"Desde mi punto de vista –y esto puede ser algo profético y paradójico a la vez– Estados Unidos está mucho peor que América Latina. Porque Estados Unidos tiene una solución, pero en mi opinión, es una mala solución, tanto para ellos como para el mundo en general. En cambio, en América Latina no hay soluciones, sólo problemas; pero por más doloroso que sea, es mejor tener problemas que tener una mala solución para el futuro de la historia."

Ignácio Ellacuría


O que iremos fazer hoje, Cérebro?

sábado, 25 de agosto de 2007

IV Congresso sobre Defesa Nacional (Palestras)

Então depois de termos falado sobre a cidade do Rio de Janeiro, falemos sobre o IV Congresso Acadêmico sobre Defesa Nacional. O Congresso é organizado pelo Ministério da Defesa para aproximar as instituições de ensino superior civis e militares. Então sempre participam a Academia da Força Aérea (AFA), a Escola Naval, a Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), o Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), o Instituto Militar de Engenharia (IME). O evento ocorre no interior de uma das academias militares, AFA, Escola Naval e AMAN. Os dois primeiros Congressos foram na AMAN, o ano passado na AFA e o deste ano na Escola Naval, participei apenas dos dois últimos. As instituições civis são escolhidas entre faculdades de São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Minas Gerais, este ano teve instituições de Roraima e espera-se que seja ampliado no ano que vem. Apesar de ser apresentado como um fórum para troca de informações entre civis e militares, na prática funciona como um locus para a visão dos militares sobre o Brasil, sobre a questão da defesa e para tentar conquistar apoio na sociedade civil para as suas demandas. O primeiro palestrante do Congresso foi o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães que expôs as suas idéias já clássicas sobre a situação do Brasil no mundo e sobre como deveria se comportar o que se casa perfeitamente com o pensamento militar. De fato parece que a forte simbiose entre o pensamento elaborado nas Casas de Rio Branco, Caxias e Tamandaré durante o regime militar não foi desfeita com a redemocratização apesar perdeu espaço no interior do governo. E gostam de realçar estas ligações como por exemplo o Samuel Pinheiro Guimarães lembrando que em 1808 foi criada a Secretaria de Negócios Estrangeiros e da Guerra, mostrando que o MRE e o ministério da Defesa surgiram juntos. É curioso notar como sempre associam o início das instituições brasileiras ás instituições portuguesas atribuem um elo de continuidade incomum entre a metrópole e o colonizador, e o resultado é afirmação de que a Marinha e o Exército existiam antes mesmo que o Brasil existisse, que o Estado existisse. Então na pergunta quem vem antes, quem tem a prioridade, já sabemos a resposta. A apresentação do ministro foi interessante, mas ele está numa posição curiosa, apesar de ser considerado o ideólogo da política externa brasileira, de fato ele não está no mainstream, não apóia algumas das principais opções como a questão agrícola ou questões de política externa. Então o discurso dele é muito bom, mas não é o que norteia as decisões do Estado brasileiro na questão da política externa.E disse uma coisa importante sobre Conselho de Segurança, o importante de estar no Conselho é para tirar as questões que lhe interessam do Conselho, neste aspecto sou obrigado a concordar, participar do Conselho seria importante, evitar que o Brasil fosse objeto de deliberações do Conselho, mas para que isso ocorra de fato precisaríamos de um poder militar maior e não apenas da vaga no Conselho. Um problema na análise dele é tratar a China como periferia, ela é, mas não nas questões de poder, o que significa que ela não faz parte da periferia. Mostrou também o equívoco da preocupação do governo brasileiro com os subsídios agrícolas americanos da ordem de 13 bilhões de dólares, enquanto o subsídio para desenvolvimento tecnológico através do orçamento da defesa chega a 670 bilhões de dólares. Outra coisa interessante é que o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães partilha com os militares a preocupação com relação ao perigo que a presença das ONGs na Amazônia representa. Eu perguntei ao embaixador se a política interna era capaz de sustentar a política externa e ele me enrolou porque as perguntas tiveram que ser feitas por escrito. Saiu falando sobre a atuação do BNDES na América do Sul e sobre as políticas sociais do governo.

O general Santa Rosa faz uma apresentação focada na ausência de um projeto estratégico nacional estável que permitisse planejar as ações de futuro. Enfoca uma questão central para o Ministério da Defesa e o lobby militar, que a defesa nacional é um problema de toda sociedade. A segurança deve ser garantida para que a soberania e a integridade do território tenham eficácia. Vê na difusão do ambientalismo uma questão de manipulação, propaganda, disputa de poder. Para resolver os problemas da Amazônia seria preciso, integração, vivificação (colocar mais gente na região especialmente nas fronteiras), ações de presença do Estado, desenvolvimento sustentável, e integração indígena (ou seja, incorporação ao mundo branco). Definiu estratégia como a arte de arrumar os meios para atingir os objetivos da política. Há cinco anos tramita no Congresso nacional projeto sobre Sistema nacional de Mobilização. Dentro da idéia de ligação metrópole-colônia sem perceber o rompimento, o general disse que em cada unidade da Amazônia deveria haver uma estátua do Marquês de Pombal em homenagem ao seu esforço de defender a Amazônia e deveríamos prosseguir no seu esforço de militarizar a Amazônia para protegê-la. Da série de conflitos desconhecidos na América do Sul, o general mencionou que a Venezuela demanda 2/3 do território da Guiana.

Novamente o Almirante Vidigal estava lá, mas não a Suzeley. Inicialmente pensei que o Almirante irei cometer a indelicadeza intelectual de sacanear com a adversária do Congresso anterior sem ela estar presente. Ele fez alguns comentários um tanto maldosos já que conflito tinha sido agudo, mas não foi deselegante. Fora isso repetiu em linhas gerais o discurso do ano passado, reafirmou a necessidade de forças armadas já que desconhecemos o cenário futuro e o mundo muda muito rapidamente, como sempre exemplificando com o fim da URSS. Impossibilidade uma diplomacia eficiente sem respaldo do poder militar

As entrevistas do professor Francisco Carlos Texeira da Silva na Globonews são chatíssimas, chatíssimas. Mas a apresentação dele foi muito boa apesar de não trazer uma idéia nova. Apontou uma deficiência no pensamento militar de caráter acadêmico no Brasil, não houve um desenvolvimento. Pensamento militar calcado em logística e administração, mas isso não é um problema para o pensamento militar. Diz que é um equívoco pensar que a América do Sul é uma área de paz, porque hoje o campo de guerra é difuso, cita os ataques contra alvos judeus na Argentina. Necessidade de pensar a guerra e a segurança em termos brasileiros. Na guerra tecnológica, a questão é inventar para a guerra e não adaptar o existente. Necessidade de utilizar o conceito de securitização, já que a segurança total é impossível, cria-se áreas e níveis de segurança. Questão central, a segurança hoje pode chocar-se com os direitos civis e os custos tendem a ser crescentes. Os problemas fundamentais de segurança no futuro devem ser segurança alimentar e energética. Afirma que na Venezuela não houve quebra da cláusula democrática respondendo a uma pergunta. É preciso notar que diante dele o almirante Vidigal amarelou, conteve o anti-esquerdismo, anti-petismo e anti-chavismo. Até mesmo os alunos notaram.

Na quarta-feira houve as apresentações do General Villas Boas e do Almirante Ademir Sobrinho. O professor que estava dividindo o quarto comigo e eu perdemos a hora de levantar, voltamos a dormir quando as cornetas se aquietaram e eu cheguei atrasado para a primeira apresentação e fiquei sem café-da-manhã, mas o general repetiu o discurso feito na AFÃ o ano passado atacando as ONGs, as reservas indígenas, a ausência de uma política de ocupação terrotorial, o ambientalismo, etc. A outra apresentação foi espetacular, o Almirante Ademir Sobrinho é um showman, o assunto Amazônia Azul é uma chatice, mas ele conseguiu transformar o tema num assunto interessante manter a atenção de todo o auditório, houve muitas informações importantes. Mas estas não anotei, pegarei do texto escrito, das projeções. E cheguei a conversar com ele sobre a possibilidade de fazer esta apresentação aqui em São Paulo, realmente foi muito boa. Todos os alunos gostaram. A piada mais infame foi que deveríamos abandonar o Projeto Tamar e começar o Projeto Matar. O projeto Tamar deu tão certo que não precisa de dinheiro, tem tartarugas demais e agora é a hora de comer as tartarugas e resolver o problema da povo das populações pobres da região.

Na quinta-feira (23/08), as apresentações foram sobre ciência, tecnologia e defesa. As apresentações foram de membros do governo, então foi um discurso burocrático. No entanto pelas informações e pelo discurso apresentado nota-se a existência de um esforço no interior da burocracia para se fazer alguma coisa, mas os recursos são efetivamente escassos e ciência e tecnologia não é prioridade do governo federal. O presidente da FINEP, Luis Manoel Rebelo Fernandes informou sobre o edital que será lançado para desenvolvimento de diferentes sistemas de tecnologia (por exemplo, desenvolvimento de sistema de navegação de controle de satélites), a idéia é ótima, o que sempre deveria ser feito, a questão a ser esclarecida é a punição aos que fracassarem, isso que eu gostaria de ver no edital, e nunca houve na prática, pois aqui o fracasso sempre é perdoado especialmente quando o dinheiro desperdiçado é público. Então tenho que me lembrar de acompanhar para ver o edital quando for publicado e ver as contrapartidas exigidas do setor privado para ver se o Brasil está mudando.

Por fim, na sexta-feira (24/08), o general Gleuber Vieira falou sobre o poder nacional nos termos tradicionais concebido pelo exército brasileiro e ainda mostrou uma forte influência das idéias aplicadas durante o governo Geisel.

