"Desde mi punto de vista –y esto puede ser algo profético y paradójico a la vez– Estados Unidos está mucho peor que América Latina. Porque Estados Unidos tiene una solución, pero en mi opinión, es una mala solución, tanto para ellos como para el mundo en general. En cambio, en América Latina no hay soluciones, sólo problemas; pero por más doloroso que sea, es mejor tener problemas que tener una mala solución para el futuro de la historia."

Ignácio Ellacuría


O que iremos fazer hoje, Cérebro?
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domingo, 15 de agosto de 2010

Google versus Facebook

Google prepares for battle with Facebook

By David Gelles and Richard Waters in San Francisco

Published: August 15 2010 15:53 | Last updated: August 15 2010 15:53

Through acquisitions, investments and internal development, Google is piecing together the makings of a potent social networking infrastructure, one explicitly designed to challenge Facebook, which has quickly emerged as one of the most potent forces on the web.

But as Google gears up for this big push, Facebook is keenly watching Google’s moves, and is bracing itself for a battle that will shape a more social phase of the internet.

“We are going to see a more cohesive, confident and sensible social push from Google in the coming months,” said Augie Ray, analyst with Forrester Research. “And it comes at a time where there could really be some risk to Facebook.”

The most visible evidence of this fight is Google’s sudden shopping spree. On Friday it bought Jambool, a company that runs virtual currency systems for social games, including those played on Facebook. This month Google paid about $200m for Slide, a major developer of Facebook applications with a wealth of talented engineers. And shortly before that it invested $100m in Zynga, the largest maker of social games.

“They failed to innovate on their own so now they’re throwing their cheque book at it,” said a senior executive close to Facebook.

These moves signal a strategic shift for Google. Its previous social networking effort, Buzz, tried to summon a social network from the roughly 200m people who use its Gmail service. That effort flopped, partly due to privacy concerns, but also because Buzz had limited features, and no social games or applications. Once people found their friends on Buzz, there was little else to do.

Now, rather than try to build a social platform from scratch, Google looks to be building a destination for social games and applications, and hoping the social network will coalesce around it.

Industry veterans say this strategy should give Google a fighting chance when it launches its new social push, which is likely to be called Google Me.

“They’re not buying market share, they’re buying mind share,” said Ron Conway, an angel investor who has advised both Google and Facebook. “They’re buying some of the great minds in social networking.”

No one outside Google knows exactly what Google Me will look like, and the company has suggested it is not out to duplicate Facebook. Recently questioned by the Wall Street Journal over whether Google was creating a Facebook rival, Eric Schmidt, chief executive said: “The world doesn’t need a copy of the same thing.”

But the broad strokes are coming into focus, and it is clear that if Google Me is not exactly the same thing as Facebook, it is suspiciously similar. People familiar with the plans say Google’s social push is likely to include two elements – a suite of applications and games, based on some sort of platform.

Within Google, the project is commanding the company’s full resources. Besides spending nearly $500m on acquisitions, Google is putting its top talent on the case.

Vic Gundotra, Google’s vice-president of engineering, is running Google Me, according to multiple sources. Mr Gundotra already has proven himself a formidable adversary. Until this reassignment, he was overseeing Android, Google’s mobile phone operating system that last week overtook Apple’s iPhone as the market leader in US smartphones.

And there is another weapon Google might wield – its dominance in the search market. People close to Facebook are concerned that a search for a person in Google could deliver their Google Me profile ahead of other results, including their Facebook profile.

“The real worry is that they will leverage their position in the search market for whatever they do in social,” said one person close to Facebook. “They already did it in finance and video and maps.”

For all Google’s muscle, it faces a deeply entrenched network. With 500m members and counting, Facebook is the largest social network on the web.

And Facebook, sensing the threat from Google, is bracing itself. In recent weeks the site has refreshed core features on the site including photo albums and posting to the news feed.

“There are substantial challenges for Google, or anyone, trying to create a product to compete directly with Facebook,” said Justin Smith, founder of Inside Network, which monitors social networking sites. “The switching costs are very high, especially when you’ve built up a network of hundreds of friends and made an archive of your life and photos.”

At stake is nothing less than the future of advertising on the internet. Google still is the undisputed champion of this field, serving up the vast majority of search advertising and hauling in $23.5bn last year. But Facebook is hot on its tail. Just six years old, Facebook is expected to make $1bn-$2bn this year, thanks to its vast user base and its highly targeted ads.

For years, the two companies have competed for talent, luring top engineers with perks and stock options. But the heightened competition has taken this jockeying to new levels.

Google recently tried to keep two executives in India from joining Facebook by offering them 30 times their previous remuneration, according to a person familiar with the situation.

The offer didn’t work. The executives turned down Google instead entrusting their future to Facebook.

http://www.ft.com/cms/s/2/fd9b57ac-a879-11df-86dd-00144feabdc0.html

sábado, 21 de novembro de 2009

“Eu queria ser feliz, mas não sei como”

Uma aluna conversando comigo pelo msn escreveu “Eu queria ser feliz, mas não sei como”. Eu pensei, se eu tivesse a resposta, eu seria rico, não seria professor. Mas de fato, a questão da felicidade é um falso problema, pelo menos quando a pergunta feita é como ser feliz. É evidente que não há um como, porque a felicidade não pertence ao âmbito do ter ou do fazer ou do consumir. Na nossa sociedade procuramos reduzir toda a existência ao ter, fazer ou consumir. Os problemas são resolvidos através de uma receita pronta, é só fazer alguma, realizar uma ação que os problemas se resolvem. Ninguém quer viver a vida e seus problemas e dificuldades, quer resolvê-los como se a tristeza, a felicidade fossem coisas que se tratasse como uma máquina de lavar quebrada, chama o técnico e ele diz o que fazer para resolver o problema. Por isso, há tantas pessoas que lucram com revistas com receitas miraculosas, com simpatias, magias, livros de auto-ajuda, cursos. Estamos em um mundo louco onde as pessoas crêem que as dificuldades existem porque ela ainda não encontrou a receita para a solução do problema. Aparentemente, haveria um remédio para a vida que não seria a morte.  Hoje, as pessoas mudam de religião como trocam de roupa, a cada momento aparece uma novidade no mercado da fé para oferecer uma solução para o problema. Na medida em que as receitas fracassam, as pessoas vão passando de um produto para outro. A vida passa a girar em torno do consumo. A própria personalidade das pessoas passa a ser diferenciada pelos produtos que ela consome, pelas roupas que usa. Como a pessoa apenas busca fora dela as razões para viver, a existência aparece cada vez mais vazia e sem sentido. Mas não é a vida que é vazia e sem sentido é a própria pessoa. Vivemos uma era de empobrecimento espiritual, psíquico. As pessoas resumem os seus sentimentos em uma meia dúzia de palavras-chaves que explicam tudo. Quantas pessoas já responderam testes de revista para saber se está em depressão? E quantas tiveram como resultado que não está em depressão? A depressão existe e uma doença séria, mas hoje, tudo é depressão, a depressão explica tudo. Qualquer coisa, a pessoa diz que está deprimida, e isso lhe poupa de conhecer a multiplicidade de sentimentos que convivem no seu interior, bloqueia o crescimento psíquico e espiritual. Há uma fuga do mundo e de si mesmo que impede que cada indivíduo assuma a responsabilidade pelo mundo e por si mesmo. É realista pensar viver num estado de harmonia permanente com o mundo que lhe é externo? É realista pensar numa satisfação permanente consigo mesmo e o mundo? Não é realista, e portanto pensar a felicidade nestes termos só aumenta a infelicidade e só nos joga na roda louca do mundo. É preciso sair dela, de forma consciente e racional, se a felicidade é possível, ela surge dos valores, dos princípios com os quais o indivíduo se relaciona com o mundo exterior. E não é algo permanente, mas algo a ser sempre conquistado, depende do conhecimento de si mesmo, do mundo, dos outros, conhecimento que permite mudar a sua visão de mundo. A maior parte das visões de mundo que adotamos impede que nos aproximemos da felicidade. Para voltar à minha aluna, depois de eu brincar com ela que problema de mulher era falta de marido, roupa para lavar e filhos para cuidar. Ela disse que às vezes pensava que casar a faria feliz. Obviamente, eu disse que não era verdade, não havia relação entre as duas coisas. Ao contrário, esta visão de mundo na verdade não só a afasta da felicidade como provavelmente levaria um casamento dela ao fracasso. A construção de um relacionamento é um processo árduo, trabalhoso. Esperar a felicidade como resultado automático de um relacionamento só pode resultar em frustração e fracasso. Neste sentido entendo como lapidar a seguinte afirmação de Erich Fromm: "A fé na vida, em si próprio, nos outros deve ser construída sobre a pedra sólida do realismo. Isto quer dizer, com a capacidade de ver maldade, onde ela está, de ver o embuste, a destruição, o egoísmo, não somente quando for óbvio, mas em seus vários disfarces e racionalizações. De fato, fé, amor e esperança devem caminhar juntos com tamanha paixão de ver a realidade com toda sua nudez, que o estranho ficaria propenso a chamar esta atitude de "cínica". E ela é cínica quando nós pretendemos com isso a recusa em sermos conduzidos às mentiras suaves e plausíveis que encobrem quase tudo o que é falado e acreditado. Porém, esta espécie de "cinismo" não é cinismo, é ser intransigentemente crítico, uma recusa em participar de um jogo num sistema de decepção." Apenas sobre uma visão realista e crítica do mundo, mas esperançosa, se pode construir um projeto de felicidade pessoal e social. Uma visão idílica, romantizada, infantil da vida nos idiotiza enquanto indivíduos e nos paralisa, nos deprime periodicamente por não permitir termos um desenvolvimento psíquico, intelectual e espiritual suficiente para lidar com o real, especialmente em todas as esferas da vida. Veja que idealizamos mesmo a política, quando dizemos que todos os políticos são ladrões e não há o que fazer, nos colocamos como quem esperava que a honestidade fosse resultado de um processo natural e não produto da nossa própria ação, assumimos postura passiva. Como passivos são os relacionamentos relâmpagos, os quais começam sempre como se fossem um grande amor e depois sucumbem por não conseguir manter no plano ideal sem qualquer esforço tenha sido feito, sem sacrifício. De fato, é preciso ser realista e crítico, para compreender que a felicidade, a mudança para algo melhor envolve sacrifício e sofrimento, e é preciso aceitar e enfrentar isso. Qualquer tentativa de fuga desta realidade é uma fuga da possibilidade de ser feliz e de mudar o mundo.

