http://www.elpais.com/articulo/internacional/Zapatero/fue/munidor/pacto/alta/representante/elpepuint/20091121elpepiint_3/Tes

Avanço ou crise da integração européia?

El futuro de Europa

La nueva cúpula al frente de la UE debilita las instituciones europeas

Alemania y Francia se aseguran el control de las carteras más importantes - La próxima Comisión estará dominada por conservadores y liberales

ANDREU MISSÉ - Bruselas - 21/11/2009

Alemania y Francia se perfilan como los principales beneficiarios de los bajos perfiles de los nuevos dirigentes de la Unión. En realidad, las negociaciones para el nombramiento del presidente del Consejo Europeo, el belga Herman Van Rompuy y la alta representante, la británica, Catherine Ashton, han estado fuertemente condicionadas por el reparto de las carteras de la futura Comisión.

Alemania y Francia se perfilan como los principales beneficiarios de los bajos perfiles de los nuevos dirigentes de la Unión. En realidad, las negociaciones para el nombramiento del presidente del Consejo Europeo, el belga Herman Van Rompuy y la alta representante, la británica, Catherine Ashton, han estado fuertemente condicionadas por el reparto de las carteras de la futura Comisión, que es donde se ha librado la verdadera pugna de intereses nacionales. El presidente francés, Nicolas Sarkozy, y la canciller alemana, Angela Merkel, se han asegurado el mantenimiento de carteras importantes en la futura Comisión, al garantizarse que ni Van Rompuy ni Ashton supondrían ningún tipo de sombra para sus respectivos liderazgos. El resultado ha sido un nuevo debilitamiento de las instituciones europeas.

La propia Merkel reconoció ayer que la decisión que guió ambos nombramientos fue la de evitar la polémica admitiendo que "el logro del consenso ha tenido un gran valor". La canciller pidió que se diera una "oportunidad" a los nuevos mandatarios. Por su parte, Berlín, que ha propuesto como comisario a Günther Oettinger, actual primer ministro de Baden-Württemberg, aspira a conservar su cartera de Industria u otra de poder económico similar.

Mientras Sarkozy se frota las manos por la satisfacción de haber obtenido la garantía del presidente de la Comisión, José Manuel Barroso, de asegurarse una de las carteras más relevantes. "Francia tendrá un comisario europeo con responsabilidades importantes", ha señalado el presidente francés. "Este comisario será Michel Barnier", apostilló. Fuentes diplomáticas francesas apuntan que podría hacerse con la cartera de Mercado Interior.

Aunque el primer ministro, Gordon Brown, aseguró que el nombramiento de Ashton significaba mantener a Reino Unido en el corazón de Europa, en la City de Londres las críticas no se han hecho esperar por la pérdida de una cartera económica.

Mientras, España confía en que el comisario de Asuntos Económicos, Joaquín Almunia, mantenga esta cartera u otras con más influencia.

El copresidente de los Verdes en el Parlamento Europeo, Daniel Cohn-Bendit, es quien ha expresado con mayor crudeza su decepción por los nombramientos. Tras calificar de "insulso" a Van Rompuy e "insignificante" a Ashton, el antiguo líder del mayo del 68 considera que con estos nombramientos Europa "ha tocado fondo".

Sin embargo, desde la perspectiva de la política real, la reacción no ha sido tan negativa. El primer ministro chino, Wen Jiabao, expresó "sus calurosas felicitaciones" a los nuevos dirigentes europeos porque supondrán el inicio de "una nueva etapa importante para la construcción europea". Por su parte, el ministro de Exteriores ruso, Serguéi Lavrov, se mostró convencido de que el nombramiento de presidente de la UE supondrá una continuación "del camino de la asociación estratégica con Rusia".

Tras los nombramientos de Van Rompuy y Ashton la atención política en Bruselas se centra ahora en la formación de la nueva Comisión. Barroso ultima las gestiones para completar el colegio de comisarios para que esté listo a "primeros de diciembre". La misma fuente indica que en la nueva Comisión "los liberales constituirán el segundo grupo más numeroso por delante de los socialistas con el propósito de lograr un mayor equilibrio en las instituciones comunitarias". De esta forma la segunda Comisión de Barroso estará dominada por el centro-derecha que integran el Partido Popular Europeo (PPE) y los liberales.

Los liberales contarán en total con siete u ocho comisarios frente a unos seis socialistas, a pesar de que estos últimos son la segunda fuerza política de la UE. En el Parlamento Europeo, el PPE cuenta con 265 eurodiputados; los socialistas y socialdemócratas, con 184, y los liberales, sólo con 84. Los conservadores ostentan tres de los cuatro puestos importantes: Barroso (Comisión), Van Rompuy (Consejo Europeo) y Jerzy Buzek (Eurocámara). Y los socialistas sólo han logrado colocar a la laborista Asthon como jefa de la diplomacia europea.

Sólo tres países están pendientes de designar a su comisario: Dinamarca, Holanda y Malta. Al final, Barroso está a punto de conseguir que un tercio de los miembros de su equipo sean mujeres, como exigían las eurodiputadas. De momento cuentan con Ashton, Viviane Reding (Luxemburgo), Rumiana Jeleva (Bulgaria), Androulla Vassilliou (Chipre), Maria Damanaki (Grecia), Cecilia Malmström (Suecia) y Máire Georghegan-Quinn (Irlanda). Todavía es posible que Neelie Kroes siga en la nueva Comisión y que alguno de los dos países que aún no han decidido envíen a una mujer.

http://www.elpais.com/articulo/internacional/nueva/cupula/frente/UE/debilita/instituciones/europeas/elpepuint/20091121elpepiint_2/Tes

Ascensão da periferia?

Chilenas, brasileñas, mexicanas y argentinas entre las empresas más lucrativas

Quince empresas brasileñas, cinco mexicanas, dos chilenas, dos argentinas y una peruana integran la lista de las compañías de capital abierto con mayor beneficio neto en el tercer trimestre de este año en toda América Latina, según un estudio divulgado hoy por la consultora Economática.

Actualizado 18 noviembre 2009 - 0:0

Carlos Lamadrid

La lista de compañías de capital abierto con mayor beneficio neto en el tercer trimestre es encabezada por la petrolera brasileña Petrobras (4.107 millones de dólares), que también fue la segunda con mayores ganancias en el período en toda América, tan sólo superada por la petrolera estadounidense Exxon Movil (4.730 millones de dólares).

El segundo lugar entre las latinoamericanas le correspondió a la minera brasileña Vale, con un lucro de 1.689 millones de dólares en el tercer trimestre de este año, valor que la ubicó como la 22 en la lista de las compañías abiertas más lucrativas de toda América en el período.

La operadora mexicana de telecomunicaciones América Móvil fue la tercera con mayor lucro (1.384 millones de dólares) en América Latina.

Las dos argentinas de la lista son YPF (en el puesto 19, con 266 millones de dólares) y Tenaris (en el 14 lugar, con 237 millones de dólares).

De acuerdo con Economática, el lucro en dólares del tercer trimestre de las compañías de América Latina con acciones negociadas en bolsa fue calculado considerando el cambio de cada país el 30 de septiembre.

Tras Petrobras, Vale y América Móvil, las empresas latinoamericanas que más gananciass obtuvieron fueron los bancos brasileños Itaú-Unibanco (1.276 millones de dólares), Banco do Brasil (1.113 millones de dólares) y Bradesco (1.018 millones de dólares).

En séptimo lugar se ubicó el fabricante brasileño de bebidas AmBev (692 millones de dólares), en octavo la brasileña Compañía Siderúrgica Nacional (647 millones de dólares), en noveno el conglomerado brasileño Itausa (481 millones de dólares) y en décimo la petroquímica brasileña Braskem (363 millones de dólares).

La lista es dominada por brasileñas, pero también aparecen las mexicanas Teléfonos de México (11, con 355 millones de dólares), Carso Global Telecom (16, con 312 millones de dólares), Wal Mart México (18, con 286 millones de dólares) y GM México (22, con 252 millones de dólares).

Las dos empresas chilenas en la lista son Endesa (en el puesto 13, con 326 millones de dólares) y Enersis (15, con 318 millones de dólares) y la única peruana Southern Perú CC (23, con 240 millones de dólares).

