"Desde mi punto de vista –y esto puede ser algo profético y paradójico a la vez– Estados Unidos está mucho peor que América Latina. Porque Estados Unidos tiene una solución, pero en mi opinión, es una mala solución, tanto para ellos como para el mundo en general. En cambio, en América Latina no hay soluciones, sólo problemas; pero por más doloroso que sea, es mejor tener problemas que tener una mala solución para el futuro de la historia."

Ignácio Ellacuría


O que iremos fazer hoje, Cérebro?

sábado, 16 de junho de 2007

Quem cursa relações internacionais está condenado a ficar desempregado?

Esta semana dois alunos me procuraram para conversar sobre o curso de relações internacionais angustiados com as perspectivas de futuro.
É verdade o curso de relações internacionais não permite uma identificação clara de qual é a atividade a ser exercida após a conclusão do curso. Num curso de relações internacionais stricto sensu, seguindo o currículo padrão das universidades do exterior e o que se pratica na UnB, os alunos irão estudar basicamente política e economia política, um estudo centrado no Estado. Em tese, estaríamos formando diplomatas, mas obviamente não é verdade, a maior parte dos que se graduam em relações internacionais não irão trabalhar para o Estado nem no Brasil nem no exterior. Num país como EUA e ou nos países europeus, há uma grande divisão do trabalho que faz com que dentro das empresas haja espaço para analistas políticos de diferentes espécies, então os profissionais graduados em relações internacionais podem encontrar emprego fora do Estado, mas em atividades, setores que se relacionam com o Estado. E no Brasil? No Brasil não há essa divisão do trabalho, então torna-se mais difícil encontrar empregos no setor privado em atividades relacionadas com o Estado. Mas isto quer dizer que os profissionais de relações internacionais ficarão desempregados mais do que outros profissionais? Terão mais dificuldade para encontrar emprego? Certamente terão mais dificuldade para encontrar nos classificados dos jornais o nome do seu curso, mas não é verdade que terão mais dificuldade para encontrar emprego. Os graduados em todos os cursos enfrentam dificuldades.
Os graduados em administração trabalham em quê? Os graduados em direito? Os graduados em economia? Os graduados em sociologia? Os graduados filosofia? Os graduados em psicologia? Por exemplo, há algum tempo peguei um texto (e apesar de detestar ficar conversando com o taxista) fiquei sabendo que ele era formado em psicologia, tinha trabalhado durante anos em uma empresa como psicólogo, mas havia abandonado a profissão e se tornado taxista pelas circunstâncias. Se todos os administradores fossem administrar empresa, acho que faltaria empresa neste país, quantos caixas de banco estudam administração? Quantos chegaram a gerente? Quantos serão a vida inteira caixas? Quantas empresas no Brasil contrata economistas por serem economistas e aquela atividade só poder ser exercida por economista segundo o CFE? Que atividade no Brasil é efetivamente exclusiva de administrador? Nem todo economista trabalha com economia, nem todo administrador administra. E os filósofos? Quem contrata filósofos? Quantos filósofos temos no Brasil trabalhando como filosofia? Alguém conhece alguém que contrata sociólogos ou alguma atividade exclusiva de sociólogos? E os milhares de coitados que se graduam em Direito, quantos conseguem ser aprovados na prova da OAB? A minoria, ou seja, mais de 70% dos graduados em direito jamais serão advogados ou qualquer outra coisa relacionada ao direito, exceto assistente em algum escritório advocatício, atividade que poderia ser exercida por qualquer outro profissional. E esta é a questão, o mercado de trabalho é mais complexo do que a doutrina que diz que quem se qualifica encontra emprego diz. Vejamos:
1. nem sempre o chefe é o mais qualificado da empresa. Há várias pessoas que identificam como principal problema no seu emprego o fato do chefe ser menos qualificado, isso significa que nem sempre e nem todo empresa leva em consideração as "qualificações acadêmicas" na promoção dentro da carreira, mas o desempenho do funcionário dentro da empresa, tanto do ponto de vista técnico, pessoal, quanto político.
2. o mercado de trabalho é bastante estratificado. Os empregos de maior salário são de alta especialização. Quem acha que cursar ciência da computação garante um bom emprego se equivoca, é preciso se diferenciar, dominar tecnologias que poucos no mercado de trabalho domina. Do mesmo modo, quem faz relações internacionais e acha que inglês ou espanhol irá fazer diferença no mercado se equivoca, ele será jogado na massa, se quiser se diferenciar no mercado de trabalho de consultoria internacional tem que dominar línguas de domínio restrito como chinês, russo, finlandês, etc., que permita a entrada numa mercado de concorrência imperfeita, como poucos estão neste mercado o ganho é maior. O economista precisa de qualificações, o psicólogo, etc. Para que estes profissionais precisam destas qualificações para ficar no mercado de bacharéis de relações internacionais, de administradores, de economistas, de sociólogos, etc.