Da Fortaleza de Villegagnon, o Rio de Janeiro continua lindo 2

Agora, fiquei com dó do pessoal que teve que nadar na Baía de Guanabara no Panamericano, não me surpreende que uma brasileira tenha desistido de outra prova depois de nadar lá por ter passado mal. Tenho forte sensibilidade a odores fortes, posso ficar enjoado com perfume de um real até os mais caros perfumes importados se o odor for muito forte. Meu Deus! Como fede a água na maior parte dos pontos históricos (na Escola Naval não há grande problema), um horror, na região da Praça Quinze, Centro Cultural da Marinha é insuportável, como o meu estômago embrulhou, nos piores trechos tinha que sair quase correndo para não vomitar. Triste. Na mesma região os paulistas ficaram impressionado com a feiúra de um elevado, queriam dizer que em São Paulo o Costa e Silva é lindo e a região da Nove de Julho o paraíso na terra. Realmente era muito feio, mas há coisas iguais em São Paulo, o que achei esquisito foi ter uma maternidade ali e pior um esgoto aberto em frente à maternidade além do mau cheiro do mar poluído. Provavelmente existem maternidades em lugares mais tristes em São Paulo, mas que quem estava lá não circula por estas regiões, então ficou uma má impressão. Outra coisa que não ajuda o Rio são as cores da prefeitura do Rio, são muito deprimentes as cores das placas. Há prédios antigos muito deteriorados como em São Paulo, é urgente uma política nacional de reforma e ocupação destes espaços, não é possível deixar que a iniciativa privada continue especulando e deteriorando as regiões históricas das grandes cidades. Quando circulamos pelo Rio passamos em lugares horrorosos, especialmente indo para um centro da marinha na Ilha do Governador, muito feio e triste. Mas sem diferença em relação ao que se vê em São Paulo. Passamos pela Linha Vermelha e pela Linha Amarela, mas como disse não vimos nenhum tiro, das duas, uma. Ou é possível ir ao Rio e não ser baleado ou o CENIMAR ainda é muito eficiente. Apesar disso, por minha conta e risco ainda não me sentiria confortável circulando pelo Rio, a sensação de violência é muito grande depois de anos de notícias dos jornais cariocas e paulistas malhando o Rio.

Da Fortaleza de Villegagnon, o Rio de Janeiro continua lindo

Com este post se inicia uma série sobre a minha passagem pelo Rio de Janeiro e Congresso sobre Defesa Nacional. Este post será especificamente sobre a cidade do Rio de Janeiro. Nem puxarei saco de cidade como o Luís Felipe nem serei uma velha ranzinza paulistana capaz de dizer que o melhor momento foi dentro do navio São Paulo como o Renato. Da Fortaleza de Villegagnon, a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro continua linda, maravilhosa e pacífica. Esta é a primeira observação, não circulamos pelo Rio de Janeiro na condição normal de qualquer turista. Não vimos nenhum tiro, nenhuma violência, mas isto pode ter sido o eficiente trabalho do CENIMAR para desbaratar a armadilha que os traficantes cariocas tinham preparado para desmoralizar a segurança pública do Rio diante dos “paulistas”. Apesar de não ver qualquer violência quando circulamos à pé num pequeno trecho indo para um museu da marinha, os cadetes da AFA, especialmente, mas também os cadetes da AMAN se declararam sentir como verdadeiros alvos vivos e ninguém ficou muito feliz de andar ao lado deles. Ponto final na questão violência, não vi problemas de segurança pública no Rio, os únicos tiros vistos serão contados em outro post.
Olhar o Rio de Janeiro do Pão de Açúcar é lindo, muito bonito, mas ficar observando o Rio de Janeiro a partir do ponto no qual se situa a Escola Naval é espetacular. A localização da Escola naval agrada tanto aos amantes dos navios quanto os de aviões. Nenhum vizinho de Congonhas fica tão próximo dos aviões quanto os moradores da Escola naval ficam dos aviões do Aeroporto Santos Dumont. O ucraniano, que desbancou o chinês como homem mais alto do mundo, se tiver boa impulsão toca os aviões quando eles decolam. Quando os carros chegam à Escola Naval e há algum avião decolando parece que irão se tocar, nada os separa. Não sou fã de ficar vendo pousos e decolagens, mas fiquei observando várias vezes, a proximidade torna a cena muito sedutora. Do mesmo modo a observação do fluxo de entrada e saída de embarcações da Baía de Guanabara pode ser feita confortavelmente instalado no Bar dos Aspirantes e sentindo a brisa do mar. É possível da mesma janela observar o Cristo Redentor, o Pão de Açúcar, a marina da Glória, a Ilha Fiscal, e todo entorno histórico ligado à Marinha. Da Fortaleza se vê pouquíssimas favelas e daquele local tornamos-nos certamente Gilberto Freyre e enxergamos beleza nas habitações populares e pobres. O Cristo Redentor certamente jamais poderia figurar entre as sete maravilhas da humanidade. Mas a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro fica numa das sete maiores obras de Deus.

domingo, 19 de agosto de 2007

Você quer saber

Quanto a população mundial cresceu neste segundo?
Quantas pessoas morreram?
Quantas morreram de diabetes?
Quantos morreram de dengue?
Quantos imigrantes ilegais entraram nos EUA?
Veja:
http://www.poodwaddle.com/worldclock.swf

sábado, 18 de agosto de 2007

Escola Naval

Neste domingo de manhã irei para a Escola Naval no Rio de Janeiro com alguns alunos, então certamente ficarei sem postar nada até o próximo sábado. E quando voltar os primeiros posts serão provavelmente falando dos problemas da viagem, dos militares e do Congresso, até já tenho alguns, mas por hora preciso ignorá-los. O ano passado fomos para a Academia da Força Aérea, de professores foram o Adilson e eu, e de alunos a Karen, a Marília, a Juliana, a Daniele, a Thainá, a Talita, o Rafael, o Filipe, o Luís Felipe, e o Renato, A maior parte das palestras foram uma chatice, mas me diverti com as besteiras. O Renato tomando o microfone dos cadetes cada vez que começavam a falar e servindo de exemplo para tudo que não se deve fazer no paintball, o Filipe dançando funk no palco. O Rafael sendo humilhado (por mim) na disputa de tiro ao alvo com a carabina de pressão.

A quem interessar possa!

Forças Armadas: Políticas e Ações em Tempos de Paz
LOCAL: Auditório SESC Vila Mariana - Dia 23/08, quinta - às 20h

A consolidação da democracia e a distância geográfica do Brasil de zonas de conflito bélico desenham um novo cenário sobre o papel das Forças Armadas em nosso país. A Constituição Federal, promulgada em 1988 - logo após o término da ditadura militar -, define os campos de atuação dos militares em diversas áreas: proteção de fronteiras, manutenção da ordem e da integridade territorial, preservação do patrimônio nacional etc. Também é relevante a atuação das Forças Armadas nos casos de calamidade pública, estabelecimento de estratégias de promoção à saúde junto a comunidades indígenas e populações ribeirinhas, sobretudo em regiões de fronteira, dentre outras tantas ações. O atual contexto social - marcado pela deflagração de situações de guerra urbana nas grandes cidades, pela presença de militares compartilhando com civis serviços estratégicos, como, por exemplo, o controle do espaço aéreo -, traz novos contornos à realidade. O SABERES deste mês discute as atribuições e limites de atuação das Forças Armadas nesses novos tempos.

Oliveiros da Silva Ferreira
Doutorado em Ciências Políticas pela USP, professor convidado da PUC/SP e do Programa de Estudos Pós-Graduados da FFLCH/USP

Coronel Geraldo Lesbat Cavagnari Filho
Doutorado em Ciências Militares pela Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, analista em Inteligência Estratégica pela Escola Nacional de Inteligência e um dos criadores do Núcleo de Estudos Estratégicos (NEE) da Unicamp

Héctor Luis Saint Pierre
Doutorado em Filosofia pela Unicamp, pós-doutorado pela FAPESP/Universidade Autonoma de México e professor da UNESP

Mediação Florestan Fernandes Jr.

Com o intuito de tornar esse debate ainda mais representativo, vimos convidá-lo a participar do referido encontro. Para a confirmação de presença, solicitamos informar os nomes dos participantes até o dia 22/08, quarta,
no e-mail: saberes@vilamariana.sescsp.org.br

O colóquio será transmitido pelo SESCTV
Via Sky, canal 3; DirecTV, canal 211; TecSat, canal 10; e sinal digital no Satélite B3 freqüência 3768-V. NET canal 92 nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.
Confira no site www.sesctv.org.br

AUDITÓRIO
SESC Vila Mariana
Rua Pelotas, 141 - Fone: 5080-3000
De terça a sexta, das 9h às 21h
Sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h30

Visite:
http://www.sescsp.org.br

O Patriarcado Ecumênico e o governo da Turquia

CORTE NEGA TITULO DE "ECUMÊNICO" A PATRIARCA ORTODOXO

A Suprema Corte turca confirmou hoje, que o líder espiritual da Igreja Ortodoxa no mundo, o Patriarca Bartolomeu II, que vive e trabalha em Istambul, não tem o direito de receber o titulo de "patriarca ecumênico".

"O patriarca esta em território turco e deve ser sujeito as leis turcas. Por essa razão, não existe base legal para reivindicar o titulo de ecumênico" _ afirma a sentença da Suprema Corte.

A sentença se apóia no fato de _ com base no Tratado de Lausanne, de 1923, que regulariza o status das minorias na Turquia _ o Patriarcado Ortodoxo, bem como a Igreja Católica e outras religiões, não terem um status jurídico reconhecido.
Do ponto de vista turco, o titulo "ecumênico" tem um valor político internacional.
Em contrapartida o Patriarcado Ortodoxo sustenta que o titulo "ecumênico" só tem valor religioso no seio da Igreja Ortodoxa, onde o Patriarca Ecumênico de Constantinopla é considerado "primus inter pares", entre os demais patriarcados do Cristianismo Oriental.

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Argentina X Brasil: Kirchner X Lula

Esta crise financeira global servirá para um teste dos modelos brasileiros e argentinos, quem acertou? Lula ou Kirchner? Quem efetivamente conseguiu proteger a economia nacional das crises internacionais? Qual modelo permitirá a manutenção do crescimento ou a recuperação mais rápida? Tenho uma resposta na ponta da língua, mas em respeito à rivalidade Brasil-Argentina no futebol guardarei silêncio.

Socialismo chavista? Soviets, é coisa de jornal paraguaio, mas o socialismo...