sábado, 31 de outubro de 2009

Tristeza que não acaba mais

30/10/2009 - 18h42

Milhares de pessoas fazem fila para comer último Big Mac na Islândia

Do UOL Tabloide
Em São Paulo

Ele não foi embora, mas as pessoas já estão sentindo saudade.
Milhares de islandeses fizeram fila nas lanchonetes McDonald's para comer seus últimos Big Macs antes que a rede de fast-food norte-americana abandone o país à meia-noite de sábado.
A empresa de fast-food disse no início desta semana que vai fechar seus três restaurantes na Islândia em 31 de outubro.
As lanchonetes ficaram lotadas desde o anúncio, com filas que chegava até as ruas. Em um dos restaurantes da capital Reykjavik, ao meio dia de sexta-feira, o estacionamento estava lotado e os funcionários trabalhavam furiosamente para atender aos pedidos.
"Essa é minha última chance por um tempo de comer um Big Mac", disse à Reuters Siggi, vendedor de 28 anos que esperava na fila.
"Como está a economia, não vou viajar para o exterior tão cedo", acrescentou. "Não é que eu seja um grande fã do McDonald's, mas um Big Mac de vez em quando é bom para variar."
A Islândia está sofrendo os efeitos da crise financeira desde outubro de 2008, quando seus bancos entraram em colapso no espaço de uma semana, sob o peso de bilhões de dólares em dívidas.
O fechamento dos bancos abalou a confiança na economia da Islândia e derrubou sua moeda, a coroa islandesa. O McDonald's disse que a fragilidade da coroa foi parte do motivo para sua retirada, junto com o alto custo da importação de alimentos para o país gelado.
O McDonald's disse que não pensa em voltar para a Islândia.

http://noticias.uol.com.br/tabloide/tabloideanas/2009/10/30/ult1594u1815.jhtm

Lendo o texto do post anterior me lembrei do post sobre o livro de Gorz e o reproduzo novamente

DOMINGO, 25 DE MAIO DE 2008

O amor pensado e vivido, o livro de André Gorz, Carta a D.

Cheguei de Brasília neste sábado. No aeroporto de Brasília vi um livro de André Gorz intitulado "Carta a D. História de amor". Peguei o livro para comprar, fui para a fila, mas a fila estava lente apesar de ter apenas três pessoas, e como faltavam apenas 13 minutos para o horário de saída do avião desisti de comprar lá o livro. Mas quando cheguei em Congonhas, logo fui procurar a livraria do aeroporto, neste caso ser uma livraria da mesma rede do aeroporto de Brasília foi um bom negócio, mas é lamentável o crescimento dasa redes de livraria, porque agora são sempre os mesmos livros expostos, entrou em uma, já visitou todas. E extamente por isso já sabia exatamente onde encontraria o livro, e lá estava ele. Comprei o livro acabei de lê-lo.

O Gorz não está entre meus autores prediletos. Mas é insólito um intelectual renomado escrever sobre o amor, predomina de fato, o silêncio porque a expressão do amor sempre aparece como pueril, como uma comportamento juvenil e não racional. O livro é uma carta de Gorz à esposa, falando sobre o quanto a ama e sobre como ela foi importante para a vida dele no sentido mais profundo da palavra vida. O livro é escrito porque a mulher estava doente, com uma doença degenerativa. Seguem as transcrições do texto:

"Você está para fazer oitenta e dois anos. Encolheu seis centímetros, não pesa mais do que quarenta e cinco quilos e continua bela, graciosa e desejável. Já faz cinqüenta e oito anos que vivemos juntos, e eu amo voc~e mais do que nunca. De novo, carrego no fundo do meu peito um vazio devorador que somente o calor do seu corpor contra o meu é capaz de preencher.

Eu só preciso lhe dizer de novo essas coisas simples antes de abordar questões que, não faz muito tempo, têm me atormentado. Por que razão você está tão pouco presente no que escrevi, se a nossa união é o que existe de mais importante na minha vida? Por que, em Le Traître, passei uma falsa imagem de você, que a desfigura? Esse livro deveria mostrar que a minha relação com você foi a reviravolta decisiva que me permitiu desejar viver. Por que, então, deixar de fora essa maravilhosa história de amor que nós tínhamos começado a viver sete anos antes? Por que eu não disse o que me fascinou em você?"

"Por que você havia escolhido este Austrian Jew sem um tostão? No papel, eu era capaz de demonstrar - invocando Hero e Leandro, Tristão e Isolda, Romeu e Julieta - que o amor é o fascínio recíproco de duas pessoas por aquilo que elas têm de menos dizível, de menos sociolizável; de refratário aos papéis e imagens delas mesmas que a sociedade lhes impõe; aos pertencimentos culturais. Nós podíamos pôr quase tudo em comum exatamente porque a princípio não tínhamos quase nada. Bastava que eu consentisse em viver o que eu estava vivendo, em amar mais do que tudo o seu olhar, a sua voz, o seu cheiro, seus dedos afilados, o seu jeito de habitar o seu corpo, para que todo o futuro se abrisse para nós.

"Era isso: você havia me dado a possibilidade de escapar de mim mesmo e de me instalar num outro lugar, do qual você me trouxera a notícia. Com você, eu podia deixar de férias a minha realidade. Você era o complemento da irrealização do real, estando eu mesmo nele compreendido desde sete ou oito anos antes, através da atividade de escrever. Você era quem punha entre parênteses esse mundo ameaçador, no qual eu era um refugiado de exist~encia ilegítima, cujo futuro nunca ultrapassa três meses. Eu não tinha a menor vontade voltar à Terra. Encontrava refúgio numa experiência maravilhosa e não aceitava que ela fosse alcançada pela realidade. Eu recusava, no fundo de mim mesmo, aquilo que, na idéia e na realidade do casamento, implica esse retorno ao real. Até onde consigo lembrar, eu sempre procurei não existir. Você deve ter trabalhado anos a fio até me fazer assumir minha existência."

"Eu soube naquele momento que não tinha necessidade de nenhum prazo para refletir; que teria saudades para sempre se a deixasse partir. Você foi a primeira mulher que consegui amar de corpo e alma, com quem eu me sentia em ressonância profunda; meu primeiro amor verdadeiro, para dizer tudo. Se eu fosse incapaz de amá-la, nunca poderia amar ninguém."

Por causa da doença da mulher Gorz antecipou a aposentadoria e eles mudaram para uma casa no campo. "Ao longo dos vinte e três anos passados na nossa casa, publiquei seis livros e centenas de artigos e entrevistas. Nós recebemos dezenas de visitantes vindos de todos os continentes, fui entrevistado dezenas de vezes. Eu certamente não estive à altura da resolução que havia tomado havia trinta anos: a de viver o presente, atento mais que tudo à riqueza que é a nossa vida comum. Agora eu vivo de novo, e com um sentimento de urgência, os instantes em que tomei essa resolução. Não tenho nenhuma obra mais importante em elaboração. Não quero mais - segundo a fórmula de Georges Bataille - "deixar a exist~encia para mais tarde". Estou atento à sua presença como estive desde o início, e gostaria de fazê-la sentir isso. Você me deu toda a sua vida e tudo de si; e eu gostaria de poder lhe dar tudo de mim durante o tempo que nos resta.

"Você acabou de fazer oitenta e dois anos. Continua bela, graciosa e desejável. Faz cinqüenta e oito anos que vivemos juntos, e eu amo você mais do que nunca. Recentamente, eu me apaixonei por você mais uma vez, e sinto em mim, de novo, um vazio devorador, que só o seu corpo estreitado contra o meu pode preencher. À noite eu vejo, às vezes, a silhueta de um homem que, numa estrada vazia e numa paisagem deserta, anda atrás de um carro fúnebre. Eu sou esse homem. É você que o carro leva. Não quero assistir à sua cremação; nem quero receber a urna com as suas cinzas. Oulo a voz de Katheen Ferrier cantandor: "Die Welt is leer, Ich will nicht leben mehr" (O mundo está vazio, não quero mais viver), e desperto. Eu vigio a sua respiração, minha mão toca você. Nós desejaríamos não sobreviver um à morte do outro. Dissemo-nos sempre, por impossível que seja, que, se tivéssemos uma segunda vida, iríamos querer passá-la juntos."

Gorz e sua mulher, Dorine, se suicidaram 1 ano e três meses após a redação do livro para morrerem juntos.