3. Quem não tem especializações, qualificações extra que permitam uma profunda diferenciação da massa ocupa o mesmo mercado de trabalho. Ou seja, graduados em RI, em economia, em administração, etc. ocupam o mesmo lugar no mercado de trabalho e disputam as mesmas vagas. Neste mercado de trabalho de massa, a graduação fez pouca diferença desde que o indivíduo consiga exercer as funções que a empresa demanda. De fato neste mercado, graduação só é efetivamente lembrada no momento de contratar estagiários e trainees porque a lei assim exige.
4. Então, a qualidade mais necessária fora do mercado altamente especializado é a flexibilidade, a capacidade de mudar de função, de se adaptar a diferentes atividades. E obviamente, que quando se fala de flexibilidade está se falando de atividades de nível médio na empresa, na base não há espaço para flexibilidade. Mas como a expectativa é que quem se gradue em RI não seja o operário, então o curso de RI pode proporcionar uma vantagem que é o desenvolvimento da capacidade de pensar que permite que o profissional tenha flexibilidade. Não se deve subestimar a importância desta vantagem a maioria das pessoas jamais pensaram, os pensamentos entram na cabeça delas, porque elas nem são sábias para serem capazes de silenciarem os pensamentos, nem são intelectualmente desenvolvidas para pensar os próprios pensamentos.l Então vivem a rotina de repetir o pensamento alheio e repetir procedimentos, qualquer um que rompa com isso consegue vantagens no mercado de trabalho e qualquer outro lugar. O curso de RI contribui para isso.
5. Concluindo, apenas uns poucos, os melhores, os que estudarem mais atuarão na área específica do curso, e ainda assim precisarão se especializar além do que qualquer curso de graduação pode proporcionar. Vale para relações internacionais, vale para os outros cursos. No resto do mercado de trabalho, todos são iguais.
6. O curso de relações internacionais tem dois problemas. O primeiro é que não existe um mercado de baixo nível para relações internacionais, então ou o sujeito estuda e se qualifica e atua em alto nível ou não atuará em uma área que seja estritamente relações internacionais. O segundo problema (que parece trivial, mas não é) é que não existe um termo para designar o profissional de relações internacionais, o que aumenta a insegurança sobre qual a atividade a ser exercida pelo graduado e gera confusão também para o empregador identificar o que o graduado está apto a fazer. No entanto, pergunte para alguém o que faz o economista? Ou o que faz o sociólogo? Ou o que faz o cientista política? Ou o engenheiro de alimentos? Ou o geógrafo? O que faz um matemático? Qual a diferença entre o cientista da computação ou engenheiro da computação? Alguém que cursa processamento de dados e outro que curso ciência da computação estão no mesmo mercado de trabalho são concorrentes?
7. Deve-se estudar relações internacionais quando se gosta de estudar política interna, política mundial, economia política internacional, quando está disposto a ler, a ter discussões teóricas, a ver muita teoria, a pensar de forma cada vez mais abstrata. Se tiver estes pré-requisitos, os resultados virão do ponto de vista acadêmico e no mercado de trabalho não encontrará dificuldade maior do que o estudante de qualquer outro curso mesmo que a apreensão seja maior do que a dos alunos dos outros cursos, porque o curso e seu potencial é desconhecido pelos próprios alunos. Mas deve ser lembrado que quem escolhe cursar relações internacionais é porque tem pretensões maiores do que quem escolhe administração, comércio exterior, letras, ciências contábeis, arquivologia ou outros, então a incerteza também é maior, quanto maior o salto que se quer quer dar maior o risco de fracasso. Mas o curso de relações internacionais não é um trampolim inferior aos outros cursos, ao contrário, é melhor, mas proporciona riscos maiores. Pode-se pilotar como o Senna ou como Rubinho, como Rubinho pode bater o record de corridas, mas nunca será campeão. Como o Senna, bate-se records de vitórias, torna-se campeão, mas corre-se o risco de não terminar a prova. Para cursar relações internacionais não precisa ser um Senna, mas certamente não pode ser um Rubinho. O Rubinho cursaria administração, direito, etc.