Entre las 25 empresas latinoamericanas con mayor beneficio neto en el trimestre, 4 son siderúrgicas, 4 del sector de energía, 4 de telecomunicaciones, 4 financieras, 3 mineras, 2 petroleras y una de los sectores de alimentos, químico y comercio.

http://www.eldiarioexterior.com/articulo_imprimir.asp?idarticulo=35962

Para variar, crise na Argentina

Córdoba, sin cuasimonedas

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Por: Marta Platía

Apenas llegado de Malasia, adonde fue en viaje de negocios con otros mandatarios de la Región Centro, el gobernador Juan Schiaretti negó rotundo que vaya a emitir bonos o cuasimoneda a raíz de la crisis que sufre la provincia: "No estoy analizando esa posibilidad ya que estoy convencido de que la provincia ganará los juicios que tiene contra la Nación".
Se refería a los tres recursos que asentó ante la Corte Suprema de la Nación por el dinero que se le adeuda por el Programa de Asistencia Financiera (PAF); por el que debería ingresar a la Caja de Jubilaciones; y otro por "unos 1.220 millones" para la delegación local de la ANSeS correspondientes al ejercicio 2000-2007.
Mientras caminaba por las calles enlodadas de El Crispín, una localidad del noreste cordobés afectada por un vendaval el martes, Schiaretti dejó también la puerta abierta a un posible acuerdo con el gobierno de Cristina Kirchner: "Si la Nación nos muestra una señal para ponerse al día, desistiríamos de las dos primeras demandas". Pero, tras ése gesto conciliador, Schiaretti recalcó su constante reclamo desde hace meses, y declaró que hasta el día de su arribo del Lejano Oriente, "a Córdoba no ha llegado ni un peso".
Las deudas a las que se refiere y que aún no han tenido desembolsos de las arcas nacionales, sumarían unos $ 500 millones. Dinero fresco que, tal vez, le ayudarían a calmar los ánimos de una provincia que lo recibió convulsionada por las protestas de los empleados estatales y los maestros que reclaman aumentos salariales y están cumpliendo medidas de fuerza casi todos los días. Uno de los sectores que más mortifica a la gente es el paro que, por turnos, que cumplen los empleados de la salud en los distintos Hospitales, y hasta ha producido la postergación de cirugías ya programadas.

http://www.clarin.com/diario/2009/11/21/elpais/p-02045413.htm

Relações China-EUA

EE.UU.-China: el juego de la interdependencia

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Si algún logro recogió el presidente norteamericano de su gira asiática es el trazado de una relación entre dos potencias globales que no pueden imponerse condiciones.

Por: Marcelo Cantelmi

Es febrero de 1972 y hace frío en París. En un restaurante del centro de la ciudad cenan Andre Malraux y el senador Edward Kennedy. El tema de la larga sobremesa será el viaje inminente que el presidente Richard Nixon hará al gigante amarillo, la primera vez que un mandatario norteamericano llega a Beijing.
El ex ministro de Cultura del general De Gaulle, amigo de Mao Tse Tung según su propia descripción, y autor de ensayos sobre el experimento comunista chino, le murmura en tono íntimo a un ansioso Kennedy: "Mao mirará a Nixon y hará la primera pregunta ¿está preparada la nación más rica del mundo a ayudar a una de las más pobres llamada China?". La anécdota, relatada por amigos del genial intelectual francés, es aún más fascinante si se advierte que ocurrió, como aquel viaje de Nixon, sólo un año antes de la rehabilitación del timonel de la China global Deng Xiaoping; unos cuatro previos a la muerte de Mao y cinco antes de las célebres "cuatro modificaciones" (agrícola, industrial, científica y defensa) que convirtieron al país asiático en lo que es hoy, de mendigo a millonario.
Pero aquella historia de ricos y pobres es impresionante si se la cruza con la marcha forzada a que se asemejó la travesía que Barack Obama acaba de hacer por el gigante amarillo. Muy lejos de aquel poder de imposición, casi nada de la agenda que llevó el norteamericano a Beijing, tuvo algún suceso. Se amontonaron en desorden en una canasta virtual temas que antes Washington planteaba a China sin prejuicios como la cuestión del Tibet que esta vez, además del silencio, incluyó la postergación sine die de una entrevista entre el jefe de Estado y el Dalai Lama, detestado por Beijing. Las viejas presiones del ministro de economía norteamericano Tim Geithner contra la supuesta "manipulación" del renmimbi, la moneda china, desaparecieron. La cuestión iraní, un país sobre el cual China ejerce gran influencia, condición crucial que requiere Washington para sumar presión contra el plan nuclear persa, también siguió el mismo trámite fantasma. Cuando Obama y su colega Hu Jintao se reunieron en público no hubo la menor mención a futuras mutuas sanciones contra Teherán.
Es verdad que toda marcha comienza con un paso que es apenas eso, y no debería demandarse más de lo que puede dar un encuentro cumbre de dos días. En cualquier caso, estas dos naciones sumadas, configuran hoy el más dinámico foco planetario, generador en la ultima década de un tercio de la producción económica global y de dos quintos del crecimiento mundial. Lo que sucede es que dentro de esa esfera única no hay sólo ganadores.
Beijing no olvida ni un instante que es el mayor acreedor de EE.UU. con más de un billón (millón de millones) de bonos del Tesoro norteamericano y que 70% de sus reservas, que más que duplican aquella cifra, están en moneda norteamericana. Ello implicaría cierta paternidad en algunos niveles o, al menos, un tamiz enérgico para eludir sugerencias antipáticas como las que formularon en su momento Bill Clinton, cuando demandó a China mejoras en los derechos humanos, o George Bush, que tanto atacaba la economía comunista, como convertía en sus protegidos al Tibet o Taiwan.
Lo que cambió no es la personalidad del habitante de la Casa Blanca como pretenden simplificar críticos sencillos de Obama. Lo que mutó fue EE.UU. y su nivel de poder relativo. Hay un episodio difícil de no definirlo como espectacular que relató, hace ya un tiempo, el principal responsable presupuestario de la Casa Blanca, Peter Orszag. En una reunión en junio pasado, funcionarios chinos le pidieron a la Casa Blanca detalles sobre la legislación y el programa de salud que Obama llevó al Congreso para ampliar los beneficios sanitarios. El Herald Tribune recuerda que Orszag contestó la totalidad de las preguntas hasta que advirtieron que los chinos no estaban tan interesados sobre si el plan resolvería los problemas de salud de la gente, sino cómo afectaría esa inversión al déficit fiscal norteamericano. Los funcionarios asiáticos descontaban que su país, al cabo, financiaría la cuestión con la compra de los bonos de deuda. "Como cualquier banquero, los chinos querían evidencia de que EE.UU. tenía un plan para devolver ese dinero", comentó con alguna pesadumbre el diario norteamericano.
Hasta antes de la crisis financiera que arrasó con la banca norteamericana y mundial, China no era responsable del inmenso rojo comercial que EE.UU. contabiliza en el intercambio con ese país. Ello era así pese a toda una estructura académica que traducía la paridad atada del renmimbi al dólar como origen de esa calamidad. La culpa radicaba, entre otros motivos, en la ausencia de disciplina de ahorro en la sociedad norteamericana.
Sin embargo, después de la crisis y cuando el resto del mundo coincidió con las políticas de estímulo fiscal de China sumado a un gran control y presencia estatal, esas medidas se tornaron en una feroz competencia proteccionista donde Beijing ha llevado las de ganar. El Nobel de Economía Paul Krugman se toma de la cabeza viendo el camino del desastre. Porque tal como están las cosas, China seguirá financiado la paridad baja de su moneda beneficiando sus exportaciones globales. Eso a EE.UU. le clava sus cifras históricas de desocupación debido a que es más barato importar que producir. El panorama no sólo pronostica problemas sociales. "Largo tiempo de desempleo produce un largo y extenso daño social", advierte Krugman.
EE.UU. pretendía que el inmenso mercado interno que está reactivando con estimulo fiscal el gobierno de Hu, más de 800 millones de chinos del interior (mucho mas que toda Latinoamérica sumada) que hasta ahora vieron el crecimiento de su país desde la banquina, sin poder subirse, fueran también la respuesta de consumo para las fabricas del otro lado del mar. Eso sólo sería posible con un tipo de cambio liberado a las fuerzas de mercado que abarataría las exportaciones asiáticas. Pero Beijing quiere su mercado propio para mantener el crecimiento por encima del 8%. Ese es el punto de fractura para el espectacular matrimonio sino-estadounidense, que, como apunta el historiador de Harvard Niall Ferguson es hoy una sociedad 10 x 10: los chinos obtienen 10% de crecimiento, EE.UU. obtiene 10% de desempleo.
Copyright Clarín, 2009.

http://www.clarin.com/diario/2009/11/21/opinion/o-02045426.htm

Brasil X México: Petrobrás X Pemex

Carreño: A tambo batiente

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http://www.eluniversal.com.mx/wcarton9823.html

China em busca de soft power

SPIEGEL ONLINE

SPIEGEL ONLINE

11/20/2009 11:47 AM

PR Writ Large

The Great Chinese Media Offensive

By Wieland Wagner

China's image in the world hasn't been the best lately. Now, Beijing is pumping billions of dollars into a global media campaign in an effort to reverse that trend. Chinese television may be coming soon to a TV near you.

China's answer to Larry King wears a suit and tie instead of suspenders. His fame hasn't yet spread quite as far as the renowned CNN television host, but Yang Rui, 46, has come far in his long march through the media world. Beijing now wants to engage his help to break the media dominance of Western TV and to realign global opinion with its own.

It's still early in the morning at the television center in Beijing, and, since Yang doesn't host his "Dialogue" program until the evening, the star of CCTV-9, the English language channel at China's state-controlled television network, has time to talk about his mission.

Yang says he wants to "enhance China's prestige in the world." The outside world, he complains, repeatedly criticizes China -- especially Western media that are obsessed with the sensational. He says Western journalists prefer listening to separatists who oppose Beijing rather than reporting the accomplishments of China's communist leadership in an "objective and balanced" way.

He speaks in a gentle, friendly manner -- in the precise English he learned as a student in Great Britain. Here too, outside the studio, he remains the consummate gentleman, never rising into the shrill tones favored by many a government spokesperson.

The Battle for Global Opinion

Yang embodies China's new ambitions. As Asia's leading power, China wants to become a global media player -- one focused above all on maintaining its own image. After the rebellion in Tibet last year and the public relations disaster surrounding the Olympic torch, Beijing recognized that it was no longer possible to retain control over its enormous empire only with police-state tactics directed at its own population.