El corazón tiene razones que la tristeza entiende

El corazón tiene razones que la tristeza entiende

Cinthya Sánchez
El Universal
Sábado 31 de octubre de 2009

Cuando se va el ser querido, la depresión crónica es el síntoma de los que “mueren por amor”

sociedad@eluniversal.com.mx

Caminó erguido con sus 92 años hasta que la enterró. Salió del panteón encorvado, con la cabeza sumida entre los hombros, la mirada sombría, sin luz, sin sonrisa, sin esperanza. Se trasladó a casa solo, no quiso que nadie ocupara su mano ni tampoco su brazo. A partir de ese día comenzó su camino hacia la misma fosa donde dejó lo que para él era el sentido de su vida.

Regresó a casa sin Martha, su compañera en los últimos 62 años. Hacía 30 que ninguno de los dos salía a trabajar. Se dedicaban a cuidar los árboles frutales del jardín. Tenían vida sexual activa, cocinaban juntos, sembraban juntos, desayunaban, comían y cenaban juntos. Alistaban la casa y llenaban las cazuelas de comida los domingos para esperar a sus 10 hijos con parejas y nietos.

Se tomaban de la mano. Se besaban tiernamente en la mesa. Hacían un viaje al año. Salían a caminar a diario durante una hora. Agustín le decía “Mi vida”. Y Martha le respondía “Mi amor”.

Ella tenía una mente veloz. Era capaz de armar rimas en menos de un minuto. Experta en calaveritas, a quien se le pusiera enfrente le armaba una, mientras él preparaba un buen chiste para alargar la carcajada de la visita en turno.

Llevaban seis décadas enamorados. Un amor en el que pocos creían, pues Agustín se casó con ella cuando Martha era una niña: tenía 14 , él le llevaba 16.

Tuvieron 10 hijos e hicieron equipo para educarlos, ella se quedó en casa y él trabajó durante 32 años en una empresa federal como contador.

Vivían de su pensión, de la ayuda de sus hijos, de sus árboles frutales, de su huerta de hierbas con las que preparaban té, sopas, guisos y de su eterno amor, éste último fue el que en realidad los mantuvo sanos, al menos, eso piensan sus hijos. Aunque los dos eran fuertes. No padecían de ninguna enfermedad, no sufrían de presión alta ni baja, no eran diabéticos ni obesos.

El principio del fin

Un día, Martha no despertó. Lo hacían al mismo tiempo, cuando entraba la luz por la ventana. Pero esa mañana ella no respondió. Durante la noche sufrió un paro respiratorio. Desde entonces, a Agustín se le agotaron los chistes, la chispa, las ganas. “Su vida” se había ido, sin despedirse, sin avisarle.

Sus hijos sabían que desde el momento en que su mamá no despertó, su padre estaba muerto en vida. Se le notaba. Se dejó vencer. De ser un hombre alto, fuerte y hasta guapo, sólo reflejaba tristeza. El tiempo sin ella fue desgastante. En cuanto él salió de aquel panteón se desencadenaron las enfermedades. Lo que no había envejecido en los últimos 15 años, lo hizo en meses.

Primero una cirugía de cataratas, luego, otra de próstata, fue un malestar tras otro hasta que a los 13 meses de que Martha murió, sus diez hijos enterraron a Agustín al lado de su amada.

Hicieron lo imposible para que la tristeza no lo invadiera. Nunca lo dejaron solo, en ese año siempre hubo alguien de la familia que dormía en su casa, estuvieron al pendiente de cada una de sus enfermedades, de que tomara sus medicinas, pero la decisión ya la había tomado él. Después de Martha, no había nada.

Alejandro Gómez fue su psiquiatra durante 18 años. Cuenta que Agustín es parte de la estadística de viudos que mueren en el primer año de duelo por la pérdida de su mujer. No hay cifras de cuánta gente muere después de enviudar, pero la tendencia indica que los menos “aguantadores” son los hombres.

El profesional explica que la gente no se muere de amor, pero que una pérdida puede llevar a la depresión y con ésta acontecen cambios bioquímicos, ataques al sistema inmunológico, pueden venir un cáncer o un infarto.

“La depresión produce una serie de efectos negativos en los órganos y en el sistema inmunológico que puede complicar una enfermedad hasta el grado de provocar la muerte, pues hay un desinterés en el autocuidado”, dice.

Asunción Lara es investigadora del Instituto Nacional de Psiquiatría. Ha trabajado desde hace 15 años con mujeres deprimidas, la gran mayoría como consecuencia de una pérdida, de un contrato de amor que termina.

“Perdieron a sus parejas, se divorciaron, se les murió una madre, un padre, un marido o un hijo”, explica.

Aunque para la investigadora, el término “morir de amor”, le parece una exageración de la gente. “En una depresión severa, los pacientes no tienen ganas de vivir. No disfrutan de lo que antes les emocionaba. Sienten un vacío, hay una pérdida de interés por todo tipo de actividades, hay trastornos del sueño, angustia, cansancio, dificultad para concentrarse y pensamientos de muerte”, explica.

Los síntomas del dolor

Para la doctora, si estos síntomas se presentan durante más de dos semanas en una persona ya no es tristeza sino depresión. “No toda la gente que sufre de una pérdida de algún ser querido termina por deprimirse o, peor todavía, por morirse, pues para que esto suceda la persona debe tener una vulnerabilidad biológica, tener familiares directos que hayan sufrido de depresión”, dice.

La médica asegura que la falta de amor siempre ha sido uno de los motivos por los que la gente se deprime. “No sólo cuentan los que perdieron el amor, sino los que nunca lo hallaron. La gente también se deprime por no tener pareja”, dice en la certeza de la cantidad de gente sola que transita por el mundo entero.

Agrega que la mayoría de éstos casos no termina con la muerte. Cuando se pierde un amor tan grande las personas tienen que apoyarse en su red social. “Además, la depresión no se quita sola, hay libros, conferencias, grupos de ayuda, psicólogos, psiquiatras, medicamentos de última generación”, aconseja.

Antes de que una depresión severa termine con la vida de una persona, la ciencia tiene mucho que hacer en su beneficio y en su apoyo para la cura.

Por ejemplo, el Instituto Nacional de Psiquiatría ha puesto una línea de ayuda gratuita donde se atiende a las personas que sufren depresión por cualquier motivo y gracias a la que los porcentajes de recuperación son altos y comprobados.

La situación puede agravarse mucho y transformarse en una depresión crónica si no se toma el tratamiento adecuado.

Así, aquella metáfora de los culebrones que consiste en “morirse de amor”, se convierte en un problema de salud, considerando que sólo el 11.6% de las mujeres y el 13.4% de los hombres acude con un especialista.

http://www.eluniversal.com.mx/cultura/61084.html

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Biblioteca Digital Mundial

Tesoros de la humanidad a la internet:
La UNESCO abrirá Biblioteca Digital Mundial
Gratis será posible acceder a tesoros de Oriente y Occidente, en muchos idiomas: documentos, libros, imágenes y videos que han trazado la cultura del mundo entero.
Nicolás Luco Rojas
Chile no contribuye, hoy, a la Biblioteca Mundial Digital.
Nuestra Biblioteca Nacional no estará invitada a la recepción en París, el martes 21, cuando el director general de la UNESCO, Koichiro Matsuura, y el Bibliotecario del Congreso de los Estados Unidos, James H. Billington, abran la llave, en la sede de la organización internacional, de uno de los más poderosos sitios web que se podrán consultar: www.worlddigital library.org
El sitio contendrá documentos culturales únicos de bibliotecas y archivos del mundo entero.
Habrá manuscritos, mapas, libros raros, películas, grabaciones sonoras, publicaciones y fotografías, y su acceso será ilimitado y gratuito.
El inglés no manda
La UNESCO quiere disminuir la preponderancia del inglés en la internet.
El sitio tendrá secciones en árabe, chino, español, francés, inglés, portugués y ruso, y contará con contenidos en muchas lenguas más.
Entre los tesoros culturales figurarán los huesos para oráculos aportados por la Biblioteca Nacional de China; manuscritos científicos arábigos procedentes de la Biblioteca y Archivos Nacionales de Egipto; fotografías antiguas de América Latina conservadas en la Biblioteca Nacional de Brasil; el Hyakumanto darani, una publicación del año 764 custodiada en la Biblioteca Nacional de la Dieta de Japón; la Biblia del Diablo del siglo XIII, perteneciente a los fondos de la Biblioteca Nacional de Suecia, además de obras caligráficas en árabe, persa y turco de las colecciones de la Biblioteca del Congreso de los Estados Unidos.
En 2005, James Billington, de la Biblioteca del Congreso de los EE.UU., propuso la idea a la UNESCO: "podría tener el efecto beneficioso de unir a las personas, exaltando el carácter profundo y excepcional de las diferentes culturas en un proyecto a escala mundial", expresó.
No planteó sólo un proyecto enciclopédico, sino también que expertos de los países contribuyeran a la biblioteca digital con la "memoria" de sus países y civilizaciones que pusieran los objetos preciosos, los documentos, en contexto.
Acogida su idea por la UNESCO, la biblioteca estadounidense puso a trabajar al Dr. Kevin Novak, director de servicios web, en el proyecto. El soporte técnico resulta crucial.
También está contribuyendo la biblioteca Alejandrina de Egipto, notable por su avanzado nivel de digitalización.
Esto, seguro, promoverá el entendimiento internacional. Y ampliará en forma importante los contenidos diversos en la red mundial. Los aprovecharemos todos, y particularmente los estudiantes. Los eruditos también serán felices.
Tesoros en desarrollo
La UNESCO espera generar una experiencia en las naciones asociadas al proyecto, quiere reducir la brecha digital entre los diferentes países, y también al interior de cada uno de ellos.
La Biblioteca Digital mundial no está limitada a las naciones que participan en su organización. De hecho, James Billington, afirma que es un deber asistir a los países en desarrollo a poner en línea sus aportes. No por caridad, sino porque el mundo no puede prescindir de los tesoros de toda la humanidad.
Aportes privados financiarán el proyecto en parte. Sergei Brin, de Google, ya aportó US$ 3 millones en 2005. Apple e Intel también se han puesto.
Las bibliotecas del mundo se están esforzando por digitalizar sus piezas. El sitio www.memoriachilena.cl ya está en eso.
Organizadores
Participan directores de las bibliotecas Alejandrina, de Egipto; la del Congreso de EE.UU.; la Konnklijke, de Holanda; la nacional de Francia; la estatal rusa; la nacional de Suecia; la de Göttingen, Alemania; la nacional de Indonesia; la nacional de Egipto; la nacional de Brasil; la de la universidad de Nairobi, Kenya; la de la academia china de Ciencias. También participa Arabia Saudita.
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MULTIMEDIAL
Partituras musicales, grabaciones, videos, además de libros, estarán abiertos. Y habrá esfuerzos por traducirlos.