Chávez propone "soviets" y un ejército partidizado

Caracas. Venezuela. AFP.-El presidente de Venezuela Hugo Chávez propuso al Parlamento nuevas formas de propiedad mixta, comunal y social, además de garantizar la privada, para construir una "economía socialista" basada en el reparto de los ingresos petroleros.



La propuesta para modificar la Constitución, que él mismo impulsó en 1999, busca dilapidar "la vieja hegemonía oligarca y el viejo sistema capitalista explotador", y que termine de nacer "el nuevo Estado" de carácter "socialista" en Venezuela, precisó el mandatario nacional durante su discurso de cinco horas en el palacio legislativo.

Entre los principales puntos de la reforma se destacan:

1. El poder popular y las comunas serán la base del poder público en Venezuela y estará expresado en consejos obreros, campesinos y estudiantiles.

"El pueblo es el depositario de la soberanía y la ejerce a través del poder popular que no nace del sufragio (...) sino que se expresa en comunidades, comunas y autogobierno de las ciudades", definió Chávez.

2. Se propone la creación de la Fuerza Armada Bolivariana (FAB) como un cuerpo "popular, patriótico y antiimperialista". Se propone que "las milicias bolivarianas" sea un componente más de la Fuerza Armada Bolivariana. También la Guardia Nacional -Policía militar- se transformará en un "cuerpo esencialmente militar" para formar con sus recursos "humanos, técnicos y militares" la guardia territorial o integrar cualquiera de los cinco pilares de los que constará la FAB.

3. La reelección inmediata del presidente, de manera continua y por períodos de 7 años. "El periodo presidencial es de siete años, el presidente o presidenta de la República puede ser reelegido o reelegida de inmediato para un nuevo periodo, así de sencillo", comentó Chávez.

4. El socialismo venezolano se propone fomentar nuevos tipos de propiedad social; sin embargo, se garantizará la propiedad privada. "Se fomentará la propiedad social directa o comunal y la propiedad social indirecta o estatal", así como "empresas de producción social" para construir una "economía socialista" y se prohibe el monopolio.

5. Se propone la eliminación de la autonomía del Banco Central de Venezuela.

"El Ejecutivo Nacional y el Banco Central de Venezuela, en estricta y obligatoria coordinación, fijarán las políticas monetarias y ejercerán las competencias monetarias del Poder Nacional". Las Reservas Internacionales serán manejadas por el Banco Central de Venezuela, bajo la administración y dirección del Presidente o Presidenta de la República, como administrador o administradora de la Hacienda Pública Nacional.

CNE: plan exige convención

Caracas. Venezuela. AFP.-El rector del Consejo Nacional Electoral (CNE) de Venezuela, Vicente Díaz, expresó este jueves que la reforma constitucional propuesta por el presidente Hugo Chávez no basta para establecer el socialismo en el país y planteó que el camino es una Asamblea Constituyente.

Díaz dijo que la iniciativa presentada por Chávez al Parlamento la noche del miércoles, que incluye declarar un Estado socialista en la Constitución, exige modificar uno de los nueve Principios Fundamentales, que no pueden reformarse y sólo pueden ser modificados por una Asamblea Constituyente electa.

El funcionario, uno de los cinco rectores del poder electoral, dijo en conferencia de prensa, que establecer el socialismo en Venezuela exigiría modificar el Artículo Dos que establece el pluralismo político.

Díaz indicó que Chávez propuso reformular el Artículo 16 para establecer que Venezuela es un Estado socialista.

"Al declarar a Venezuela como Estado socialista cabe preguntarse qué sucede entonces con el pluralismo político", advirtió el rector de CNE, organismo que tendría que organizar un referendo sobre la reforma si es aprobada por el Parlamento.

"¿Qué pasa si un partido político se declara como antisocialista, porque es liberal, porque es capitalista, comunista, de derecha o izquierda y quieren un proyecto de país opuesto al socialismo?", interrogó Díaz.

"Las preguntas que hago como rector electoral, son: ¿qué pasa con ese partido? ¿La actuación de ese partido es inconstitucional porque no se declara socialista?", expuso Díaz.

El rector planteará formalmente a la Asamblea Nacional -totalmente bajo control del oficialismo desde 2005, luego de un boicot opositor- "que revise con cuidado las propuestas que hizo el ciudadano Presidente, de manera que garantice a los venezolanos que la reforma no modifica los (nueve) principios fundamentales de la Constitución, que no pueden ser tocados por una reforma".

El Artículo Dos de los nueve principios fundamentales: establece que "Venezuela se constituye en un Estado democrático y social de derecho y justicia (...) con la preeminencia de los derechos humanos, la ética y el pluralismo político".

Julio Borges, presidente del partido Primero Justicia (centro-derecha), coincidió en que la reforma es tan radical que debe ser convocada una Asamblea Constituyente

Borges, quien respaldó al candidato Manuel Rosales que perdió los comicios presidenciales ante Chávez (63%-37%) en diciembre, anunció que acudirá ante el Tribunal Supremo de Justicia para que éste se pronuncie sobre si basta la reforma o debe convocarse a una Constituyente.
http://www.lanacion.com.py/noticias.php?not=166299

Pergunta para os opositores de Chávez!

Num sistema os deputados são eleitos pelo povo, certo? Os candidatos mais votados são eleitos certo? Os deputados são eleitos para elaborar leis em nome do povo que os elegeu, certo? Os eleitores votam nos candidatos que eles gostam mais seja pelas idéias, por interesse ou qualquer outra coisa, certo? Então, estes deputados eleitos pela maioria tem o direito de aprovar leis que afetam a todos os que votaram neles e os que não votaram, certo? E a isso se chama democracia, certo? E se o povo votou nos candidatos que apoiavam o Chávez significa que o povo apoiava o Chávez e queria que os deputados apoiassem o Chávez certo? Por que se fossem contra o Chávez a maioria do povo teria votado na oposição certo? Então este Congresso é chavista porque o povo quis assim, certo? Se todo o anterior esta correto aprovar uma lei permitindo que haja várias reeleições pode ser tudo menos uma ação autoritária, certo? Nenhum deputado está sendo obrigado, os deputados não se tornaram chavistas depois de eleitos e ninguém está obrigando que nas próximas eleições o povo vote no Chávez, certo? Portanto autoritarismo só pode ser querer impedir que o Congresso aprove uma lei defendida pelo povo e pela maioria do Parlamento. Reeleições sucessivas são um erro, mas não são anti-democráticas. Veja que os EUA só limitaram as reeleições porque os republicanos temiam que o Roosevelt continuasse sendo reeleito continuamente, então quando conseguiram dominar o Congresso restringiram as reeleições por reconhecer que não teriam candidato capaz de ganhar de Roosevelt. Roosevelt morreu o que tornou a medida inócua para o fim que foi criada, mas foi uma ação democrática? Depois os republicanos tiveram um presidente que poderia ter reeleições sucessivas como Roosevelt, mas já haviam aprovado a lei e mudar de novo seria avacalhação demais, aí só se fosse no Brasil.

A praga das quintas-feiras: as crises financeiras!

Nuevo sismo bursátil internacional

Las plazas de América Latina fueron las más afectadas por la fuga de capitales

La bolsa de Sao Paulo perdió 2.58% y el real se devaluó

La Fed inyectó 17 mmdd para dar liquidez

REUTERS, AFP, DPA

Nueva York, 16 de agosto. Un jueves negro más en las bolsas mundiales. El sector inmobiliario estadunidense dio nuevas muestras de debilidad y provocó hoy un desplome en los mercados bursátiles de hasta 8 por ciento. De acuerdo con el Departamento de Comercio de Estados Unidos, el número de nuevas obras de construcción retrocedió 6.1 por ciento en julio a 1.38 millones de unidades a ritmo anual, cifra que representa menos que lo esperado y constituye el nivel más bajo desde enero de 1997.

Otra mala noticia: los permisos de construcción, que son un buen indicador de la tendencia futura de la actividad, también cayeron a su nivel más bajo desde octubre de 1996. A lo anterior se suman los problemas de la principal firma de hipotecas de Estados Unidos, Countrywide Financial, que anunció que va a endeudarse en 11 mil 500 millones de dólares para asegurar su funcionamiento.

Todos estos datos aumentaron el nerviosismo en los mercados financieros, que se cuestionan sobre la verdadera magnitud de la caída del sector inmobiliario estadunidense y sus posibilidades de afectar el crecimiento económico mundial.

La crisis inmobiliaria en Estados Unidos cobró fuerza en el primer trimestre de 2007, al crecer el número de deudores que no pudieron seguir pagando sus hipotecas, conocidas como subprime, que fueron otorgadas por diversas compañías a personas con un bajo historial crediticio. Varias de esas empresas se han declarado en bancarrota o, como en el caso de Countrywide Financial, han recurrido a apoyos financieros.

Los mercados temen que la crisis en ese sector se extienda a las demás áreas de la economía, como el consumo, y genere problemas para el crecimiento global, lo cual se reflejó en las caídas bursátiles.

América Latina fue la región más afectada, pues los mercados emergentes sufren más la fuga de capitales hacia refugios más seguros en tiempos de crisis.

La bolsa de valores de Sao Paulo descendió 2.58 por ciento golpeada por una fuerte salida de inversionistas extranjeros, e incluso llegó a caer 8.11 por ciento. Según una consultora de Brasil, Economática, el valor de mercado de 316 empresas que cotizan en esta plaza se redujo 209 mil 700 millones de dólares desde el 19 de julio, día último en que su principal indicador, el Bovespa, marcó un récord de ganancias. El real, la moneda local, se devaluó 3.1 por ciento a 2.09 reales por dólar, aunque el ministro de Hacienda, Guido Mantega, sostuvo que no es necesaria una intervención de la autoridad monetaria en el mercado de cambios. Sin embargo admitió que “no hay ninguna posibilidad de salir ileso de esas turbulencias”.

El índice Merval de la bolsa de Buenos Aires cedió 4.2 por ciento y se colocó en su nivel más bajo en 10 meses. En Chile, el índice selectivo IPSA, de la Bolsa de Comercio de Santiago perdió 4.17 por ciento. La bolsa de Colombia perdió 4.91 y la de Lima se desplomó 6.89 por ciento.