Rather, the country's leadership decided, China needs to assert itself to the outside world -- and it believes that is best done with the help of a controlled media apparatus. And Beijing is fighting the battle for global opinion on three fronts:

  • the Internet, brutally monitored domestically but also used to broadcast CCTV-9 worldwide;
  • new English-language editions of party newspapers, intended to enhance China's reputation in the rest of the world;
  • the global development and acquisition of television networks.

Several TV networks already compete to deliver China's patriotic news to the world. The government's official press agency, Xinhua, supplies around 50 foreign media services such as Reuters and CNN with television news in English. This summer, several months earlier than planned, CCTV launched an Arabic language network for 22 countries with a total of 300 million potential viewers. The project was rushed due to the unrest in Xinjiang, as China tried to shore up support among Muslims following the brutal oppression of Muslim Uighurs in the autonomous region.

English Language News Network

The state TV network also kicked off a Russian channel in September, with over 100 Chinese and 20 foreign employees. Spanish and French programming exists already, and a Portuguese language network is in the works. By late 2011, the media giant plans to include 10 global TV channels, including its own English language news network.

It is certainly not uncommon for Beijing to generate ambitious new plans, but the media offensive is being led by Hu Jintao, head of state and of the Communist Party, personally. Hu lamented last year, on the occasion of the 60th anniversary of the party organ People's Daily, that the West is strong and China is weak when it comes to international public opinion. And that, he said, has to change. "The battles in the fields of news and opinion will become more fierce and complicated," Hu predicted.

China does possess an important advantage over the West's crisis-plagued media industry in the coming propaganda war -- the Communist government's coffers are full. Beijing reportedly plans to pump the equivalent of €4.4 billion ($6.5 billion) into its global media campaign.

In addition, advertising revenue is rising at a good pace despite the recession. The giant CCTV network, which has recently completed a gigantic new headquarters in Beijing designed by Dutch star architect Rem Koolhaas, brought in €350 million in advertising in just the first quarter of this year. That may not sound like much compared to Western revenues, but it's 19 percent more than in the same period last year.

Degree of Implausibility

But despite the money, China faces high hurdles. Beijing's greatest disadvantages are its lack of experience with Western tastes and, above all, its state-run media, which are far from independent and often come across with a corresponding degree of implausibility.

One notable exception was Caijing, a financial magazine that consistently tested governmental boundaries with its exposés of corruption and misdoings in the business world. Last week, however, magazine founder and editor in chief Hu Shuli, 56, threw in the towel in the wake of a grueling internal power struggle.

More than journalistic skills, Beijing expects allegiance from its media representatives. "We must strengthen the party's leading role in radio, film, and television," declares Wang Taihua, director of the State Administration of Radio, Film, and Television. When CNN or BBC broadcast images critical of China, Beijing simply switches monitors to black.

Even within the country, the government station CCTV is often ridiculed for its crude propaganda. The evening news consists of a pair of stiff newscasters reading off party resolutions, which can go on for several minutes each. There is no advertising on the evening news, yet the program is interrupted twice -- first to celebrate "pioneers of time" and then to remember "heroes and role models of the people."

Higher-ups do allow the foreign language channels a little more latitude. Yang describes proudly how he invited two American professors onto his live program, where they argued against the death penalty. For Chinese standards, Yang showed a degree of courage. Nonetheless, he's still worlds away from a critical journalist's desire to provide the public with unbiased information.

On the Global Scene

More than anything, China's leadership wants to see its successes as a nation recognized. The same impulse inspired its opening spectacle at the 2008 Summer Olympics, meant to impress TV viewers the world over. Now Beijing is drawing more Western professionals from the PR and media industries into its services, to present itself even more perfectly on the global scene.

One example of these partnerships is 5CTV, a television network founded in 2008 by the Chinese governmental information authority together with American investors and launched at a fancy party in Los Angeles. William M. Campbell, chief executive officer of the new network, declared, "Our goal will be to bring China to the world, and the world to China."

Campbell, who headed Discovery Networks in the US until 2007, demonstrated how he plans to market China in an interview with Cai Wu, China's culture minister and the powerful former head of the state's Information Office. The American businessman placed his right hand submissively on his chest and asked the Chinese official "for some thoughts about 5CTV and for some advice I can share with our Western and American viewers."

The United States, however, is at most a sideline for Chinese strategists. A much more important region is the Middle East. China depends on countries there as suppliers of raw materials, but also as allies in the United Nations, as Yang explains. Beijing risked alienating Arab Muslims with its harsh treatment of the Muslim Uighurs; al-Qaida even threatened attacks on China in response. As a result, the country is attempting to persuade Arab viewers to see the benefits of China's policy on minorities.

Friendship Offensive

On its new program, Chinese newscasters speaking in Arabic deliver the latest from China and around the world, and elaborate historical documentaries that recall friendly ties between China and the Arab world, for example through the Silk Road.

Meanwhile, this friendship offensive is being complemented by the ventures of private businessmen such as Wang Weisheng. Wang acquired an entertainment network in Dubai more than three years ago, then expanded it into the financial channel Arab Asia Business TV (AABTV). Now he broadcasts around the clock with bilingual information about the Chinese economy aimed at Arab businesspeople.

Gao Du, 36, head of AABTV, receives visitors in his TV studio in Hangzhou, not far from Shanghai. "We produce around 60 percent of our programming in China and the rest in Dubai," he explains. Next up is expansion into Europe and India. "We're thinking globally," he says.

Then there's Ye Maoxi, a media manager and real estate tycoon from Wenzhou in eastern China, who recently acquired the British satellite channel Propeller TV. Traveling in Europe this spring with Chinese premier Wen Jiabao, Ye learned of the channel's financial problems and decided to buy it.

'They Have Hollywood'

Attacking separately, then triumphing collectively -- in the end this may just be the formula that allows China's new media giants to take over the world. Yang Rui, the TV anchor, comments, "when the United States wants to keep our country from advancement, they mobilize their private NGOs and criticize us on human rights and democracy. So why shouldn't our private businesspeople act on China's behalf?"

Yang is proud of what his country has achieved, and remembers clearly why he decided to become a journalist 26 years ago. He was studying in Shanghai at the time, when an official from the State Administration of Radio, Film, and Television came to recruit new talent. "She told us that foreigners imagine people with braids and bound feet when they think of us Chinese." Yang was shocked.

Now, he himself is the one presenting foreigners with a politically correct image of China. But he knows he can never quite measure up to the real Larry King at CNN. "He can get every star guest," Yang says. "After all, he knows them all." And the US has another advantage China will never be able to compete with: "They have Hollywood."

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'Who' for President, 'I Don't Know' for Foreign Minister

Europe's New Leadership

'Who' for President, 'I Don't Know' for Foreign Minister

By Carsten Volkery

 

Herman Van Rompuy and Catherine Ashton have been chosen as the EU's new leadership duo.

The appointment of Herman Van Rompuy and Catherine Ashton to the European Union's top spots has many scratching their heads. The two are relatively unknown, but expectations are so low, they can only exceed them.

After the European Union's top level positions were appointed, European parliamentarian Andrew Duff merely said out loud what many were already thinking: "It's not very exciting," said the Brit.

The European public has already had weeks to accustom themselves to the EU's new president, the pale Belgian Prime Minister Herman Van Rompuy. The 62-year-old proved himself a capable crisis manager after holding together a shaky five-party coalition in his native country, making him a favorite choice for the office.

However, the big surprise came with the appointment of Catherine Ashton as the EU's new foreign representative. British Prime Minister Gordon Brown pulled her name from the hat at the last minute of Thursday's special EU summit. Ashton herself was taken by surprise -- that morning she had no idea her name was even an option.

Ashton will now have to set to work earning the respect of the world. Before the choice was made, it was expected that this high-level representative would have already held a position as foreign minister. Instead, the 53-year-old Ashton is a foreign-policy blank slate. For a year, she's worked in Brussels as the EU Commissioner for Trade. She was appointed to the post when her predecessor Peter Mandelson was ordered back to London to save the Brown government from disintegration.

'Best Person for the Job'

While Mandelson was one of the most well-known European commissioners, Ashton has hardly left a mark on the position she is now leaving. She does not, however, lack in self confidence. In response to her critics, Ashton noted she had 25 years of negotiation experience, adding that she plans to use her perceived weaknesses -- a low profile and quiet deameanor -- to usher in a new quiet diplomacy and prove that she is "the best person for the job."

It is a statement that puts her scrappy nature on display. Ashton has a classic Social Democratic background. Born in a small town, she was the first woman in her family to attend university. She slowly worked her way up in Britain's Labour Party, ultimately becoming under-secretary of state in the Department for Education and Skills. During her eight-year tenure, she took a stand for people with disabilities and children who come from disadvantaged families.

Ashton, though, has never stood for election. In 1999, she was appointed as Labour Party leader in the House of Lords, Britain's upper house of parliament, by then-Prime Minister Tony Blair. As part of the appointment, she received the title of Baroness. During her time in the upper house, her greatest achievement was getting a majority vote on the Lisbon Treaty. At the time, Martin Schulz, who heads the Social Democratic faction in European Parliament, praised her "high diplomatic aptitude."

Trail-Blazing

Her affable but tough personality has strenthened her reputation as a tough negotiator. The skills served her well as Trade Commissioner when she quietly put together a trail-blazing free trade agreement with South Korea.