http://diario.elmercurio.com/2009/04/10/ciencia_y_tecnologia/ciencia_y_tecnologia/noticias/A623B582-31F4-4AAE-972F-FB530BE456EC.htm

domingo, 16 de novembro de 2008

Vc assiste muita TV? Mau sinal, vc é infeliz!

Pessoas infelizes passam mais tempo assistindo à TV, indica pesquisa

Pessoas infelizes passam mais tempo na frente da televisão, segundo estudo da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos. Avaliando, por 30 anos, cerca de 30 mil adultos, os pesquisadores descobriram que as pessoas mais felizes eram mais socialmente ativas, prestavam mais serviços religiosos, votavam com mais freqüência e liam mais jornais. Em contraste, as infelizes relatavam mais tempo livre indesejável (51%, contra 19% das “muito felizes”) e assistiam 20% mais TV no tempo livre, independentemente de escolaridade, renda e estado civil. Esses dados, confrontados com estudos anteriores que indicam que a televisão é bem classificada como passatempo quando as pessoas estão assistindo, indicam que “a TV pode oferecer aos telespectadores um prazer de curto prazo, mas às custas de um mal-estar de longo-prazo”. Porém, ainda não está claro se a felicidade leva as pessoas a ver menos TV, ou se o tempo em frente à TV leva à infelicidade.

http://blogboasaude.zip.net/arch2008-11-09_2008-11-15.html#2008_11-14_12_12_53-119648571-0

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

De Reinaldo Polito

86 - Aprenda com Lula - o mestre da oratória
Economia, Plano de Carreira em 29.09.08

Sei que vou mexer num vespeiro. Muita gente já correu com a faca entre os dentes para ler o texto e cair de pau no autor, só porque eu disse para aprender com Lula -o mestre da oratória.

Outro tanto, sem me conhecer bem, já prepara um papelzinho para pôr num altar e fazer pedidos para que eu tenha vida longa e feliz - só porque eu disse para aprender com Lula -o mestre da oratória.

Não há meio termo nessa história. O sentimento quase sempre é de amor ou de ódio. Em todo caso, vou procurar ser só professor de oratória para explicar os motivos que levam Lula a angariar tanta popularidade e ser tão querido.

São dados das últimas pesquisas. Ao conquistar quase 80% de aprovação pessoal Lula transformou-se num dos maiores fenômenos políticos de todos os tempos. Já comecei a sentir algumas abelhas picando, mas vamos em frente.

Há algum tempo, o senador amazonense Arthur Virgílio, líder do PSDB no Senado e um dos mais ferrenhos e competentes opositores do governo Lula, disse nas Páginas Amarelas da 'Veja': 'O presidente Luiz Inácio Lula da Silva é um líder de massas, o maior que o país já teve desde Getúlio Vargas. Ele sempre foi identificado com causas populares. É o principal protagonista da história das eleições presidenciais. O carisma dele é inegável'.

Fernando Henrique Cardoso, que tem todos os motivos para enxergar Lula com os olhos críticos, pois passou os dois mandatos levando bordoada do opositor, e, por isso, vive trocando farpas com seu sucessor, já disse com outras palavras o mesmo que Arthur Virgílio. Revelou em uma de suas palestras que seu maior mérito político havia sido o de vencer Lula, um líder carismático.

Gostando ou não do presidente Lula, não há como negar que o 'cara' é fera! Analise comigo. Mesmo tendo sido massacrado pela imprensa durante um ano inteiro por causa do escândalo do mensalão, conseguiu o 'milagre' de receber votos de mais de 60% da população. Eu não consigo pensar em outra pessoa no mundo inteiro que conquistasse façanha semelhante.

Sabemos que depois de algum tempo no poder o governo vai perdendo um pouco do encanto e sua imagem fica desgastada. Afinal, é impossível cumprir todas as promessas feitas durante a campanha eleitoral.

Lula quebra essa regra. Passados cinco anos, sua aceitação pessoal continua intacta, ou melhor, em alta. Repito - quase 80% de aceitação pessoal. Parece que acabou de sair dos braços do povo que o elegeu pela primeira vez.

A oposição não sabe para onde correr. Vive atrás de 'um fato novo' para virar o jogo. Entretanto, entra dia, sai dia e o 'homem' continua, como dizia o ex-ministro Magri, imexível.

Alguns adversários argumentam que seu sucesso é devido àqueles que se beneficiaram do bolsa-família. Outros, inconformados, arrancam os cabelos -como é que alguém nasce assim com o 'bumbum virado pra Lua?'

E é verdade. Vai ter sorte assim lá em Garanhuns. Exceto a turbulência recente, nunca a economia mundial foi tão favorável como nos últimos anos. E de quebra a descoberta dentro do nosso quintal de uma das maiores bacias petrolíferas do mundo - no seu governo.

Temos de reconhecer, entretanto, que essas vantagens ajudam, mas com ou sem elas Lula teria apoio popular. Sabe por quê? Ele é um craque na oratória. Sabe como tratar as massas e se identificar com o povo.

Lula traçou um plano de ação vencedor. Conseguiu 'colar' a imagem de que pertence ao povo, ora como paizão, ora como mais um brasileiro comum. Quando lança uma medida popular é o pai protegendo seus filhos. Quando é atacado, se junta ao povo como um igual para se defender das 'elites' opressoras.

Pesquisas recentes mostraram dados alarmantes. 50% dos brasileiros não sabem onde fica o Brasil, 84% não têm idéia de onde está a Argentina e 97% não conseguem localizar a França no mapa. Em interpretação de textos somos um dos últimos colocados no mundo. Ou seja, vivemos num país inculto e despreparado.

Aí entra a melhor face da capacidade de comunicação do Lula. Ele sabe usar uma linguagem que as pessoas conseguem entender, por mais incultas que sejam. Lula conta histórias, lança mão de metáforas, brinca, compara assuntos econômicos com futebol. Tudo com uma simplicidade que entra na cabeça dos eleitores e vai direto ao coração.

Quando fala para empresários ou investidores estrangeiros, embora o discurso mantenha a mesma leveza, a mensagem se reveste de dados econômicos e financeiros que mostram o bom desempenho do país. Isto é, um discurso na medida certa para cada tipo de ouvinte.

Parodiando o próprio Lula - nunca antes na história desse país apareceu um político que soubesse usar tão bem a comunicação a seu favor como ele. A análise é simples e direta, Lula sabe como ajustar o discurso de acordo com o perfil, a característica e as aspirações dos ouvintes.

Dá para aprender oratória com ele. Se nós soubermos usar a comunicação apropriada para os diferentes tipos de ouvintes, com a competência demonstrada pelo Lula, o resultado das nossas ações será muito melhor e mais eficiente.

Portanto, essa é a lição de casa: aprender a falar bem como o Lula. Mesmo que você não goste muito dele. Não sou eu que estou dizendo, são seus próprios opositores.

SUPERDICAS DA SEMANA

  • Analise as características dos ouvintes e adapte seu discurso a eles
  • Conquiste empatia. Faça com que os ouvintes se vejam na mesma situação que você
  • Revele como sua mensagem atenderá as aspirações dos ouvintes
  • Use uma linguagem apropriada a cada tipo de platéia

http://www.reinaldopolito.com.br/portugues/artigo.php?id_nivel=12&id_nivel2=155&idTopico=883

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Quer saber tudo sobre São Paulo?

Então visite http://www.saopaulo24horas.com/index.php

Nem irei comentar que é dirigido por um ex-aluno que para ninguém pensar que é uma forma de clientelismo.

sábado, 27 de setembro de 2008

Não gosto da idéia de pensar países em termos de idade, porque é equivocado dizer que o Brasil nasceu em 1822 ou mesmo em 1500, mas o texto é divertido!

