"Desde mi punto de vista –y esto puede ser algo profético y paradójico a la vez– Estados Unidos está mucho peor que América Latina. Porque Estados Unidos tiene una solución, pero en mi opinión, es una mala solución, tanto para ellos como para el mundo en general. En cambio, en América Latina no hay soluciones, sólo problemas; pero por más doloroso que sea, es mejor tener problemas que tener una mala solución para el futuro de la historia."

Ignácio Ellacuría


O que iremos fazer hoje, Cérebro?
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domingo, 13 de fevereiro de 2011

WikiLeaks, Brasil, EUA e Conselho de Segurança

A divulgação dos telegramas norte-americanos pelo WikiLeaks mostra que os EUA não aprovam a inclusão do Brasil como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, entre outras, coisas, porque o Brasil não se alinhou às posições norte-americanas nos últimos anos. Isso refletiria uma imaturidade da diplomacia brasileira. Com a visita do presidente Barack Obama ao Brasil, aumenta especulação sobre o assunto, se o Obama vai apoiar a candidatura brasileira como fez com a China ou ainda sobre o esforço dos diplomatas que preparavam a visita de Obama para tentar evitar que ele seja questionado sobre o assunto.

Alguns pontos importantes sobre a questão:

1. Interessante os americanos serem contra a presença do Brasil, porque o Brasil divergiu dos EUA. Se isso fosse o motivo, então não poderiam apoiar a Índia. O que gera estranheza e desconfiança nos EUA é um país latino-americano não se alinhar automaticamente às teses americanas. Até a Folha de São Paulo foi capaz de perceber isso:

“O Brasil ainda não é "maduro" o suficiente para ser um ator global. Precisa ser "encorajado" pelos EUA a assumir "responsabilidades", aprendendo a "confrontar" outros países se necessário.
Avaliações como essa de dezembro de 2009, em tom paternalista e às vezes irônico, predominam na reação de diplomatas americanos em Brasília à campanha brasileira por uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU.”

2. Outro aspecto curioso é como as críticas americanas à política externa brasileira são convergentes com as críticas que aparecem na imprensa brasileira publicadas pelos luminares brasileiros.

3. Ainda que o Brasil queira de fato uma cadeira no Conselho de Segurança, nesse momento, ser candidato a uma cadeira no Conselho de Segurança é mais importante do que ter o assento permanente . Caso o Brasil não fosse candidato haveria uma desmobilização da política externa brasileira, o Brasil perderia importância no sistema internacional. E isso é mais importante por ser improvável uma reforma no Conselho de Segurança.

4. A reforma da ONU e do seu Conselho de Segurança é improvável, e ainda que ocorra, as mudanças poderão ser vetadas por qualquer membro permanente. Portanto, não basta ter o apoio de um, é preciso o apoio de todos.

5. Neste sentido, o apoio dos EUA à Índia é mais uma estratégia para a região asiática e um posicionamento em relação à China do qualquer outra coisa. A Índia não ficou mais perto de ser membro do Conselho de Segurança por ter o apoio dos EUA. Indianos e norte-americanos sabem disso. Sinalizam uma aliança para a chineses verem.

6. Se o Brasil não apoiasse a entrada da Índia e do Japão no Conselho de Segurança, poderia obter o apoio da China. Mas isso não o aproximaria mais do Conselho de Segurança. Incapaz de realizar uma política de poder, o Brasil realiza uma política de alianças amplas, de cooperação, de prestígio e de defesa de princípios que fortalecem as instituições em relação ao arbítrio, qualquer estratégia de confrontação desmoralizaria a estratégia brasileira.

7. Os conflitos diplomáticos entre o Brasil e os EUA em algumas das principais questões internacionais decorrem da estratégia brasileira para se projetar internacionalmente. O Brasil precisa se opor à política de poder tradicional que os EUA e as grandes potências praticam, porque neste tipo de política o Brasil não tem protagonismo e não tem condições de praticá-la.

domingo, 26 de setembro de 2010

Para Portugal, Conselho de Segurança sem Brasil é ilógico

Para Portugal, Conselho de Segurança sem Brasil é ilógico

25/09/2010

Primeiro-ministro do país também pediu assento permanente para a Índia e um representante do continente africano durante discurso em Nova York.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

O governo de Portugal voltou a afirmar que o Brasil precisa fazer parte do Conselho de Segurança com um assento permanente.

A declaração foi dada, neste sábado, durante o discurso do primeiro-ministro português, José Sócrates, à Assembleia Geral da ONU, em Nova York.

Solidariedade

"Desafia toda a lógica, ou qualquer lógica política, que países como o Brasil ou a Índia, que tem hoje um papel verdadeiramente insubistituível na economia e política internacionais, não tenham ainda assento permanente no Conselho de Segurança. A África também deve fazer parte desse alargamento", afirmou.

O primeiro-ministro português também advogou a participação de países em desenvolvimento na reforma de organizações financeiras internacionais.

"A reforma das organizações financeiras internacionais que está em curso necessita também de envolver os países em desenvolvimento e de envolver também os agrupamentos regionais já consolidados. A participação de todos na fixação das novas regras mundiais dos mercados financeiros é condição que considero absolutamente essencial para essa reforma ter suces so", disse.

Portugal foi o segundo país lusófono a discursar nos debates anuais da Assembleia Geral neste sábado.

O próximo será Timor-Leste.

http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/print/185458.html

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Proposta de solução ou mais uma ameaça para pairar sob os Estados periféricos?

Protectorado de la ONU en Haití

Enrique Berruga Filloy
El Universal
Viernes 22 de enero de 2010

Haití tiene solución. Tan pesada y compleja como el tamaño de sus problemas, pero la tiene. Desde que se acuñó el concepto “Estados fallidos”, el país ha formado parte de la lista de naciones que simple y sencillamente no tienen viabilidad. Y no sólo eso, forma parte de los países que década tras década, lejos de avanzar, de progresar, muestran signos palpables de retroceso en cualquiera de los indicadores de desarrollo.

El terremoto ha puesto en evidencia la ineficacia total del gobierno y de las instituciones haitianas para realizar las tareas más elementales de salud, seguridad, distribución de víveres, asistencia policiaca o militar, y hasta de la recolección y sepultura de los cadáveres.

Ni siquiera han sido capaces de coordinar la ayuda internacional, ya que ha sido más bien el Ejército de Estados Unidos el que ha tomado el control de su aeropuerto y fijado normas para que la asistencia pueda canalizarse a la población. La desesperación, rapiña e insalubridad anticipan un escenario de mayor caos, grave inseguridad a manos de bandas armadas que nada tienen que perder y, por supuesto, una ola de enfermedades sin infraestructura hospitalaria.