The ability to forge agreements quietly is a skill that Van Rompuy also possesses. The Christian Democrat, who likes to pen Japanese haikus and author more social-philosophical works, is considered a master of consent. During his tenure as Belgian prime minister, he gained experience holding together awkward coalitions. He was well on his way to retirement last December, when he was called to serve as interim prime minister during a time when Belgium was grasping for a leader. He took the position unwillingly. This time, however, it seems he is looking forward to the task at hand.

Van Rompuy and Ashton are both trained economists. They are considered competent analysts of the type that are invaluable in public service. They are by no means "political animals." Only time will tell if they are able to face the heat of the international spotlights.

Low Expectations

For the next two-and-a-half years, Van Rompuy will have to negotiate the outcomes of meetings with 27 heads of state and government in the European Union. He will have to quickly develop his own profile so as not to become a mere tool of France and Germany, which helped put him in office.

However the more important job, at least on paper, belongs to the new EU foreign minister. Part of her new role will be to create a new European diplomatic force that could involve as many as 7,000 people, thus pioneering a genuine European foreign policy. But the real advantage is that both Ashton and Van Rompuy are facing expectations so low, they can only exceed them.

http://www.spiegel.de/international/europe/0,1518,662516,00.html

Abbas convida Lula para participar de processo de paz no Oriente Médio

20/11/2009 - 13h28

Abbas convida Lula para participar de processo de paz no Oriente Médio

No Rio de Janeiro

O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, convidou hoje o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para participar ativamente no processo de paz no Oriente Médio.

"Damos-lhe as boas-vindas para que tenha esse papel (de mediador), o senhor tem respeito internacional e admiração. Necessitamos seu apoio e o mundo poderá tirar proveito disso", afirmou Abbas após se encontrar com Lula em Salvador.
O líder palestino agradeceu "todos os esforços" em prol da paz e destacou o apoio que o Brasil deu a seu povo no aspecto econômico, humano e político.
Abbas incidiu em que o Brasil pode utilizar sua "grande experiência" na convivência de diversos povos "sem olhar cor, sexo ou religião".
O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP) começou na quinta-feira em Salvador sua viagem pela América Latina que o vai levar também à Argentina e Chile.
Abbas se reuniu ontem à noite com vários embaixadores de países árabes e hoje, após seu encontro com Lula, deve se reunir com líderes políticos locais, antes de partir para Porto Alegre, onde amanhã terá reuniões com as comunidades palestinas nessa região meridional.

Pobre México!

21/11/2009 - 03h25

México recebeu US$9,75 bilhões de Investimento Estrangeiro em 9 meses

EFE

México, 20 nov (EFE).- México recebeu US$9,75 bilhões de Investimento Estrangeiro Direto (IED) nos primeiros nove meses deste ano, informou hoje a Secretaria de Economia.
Em 2008 o número consolidado e revisado do IED se situou em US$22,516 bilhões, em tanto que nos últimos dois anos e nove meses México recebeu um total de US$59,361 bilhões.
A secretaria informou que o número registrado entre janeiro e setembro deste ano provém de 2.937 empresas em cujo capital social participa o investimento estrangeiro.
Os setores que receberam estes recursos estrangeiros foram a manufatura, com 38,9% do total; serviços financeiros, com 22,9%; outros serviços, 16,2%, da mesma forma que o comércio com idêntico percentagem, enquanto outros setores captaram 5,8 %.
Os fluxos de investimento provieram principalmente dos Estados Unidos (55,3%), o primeiro parceiro comercial do México, país com o qual compartilha o Tratado de Livre-Comércio da América do Norte (NAFTA), do que também faz parte Canadá.
Lhe seguiram Holanda (14,8%), Porto Rico (11,9%), Canadá (5,8%), Reino Unido (4,4%), Espanha (4,2%), França (2%), e o resto de outros países.
O Ministério explicou que este informe será enviado ao Congresso mexicano, embora esclareceu que o número pode ser submetido a atualizações posteriores.
O Governo tinha calculado que este ano México poderia receber cerca de US$ 15 bilhões, apesar à contração da economia pela recessão que castigou à maior parte das economias do mundo.

http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2009/11/21/mexico-recebeu-us975-bilhoes-de-investimento-estrangeiro-em-9-meses.jhtm

“Eu queria ser feliz, mas não sei como”: citações

“Ter esperança significa estar pronto a todo momento para aquilo que ainda não nasceu e todavia não se desesperar se não ocorrer nascimento algum durante nossa existência. Não faz sentido esperar pelo que já existe ou pelo que não pode ser. Aqueles cuja esperança é fraca decidem pelo conforto ou pela violência; aqueles cuja esperança é forte vêem e apreciam todos os sinais da nova vida e estão prontos a todo instante para ajudar no nascimento daquilo que está pronto para nascer.” Erich Fromm

“A história do mundo não é o teatro da felicidade; os períodos felizes são suas páginas em branco” Hegel

“Amor, trabalho e conhecimento são as fontes de nossa vida. Deveriam também governá-las”. Wilhelm Reich

“todo o grande homem foi outrora um Zé Ninguém que desenvolveu apenas uma outra qualidade: a de reconhecer as áreas em que havia limitações e estreiteza no seu modo de pensar e agir. Através de qualquer tarefa que o apaixonasse, aprendeu a sentir cada vez melhor aquilo em que a sua pequenez e mediocridade ameaçavam a sua felicidade. O grande homem é, pois, aquele que reconhece quando e em que é pequeno. O homem pequeno é aquele que não reconhece a sua pequenez e teme reconhecê-la; que procura mascarar a sua tacanhez e estreiteza de vistas com ilusões de força e grandeza, força e grandeza alheias. Que se orgulha dos seus grandes generais mas não de si próprio. Que admira as idéias que não teve mas nunca as que teve. Que acredita mais arraigadamente nas coisas que menos entende, e que não acredita no que quer que lhe pareça fácil de assimilar”. Wilhelm Reich

O martírio do viver é crer na falsa felicidade alheia. Que todos sejamos declaradamente infelizes é uma única solução para a humanidade. Isto não é pessimismo, nem desilusão, é a vida no mundo que Deus criou à sua imagem e semelhança.

“nada é mais difícil de suportar que uma sucessão de dias belos” Goethe

“O programa de tornar-se feliz, que o princípio do prazer nos impõe, não pode ser realizado; contudo, não devemos – na verdade, não podemos – abandonar nossos esforços de aproximá-lo da consecução, de uma maneira ou de outra.” Freud

“Ser moderno é encontrar-se em um ambiente que promete aventura, poder, alegria, crescimento, autotransformação e transformação das coisas em redor – mas que ao mesmo tempo ameaça destruir tudo o que temos, tudo o que sabemos, tudo o que somos. A experiência ambiental da modernidade anula todas as fronteiras geográficas e raciais, de classe e nacionalidade, de religião e ideologia: nesse sentido, pode-se dizer que a modernidade une a espécie humana. Porém, é uma unidade paradoxal, uma unidade de desunidade: ela nos despeja a todos num turbilhão de permanente desintegração e mudança, de luta e contradição, de ambigüidade e angústia.” Marshall Bermann

Para ler:

O que há de errado com a felicidade. In: BAUMAN, Zygmunt. A arte da vida.

LASCH, Christopher. Refúgio num mundo sem coração. A família: santuário ou instituição sitiada?

Para a crítica do hedonismo. In: MARCUSE, Herbert. Cultura e Sociedade, vol.1.

FROMM, Erich. O medo à liberdade.

FROMM, Erich. A revolução da esperança.

FROMM, Erich. A arte de amar.

FROMM, Erich. Do ter ao ser.

REICH, Wilhelm. Escuta, Zé ninguém!

“Eu queria ser feliz, mas não sei como”