O mundo conforme Casciari
(por Hernan Casciari)
Li uma vez que a Argentina não é nem melhor, nem pior que a Espanha, só que mais jovem. Gostei dessa teoria e aí inventei um truque para descobrir a idade dos países baseando-me no 'sistema cão'.
Desde meninos nos explicam que para saber se um cão é jovem ou velho, deveríamos multiplicar a sua idade biológica por 7. No caso de países temos que dividir a sua idade histórica por 14 para conhecer a sua correspondência humana. Confuso? Neste artigo exponho alguns exemplares reveladores.
Argentina nasceu em 1816, assim sendo, já tem 190 anos. Se dividimos estes anos por 14, a Argentina tem 'humanamente' cerca de 13 anos e meio, ou seja, está na pré-adolescência. É rebelde, se masturba, não tem memória, responde sem pensar e está cheia de acne.
Quase todos os países da América Latina têm a mesma idade, e como acontece nesses casos, eles formam gangues. A gangue do Mercosul é formada por quatro adolescentes que tem um conjunto de rock. Ensaiam em uma garagem, fazem muito barulho, e jamais gravaram um disco.
A Venezuela, que já tem peitinhos, está querendo unir-se a eles para fazer o coro. Em realidade, como a maioria das mocinhas da sua idade, quer é sexo, neste caso com Brasil que tem 14 anos e um membro grande.
O México também é adolescente, mas com ascendente indígena. Por isso, ri pouco e não fuma nem um inofensivo baseado, como o resto dos seus amiguinhos. Mastiga coca, e se junta com os Estados Unidos, um retardado mental de 17 anos, que se dedica a atacar os meninos famintos de 6 anos em outros continentes.
No outro extremo, está a China milenária. Se dividirmos os seus 1.200 anos por 14 obtemos uma senhora de 85, conservadora, com cheiro a xixi de gato, que passa o dia comendo arroz porque não tem - ainda - dinheiro para comprar uma dentadura postiça. A China tem um neto de 8 anos, Taiwan, que lhe faz a vida impossível. Está divorciada faz tempo de Japão, um velho chato, que se juntou às Filipinas, uma jovem pirada, que sempre está disposta a qualquer aberração em troca de grana.
Depois, estão os países que são maiores de idade e saem com o BMW do pai. Por exemplo, Austrália e Canadá. Típicos países que cresceram ao amparo de papai Inglaterra e mamãe França, tiveram uma educação restrita e antiquada e agora se fingem de loucos. A Austrália é uma babaca de pouco mais de 18 anos, que faz topless e sexo com a África do Sul. O Canadá é um mocinho gay emancipado, que a qualquer momento pode adotar o bebê Groenlândia para formar uma dessas famílias alternativas que estão de moda.
A França é uma separada de 36 anos, mais puta que uma galinha, mas muito respeitada no âmbito profissional. Tem um filho de apenas 6 anos: Mônaco, que vai acabar virando puto ou bailarino... ou ambas coisas. É a amante esporádica da Alemanha, um caminhoneiro rico que está casado com Áustria, que sabe que é chifruda, mas que não se importa.
A Itália é viúva faz muito tempo. Vive cuidando de São Marino e do Vaticano, dois filhos católicos gêmeos idênticos. Esteve casada em segundas núpcias com Alemanha (por pouco tempo e tiveram a Suíça), mas agora não quer saber mais de homens. A Itália gostaria de ser uma mulher como a Bélgica: advogada, executiva independente, que usa calças e fala de política de igual para igual com os homens (A Bélgica também fantasia de vez em quando que sabe preparar espaguete).
A Espanha é a mulher mais linda de Europa (possivelmente a França se iguale a ela, mas perde espontaneidade por usar tanto perfume). É muito tetuda e quase sempre está bêbada. Geralmente se deixa foder pela Inglaterra e depois a denuncia. A Espanha tem filhos por todas as partes (quase todos de 13 anos), que moram longe. Gosta muito deles, mas a perturbam quando têm fome, passam uma temporada na sua casa e assaltam sua geladeira.
Outro que tem filhos espalhados no mundo é a Inglaterra. Sai de barco de noite, transa com alguns babacas e nove meses depois, aparece uma nova ilha em alguma parte do mundo. Mas não fica de mal com ela. Em geral, as ilhas vivem com a mãe, mas a Inglaterra as alimenta. A Escócia e a Irlanda, os irmãos de Inglaterra que moram no andar de cima, passam a vida inteira bêbados e nem sequer sabem jogar futebol. São a vergonha da família.
A Suécia e a Noruega são duas lésbicas de quase 40 anos, que estão bem de corpo, apesar da idade, mas não ligam para ninguém. Transam e trabalham, pois são formadas em alguma coisa. Às vezes, fazem trio com a Holanda (quando necessitam maconha); outras vezes cutucam a Finlândia, que é um cara meio andrógino de 30 anos, que vive só em um apartamento sem mobília e passa o tempo falando pelo celular com Coréia. A Coréia (a do Sul) vive de olho na sua irmã esquizóide. São gêmeas, mas a do Norte tomou líquido amniótico quando saiu do útero e ficou estúpida. Passou a infância usando pistolas e agora, que vive só, é capaz de qualquer coisa. Estados Unidos, o retardadinho de 17 anos, a vigia muito, não por medo, mas porque quer pegar as suas pistolas.
Israel é um intelectual de 62 anos que teve uma vida de merda. Faz alguns anos, Alemanha, o caminhoneiro, não a viu e a atropelou. Desde esse dia, Israel ficou que nem louco. Agora, em vez de ler livros, passa o dia na sacada jogando pedras na Palestina, que é uma mocinha que está lavando a roupa na casa do lado.
Irã e Iraque eram dois primos de 16 que roubavam motos e vendiam as peças, até que um dia roubaram uma peça da motoca dos Estados Unidos e acabou o negocio para eles. Agora estão comendo lixo.
O mundo estava bem assim até que, um dia, a Rússia se juntou (sem casar) com a Perestroika e tiveram uma dúzia e meia de filhos. Todos esquisitos, alguns mongolóides, outros esquizofrênicos. Faz uma semana, e por causa de um conflito com tiros e mortos, os habitantes sérios do mundo, descobrimos que tem um país que se chama Kabardino-Balkaria. É um país com bandeira, presidente, hino, flora, fauna... e até gente! Eu fico com medo quando aparecem países de pouca idade, assim de repente. Que saibamos deles por ter ouvido falar e ainda temos que fingir que sabíamos, para não passar por ignorantes. Mas aí, eu pergunto: por que continuam nascendo países, se os que já existem ainda não funcionam?
NOTA SOBRE O AUTOR: Hernán Casciari nasceu em Mercedes (Buenos Aires), a 16 de março de 1971. Escritor e jornalista argentino. É conhecido por seu trabalho ficcional na Internet, onde tem trabalhado na união entre literatura e blog, destacado na blognovela. Sua obra mais conhecida na rede, "Weblog de una mujer gorda", foi editada em papel, com o título: "Más respeto, que soy tu madre"

http://blogdonori.blogspot.com/2008/09/o-mundo-conforme-casciari-recebi-esse.html#links

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Brincando de deuses!

Cientistas testam com sucesso máquina que tenta reproduzir o Big Bang

da Folha Online

Atualizado às 06h48.

Quase 9.000 cientistas se reuniram nesta quarta-feira na fronteira entre a Suíça e a França para realizar o primeiro teste com o LHC (Grande Colisor de Hádrons), a máquina mais poderosa do mundo que tentará reproduzir o Big Bang, a explosão que deu origem ao Universo.

O teste realizado consistiu em atirar o primeiro feixe de prótons em um gigantesco túnel circular de pouco mais de 27 quilômetros de comprimento para observar a colisão das partículas e seus resultados. O equipamento tem como objetivo revolucionar a forma como enxergamos o Universo hoje.

Colocados no acelerador, os prótons deram uma volta completa no enorme túnel. O êxito do primeiro teste foi muito comemorado pelas dezenas de cientistas presentes na sala de controle do organismo, que aguardavam com expectativa o resultado.

"Tenho certeza de que funcionará", disse o diretor-geral do Cern, Robert Aymar, minutos antes do início do teste, em um ambiente ainda cheio de expectativa.

O diretor do projeto LHC, Lyn Evans, tinha anunciado antes que não era possível saber quanto tempo o feixe demoraria para colidir, o que ocorreu em pouco mais de 50 minutos.

Miniburaco negro

Uma grande apreensão tomou conta dos momentos iniciais antes do primeiro teste, conduzido por Evans. O grande temor por trás das pesquisas com o LHC são as notícias de que o experimento de colisões de hádrons (partículas como prótons e nêutrons) pela máquina poderia criar um "miniburaco negro" que engoliria a Terra.

"É irreal. Isso não faz sentido", disse James Gillies, o porta-voz do Cern (Organização Européia para Pesquisa Nuclear), organização responsável pelo LHC.

Por meio de testes com choques de prótons e nêutrons, os pesquisadores querem saber logo que segredos do Universo serão desvendados pelo aparelho, desde a origem da massa até a estrutura da matéria escura.

Situado sob a fronteira entre Suíça e França, a uma profundidade até 120 metros, o enorme colisor de partículas é constituído por 60 mil computadores e custou mais de US$ 10 bilhões.

Em entrevista à imprensa internacional, Gillies afirmou que o mais perigoso incidente que poderia ocorrer com o LHC é o equipamento se quebrar e acabar soterrado sob a Europa. Além disso, ele declarou que no estágio inicial o colisor só funcionará parcialmente, sendo que o potencial máximo do LHC só deverá ser alcançado após um ano.

