"Desde mi punto de vista –y esto puede ser algo profético y paradójico a la vez– Estados Unidos está mucho peor que América Latina. Porque Estados Unidos tiene una solución, pero en mi opinión, es una mala solución, tanto para ellos como para el mundo en general. En cambio, en América Latina no hay soluciones, sólo problemas; pero por más doloroso que sea, es mejor tener problemas que tener una mala solución para el futuro de la historia."

Ignácio Ellacuría


O que iremos fazer hoje, Cérebro?

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Em São Tomé e Príncipe se diz a verdade

O presidente do Banco Central de São Tomé e Príncipe criticou os relatórios sobre a corrupção no mundo que acusa os governos dos países pobres por tais atos. Ele lembrou que os organismos internacionais que fazem estas avaliações deveriam analisar também o papel das empresas multinacionais na difusão da corrupção no mundo. Ele está certo, e é exatamente por isso que nunca irão analisar as empresas multinacionais, o objetivo destes relatórios é exatamente enfraquecer os governos e forçar os governos a adotarem as políticas exigidas pelos organismos internacionais.

Quando a soberania é impossível!

São Tomé e Príncipe tem um problema escolher uma moeda. Sem condições de fato de ter moeda própria, o país avalia adotar o euro ou o franco francês. Em qualquer dos casos o países perde soberania, mas convenhamos, São Tomé e Príncipe tem condições de fato de sustentar a sua soberania? Não tem, no caso do país, idealismo é defender os princípios tradicionais de soberania, estes apenas geram custos com os quais o país não tem condições de arcar. E claro, como ninguém quer São Tomé e Príncipe a sua existência não está ameaçada, portanto a discussão sobre soberania é irrelevante e desnecessária, não só para São Tomé e Príncipe, mas também para todos que vivem em condições similares.

Portugal clama por crianças!

Portugal está com um problema sério, déficit de crianças, faltam crianças. Obviamente porque eles querem apenas crianças portuguesas senão poderiam recolher um monte pelo mundo. A diminuição da quantidade crianças significa o aumento da quantidade de idosos, o que gera problemas sérios para previdência social. Portugal não é o único país europeu com o problema. A Alemanha dá 25 mil euros por cada criança, e na Espanha um bebê vale 2500 euros para os pais. Que diferença de preço entre um bebê alemão e um espanhol! Os portugueses querem adotar a mesma medida, quanto custará um bebê português? 250, 100 euros?

As contradições do sistema internacional

A Nicarágua levou uma disputa fronteiriça com a Colômbia para a Corte Internacional de Justiça. A Colômbia alega que a Corte não tem jurisdição sobre a questão. E apesar de eu gostar mais da Nicarágua do que da Colômbia, é preciso reconhecer que a Colômbia está com a razão. E este é o grande problema das organizações internacionais em geral elas tem expandido seu âmbito de atuação sem que isso seja referendado nos acordos internacionais. E não faz sentido que as organizações internacionais se fundamental no costume na tradição, porque no momento em que uma potência resolver questionar o sistema, a lei estará do lado dos que buscam limitar as instituições internacionais. Os Estados precisam resolver esta questão até mesmo para que possa avaliar de fato o desempenho das organizações internacionais.

A grande exigência do Brasil

O Brasil quer condicionar a aprovação do novo diretor-gerente do FMI ao aumento do poder de decisão dos países em desenvolvimento no FMI. Acho que os franceses estão tremendo de medo de não conseguir emplacar o candidato deles, e o Bush deve estar sendo assombrado pela possibilidade dos EUA perderem poder no FMI. Desse jeito o Lula dominará o mundo e o Brasil será a nova Rússia.

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Pior do que a reforma ou a revolução é a reforma e a revolução!

A Bolívia está elaborando uma nova Constituição o que permite que todos os conflitos aflorem. Desde discussões sobre a capital até discussões sobre a questão indígena. Agora há uma discussão sobre a autonomia indígena, ora um Estado como a Bolívia quanto mais descentralizado for maior a dificuldade de administrar, maior o espaço para os conflitos sociais, pois eles se darão em função da distribuição de poder entre as unidades administrativas. Ora o resultado é agravar o casos social e não resolvê-lo. Os indígenas devem ser incorporados à sociedade, mas autonomia é um problema. Outra questão discutida é sobre o poder social, os constituintes bolivianos estavam quase produzindo uma aberração criando um poder social acima dos outros três poderes, isso seria o caos. As organizações de massa sempre teriam instrumentos para aptos para inviabilizar o funcionamento das instituições. Felizmente para os bolivianos este idéia foi descartada ao menos temporariamente. O poder social existirá, mas será equivalente aos outros. Na verdade, no fundo, o problema da Bolívia é tentar fazer uma revolução no âmbito das instituições com isso novas forças sociais reformam o Estado, reorganizam o Estado, mas sempre imperfeitamente porque as forças sociais anteriormente dominantes não foram eliminadas, não foram destituídas do seu poder. Daí não se faz nem reforma, nem revolução. Fica no meio do termo das duas o que gera monstros institucionais.

Lá vem mais uma vitória de Pirro!

O que é mais inútil o Congresso brasileiro ou a OMC? Qual dos dois prejudica mais o Brasil? O Lula erra mais se aliando ao Renan Calheiros ou à OMC?


Pide Brasil a la OMC cuestionar subsidios en EU

AFP, DPA

Brasilia, 11 de julio. Brasil pidió este miércoles a la Organización Mundial del Comercio (OMC) la apertura de consultas bilaterales con Estados Unidos cuestionando sus subsidios a la agricultura entre 1999 y 2005, informó la cancillería brasileña.

Inicialmente, Brasil había anunciado que se unía al procedimiento de Canadá contra las subvenciones estadounidenses a la agricultura. Este miércoles el gobierno brasileño anunció que presentó un proceso individual, precisamente después de que el secretario del Tesoro de Estados Unidos, Henry Paulson, afirmara que su país está de acuerdo en reducir los subsidios agrícolas a 17 mil millones de dólares al año, según reveló el ministro de Hacienda de Brasil, Guido Mantega.

Un comunicado de la cancillería señala que "la decisión de Brasil de participar como reclamante del contencioso refleja la percepción de que el mero seguimiento de la disputa iniciada por Canadá, en condición de tercera parte interesada, no ofrecería la oportunidad de actuación que requiere el país (Brasil), de gran relevancia en materia agrícola.

Padres na política: a posição anticlerical do México

O artigo abaixo do jornal mexicano La Jornada trata da relação entre a política e a Igreja no México e aborda a ação da Igreja Católica no México para que a liberdade religiosa seja garantida e os padres possam participar da ação política.

Adolfo Sánchez Rebolledo

El cura y el político

La polarización de la vida pública halla vías inesperadas para alimentarse. No bien había concluido la gran oleada de la derecha católica en contra de la despenalización del aborto, asunto que ya está en manos de la Suprema Corte de Justicia, cuando el cardenal Norberto Rivera Carrera, a la cabeza de la Arquidiócesis Primada de México, vuelve a ponerse en el ojo del huracán. El tema actual no es nuevo: la insuficiencia de la reforma de 1992 para albergar el más amplio contenido de la libertad religiosa. La jerarquía pretende no cejar en su empeño de reinterpretar el laicismo, es decir, en modificar en aspectos esenciales la forma y el carácter del Estado mexicano: "Cuando la Iglesia exige la libertad religiosa, no solicita una dádiva, un privilegio, una licencia que depende de situaciones contingentes, de estrategias políticas o de la voluntad de las autoridades, sino está pidiendo el reconocimiento efectivo de un derecho inalienable'', dijo el cardenal.

Sus declaraciones, así como la propuesta divulgada, intentan incidir en la discusión sobre la reforma del Estado que ya está en curso, recordándole a Felipe Calderón y a los panistas que entre ellos existe algo más que un pacto tácito y que el tiempo pasa sin que se vean por ninguna parte los resultados prometidos. "Con la reforma de 1992 accedimos a la libertad de cultos y al reconocimiento de las asociaciones religiosas, pero aún falta una legislación que se adecue a la Carta Magna, que brinda a todos los ciudadanos garantías que son inherentes a sus derechos humanos, entre ellas las de expresión y reunión", señaló Rivera.

La pretensión de convertir a los ministros del culto en ciudadanos elegibles para todos los cargos de elección popular, aunada al derecho de "hacer política" incluso desde el púlpito, no es nueva (y en los hechos, menos), pero la formulación actual sí, pues abandona la idea de que, antes de "tomar partido" o aceptar puestos públicos, los sacerdotes debían renunciar a su estado eclesial, como en el pasado se les obligó a varios curas cercanos a la teología de la liberación. La novedad, si es posible hablar así, radica en el argumento democrático asumido para justificarla, así éste haga a un lado toda consideración social o histórica para subrayar como fuente de legitimidad la perspectiva del derecho natural.

En nombre de la libertad religiosa, la Iglesia católica cuestiona las razones que en México llevaron a entender la separación entre el cura y el político como condición necesaria para el despliegue de las demás libertades, incluida, por cierto, la libertad de creencias que la Constitución protege. Es difícil conciliar la noción de ciudadanía plena para los sacerdotes, a la vez que el Papa en el Vaticano insiste en la primacía universal del catolicismo por encima de cualquier otra consideración ecuménica. La prédica de que hay "una sola Iglesia" pone en entredicho la convivencia en democracia con otras denominaciones cristianas e introduce un elemento perturbador en la definición del Estado laico, al que, finalmente, se le pedirá que reconozca a la "verdadera religión".