Uma aluna conversando comigo pelo msn escreveu “Eu queria ser feliz, mas não sei como”. Eu pensei, se eu tivesse a resposta, eu seria rico, não seria professor. Mas de fato, a questão da felicidade é um falso problema, pelo menos quando a pergunta feita é como ser feliz. É evidente que não há um como, porque a felicidade não pertence ao âmbito do ter ou do fazer ou do consumir. Na nossa sociedade procuramos reduzir toda a existência ao ter, fazer ou consumir. Os problemas são resolvidos através de uma receita pronta, é só fazer alguma, realizar uma ação que os problemas se resolvem. Ninguém quer viver a vida e seus problemas e dificuldades, quer resolvê-los como se a tristeza, a felicidade fossem coisas que se tratasse como uma máquina de lavar quebrada, chama o técnico e ele diz o que fazer para resolver o problema. Por isso, há tantas pessoas que lucram com revistas com receitas miraculosas, com simpatias, magias, livros de auto-ajuda, cursos. Estamos em um mundo louco onde as pessoas crêem que as dificuldades existem porque ela ainda não encontrou a receita para a solução do problema. Aparentemente, haveria um remédio para a vida que não seria a morte.  Hoje, as pessoas mudam de religião como trocam de roupa, a cada momento aparece uma novidade no mercado da fé para oferecer uma solução para o problema. Na medida em que as receitas fracassam, as pessoas vão passando de um produto para outro. A vida passa a girar em torno do consumo. A própria personalidade das pessoas passa a ser diferenciada pelos produtos que ela consome, pelas roupas que usa. Como a pessoa apenas busca fora dela as razões para viver, a existência aparece cada vez mais vazia e sem sentido. Mas não é a vida que é vazia e sem sentido é a própria pessoa. Vivemos uma era de empobrecimento espiritual, psíquico. As pessoas resumem os seus sentimentos em uma meia dúzia de palavras-chaves que explicam tudo. Quantas pessoas já responderam testes de revista para saber se está em depressão? E quantas tiveram como resultado que não está em depressão? A depressão existe e uma doença séria, mas hoje, tudo é depressão, a depressão explica tudo. Qualquer coisa, a pessoa diz que está deprimida, e isso lhe poupa de conhecer a multiplicidade de sentimentos que convivem no seu interior, bloqueia o crescimento psíquico e espiritual. Há uma fuga do mundo e de si mesmo que impede que cada indivíduo assuma a responsabilidade pelo mundo e por si mesmo. É realista pensar viver num estado de harmonia permanente com o mundo que lhe é externo? É realista pensar numa satisfação permanente consigo mesmo e o mundo? Não é realista, e portanto pensar a felicidade nestes termos só aumenta a infelicidade e só nos joga na roda louca do mundo. É preciso sair dela, de forma consciente e racional, se a felicidade é possível, ela surge dos valores, dos princípios com os quais o indivíduo se relaciona com o mundo exterior. E não é algo permanente, mas algo a ser sempre conquistado, depende do conhecimento de si mesmo, do mundo, dos outros, conhecimento que permite mudar a sua visão de mundo. A maior parte das visões de mundo que adotamos impede que nos aproximemos da felicidade. Para voltar à minha aluna, depois de eu brincar com ela que problema de mulher era falta de marido, roupa para lavar e filhos para cuidar. Ela disse que às vezes pensava que casar a faria feliz. Obviamente, eu disse que não era verdade, não havia relação entre as duas coisas. Ao contrário, esta visão de mundo na verdade não só a afasta da felicidade como provavelmente levaria um casamento dela ao fracasso. A construção de um relacionamento é um processo árduo, trabalhoso. Esperar a felicidade como resultado automático de um relacionamento só pode resultar em frustração e fracasso. Neste sentido entendo como lapidar a seguinte afirmação de Erich Fromm: "A fé na vida, em si próprio, nos outros deve ser construída sobre a pedra sólida do realismo. Isto quer dizer, com a capacidade de ver maldade, onde ela está, de ver o embuste, a destruição, o egoísmo, não somente quando for óbvio, mas em seus vários disfarces e racionalizações. De fato, fé, amor e esperança devem caminhar juntos com tamanha paixão de ver a realidade com toda sua nudez, que o estranho ficaria propenso a chamar esta atitude de "cínica". E ela é cínica quando nós pretendemos com isso a recusa em sermos conduzidos às mentiras suaves e plausíveis que encobrem quase tudo o que é falado e acreditado. Porém, esta espécie de "cinismo" não é cinismo, é ser intransigentemente crítico, uma recusa em participar de um jogo num sistema de decepção." Apenas sobre uma visão realista e crítica do mundo, mas esperançosa, se pode construir um projeto de felicidade pessoal e social. Uma visão idílica, romantizada, infantil da vida nos idiotiza enquanto indivíduos e nos paralisa, nos deprime periodicamente por não permitir termos um desenvolvimento psíquico, intelectual e espiritual suficiente para lidar com o real, especialmente em todas as esferas da vida. Veja que idealizamos mesmo a política, quando dizemos que todos os políticos são ladrões e não há o que fazer, nos colocamos como quem esperava que a honestidade fosse resultado de um processo natural e não produto da nossa própria ação, assumimos postura passiva. Como passivos são os relacionamentos relâmpagos, os quais começam sempre como se fossem um grande amor e depois sucumbem por não conseguir manter no plano ideal sem qualquer esforço tenha sido feito, sem sacrifício. De fato, é preciso ser realista e crítico, para compreender que a felicidade, a mudança para algo melhor envolve sacrifício e sofrimento, e é preciso aceitar e enfrentar isso. Qualquer tentativa de fuga desta realidade é uma fuga da possibilidade de ser feliz e de mudar o mundo.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Crise Internacional vista em 2007 pelo Estadão

Sexta-feira, 10 de agosto de 2007
Fantasma do fundo LTCM assombra Wall Street

Fantasma do fundo LTCM assombra Wall Street
Por Patrícia Campos Mello, CorrespondenteWashington (AE) - O Long Term Capital Management (LTCM) ficou conhecido como o fundo de hedge dos gênios: era tocado por dois prêmios Nobel de economia, Myron Scholes e Robert C Merton, um ex-vice presidente do Fed e um dos mais bem-sucedidos traders de títulos de Wall Street. Depois de 4 anos de retornos extraordinários de 40% ao ano, o LTCM entrou em colapso em meio à crise da Rússia e perdeu US$ 4,6 bilhões em menos de quatro meses. Quase levou para o buraco grande parte do mercado financeiro, antes de ser resgatado pelo Fed, em 1998.Nos últimos tempos, o fantasma do LTCM voltou a assombrar Wall Street. Dois fundos de hedge do Bear Stearns quebraram no mês passado. Na semana passada, o BNP Paribas, maior banco da França, congelou os resgates de três de seus fundos de hedge, recheados de papéis lastreados em hipotecas de alto risco. Fundos de hedge, empresas de hipoteca e bancos apostaram no boom imobiliário americano e rechearam suas carteiras de papéis lastreados em hipoteca e derivativos (instrumentos financeiros) pouco ortodoxos. Empresas de hipoteca "vendiam" seus financiamentos para bancos, que emitiam papéis lastreados nas hipotecas e ofereciam para fundos de hedge, que tomavam emprestado dos bancos para comprar esses mesmos papéis, os quais vendiam papéis que tinham como colateral os papéis de hipoteca. Com o risco de uma onda de calotes, os bancos fecharam as torneiras, desencadeando uma crise de liquidez (falta de crédito) que afeta todo o sistema. O mundo hoje está bem menos vulnerável a uma turbulência nos moldes da crise que afetou a Ásia em 1997 (e a Rússia em 1998 e o Brasil em 1999), diz Barry Eichengreen, professor de Economia da Universidade da Califórnia em Berkeley e um dos maiores especialistas em crises em países emergentes. Problemas de dívida cambial e déficit em conta corrente ficaram no passado. Mas os países estão expostos a uma crise de outra natureza - uma quebra no mercado de ativos. Depois de anos de liquidez que levaram moedas e ações de emergentes a valorizações históricas, a quebra de hedge funds por causa da crise das hipotecas pode levar a um grande tombo nos preços dos ativos de países como o Brasil. Abaixo, trechos da entrevista que Eichengreen concedeuà AE: 1 - O mundo hoje está menos vulnerável a uma crise da mesma magnitude que a crise da Ásia? É difícil saber. Por um lado, as políticas econômicas em muitos países da Ásia e América Latina tiveram uma melhora significativa desde 1997, o que reduz os riscos. Mas por outro lado, os mercados financeiros continuam a se desenvolver muito rapidamente e os órgãos regulatórios não acompanham, criando incertezas e riscos adicionais por causa de novos instrumentos. Eu ainda tenho esperanças de que uma crise como a de 1997-98 possa ser evitada. Mas teremos de esperar para ver quais minas ainda estão escondidas no mercado financeiro. 2 - O que mudou nos mercados emergentes desde a crise da Ásia?De forma geral, os países emergentes estão com orçamentos maissaudáveis, política monetária mais sólida (metas de inflação), maior volume de reservas internacionais e menos dívida de curto prazo. Essa combinação de fundamentos sólidos exclui a possibilidade de uma reprise exata da crise asiática, que foi possibilitada por um mix de grande endividamento externo de curto prazo e baixas reservas internacionais. Mas não exclui a possibilidade de outros tipos de crises, incluindo uma semelhante à desencadeada em 1998 pela quebra do fundo de hedge Long Term Capital Management. 3 - E o Brasil, quais são as principais diferenças entre o Brasil na época da crise da Ásia e agora?O Brasil está com uma situação fiscal mais sólida, política cambial flexível, administração monetária mais cuidadosa e menos dívida denominada em dólar. Mas esses avanços em políticas não foram acompanhados por melhoras institucionais, como controle de corrupção, governança corporativa, regulamentação e transparência financeira. Ainda há vulnerabilidades.4 - Estamos vendo uma série de fundos de hedge e empresas de hipoteca quebrando por causa da crise do mercado de subprime. O sr acha que a crise atual pode se espalhar? A grande preocupação é que a crise evolua nos moldes da quebra do Long Term Capital Management. Até agora, a aposta dos grandes investidores é que não, não há perigo dessa crise se amplificar tanto. Mas os grandes investidores não estão sempre certos. Quando os fundos de hedge com grandes apostas em papéis lastreados em hipotecas forem forçados a vender seus títulos do Tesouro, a crise poderia atingir aquele que é o mercado financeiro mais importante do mundo, o de títulos do Tesouro americano. Aí nós estaremos à mercê dos caprichos do Banco Popular da China, que terá de decidir se vai vender parte de seus ativos ou se vai agüentar a queda de preços dos títulos e aproveitar para comprar mais T-bonds. Nosso destino estará nas mãos do banco central chinês. 5 - Quão sério será o aperto de crédito em decorrência da crise dehipotecas? E como isso vai afetar os mercados emergentes, em especial o Brasil?Até agora, os mercados emergentes têm saído incólumes. Mas isso vai mudar. Em algum momento, o risco país dos emergentes vai subir, as taxas de juros vão se elevar e os ativos de emergentes vão se desvalorizar. Os países mais vulneráveis são aqueles com maior déficit em conta-corrente: Turquia, Islândia e Hungria estão no topo da minha lista. Por sorte , o Brasil não têm déficit em conta-corrente ou grandes necessidades de financiamento externo. Mas isso não significa que esteja imune às volatilidades que vêm por aí. 6 - Alguns economistas vêm dizendo que podemos estar diante de uma crise diferente da asiática, porque seria uma quebra no mercado de ativos. Como se daria essa crise?Estamos saindo de um longo período de liquidez abundante, em que os investidores estavam estacionando seu dinheiro em qualquer lugar que prometesse retornos. Na prática, qualquer lugar inclui mercado de títulos da América Latina, mercado acionário da América Latina, mercado imobiliário da América Latina. Se a retirada de investimentos de ativos mais arriscados pegar alguns investidores no contra-pé, haverá mais hedge funds e até bancos quebrando. Aí teremos um fuga generalizada de ativos arriscados, maior do que qualquer coisa que já vimos. Mercados arriscados vão despencar e isso inclui o Brasil. Se investidores brasileiros forem pegos no contra-pé, o País pode também ver alguns fundos de hedge e de investimentos quebrando, talvez até bancos. E é aí que viria um grande aperto no crédito e desaceleração econômica. Devemos esperar o melhor, mas nos preparar para o pior.