El tsunami que azotó a Indonesia fue un siniestro más grave que el sismo de Haití. La zona devastada ocupó una extensión territorial más amplia, el número de víctimas fue mayor y, sobre todo, el acceso a los sitios afectados era mucho más complicado. Sin embargo, el Ejército y las autoridades indonesias estuvieron presentes, coordinaron la ayuda internacional y, lo más importante, tenían plan de emergencia y luego de reconstrucción. En Haití, todos estos elementos están ausentes. Por decir lo menos, el gobierno está pasmado, evidentemente rebasado.

¿Qué hacer entonces? En realidad, la única salida viable sería que Naciones Unidas tome el control de Haití, acompañada de una suerte de consejo de notables haitianos para que, juntos, rehagan, reconstruyan literalmente al país.

No sería una nueva Operación para el Mantenimiento de la Paz de la ONU (como la que ya venía funcionando), sino un esquema más ambicioso, en el que la comunidad internacional organizada tome el control para, primero, atender la emergencia humanitaria, sanitaria y de seguridad y, posteriormente, dote a Haití de instituciones, formas de organización y sistemas —fiscales, económicos, electorales, educativos— que permitan a ese país entrar al túnel para más tarde iniciar la tarea de buscar la luz al final de éste.

No es una función propia de la ONU sustituir gobiernos, mucho menos colocar en el poder a quien mejor le parezca. Pero tampoco las operaciones para el Mantenimiento de la Paz eran parte de las funciones originarias del organismo, ni siquiera aparecen nombradas en la Carta de San Francisco y, a pesar de ello y dada su utilidad, hoy existen 19 OMP en todo el mundo.

Haití sería un laboratorio razonablemente manejable para ensayar si la ONU es capaz de sacar del pozo a países que tienen independencia formal pero carecen en los hechos de capacidad y viabilidad para dejar de ser Estados fallidos.

Este esfuerzo debe realizarse en compañía de las mejores mentes y profesionistas de Haití, pues nadie mejor que ellos conoce la idiosincrasia y las condiciones del país. Pero ante la magnitud de la crisis y la posibilidad de que el caos se agudice cuando disminuya y se retire la ayuda humanitaria, la noción de una suerte de Protectorado de la ONU se antoja como la única salida duradera y la promesa de que esta reconstrucción pueda convertirse en práctica común y modelo de la nueva arquitectura internacional.

No faltarán puristas de la soberanía que se opongan al planteamiento, ni otros que teman que pueda dar pie a abusos para intentar una receta similar en Somalia o en Ruanda. Esto tendrá que verse caso por caso. Sin embargo, para los miles de haitianos hacinados en plazas y parques públicos de Puerto Príncipe, sin la menor esperanza y menos futuro, estas discusiones doctrinales no deben conmoverlos demasiado.

Miembro del Grupo Intergubernamental de Expertos sobre Cambio Climático de Naciones Unidas

http://www.eluniversal.com.mx/editoriales/47133.html

domingo, 20 de dezembro de 2009

COP15

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http://www.jornada.unam.mx/2009/12/20/index.php

EUA, Brasil, China, Índia e África do Sul tentam impor texto na COP 15! (Pelo menos o Brasil estava no grupo dos que decidem)

São Paulo, domingo, 20 de dezembro de 2009


COPENHAGUE 2009
Países dizem que texto final da cúpula é ilegítimo

Conferência do clima acaba com documento frágil, que não chega a ser adotado
Declaração de Copenhague será só um anexo do que foi discutido, sem peso legal e sobre o qual as nações apenas "tomarão nota"

Peter Dejong/Associated Press

Fábrica atrás do Bella Center, em Copenhague, palco da cúpula
LUCIANA COELHO
CLAUDIO ANGELO
ENVIADOS ESPECIAIS A COPENHAGUE
A conferência do clima de Copenhague morreu ontem lentamente, deixando de legado um documento político frágil e de propostas vagas que nem sequer conta com a adesão de todos os 192 países participantes dos 13 dias da reunião.
Sem o consenso, o Acordo de Copenhague não é uma decisão da COP-15, como almejou-se para sua entrada imediata em vigor. Em vez disso, é um anexo às decisões técnicas e regimentais tomadas no evento, de que os países da Convenção do Clima da ONU "tomarão nota".
"Isso é uma carta de intenções, que não define o que fazer em termos legais", declarou Yvo de Boer, o secretário-executivo da convenção, em comunicado que substituiu a prometida entrevista coletiva. "O desafio será transformar aquilo com que concordamos politicamente em algo real."
As metas de corte de gases-estufa estão em branco, para serem listadas (individualmente e sem compromisso) em janeiro. Há apenas uma menção a "reduções significativas".
A demanda para que o texto ganhe peso legal em 2010 caiu, permanecendo só uma genérica menção à "adoção do resultado" -sem definições aqui.
Por ora, não passa de uma declaração vaga forjada na última hora pelos EUA e pelos quatro grandes países emergentes (Brasil, China, Índia e África do Sul) em uma sala fechada, da qual os demais só tomariam conhecimento na hora de votar.
Pior, não cumpre o objetivo central da cúpula que reuniu 119 chefes de Estado e de governo, a maior da história da ONU: limitar o aquecimento global a 2C, valor que cientistas veem como limite avançado para evitar consequências calamitosas.
O próprio comunicado final da convenção diz que os compromissos assumidos são provavelmente insuficientes para tanto, e que será necessária uma revisão em 2015.
Plenária em caos
O resultado é, para quem acompanhou lance a lance a arrastada negociação, o reflexo de uma conferência cheia de entendimentos bilaterais ou restritos a poucos participantes, marcada por divergências e interesses domésticos.
A plenária final, reaberta por volta das 3h de ontem por Lars Rasmussen, foi dramática.
O premiê dinamarquês -que sai do evento como seu maior detrator- apresentou o texto saído da reunião dos emergentes com Obama e interrompeu a sessão para que as outras nações pudessem analisá-lo. Mal bateu o martelo, a plenária foi tomada pelo som de vários delegados dando pancadas na mesa. Pessoas queriam falar.
"Desculpem-me, não notei, deve ter sido o sono", disse o premiê, e abriu o microfone. Tuvalu foi o primeiro da lista.
O negociador Ian Fry, que interrompera a sessão várias vezes ao longo da COP, disse que seu país fora desrespeitado pelo texto, negociado, segundo ele, de forma ilegítima por um grupelho. "Negociações pela mídia podem ser a norma em algumas nações, mas não em um processo democrático."
Ao comentar a provisão de finanças para o acordo, de US$ 30 bilhões até 2012, o negociador de Tuvalu foi áspero: "Devo sugerir em termos bíblicos que nos ofereceram 30 moedas de prata para trairmos o nosso povo. Nosso futuro não está à venda". A plenária irrompeu em aplausos. "Lamento informar que Tuvalu não pode aceitar este acordo." Mais aplausos.
A representante da Venezuela foi a próxima. Disse que seu país levantava a voz "com indignação" contra acordos feitos sem consulta, sem mandato e ilegítimos. Bolívia, Cuba e Nicarágua deram declarações similares -a última interrompendo duas vezes o americano Jonathan Pershing.
Processo implodido
Fora da plenária, delegados lamentavam o desfecho. "É um processo que não permite grandes transformações", resumiu Fernando Tudela, subsecretário do Ambiente do México, na noite de sexta à Folha.
"O que vejo como possibilidade não me deixa nada otimista em nenhum sentido. Se a sociedade civil queria um instrumento ambicioso, este não é juridicamente vinculante e não nos dá nem um mandato."
O México será o próximo anfitrião da COP, em dezembro de 2010. Apesar de o presidente Felipe Calderón ter convocado os países a começarem já a trabalhar por um acordo amplo e a elevarem suas ambições, Tudela foi mais soturno.
"A presidência do México não existe ainda porque não há mandato [no processo]. Se não nos encarregam de nada, o que vamos fazer?". Alguns delegados ouvidos pela Folha nos últimos dias aventaram a hipótese de se adiantar a presidência mexicana para o início do próximo ano, após a desastrada performance da Dinamarca.
Mas o estrago das últimas duas semanas feito no Bella Center, o pavilhão que recebeu mais de 40 mil pessoas apesar de ter lotação de 15 mil, foi tão profundo que até essa possibilidade é questionada.
Ontem, do lado de fora, na neve, nem os manifestantes ambientalistas sobraram.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe2012200901.htm