El índice Dow Jones de la bolsa de Nueva York cayó más de 2 por ciento, pero al cierre logró recuperarse y finalizó con una baja de 0.12 por ciento.

La Reserva Federal (Fed) de Estados Unidos tuvo que destinar otros 17 mil millones de dólares al mercado financiero para asegurar su liquidez, frente a la estampida de inversionistas desatada por la crisis de las hipotecas.

También el Banco Central de Japón enfrentó la volatilidad en los mercados al inyectar este viernes (hora local en la nación asiática) unos 10 mil millones de dólares al circuito monetario.

Las bolsas europeas también retrocedieron: el índice Footsie-100 de Londres cayó 4.10 por ciento. En París el CAC-40 cedió 3.26 por ciento, mientras el Dax de Francfort perdió 2.36. La bolsa de Tokio, el principal mercado asiático, terminó en fuerte pérdida de 1.99 por ciento, y su principal índice, Nikkei 225, se situó en el nivel más bajo desde el 29 de noviembre de 2006.

En otro de los grandes mercados asiáticos, el de Corea del Sur, la bolsa de Seúl se desplomó 6.93 por ciento, el mayor de su historia. Shanghai acusó una caída de 2.14 por ciento, mientras Hong Kong cerró con retroceso de 3.3 por ciento.

La bolsa de Manila cerró con una pérdida de 6.01 por ciento; Taipei -4.56, y en India, la bolsa de Bombay se desplomó 4.28 por ciento.

Mulheres bonitas e as feias! Cansei da Christiane Torloni!

Há várias coisas que transformam uma mulher muito bonita em feia. Cabelos longos sempre tornam uma mulher mais bonita e quando os cabelos são cortados curtinhos, um pouco da beleza se esvai, você pode acabar se acostumando, mas não é mais a mesma beleza. Há hábitos que também estragam a beleza de uma mulher como fumar, destrói completamente um belo rosto um cigarro na boca. Há outras coisas que fazem que destroem a beleza, e esta na praça algo novo, o movimento Cansei destrói a beleza de qualquer mulher. Sempre achei, desde pequeno, a Christiane Torloni linda, lembro dela na novela "A Gata comeu" perdida na ilha com o Nuno Leal Maia e as crianças. Ela estava linda também na novela "A viagem" sendo disputada pelo Antônio Fagundes e o Maurício Mattar. Depois descobri que ela era inteligente também lendo as suas entrevistas, não eram bobinhas. Mas agora tudo desmorona, a Christiane Torloni é uma das lideranças do movimento Cansei, se transformou num protótipo de bruxa, se juntar a Hebe Camargo, Ana Maria Braga e Ivete Sangalo não dá. Vamos derrubar, Lula, tudo bem! Eu iria com a Christiane Torloni para a Praça da Sé derrubar o Lula, mas com a Hebe Camargo, Ana Maria Braga e Ivete Sangalo não dá, nem após uma cirurgia para remoção completa do meu cérebro eu me sentiria burro o suficiente para sair em tais companhias. Cansei da Christiane Torloni! Preciso de uma nova musa para a minha infância, quem sobrevive com um carimbo do movimento Cansei na na sua infância?

Taiwan na ONU? Nunca enquanto o mundo for realista!

ONU impone ¡segregación política! a Taiwán

Por Embajada de Taiwán

Taiwán fue uno de los miembros fundadores de la Organización de Naciones Unidas (ONU) al finalizar la Segunda Guerra Mundial, pero en 1971 tras años de debate perdió su escaño representativo de toda China y fue suplantado por la República Popular de China.

Desde 1993 Taiwán, ha procurado ingresar a la ONU realizando esfuerzos con sus aliados diplomáticos para que su solicitud de inclusión logre ser tomada en cuenta dentro de la agenda de la Asamblea General Anual de ese organismo. Sin embargo estos esfuerzos no han logrado el éxito ansiado.

Próximamente se llevará a cabo la Asamblea General Anual de la ONU, pero a los 23 millones de habitantes taiwaneses nuevamente se le han desvanecido las esperanzas de participar como miembro de dicha organización.

Recientemente el presidente de Taiwán Chen Shui-Bian envió una carta al Secretario General de la ONU Ban ki-moon en la cual solicitaba el ingreso de su país bajo el nombre ¡Taiwán!

En la misiva, el presidente Chen manifestaba que la exclusión de Taiwán a largo plazo equivale a una “segregación política” que la ONU está imponiendo al país. Asimismo, expresaba en representación de los 23 millones de taiwaneses el deseo de ser parte de la comunidad internacional para poder aportar más eficazmente con los compromisos entre las naciones.

Se refería al hecho que la comunidad internacional había reaccionado con una actitud fría ante los esfuerzos del pueblo de Taiwán por buscar la dignidad y la paz, pidiéndole a Taiwán, un país amante de la libertad, la democracia y los derechos humanos, guardar silencio incluso después de sufrir diversos tipos de insultos y la amenaza a su seguridad.

Cuando la globalización está vinculando a todo el mundo estrechamente, la ONU ha construido una alta pared para excluir a Taiwán de la comunidad internacional, un tratamiento injusto que el pueblo de Taiwán no puede aceptar, expresó Chen.

Lamentablemente dicha misiva fue rechazada sin haber sido revisada. Hecho que la Cancillería de Taiwán calificó públicamente como irrazonable, considerando que se pudo haber tomando en cuenta la solicitud de Taiwán para ingresar a la organización, al igual que consideraría cualquier otra solicitud.

Para Taiwán su exclusión en las filas de la ONU representa una gran ironía al principio de la universalidad de membresía de la organización, asimismo deja al descubierto un hueco en el mecanismo de cooperaciones conjuntas de la ONU.

http://blogs.elnuevodiario.com.ni/articulos/210/onu-impone-segregacion-politica-a-taiwan

El Universal do México alerta Lula e Mantega

Os três últimos parágrafos do editorial do jornal El Universal do México faz um alerta aos mexicanos que vem a calhar para o presidente Lula e o ministro Mantega, aqueles que esqueceram o que ensinavam para FHC e Malan. O Brasil não está imune à crise, não importa os fundamentos, assim como o México. E por estarmos mais próximos de Deus do que os EUA (ao contrário do México, que Porfírio Díaz dizia: Pobre México tão longe de Deus, tão perto dos EUA) não seremos os primeiros a serem socorridos.

Generaciones enteras de mexicanos vaya que sabemos de turbulencias, de devaluaciones, de cerrar empresas, de perder empleos.

Justamente en otro mes de agosto, pero de 1982, el país conoció de frente las consecuencias de la explosión de una burbuja de deuda. Conocido como el fin de semana mexicano, la crisis derivada de esas 48 horas cimbró los cimientos de la economía global, tal como hoy los sacuden las hipotecas.

Tuvieron que pasar siete años para superar dicho trance, que se repetiría en diciembre de 1994. Qué bien que los fundamentos de la economía estén sólidos hoy, pero aprendamos a no creernos una isla aparte.

UNAM: uma 10 vezes maior que a USP

Sucesión en la UNAM

Fernando Ortiz Proal

El Universal

Viernes 17 de agosto de 2007

La UNAM es una de las mejores univer-sidades del mundo y es también el espacio académico, cultural y de investigación más importante del país. Integrada en la actualidad por más de 350 mil universitarios, esta comunidad de estudiantes, profesores, académicos y trabajadores representa un signo inequívoco de nacionalismo y desarrollo, un factor de justicia social, un embajador universal y un elemento fundamental para la gobernabilidad del país.

En este sentido, la sucesión en la Rectoría de la máxima casa de estudios rebasa el ámbito universitario convirtiéndose en un proceso de interés para todos. Y es que lo que acontece en la UNAM siempre trasciende más allá de Ciudad Universitaria. Su dimensión y composición extraordinariamente plural —a sus aulas concurren todas las corrientes del pensamiento y las tendencias de carácter social y científico— la hacen el más nítido reflejo de nuestra colectividad.

Es una corporación pública —organismo descentralizado— cuya autonomía, no obstante contar con fundamento legal, siempre será más fáctica. En el artículo tercero de su Estatuto General se establece como propósito esencial de la Universidad “estar íntegramente al servicio del país y de la humanidad, de acuerdo con un sentido ético y de servicio social, superando constantemente cualquier interés individual”. Y para alcanzar dicho fin la UNAM se inspira en los principios de libre investigación y libertad de cátedra, encontrándose expresamente impedida para “tomar parte en las actividades de grupos de política militante”.

La UNAM es una institución imprescindible para México. Por lo que siempre se deberá defender su autonomía y en su vida interna privilegiar el interés general de la comunidad universitaria, evitando la injerencia de intereses particulares y, mucho menos, partidarios.

Así las cosas, no es de extrañar que a tan sólo tres meses de que Juan Ramón de la Fuente entregue la batuta universitaria, comience a intensificarse el debate sobre quién debe conducir los destinos de la UNAM. En principio, en un acto de elemental justicia debemos reconocer el buen papel que ha desempeñado el actual rector. De la Fuente supo llevar las riendas de la Universidad con inteligencia y prudencia, sorteando con habilidad los vendavales electorales y las torpes embestidas de la administración foxista en contra de la Universidad. Asimismo, logró colocar a la UNAM en el sitio de excelencia que le corresponde a nivel mundial. En nuestra opinión la fórmula que aplicó fue una combinación de independencia, honestidad, trabajo y buen equipo.

En atención a esta exitosa ecuación, encontramos que su sucesor en la Rectoría debe ser una persona inteligente, prudente, universitario de cepa, sin compromisos con el gobierno, con experiencia docente y con el suficiente talento político para evitar, paradójicamente, la politización de la Universidad.

Sin lugar a dudas la mayor riqueza de la Universidad son los propios universitarios. Y los nombres que se barajan para suceder a De la Fuente son el mejor ejemplo de ello. José Narro Robles, Fernando Serrano, Rosaura Ruiz, Diego Valadés, Gerardo Ferrando y José Antonio de la Peña son destacados universitarios con suficientes méritos para dirigir los destinos de la UNAM.

Sin embargo, corresponderá a la Junta de Gobierno decidir quién tendrá el privilegio de llegar a la Rectoría el próximo 17 de noviembre. La Junta de Gobierno es la autoridad universitaria superior, seguida en ese orden del Consejo Universitario; el rector; el patronato; los directores de facultades, escuelas e institutos; y los consejos técnicos.