http://clientes.agestado.com.br/tribuna/20070810033.html

House

domingo, 15 de novembro de 2009

As multis brasileiras e o real forte

São Paulo, domingo, 15 de novembro de 2009


VINICIUS TORRES FREIRE
As múltis brasileiras e o real forte


Desde 2005, investimento de empresas no exterior tem superado anualmente tudo o que o governo investe aqui


O AVANÇO das empresas brasileiras em território estrangeiro é um daqueles fenômenos que de fato "nunca antes" de Lula haviam acontecido na história deste país. Mas a multiplicação do número e do tamanho das múltis brasileiras apenas recentemente tornou-se assunto do governo, com Luciano Coutinho no BNDES.
Ao menos no tempo, o fenômeno parece bastante associado à grande oferta mundial de dinheiro barato, a juros baixos, verificada em particular a partir de 2003. A estabilidade da economia talvez ajude a explicar a expansão internacional das empresas nos anos mais recentes.
Em 2007, o investimento brasileiro líquido no exterior, investimento "produtivo", chegou a atingir 1,8% do PIB, embora essa conta não seja lá muito precisa (trata-se aqui da média do investimento acumulado em 12 meses, usando como base o PIB mensal em dólares divulgado pelo Banco Central). Em 2008, antes da crise, ainda flutuava em torno de 1,3% do PIB. Na última década, o investimento "produtivo" do governo federal jamais passou de 1% do PIB. O número precisa ser tomado com um grão de sal de resto porque mesmo técnicos que fazem tais estatísticas suspeitam que algum desse investimento direto ("produtivo") é investimento financeiro disfarçado.
Nos anos FHC, o investimento de empresas brasileiras no exterior foi de US$ 1,1 bilhão anual, em média.
Nos anos Lula, de US$ 9,7 bilhões, na média anual, com picos de US$ 24,8 bilhões em novembro de 2006 (no acumulado de 12 meses) e de US$ 25,7 bilhões em setembro de 2008. Em setembro de 2009, o saldo se inverteu (os brasileiros repatriaram mais capital do que investiram lá fora. Vide gráfico ao lado).
A seca de capital e a ameaça de depressão certamente foram os motivos da interrupção da onda. Mas dinheiro barato não é determinante. O que as empresas vão buscar lá fora?
Algumas asseguram reservas de recursos naturais, como a Petrobras e a Vale, por exemplo. Outras não têm mais como crescer no Brasil, têm seu mercado saturado, como algumas manufaturas. Dominar o mercado e ganhar ainda mais escala parece ser o caso de empresas de carnes (como a JBS) e de alimentos.
Muitas procuram o mercado externo para se proteger de flutuações da economia no Brasil. Fincar o pé lá fora pode fazer ainda com que a marca da empresa ou as de seus produtos ganhem fama mundial, beneficiando suas exportações. Por vezes, investir no Brasil é caro demais.
Trata-se de bons motivos, quando não estratégias necessárias para a sobrevivência ou o crescimento das empresas. Se confirmado o fortalecimento da economia brasileira, haverá mais capital para exportar. Ainda mais se o crédito mundial voltar a crescer e se vier mais apoio do BNDES. E muito mais se o real continuar a se fortalecer, o que barateia as compras brasileiras no exterior.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi1511200907.htm

sábado, 14 de novembro de 2009

Índia e China puxam recuperação da economia mundial

'India, China leading world recovery'
15 Nov 2009, 0301 hrs IST, AGENCIES

SINGAPORE: India, China and other Asian countries are leading the world out of the global economic crisis, business leaders said on Friday, as

trade and finance ministers pledged to make Asia-Pacific a cheaper, faster and easier region to do business in by 2015.
The biggest economic crisis since the 1930s has been the focus of this year's Asia-Pacific Economic Cooperation forum, an annual gathering of 21 member economies from Asia and the Pacific Rim.
As spending drops and savings increase among consumers in the US, the world's biggest economy, "somebody else has to spend more somewhere else in the world. This has to be in Asia," Singaporean PM Lee Hsien Loong said.
"The next few years' growth will be slow worldwide but in the long term, Asia will do well," Lee said in a keynote address to a conference of business leaders. He said the demographics are favorable for growth in China and India, two rare bright spots in the world economy with growth rates of over 6%.

The International Monetary Fund said last month that Asia would grow 2.75% in 2009 and 5.75% in 2010, far outpacing the West. Lee said the growing middle class in China and India will have greater spending power amid greater urbanization and demand for infrastructure.

http://economictimes.indiatimes.com/news/international-business/India-China-leading-world-recovery/articleshow/5228611.cms

Ineficácia da Bolívia permite surgimento de novo concorrente no mercado do gás, o Chile exportará gás para a Argentina

Chile competirá con Bolivia en la venta de gas a Argentina

El Gobierno de Chile aprobó un decreto supremo que le permite la venta de gas natural licuado (GNL) a la Argentina. Además, la norma da vía libre al vecino país para que envíe el energético a otras naciones de la región. De esa forma, el país trasandino se convierte en el principal competidor del energético boliviano.

El periódico La Tercera, de Santiago de Chile, describe en su edición del viernes partes salientes de la norma. “Como consecuencia de la instalación en el país de terminales de recepción y de instalaciones de regasificación de GNL, resulta técnicamente factible el envío de dicho combustible a Argentina u otros países de la región, en caso de presentarse oportunidades comerciales para ello", señala.

En el documento se "solicita la habilitación de puntos de salida del territorio nacional (Chile) para operaciones de tránsito y exportación de graneles líquidos y gaseosos", describe el matutino.

Chile no produce gas, sin embargo, desde agosto lo importa —vía marítima— en forma líquida y luego la convierte en gas en la planta regasificadora instalada en el puerto de Quintero.

En cambio Bolivia exporta gas natural a Argentina y tiene un contrato de compra y venta firmado el año 2006, mismo que estipula un volumen mínimo de 7,7 millones de metros cúbicos diarios de gas y un máximo de 27,7 millones. El convenio suscrito es por 20 años. A la fecha exporta un promedio de 2 millones y tiene la capacidad de enviar sólo hasta 7 millones, debido a la falta de nuevos gasoductos, cuya construcción ya está proyectada.

En Chile comenzó a operar hace tres meses una primera planta de regasificación de GNL, construida con una inversión superior a los $us 1.000 millones y se tiene proyectado para antes de fin de año operar una segunda planta, ubicada en el puerto Mejillones (norte de Chile).

El decreto también adapta la regulación aduanera y libera del pago de impuestos al traspaso del energético hacia terceros países, al igual que otras mercancías en tránsito, según explicó el ministro de Energía de la vecina nación, Marcelo Tokman.

"Si ese gas ingresa al territorio y después sale del país, la pasada por Chile no es considerada una importación ni tampoco una exportación, con lo cual quedará libre de aplicarse un impuesto, arancel o impuesto al valor agregado (IVA)", sostuvo. También dijo que la norma abre múltiples opciones de integración energética entre ambos países.

El experto y ex superintendente de Hidrocarburos, Carlos Miranda, ya había advertido en una anterior oportunidad —durante una entrevista con La Razón— que Chile le quitaría a Bolivia parte del mercado argentino.

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Crise da MGM

Hollywood
Estudios de MGM están a la venta

Los estudios de cine estadounidenses MGM anunciaron anoche que buscan un posible comprador, entre otras posibilidades, para asegurar el futuro de la empresa.

Metro Goldwyn Mayer "comienza un proceso de examen de las diferentes estrategias posibles, entre las cuales se encuentra la de funcionar como una entidad independiente, formar asociaciones estratégicas y evaluar una eventual venta de la empresa", indicó en un comunicado.

Los famosos estudios del león, en cuyo catálogo figuran los "James Bond" y los grandes westerns de los años 1960, pertenecen, desde 2004 a un consorcio liderado por Sony, que comprende el operador de cable Comcast y fondos de inversión.