sábado, 31 de outubro de 2009

México para ONU: gaste menos!

México pide a ONU austeridad en gasto

Silvia Otero
El Universal
Sábado 31 de octubre de 2009

Ejercerá casi 5 mil mdd en los próximos dos años

silvia.otero@eluniversal.com.mx

El gobierno de México demandó a la Organización de Naciones Unidas (ONU) que contemple un presupuesto austero y acorde con la crisis económica, ante los casi 5 mil millones de dólares que ha solicitado para el bienio 2010-2011; además de que pidió al organismo que racionalice sus gastos administrativos “fomente la transparencia, el ahorro y la eficiencia en el uso de los recursos”.

Este fue el tono del discurso de Julio Camarena Villaseñor, oficial mayor de la Secretaría de Relaciones Exteriores (SRE), quien fijó la posición del gobierno de México como el décimo contribuyente financiero a nivel mundial del organismo, en torno al proyecto de presupuesto de la ONU, durante una sesión ante el pleno de la Asamblea General y frente al secretario general Ban Ki-moon.

En un comunicado, al que la Cancillería agregó después de que la postura también era a nombre de los países que integran el Grupo de Río, el funcionario mexicano pidió a la ONU “ser sensible” a las medidas de austeridad que han adoptado sus Estados miembros ante la crisis económica.

La SRE informó que “el representante de nuestro país lamentó que el presupuesto de la ONU no refleje la austeridad presupuestaria que sus miembros han instrumentado.

Camarena Villaseñor señaló que los 4 mil 887 millones de dólares del proyecto de presupuesto destinados a las prioridades de la ONU (Paz y Seguridad, Desarrollo, Derechos Humanos), “deben ser sometidos a una rigurosa revisión, congruente a los efectos que la recesión mundial ha tenido en las economías de la inmensa mayoría de los Estados miembro de la organización”.

El funcionario enfatizó que nuestro país “demanda que la organización realice esfuerzos de racionalización del gasto administrativo, incluyendo plazas y estructuras, y que fomente la transparencia, el ahorro y la eficiencia en el uso de los recursos de la ONU”.

La SRE no dijo cuánto otorga México a la ONU, un reporte de la dependencia dice que el país dio 32 millones 19 mil 557 dólares para operaciones de paz, entre 2008 y junio de 2009.

http://www.eluniversal.com.mx/nacion/172469.html

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

O caso Lockerbie: disputa de competências

Na semana passada iria incluir o caso Lockerbie em uma aula e aí procurando questões mais recentes na internet encontrei a discussão sobre a libertação de Abdelbaset al Megrahi.

Após o atentado de Lockerbie, os EUA e a Grã-Bretanha acusam agentes líbios pelo crime e levam o caso para o Conselho de Segurança. Essa foi a primeira vez que o terrorismo entrou na agenda do Conselho de Segurança como ameaça à paz e segurança internacional. A votação do assunto no Conselho de Segurança aconteceu alguns anos depois do atentado, porque os EUA esperavam vencer o mandato de Cuba e Iêmen para conseguir uma condenação unânime da Líbia no Conselho. As Resoluções aprovadas proibiam vôos entre a Líbia e o resto do mundo, a venda de armas e de tecnologia petrolífera para a Líbia. O comércio de petróleo não foi penalizado porque os principais compradores do petróleo líbio eram os países europeus. Apenas GB e EUA declaram um bloqueio unilateral das relações comerciais com a Líbia no setor petrolífero.

A Líbia se defendeu das acusações atacando o direito do Conselho de Segurança de impor sanções sem um devido processo legal e por não ser o fórum adequado para tratar a questão. Segundo a Líbia, o caso deveria ser tratado com base na Convenção de Montreal sobre Aviação Civil que estabelecia que em casos desta natureza, a Líbia não estava obrigada a entregar os acusados, poderia ela mesma fazer a acusação e dar seqüência ao processo legal. Em 1998, a Corte Internacional de Justiça valida este argumento da Líbia.

O governo líbio também se defendia dando publicidade às violações às resoluções do Conselho de Segurança. Crescentemente os países africanos violam a resolução do Conselho que proibia vôos para a Líbia e mesmo a Itália desobedeceu. O Conselho de Segurança estava sendo desmoralizado e as sanções não surtiam efeito. A GB e os EUA resolvem negociar.

Em 1998 as partes chegam a um acordo. De fato o acordo de 1998 é uma proposta líbia de 1994 que foi rejeitada então pelos EUA como inaceitável e em 1998 foi apresentada como proposta dos EUA e capitulação da Líbia.

O acordo estabeleceu que os acusados líbios seriam entregue para as Nações Unidas para serem julgados por juízes escoceses com base na lei escocesa, sem júri, e em caso condenado a pena seria cumprida na Escócia. O julgamento ocorreria em uma base militar americana desativada na Holanda, que seria transformada em território de soberania escocesa durante o julgamento.

Independentemente da questão se a liberação do condenado agora foi resultado das negociações econômicas britânicas com a Líbia, há uma questão de fundo importante sobre o acordo. O julgamento por parte da justiça escocesa ocorreu com base num acordo internacional e, portanto, estaria limitada pelo acordo? Ou o acordo apenas definiu qual a jurisdição competente para julgar o caso e a partir desta definição os seus poderes estariam limitados apenas pelas próprias leis nacionais? EUA, Inglaterra e a Líbia disputavam a competência para julgar o caso, e acordaram que seria na justiça escocesa. Agora um grupo de senadores americanos enviou uma carta à justiça escocesa argumentando que ela não teria competência para liberar Abdelbaset al Megrahi por razões humanitárias, porque o seu papel seria apenas o definido no acordo, que dizia que a pena seria cumprida na Escócia e nada estabelecia sobre a possibilidade da pena ser reduzida, comutada a partir de decisões da própria justiça escocesa. Fica em questão os limites da soberania dos Estados, da soberania de um poder e o alcance dos acordos internacionais.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Tem futuro o regime de não proliferação?

