"Desde mi punto de vista –y esto puede ser algo profético y paradójico a la vez– Estados Unidos está mucho peor que América Latina. Porque Estados Unidos tiene una solución, pero en mi opinión, es una mala solución, tanto para ellos como para el mundo en general. En cambio, en América Latina no hay soluciones, sólo problemas; pero por más doloroso que sea, es mejor tener problemas que tener una mala solución para el futuro de la historia."

Ignácio Ellacuría


O que iremos fazer hoje, Cérebro?

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

16 anos para entender

Na UnB, vc tem um conjunto de disciplinas que são obrigatórias, mas dentro de certos limites, considerando-se os pré-requisitos vc que escolhe quando vc fazer a matéria. Logo no primeiro semestre escolhi fazer "Introdução ao Direito), em tese prevista para o segundo semestre do curso. Felizmente depois descobri que alguns colegas que haviam entrado no curso no mesmo período também tinham feito a mesma escolha, então não estaria sozinho. O professor era o Sebastião (não lembro o sbrenome agora), o sujeito era doido. Falava barbaridades para os alunos até chamar de burro ele chamava. E gostava do pessoal de direito e esperava que os de relações internacionais fossem mal. Na primeira prova fui o primeiro a terminar a prova, e normalmente terminava as provas rápido, então ele ficou incomodado, estava chegando na porta ele perguntou "A prova estava difícil?, eu disse não, fácil. Ele perguntou de novo, "estava fácil?" eu respondi muito fácil, e na terceira vez que ele perguntou eu disse que estava facílima e sai. Certamente não fiz amigos neste sala, os colegas odiaram. Uma colega depois veio me falar que se não me conhecesse ficaria revoltada de eu estar falando que a prova era fácil enquanto ela estava lá se matando, mas que ela também queria ter falado aquilo pra ele. Ela disse que depois que eu sai, ele foi na no hora corrigir a prova, e aí disse, é ele foi bem mesmo. Aí alguém perguntou se eu tinha tirado dez e aí ele disse que aí já era demais. No fim do curso, ele estava lamentando que as maiores notas tivessem sido a minha e de uma colega, ambos de Rel. Bom que ele nos encontrou e falou.

Mas me lembrei do Sebastião, porque fui na livraria cultura e encontrei uma biografia do autor do livro que ele usou na matéria Introdução ao Direito, o livro era "Introdução à Ciência do Direito" de A. L. Machado Neto. Quando vi que havia uma biografia do autor fiquei intrigado, curioso em ler, mas comprar um biografia de alguém de uma área que eu não acompanho eu não iria, então sentei lá na Cultura e li o livro. E aí depois de 16 anos entendi um discurso dele revoltado. Ele estava falando mal da teoria tridimensional do direito de Miguel Reale, questionando que o Direito fosse fato, valor e norma. Agora finalmente entendi que toda a questão, o contexto no qual se coloca pertinente aquele discurso. É que ele era discípulo do A. L. Machado Neto e este era discípulo do jurista argentino, Carlos Cossio, fundador da teoria egológica do direito, que diz que o direito não é o estudo das normas mas da conduta humana através das normas. E eu gostei da teoria do Carlos Cossio pelo que está biografia do A. L. machado Neto, mas não tenho como me aprofundar em mais um assunto, porque segundo consta no livro, um dos livros de Cossio tem 900 páginas e outro 500 páginas, não dá para ler isso apenas por diletantismo.

3 comentários:

Feitosa Gonçalves disse...

Gostei do post!

Por curiosidade, qual era o livro com a biografia do A. L. Machado neto?

Feitosa Gonçalves disse...

Gostei do post!

Por curiosidade, qual o livro com a biografia do A. L. Machado neto?

Corival disse...

O livro é A. L. Machado Neto: o intelectual na província. Segue o link para o livro na livraria cultura:
http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=2150674&sid=01529821411835516066325&k5=18C2B84D&uid=
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