Resulta sorprendente que los reformadores eclesiásticos quieran convencer a la opinión pública de que la enseñanza religiosa en escuelas públicas es un "derecho humano", la expresión más acabada de la libertad de creencias que la Constitución, afortunadamente, reserva al ámbito de la vida privada. La insistencia histórica en dicha reivindicación se explica no como amor a la enseñanza, cuyas puertas particulares están abiertas, sino como la vía privilegiada para la formación moral de los ciudadanos, de todos y no sólo de aquellos que vienen de familias cercanas a los valores de determinadas iglesias. Esta disposición a imponer en el aula la Verdad (así, con mayúscula), cualquiera que sea su origen, es incompatible con el laicismo y el Estado democrático y está en la base de todo fundamentalismo. Por eso, el ansia de restauración presentada como novedad democrática no deja de ser una provocación inaceptable.

La voluntad de universalizar la fe propia bajo la enseñanza religiosa en la escuela pública forma parte de la tensión permanente entre Estado laico e instituciones religiosas. A propósito relato una breve anécdota personal.

Estando en Nicaragua me entrevisté con uno de los sacerdotes más comprometidos con el proceso revolucionario encabezado por el Frente Sandinista. Era la hora del triunfo y la reconstrucción de un país asolado por la dictadura y la guerra. La población, carente de todo, tenía grandes esperanzas en los jóvenes insurgentes, pero no había hospitales, escuelas, ni siquiera instituciones estatales serias para atender las crecientes demandas. El cura citado tenía bajo su responsabilidad la tarea de poner en pie un sector del viejo sistema educativo privado que había sido abandonado por los anteriores "dueños". Me parecía un esfuerzo ingente y loable: la Iglesia volcada en la tarea de educar como parte del cambio ocurrido. Sin embargo, al inquirirle si una vez creadas las escuelas y formados los maestros necesarios, la educación pública dejaría de ser un asunto privado, particular, me cortó en seco y sin dejarme terminar dijo: "Esto no es México. La participación de la Iglesia en la enseñanza parte de la visión estratégica del Estado sandinista que deseamos construir. Así que aquí no pasará eso". Y tenía razón, no pasó. En México, en cambio, la educación pública se hizo combatiendo el dogmatismo religioso, la pretensión confesional de moldear a su imagen y semejanza la conciencia moral de los ciudadanos.

La separación del Estado y la Iglesia adoptó formas ideológicas y mecanismos legales adecuados a la magnitud de la confrontación conservadora y antimoderna de la jerarquía eclesiástica . Eso es lo que quiere echar abajo el señor cardenal. Pero el cálculo de los autores del "paquete de reformas" no es absurdo. En teoría, la presencia de un gobierno panista debería asegurarles un camino menos accidentado para avanzar en sus planes, conforme a la conclusión extraída por ellos luego de diversos encuentros con el actual mandatario, quien ya habría reconocido "un área de oportunidad para realizar alguna reforma que se adapte al momento actual de México, en materia de libertad religiosa".

Si a esto le sumamos la diaria constatación de la crisis moral y política por la que atraviesa la organización magisterial, cuya declinación parece proporcional al peso adquirido por la maestra como aliada del gobierno, así como la concurrencia en la difusión de ciertos valores confesionales con los grandes medios, la precipitación del clero ya no resulta una simple ocurrencia arbitraria y más vale tomarla en serio.

P.D. El terrorismo, venga de donde venga, anuncia el peor de los mundos posibles. Ojalá y nadie desestime los riesgos. Esto no es un juego. La ciudadanía merece una explicación a fondo sobre lo ocurrido, no respuestas improvisadas para calmar las aguas. Hay demasiados "duros" dispuestos a iniciar su propia guerra, así sea erosionando las garantías individuales, la soberanía nacional y la convivencia democrática. La violencia degrada, desmoraliza, crea temor. Ese es su objetivo. Hay que salirle al paso.

Mais uma história amena!

Como estou de férias, sem dar aula, estou um pouco desinteressado das tragédias do mundo. Então falarei de outro assunto ameno. Quando a minha avó estava doente, eu conheci uma prima dela, Maria da Conceição, uma pessoa muito divertida e interessante. As famílias das minhas das minhas avós são de Jataí-GO. Jataí é uma cidade que cresceu em termos populacionais, mas parece que parou no tempo em relação a arquitetura das casas, no semblante da cidade, parece uma cidade lenta. Então a Conceição é de lá, hoje mora em Brasília. Em Jataí ela é conhecida por ser uma professora muito brava, ela era professora particular, todos os alunos custosos, problemáticos eram mandados para ela, que não tinha parcimônia no uso da palmatória. Hoje ela não imagina como conseguia fazer isso. A Conceição chegou a ter que morar debaixo de uma mangueira e dar aulas por lá, fizeram até poesia sobre isso. Mas o melhor dela é que ela sempre foi autodidata, estudou pelos programas de rádio do Alziro Zarur (fundador da Legião da Boa Vontade-LBV), tendo aprendido bem o português passou a estudar esperanto. Há vários projetos de línguas universais não-nacionais, o Esperanto é a mais bem-sucedida dentre elas, foi criada pelo polonês Lazaro Zamenhof. Depois de aprender Esperanto começou a se corresponder com os soviéticos e receber materiais para estudar russo de forma autodidata. Não era comunista, mas era de esquerda, participou do grupo dos 11 do Brizola, e participou das campanhas dele até 1994. E quando se mudou para Brasília, freqüentando a embaixada da União Soviética constatou que havia aprendido mesmo russo e com fluência. Na seqüência passou estudar francês e outros idiomas sempre de forma autodidata e continua fazendo isso hoje aos 91 anos. Além de estudar para se exercitar, ela coloca uma música no quarto dela e começa a dançar e pular. É uma figura ótima para se conversar, muito alto astral e histórias ótimas, ninguém consegue ficar sem rir.

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Se há Verdade, só pode haver uma Igreja!

A Congregação para a Doutrina da Fé (se quisermos falar mal devemos lembrar que é o ex-Santo Ofício) esclarecendo teses do Concílio do Vaticano II expôs em um texto que a Igreja Católica é a única Igreja onde Cristo subsiste conforme texto parcialmente reproduzido abaixo. No entanto, parece haver alguma insanidade na argumentação dos críticos que reflete a própria fraqueza da tese ecumênica. Para que a religião faça sentido é preciso supor que a VERDADE existe, e se a VERDADE existe, ela só pode ser ÚNICA, e, portanto, ABSOLUTA. Sendo ABSOLUTA, não pode ser relativa, o que significa que se alguém está com a VERDADE, e os outros afirmam outra tese, esta, por definição, é FALSA. Verdade parcial é uma contradictio in adjectio, portanto, a aceitação da VERDADE de uma religião significa que as demais são falsas, as demais estão equivocadas. Não faz sentido em termos de religião dizer que cada uma vê um aspecto da realidade, porque se a religião é um discurso sobre Deus, e Deus é único, apenas um discurso sobre Deus é VERDADEIRO, refletem a PALAVRA de DEUS, todos os outros são manifestações meramente humanas sobre Deus, e, portanto, limitadas e sujeitas a equívocos. É possível dizer que todas as religiões estão erradas, mas não faz sentido dizer que todas estão certas. Deste modo, fundar uma Igreja significa dizer que as demais não são portadoras da verdade. A religião é, por definição, excludente. A VERDADE de uma Igreja exclui a possibilidade que as outras sejam verdadeiras. Então é incompreensível que alguém se surpreenda que a Igreja Católica diga que Cristo subsiste apenas nela, que ela é a única e verdadeira Igreja de Cristo. Estranho seria dizer o contrário. Do mesmo modo, as Igrejas que romperam com o catolicismo o fizeram baseados na idéia de que eles eram os portadores da VERDADE que estava sendo deturpada pela Igreja Católica, portanto, eles excluem a possibilidade que os católicos estejam com a VERDADE, porque se eles supusessem isso eles não teriam rompido com a Igreja Católica. Por outro lado, se os católicos acreditassem que os reformadores ou cismáticos estivessem com a VERDADE, os católicos os acompanhariam neste caminho e também não haveria rompimento. Onde há VERDADE, há exclusão. Faz sentido esperar que os católicos afirmem que a Igreja Ortodoxa expressa a plena verdade de Cristo? Obviamente que não, se os ortodoxos não estão em comunhão com o Papa e se a primazia de Pedro foi instituída pelo próprio Cristo, os ortodoxos não compartilham a VERDADE de Cristo. Do mesmo modo, estranho seria o Papa afirmar que a sucessão apostólica e a eucaristia não são necessárias para definir uma Igreja cristã. Se para haver Igreja é necessário que o celebrante seja instituído pelo sacramento da Ordem e a celebração deve envolver a prática da Eucaristia, as grupos reformistas não são igrejas. E pronto. Quando os Ortodoxos e reformistas protestam contra a manifestação do Vaticano apenas demonstram que sentem uma enorme necessidade de serem reconhecidos pela Igreja Católica, ligam a sua legitimidade ao discurso que os católicos fazem sobre eles, o que em tese demonstraria que reconhecem a primazia da Igreja Católica nos temas referentes ao Cristianismo. Enfim, nas discussões religiosas é o ecumenismo que deve surpreender, é o ecumenismo que é incompatível com a concepção religiosa de VERDADE.

Segunda questão: Como deve entender-se a afirmação de que a Igreja de Cristo subsiste na Igreja católica?

Resposta: Cristo "constituiu sobre a terra" uma única Igreja e instituiu-a como "grupo visível e comunidade espiritual"[5], que desde a sua origem e no curso da história sempre existe e existirá, e na qual só permaneceram e permanecerão todos os elementos por Ele instituídos[6]. "Esta é a única Igreja de Cristo, que no Símbolo professamos como sendo una, santa, católica e apostólica […]. Esta Igreja, como sociedade constituída e organizada neste mundo, subsiste na Igreja Católica, governada pelo Sucessor de Pedro e pelos Bispos em comunhão com ele"[7].
Na Constituição dogmática Lumen gentium 8, subsistência é esta perene continuidade histórica e a permanência de todos os elementos instituídos por Cristo na Igreja católica[8], na qual concretamente se encontra a Igreja de Cristo sobre esta terra.
Enquanto, segundo a doutrina católica, é correcto afirmar que, nas Igrejas e nas comunidades eclesiais ainda não em plena comunhão com a Igreja católica, a Igreja de Cristo é presente e operante através dos elementos de santificação e de verdade nelas existentes[9], já a palavra "subsiste" só pode ser atribuída exclusivamente à única Igreja católica, uma vez que precisamente se refere à nota da unidade professada nos símbolos da fé (Creio… na Igreja "una"), subsistindo esta Igreja "una" na Igreja católica[10].