Un nuevo arranque para la no proliferación

by Mohamed ElBaradei

VIENA – El presidente norteamericano, Barack Obama, le inyectó un nuevo dinamismo a los esfuerzos -paralizados durante una década- por llevar a cabo el desarme nuclear. Está comprometido con la visión de un mundo libre de armas nucleares y reconoce el vínculo entre la no proliferación y el desarme nuclear por parte de los estados con armas nucleares.

Obama ha prometido revitalizar el Tratado de No Proliferación Nuclear (TNP) de 1970, que apunta a impedir la propagación de armas nucleares. El régimen de no proliferación, cuya piedra angular es el TNP, es confuso. Los principales problemas son fácilmente identificables.

En primer lugar, los cinco principales estados con armas nucleares no han tomado en serio su obligación según el TNP de trabajar para el desarme nuclear. En cambio, han insistido en que las armas nucleares son esenciales para su seguridad y siguieron modernizando sus arsenales nucleares. Esto naturalmente los priva de autoridad moral para persuadir a otros de no adquirir armas nucleares, lo que se sigue percibiendo como una fuente de poder e influencia, y una póliza de seguro contra un ataque.

En segundo lugar, como hemos visto en el caso de Corea del Norte, no hay nada que impida que los países que firmen el Tratado simplemente se retiren tras declarar que "acontecimientos extraordinarios" han puesto en peligro sus intereses supremos.

En tercer lugar, la Agencia Internacional de Energía Atómica, que supuestamente monitorea el sistema de no proliferación, tiene un financiamiento vergonzosamente insuficiente. Cuando se trata de determinar si un país está implementando o no un programa de armas nucleares encubierto, los inspectores de la AIEA suelen tener las manos atadas, ya sea porque carecen de autoridad legal para acceder a todas las instalaciones que consideran necesario, o porque los laboratorios analíticos de la AIEA son obsoletos, o porque la Agencia no tiene un acceso adecuado a imágenes satelitales.

En cuarto lugar, los controles de exportaciones no supieron impedir la propagación de tecnología nuclear sensible, nada menos que por los esfuerzos sofisticados de redes clandestinas como la dirigida por el científico nuclear paquistaní A.Q.Khan. Nueve países ya tienen armas nucleares, y sería ingenuo suponer que otros, especialmente en regiones de conflicto, no intentarán hacerse de ellas.

Por otra parte, una cantidad de países con programas de energía nuclear tienen la capacidad, si quisieran, de fabricar armas nucleares en cuestión de meses si cambiaran sus percepciones de seguridad, porque ya dominan la tecnología crítica -enriquecimiento de uranio y reprocesamiento de plutonio-. Si más países toman este camino, podría terminar siendo el talón de Aquiles de la no proliferación.

En quito lugar, la comunidad internacional, encabezada por el Consejo de Seguridad de las Naciones Unidas, la mayoría de las veces se ha paralizado frente a los desafíos de la seguridad internacional y ha sido ineficiente a la hora de responder a casos sospechosos de proliferación nuclear.

Estas cuestiones no se resolverán de la noche a la mañana. Pero hay mucho que se puede hacer relativamente rápido. Estados Unidos y Rusia han iniciado negociaciones sobre recortes profundos de sus arsenales nucleares, que en conjunto representan el 95% de las 27.000 ojivas nucleares del mundo. Otras medidas fundamentales incluyen implementar el Tratado de Prohibición Completa de los Ensayos Nucleares; negociar un tratado comprobable para poner fin a la producción de material fisible para su uso en armas; mejorar radicalmente la seguridad física de los materiales nucleares y radioactivos, algo vital para impedir que caigan en manos de terroristas; y fortalecer a la AIEA.

El mes pasado, propuse una medida elemental para fortalecer la no proliferación ante la Junta de Gobernadores de la AIEA -establecer un banco de uranio de bajo enriquecimiento (LEU, por su sigla en inglés) de la AIEA para garantizar el suministro a los países que necesiten combustible nuclear para sus reactores nucleares-. El LEU no se puede utilizar para fabricar armas. Algunos mecanismos de este tipo serán esenciales en las próximas décadas a medida que más y más países introduzcan la energía nuclear.

Mi propuesta es crear un almacenamiento físico de LEU a disposición de la AIEA como reserva de último recurso para aquellos países con programas de energía nuclear que sufran una interrupción del suministro por razones no comerciales. Esto les daría a los países la confianza de que pueden contar con suministros confiables de combustible para operar sus plantas de energía nuclear, y por lo tanto no necesitan desarrollar una capacidad propia de enriquecimiento de uranio o reprocesamiento de plutonio.

Esto permitiría evitar que se repitieran las experiencias de Irán después de su revolución de 1979, cuando no se cumplieron los contratos por combustible y tecnología para su programa planificado de energía nuclear. Treinta años más tarde, todavía se sienten algunas de las consecuencias.

El LEU estaría a disposición de los países que lo necesiten en base a criterios no políticos y no discriminatorios. Estaría disponible a precios de mercado para todos los estados que cumplan con sus obligaciones de salvaguarda nuclear. A ningún estado se le exigiría abandonar el derecho a desarrollar su propio ciclo de combustible.

El dinero necesario para lanzar un banco de LEU está a disposición, gracias principalmente a una organización no gubernamental -la Iniciativa de Amenaza Nuclear- y una financiación inicial de Warren Buffet. Pero éste sólo puede ser un primer paso. Debería estar acompañado de un acuerdo que estipule que todas las nuevas actividades de enriquecimiento y reprocesamiento estarán exclusivamente bajo control multinacional, y que todas las instalaciones existentes de este tipo pasarán de un control nacional a un control multinacional.

Esta es una idea audaz, pero las ideas audaces son necesarias ahora más que nunca. La oportunidad de que el ciclo de combustible nuclear esté bajo control multinacional se perdió hace 60 años debido a la Guerra Fría. La propagación de tecnología nuclear y el creciente riesgo de terrorismo nuclear tornan imperativo que esta vez no la dejemos pasar.

Mohamed ElBaradei es director general de la Agencia Internacional de Energía Atómica.

http://www.project-syndicate.org/commentary/baradei1/Spanish

sábado, 27 de junho de 2009

Em geral Sachs está do lado errado e diz besteiras (a Bolívia que o diga!), mas é fato negociar não é resolver problema

¿Dónde están los solucionadores de problemas mundiales?

by Jeffrey D. Sachs

NUEVA YORK – Un aspecto extraño y preocupante de la política mundial actual es la confusión entre negociaciones y resolución de problemas. Conforme a un calendario acordado en diciembre de 2007, disponemos de seis meses para alcanzar un acuerdo mundial sobre el cambio climático en Copenhague. Los gobiernos están inmersos en una enorme negociación, pero no en un esfuerzo enorme para resolver los problemas. Cada uno de los países se pregunta: “¿Cómo puedo hacer lo menos posible y que los demás países hagan lo más posible?”, cuando, en realidad, deberían estar preguntándose: “¿Cómo debemos cooperar para lograr nuestros fines compartidos con el mínimo costo y el máximo beneficio?”

