"Desde mi punto de vista –y esto puede ser algo profético y paradójico a la vez– Estados Unidos está mucho peor que América Latina. Porque Estados Unidos tiene una solución, pero en mi opinión, es una mala solución, tanto para ellos como para el mundo en general. En cambio, en América Latina no hay soluciones, sólo problemas; pero por más doloroso que sea, es mejor tener problemas que tener una mala solución para el futuro de la historia."

Ignácio Ellacuría


O que iremos fazer hoje, Cérebro?

segunda-feira, 11 de junho de 2007

A necessidade é a maior virtude

Enquanto aplicava prova hoje comecei a ler o livro "A necessidade é a maior virtude: o pensamento realista nas relações internacionais" de Jonathan Haslam. Eu desconhecia o livro e seu autor, eles foram recomendados pelo meu amigo e realista clássico professor Alexandre Hage, que também só tomou conhecimento da obra por vê-la na livraria. Ou seja, o autor e a sua obra são desconhecidos, e se estivesse falando para os meus alunos diria que portanto também são irrelevantes. Mas li apenas a introdução durante a prova, porque os alunos começaram ficar um pouco inquietos de forma suspeita e aí não pude continuar com a leitura. A Introdução é ótima, mostra vícios e virtudes dos meios intelectuais. O autor demonstra erudição e mostra como a erudição desmonta os argumentos pretensamente científicos, as teorias vazias, como nas ciências sociais só se faz teoria ignorando a história, ignorando grande parte do pensamento passado. E com isso fica estabelecido que os autores que ganham divulgação são os mais estéreis, os que simplificam as questões e portanto são mais compreensíveis, tem mais apelo. Os autores eruditos e densos ficam nas sombras, hoje Marx, Weber, Aristóteles e similares não sairiam da obscuridade. Haslam não é um Marx, ninguém mais será, mas não merecia a obscuridade, basta a introdução para dizer isso. Preciso achar uma disciplina para fazer deste livro leitura obrigatória.

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