Terceira questão: Porque se usa a expressão "subsiste na", e não simplesmente a forma verbal "é"?
Resposta: O uso desta expressão, que indica a plena identidade da Igreja de Cristo com a Igreja católica, não altera a doutrina sobre Igreja; encontra, todavia, a sua razão de verdade no facto de exprimir mais claramente como, fora do seu corpo, se encontram "diversos elementos de santificação e de verdade", "que, sendo dons próprios da Igreja de Cristo, impelem para a unidade católica"[11].
"Por isso, as próprias Igrejas e Comunidades separadas, embora pensemos que têm faltas, não se pode dizer que não tenham peso ou sejam vazias de significado no mistério da salvação, já que o Espírito se não recusa a servir-se delas como de instrumentos de salvação, cujo valor deriva da mesma plenitude da graça e da verdade que foi confiada à Igreja católica"[12].

Quarta questão: Porque é que o Concílio Ecuménico Vaticano II dá o nome de "Igrejas" às Igrejas orientais separadas da plena comunhão com a Igreja católica?
Resposta: O Concílio quis aceitar o uso tradicional do nome. "Como estas Igrejas, embora separadas, têm verdadeiros sacramentos e sobretudo, em virtude da sucessão apostólica, o Sacerdócio e a Eucaristia, por meio dos quais continuam ainda unidas a nós por estreitíssimos vínculos"[13], merecem o título de "Igrejas particulares ou locais"[14] , e são chamadas Igrejas irmãs das Igrejas particulares católicas[15].
"Por isso, pela celebração da Eucaristia do Senhor em cada uma destas Igrejas, a Igreja de Deus é edificada e cresce"[16]. Como porém a comunhão com a Igreja católica, cuja Cabeça visível é o Bispo de Roma e Sucessor de Pedro, não é um complemento extrínseco qualquer da Igreja particular, mas um dos seus princípios constitutivos internos, a condição de Igreja particular, de que gozam essas venerandas Comunidades cristãs, é de certo modo lacunosa[17].
Por outro lado, a plenitude da catolicidade própria da Igreja, governada pelo Sucessor de Pedro e pelos Bispos em comunhão com ele, encontra na divisão dos cristãos um obstáculo à sua realização plena na história[18].

Quinta questão: Por que razão os textos do Concílio e do subsequente Magistério não atribuem o título de "Igreja" às comunidades cristãs nascidas da Reforma do século XVI?

Resposta: Porque, segundo a doutrina católica, tais comunidades não têm a sucessão apostólica no sacramento da Ordem e, por isso, estão privadas de um elemento essencial constitutivo da Igreja. Ditas comunidades eclesiais que, sobretudo pela falta do sacerdócio sacramental, não conservam a genuína e íntegra substância do Mistério eucarístico[19], não podem, segundo a doutrina católica, ser chamadas "Igrejas" em sentido próprio[20].

terça-feira, 10 de julho de 2007

Para o bem do futebol o Brasil deveria perder!

Ninguém em sã consciência acredita que o Dunga possa ganhar uma Copa do Mundo como técnico, então se quisermos realmente que o Brasil conquiste a Copa do Mundo de 2010 precisamos que o Dunga deixa o cargo de técnico da seleção o mais rápido possível para que um técnico de verdade possa entrar em seu lugar. Sugerir que o Dunga é o melhor técnico para a seleção até a Copa é o mesmo que defender que a Leila poderia ser a técnica da seleção masculina de vôlei no lugar do Bernardinho e obter melhores resultados. Por isso, o Brasil precisa perder para o Uruguai, precisa ser eliminado da Copa América para que fique claro que o esquema do Dunga com quatro volantes é um atraso, que o Dunga não sabe tratar os jogadores e tem uma preferência natural pelos piores jogadores. Para o bem do futebol também é importante que a Argentina seja campeã para mostrar que um time pode jogar bem e bonito e ainda ser campeão ao contrário do que o tolo do Dunga pensa. E falar o Dunga pensa é força de expressão, porque pelas explicações que ele dá aos repórteres ele só sabe apelar, gritar, consegue ser pior do que o Leão no trato com a imprensa. E olhe que a seleção brasileira nem tem jogadores tão deprimentes quanto os do Corinthians. Então, ao assistir o jogo do Brasil contra o Uruguai, inicie a campanha "Fora Dunga" para que o Brasil não fique nem fora da Copa do Mundo, nem perca a Copa do Mundo.

A quem interessar possa!

A professora Cristina Pecequilo está organizando um curso preparatório para o Itamaraty nas Faculdades Trevisan, maiores informações podem ser obtidas em: http://www.trevisan.edu.br/cursos/certificacoes/cacd.asp.

Seminário sobre América Latina

Seminário
Uma visão da América Latina sob diferentes vertentes

PROGRAMA

08:00 às 09:00
Credenciamento

09:00 às 09:45
A Agenda Democrática dos EUA para a América Latina - Prof. Dr. Rafael Duarte Villa

09:45 às 10:30
Fluxos da Integração na América Latina - Prof. Dr. Paulo-Edgar Almeida Resende

10:30 às 10:45
Coffe-Break

10:45 às 11:30
Política Externa dos EUA para a América Latina - Profª. Drª. Cristina Soreanu Pecequilo

11:30 às 12:15
Política de Defesa e Segurança na América Latina - Prof. Dr. Salvador Raza

12:15 às 12:45
Debate e encerramento

DATA E LOCAL

O evento será realizado no dia 30 de agosto de 2007 das 8 às 13 horas, no Hotel Mercure Apartments Pamplona - Rua Pamplona nº 1315 - Jardim Paulista - São Paulo.

CONTATO

Mais informações sobre o seminário e sobre as inscrições podem ser obtidos através do telefone (11) 3862-2981 ou pelo e-mail eventos@yamaeventos.com.br

http://www.yamaeventos.com.br/visao/default.html

Feiúra e simpatia ou das perguntas que não devem ser feitas

No meu segundo grau havia um professor, o padre Alberto, que até já foi mencionado no blog, que gostava muito de me perturbar. Ele era chamado de padre Alberto, mas não era padre ainda, era diácono, não achava nenhum bispo disposto a ordená-lo. No fim ele desistiu de ser padre. Mas voltando ao assunto, ele gostava muito de brincar comigo dando um monte de conselhos para eu perder a timidez, cada coisa mais absurda que a outra. E brincava muito também com a Lu. A moça era bastante feia. Mas o padre Alberto ficava dizendo que ela era linda, que estava apaixonado por ela, que tinha passado de moto na frente da casa dela só para vê-la, se ela não queria ficar com ele e por aí vai. Um dia o padre Alberto teve a infeliz idéia de juntar as duas brincadeiras, brincar comigo e com ela ao mesmo tempo. O padre Alberto virou-se para mim, que estava tranquilamente sentado na minha carteira e disse: “Corival, a Lu. não é linda?”, eu me retorci na carteira e respondi: “Professor, sinceramente, não!”. Ele não sabia onde enfiar a cara, ficou completamente sem graça. E resolveu perguntar para os outros alunos, aí o primeiro a responder disse: “Ah! Ela é muito simpática!” E todos os outros foram na onda. E aí eu aprendi no segundo grau um ensinamento fundamental, feiúra e simpatia são palavras sinônimas. Em todo caso, nas situações nas quais não se sabe a resposta, não se deve perguntar.

Heloísa Helena na corrida presidencial, boa notícia?

Veja abaixo notícia do Jornal do Brasil sobre o desempenho de Heloísa Helena nas pesquisas para presidente da República. Será Heloísa Helena o novo Lula? A nova chance da esquerda chegar ao poder depois de 20 anos de domínio do neoliberalismo?

Heloísa ressurge como alternativa

Heloísa ressurge como alternativa Longe das benesses do poder, mas perto do pulsar das ruas - como diria Franco Montoro - aos poucos o PSOL, capitaneado pela combativa ex-senadora Heloísa Helena (AL), começa a se consolidar como real alternativa de centro-esquerda à polarização PT-PSDB. É o que se pode depreender da sondagem realizada, entre os dias 2 e 6 de julho, pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa Social (IBPS). O instituto quis saber em quem os entrevistados votariam se as eleições para presidente da República fossem hoje.

No cenário com a presença do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), Heloísa Helena (PSOL) aparece em segundo lugar com 14,8% das intenções de votos, atrás do próprio presidenciável tucano, que lidera a pesquisa com 20,7%. Em seguida, figuram o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) com 14%, o senador Cristóvam Buarque (PDT-DF) com 6,1% e o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), com 4,3%. A lanterna, para o desespero de setores do PT, é segurada pela ministra do Turismo, Marta Suplicy (PT-SP) com 3,3%.

Mas é na ausência de Serra que Heloísa consegue seu melhor e mais alvissareiro desempenho. No cenário em que o candidato do PSDB é o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB-MG), a ex-senadora do PSOL lidera a sondagem com 17,3% das intenções de voto. Aécio aparece em segundo com 15,7% numa espécie de empate técnico com Ciro, que registra 15,5%.

Claro, pesquisa é o retrato do momento, e a ex-senadora pode ter ganhado musculatura pelo fato de o PSOL ter vocalizado no Congresso, durante os últimos meses, a insatisfação de fatia considerável da população com os sucessivos escândalos na política. Embora esteja afastada do centro do poder, Heloísa Helena soube capitalizar, por exemplo, com a crise envolvendo o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o ex-senador Joaquim Roriz (PMDB-DF). Foi o PSOL, Heloísa à frente, o autor das representações contra ambos por suposta quebra de decoro no Conselho de Ética da Casa.