Puede parecer lo mismo, pero no lo es. Abordar el problema del cambio climático requiere reducir las emisiones de dióxido de carbono procedentes de combustibles fósiles, lo que, a su vez, entraña opciones en materia de tecnología, algunas de las cuales existen ya, mientras que gran parte de ellas se deben idear. Por ejemplo, las centrales eléctricas de carbón, para que puedan seguir siendo un elemento importante del conjunto de fuentes de energía, tendrán que capturar su CO2, proceso denominado “captura y almacenamiento de carbono” (CAC). Sin embargo, no está probada la eficiencia de esa tecnología.

Asimismo, hará falta una nueva confianza pública en una nueva generación de centrales nucleares que sean seguras y estén supervisadas de forma fiable. Harán falta nuevas tecnologías para movilizar las energías solar, eólica y geotérmica en gran escala. Podríamos intentar aprovechar los biocombustibles, pero sólo de modos que no compitan con el suministro de alimentos ni con activos medioambientales valiosos.

Sigue la lista. Será necesaria una mayor eficiencia energética, mediante “edificios ecológicos” y electrodomésticos más eficientes. Habrá que substituir los automóviles con motores de combustión interna por vehículos híbridos o híbridos  enchufables o accionados por baterías o accionados por baterías de combustible.

Para lograr una nueva generación de vehículos eléctricos, hará falta un decenio de colaboración entre el sector público y el privado para conseguir un desarrollo tecnológico básico (como baterías mejoradas), una red eléctrica más sólida, una nueva infraestructura para recargar los automóviles y muchas cosas más. Asimismo, hará falta un decenio de inversiones públicas y privadas para demostrar la viabilidad de las centrales eléctricas de carbón que capturen su dióxido de carbono.

El cambio a las nuevas tecnologías no es principalmente un asunto de negociación, sino también de ingeniería, planificación, financiación e incentivos. ¿Cómo puede el mundo desarrollar, demostrar y después difundir esas nuevas tecnologías de la forma más eficaz? En los casos en que no sea probable que los beneficios vayan a parar a inversores privados, ¿quién debe pagar los primeros modelos de demostración, que ascenderán a miles de millones de dólares? ¿Cómo debemos preservar los incentivos privados para la investigación y la innovación y al tiempo comprometernos a transferir las tecnologías logradas a los países en desarrollo?

Se trata de cuestiones urgentes y no resueltas. Sin embargo, las negociaciones mundiales sobre el cambio climático se están centrando en un conjunto diferente de cuestiones. Las negociaciones versan principalmente sobre qué grupos de países deben reducir sus emisiones, en qué medida, con qué rapidez y en relación con qué año de referencia. Se está apremiando a los países para que reduzcan las emisiones en 2020, a más tardar, conforme a determinadas metas de porcentaje sin examinar demasiado en serio cómo se pueden lograr las reducciones. Naturalmente, las respuestas dependen de las tecnologías de bajas emisiones de que se disponga y de la velocidad con que se pueda desplegarlas.

Pensemos en los Estados Unidos. Para reducir las emisiones marcadamente, deberán cambiar a una nueva flota de automóviles, accionados cada vez más por electricidad. También deberán decidir la renovación y ampliación de sus centrales nucleares y la utilización de terrenos públicos para construir nuevas centrales de energías renovables, en particular de energía solar, y necesitarán una nueva red eléctrica  para transportar la energía renovable desde las zonas con poca densidad de población –como los desiertos sudorientales en el caso de la energía solar y las llanuras septentrionales en el de la energía eólica– hasta las zonas de gran densidad de población de las costas. Sin embargo, todo eso requiere un plan nacional, no simplemente una meta de reducción de las emisiones.

Asimismo, China, como los EE.UU., puede reducir las emisiones de CO2, mediante una mayor eficiencia energética y una nueva flota de vehículos eléctricos, pero China debe examinar esa cuestión desde el punto de vista de una economía dependiente del carbón. Las opciones futuras de China dependen de si de verdad el “carbón limpio” puede funcionar eficazmente y en gran escala. Así, pues, la vía para la reducción de las emisiones de China depende decisivamente de unos prontos ensayos de las tecnologías CAC.

Conforme a un verdadero planteamiento cooperativo mundial, se examinarían primero las mejores opciones tecnológicas y económicas disponibles y la forma de mejorarlas mediante actividades concretas de investigación e innovación y mejores incentivos económicos. En las negociaciones se examinarían las diversas opciones posibles para cada uno de los países y las regiones –desde el CAC hasta las energías solar, eólica y nuclear– y se esbozaría un calendario para una nueva generación de automóviles de bajas emisiones, sin dejar de reconocer que la competencia en el mercado y la financiación pública impondrán el ritmo real.

A partir de esas bases, el mundo podría asignar los costos de la aceleración del desarrollo y la difusión de las nuevas tecnologías de bajas emisiones. Ese marco mundial sostendría las metas nacionales y mundiales de control de las emisiones y de supervisión de los avances de la revisión tecnológica. A medida que se dispusiera de tecnologías de eficiencia comprobada, se fijarían metas más estrictas. Naturalmente, una parte de la estrategia consistiría en la creación de incentivos de mercado para las tecnologías de bajas emisiones a fin de que los inversores pudieran desarrollar sus ideas con la perspectiva de obtener grandes beneficios, en caso de que sean acertadas.

Podría parecer que mi petición de que se examinen los planes y las estrategias junto con las metas concretas en materia de emisiones entraña el riesgo de impedir las negociaciones, pero, si no tenemos una estrategia que acompañe a nuestras metas, los gobiernos del mundo podrían no aceptar dichas metas, para empezar, o podrían aceptarlas cínicamente, sin una auténtica intención de cumplirlas.

Hemos de reflexionar en serio y en colaboración sobre las opciones tecnológicas reales del mundo y después perseguir un marco común mundial que nos permita pasar a una nueva era, basada en tecnologías viables y sostenibles para la energía, el transporte, la industria y los edificios.

Jeffrey D. Sachs es profesor de Economía y director del Instituto de la Tierra en la Universidad de Columbia.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

O que fazer com a Coréia 4

Uma guerra sem guerra?

Cristina Pecequilo

ESPECIALISTA EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS

Do Iraque ao Afeganistão, de Guantánamo a Wall Street, Obama enfrenta uma agenda pesada de desafios, alternando o cumprimento de promessas de campanha com retrocessos. Além das dificuldades em administrar a crise, ele debate com vozes dissonantes do Partido Democrata, e representantes do legado anterior, como Dick Cheney, questionam a agenda, classificando-a como apaziguadora de terroristas e Estados bandidos.