"Nesta quarta-feira nós começaremos com pouco", disse. "O que nós estamos colocando para funcionar é uma pequena parcela de feixes a baixa intensidade. Isso nos dará experiência para conhecer melhor a máquina."

Somente depois do primeiro teste será possível saber se o maior acelerador de partículas do mundo funciona corretamente, mas os primeiros impactos das partículas não serão produzidos durante alguns meses. Só após esse tempo será iniciada a obtenção de dados.

Construção

A realização do LHC foi algo tão complexo quanto as experiências que devem ser feitas nele. "Primeiro, foi necessário construir a máquina no túnel, algo que começamos a fazer há muitos anos, e depois tivemos de aprender a resfriá-la", explicou o engenheiro espanhol Antonio Vergara Fernández.

Salvatore di Nolfi/Efe

Imã gigantesco é instalado em uma das cavernas do LHC (Grande Colisor de Hádrons), a máquina mais poderosa do mundo

Imã gigantesco é instalado em uma das cavernas do LHC (Grande Colisor de Hádrons), a máquina mais poderosa do mundo

"São quase 28 quilômetros de acelerador que precisaram ser resfriados a -271°C", afirma. "Isso começou a ser feito há quase um ano e meio, depois tivemos de conseguir acender a máquina e ver que todos os sistemas funcionavam, mas sem introduzir nenhuma partícula no acelerador."

Esse processo para verificar se a máquina estava pronta para receber os prótons "durou cerca de dois anos". O passo seguinte consistiu em preparar o feixe de prótons do mecanismo, para que entrassem no acelerador e pudessem colidir com outras partículas no túnel.

Está previsto para que o primeiro feixe de prótons comece a circular no acelerador no começo da manhã desta quarta. O objetivo do primeiro dia de funcionamento do LHC é conseguir que os prótons dêem uma volta em todo o anel gigante.

"No início, não conseguiremos. É um processo muito complexo", disse Vergara. "São 28 quilômetros e haverá defeitos que corrigiremos pelo caminho. Faremos o primeiro disparo, os prótons entrarão, se perderão, mas conseguiremos ver onde e como se perderam, e faremos as remodelações necessárias do controle central para depois voltarmos a tentar."

Com a Folha de S.Paulo e as agências Associated Press e Efe

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u443261.shtml

domingo, 31 de agosto de 2008

Dia dos Blogs!!!!

Como tem muita gente sem ter o que fazer no mundo, hoje é dia dos blogs. Então saiam nas ruas festejem, comemorem, não é todo dia que se tem um dia tão importante.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Mundo kafkiano

É impressionante como o mundo vive situações kafkianas nas mais improváveis situações. Não sei o que contribui mais para isso, a ignorância ou a incompetência. Mas se incompetência matasse, a terra estaria despovoada.

Retomando o blog

Trabalhar cansa ainda mais quando não se vê as coisas organizadas e os resultados imediatos. Mas apesar disso tentarei manter o blog novamente atualizado regularmente, pelo menos um post diariamente.

domingo, 8 de junho de 2008

Mundo globalizado e esquisito

June 8, 2008

For Studies in English, Koreans Say Goodbye to Dad

By NORIMITSU ONISHI

AUCKLAND, New Zealand — On a sunny afternoon recently, half a dozen South Korean mothers came to pick up their children at the Remuera Primary School here, greeting one another warmly in a schoolyard filled with New Zealanders.

The mothers, members of the largest group of foreigners at the public school, were part of what are known in South Korea as “wild geese,” families living separately, sometimes for years, to school their children in English-speaking countries like New Zealand and the United States. The mothers and children live overseas while the fathers live and work in South Korea, flying over to visit a couple of times a year.

Driven by a shared dissatisfaction with South Korea’s rigid educational system, parents in rapidly expanding numbers are seeking to give their children an edge by helping them become fluent in English while sparing them, and themselves, the stress of South Korea’s notorious educational pressure cooker.

More than 40,000 South Korean schoolchildren are believed to be living outside South Korea with their mothers in what experts say is an outgrowth of a new era of globalized education.

The phenomenon is the first time that South Korean parents’ famous focus on education has split wives from husbands and children from fathers. It has also upended traditional migration patterns by which men went overseas temporarily while their wives and children stayed home, straining marriages and the Confucian ideal of the traditional Korean family. The cost of maintaining two households has stretched family budgets since most wives cannot work outside South Korea because of visa restrictions.

In 2006, 29,511 children from elementary through high school level left South Korea, nearly double the number in 2004 and almost seven times the figure in 2000, according to the Korean Educational Development Institute, a research group that tracks the figures for the Ministry of Education. The figures, the latest available, did not include children accompanying parents who left South Korea to work or emigrate, and who could also be partly motivated by educational goals.

South Koreans now make up the largest group of foreign students in the United States (more than 103,000) and the second largest in New Zealand after Chinese students, according to American and New Zealand government statistics. Yet, unlike other foreign students, South Koreans tend to go overseas starting in elementary school — in the belief that they will absorb English more easily at that age.

In New Zealand, there were 6,579 South Koreans in the country’s elementary and secondary schools in 2007, accounting for 38 percent of all foreign students.

“We talked about coming here for two years before we finally did it,” said Kim Soo-in, 39, who landed here 16 months ago with her two sons. “It was never a question of whether to do it, but when. We knew we had to do it at some point.”

Wild geese fathers were initially relatively wealthy and tended to send their families to the United States. But in the last few years, more middle-class families have been heading to less expensive destinations like Canada, Australia and New Zealand.

Now, there are also “eagle fathers,” who visit their families several times a year because they have the time and money. Those with neither, who are stuck in South Korea, are known as “penguin fathers.”

The national experience is considered enough of a social problem that an aide to South Korea’s president recently singled out the plight of the penguin fathers.

President Lee Myung-bak said he would start to address the problem by hiring 10,000 English teachers. “This is unprecedented,” he said. “Korea is actually the only country in the world undergoing such a phenomenon, which is very unfortunate.”

South Korean students routinely score at the top in international academic tests. But unhappiness over education’s financial and psychological costs is so widespread that it is often cited as a reason for the country’s low birthrate, which, at 1.26 in 2007, was one of the world’s lowest.

South Korean parents say that the schools are failing to teach not only English but also other skills crucial in an era of globalization, like creative thinking. That resonates among South Koreans, whose economy has slowed after decades of high growth and who believe they are increasingly being squeezed between the larger economies of Japan and China.

It could take years to see how well this wave of children will fare back in South Korea, especially since they are now going overseas at the elementary level. But earlier this decade, when the wild geese children tended to be high school students, many succeeded in plying their improved English scores to get into colleges in the United States or other English-speaking countries, education experts said. For others, their years overseas was a roundabout way to get into top South Korean colleges, like Yonsei University in Seoul, which increasingly offer courses or entire programs in English.

For New Zealand’s public schools, which charge foreign students annual tuition of $8,700, South Koreans provide an important source of revenue. The economic benefits have helped offset resentment toward an Asian influx that has remade many schools in Auckland, the country’s largest city, lending an Asian character to the business district and raising home prices in the wealthier suburbs.

At Remuera Primary, Ms. Kim said she believed that English fluency would increase her sons’ chances of gaining admission to selective secondary schools in South Korea and ultimately to a leading university in Seoul. Her husband, Park Il-ryang, 43, graduated from a little-known Korean university, and he said that the resulting lack of connections had hampered his own career.

Before coming here, the parents had sent one son, Jun-sung, now 10, to evening cram schools and their other son, Jun-woo, now 8, to an English preschool. Parents in their apartment building talked incessantly about their children’s education.

Even so, the sons were not making sufficient progress in English, the parents said. They hired a private English tutor to supplement the supplementary cram schools. “We didn’t think the cram schools were doing any good, but we were too insecure to stop sending them, because the other parents were sending their children,” Ms. Kim said.

At their house recently, the sons peeked through the living-room blinds to see whether their neighbor, Charles Price, was free to play. In no time, the boys were coming and going, barefoot, between the houses, carrying “Bionicle” action figures.

The parents were pleased that their sons had integrated well into the neighborhood and school, and were now even speaking English to each other. But Ms. Kim was worried that her younger son was making shockingly simple mistakes in his spoken Korean and might not form a solid “Korean identity.”

Striking the right balance would be critical to the brothers’ re-entry into South Korea, with its fierce competition to get into the best schools.

South Korean women’s rising social status and growing economic power have fueled the wild geese migration, according to education experts like Oh Ook-whan, a professor at Ehwa Womans University who has studied the separated families. Conservatives have criticized the wild geese mothers for being obsessed about their children’s education at the risk of destroying their marriages. The women’s real intention, they say, is to get as far away as possible from their mothers-in-law.

The mothers say they are the modern-day successors to one of the most famous mothers in East Asia: the mother of Mencius, the fourth-century Chinese Confucian philosopher. In a story known in South Korea, as well as China and Japan, Mencius’s mother moved to three neighborhoods before finding the environment most favorable to her son’s education.

“I don’t know why Mencius’s mother is so revered and why we wild geese mothers are so criticized,” said Chang Soo-jin, 37, who moved here with her two children nearly two years ago. “Our coming out here is exactly the same as what she did.”

Here, the English skills of her 6-year-old daughter, Amy, have improved so much that she now has the reading abilities of an 8-year-old, said her teacher at Sunderland, a small private school where all 16 foreign students come from South Korea.

Yet Amy’s father, Kevin Park, 41, was not totally convinced that the benefits had been worth splitting up the family. He had reluctantly agreed with his wife’s decision to come here with the children and then extend their stay, twice.