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Se fosse no Brasil, o que iriam dizer?

15/06/2007 - 11h29

Pentágono pensou em utilizar a 'bomba gay' contra os soldados inimigos

WASHINGTON, 15 Jun 2007 (AFP) - Uma 'bomba gay', que transforma os soldados inimigos em homossexuais que preferem fazer amor a fazer a guerra, foi uma idéia destrambelhada proposta nos anos 90 ao Pentágono para resolver seus conflitos bélicos.

Em 1994 o laboratório Wright, do Exército do Ar em Dayton (Ohio, norte), solicitou ao departamento de Defesa americano 7,5 milhões de dólares para desenvolver esta bomba constituída de um produto químico de efeito poderoso e afrodisíaco, que levaria os combatentes a adotar um "comportamento homossexual" e que minaria "o espírito e a disciplina das unidades inimigas".

O documento com esta solicitação, descoberto em dezembro de 2004 pelo Sunshine Project, uma associação com sede no Texas e na Alemanha que luta contra as armas biológicas, circula há vários dias pelos blogs e meios de comunicação americanos.

O Pentágono confirmou a existência dessa proposta, mas minimizou seu alcance. "O departamento de Defesa jamais incentivou tal conceito. E nenhum financiamento foi aprovado pelo Pentágono", afirmou à AFP um porta-voz militar, o tenente-coronel Brian Maka, recordando que essa idéia fazia parte de uma série de propostas sobre armas não-fatais, entre as quais estava um produto químico que tornaria os inimigos sensíveis à luz do sol e outra que visava a criar abelhas superviolentas.

Edward Hammond, do Sunshine Project, põe em dúvida, no entanto, as afirmações do Pentágono. "A proposta não foi rejeitada de cara. Foi examinada mais tarde", afirma ele no site da associação.

Ele diz ainda que a idéia foi inserida em 2000 num CD-ROM promocional sobre as armas não-fatais por um organismo do Pentágono, com sede em Quantico (Virgínia).

De acordo com Hammond, a idéia foi reiterada em um estudo submetido à Academia Nacional de Ciências, em 2001.

Esta história de 'bomba gay' virou prato cheio para piadas e comentários jocosos dos blogueiros. "Se tínhamos uma bomba gay, por que não as usamos nas montanhas do Afeganistão?", questiona o republicoft.com, que se identifica como um negro e homossexual que vive em Washington.

"Os imbecis que tiveram esta idéia deveriam levar um sopapos e obrigados a ouvir discos de Judy Garland para o resto de suas vidas", escreve outro blogueiro, Ed Brayton, no Huffington Post.

Os especialistas em homossexualidade não acham tal proposta tão estranha. "Esta história mostra as idéias ultrapassadas do Pentágono sobre a sexualidade e sobre a relação entre a sexualidade e a noção de ser um bom soldado", estimou Aaron Belkin, professor da Universidade da Califórnia.