Los 15 integrantes de la Junta de Gobierno son destacadas personalidades en diversos ámbitos que en términos de la ley orgánica comparten el “haberse distinguido en su especialidad, prestar o haber prestado servicios docentes o de investigación en la Universidad, o demostrado en otra forma interés en los asuntos universitarios y gozar de estimación general como persona honorable y prudente”. Se trata de un grupo de personas que conocen perfectamente a la UNAM, su historia, valores y retos, y quienes colegiadamente, sin duda, sabrán tomar la mejor decisión por el bien de la Universidad.

Por ello, resulta absurda la propuesta que hace unos días hizo un grupúsculo de científicos para que se “abra el proceso a la comunidad universitaria”. Este asambleismo barroco que pretenden, además de vulnerar las atribuciones de la Junta de Gobierno, politiza y hace susceptible de influencias externas una cuestión que siempre debe ser de exclusiva incumbencia de los universitarios.

La UNAM cuenta ya con órganos de representación como el Consejo Universitario y los consejos técnicos, pero la decisión sobre quién debe ocupar la Rectoría no es un asunto de mayorías sino de capacidades, de ahí que sean verdaderos peritos en la Universidad, personajes cuyas trayectorias ya están más allá de los dimes y diretes políticos, quienes elijan al nuevo rector.

ferortiz@consultoreslegislativos.com

Abogado, profesor de la Facultad de Derecho, UNAM

Não faltam atividades para a CIA: derrubar governos e vandalizar a Wikipédia!

'Actos vandálicos' de la CIA en Wikipedia

Una herramienta de la enciclopedia 'online' descubre que la CIA cambió la biografía de Ahmadineyad y el Vaticano la de Gerry Adams

ELPAIS.com - Madrid - 16/08/2007

Una nueva herramienta de la Wikipedia ha puesto al descubierto que la CIA, el Vaticano, el partido Demócrata, y entidades comerciales han editado entradas de la enciclopedia popular on line siguiendo intereses particulares y con el ánimo de tergiversar la información. La nueva herramienta consiente revelar la dirección IP del los ordenadores con los que se editan las entradas y con ello llegar a la identidad de las organizaciones, según informa el sitio web de la cadena británica BBC.

La herramienta, desarrollada por investigadores estadounidenses, puede localizar las direcciones IP desde donde se hacen las ediciones de la Wikipedia, que son millones, ya que se trata de una enciclopedia que se enriquece continuamente con las aportaciones voluntarias de los internautas.

Según cuenta la BBC, el Wikipedia Scanner, ha demostrado que alguien, desde ordenadores de la agencia de inteligencia de EE UU, editaron la entrada del presidente iraní, Mahmud Ahmadineyad. En el perfil del mandatario iraní, alguien desde un ordenador de la CIA ha incluido la exclamación "Wahhhhhh!" (una especie de bostezo) en una sección sobre su carrera política. De hecho, actualmente, Wikipedia avisa en la entrada de Ahmadineyad de que "la neutralidad y precisión del artículo están siendo cuestionadas" y de que "el artículo o sección puede contener menciones inapropiadas o malinterpretadas". La CIA ha rechazado confirmar que efectivamente se haya hecho una edición de esa entrada desde uno de sus ordenadores.

El Partido Demócrata también ha hecho de las suyas en la Wikipedia. Según cuenta la BBC, uno de sus ordenadores fue usado para hacer cambios en la entrada del presentador televisivo Rush Limbaugh, conocido por su ideología derechista. Así, se le califica ahora de "idiota", "racista" e "intolerante". En un párrafo sobre la audiencia de su programa se dice actualmente que "la mayoría de ellos [los seguidores] son retrasados". Desde el partido Demócrata se ha informado de que en realidad la dirección IP de quien hizo esos cambios pertenece al Comité de Campaña Congresual Demócrata, la organización demócrata para la campaña a la Cámara Baja del Congreso estadounidense y su sede está en el mismo edificio que la sede oficial del partido. Este organismo no ha negado la autoría de los cambios, aunque ignoran quién ha podido hacerlos, porque sostienen que datan de hace dos años.

También según la nueva herramienta de Wikipedia, desde un ordenador del Vaticano se han borrado datos de la biografía de Gerry Adams, el líder del Sinn Fein, la organización republicana y católica irlandesa. En concreto, se eliminaron enlaces con artículos de periódicos en los que se contaba que las huellas de Adamas habían sido localizadas en un coche usado para cometer un doble asesinato en 1971.

También ha habido cambios en la entrada de Walden O'Dell, presidente de la empresa Diebold. Esta empresa suministra máquinas electrónicas de voto para las elecciones. Desde la propia empresa se eliminaron párrafos de Wikipedia en los que se decía que O'Dell fue uno de los más importantes contribuyentes económicos a la campaña electoral de George W. Bush en 2000.

Entre los más de cinco millones de ediciones que ha localizado la herramienta, la inmensa mayoría se han hecho para corregir erratas o imprecisiones, aunque también ha detectado ediciones destinadas a eliminar datos potencialmente perjudiciales para alguna organización o para perjudicar a un tercero. Se han detectado también algunas pequeñas bromas en los perfiles del ex director de la CIA Porter Goss y la presentadora Ophrah Winfrey.

La herramienta ha sido desarrollada para establecer un control sobre la enciclopedia, de modo que no caiga en manos de intereses particulares.

E os pensionistas?

Em uma semana os fundos de pensão britânicos perderam 27 bilhões de libras. A questão sobre a extensão da crise se resume ao tamanho do efeito em cadeia. Em princípio as perdas dos fundos de pensão apenas empobrecem os pensionistas no futuro desde que os pagamentos presentes não sejam afetados. De todo modo os valores mostram o quão arriscado é permitir que a economia mundial se monte sobre papéis. De nada adianta o ministro Mantega dizer que a economia real vai bem se a crise não se interessa pelo que se passa nos fundamentos.

Por que o Financial Times não disse isso antes?

Subprime ratings for rating agencies

Published: August 16 2007 21:19 | Last updated: August 16 2007 21:19

It is almost a ritual. At some point in any credit crunch the ratings agencies – Moody’s, Fitch and Standard & Poor’s – are criticised for giving the problem debts high ratings in the first place and then for being too slow to downgrade. The ratings they gave to bonds backed by US subprime mortgages had problems but wholesale regulatory intervention does not make sense.

The European Commission wants to know why some bonds backed by subprime got high ratings and why others were not downgraded sooner. In the US, there are political rumblings in Congress as well.

In part, this is due to a misunderstanding of what credit ratings agencies do. They do not predict when the price of a bond will go down, or recommend one AAA credit over another. All they assess is a borrower’s financial strength and the probability they will repay, even in times of financial stress. Any professional investor who buys bonds using nothing but a credit rating should be sacked.

In part, however, repeated government scrutiny reflects the ratings agencies’ fundamental conflict of interest. They provide ratings for investors, but are paid by the banks and corporations that sponsor and issue bonds. Issuers want high credit ratings and they will shop around the agencies to find which will give them the highest marks.

This conflict is well-known, long-standing and hard to do anything about. A full solution, severing the financial links between issuers and agencies, is probably beyond either the commission or Congress. Their inquiries should focus instead on specific conflicts of interest around financial innovations such as securitised subprime debt.

Ratings agencies have been willing to give AAA ratings to the least risky slices of debt cut from pools of subprime mortgages. That helps banks to sell them but also gives the misleading impression that the risks are the same as those of an AAA-rated Treasury bond. The agencies need to find ways to make the difference clearer.

Subprime is a new market and there is little history on how such borrowers fare during downturns; most of the data that are available have been supplied to ratings agencies by the very banks that want to sell bonds. Any inquiry should ask whether the data on subprime were robust enough to justify the ratings, whether caveats were issued and whether banks passed on accurate and sufficient information.

The ratings agencies seem to have been overoptimistic about subprime securities. But some of such borrowers will always default and they cannot be blamed for that.

Mais uma da série, o Brasil é pobre, mas a ...

Capital sem luz e água potável por falta de dinheiro para combustível


A capital da Guiné-Bissau está as escuras e sem água potável desde o fim-de-semana, devendo a situação manter-se por um período indeterminado, indicou hoje fonte oficial da Empresa de Electricidade e Águas (EAGB).


De acordo com Faustino Cunha, porta-voz da EAGB, empresa estatal, a situação deve-se à falta de verbas para a compra do gasóleo para alimentar a central eléctrica de Bissau.

A empresa necessita de pelo menos 100 milhões de Francos CFA (152,4 mil euros) para a compra do gasóleo, mas o governo diz só estar disposto a avançar sete milhões de Francos CFA, verba que apenas dá para comprar pouco mais de 20 mil litros de combustível para central, indicou Faustino Cunha.

O governo, em nome das instituições estatais, é o principal devedor da EAGB, situação que tem dificultado o normal funcionamento da empresa que se vê confrontada, sistematicamente, com falta de liquidez para a compra do gasóleo, acrescentou ainda o porta-voz da EAGB.

Os clientes particulares da empresa raras vezes pagam o consumo da electricidade e água, alegando o não pagamento de salários aos funcionários públicos.

A falta de luz eléctrica e água potável na capital da Guiné-Bissau preocupa a direcção da EAGB numa altura em que o país está na época das chuvas, normalmente propícia ao surgimento da cólera.

Em 2005, os serviços sanitários guineenses registaram mais de cinco mil casos da cólera, doença considerada endémica no país, de que resultaram cerca de 50 mortos.
http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=18782&catogory=Guin%E9%20Bissau

Os EUA estão ajudando os coptas?

Os EUA estão enviando dinheiro para os coptas do Egito através de ONGs. Os coptas são uma minoria cristão perseguida por e efetivamente precisam de apoio. Mas é realmente suspeito. E certamente uma estratégia equivocada, será que os EUA imaginam que conquistarão apoio no mundo islâmico financiando os cristãos coptas? Ou que os coptas poderão substituir a maioria islâmica do Egito? É ma estratégia que aumenta a rejeição tanto aos coptas quanto aos EUA.

http://weekly.ahram.org.eg/2007/858/fr2.htm

E o direito das mulheres?