Pero este emblema de Hollywood perdió mucho de su lustre y hoy se encuentra muy endeudado. La empresa anunció que sus acreedores le habían acordado un periodo de gracia hasta el 31 de enero.

http://www.elpais.com.uy/091114/ultmo-454325/ultimomomento/estudios-de-mgm-estan-a-la-venta

Crise energética no Equador: Colômbia cooperará

Economía | 14 Noviembre 2009 - 12:12pm

Colombia aumentará las exportaciones de energía a Ecuador

Por: Elespectador.com

El vecino país sufre una crisis energética desde la semana pasada.

Colombia aumentará las cantidades de energía que vende a Ecuador con recursos que en la actualidad no se están utilizando para cubrir la demanda local por su mayor costo de producción y sin hacer uso de embalses, confirmó el ministerio colombiano de Minas y Energía.

"A partir del día 14 de noviembre de 2009 y gracias al esfuerzo realizado por el Gobierno colombiano, se aumentan las exportaciones de energía al Ecuador", señaló el mensaje de ese despacho.

Estos recursos solo se utilizarían para cubrir la demanda de Colombia si se vislumbrara un déficit energético en el futuro por una posible intensificación de la sequía, añadió el Ministerio de Minas.

Las plantas que no están siendo utilizadas para atender la demanda de Colombia se encuentran ubicadas en Cartagena de Indias, Barranquilla y Cali, las cuales tienen una capacidad total de 626,63 megavatios.

Mediante coordinación entre el Centro Nacional de Despachos de Colombia y el Centro Nacional de Control de Energía (Cenace) de Ecuador se establecerán los intercambios, se ofertará las cantidades y el precio de las exportaciones.

"El Gobierno colombiano seguirá haciendo todo lo que esté a su alcance para seguir apoyando a los países vecinos en el suministro de los energéticos que les permitan sortear la situación actual", añadió.

El canciller ecuatoriano, Fander Falconí, afirmó ayer que en Colombia "existe una voluntad política" de ayudar a su país a superar los efectos de la crisis energética que sufre desde la semana pasada, debido al severo estiaje que afecta a la mayor hidroeléctrica nacional.

Dirección web fuente:

http://www.elespectador.com/economia/articulo172263-colombia-aumentara-exportaciones-de-energia-ecuador

Bolivia y Argentina discuten nuevo contrato de gas

Bolivia y Argentina discuten nuevo contrato de gas

LA PAZ, 14. Las estatales petroleras YPFB de Bolivia y Enarsa de Argentina discuten un acuerdo de compra-venta de gas más exigente que el que data de 2006, para su firma en los próximos días por los presidentes Evo Morales y Cristina Kirchner, dijo este sábado una fuente oficial.

por AFP

  El ministro boliviano de Hidrocarburos, Oscar Coca, explicó que comisiones técnicas discuten, en reuniones que se realizan en La Paz y Buenos Aires, ajustar el pacto de 2006, por el cual ambos países se comprometen a ampliar volúmenes de gas y construir un nuevo gasoducto.
El proyecto, que va retrasado, obligaba a Bolivia a exportar desde 2008 unos 7 millones de metros cúbicos diarios de gas (MMCD), hasta que esté listo en 2011 el nuevo gasoducto nordeste argentino, por el que se debe bombear desde 14 MMCD hasta 27 MMCD, durante los 20 años de duración del pacto.
“Discutimos el mejoramiento del contrato, en el sentido de que sea más exigente para ambas partes, de tal suerte que los volúmenes no bajen como ahora están bajando” , afirmó Coca, entrevistado por la radio católica Fides.
A la fecha, Bolivia bombea con irregularidad desde los 2 hasta los 5 MMCD y nunca pudo cumplir con los 7 MMCD que mencionaba el pacto de hace tres años, suscrito por el presidente Morales y su entonces homólogo Néstor Kirchner.
Coca señaló que en el nuevo acuerdo que se discute y que será firmado durante la visita de la presidenta Kirchner a Bolivia el país se tendrá que
“comprometer también a la entrega de volúmenes, porque usualmente no había una obligación” .
La Paz anunció para la próxima semana la visita de la mandataria argentina, aunque sin una fecha definida. La Cancillería boliviana indicó que se podrá confirmar la fecha del encuentro de presidentes una vez que haya un preacuerdo energético.
Kirchner aprovechará su estadía para imponer el grado póstumo de generala del Ejército argentino a la heroína boliviana Juana Azurduy de Padilla, que comandó una columna guerrillera contra la corona española y fue parte de la milicia argentina en las luchas independentistas del siglo XIX.

Se Lacalle vencer, o Mercosul estará ameaçado

EX PRESIDENTE URUGUAYO LACALLE

Pronostican muerte del Parlasur

MONTEVIDEO. El ex presidente uruguayo Luis Alberto Lacalle (1990-1995), que busca llegar por segunda vez al poder en la elección del 29 de noviembre, auguró la “muerte” del Parlamento del Mercosur (Parlasur) y reclamó independencia política de sus vecinos Brasil y Argentina.

por AFP

En Uruguay “no pueden haber elecciones del Mercosur, porque carecemos de la base constitucional”, por ende el Parlamento del Mercosur va a funcionar sin ningún legislador uruguayo “y esa será la muerte, esperemos, cuanto más rápida mejor”, dijo Lacalle en una entrevista con los corresponsales extranjeros.
Integrado por 90 legisladores de Argentina, Brasil, Paraguay, Uruguay y Venezuela, el Parlasur se creó en diciembre de 2006 en Brasilia en momentos en que los socios menores del bloque denunciaban la persistencia de asimetrías y las dificultades para ingresar sus productos al mercado ampliado.
Lacalle, de 68 años y candidato por el opositor Partido Nacional  (centroderecha), enfrentará el último domingo de noviembre al ex guerrillero José Mujica, de la coalición oficialista Frente Amplio (izquierda), en la segunda vuelta de los comicios que determinarán el sucesor de Tabaré Vázquez en la Presidencia de Uruguay.
El ex mandatario liberal se mostró partidario de mantener un Mercosur solo comercial, “con absolutamente ningún mecanismo supranacional” .
“Cuanto menos relación política tengamos con Brasil o Argentina, mejor para nosotros, porque nacimos a pesar de ellos y tenemos que mantener una celosa independencia en lo político, y la mejor de las relaciones en todo lo demás”, afirmó.
Lacalle admitió asimismo su rechazo a la adhesión de Venezuela como miembro pleno del bloque regional, pendiente de aprobación en el Senado brasileño y el Congreso paraguayo.
“Es mejor que no (sea avalado el ingreso). No porque sea Venezuela, que ya de por sí es un problema en sí mismo, sino porque no se puede hacer entrar a alguien sin negociar los términos comerciales”, explicó.
En ese contexto, Lacalle criticó que su país “fue capaz de aprobar el tratado en 24 horas y no negoció la sustancia” del mismo. “Este es un acuerdo económico y comercial, pero no sabemos qué va a comprara Venezuela, qué va a vender, ni qué listado de preferencias tiene”, enfatizó.
Lacalle se refirió también al dilatado conflicto diplomático que mantienen Uruguay y Argentina por la planta de celulosa de la empresa finlandesa Botnia instalada sobre un río limítrofe, que se dirime en la Corte Internacional de Justicia de La Haya.
“Con los puentes cortados, Uruguay no puede ni siquiera hablar, porque es una violación flagrante de los tratados internacionales, notoriamente tolerado por el gobierno argentino”, deploró en alusión al bloqueo fronterizo que llevan adelante hace tres años activistas de la fronteriza ciudad argentina de Gualeguaychú, en protesta por la usina que consideran contaminante.

http://www.abc.com.py/abc/nota/46299-Pronostican-muerte-del-Parlasur/

Peru, o país dos TLC 2

Interés. Términos serán más ventajosos que aquellos incluidos en acuerdos con Chile y México
Japón asegura que TLC con el Perú será el más óptimo
- Primer ministro de ese país asiático hizo ofrecimiento
- Ministro de Comercio Exterior da detalles sobre buena disposición nipona
DENISse COLLANTES TENORIO
El primer ministro japonés, Yukio Hatoyama, aseguró que el Acuerdo de Asociación Económica que negocia su gobierno con el Perú tendrá mejores condiciones que los que fueron suscritos anteriormente con países latinoamericanos, informó el titular de Comercio Exterior y Turismo peruano, Martín Pérez.
“Durante la reciente reunión que sostuvo el presidente de la República, Alan García, él confirmó y se comprometió a que este acuerdo comercial tenga iguales o mejores términos que los tratados que tiene con Chile y México”, informó el funcionario.
La autoridad japonesa comentó que si había algún tema estancado en las negociaciones bilaterales, había que tomar la iniciativa política correspondiente para resolver este problema, declaró.
“Hatoyama ya está dando una instrucción precisa a los negociadores japoneses para destrabar el proceso”, dijo desde Singapur, donde participa en la decimosétima Reunión de Líderes del Foro de Cooperación Económica Asia Pacífico.
Ambos países iniciaron a mediados de este año las conversaciones para lograr un acuerdo comercial. La Cuarta Ronda de Negociaciones se llevó a cabo la primera semana de octubre en Tokio.
El acuerdo contempla un Acuerdo de Libre Comercio para facilitar el intercambio bilateral, que en 2008 alcanzó aproximadamente tres mil millones de dólares.
“El objetivo del Gobierno peruano es un buen acuerdo comercial, que tenga las mejores condiciones para el país, y lo estamos logrando. Si firmamos un acuerdo no es para mantener el comercio actual, sino para desarrollar el potencial que tenemos”, manifestó Pérez.
El ministro destacó que en las negociaciones, desde un primer momento, Japón haya brindado al Perú más beneficios que a sus competidores de la región, sobre todo en términos sanitarios y acceso al mercado.
“Por eso, es importante una visita de alto nivel, como la que recientemente hizo el presidente Alan García a Japón, porque la posición política manda sobre la de los negociadores, que están calculando nada más cuánto pueden ceder o no.”
Diálogo con Estados Unidos
El Perú y Estados Unidos sostendrán una reunión bilateral para hacer un balance del proceso de implementación del tratado de libre comercio bilateral que entró en vigencia en febrero.
El ministro Martín Pérez informó que se reunirá con el secretario de Comercio estadounidense, Gary Locke, para evaluar cómo va dicho proceso.
étratar es el del avance en la elaboración del proyecto de la Ley Forestal y de Fauna Silvestre, que reemplazará al Decreto Legislativo N° 1090, derogado por el Congreso.