"Imaginar que borrifar um produto químico sobre alguém possa torná-lo homossexual é grotesco, e imaginar que este indivíduo transformado em gay se torne um mau soldado também é ridículo", afirmou à AFP.

A polêmica a respeito do tema é tanta que o secretário de Defesa, Robert Gates, decidiu decidiu afastar de seu posto, em setembro, o chefe do Estado-Maior conjunto, o general Peter Pace, devido à controvérsia em Washington sobre as operações americanas no Iraque.

Em março, o general Pace classificou a homossexualidade de "imoral" em uma entrevista ao jornal Chicago Tribune, reavivando o debate sobre a lei que autoriza aos homossexuais a entrar no exército sob a condição de que não comentem sua orientação sexual.

Um projeto de lei democrata propõe reformar essa lei, batizada de "Não pergunte, não diga" ("Don't Ask, Don't Tell"), adotada em 1993 pelo presidente democrata Bill Clinton.
http://cienciaesaude.uol.com.br/ultnot/afp/2007/06/15/ult4430u420.jhtm

quarta-feira, 13 de junho de 2007

A loucura do nacionalismo hindu

O artigo abaixo é da revista Organiser do grupo nacionalista hindu RSS. O artigo denuncia um plano para aumentar o número de terroristas na Cachemira com imigração e com filhos e mais filhos por parte dos muçulmanos. É impressionante a quantidade de bobagens que a mente humana é capaz de produzir.

Heavy influx from Pakistan
Kashmir population doubles in two decades
By Gopal Sachar

When countrywide family welfare schemes were launched to check the population explosion, in the Valley of Kashmir some religious fundamentalists including several Mullahs and Molvis openly denounced these schemes and went to an extent in announcing awards for those who produce more and more children.

In Jammu areas where the family planning schemes were implemented, the growth in the population has been recorded about 50 per cent although large numbers of migrants from the Valley of Kashmir have settled in Jammu areas.

The population of terrorist—infected Valley of Kashmir has been almost doubled during the past 25 years.

This has happened despite migration of over five lakh people, mostly Kashmiri Pandits and others who in Jammu also include about six thousand Muslim families who have been registered as political migrants. In addition to this about 30,000 persons were killed and 7000 women were widowed because of terrorist violence related incidents.

This abnormal growth in the population of the Valley has been due to various reasons but the religious fundamentalism has played its major role with a design to harm India, to bleed India and defeat its family welfare schemes.

In early eighties when countrywide family welfare schemes were launched to check the population explosion, in the Valley of Kashmir some religious fundamentalists including several Mullahs and Molvis openly denounced these schemes and went to an extent in announcing awards for those who produce more and more children.

Notwithstanding this opposition, the announcement of certain incentives including increments to employees opting for sterilization, many availed such incentives.

Interestingly in certain areas of the Valley several government employees availed the incentives but later on produced children. And they shifted the onus upon the doctors by alleging that their operations were not successful.

After the outbreaks of armed militancy in 1989, the concerned staff linked with the operation of family welfare schemes were openly threatened with dire consequences if they indulge in implementing the government schemes.

Several ultras including foreign terrorist Commanders allegedly also played their amazing role in increasing the growth of population by employing various tactics including having forced marriages, illicit relations etc.

Even after the claims about the improvement in the situation of Kashmir, there are still many areas where the staff did not dare to carry out implementation of family planning programs.

The result is that no target is being achieved even after spending huge sums from the Indian exchequer.

The highest growth of population has been recorded in the districts of Kupwara and Baramulla bordering Pakistan occupied Kashmir (PoK).

As per the census conducted in 2001 the population growth of Kupwara district between 1981 to 2001 was as high as 94 per cent and in the adjoining district of Baramulla it was 83 per cent. And during the past over five years now there has been no implementation of family planning programs. According to reliable reports about 20 per cent more increase has been recorded in these areas during the past six years.