After his family left Seoul, Mr. Park, an engineer, moved into what South Koreans call an “officetel,” a building with small units that can be used as apartments or offices. Hearing about wild geese fathers becoming dissolute living by themselves, he stopped drinking at home.

“I’m alone, I miss my family,” Mr. Park said grimly in an interview in Seoul. “Families should live together.”

Living apart for years strains marriages and undermines the role of a father, traditionally the center of the family in South Korea’s Confucian culture, education experts and psychologists said. Some spouses have affairs; some marriages end in divorce.

“Even if there are problems, some couples choose to ignore them for the sake of their children’s education,” said Choi Yang-suk, a psychologist at Yonsei who has studied wild geese families in the United States and Canada.

Here, Park Jeong-won, 40, and her husband, Kim Yoon-seok, 45, an ophthalmologist who was here on a visit, said their marriage had grown stronger despite living apart for four and a half years. Every reunion, they said, was like a honeymoon.

But while Ms. Park said she talked to her husband a couple of hours daily by phone, she said her son and daughter never asked to talk to their father. He, in turn, never asked to talk to his children, the couple said.

“We may be a strange family,” Ms. Park said.

Dr. Kim said his own father had always been too busy with work to spend much time with the family, and on weekends woke up at 4 a.m. to play golf.

“Maybe that’s why, now that I’m a father, I have a similar relationship with my son,” he said.

Asked whether she missed her father, Ellin, 11, said: “I don’t miss him that much. I see him every year.”

“Do you think that’s enough?” her mother asked, a little surprised.

Ellin corrected herself and said she saw him twice a year.

http://www.nytimes.com/2008/06/08/world/asia/08geese.html?_r=1&hp=&oref=slogin&pagewanted=all

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Força de vontade, determinação, sentido de auto-sacrifício. Aaaaaaah se todos os alunos fossem assim!

06/06/2008

A fantástica doutora Natália

Pensei ontem o dia inteiro numa forma de fazer a introdução dessa história prender os “zóios” ou os  “zuvidos” de vocês, até o fim do post. Desculpem, mas não consegui dar em palavra a dimensão de grandeza que a trajetória da doutora Natália Sousa Gonçalves, de 23 anos, merecia.

Ela se formou há pouco em medicina em uma das melhores universidades do país, a UnB (Universidade de Brasília). Durante os DOIS primeiros ANOS da faculdade, aqueles melhores, onde a gente acha que a vida começou, ela assistia às aulas deitada em uma maca. Povo, vou repetir: deitada em uma maca (imaginem vocês entrando numa sala de aula assim. Imaginou?).

Como Natália havia ficado muito tempo sentada, estudando, se preparando para o vestibular, contraiu escaras (feridas imensas que dão na BUNDA, sobretudo). Então, ela não podia mais usar a cadeira de rodas até que se currassem os machucados.

Agora, formada, essa cearense deslumbrante de linda, começou a fazer residência médica. No futuro, estuda se especializar em REABILITAÇÃO.

Sabe, Natália, poucas vezes na vida eu tive desejo de ficar em pé. Mas confesso que, para gente “Assim como Você”, eu gostaria.... e gostaria para poder te aplaudir: clap, clap, clap, clap, clap, clap, clap, clap, clap....

Meu povo, ajeitem a cadeira, peguem um copo de água, mandem os meninos calarem a boca e viagem nessa história. Aguardo vocês lá no final, nos “coments”, aplaudindo comigo.

 

Blog - Conta um pouco sobre sua deficiência 

Natália de Sousa Gonçalves: Tive uma lesão medular não traumática aos cinco anos. Estava em uma festa e subitamente parei de andar, sem sentir nada antes. Fui internada para investigação e recebi o diagnóstico de Mielite Transversa. A mielite é resultado de uma ativação do sistema imunológico contra a medula espinhal que ocorre geralmente quando existem infecções virais ou bacterianas. Pode também ocorrer após vacinações ou associada a doenças imunes (lúpus, por exemplo). Mas, na maioria das vezes, como em meu caso, o fator que causou a mielite não é identificado.

Blog: Já aconteceu de o paciente achar que havia entrado na sala errada quando viu você na cadeira? Algo do tipo: ‘ai gzuis, entrei na ortopedia’?

Natália: Já aconteceu do paciente ficar um pouco desconfiado, pergunta se sou a médica que vai atender. Mas, depois que começo a consulta, nunca tive problemas, as pessoas passam a confiar. Às vezes, muitas vezes, as pacientes mais velhinhas, querem saber tudo que aconteceu comigo, até esquecem que foram pra se consultar e parece que são médicas! Perguntam tudo sobre minha paralisia! Outras vezes não tem cadeira pra levar o paciente (hospital público neh...) e o acompanhante olha pra mim e fala "Ah, se a doutora emprestasse a cadeira dela só um pouquinho... "

Blog: Conta da sua família ‘pa nóis’?

Natália: Desde quando tive a lesão, minha família me deu todo o apoio, todo empenho, como todos os pais. Passei anos fazendo fisioterapia diariamente. Só tenho a agradecer por meus pais terem me dado a mesma educação e criação que minhas outras irmãs. Fui criada com meus cuidados peculiares, mas sem um tratamento diferenciado, sem muito mimo. Tenho três irmãs que também sempre foram compreensivas e prestativas.

Minha mãe deixou de trabalhar e sempre me levou em tudo que precisei. Fisioterapia de manhã, colégio à tarde... Uma maratona! Andava de órtese e bengala. Quando vim morar em Brasília (ela era de Fortaleza, no CE), aos 12 anos, passei a consultar no Sarah e lá  comecei a usar a cadeira de rodas.

Foi uma das minhas maiores felicidades!!! Como foi melhor usar a cadeira em vez dos aparelhos. A vida fica mais prática! Acho que sou uma das poucas pacientes que ficou feliz ao saber que poderia andar de cadeira de rodas! (eu também, eu também!!!)

Desde pequena, antes mesmo da lesão, dizia que ia ser médica. E as idas aos hospitais, às consultas constantes, e as cirurgias só aumentaram minha vontade de ser médica. Continuei com esse objetivo. Vim morar em Brasília e ao terminar o terceiro ano entrei na faculdade de medicina aqui na UnB (Universidade de Brasília).

Ai veio o momento mais difícil.... Quando passei no vestibular, estava com uma escara enorme... Afinal, passei muuuuito tempo sentada, estudando pra passar nas provas hehehehehe! Me foquei muito nos estudos e esqueci que não há traseiro que agüente muito tempo sentado!! Ai, me colocaram numa encruzilhada: ou trancar a faculdade e esperar a cicatrização ou ir pra faculdade e assistir as aulas deitadas!

Ansiosa pelos estudos, escolhi assistir às aulas deitadas. E foram dois anos assim, até a escara fechar! Parecia a aluna mais folgada assistindo às aulas deitada.... Mas deu tudo certo! Com a ajuda da minha mãe e o apoio dos amigos consegui fazer o curso direitinho. Depois, entrei pra parte prática do hospital e controlei bem o tempo sentada. Passei a usar as almofadas Roho (custa bem caro, vou contar para vocês depois) e nunca mais tive problemas com escaras (olha eu fazendo propaganda ahahahaha).

Blog: Fico imaginando você numa situação de ter de operar alguém ou um procedimento numa maca. Você anda com capangas para te suspender e ficar na altura da mesa de cirurgia?

Natália: Não faço cirurgias, ainda bem!!! Não gostei nada da área da cirurgia, por isso mesmo resolvi fazer clínica médica. Mas procedimentos a gente da um jeitinho, sempre tem alguma maca mais baixa que da pra fazer! Tudo é uma questão de costume e adaptação. Quando a gente entra no curso de medicina não sabe fazer nada disso, aprendemos do nosso modo. Eu aprendi a fazer tudo sentada, e não acho muito estranho. Agora, pra quem já aprendeu de outro modo, pode ser mais complicado. Nada de capangas! Hahahahaa! Mas, se precisasse, seriam escolhidos a dedo!

Blog: Você escuta muito a frase: ‘Doutora, deixa que eu te empurro’? Como reage?

Natália: Acho que ninguém resiste a uma cadeira de rodas! Sempre tem alguém querendo nos empurrar. Mas geralmente nego a ajuda! Gosto muito de tocar a cadeira sozinha, me viro muito bem. Falo que prefiro ir sozinha para fazer um exercício e as pessoas compreendem.

Blog: Muitos vêem no médico a perfeição, o cara que tudo sabe, que tudo resolve. Isso te abala de alguma maneira diante da sua realidade?

Natália: A sociedade "endeusa a medicina". Esperam que os atos sejam sempre corretos, que temos a obrigação de sempre curar e resolver todos os problemas. Acho que a deficiência e a cadeira de rodas de certa forma ajudam a quebrar um pouco dessa expectativa excessiva e dessa perfeição esperada. O paciente vê que o médico é uma pessoa como todas as outras e que pode sim ter algum problema.

A entrevista completa neste link:

http://assimcomovoce.folha.blog.uol.com.br/

http://assimcomovoce.folha.blog.uol.com.br/arch2008-06-01_2008-06-07.html#2008_06-06_09_07_13-129797961-0

domingo, 1 de junho de 2008

"Sabía que cuando los libros encontraran su lugar, yo encontraría el mío."