Dentre estes Estados, Irã e Coreia do Norte surgem como preocupação, com foco na proliferação nuclear e na repetida postura desafiadora de seus líderes Ahmedinejad e Kim Jong-Il aos EUA, à ONU e ao restante do mundo. Teria Cheney razão como provariam as críticas do Irã a Israel? E os últimos testes nucleares da Coreia do Norte e a declaração de que o país não mais se sente obrigado a respeitar o armistício com a Coreia do Sul? Estamos perto de outra guerra regional?

Mais do que um conflito militar, as ações da Coreia e do Irã buscam a reafirmação de seus governos, autoritário no caso norte-coreano e diante de uma eleição presidencial no Irã, que externalizam dilemas de baixo desenvolvimento e descontentamento social. O poder nuclear é usado como uma expressão de força em tempos de fraqueza, elevando o poder de barganha.

As opções de Obama são restritas, e a tendência é que se observe o padrão que acompanha o dilema nuclear de Pyongyang desde a década de 90: agressão norte-coreana, negociações via Conselho de Segurança, concessões econômicas pelos EUA em troca de bom comportamento e regionalização das pressões pelas Conversações de Seis Partes (EUA, Rússia, Japão, China, Coreia do Norte e do Sul).

Instituída pela administração Bush filho que hoje critica a postura branda de Obama, ainda que a secretaria de Estado Clinton tenha alertado a Coreia para as "consequências" de suas ações, as Conversações das Seis Partes indicam a volatilidade asiática, mas ao mesmo tempo a impossibilidade da guerra real pela presença do elemento nuclear e a proximidade das fronteiras. Ou seja, Cheney não tem razão e, no extremo, está, como Bush, na raiz da tolerância diplomática com Kim.

Estamos diante de uma guerra sem guerra: uma dinâmica de reposicionamentos estratégicos globais e regionais, nos quais a confrontação por meio da proliferação assume um papel tático de chantagem para a sustentação destes Estados, elevando o risco de rupturas, escaladas e renovadas corridas armamentistas.

http://jbonline.terra.com.br/leiajb/noticias/2009/05/28/temadodia/uma_guerra_sem_guerra.asp

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Instalações militares da Coréia do Norte

Na página do El País encontra-se uma ótima animação para ilustrar o poder militar e nuclear norte-coreano, enfatizando o alcance dos mísseis norte-coreanos e a localização das bases nucleares.

 

http://www.elpais.com/graficos/internacional/Misiles/instalaciones/nucleares/Corea/Norte/elpepuint/20061009elpepuint_1/Ges/

O que fazer com a Coréia 2

Obama must respond, but options are limited

The time for keeping North Korea out of the nuclear-weapons club has now passed

Faced with a nuclear challenge from the defiant regime in North Korea, President Barack Obama has few options and no good ones as he grapples with the fallout of 15 years of failed U.S. policy.

“We will extend a hand if you are willing to unclench your fist,” the new President said soon after taking office, dumping the bellicose rhetoric favoured by his predecessor, George W. Bush, who famously branded North Korea – along with Iran and Iraq – as the “axis of evil.”

North Korea, the world's last Stalinist state led by the unpredictable Kim Jong-il, has responded to that overture by twice pulling the trigger, the latest a Hiroshima-sized thermonuclear blast on Monday. The deep, underground explosion sent a massive shock wave that rattled Mr. Obama's softer approach and will test whether the President can wield a mailed fist inside that velvet glove.

“Leadership is what you need when all the options are bad,” said John Pike, director of globalsecurity.org and an expert on North Korea and nuclear proliferation. “If there was a good choice, there would be no need of leadership.”

Whether or not the military option – a massive, pre-emptive U.S. strike with warplanes and bunker-busting bombs to defang North Korea's nuclear program – was ever a viable option remains open to debate. However, in the wake of multiple missile launches and a massive blast, the time for keeping North Korea out of the nuclear-weapons club has now passed.

The option of doing nothing and hoping North Korea will cease provocation – or perhaps that a murky succession struggle will play itself out – has also vanished, not least because Iran will be watching closely to see whether Washington kowtows to Pyongyang. Mr. Obama is both committed to engagement with America's enemies, and calls the latest challenge from North Korea a “blatant violation of international law.” He has to do something.

For nearly two decades, successive presidents, first Bill Clinton, then George W. Bush and now Barack Obama, have tried threats and promises, and various flavours of diplomacy. Two decades of North Korean duplicity has resulted in the international community looking foolish, Beijing being deeply embarrassed by its wayward client, Washington looking weak and one of the world's least-understood and most dangerous states getting a small arsenal of nuclear weapons. With Seoul barely a cannon shot away, Tokyo less than two hours distant in a jet and missiles capable of striking much of East Asia, North Korea poses a potential nuclear nightmare.

Marshalling a meaningful and unified international response – likely in the form of a new United Nations Security Council resolution – may seem minimal but it would also represent a significant achievement for Mr. Obama.

Both Beijing and Moscow balked at tougher sanctions or even a new resolution after last month's missile test, preferring instead a strongly worded “statement.”

Sheila Smith, an Asian expert at the Council on Foreign Relations, said that statement “was foundational in the sense that it created the case for collective sanctioning action should Pyongyang move to conduct a second nuclear test, which it now has.”

The latest blatant North Korean defiance “puts the Obama administration in a better place” in dealing with the Security Council, she said. China may have finally run out of patience with Pyongyang, which might create conditions for a united front, including China, Russia, South Korea, Japan and the United States, rather than a brave front hiding a deeply divided group.

Charting a diplomatic course that other key players, especially Beijing, can accept while at the same time satisfying critics at home and impressing Tehran that he is no pushover poses a challenge.

“If he tries to be too tough and then cannot deliver, he may wind up looking weak,” said Kyung-Ae Park, a Korean expert at the University of British Columbia.

http://www.theglobeandmail.com/news/world/obama-must-respond-but-options-limited/article1154475/

O que fazer com a Coréia 1

Respuesta inteligente

PABLO BUSTELO 27/05/2009

Pese a las alarmas que han encendido, las pruebas nucleares y de misiles realizadas por Corea del Norte no son una sorpresa. Suponen la culminación de la creciente beligerancia desplegada por el país asiático desde hace meses.

Para Pyongyang, el objetivo expreso de su segunda prueba nuclear es, como ya dijo en 2006, fortalecer su capacidad de disuasión para la autodefensa, pero la tesis no se sostiene. De hecho, le sobran medios de disuasión con su Ejército (más de un millón de soldados, el cuarto mayor del mundo), sus misiles (que pueden llegar a Tokio) y su artillería (que puede bombardear Seúl). En realidad obedece a causas bien distintas: protestar por las sanciones impuestas en abril, llamar la atención de la Administración Obama, ocupada en asuntos más serios (como Afganistán, Pakistán o Irán), mantener vivo el chantaje nuclear de los últimos años y consolidar la posición política de Kim Jong-il y de su familia dentro de Corea del Norte.