Iranian Women Barred From Karate Games

TEHRAN (PressTV) - Eleven Iranian women have been banned from the Konishi Cup karate competition in Kalmar, Sweden, after they refused to remove their hijab.

The women ended up watching the competition from the stands at the beginning of August when head referee Javier Escalante declined to give them a special dispensation, a Swedish-based English-language online newspaper The Local said quoting the Sveriges Radio.

It added that the Iranian women had traveled to Sweden solely to take part in the championship.

Escalante pointed to karate rulebook, which states that all competitors are forbidden to wear jewelry, necklaces or headgear.

Não me esqueci do Ahmadinejad!

Um aluno implicava com a quantidade de vezes que o Ahmadinejad aparecia neste blog, e de repente o Ahmadinejad sumiu do noticiário, mas agora reaparece e numa notícia interessante, numa reunião de cúpula dos países da Ásia Central, que a imprensa iraniana classifica como um encontro anti-americano. Um aliança entre um Putin indignado com Ahmadinejad não pode gerar bons resultados para o Bush.

Ahmadinejad to Attend Security Summit

BISHKEK (AP) -- Iranian President Mahmoud Ahmadinejad arrived yesterday in Kyrgyzstan to join the leaders of Russia and China for a summit of a regional group seen as a platform for countering US interests in strategic, energy-rich Central Asia.

The United States, which maintains an air base in the host country, is keeping a close eye on Thursday's gathering of the Shanghai Cooperation Organization, which also includes four ex-Soviet republics in Central Asia.

The SCO emerged 11 years ago to address religious extremism and border security issues in Central Asia. China and Russia have been pushing for strengthening the group since the US military set up air bases in Uzbekistan and Kyrgyzstan after the Sept. 11, 2001, attacks to support the anti-terror campaign in nearby Afghanistan.

In recent years, with Iran, India, Pakistan and Mongolia signing on as observers, the group has been emerging as potentially a broader and more powerful bloc aimed at resisting US domination in world affairs. Ahmadinejad is attending the annual summit for the second year in a row.

At last year's summit in Shanghai, the Iranian president called on the SCO to become "a strong, influential economic, political and trading institution" that could act to "prevent the threats of domineering powers and their aggressive interference in global affairs."

Although the SCO has welcomed Ahmadinejad, accepting Iran as a full member will not be on the table any time soon, said Fyodor Lukyanov, editor of the Russia in Global Affairs journal. "Making Iran a member would be seen as an open challenge to the United States, a call for confrontation," he said.

The organization, whose members are some of the world's biggest energy producers and consumers, also has begun to embrace economic cooperation. At Thursday's summit, the leaders plan to discuss the creation of an SCO Energy Club, a Kremlin official said, speaking on customary condition of anonymity.

A further sign of the group's intention to influence energy markets is the participation in the Bishkek summit of Turkmen President Gurbanguli Berdymukhamedov, whose country is the second-largest producer of gas in the former Soviet Union after Russia. Turkmenistan is not a member of SCO; the president is attending as a guest.

Ahmadinejad stopped in Turkmenistan on his way to Bishkek to meet with Berdymukhamedov.

The Turkmen president also received a visit this week from Daniel Sullivan, US assistant secretary of state for economic, energy and business affairs. The United States wants Turkmenistan's support for an undersea Caspian gas pipeline, which would circumvent Russian-controlled export routes.

For Washington, a more immediate worry is the fate of its military base in Bishkek. Neighboring Uzbekistan kicked US troops out in 2005 after the SCO called on the United States to set a deadline for withdrawing its troops from the Kyrgyz and Uzbek bases.

Russian Deputy Foreign Minister Andrei Denisov said the organization's opposition to a prolonged US military presence in Central Asia has not changed. "It is still in force," he said in an interview published Wednesday in the Vremya Novostei newspaper.

Denisov also warned against attempts to pull the Central Asian countries away from Russia.

US Assistant Secretary of State Richard Boucher said during a visit to Bishkek in June that the US air base there was a bilateral issue and "not an issue for discussion between the Shanghai Cooperation Organization."

Kyrgyz Foreign Minister Ednan Karabayev has signaled in the run-up to the summit that his country is not seeking closure of the US base, saying that it is important for the reconstruction of Afghanistan.

Russia also maintains a military base in Kyrgyzstan

Reinaldo Azevedo da Veja

Reinaldo Azevedo tem um blog no site da Veja e vive batendo no "Direito achado na rua" da UnB, de vez em quando entro no blog, porque em geral ele é comentado em outros blogs. O sujeito é um reacionário, chato, neoliberal, preconceituoso, ou seja, segue o padrão Veja de qualidade, mas como é debatido de vez em quando olho. E nestas visitas bissestas sempre há algum comentário sobre o "Direito achado na rua". Conheci o "Direito achado na rua" no meu primeiro semestre na UnB e inclusive comprei o manual introdutório que fazia parte de um curso à distância. A idéia do "Direito achado na rua" é que o juiz ao interpretar a lei e proferir uma sentença não deve ficar preso à letra fria da lei, mas deve considerar os fatores sociais. Radicalizando a tese isso significa na prática que num sistema de direito romano haveria espaço para que o juiz "legisle" como num sistema de common law. De um modo mais suave considerar os fatores sociais pode significar o seguinte, o indivíduo A e o indivíduo B, em ações independentes roubam um carro. O indivíduo A estuda na USP, é filho de um deputado (ou um executivo, ou empresário ou fazendeiro), mora em um condomínio fechado. O indivíduo B da mesma idade, não terminou o segundo, é filho de um operário (ou um desempregado, camelô, pequeno comerciante, etc.). A pena do indivíduo A deve ser maior do que a do indivíduo B. Ou o grilheiro ocupa terras do Estado, falsifica documentos, venda a terra para outros, o MST ocupa terra dos fazendeiros para que se faça reforma agrária, a sua ação deriva de um problema social. Então a pena do grilheiro deve ser muito mais pesada e as ações do MST devem ser julgadas como atividade política e não como ação criminosa. E assim segue. O "Direito achado na rua" não é tolice que diz Reinaldo Azevedo, é o direito que se faz na rua, considerando as questões do povo e que não ficam prisioneiros dos gabinetes.Pode na prática estar equivocado, mas não no princípio. Basta ver a velha história da lei que pega e da lei que não pega, ou do Brasil real e o Brasil legal de Oliveira Vianna.

Stiglitz está certo, mas antes ele não dizia isso!

La hora de la verdad para Estados Unidos

Joseph E. Stiglitz

Parece que finalmente los pesimistas que durante mucho tiempo han predicho que la economía de Estados Unidos estaría en problemas tendrán razón. Por supuesto, no hay alegría al comprobar que los precios de las acciones se vienen abajo como resultado de la explosión de las hipotecas no pagadas. Pero eso era muy predecible, como lo son las posibles consecuencias tanto para los millones de estadounidenses que se enfrentarán a problemas financieros como para la economía global.

Todo se remonta a la recesión de 2001. Con el apoyo del presidente de la Reserva Federal, Alan Greenspan, el Presidente George Bush impulsó un recorte fiscal diseñado para beneficiar a los estadounidenses más ricos, pero no para sacar a la economía de la recesión que vino después de que se reventara la burbuja de Internet. Ante ese error, la Reserva no tenía muchas opciones si deseaba cumplir su mandato de conservar el crecimiento y el empleo: tenía que rebajar los intereses, cosa que hizo de una forma sin precedentes –hasta llegar a 1%.

Funcionó, pero de una manera fundamentalmente distinta a como funciona normalmente la política monetaria. Generalmente, las tasas de interés bajas hacen que las empresas pidan más préstamos para invertir, y el crecimiento del endeudamiento se ve igualado con activos más productivos.

Pero dado que el exceso de inversión de los años 1990 fue parte del problema que provocó la recesión, las tasas de interés reducidas no estimularon una gran inversión. La economía creció, pero principalmente debido a que las familias estadounidenses se decidieron a endeudarse más para refinanciar sus hipotecas y gastar parte del excedente. Y, mientras los precios de las viviendas aumentaron como resultado de las tasas de interés más bajas, los estadounidenses pudieron ignorar su endeudamiento creciente.

De hecho, ni siquiera eso estimuló lo suficiente a la economía. Para lograr que más personas pidieran préstamos, se redujeron las condiciones de los créditos, lo que promovió el crecimiento de las llamadas hipotecas basura. Además, se inventaron nuevos productos que rebajaron los montos de los enganches, lo que facilitó a las personas solicitar hipotecas mayores.

Algunas hipotecas incluso tenían amortización negativa: los pagos no alcanzaban a cubrir los intereses, de forma que cada mes la deuda crecía más. Las hipotecas fijas, a tasas de interés del 6%, fueron sustituidas por hipotecas de tasa variable, cuyos intereses estaban ligados a las letras del Tesoro de corto plazo. Las llamadas “tasas señuelo” permitían pagos aun más bajos durante los primeros años. Eran señuelos porque partían del hecho de que muchos deudores no eran sofisticados financieramente, y no entendían en realidad en lo que se estaban metiendo.

Y Alan Greenspan los alentó a que se arriesgaran promoviendo estas hipotecas de interés variable. El 23 de febrero de 2004, señaló que “en la última década muchos propietarios de viviendas podrían haberse ahorrado miles de dólares si hubieran contratado hipotecas de tasa variable en lugar de hipotecas de tasa fija”. Pero, ¿esperaba realmente Greenspan que las tasas de interés se mantuvieran permanentemente al 1% --una tasa de interés real negativa? ¿No pensó qué les sucedería a los estadounidenses pobres con hipotecas de tasa variable si los intereses se elevaban, como era casi seguro que lo harían?

Por supuesto, la conducta de Greenspan significó que durante su administración la economía tuvo un mejor desempeño del que habría tenido de otra forma. Pero sólo era cuestión de tiempo antes de que ese desempeño se hiciera insostenible.