Mas sobre a constatação de que, na ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva parte da expressiva da população começa a enxergar a líder do PSOL como uma alternativa concreta de poder, não pairam dúvidas, diz o cientista político Geraldo Tadeu Moreira Monteiro, diretor-presidente do IBPS. Também não podem ser desconsiderados os 6,5 milhões de votos obtidos por Heloísa nas últimas eleições presidenciais.

- Das eleições para cá, a sucessão de escândalos, muitos deles trazidos à tona pelas operações da Polícia Federal, gerou na opinião pública uma espécie de cansaço e indignação que se expressam no voto em Heloísa Helena - disse Geraldo Tadeu.

A pesquisa, feita pelo telefone, ouviu 2002 pessoas nos 27 Estados e Distrito Federal. A margem de erro é de 2,2%.

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Ode a Riquelme no Olé

COPA AMERICA: ARGENTINA 4 - PERU 0
Top Gigio


El mejor Román de Selección está en la Copa América: hace goles como Crespo y te deja solo a lo Riquelme. Es de 10.


ADRIAN PIEDRABUENA

Fue el día de la madre... de Román. Señora, quién podría atreverse, por estas horas, a hacerla sufrir. Quién podría decirle, señora, que su hijo no dignifica la camiseta de Diego. Señora, quién podría cuestionarlo y resistirse a romperse las manos, de pie, para aplaudir lo que es capaz de hacer su hijo con ese guante derecho. Quién puede no conmoverse, como seguramente usted se habrá conmovido, señora, ante semejante demostración... Algunos, o muchos, tal vez esperen la última foto, la de Román levantando la Copa, para terminar de convencerse. Allá ellos. Su hijo, señora, es hoy el mejor jugador argentino. Y eso bien vale unas lágrimas, pero de alegría...

El calor y el color de Venezuela podrán guardarse para siempre la mejor versión de todos los tiempos de Riquelme. Lo que hizo contra Perú, en el mojado pasto de Barquisimeto, en el primer partido a todo o nada de esta Copa, fue tremendo. Lo suyo desafía el poder de descripción de cualquier mortal. Destruye los adjetivos, ninguno alcanza para dimensionarlo. Ratificó, con la camiseta y el número más importantes, todo lo que lo había llevado a lo más alto de América. Este Riquelme, sin dudas, es mejor que el del Mundial. Es más completo, más solidario, más determinante. Y eso que en Alemania, cuando muchos le pedían más de lo que podía dar entonces, cumplió. Hoy sería inimaginable una Selección sin él.

Si siempre piensa un segundo antes, esta vez rompió todos los registros. Porque después de un primer tiempo tibio, en el que se lució más como recuperador que como organizador (robó cinco pelotas), se fue al vestuario abrazado a Roberto Ayala, el capitán. Al oído, le decía algo. Cuando volvieron al campo, después de las palabras de Basile, se le acercó a Mascherano y también le susurró algo al oído. Lo lógico, lo normal, es que les haya dado una de las tantas indicaciones que les hizo durante todo el partido. Pero viniendo de Román, nada es normal. Quién puede negar que nos lo haya tranquilizado y les haya avisado que él iba a empezar a resolver la historia. Porque enseguida, cuando la pelota apenas se había humedecido con el césped, Román la clavaba de zurda, abajo, donde más duele. Y ahí, en el festejo, en lugar un unipersonal, se abrazó con todos, suplentes y titulares, en una de esas postales que trascienden el tiempo.

Con la seguridad del 1-0, hizo jugar a todos. Si Verón necesitaba ganar confianza por su imprecisa noche, lo invitaba. Si Tevez quería demostrarle al mundo que tiene que ser titular mientras Crespo busca el milagro de la sanación, se la daba. Si Cambiasso tenía su mejor noche venezolana, con él tocaba. Si Mascherano subía aun más el listón del asombro, con él descargaba. Y si Messi encaraba y encaraba pero no metía su primer gol, lo asistía con un movimiento y una visión de una mente superior. Messi la empujó, con clase. Riquelme, antes, lo soñó.

Esa solidaridad no sólo se advierte con la pelota. Sin ella, corre, se desmarca, se ofrece, ocupa espacios, habla, alienta. Le pide a Cambiasso que vaya, que meta la diagonal y lo cubre. Y le dice a Aimar, que entró con la energía de un nene de departamento, que vaya y juegue a ser el enganche mientras él hace de Cuchu. Más allá o más acá, de todos modos, el conductor será siempre uno solo.

La ilusión, alguna similitud, esa zurda divina, las ganas por volver el tiempo atrás, llevan a Messi por el camino de Diego. Román, desde otro lugar, y sin querer queriendo, camina entre duendes que erizan la piel como sólo uno lo hizo.

Por eso, señora, feliz día. Y gracias.

domingo, 8 de julho de 2007

O Egito é moderno?

O Egito é considerada um país próximo do Ocidente e um país relativamente moderno, estabeleceu até um acordo de paz com Israel. No entanto, a lei islâmica vigora no Egito, para alguém mudar de religião precisa de autorização do Estado. Quem quer trocar a sua religião pelo islamismo não tem nenhum problema. Agora a situação é inversa é perigosa. Um caso que está sendo julgado agora é de filhos de cristãos coptas que ao nascerem foram registrados como mulçumanos e agora desejam que o governo reconheça-os oficialmente como coptas. O pedido não apenas foi rejeitado pela justiça, como membros do governo avisaram que faziam isso porque pela lei islâmica se eles deixassem o islã teriam que ter suas cabeças cortadas. Em todos os países islâmicos as minorias religiosas sofrem perseguições sistemáticas, e isso reflete mais as características do islamismo do que a questão do terrorismo.

O relativismo acabou com o conceito do belo! Mas o belo continua existindo!






























O relativismo acabou com o conceito do belo e o nacionalismo quando ultrapassa certos limites se transforma em burrice, só isso explica que Angkor não esteja entre as sete maravilhas escolhidas neste sábado. O fato do Camboja não ter internet certamente foi um problema. Mas se o Cristo Redentor está, é injustiça não estar o Kremlin e Hagia Sophia. É impressionante como hoje qualquer coisa é valorizada como arte e se você ainda tem que aceitar o feio ser chamado de belo, porque tudo é relativo. Uma bobagem. É possível diferenciar o feio do belo na arte. A boa idéia da má. O certo do errado. Nada é relativo.




sexta-feira, 6 de julho de 2007

Angkor - Camboja

Hagia Sophia - Turquia


Catedral de São Basílio- Kremlin

Quer estudar em Moçambique?

Segue abaixo o programa do curso de relações internacionais do Instituto Superior de Relações Internacionais de Moçambique. Será que é um bom negócio estudar lá?

Curso de Relações Internacionais

Ano I

Cadeiras anuais
1- Português
2- Inglês
3- História de Relações Internacionais
4- História Universal
5- Análise Económica
6- Psicologia

Cadeiras semestrais
1- Geografia Política e Económica (semestre 1)
2- Teoria do Estado e Direito (semestre 2)

Ano II

Cadeiras anuais
1- História da Äfrica Austral
2- Teoria das Relações Internacionais
3- Direito Constitucional
4- Relações Económicas Internacionais
5- Filosofia
6- Inglês
7- Metodologia de Investigação
8- Francês

Ano III

Cadeiras anuais
1- Economia do Desenvolvimento
2- Direito Internacional Público
3- Cooperação regional
4- Estudos de Paz e Conflitos
5- Francês
6- Inglês

Ano IV

Cadeiras anuais
1- Estudos Comparativos da Política Externa
2- Prática Diplomática
3- Direito Internacional Privado
4- Relações Internacionais Contemporâneas
5- Francês
6- Inglês
7- História Política e Diplomática do Médio Oriente

Cadeiras semestrais
1- Organizações Internacionais (semestre 1)
2- Relações Inter-Africanas (semestre 1)
3- Teoria e Prática de Negociações (semestre 2)

A lei islâmica protege as mulheres!

O aiatolá Khamenei manifestou-se ontem contra a incorporação do direito internacional da mulher às leis iranianas uma vez que contrariam a lei islâmica, que proíbe que se faça com as mulheres islâmicas o que o ocidente faz com suas mulheres, objetos a serem utilizados para propaganda, para ganhar dinheiro e para satisfação das desordens sexuais. Desconfio que as feministas logo serão as maiores defensoras da lei islâmica. Será?

http://www.irannewsdaily.com/view_news.asp?id=150703

Acho que os australianos tem parentesco com os portugueses, muita criatividade

"La seguridad del combustible, fundamental para el país", dice ministro de Defensa
Admite Australia que fue por petróleo que se involucró en Irak

El primer ministro John Howard matiza las declaraciones; "fuimos a esa guerra para llevar democracia"

Laboristas han ofrecido el retiro de tropas si ganan las elecciones parlamentarias

AFP, REUTERS, DPA, THE INDEPENDENT

Fila para comprar gasolina en Bagdad; el Parlamento iraquí discutirá en próximos días la ley sobre combustibles para atender quejas por la distribución

Lupa

Fila para comprar gasolina en Bagdad; el Parlamento iraquí discutirá en próximos días la ley sobre combustibles para atender quejas por la distribución Foto: Reuters