Mi biblioteca, ese animal fantástico que sostiene mi vida


Alberto Manguel*.
ESCRITOR
Durante los últimos siete años he vivido en una vieja casa de piedra parroquial en Francia, al sur del valle del Loira, en un pueblo de no más de 10 casas. Elegí este lugar porque al lado de la casa del siglo XV había un granero suficientemente grande como para poner mi biblioteca de unos 30 mil volúmenes, una colección de más de seis décadas itinerantes. Sabía que cuando los libros encontraran su lugar, yo encontraría el mío.
Mi biblioteca no es una bestia única, está compuesta por muchas otras; es un animal fantástico hecho de las diversas bibliotecas armadas y luego abandonadas una y otra vez en el transcurso de mi vida.
Uno de mis primeros recuerdos -debo haber tenido dos o tres años- es de una repisa llena de libros que había en la pared, sobre mi cama con baranda, de la que mi niñera escogía una historia para dormirme. Esa fue mi primera biblioteca; cuando un año después o más aprendí a leer, el estante pasó a estar más seguro en el piso y se transformó en mi reino privado.
Esa primera biblioteca estaba en una casa en Tel Aviv, cuando mi padre era embajador de Argentina; la siguiente creció en Buenos Aires durante mi adolescencia.
Dejé mis libros cuando me fui a Europa en 1969, apenas antes de la dictadura militar. Tenía 21 años y quería ver el mundo que conocí a través de la lectura. Mis libros, pensé, me esperarán en la casa de mis padres hasta el día en que regrese. No podía imaginarme que, de haberme quedado, como muchos de mis amigos, habría tenido que destruir mi biblioteca por temor a la policía.
En cada lugar que me quedé nació una biblioteca naturalmente. En París y en Londres, en el calor húmedo de Tahití donde trabajé como editor durante cinco largos años (mi Melville todavía muestra las marcas de los hongos de la Polinesia), en Toronto y en Calgary, coleccioné libros; y cuando llegaba el momento de partir los embalaba en cajas para que pudieran esperar pacientemente en esos espacios, como verdaderas tumbas, que llegara el momento incierto de la resurrección. Y siempre me preguntaba cómo sucedió esta acumulación de tinta y papel que una vez más cubriría mis paredes como la hiedra.
La biblioteca como es hoy alberga los remanentes de todas las anteriores, inclusive los cuentos de hadas de los hermanos Grimm en dos tomos, impresos en letra gótica. Hay unos pocos libros que cualquier bibliófilo serio valoraría: una Biblia del siglo XIII, una media docena de libros de artistas contemporáneos, algunas primeras ediciones y ejemplares firmados. Pero no tengo ni los fondos ni el conocimiento para transformarme en un coleccionista profesional.
A diferencia de una biblioteca pública, la mía no necesita códigos que otros lectores tengan que comprender, y la he ordenado de acuerdo con mis propios requerimientos y prejuicios. Su geografía está regida por una lógica estrafalaria.
No presto los libros. Si quiero que alguien lea, compro un ejemplar y se lo regalo. Prestar un libro es incitar al robo.
Ahora, después de que cumplí 60, tiendo a buscar el placer de leer los libros que ya leí en vez de descubrir otros. Vuelvo a visitar viejos conocidos que no me van a distraer con sorpresas superficiales. Nos conocemos, esos libros y yo, y podemos tomarnos todo el tiempo para la historia que se desarrolla.
Igual que todas las bibliotecas, la mía terminará por exceder el espacio asignado. Apenas a siete años de armarla, ya se ha expandido al cuerpo principal de la casa, que tenía la esperanza de que tuviera paredes sin estantes.
Hay un cuento de Julio Cortázar, "Casa tomada", en el que un hombre y su hermana se ven obligados a mudarse de habitación en habitación a medida que algo innombrable va ocupando centímetro a centímetro toda la casa, hasta que finalmente terminan en la calle.
Adivino el día en que mis libros, como invasores, terminen con su conquista gradual. Me confinarán al jardín, pero me temo que inclusive ese lugar no escape a la sedienta ambición de mi biblioteca.
* Alberto Manguel es jurado del Premio Clarín de Novela.

http://www.clarin.com/suplementos/zona/2008/06/01/z-03507.htm

quinta-feira, 10 de abril de 2008

In saecula saeculorum

Numa biografia de Proust lí a seguinte frase atribuída a ele, "a morte vem socorrer os destinos que têm dificuldades em cumprir-se". Em alguns momento a morte pode ter este caráter, ser um alívio existencial. Mas a morte recolhe a todos, com destino e sem destino, os que marcam a Terra e os que são marcados por ela. A morte é um momento solitário, só se morre sozinho, mas é também um momento social, porque é um momento de reencontro, é um momento de exercício da memória. Por isso, os funerais são essenciais, é um momento de organizar a história, de dividir a pessoa que se foi para seguir adiante. Conhecemos milhares de pessoas ao longo da vida, não há como mantermos contato com todas sempre, mas carregarmos todas durante toda a vida, algumas representam um fardo maior, outros um peso mais leve, mas estão conosco, porque fazem parte de nós.

Não há como falar da minha infância sem falar da Celina. Um doce de pessoa, uma pessoa muito simples, de coração bom, daqueles brasileiros que ainda guardam a pureza da vida, incapazes de ver o mal no mundo. A Celina morreu, mas cada vez que lembrar de mim mesmo, me lembrarei dela, é uma parte do que sou. Não há como olhar para o passado e não ver a Celina caminhando pelo quintal, na cozinha da fazenda, indo me visitar quando eu ia para Barra. A conversa mansa, a voz pastosa, a tranqüilidade em pessoa. Engraçado, gostaria de lembrar uma estória da Celina, mas não me lembro, de um momento em particular. Mas fora os momentos em que eu ficava  chateando-a  inventando estórias sobre os filhos dela e ela apenas ria. Não foi uma pessoa de estórias e momentos, foi uma vida. E sempre que eu parar para lembrar da infância, da fazenda, a Celina estará lá, com um sorriso suave, com seus passos lentos, caminhando da cozinha para a varanda, caminhando pelo quintal, no fogão à lenha, sempre trabalhando (no ritmo dela) e sempre disposta a ouvir as minhas besteiras. Agora vou acumular estórias das besteiras que seus filhos aprontam para te contar depois, espero que ainda tenhamos muito tempo pra isso.

sábado, 5 de abril de 2008

Os relacionamentos na época da internet

No domingo passado lendo o Clarín da Argentina vi uma daqueles reportagens bastante manjadas, que aparecem em todos os jornais do mundo periodicamente, a dificuldade de se encontrar alguém para um relacionamento estável e duradouro no mundo de hoje e como as pessoas utilizam a internet para isso. Como leio qualquer besteira, fui ler a reportagem. Um dos casos era uma jornalista que havia criado um blog para encontrar um namorado. O caso era meio suspeito por ser jornalista, o blog ser no Clarín e ser recente, e pela foto que está no site a moça ser bonita, poderia ser uma inveção para reportagem, mas fui visitar o blog assim mesmo e até passei o link para uma amiga para ver se a estimulava a utilizar o método. Acabou que eu gostei do texto da moça e li mais do que eu pretendia.

E quero comentar duas coisas que li no blog dela. Ela diz o seguinte "Es más fácil llegar al corazón de Bush que enamorar a personas así de defensivas." Esta é uma característica da sociedade contemporânea seja na Argentina, no Brasil ou qualquer lugar, a sociedade está tão rotulada, tão esteriotipada, que todos os indivíduos buscam se esconder, ficam na defensiva, incorporam uma imagem que imagina ser socialmente aceitável e a partir dali passa a representar um papel. E cria dois problemas, o indivpiduo impede que os outros o conheçam e reconheçam por quem ele verdadeiramente é, e ao mesmo tempo, o indivíduo vive insatisfeito com o que ele é. Sente que está representando, mas tem tanto medo de expresar-se verdadeiramente que passa a vida representando. E com isso todas as relações se tornam fúteis e superficiais, porque é uma relação entre imagens e não entre pessoas reais. E quando aparece a possibilidade da relação ser aprofundada e as pessoas reais aparecerem, a relação é abandonada, porque é considerada ameaçadora por revelar um conjunto de falsidades que anteriormente sustentavam a relação. Aí se manifesta outro problema das relações contemporâneas, como ninguém quer assumir a responsabilidade pelo próprio destino diante dos primeiros problemas relevantes as relações se esvaem, porque hoje sacrificar-se pelo outro é inconcebível. Ou os relacionementos são uma mar de rosa, uma permanente fonte de prazer ou passa adiante. Na sociedade do tempo acelerado, o amor vai se perdendo, porque o tempo do amor é a longa duração, o tempo lento. O amor precisa do tempo, para amar é preciso parar, e na sociedade da velocidade, do tempo que é dinheiro não sobra tempo para parar e amar. Com isso a fila anda rápido, e as pessoas vão sendo esvaziadas. Conhecem muito gente (inclusive no sentido bíblico), mas não conhecem ninguém e não são conhecidas por ninguém. A sociedade do consumo, da afluência, da tecnologia é uma sociedade vazia.

O outro comentário é sobre assunto mais prosaico. A blogueira diz que recebeu 11 rosas e não sabe quem enviou. E mais, diz que não gosta muito de flores, especialmente de rosas. Mas que como mãe dela diz, o importante é o gesto. E com o gesto ela ficou sensibilizada. Tenho muitas dúvidas sobre a relação das mulheres com as flores e sobre o quanto as se sensibilizam com isso.