Afortunadamente, la mayoría de los estadounidenses no siguieron el consejo de Greenspan de cambiar a hipotecas de tasa variable. Pero aun cuando las tasas de interés a corto plazo comenzaron a aumentar, la hora de la verdad se pospuso, ya que los nuevos deudores podían obtener hipotecas de tasa fija con intereses que no estaban aumentando. Sorprendentemente, cuando las tasas de interés a corto plazo aumentaron, las de plazo medio y largo no lo hicieron, algo que resultó enigmático. Una hipótesis es que los bancos centrales extranjeros que estaban acumulando billones de dólares finalmente se dieron cuenta de que era probable que seguirían teniendo esas reservas durante años y que podían situar al menos parte del dinero en bonos a mediano plazo del Tesoro de los Estados Unidos que dieran (inicialmente) dividendos mucho mayores que los de las letras del Tesoro.

La burbuja de los precios de la vivienda finalmente se reventó y, con la caída de los precios, algunas personas se han encontrado con que sus hipotecas son superiores al valor de sus casas. Otros descubrieron que, con el aumento de los intereses, sencillamente ya no podían hacer sus pagos. Demasiados estadounidenses no crearon un colchón en sus presupuestos y las compañías hipotecarias, concentradas en los derechos que generaban las nuevas hipotecas, no los instaron a que lo hicieran.

Así como fue predecible el colapso de la burbuja inmobiliaria, también lo son sus consecuencias: la construcción de viviendas y los precios de las existentes están disminuyendo y los inventarios están aumentando. Según algunos cálculos, más de dos terceras partes del aumento de la producción y el empleo en los últimos seis años han estado relacionadas con los bienes raíces, lo que refleja tanto las nuevas viviendas como los créditos obtenidos con viviendas como garantía para utilizarlos en excesos de consumo.

La burbuja inmobiliaria indujo a los estadounidenses a vivir con más de lo que tenían –el ahorro neto ha sido negativo desde hace un par de años. Al apagarse este motor del crecimiento, es difícil imaginar que la economía estadounidense no sufra una desaceleración. Un regreso a la salud fiscal será bueno a largo plazo, pero reducirá la demanda agregada en el corto plazo.

Hay un viejo adagio que dice que los errores de las personas perduran mucho después de que ellas ya no están. Eso es muy cierto en el caso de Greenspan. En el de Bush, estamos empezando a sentir las consecuencias incluso ante de que se vaya.

Joseph Stiglitz es Premio Nobel de economía. Su libro más reciente es Making Globalization Work.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Às vezes falta presidente!

O Brasil tem um problema sério, ficará 16 anos com presidentes figurativos e que só ouvem os áulicos. O presidente Lula afirmou que a crise é dos bancos americanos e dos EUA. Coitado do Lula, não sabe o que diz, e o Mantega que sempre foi o professor de economia do Lula agora prefere ser o ministro puxa-saco. O Mantega nunca foi um grande economista, mas repetia o que os outros diziam e falava as coisas, agora que precisa ter um discurso próprio diz bobagens, aconselha mal o presidente e impede que usemos a crise a nosso favor. No atual momento a crise pode ser excelente para o Brasil se pararmos de dizer que crise não nos afeta e passarmos a adotar novas políticas anticíclicas. Mas não faremos isso, porque o governo quer seguir o manual do sistema financeiro internacional e por termos um ministro medíocre e um presidente fraco. Nem podemos dizer muito porque o FHC e Malan que eram mais instruídos falaram e fizeram mais besteiras, o Lula e o Mantega ainda tem chance de perder este campeonato de besteiras, mas caminham a passos largos para conseguir ao menos o empate. O Brasil ainda tem uma vantagem no curto prazo que são as reservas internacionais, estão num patamar alto para os padrões brasileiros, mas para os padrões da crise mundial são valores insignificantes.

A manipulação na análise de risco

Agora a imprensa brasileira fica surpresa que as agências que avaliam risco avaliasse melhor os investimentos que estão entrando em colapso nos EUA do que investir no Brasil. Mas só no Brasil governo fica implorando uma melhor avaliação e a imprensa julga os governos e o país por esta avaliação. As agências de avaliação de risco também possuem interesses no mercado e avaliam de acordo com a posição que estão adotando nos seus investimentos. Ou seja, uma agência que têm ligações com investidores em títulos lastreados em hipotecas ou que emitem estes títulos vão avaliar estes títulos como suspeitos? Só no colapso, só agora, só quando já lucraram. O Brasil é sempre pior avaliado do que outros países em condições financeiras piores por razões políticas, é simples, valia no governo FHC, vale hoje.

Parapan e esporte

Interessante que a ESPN Brasil que gosta de posar de vestal da crônica esportiva não mostra nenhuma das competições do parapan-americano. Enquanto o Sportv mostra as provas e tenta demonstrar que deve ser tratado como uma competição esportiva qualquer. Entretanto o quadro de medalhas diz algo curioso, quem lidera o quadro de medalhas é o Brasil seguido pelo Canadá, México, e os EUA só aparecem em quarto lugar. Por que isso? Porque o esporte para-olímpico é produto da política social e não negócio, e aí veja que coisa curiosa, é óbvio que neste aspecto a chance do Brasil ficar na frente e competir com os EUA é maior porque o Estado no Brasil é sempre ativo, mesmo que seja ineficiente. Nos esportes olímpicos, o Brasil não tem condições de concorrer com os EUA porque a política social não é capaz de concorrer em condições de igualdade com os negócios bilionários. No Brasil, os esportes olímpicos, na maior parte, são fruto de política social. Em tempo, em Cuba também são um negócio claro que não do mesmo tipo que nos EUA.

O Corinthians ganhou?

O Corinthians ganhou do Botafogo. Realmente o Botafogo é um cavalo paraguaio, não joga nada, deve comemorar se conseguir Libertadores, porque é time de Sul-americana. Mas ainda estou em contagem para queda do Carpegiani, não tem cabimento ele terminar o campeonato dirigindo o Corinthians, ele é muito melhor que o Corinthians. O Vasco goleou o Atlético Paranaense, por que alguém ainda contrata o Antônio Lopes como técnico? O Vasco está dando sorte no brasileirão também, mas é um time vagabundo. O pior é saber qual time no Brasil hoje não é vagabundo, os times de futebol são como políticos, todos iguais, a mesma m... Desse jeito, podem entregar a taça para o São Paulo, porque pelo jeito até os times do Sul amarelaram este ano.

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

O mundo é complicado demais!

A cada dia tenho mais convicção que o mundo só pode ser inviável não pelos problemas macro, estes são solúveis. O que complica o mundo são as questões micro, que referem a órbita da vida de cada um, quanto mais complexas e diversificadas as relações que aí se estabelece, mais difícil da sociedade de organizar se compor, se tornar orgânica e, deste modo, sustentável. A complexificação gera cada vez mais conflitos e mecanismos de solução não estão gerados, e provavelmente por não existirem mesmo. Temos que ter consciência que estamos diante de uma situação única, nunca existiu sociedade similar exceto se acreditarmos nos continentes míticos, mas aí já sabemos qual será o fim das nossas sociedades e não há nada mesmo a ser feito.

O Brasil coopera para destruir o Haití?

José Steinsleger

Haití: las mentiras de Ban Ki Moon

En días pasados, el secretario general de las Naciones Unidas, Ban Ki Moon, visitó Puerto Príncipe (en particular Cité Soleil, urbe paupérrima habitada por medio millón de personas), y luego redactó un informe increíble, adjetivo que por sus contenidos se nos hace más apropiado que un aguado "no creíble" (La Jornada, 09/08/07).

"Me alegré de ver tanta actividad y animación, tantos indicios de normalidad", dijo el coreano, a más de festejar y solicitar al Consejo de Seguridad (o sea a Estados Unidos) una prórroga a la presencia de la llamada Misión de Estabilización (sic) de las Naciones Unidas (ONU, Minustah). Oigamos, entonces, la versión de Mercius Lublin, morador del distrito Boston de Cité Soleil, en la noche del primero de febrero pasado:

"... La familia estaba durmiendo en el suelo porque los soldados de la ONU habían aconsejado a todos en la zona que lo hicieran así. Entonces empezaron a disparar. Me di cuenta de que yo había sido herido en un brazo, mi mujer en los pies y que mis dos hijas se hallaban bañadas en sangre" (Stephanie y Alexandra Lublin, de 7 y 4 años años).

Según la agencia de noticias IPS (que inspeccionó los cadáveres de las niñas), la Minustah calificó el hecho de "daños colaterales". Por su lado, el representante especial adjunto del secretario general de la ONU para Haití, Joel Boutroue, responsabilizó de los asesinatos a los "miembros de las pandillas". En suma: un capítulo más del operativo Sin Piedad Hacia Cité Soleil (así llamado por la Minustah en diciembre pasado).

Siempre que se habla de Haití, hay que volver a empezar. ¿Hay palabras para explicar por qué su pueblo sigue cargando con dos siglos malditos de "civilización" y "progreso"? En la literatura aparecen. Recordemos al suizo Siguera, personaje de la novela El siglo de las luces (Alejo Carpentier, 1962), cuando en medio de la guerra independentista le dice a un francés: "Los negros no los esperaron a ustedes para proclamarse libres un número incalculable de veces".

Con Haití hay un problema. Es un pueblo de negros explotados sin misericordia por un grupo minúsculo de burgueses negros. Pueblo que hace 200 años derrotó, simultáneamente, a todas las potencias militares de la cristiandad y, por esto, y nada más que por esto, se le dio de baja en el concierto de las naciones libres.

El suizo de Carpentier daba a entender que las ideas, alzamientos populares y proclamas independentistas de Haití fueron producto de sus contradicciones, primero, y de las influencias libertarias del pensamiento anglosajón y europeo, después. "Todo lo que hizo la Revolución Francesa -añade- fue legalizar la Gran Cimarronada que no cesa desde el siglo XVI."

¿Acaso Macandal, quemado vivo por los franceses, fue en su época un simple jefe de pandilleros? Treinta y tres años después, en 1791, se levantó Boukman, quien organizó a los esclavos negros en el norte de Haití, proporcionándoles veneno hecho por él mismo de yerbas del país, para que se lo dieran a los franceses en comidas y refrescos.