Canberra, 5 de julio. El gobierno de Australia reconoció hoy por primera vez que uno de los factores principales de su involucramiento en la invasión a Irak fue garantizar el suministro de petróleo para el país, lo que contradice el argumento oficial de Estados Unidos desde 2003, que ha evitado relacionar la guerra de ocupación con el abasto de hidrocarburos.
"La seguridad del combustible es extremadamente importante para todos los países y, por supuesto, para proteger y asegurar los intereses de Australia", afirmó el ministro de Defensa, Brendan Nelson, durante una entrevista con la cadena de televisión australiana ABC.
"La actualización de nuestra estrategia de defensa, que hoy publicamos, define una serie de prioridades para la defensa y la seguridad de Australia, y la garantía de los recursos es uno de ellos", dijo el funcionario.
Australia se sumó con dos mil soldados a los planes de ocupación de Irak en marzo de 2003 y actualmente mantiene un contingente de mil soldados, que disponen del apoyo de elementos de la fuerza aérea y la naval, estacionados en la región.
Aunado a lo anterior, el gobierno conservador del primer ministro, John Howard, ha señalado en varias ocasiones su apoyo incondicional a la estrategia de guerra del presidente George W. Bush.
En la entrevista con ABC, Nelson afirmó que los soldados australianos permanecerán en Irak tanto tiempo como sea necesario.
Australia está interesada en que la salida de tropas de Irak ocurrirá hasta que prevalezca una "situación de seguridad duradera", dijo el funcionario. "Toda retirada prematura de Irak debería ser objeto de reflexión".
Las declaraciones de Nelson encendieron este jueves las críticas de la oposición, pero sobre todo obligaron a Howard a tratar de minimizar las afirmaciones del ministro.
El jefe del gobierno afirmó que la versión de Nelson "reduce un poco" las motivaciones de Australia para sumarse a las acciones militares en Irak.
"Nosotros no fuimos allá por el petróleo y no permanecemos ahí por los hidrocarburos", dijo Howard en declaraciones difundidas por emisoras radiofónicas australianas.
"Mucho petróleo viene de Medio Oriente, todos los sabemos, pero la razón por la que permanecemos ahí es que queremos dar al pueblo de Irak una posibilidad de alcanzar la democracia", agregó.
Howard precisó que otra de las causas por las que el contingente australiano permanece en Irak es la de impedir más violencia entre sunitas y chiítas.
Las facciones entraron virtualmente en una guerra civil el año pasado, tras el ataque a la mezquita chiíta de Samarra, que causó severos daños al viejo inmueble y desató la respuesta armada contra los sunitas.
Los opositores australianos a la guerra, incluida la oposición laborista, ha señalado desde hace cuatro años que el interés central del gobierno conservador es acceder al suministro petrolero.
Al comentar el intento de Howard de minimizar las declaraciones del ministro de Defensa, el líder de la oposición laborista, Kevin Rudd, afirmó que "este gobierno simplemente trata de hacer creer que acompaña el proceso iraquí".
Con miras a las elecciones parlamentarias de fin de año, los laboristas han ofrecido a los electores retirar las tropas de su país si ganan los comicios.
"Como en una máquina que produce diferentes argumentos, el petróleo ha salido a la superficie de manera accidental", comentó un experto en temas de defensa del centro de estudios Lowy Institute.
Representantes de organizaciones australianas antibelicistas dijeron que el reconocimiento hecho por Nelson es una prueba de que la invasión encabezada por Washington -con 150 mil soldados- fue más una forma de asegurar el petróleo que un intento genuino por encontrar y destruir armas de destrucción masiva.
Apenas el viernes pasado el Consejo de Seguridad de la Organización de Naciones Unidas (ONU) aprobó el cierre del programa encargado de supervisar la eliminación de armas de destrucción masiva en Irak, tras determinar que no fue posible encontrar armamento tras la invasión al país el 20 de marzo de 2003.
El argumento de que el gobierno del entonces presidente de Irak, Saddam Hussein, poseía armas de destrucción masiva, sirvió de base para que Bush convocara a una coalición invasora.
Con la clausura del programa se puso punto final al mandato de la comisión de control, verificación e inspección de la ONU, encargada de localizar y desmantelar los supuestos arsenales químicos y bacteriológicos de Irak, así como misiles de largo alcance. También significó el cierre de la oficina de verificación nuclear en Irak, administrada por la Agencia Internacional de Energía Atómica.
De acuerdo con un despacho del diario británico The Independent, las afirmaciones de Howard sobre la posibilidad de que los iraquíes alcancen la "democracia" representan sólo uno más de los argumentos que Estados Unidos, Gran Bretaña y los demás países de la coalición invasora han generado para justificar la ocupación.
Después que Irak celebró elecciones legislativas en 2005, diplomáticos y militares estadunidenses han tratado de mantener cuotas de poder y ejemplo de ello es que el Servicio de Inteligencia Iraquí es financiado totalmente por la Agencia Central de Inteligencia de Estados Unidos y está al margen de las decisiones presupuestales del Parlamento, señaló el diario británico.
Desde Chile, donde se encuentra en visita oficial, el presidente salvadoreño, Antonio Saca, aseguró por primera vez que el único país latinoamericano que mantiene el apoyo a la coalición invasora estudia ahora la posibilidad de retirar su contingente de 380 militares, principalmente dedicado a tareas logísticas y de reconstrucción.

Deja la violencia 21 muertos
Aacciones de guerra en Bagdad y Kirkuk -en el norte del país- provocaron la muerte a 21 personas, incluidos militares estadunidenses que fueron atacados con un artefacto explosivo de fabricación artesanal, cuando realizaban una operación contrainsurgente en el sur de la capital iraquí.
Entre los fallecidos por las acciones bélicas está una pareja de chiítas que asistía a una sesión de fotografía con motivo de su matrimonio. Otras 15 personas murieron por la explosión de un coche bomba estacionado frente al estudio fotográfico.
Las muertes en Kirkuk sucedieron durante un ataque de elementos de la resistencia que trató de sorprender a una patrulla militar encargada de vigilar la infraestructura petrolera.

Matando Fidel Castro

634 formas de matar a Castro

ESTEBAN ISRAEL • REUTERS

El Universal

Viernes 06 de julio de 2007

Ex jefe de la inteligencia de Cuba detalla cómo la agencia estadounidense intentó eliminar al líder en la isla

LA HABANA.— Olvídese del habano envenenado, del traje de buzo impregnado con bacterias o del molusco bomba. Según un ex jefe del espionaje cubano, la vez que la Agencia Central de Inteligencia de Estados Unidos (CIA) estuvo más cerca de matar a Fidel Castro fue con un batido de chocolate... envenenado.

Todo ocurrió una noche de marzo de 1963, cuando Castro ordenó un batido en la cafetería del hotel Habana Libre.

La pequeña cápsula de botulina enviada por la CIA que un camarero había escondido en un refrigerador se congeló y el veneno se derramó accidentalmente al manipularla.

“Fue el momento más cercano que la CIA estuvo para asesinar a Fidel. Para mí ese es el complot más importante”, dijo el general retirado Fabián Escalante, ex jefe del Departamento de Seguridad del Estado, durante una entrevista concedida esta semana.

El ex espía cree que aquella cápsula de veneno fue fabricada por la CIA como parte de un plan tramado en 1960 con la mafia de Chicago, que fue expuesto la semana pasada, cuando la agencia de inteligencia desclasificó más de 700 páginas de antiguos documentos.

“No hay nada nuevo. El caso de las pastillas envenenadas nosotros lo conocimos a detalle en 1965”, dijo.

En su opinión, la desclasificación de documentos de la CIA es simplemente un “acto de purificación” para lavarse las manos.

Escalante calcula que durante su casi medio siglo en el poder Castro ha sido blanco de al menos 634 planes de asesinato, la mayoría organizados o instigados por la CIA.

“Fidel Castro ha sido el líder político, social o religioso más perseguido de la humanidad (...) Hubo planes de todo tipo y color”, dijo el ex agente de 66 años, autor del libro La Guerra Secreta sobre los atentados contra Castro.

Al menos 167 de los 634 planes llegaron a ponerse en marcha, dijo. Si fracasaron fue gracias a la inteligencia cubana o, como pasó con el batido de chocolate, simplemente por azar.

En 1963, la agencia estadounidense de inteligencia le envió de regalo al líder cubano un traje de buzo impregnado con bacilo de tuberculosis, intentó plantar un caracol explosivo en un arrecife donde Castro hacía pesca submarina y hasta probó con un bolígrafo envenenado.

Hubo complots de emboscadas con bazucas, morteros y aviones teledirigidos, además de planes para asesinarlo con granadas de fragmentación durante partidos de beisbol.

Otras veces trataron simplemente de ridiculizarlo. Durante una visita a Nueva York en 1960, la CIA planeó colocar sales de talio en sus zapatos con la esperanza de hacerle perder la barba o de que fumara un habano con LSD para que alucinara durante una entrevista en vivo con la televisión estadounidense.

Para la inteligencia cubana, es imposible determinar cuántos atentados fueron planeados por la CIA u organizados con su consentimiento por mafiosos o por grupos de exiliados cubanos.

El ex jefe del espionaje cubano dice que el último fue una carga de dinamita colocada en el año 2000 por el ex agente cubano de la CIA, Luis Posada Carriles, en la Universidad de Panamá donde Fidel Castro tenía previsto hablar durante una Cumbre Iberoamericana.

“No puedo decirle que el jefe de la CIA en el año 2000 haya dado la orden de matar a Fidel. No lo creo. Ahora, que todo ese mecanismo haya estado involucrado, eso seguro”, dijo.

Si Castro está vivo es, dicen, gracias a su sexto sentido.

“Fidel tiene un raro olfato, primero para conocer a las personas y segundo para presentir las emboscadas. De alguna manera, ha sido su mejor jefe de seguridad”, dijo Escalante en la entrevista.

Ya desde sus días de guerrillero en la Sierra Maestra, Castro era obsesivo con su seguridad y medio siglo después su vida sigue rodeada del misterio.

Desde que enfermó y transfirió hace casi un año el poder a su hermano Raúl, nadie sabe exactamente dónde se recupera.