http://www.elperuano.com.pe/edc/2009/11/14/pol1.asp

Peru, o país dos TLC 1

Liberalizarán comercio entre Perú y Tailandia

Se implementará a principios de 2010

A principios del próximo año 2010 será implementado por Perú y Tailandia el Segundo Protocolo Adicional suscrito este viernes en Singapur por ambos gobiernos para acelerar la Liberalización del Comercio de Mercancías y la Facilitación del Comercio Bilateral.

En presencia del jefe de Estado, Alan García, y del primer ministro de Tailandia, Abhisit Vejajiva, el documento fue suscrito por el ministro de Comercio Exterior y Turismo del Perú, Martín Pérez; y el viceministro de Comercio de Tailandia, Alongkorn Ponlaboot.

Para el cumplimiento de la implementación respectiva, los funcionarios correspondientes de ambos países quedaron encargados de cumplir con los procedimientos internos a fin de acelerar la liberalización del comercio de mercancías y la facilitación del comercio bilateral.

Con la aplicación del Segundo Protocolo Adicional, las empresas peruanas y tailandesas tendrán un mayor acceso a los mercados de cada país, fortaleciendo mucho más los lazos entre América Latina y el Sudeste Asiático.

El Segundo Protocolo Adicional consta de dos anexos. El primero contiene la Lista de Mercancías, el segundo las Normas Específicas del Producto.

Ambos anexos fueron enmendados basados en el Sistema de Armonizado del 2007 como lo requiere el Protocolo Adicional del 2006.

El comercio bilateral entre Perú y Tailandia ha crecido a un ritmo promedio de 43.6 por ciento por año desde el inicio de las negociaciones del Tratado de Libre Comercio en el año 2004.

http://www.larazon.com.pe/online/indice.asp?tfi=LREconomia01&ta=2009&tm=11&td=14

¿Por qué el FMI no nos ayuda a tenerle aprecio?

El FMI necesita ideas nuevas para los controles de capital

Dani Rodrik

CAMBRIDGE – ¿Por qué el FMI no nos ayuda a tenerle aprecio?

El FMI  ha dicho y hecho todo lo correcto desde que se dio la crisis. Ha actuado tan rápido como puede cualquier institución burocrática internacional a fin de establecer nuevas líneas de crédito para países con economías de mercado emergentes que se vieron afectados. Cambió las condiciones de crédito para adaptarse a los tiempos. Bajo el mandato de su competente Director Gerente, Dominique Strauss-Kahn, y su distinguido economista en jefe, Olivier Blanchard, ha sido la voz de la sensatez en lo que se refiere al estímulo fiscal mundial entre muchas opiniones disonantes. Para una institución que no hace mucho tiempo parecía estar en el borde de la irrelevancia, esto supone una gran transformación.

Sin embargo, ahora Strauss-Kahn está desmotivando las propuestas para establecer un impuesto a los flujos internacionales de capital especulativo. Esto sucedió cuando Brasil decidió establecer un impuesto del 2% a los flujos de capital de corto plazo para prevenir una burbuja especulativa y una mayor apreciación de su moneda. Cuando se le preguntó cuál era el papel de los controles de capital, Strauss-Kahn, dijo que no estaba comprometido con ninguna ideología rígida sobre el tema. Sin embargo, según el diario Financial Times que informó de las opiniones del jefe del FMI, “El FMI no los recomendaría como una receta estándar, dado que implican costos y usualmente no han sido eficaces." Por desgracia, esto hace al nuevo FMI muy similar al viejo.

Los controles cautelares a los flujos de capital tienen mucho sentido. Los flujos a corto plazo no sólo causan trastornos en la gestión macroeconómica interna, sino que también agravan los movimientos desfavorables de los tipos de cambio. En particular, las entradas de capital especulativo dificultan a las economías financieramente abiertas como Brasil mantener una moneda competitiva, privándolos de lo que de hecho es la forma de política industrial más eficaz que se pueda imaginar.

Con seguridad, al enviar señales mixtas a los mercados financieros, los brasileños pueden haber echado a perder sus intentos por enfriar las entradas. El presidente Luiz Inácio Lula da Silva había descartado los rumores sobre los controles de capital apenas unos días antes de que se impusieran. Un esfuerzo significativo para influenciar el nivel de la moneda exige determinación para ajustar los impuestos financieros y las políticas complementarias hasta que produzcan sus efectos. La timidez es contraproducente porque sale el tiro por la culata.

Pero fue más importante el simbolismo de la acción de Brasil porque sugiere que los mercados emergentes pueden estar superando su amor frustrado por el financiamiento externo. Sin duda, como han escrito los economistas Arvind Subramanian y John Williamson, los mercados emergentes merecen la ayuda del FMI para diseñar mejores controles cautelares de las entradas de capital en lugar de recibir regaños.

Por consiguiente, la respuesta de Strauss-Kahn en el sentido de que los impuestos a los flujos de capital son costosos e ineficaces es desafortunada. También es representativa de las reacciones exageradas que a menudo ocultan las ventajas y desventajas de los controles de capital. Uno puede estar en contra de los controles de capital porque cree que los mercados financieros son en general una fuerza benigna y que por lo tanto cualquier interferencia ocasionará pérdida de eficiencia. O uno se puede oponer a los controles porque cree que se evadirán  fácilmente y por tanto están condenados a ser inefectivos. Lo que no se puede hacer es estar en contra de los controles de capital porque son tanto costosos como ineficaces.

Pensemos. Si los controles de capital pueden evadirse fácilmente –digamos, al manipular los plazos de las transacciones o a través de una manipulación de la facturación de los flujos comerciales- entonces habrá pocos efectos en el volumen real de las entradas de capital. Los controles impondrán pocos costos a los mercados (aunque pueden implicar algunos costos administrativos para el gobierno).

Si, por otro lado, los participantes del mercado asumen costos significativos –ya sea a través de los impuestos que pagan o por los gastos en que incurren para evadirlos- los controles serán efectivos para restringir las entradas. Si tratamos de lograr las dos cosas, es probable que la decisión se haya tomado antes de  haber analizado detenidamente la situación.

Puede parecer curioso que los instintos de Strauss-Kahn estén tan errados en lo relativo a los controles de capital. Podría haberse pensado que un socialista, y un socialista francés además, sería más proclive al escepticismo financiero.

Pero la paradoja es más aparente que real. De hecho, los mercados financieros tienen una gran deuda con los socialistas franceses. Se dice que la Tesorería de los Estados Unidos y Wall Street son los responsables de la presión para liberalizar las finanzas globales. Pero el cambio de opinión de los socialistas franceses tras el colapso de su experimento de reflación keynesiana de principios de los años ochenta puede haber tenido una influencia mucho mayor. Cuando la fuga de capitales obligó a François Mitterrand a suspender su programa en 1983, los socialistas de Francia dieron una abrupta volte-face y adoptaron la liberalización financiera a escala global.

Según Rawi Abdelal, de la Escuela de Negocios de Harvard, este fue el suceso clave que puso en marcha los acontecimientos que a la larga harían que la libre circulación del capital fuera la norma global. Primero fue la Unión Europea, a finales de los años ochenta, donde dos socialistas franceses, Jacques Delors y Pascal Lamy (el Presidente de la Comisión Europea y su asistente, respectivamente) abrieron el camino. Después tocó el turno a la Organización de Cooperación y Desarrollo Económicos (OCDE). El FMI finalmente se unió a esta tendencia bajo Michel Camdessus, otro francés que había sido Gobernador del Banco de Francia en la administración de Mitterand.

La reacción del FMI a los impuestos financieros de Brasil muestra lo arraigado que está el fetichismo financiero y lo difícil que resulta dar cierto equilibrio al debate sobre los flujos de capital –incluso después de la mayor crisis financiera que el mundo ha experimentado desde la Gran Depresión. El problema no se limita a los fundamentalistas del mercado de derecha. La falta de imaginación se extiende a todo el espectro político.

Al hablar de los controles de capital, John Maynard Keynes dijo que “lo que solía ser herejía [las restricciones a los flujos de capital] se ha vuelto ortodoxia”. Eso fue en 1945, al principio de la era de Bretton Woods. Qué ironía que más de 60 años después tengamos la necesidad de volver a efectuar ese cambio de mentalidad.

http://www.project-syndicate.org/commentary/rodrik37/Spanish