La prueba nuclear no es grave por sus implicaciones militares inmediatas, puesto que los norcoreanos no saben miniaturizar cabezas nucleares para colocarlas en misiles (aunque, a este ritmo, quizá lo acaben consiguiendo). Pero supone una violación directa de la resolución 1.718 de Naciones Unidas, aprobada en 2006, y, sobre todo, es un paso más en la nuclearización del país. Tal cosa aumenta los peligros de eventuales accidentes en instalaciones vetustas y, sobre todo, los riesgos de proliferación activa, esto es, de transferencia de bombas, material o conocimientos nucleares a otros Estados y, lo que es más preocupante, a grupos terroristas. Además, da argumentos a quienes, en Tokio o Seúl, reclaman que Japón o Corea del Sur se doten también de armamento nuclear, lo que podría provocar así una proliferación pasiva.

Con todo, la respuesta de la comunidad internacional debe ser inteligente, porque de nada sirve imponer sanciones muy estrictas que aíslen aún más al régimen y le impulsen a seguir probando armas nucleares y misiles. Además hay que salvaguardar el proceso de conversaciones a seis bandas, haciendo que Pyongyang vuelva a sentarse a la mesa. Junto con las sanciones, debe pues haber nuevas iniciativas diplomáticas para conseguir la desnuclearización. Ésta, al contrario de lo que afirman algunos analistas, no es imposible. Pyongyang, hay que insistir en ello, no necesita armas nucleares para evitar un ataque o una invasión de EE UU. Y la desnuclearización es necesaria para evitar que se alteren los delicados equilibrios estratégicos de una región, la de Asia nororiental, que representa, entre otras cosas, la sexta parte de una economía mundial en plena crisis y a la que estos sobresaltos no sientan nada bien.

Así, Washington debería intentar resolver de una vez este asunto, que se arrastra desde 2002. Y, desde luego, no debería infravalorarlo. Por ejemplo, ha recibido críticas que el embajador especial para Corea del Norte, Stephen W. Bosworth, lo sea a tiempo parcial (sigue siendo decano de la Fletcher School, de la universidad Tufts).

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Os direitos humanos não são para todos

Francia impide que la ONU vigile los derechos humanos en el Sáhara

El Consejo de Seguridad prorroga por un año el mandato de los "cascos azules" en la antigua colonia española

IGNACIO CEMBRERO - Madrid - 01/05/2009

Francia logró esta madrugada que el mandato del contingente de Naciones Unidas en el Sáhara Occidental (MINURSO) no sea ampliado para que pueda vigilar el respeto de los derechos humanos en la antigua colonia española y en los campamentos de refugiados de Tinduf (suroeste de Argelia).

La no modificación del mandato satisface a Marruecos, pero no así a su adversario, el Frente Polisario. En las últimas semanas varias ONG de derechos humanos como Human Rights Watch, Amnistía Internacional y también la Delegación Magreb del Parlamento Europeo han solicitado por escrito que, como los demás contingentes de mantenimiento de la paz de la ONU, MINURSO tenga competencias en materia de derechos humanos.

El Consejo de Seguridad de la ONU aprobó ayer por unanimidad, con horas de retraso a causa de la intensidad del debate, una resolución que prorroga un año el mandato de MINURSO y que insta a Marruecos, que controla el grueso del Sáhara, y al Polisario, que reivindica su independencia, a "negociar sin condiciones previas y de buena fe".

Como Christopher Ross, el enviado personal para el Sáhara del secretario general Ban Ki-moon, considera que las condiciones para una reanudación de la negociación, interrumpida desde marzo de 2008, no están reunidas, el máximo órgano de la ONU aprobó la celebración previa de "discusiones informales" entre marroquíes y saharauis independentistas.

Solicitudes en el Consejo de Seguridad

Costa Rica y Uganda solicitaron al Consejo de Seguridad que sus "cascos azules" desplegados en el Sáhara pudiesen supervisar los derechos humanos y obtuvieron el respaldo explícito de Austria y México, pero el embajador francés, Jean-Maurice Ripert, se opuso a ello. Fue el único en hacerlo explícitamente mientras las demás delegaciones guardaron silencio.

Los embajadores costarricense y ugandés pidieron entonces que en la resolución mencionase al menos "la importancia de llevar a cabo progresos en la dimensión humana del conflicto", es decir de mejorar los derechos humanos, pero de nuevo Ripert se resistió. Propuso sustituir "dimensión humana" por "humanitaria" dando al así al texto un enfoque más bien relacionado con las penosas condiciones de vida de los refugiados. Finalmente el representante francés dio su brazo a torcer y aceptó la fórmula.

Ripert fue el único embajador que en su intervención brindó un apoyo explícito al plan de autonomía ofrecido por Marruecos para el Sáhara en la primavera de 2007. Cuando tomó la palabra su homóloga de EE UU, Susan Rice, se limitó a resaltar que "este conflicto dura desde hace demasiado tiempo".

El representante del Polisario ante la ONU, Ahmed Boujari, dejó entrever su descontento por el texto aprobado y arremetió contra Francia. "Seguimos a la espera de que el Consejo de Seguridad se comprometa con los derechos humanos" en el Sáhara, declaró a elpais.com. Éste órgano de la ONU practica "una doble vara de medir y el principal responsable de esta situación en Francia", añadió.

España no forma parte del Consejo de Seguridad, pero en una ocasión, en junio de 2005, Bernardino León, entonces secretario de Estado de Asuntos Exteriores, se pronunció en Rabat por la ampliación del mandato de MINURSO para que abarque los derechos humanos. Desde entonces el Gobierno guarda silencio y cuando fue preguntado, en noviembre de 2008, por el tema, el presidente José Luís Rodríguez Zapatero, echó balones fuera.

El grupo parlamentario de Izquierda Unida-Initiative per Catalunya ha presentado una proposición no de ley, que deberá ser debatida en el pleno del Congreso de los Diputados, en la que insta al Ejecutivo español a trabajar para que MINURSO pueda ocuparse de los derechos humanos como los demás contingentes de "cascos azules.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Será? E mudaria alguma coisa?

A AIEA pensa que a Coréia do Norte é uma potência nuclear, o que muda no mundo se isso for verdade? Nada! O que a Coréia do Norte fará com armas nucleares? Nada! Se a Coréia do Norte usar armas nucleares, a Coréia do sul se tornará rapidamente uma ilha. Portanto, concretamente não muda nada. A Coréia do Norte continuará pobre e isolado do mundo, continuará tendo apenas a China como amiga. O problema não é a Coréia do Norte, o problema seria se outros países colocassem as manguinhas de fora querendo seguir o mesmo caminho. Óbvio, o problema para os EUA!