“Es un misterio señalar a los responsables de los cientos de atentados contra mi vida”, escribió el mes pasado en un editorial donde acusó al presidente de Estados Unidos, George W. Bush, de ordenar su eliminación.

“Todas las formas directas o indirectas para causar mi muerte fueron utilizadas”, dijo.

Angkor

Marta Harnecker e Hugo Chávez

O marxismo produziu vários nomes célebres por produzirem obras de divulgação aos quais poucos intelectuais davam valor, mas que tinham grande penetração entre os militantes e entre os que se iniciavam no marxismo. Entre estes nomes está Marta Harnecker que foi aluna de Louis Althusser, mas que produziu mais obras de divulgação depois de conseguir títulos acadêmicos do que trabalhos intelectuais de fôlego. Em qualquer sebo é possível encontrar livros de Marta Harnecker, é possível que alguns se recusem a comprar os livros dela hoje. Depois de estudar com Althusser na França, ela se instalou em Cuba e continua vivendo por lá. No link abaixo é possível ler um artigo dela sobre o governo Hugo Chávez. Vale a pena ler para ver como pensa a esquerda tradicional.

http://www.telesurtv.net/secciones/notasdeopinion/index.php?ckl=229

Clarin: Dunga foge da Argentina

COPA AMERICA: GRUPOS C Y B : EL DT BRASILEÑO SE PONE DE MAL HUMOR CUANDO SE LE HACE ALGUNA REFERENCIA AL EQUIPO DE BASILE

A Dunga no le gusta nada que le hablen de Argentina

Un periodista brasileño reveló que "a Dunga nunca le simpatizó Argentina".

Waldemar Iglesias PUERTO LA CRUZ. ENVIADO ESPECIAL
wiglesias@clarin.com


Dunga es la cara de este Brasil. Ahora, en el anexo del estadio General Anzoátegui, camino a la práctica del plantel, luce toda la seriedad que puede caber en un solo rostro. Quienes siguen el recorrido del scracht en esta Copa América pueden dar fe: Dunga nunca sonrió desde que llegó a territorio venezolano. Hay razones: el equipo juega peor que mal, y escucha y lee críticas desde todos los orígenes. El diario O Globo señaló respecto de la victoria ante Ecuador (1-0 en Puerto La Cruz): "Pésima actuación". La impresión, además, es generalizada. De todos modos, hay algo que lo pone peor a Dunga: que le hablen, que le pregunten, que le mencionen a la Argentina.

Sucede en cada ocasión que se lo consulta respecto del equipo de Alfio Basile o con relación a cualquier particularidad del fútbol argentino. Pasó en casi todo momento desde su llegada a Puerto La Cruz. Volvió a tener un episodio similar tras la clasificación en el segundo puesto del Grupo B, que le garantizó evitar a la Argentina hasta la eventual final. Le preguntó Clarín:

-El segundo puesto le permite evitarse a la Argentina en los cuartos y en las semifinales. ¿Lo deja tranquilo este escenario?

-Yo no tenía la bola de cristal para determinar cuál iba a ser el rival...

-Pero no hacía falta la bola de cristal para saber que el segundo de este grupo evitaba a la Argentina...

A Dunga no le gustó la aclara ción. Puso su peor cara de ogro y dijo: "¿Va a responder usted o yo?" Después, alejó el micrófono y esperó una pregunta que no estuviera vinculada con ese tema que busca evitar: Argentina.

Por lo bajo, luego de la práctica, un periodista brasileño que prefiere que no se publique su nombre, comenta: "A Dunga nunca le simpatizó Argentina". Quizá se trate de un recuerdo lejano, pero no difuso: aquella tarde de Turín, en 1990, cuando un Diego Maradona mágico y con el tobillo hinchado lo dejaba mirando el pase preciso y precioso para el gol decisivo de Claudio Caniggia. Quizá desde entonces, al ahora DT del seleccionado verdeamarelo le resulta incómodo vincularse con el estigma albiceleste.

Sin embargo, ya en su ciclo de técnico, obtuvo un notable 3-0 en el recorrido previo a esta Copa América. Y ahora, más allá de mostrarse reticente, tiene a la Argentina en la cabeza, en su horizonte imaginario. Hay otro motivo que impulsa esta sensación para Dunga: Argentina es la amenaza respecto de su objetivo de ganar la Copa América para legitimar su espacio. Más allá del respaldo que tiene de la Confederación Brasileña, la prensa, el hincha común y la gente del fútbol lo miran de reojo. No entusiasma a nadie. Y este torneo puede resultarle el mejor de los respaldos a su gestión y la respuesta perfecta a las críticas respecto de su nula experiencia como DT. Así lo vive el técnico: como una cuestión primordial.

Parece tenso Dunga, también ahora, durante la práctica. Unos metros más allá, su único crack inobjetable -Robinho- hace una pirueta con la pelota. Y la repite. Parecen habitantes de distintos planetas. Robinho tiene una sonrisa ancha y relajada. A Dunga parece que le hubieran hecho otra pregunta sobre Argentina.

Angkor é uma das sete maravilhas do mundo

Forças Armadas na América Latina, servem pra alguma coisa?

O artigo abaixo é sobre as forças armadas do Peru, mas também é uma análise genérica sobre o papel das forças armadas em países periféricos que serve para pensar o Brasil. Do mesmo modo que sempre que eu pergunto aos alunos quem estaria disposto a morrer pelo Brasil e ninguém se apresenta, também o autor considera que os peruanos seriam aliados de um possível invasor estrangeiro.


Por unas FF AA más pequeñas, más profesionales y más letales

Rol de la Defensa en el siglo XXI: un debate necesario
Teniente General FAP (r) Arnaldo Velarde R. avelarde38@hotmail.com

El despertar del siglo XXI será recordado como el momento en el que las relaciones civiles-militares llegaron al nivel más conflictivo de la historia. Las acusaciones de politización y crecimiento inorgánico, las investigaciones de corrupción, el descabezamiento de los mandos, las purgas de generales y almirantes, el cuestionamiento de la Justicia Militar, una Comisión de la Verdad y Reconciliación Nacional ideologizada, entre otros, marcaron el inicio de una comisión nacional "para estudiar y formular las recomendaciones sobre la reestructuración integral de la FF AA", mientras se producía la más dramática quiebra presupuestal del sector en desmedro de la operatividad de las fuerzas.
"Garantizar la independencia, la soberanía y la integridad territorial de la República" es el mandato constitucional que da vida a las FF AA. Hemos heredado un país con siete fronteras por las que nuestros vecinos, sigilosos, han ingresado en varias oportunidades. No podemos seguir viviendo a sobresaltos cuando uno de ellos decide que un pedazo de la trastienda es suyo. Sin defensa no hay desarrollo, ellos lo saben muy bien, por eso hacen lo que hacen. Se requieren FF AA operativas para golpear la mesa. Cualquier experto recomendará una fuerza profesional, más pequeña, más móvil y más letal, al menor costo posible, dedicada íntegramente a su entrenamiento y preparación, siempre lista. Sin embargo, cuando a los gobernantes se les escapan los problemas de las manos, las convocan para ejercer el comando político-militar, luchar contra el terrorismo, disolver motines carcelarios, liberar rehenes de embajadas, luchar contra el TID, el crimen organizado o el contrabando, controlar procesos electorales, proteger la ecología y las carreteras de bloqueos, etcétera, sin reparar que asignarles responsabilidades políticas las politizará y que exponerlas a la represión del crimen y la corrupción las corromperá. Así, por ejemplo, en 1982 les asignaron el comando político-militar del 90% del territorio nacional, incrementándoles la cantidad de generales, tropas, unidades y equipos. Luego, cuando todo concluyó, les dijeron que habían crecido demasiado, tenían muchos generales, demasiada tropa, se habían politizado y corrompido. ¿? Igualmente, sabiendo que les pagan sueldos misérrimos, les autorizan a actuar comercialmente para procurarse ingresos compensatorios sin darse cuenta que los ponen en competencia desleal contra la empresa privada y les impiden el crecimiento de su propia reserva. Dejémoslas hacer aquello para lo cual han sido creadas, otorgándoles primero categoría universitaria a sus escuelas de oficiales para formar uniformados profesionales. Las escuelas de suboficiales ya lo hacen así, otorgan títulos profesionales de nivel técnico a los soldados profesionales que forman. Esto tendrá un efecto adicional en una sociedad donde el ciudadano promedio no tiene la oportunidad de moldear su carácter cívico con la experiencia militar, resultando una conciencia de defensa nacional débil, casi inexistente, condenada a descuidar su seguridad, como premonitoriamente dijera Diego Portales: "Conquistar el Perú es fácil, se lo consigue con la colaboración de los mismos peruanos". Por ello necesitamos un servicio militar en el que los peruanos en edad de servir reciban formación militar no acuartelada, con la tranquilidad de saber que cuando la patria los llame, estarán listos a cumplir su deber o que más tarde, cuando dirijan el país, tengan una conciencia más clara de la defensa nacional. Si no se les pagan sueldos adecuados que les permitan una dedicación exclusiva, seguiremos cumpliendo roles adicionales, seguiremos con esas FF AA que sirven para todo, aunque todos sabemos para qué sirve aquello que sirve para todo.