En la noche de truenos y relámpagos del 22 de agosto de 1791, en una ceremonia vudú celebrada en el bosque de Bois Caiman, Boukman inició la rebelión de los esclavos. Los alzados imploraron la ayuda vengadora de los dioses negros contra los dioses blancos de la esclavitud, y así sostuvieron, victoriosamente, las cuatro patas de la libertad: la causa antiesclavista, la causa anticolonialista, la causa antifeudal, y la causa antimperialista.

En Haití, observó Carpentier, nació el verdadero concepto de independencia. Pero los llamados "jacobinos negros" decretaron derechos políticos iguales para todos los negros libres y los mulatos, y nada dijeron de los esclavos negros. La Asamblea francesa envió sus representantes y, ante el peligro de perder la rica colonia azucarera a manos de los ingleses, publicaron el decreto de emancipación general de los esclavos el 29 de agosto de 1793, hecho que no había ocurrido en el mundo hasta ese momento.

A inicios de 2004, los haitianos no pudieron celebrar el bicentenario de su independencia. Washington, París y la elite negra derrocaron al presidente constitucional Jean Bertrand Aristide. El país caribeño fue ocupado por enésima vez en su historia. Y a continuación, dispusieron que la Minustah quedase a cargo de las tareas sucias: 10 mil asesinatos, para empezar.

En ese mismo año, el Programa para el Desarrollo de Naciones Unidas señalaba que con 8 millones y medio de habitantes, 7 millones de haitianos subsistían con menos de dos dólares diarios. Y cinco, de estos siete, con menos de un dólar al día. La comida disponible apenas alcanzaba entonces para 55 por ciento en un país donde una de cada tres muertes, 38 mil al año, correspondía a niños y niñas menores de cinco años consumidos por la desnutrición crónica, grave y extrema.

Sin embargo, el lobotomizado señor Ban Ki Moon, títere de la Casa Negra, intituló su informe: "Una esperanza para Haití". Porque vea usted: "gracias a la promulgación de nuevas leyes, los ingresos fiscales aumentaron una tercera parte el año pasado..." etcétera.

Entre a história e a vida!

Quando dou aulas sobre a crise de 1929, os alunos são incapazes de ter uma verdadeira dimensão da crise. No Brasil, estamos sempre em crise, e falar em crise parece ser algo da rotina, com uma situação sempre ruim é difícil imaginar uma situação que seja muito pior. O fantasma de uma verdadeira crise financeira global faz com as novas gerações se coloquem diante de uma nova possibilidade de conhecer a crise de fato. Os pobres se empobrecerão mais, o que não é novidade, a diferença é os ricos se empobrecerem, mas empobrecerem de fato e não como ricos brasileiros. É empobrecerem ao ponto de viverem junto com os pobres, são as classes médias irem pedir dinheiro na rua. São os bancos quebrarem, quebrarem mesmo, ninguém vai ter ninguém pra comprar o banco, o comércio internacional desabam, as indústrias tem um monte de vagas, mas nem se o trabalhadores se dispuserem a trabalhar de graça serão contratados. Provavelmente jamais teremos ma crise como a de 1929 (exceto claro no grande colapso), mas é preciso que os gestores das finanças internacionais lembrem que não podem errar, mais do que nunca é preciso que o Estado faça os que os mercados são incapazes de fazer, ou seja, manter um comportamento racional.

A isso se chama Estado unitário! No Brasil seria possível?

Cancillería sofoca críticas y logra establecer un frente unido para abordar la situación como un tema de Estado
Perú: Foxley recibe el respaldo de la Alianza

Miércoles 15 de agosto de 2007
Ministro de Relaciones Exteriores se reunió con principales figuras de la oposición.


M. GÁLVEZ, H. CISTERNAS Y B. EBNER

El canciller Alejandro Foxley logró consolidar un frente político unido -entre el Gobierno, la Alianza y la Concertación- para que las pretensiones peruanas de alterar unilateralmente la frontera marítima sean enfrentadas en forma monolítica como un tema de Estado.

Foxley logró el respaldo de la Alianza ayer, luego de una serie de reuniones que culminaron en la tarde con un encuentro con los presidentes de RN y la UDI, Carlos Larraín y Hernán Larraín, respectivamente.

La estrategia se comenzó a tejer el mismo lunes, cuando La Moneda detectó señales preocupantes en críticas provenientes de la UDI, luego que el diputado Darío Paya acusara de ineptitud a la Cancillería en este episodio.

Por la tarde, Foxley decidió poner en agenda una cita a solas con los senadores Sergio Romero (RN) y Juan Antonio Coloma (UDI), miembros de la Comisión de Relaciones Exteriores de la Cámara Alta y quienes tienen marcada influencia en estos temas al interior de sus partidos.

Ayer, pasado el mediodía, recibió en audiencia al abanderado RN, Sebastián Piñera, quien a la salida del encuentro declaró que hablaba "a nombre de la Alianza" para respaldar la postura chilena y poner de relieve que la Cancillería está defendiendo "con firmeza y prudencia" los intereses del país.

Y cerca de las 18 horas, en Valparaíso se reunió reservadamente con los presidentes de los dos partidos opositores, con el mismo objetivo.

La jornada comenzó temprano, cuando a las 08.40 horas llegó hasta el Edificio Carrera el embajador de Chile ante Lima, Cristián Barros.

Paralelamente, Foxley participó en una actividad en La Moneda, luego de lo cual se reunió con la Presidenta Bachelet.

Entonces destacó "el enorme respaldo unitario de todos los sectores políticos hacia lo que el Gobierno de Chile está haciendo en esta materia".

En tanto, Barros, primero, sostuvo un largo encuentro con el director de América del Sur, Juan Pablo Lira, y poco antes del mediodía lo recibió Foxley.

Tras escuchar a Barros, y considerando los estudios que se han hecho el domingo y lunes sobre la cartografía presentada por Perú, los expertos en temas limítrofes de la Cancillería concluyeron en que ese país alteró los mapas y que éste es punto favorable para la defensa chilena en caso de que Lima insista en ir a La Haya, por cuanto se considera que nuestro país está respaldado por el derecho internacional. Se optó por que Barros no hablara con la prensa, pero que acompañara a Foxley al Congreso para exponer ante las comisiones de Relaciones Exteriores de la Cámara y del Senado.

Incluso, el embajador fue sacado por una puerta lateral e introducido a un taxi, donde se mantuvo -escoltado por Juan Pablo Lira- en espera de que se sumara a la comitiva la directora de Fronteras y Límites, María Teresa Infante.

Respuesta peruana a la objeción que planteó Chile en la ONU

Perú respondió el 10 de agosto ante las Naciones Unidas a la objeción del Gobierno de Chile presentada el 29 de mayo pasado respecto de su Ley de Líneas de Base del Dominio Marítimo aprobada en 2005 e inscrita el 17 de ese mismo mes.

LA ALEGACIÓN DE LIMA SEÑALA:

" 1. El Punto 266 mencionado en la Ley 28621 -Ley de Líneas de Base del Dominio Marítimo del Perú- corresponde al punto denominado expresamente "Concordia" en el Tratado del 3 de junio de 1929, mediante el cual quedó delimitada a perpetuidad la frontera entre los territorios del Perú y Chile".

" 2. De conformidad con el artículo 2º del citado Tratado de 1929, "el territorio de Tacna y Arica será dividido en dos partes. Tacna para el Perú y Arica para Chile. La línea divisoria entre dichas partes y, en consecuencia, la frontera entre los territorios del Perú y Chile, partirá de un punto de la costa que se denominará "Concordia", distante diez kilómetros al norte del puente del Río Lluta, para seguir hacia el oriente paralela a la vía de la sección chilena del Ferrocarril de Arica a La Paz y distante diez kilómetros de ella (...)".

" 3. Durante los trabajos demarcatorios llevados a cabo por la Comisión Mixta de Límites en 1930, los Gobiernos del Perú y Chile acordaron, de conformidad con lo dispuesto en dicho Tratado, que el punto de inicio de la frontera es la intersección en el Océano Pacífico de un arco de diez kilómetros de radio, trazado hacia el poniente desde un punto situado a esa distancia hacia el norte del mencionado puente del río Lluta".

" 4. La intersección de dicho arco limítrofe con el Océano pacífico se aprecia perfectamente bien en los planos elaborados por Enrique Brieba, representante de Chile ante la Comisión Mixta de Límites en 1930, así como en las cartas oficiales chilenas de la rada de Arica publicadas hasta el 30 de agosto de 1998. A partir de la décima edición de tales cartas en la citada fecha, inexplicablemente, el trazado del citado arco limítrofe ya no llega al mar. Ello implica el desconocimiento del punto "Concordia" como punto de inicio de la frontera entre los territorios del Perú y Chile, y constituye un desconocimiento de la línea fronteriza acordada por ambos países mediante el Tratado del 3 de junio de 1929 y de la demarcación de 1930".

" 5. Por consiguiente el hito nº 1 no es el terminus terrestre, lo es la intersección de la tierra con el mar, denominado punto Concordia, el cual coincide con el Punto 266 de la Ley de Base del Dominio Marítimo del Perú".

" 6. En cuanto a la delimitación marítima con Chile, conviene recordar que se trata de una controversia jurídica, debido a la inexistencia de un tratado sobre esta materia y, en consecuencia, es un asunto pendiente que debe ser resuelto de conformidad con lo establecido en el derecho internacional".

Lima no ha definido fecha para La Haya

El presidente de la Comisión de Relaciones Exteriores del Congreso peruano, Víctor Rolando Sousa, dijo a "El Mercurio" que la publicación de la cartografía forma parte de la estrategia para llegar ante la Corte Internacional La Haya, para lo cual aún no hay una fecha definida.

Aseguró que el proceso tomaría meses, ya que Perú está finalizando la preparación de los documentos y su estrategia para ir a La Haya.

El congresista, de línea fujimorista, descartó aprovechamiento político del tema. "Yo soy un parlamentario de oposición y no puedo decir que es porque ahora el señor Alan García ha bajado en las encuestas. Este no es un tema de encuesta, es un tema nacional: todos los peruanos estamos unidos para que este asunto finalmente termine", dijo.

Algunos políticos y la prensa peruano sostuvieron ayer que Chile ha tenido una sobrerreacción frente a la cartografía, aduciendo que se sabía de la presentación del mapa.