"Desde mi punto de vista –y esto puede ser algo profético y paradójico a la vez– Estados Unidos está mucho peor que América Latina. Porque Estados Unidos tiene una solución, pero en mi opinión, es una mala solución, tanto para ellos como para el mundo en general. En cambio, en América Latina no hay soluciones, sólo problemas; pero por más doloroso que sea, es mejor tener problemas que tener una mala solución para el futuro de la historia."

Ignácio Ellacuría


O que iremos fazer hoje, Cérebro?

terça-feira, 5 de junho de 2007

Buscando um texto para prova e encontrando o patético!

Abaixo segue dois parágrafos de um discurso que o Celso Amorim fez agora em maio na cerimônia de formatura do Instituto Rio Branco. Seria um texto para a prova de Análise de Política Externa Brasileira, mas não agüentei o grau de bajulação, já imaginava as respostas dos alunos, só sairiam libelos pró e contra o Lula.

Diz Celso Amorim (o grifo é meu):
Presidente, eu queria simplesmente, para finalizar, dizer que todo esse grande esforço que nós temos feito em relação à carreira (esta turma é de 29 alunos, mas a próxima já será de 100, porque nós estamos, num período de quatro anos, aumentando os quadros em 400 vagas) está sendo imitado, inclusive, por outros países. Esse esforço todo não teria sentido se não fosse para executar uma política externa que realmente nos inspira. A política externa, Presidente, eu não diria apenas que é o combustível, mas que é o biocombustível da nossa ação, da dedicação dos diplomatas a essa função tão importante. Sem entrar em grandes detalhes, eu diria que caberá a Vossa Excelência, se assim o desejar, fazer algum balanço ou alguma projeção para o futuro. Mas eu queria dizer que a nossa política externa, sob sua condução direta (eu digo direta porque sei do interesse que Vossa Excelência dedica ao tema) quebrou tabus, rompeu desafios, aprofundou posições que eram processadas, mas que não eram levadas adiante com tanta intensidade – como a integração da América do Sul. A atual política externa também desvendou novos horizontes, com países ricos e com países pobres: criamos o G-20 e contamos com o G-4 (aliás, há dois livros novos sobre o G-20 e sobre o G-4 que serão distribuídos, espero que ainda hoje).

Portanto, Presidente, é uma política externa que realmente causa orgulho por ser também o complemento indispensável de uma política interna, de uma ação interna do Governo voltada para uma reforma social e democrática. O seu Governo, Presidente Lula, busca igualdade sem suprimir a liberdade. Ele busca o diálogo sem ter medo da crítica. Eu diria que isso para nós todos – e para mim, pessoalmente, como o diplomata mais velho, já aposentado – é motivo de grande honra. Sinto que todos podem sentir-se muito honrados de estar servindo a este país neste momento histórico. No mais, eu queria também dar a minha palavra de felicitações aos jovens que entram para a carreira, aos pais, que tanto se esforçaram, aos demais parentes que estão aqui e agradecer, mais uma vez, Presidente, o apoio que Vossa Excelência tem dado à casa de Rio Branco.

Um comentário:

Cauê M. Cardoso disse...

Professor,

Entristece-me o fato de saber que esse não será o texto para a prova. (risos)
Mas falando sério agora, deve ser levado em conta que é um discurso de formatura. De qualquer forma o senhor tem que concordar na veracidade da essência do discurso, afinal a Política Externa do Governo Lula é um marco. Se os objetivos serão alcançados é um ponto independente. O Brasil ampliar seus contatos politicamente e o número de parcerias comerciais trás uma maior influência e importância para o país. Atitudes que são obrigatórias, já que o Brasil é o maior país da América do Sul, e um dos gigantes do mundo. Com certeza os créditos do governo atual não deveriam ser atribuídos apenas a este, já que gestões anteriores deram início a muitas das políticas então vigentes. Entretanto, no caso da política externa que depende da ação direta do Presidente e do Ministério/Itamaraty, é necessário tecer elogios pelas ações destes.