Aniversário e idade

Lembro que quando era criança, eu achava alguém que tivesse chegado aos 30 anos muito velho, hoje na casa dos 30 já não tenho a mesma percepção. Mas a minha afilhada de 12 anos acha que eu sou pré-histórico, ela explica o que eu falo e o que a minha mãe fala pela mesma coisa, a minha idade e da minha mãe está chegando aos 70. Vale o que disse Schopenhauer, na juventude a vida parece longa demais (ainda penso assim, não me imagino morrendo antes do 80 anos), na velhice a vida parece breve demais, também penso assim, acho que esses anos passaram rápido demais, lembro do meu irmão e eu brincando e imaginando como seríamos aos trinta anos, parecia outro mundo, muito distante. Ao mesmo tempo imaginávamos que seríamos muito diferentes do que éramos, e, no entanto, hoje somos mais parecidos com o que éramos do que pensávamos. Entre outras coisas pensávamos que já seríamos adultos sérios que não falam besteiras, somos adultos sérios, mas as besteiras ainda não se esgotaram, as besteiras se sofisticaram, mas mesmo besteiras de 20 anos atrás às vezes são repetidas. Neste meu aniversário eu e um dos meus irmãos ficaremos mais velhos do que esperávamos, porque ele vai ter um filho e eu vou virar tio. O lado bom é que ele que é o caçula agora será percebido como o mais velho da família por já ter um filho. Se nascer mesmo no dia do meu aniversário será um excelente presente.

Quando era criança, as minhas festas de aniversário eram em geral junto com da minha prima que faz aniversário 10 dias depois de mim e nasceu no mesmo ano. Não gostávamos muito disso, cada um queria a sua festa, mas não tinha jeito. As festas eram sempre muito grandes lá em casa, eu sempre dizia para minha mãe que o meu sonho era ter o direito de cortar convidados da lista. Mas a festa de aniversário que eu mais gostei não foi minha e eu nem pude participar por estar doente e sempre morri de inveja. Foi a festa de aniversário do meu irmão do meio, que teve duas cantoras de Goiânia cantando ao vivo, muita gente mesmo, e eu no quarto da minha mãe deitado doente. Óbvio que eu protestei, ouvi a promessa que teria uma igual, mas nunca houve. De todo modo, pelo cantaram várias vezes a música que eu pedi, na época eu adorava a música “Majestade o sabiá”, e minha mãe pedia para cantarem e eu ficava ouvindo lá do quarto.

Nunca gostei da data do meu aniversário, 20 de julho é sempre férias, então na escola nunca cantariam parabéns pra mim. E muita gente que eu gostava poderia estar viajando na data do meu aniversário. Depois se tornou uma vantagem. Como a minha família é muito grande, meus pais têm seis irmãos cada um, eu tenho um monte de primos e primas. Quando eles se tornaram adolescentes passaram a ir com freqüência nas férias de julho lá pra casa, porque Barra do Garças é uma cidade turística, tem dois rios, então tem praia nessa época, cachoeiras, serras, águas quentes, etc. Então no mês de julho a cidade lota. Aí minhas primas sempre iam pra lá, e assim, mesmo quando não havia festa, elas inventavam alguma coisa. Aí fazer aniversário em julho passou a ser vantagem em relação aos aniversários dos meus irmãos, um em setembro e outro em dezembro perto do Natal. A faixa que os alunos fizeram pra mim na colação de grau na hora me lembrou os cartazes que as minhas primas fizeram uma vez para o meu aniversário e uma carta de metro. Na minha mesa na biblioteca da casa dos meus pais há as marcas desta época, todo mundo deixava algum recado na minha mesa, uma mensagem, em geral para encher o saco. E hoje os filhos delas ou adoram ir lá pra casa ou ficam pedindo para os pais levarem. O que significa como eu sempre digo que envelheceram muito mais rápido do que eu já que têm um monte de filhos.

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Como o Brasil escolhe os piores?

Se for feita uma pesquisa entre aqueles que acompanham a política brasileira pedindo que listem os políticos honestos do Brasil em pelo menos 90% das listas apareceria os nomes de Itamar Franco e Pedro Simon. Em nenhuma das listas apareceria o nome de Renan Calheiros. No entanto, temos uma situação insólita, se voltarmos para 1992 e olharmos a situação de Renan e Itamar, era certo afirmar que em 2007 o político com maior importância seria Itamar. Itamar Franco era o presidente da República e Renan Calheiros, membro notório da República de Alagoas e ex-líder do governo Collor. Ora, a virada neoliberal do Plano Real colocou Itamar fora do jogo político, pois FHC atuou para isolá-lo dentro do PMDB para não ter um adversário importante e silenciar um crítico e ao mesmo tempo cooptar o PMDB, um dos principais instrumentos utilizados por FHC foi Joaquim Roriz que numa das convenções do PMDB encheu o Congresso com a sua claque e Itamar Franco quase chegou a ser agredido fisicamente. Outra liderança fortalecida foi a do próprio Renan Calheiros que foi retirado do limbo e transformado em ministro da Justiça do governo FHC. Enquanto isso, FHC boicotava o governo de Itamar Franco que representava uma crítica ao modelo neoliberal de FHC. Nas eleições de 2002 a maior parte do PMDB representada por Renan Calheiros apoiou José Serra, enquanto o Itamar Franco apoiou o Lula. Eleito, Lula mandou Itamar Franco para a Itália para ele não dar palpite sobre o governo e buscou se aproximar do Renan Calheiros para ter o apoio do PMDB e novamente Renan Calheiros é fortalecido e Itamar Franco enfraquecido. Hoje Renan detém o poder, é um político de destaque, enquanto Itamar Franco vive no ostracismo. Neste período, a imprensa sempre ligou Itamar Franco a idéias ultrapassadas, enquanto os que apoiavam FHC eram os modernos. Enquanto nunca pairou dúvidas sobre Itamar, as dúvidas sobre Renan existem desde Collor, mas sempre foram ignoradas, enquanto foi do interesse dos órgãos de imprensa ou alguém tem dúvidas que a Globo e seus funcionários em Brasília não soubessem da relação da sua jornalista com o senador e sobre o quanto ela recebia de pensão? Não sejamos ingênuos. Quando perderam o interesse em Renan viram-no como ele sempre foi, um ladrão. E parte deste interesse advém do desejo (ou necessidade?) de enfraquecer o governo Lula. As denúncias de corrupção nunca aparecem no Brasil em função de uma preocupação da mídia com a moralidade pública, mas com a necessidade de enfraquecer certos políticos para obter alguma vantagem.

Sem pagamento antecipado não há como marcar data de entrega!

Era uma vez Joaquim Roriz!

É claro que Joaquim Roriz deveria perder o poder, é evidente que é corrupto e não presta, desde que me mudei para Brasília sei disso e ouço isso em todas as campanhas políticas no Distrito Federal, portanto é lamentável que ele não tenha perdido o poder pelo voto popular, pelo voto daqueles que ele sempre manipulou. Pois da forma que perdeu o poder é certo que a qualquer momento pode ser reconduzido ao poder nos braços do povo e Roriz e seus aliados sempre poderão argumentar que o povo os absolveu. Outro aspecto negativo do caso Roriz é constatar que a liberdade de roubar é garantida na baixa esfera de poder, o sujeito só é colocado em risco quando ascende a cargos federais e fica exposta à grande imprensa nacional. Enquanto Roriz, Roseana, Renan operavam nos seus feudos eram praticamente inimputáveis, quando o movimento deles começa a desalojar outros do poder, então seus atos são do interesse da imprensa e da Justiça. Roriz e Renan são ladrões há mais de 20 anos, a Roseana faz parte de uma oligarquia que controla o Maranhão há quase 50 anos, então não há novidade nas suas ações, mas apenas no interesse por elas. Também é lamentável constatar o baixo nível político do DF que já perdeu três senadores e corre o risco de perder mais um. E é surpreendente que isso ocorra, porque o nível de politização da população do DF é alto, e polarização política também, alta competitividade deveria viabilizar a seleção dos melhores quadros. No entanto, não é o que ocorre no DF mesmo nos outros partidos. E que Joaquim Roriz possa algum dia recuperar a paz de espírito com alguns anos de reflexão na cadeia.
No link abaixo é possível ver o resultado de uma pesquisa sobre a opinião favorável e desfavorável aos EUA em diferentes países do mundo. Um dos absurdos é que a fração favorável aos EUA é maior em Gana, Costa do Marfim e Quênia do que dentro dos próprios EUA, muito esquisito. Fico pensando no que os EUA fizeram por estes países para serem tão amados. Em primeiríssimo lugar deveria estar Israel, mas não, antes de Israel, há ainda o Mali. O domínio dos EUA em primeiro lugar mostra o domínio da visão de mundo ocidental na África, o desejo dos africanos de viverem como os norte-americanos e a própria ignorância sobre o papel dos EUA no mundo. Interessante que a visão favorável aos EUA é maior na Venezuela do que no Chile e no México que são americanófilos. Os brasileiros, então, são ainda mais desconfiados em relação aos EUA do que venezuelanos. Italianos e britânicos são mais críticos em relação aos EUA do que os venezuelanos, o que mostra o tamanho do problema do Hugo Chávez. Vejam que a insatisfação com os EUA são similares na Alemanha e na Indonésia, o que mostra que o problema do anti-americanismo não está no radicalismo islâmico. A maior rejeição aos EUA se encontra nos territórios Palestinos e na Turquia, o que também é surpreendente já que a Turquia é considerado um dos países mais pró-Ocidente na região.
http://www.foreignpolicy.com/story/cms.php?story_id=3900

O Putin é esperto!

As propostas do Putin para que o sistema anti-míssil seja instalado na Rússia é uma jogada de mestre, obriga o Bush a revelar as suas verdadeiras intenções. Mostra que o interesse do Bush não é de fato o Irã, ou não apenas o Irã, mas também a Rússia.

Pelo fechamento de Guantánamo

A Anistia Internacional está em campanha pelo fechamento da base americana de Guantánamo. Visite a base através do link abaixo e manifeste-se pela defesa do local.
http://amnesty.textdriven.com/guantanamo/home/

O melhor legado de Collor!