AIEA: Norcorea ya es potencia nuclear

El Universal
Martes 21 de abril de 2009

Corea del Norte debe ser considerada una potencia nuclear, posee armamento atómico y puede volver a poner en funcionamiento en los próximos meses sus instalaciones nucleares, advirtió ayer en Beijing el director general de la Agencia Internacional de la Energía Atómica (AIEA), Mohammed el Baradei

BEIJING (DPA).— Corea del Norte debe ser considerada una potencia nuclear, posee armamento atómico y puede volver a poner en funcionamiento en los próximos meses sus instalaciones nucleares, advirtió ayer en Beijing el director general de la Agencia Internacional de la Energía Atómica (AIEA), Mohammed el Baradei.

En una comparecencia ante la prensa en Beijing, donde ayer comenzó una conferencia internacional sobre energía nuclear en la que participan 65 países hasta hoy martes, El Baradei aseguró que “efectivamente, Corea del Norte posee armas nucleares.

“No me gusta aceptar a ningún país como Estado con armamento atómico... pero debemos afrontar la realidad”, sentenció. En opinión de El Baradei, premio Nobel de la Paz 2005, Corea del Norte está en condiciones de reactivar sus instalaciones atómicas en “cuestión de meses”.

“No sabemos hasta qué punto fueron desmanteladas” las instalaciones, señaló. Cuanto más tiempo se prolongue el estancamiento actual de las negociaciones con Pyongyang, advirtió, tanto peores serán las consecuencias para la comunidad internacional.

Aun así, El Baradei se mostró confiado en que la nueva política del presidente de Estados Unidos, Barack Obama, cree un entorno propicio para la realización de nuevas conversaciones con Pyongyang.

Corea del Norte anunció la semana pasada su salida de las conversaciones a seis bandas sobre su programa nuclear, en respuesta a la condena del Consejo de Seguridad de Naciones Unidas al supuesto disparo de un misil norcoreano de largo alcance. Pyongyang sostiene que no se trató de un ensayo nuclear, sino del lanzamiento de un cohete para poner en órbita un satélite de comunicaciones.

En las conversaciones internacionales sobre el desmantelamiento del plan nuclear norcoreano, participan Estados Unidos, Rusia, China, Japón, Corea del Sur y Corea del Norte.

Durante su comparecencia, El Baradei también instó a Irán, que participa en la conferencia en Beijing, a aceptar la iniciativa lanzada por Estados Unidos para mantener nuevas negociaciones sobre el programa nuclear persa.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Ninguém se importa com o Saara Ocidental

Ban Ki-moon hace oídos sordos a los derechos humanos en el Sáhara

El secretario general de la ONU envía su informe al Consejo de Seguridad. El documento fue inspirado por el estadounidense Christopher Ross

IGNACIO CEMBRERO - Madrid - 14/04/2009

El secretario general de la ONU, Ban Ki-moon, ha hecho caso omiso de los llamamientos lanzados desde diversas instituciones solicitando una ampliación del mandato del contingente de Naciones Unidas en el Sáhara Occidental (MINURSO) para que pueda supervisar los derechos humanos en ese territorio, controlado por Marruecos, y en los campamentos de refugiados de Tinduf (suroeste de Argelia).

Ban Ki-moon acaba de redactar su informe sobre el Sáhara que someterá dentro de unos días al Consejo de Seguridad de la ONU. Es el primero inspirado por su nuevo enviado personal, el estadounidense Christopher Ross, sustituto del holandés Peter van Walsum que anunció en EL PAÍS su dimisión el 28 de agosto. EL PAÍS ha obtenido una copia del informe antes de su publicación (ver documento adjunto).

"MINURSO no tiene un mandato específico en materia de derechos humanos y el Alto Comisionado de los Derechos Humanos no está presente en ese territorio ni en los campamentos de refugiados de Tinduf", señala Ban Ki-moon. "Quiero recordar que Naciones Unidas sigue estando comprometida con la mejora del nivel de los derechos humanos y reitero mi llamamientos a las partes [Marruecos y Frente Polisario] para que sigan implicándose en un diálogo continuado y constructivo" con el Alto Comisionado.

En ningún momento Ban Ki-moon sugiere al Consejo de Seguridad que amplíe el mandato de la MINURSO para que tenga competencias en materia de derechos humanos como lo pidió el informe de la Delegación ad hoc ara el Sáhara Occidental del Parlamento Europeo, aprobado en primera instancia el 17 de marzo, y el de la ONG estadounidense Human Rights Watch, presentado en Rabat el 19 de diciembre. Otro informe, el del Alto Comisionado, elaborado en 2006, pero nunca publicado oficialmente, también apostaba por una mejor observación de los derechos humanos, pero sin precisar quién debía encargarse de ella.

Marruecos es reacio a otorgar nuevas competencias a MINURSO mientras el Polisario ve con buenos ojos una ampliación del mandato. El Gobierno de España se mostró partidario, en junio de 2005, de dar a la ONU más atribuciones en la antigua colonia española, pero desde entonces guarda silencio. El grupo parlamentario de IU-ICV-ERC ha presentado una proposición no de ley en el Congreso de los Diputados para tratar de obligarle a definirse de nuevo.

Tras su gira por el Magreb, Ross constató que "muy pocas cosas han cambiado después de la última ronda de negociaciones", celebrada en la primavera de 2008, entre Marruecos y el Frente Polisario. Para facilitar la reanudación del diálogo es por tanto necesaria "una buena preparación". De ahí que el enviado personal recomiende "una o dos pequeñas reuniones preparatorias informales" antes de volver a sentarse en la mesa de negociaciones.

Ban Ki-moon celebra, por otra parte, la disminución de las violaciones del alto el fuego cometidas durante los doce últimos meses. Su número cayó a once, por parte de las Fuerzas Armadas Reales, y a siete en lo concerniente al Polisario. Marruecos es además responsable de haber impedido la libre circulación de la MINURSO en 75 ocasiones y sus adversarios en sólo dos.

La incursión de civiles en la zona tampón o desmilitarizada del Sáhara, que separa a ambos adversarios, no está prohibida por los acuerdos de 1991 concluidos bajo los auspicios de la ONU, señala, por último, Ban Ki-moon, que rechaza así implícitamente algunas de las quejas de Marruecos. El Ministerio de Interior marroquí denunció de nuevo el sábado que 1.400 personas, en su mayoría españoles, entraron en esa área, pero "acompañadas por elementos militares del Polisario provistos de armas individuales y de detectores de minas". Viajaron a bordo de 90 "todo terrenos" y diez camiones.

En al menos una ocasión, el 20 de agosto pasado, los civiles se comportaron de manera agresiva tirando piedras a una patrulla de la MINURSO y a los soldados marroquíes apostados en las cercanías "sin que las fuerzas armadas del Polisario allí presentes interviniesen", se lamenta la ONU.

En sus conclusiones Ban Ki-moon pide al Consejo de Seguridad que renueve el mandato de la MINURSO un año más, un periodo más largo del habitual que no suele superar los seis meses. Es probable que los quince miembros de la institución sigan su recomendación.