O mais importante legado de Collor ao Brasil é o ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio de Mello. O ministro é primo do Collor e foi indicado para o supremo por ele. Marco Aurélio Mello defende, em geral, as melhores teses sobre como deve ser o comportamento do Judiciário, tem uma posição ativa questionando os atos do Poder Executivo e Legislativo, expõe sua opinião e, como o cargo de Ministro do STF é um cargo político, este comportamento é muito bem-vindo. Mas ele tem uma postura teoricamente correta, mas que praticamente no Brasil é inviável, que é que ninguém deve permanecer preso se não tiver sido condenado, pois o processo deve ser respondido em liberdade se não pairar qualquer ameaça ao processo e à sociedade. Tecnicamente, do ponto de vista liberal do direito, o ministro está correto. Entretanto no Brasil isso significa impunidade e desmoralização da justiça, especialmente nos casos contra ricos e poderosos, porque o trâmite judicial no Brasil é muito demorado. Se for esperar que o processo transite em julgado, nunca teremos políticos na cadeia, sempre que alguém for condenado o que crime já terá perdido importância. A manutenção na prisão faria com que os acusados tivessem interesse na celeridade do processo.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Hugo Chávez erra!

O excesso de auto-confiança pode estar turvando a capacidade de análise política do presidente venezuelano Hugo Chávez e ele corre o risco, mantida a estratégia, de se encaminhar para ter o mesmo destino de todos que atacaram Moscou, a derrota. O fato de estar vencendo numa frente de batalha não significa que possa abrir novas frentes, ao contrário, a abertura de novas frentes de batalhas pode minar a capacidade de manter a posição de ataque na fronteira que está ganhando. O Hugo Chávez não ganha nada aprofundando o confronto com o Brasil, ele jamais conseguirá retirar o governo Lula da inércia assim, até porque entre Chávez e Renan Calheiros, o Lula sempre escolherá Renan Calheiros. Para tirar o Lula da inércia, levar o governo brasileiro para esquerda, Chávez precisa vencer as suas batalhas e conseguir mostrar resultados na administração da Venezuela. Obtendo sucesso aí, Chávez demonstra que as suas políticas são viáveis e que as desculpas do governo Lula para não implementar políticas de esquerda são apenas isso, desculpas.

Igualdade perante a lei, teremos algum dia?

Num dos artigos que postei aí embaixo diz que o grande problema do ato do Bush de anular a pena de prisão de seu assessor é que violou um princípio fundamental para os norte-americanos, a igualdade perante a lei. No Brasil, no período imperial, a desigualdade perante a lei era institucionalizada pelo simples fato de haver escravos e porque o imperador era inimputável. Então a a igualdade perante a lei é uma tradição recente no Brasil começou com a República. No entanto, é impressionante como parece que não pega, todos estão permanentemente em busca de privilégios. Oliveira Vianna defendia que precisava de um Estado autoritário para garantir que os direitos civis fossem implantados no Brasil, defendia isso nos anos 1920 e até continuamos com o mesmo problema mesmo após termos tido governos autoritários. A desigualdade aparece em questões simples e complexas, podemos ver o exemplo dos dois em Antônio Palocci. Primeiro, ele violou o sigilo bancário de um caseiro; e agora reaparece furando fila no aeroporto enquanto todos os demais cidadãos tem que passar horas no local, não bastasse ter direito a sala vip ainda precisa exigir privilégios que não estão garantidos em lei. Enquanto o Brasil não for capaz de garantir os direitos civis, os direitos políticos não serão garantidos.

Editorial do Los Angeles Times

From the Los Angeles Times

EDITORIALS

Lucky Libby

Martha Stewart, even Paris Hilton, served time. But there's the rule of law -- and the rules of Bush.

July 4, 2007

PRESIDENT BUSH'S carefully calibrated decision to commute the prison sentence of I. Lewis "Scooter" Libby without granting a pardon may prove politically wise. But it epitomizes the moral obtuseness that has so handicapped his administration.

Bush is correct that Libby's sentence of 30 months in prison for perjury and obstruction of justice was harsh; a shorter sentence ordinarily would have been appropriate for a first offender and an unlikely recidivist. Yet a federal appeals judge let the harsh sentence stand for the same reasons that Martha Stewart spent five months in prison for similar but lesser offenses: No meaningful investigation is possible if high-placed people can get away with lying to investigators. And prison time is the only meaningful deterrent to perjury by the rich and powerful.

Bush's presidential statement brushes aside the enormity of the offenses that merited such a sentence: perjury in an attempt to obstruct a national security investigation. In order to convict Libby, the jury had to conclude not only that he knowingly and repeatedly lied to the FBI and to a grand jury, but that he leaked classified information about a CIA operative to reporters on orders from Vice President Dick Cheney. Such obstruction and obfuscation are particularly heinous offenses when committed by a senior government official — and a lawyer, no less — to serve or protect his boss.

The larger problem in commuting Libby's sentence is the message it sends to his unfortunately unindicted co-conspirator, Cheney. The message isn't precisely, as the Democrats claim, that the administration in general, and the vice president and his office in particular, are above the law. It is that the laws can always be finagled so as not to apply unfavorably to them.

This administration has a dismal record of abrogating legal and congressional authority — in its shocking repudiation of habeas corpus, its withholding of information from Congress, its overreaching presidential signing statements — while asserting, in its incessant claims of executive privilege, the broadest possible authority for itself. Yet in the Libby case, it lessens the standard of accountability for senior officials who wield that authority. That Cheney and his backers managed to obtain a presidential commutation before Libby served even a Paris Hilton-sized stint behind bars reinforces the perception of favoritism. Bush's refusal to rule out a pardon for Libby makes things worse.

Presidential pardons can correct miscarriages of justice; they can even serve political goals if those goals coincide with a broader national interest. This was President Ford's justification for his pardon of President Nixon. But the national interest is damaged when pardons are used to spare erring political loyalists. The Fourth of July language in the presidential statement did not disguise the corruption of a fundamental American value: that all must be equal before the law.
http://www.latimes.com/news/opinion/la-ed-libby4jul04,0,2378854.story?coll=la-home-commentary

Uma homenagem a independência dos EUA

Há uma excessiva valorização da participação dos EUA na "lei" da guerra, mas é interessante.

Do Washington Post:

A Declaration The President Ignores

By John Fabian Witt
Wednesday, July 4, 2007; A15

As we gather around picnic tables and backyard barbecues today, we should pause to consider a forgotten dimension of the occasion -- one that is as important now as it was on July 4, 1776.

We all know that the Declaration of Independence announced the United States' freedom from the British Empire. We all remember that it declared certain truths to be self-evident. But what you probably haven't heard is that the declaration also advanced an idea about war. The idea was that war ought to be governed by law.

In late June 1776, as the first detachments of what was to become a sizable British force were landing 90 miles away in New York, Thomas Jefferson and the Continental Congress in Philadelphia drew up charges denouncing King George III to the world. The accusations were to serve as the core of the declaration. The climactic final charges, for which the rest were prologue, indicted the king for war crimes.

Britain's navy, wrote Jefferson and the Congress, had "plundered our Seas," while its armies had "ravaged our Coasts, burnt our Towns, and destroyed the Lives of our People." Jefferson accused the British of employing legions of foreign mercenaries to commit acts of death and desolation "scarcely paralleled in the most barbarous Ages," acts unworthy of civilized nations. He charged British forces with taking Americans hostage and compelling them to bear arms against their own country. He and the Congress concluded their litany of war crimes by condemning the king's two most fiendish offenses against the laws of war: inciting slave insurrections and encouraging attacks by "merciless Indian Savages, whose known Rule of Warfare, is an undistinguished Destruction, of all Ages, Sexes and Conditions."

Jefferson's original draft added a further war crime allegation that did not make it into Congress's final version: the "piratical warfare" of the English slave trade, which was a "cruel war against human nature itself." Delegates from Georgia and South Carolina insisted that the passage be removed. But as Jefferson conceived it, the slave trade was akin to piracy, the most treacherous violation of the 18th-century laws of war.

The declaration was the beginning of a remarkable but now little-remembered American tradition in the laws of war. In the 1780s, a treaty with Prussia committed the United States to follow European rules of warfare. During the Civil War, Abraham Lincoln published a code for the Union Army that serves to this day as the foundation for the law of war around the globe.

In the 20th century, Americans took a lead role in establishing the modern law of war. Franklin Roosevelt directed the creation of the Nuremberg tribunal for high-ranking German war criminals, and his aides wrote the U.N. charter's rules for the use of force. In this century we can see traces of Jefferson's charges in the law of naval warfare, in the distinction between combatants and civilians, in international law restricting the use of mercenaries and in the Third Geneva Convention's rules on prisoners of war.

Today, of course, much of the world thinks that the United States has traded places with George III's British Empire. We are the global hegemon, and since Sept. 11, 2001, we have become infamous the world over for eschewing the law of war in the name of patriotic self-defense. At Guantanamo, in shadowy secret CIA prisons, at Abu Ghraib, and elsewhere, leaders in the White House, the Justice Department, and the intelligence agencies have disowned the laws of war as unacceptable constraints on the pursuit of national security.

The tragedy of the post-Sept. 11 American assault on the laws of war is that it seems to have been not only shameful but self-defeating. Disrespect for what the declaration called "the Opinions of Mankind" has fueled anti-American sentiment and spurred terrorist recruitment in North Africa, Europe and the Middle East. Illegal interrogation tactics seem to have produced disappointingly little intelligence. And extraordinary renditions to secret prisons have disrupted the cooperation of many of our most important allies in the war on terrorism, producing arrest warrants against U.S. intelligence agents in Germany and Italy. Patriotism at the expense of the laws of war seems to have gone badly awry.

For the delegates to the Continental Congress in 1776 -- as for Lincoln and Roosevelt in subsequent centuries -- patriotism and the laws of war went hand in hand. Since the revolution, Americans have helped shape a law of war that advanced the nation's interests. In moments of great crisis, our finest leaders have forged a powerful union between the security of the nation and the laws of war. It's a lesson from the first July 4 that we could sorely use again this year.

John Fabian Witt, a professor of law and history at Columbia University, is writing a book on the laws of war in American history.

http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2007/07/03/AR2007070301526.html?hpid=opinionsbox1