Significantly, in Jammu areas where the family planning schemes were implemented, the growth in the population has been recorded about 50 per cent although large numbers of migrants from the Valley of Kashmir have settled in Jammu areas.

The lowest population growth has been recorded in the Hindu dominated district of Kathua where it was found an increase of 46 per cent between 1981-2001.

There was no census in Jammu and Kashmir in 1991 because of problems of terrorists.

The big growth in the population of the Valley is obviously adversely affecting the developmental activities and increased demand for foodstuffs.

More than this the way the things are going on, it is clear aspersion on the authority of the government. It is also creating doubts about the bonafides of certain ruling leaders itself.

"Dê-me sangue e eu lhe darei liberdade"

As provas estão me dando a chance de ler excelentes livros, ontem e hoje li "Tentações do Ocidente: a modernidade na Índia, no Paquistão e mais além" de Pankaj Mishra, um livro muito interessante (há erros de digitação de datas, mas aí a culpa é do tradutor, do revisor e da gráfica). Estou conhecendo a Índia. Em campanha para deputado, o candidato no comício pergunta para a audiência "quantas bombas devemos construir?", as bombas atômicas são importantes na política interna indiana e para o nacionalismo hindu.
"Dê-me sangue e eu lhe darei liberdade" é um dos fortes slogans do nacionalismo hindu.
O assassino de Gandhi para justificar o assassinato disse que a insistência na não-violência enfraquecia a Índia, era "absurdo esperar que (400 milhões) de pessoas regulassem sua vida em um plano tão elevado". Com a morte de Gandhi, "certamente os políticos indianos seriam práticos, aptos a retaliarem."
Sudharshan, diretor da RSS, principal organização difusora do nacionalismo hindu, diz haver uma conspiração entre EUA, OMC, o papa e Sonia Gandhi contra a Índia. E o principal partido de oposição ao partido do Congresso é movido por estas idéias.
"A formação de um Estado sem construir e unificar uma nação não funciona. Olhe a União Soviética. Os comunistas tinham o poder, mas a nação não estava com eles, e eles desabaram." frase de um porta-voz da RSS.
Agora a melhor a RSS mantém um centro de pesquisa apenas para pesquisar os benefícios da urina de vaca, um dos produtos é um pó para limpar os dentes. Tudo para provar a superioridade da cultura hindu. E certamente comprovaram que a estupidez humana não possui limites.
Não é um livro acadêmico, é mais jornalístico, ficaria um tanto contrariado se um aluno usasse em um TCC, mas é um bom livro, de leitura bastante agradável.

O Cristo Redentor? Uma das sete maravilhas do mundo?

É uma bobagem a campanha para escolher o Cristo Redentor como uma das sete novas maravilhas do mundo. Entre os candidatos, as sete maravilhas da primeira para a última são: Angkor, Kremlin, Hagia Sophia, Taj Mahal, Alhambra, Machu Picchu, Grande Muralha.

Protesto em defesa da Bolívia! Compareça!

Segundo carta enviada pelo Consulado da Bolívia em São Paulo para o jornalista Milton Neves, amanhã haverá uma manifestação na avenida Paulista contra a decisão da FIFA de proibir jogos na altitude às 09:00hs. Vamos lutar pelo futebol na altitude em nome da solidariedade sul-americana.

Até no espaço o Brasil não sai do discurso!

Folha de São Paulo

São Paulo, quarta-feira, 13 de junho de 2007

O Brasil excluído da estação espacial

RONALDO ROGÉRIO DE FREITAS MOURÃO

Com a exclusão, o Brasil perdeu o direito de incluir o seu nome na lista dos países que contribuíram para a construção da base orbital

O BRASIL foi excluído do projeto da ISS (Estação Espacial Internacional, na sigla em inglês) porque, após quase dez anos de participação, nunca contribuiu com um único parafuso para o programa.

Com a exclusão, o Brasil perdeu o direito de incluir o seu nome na lista dos países que contribuíram para a construção da base orbital.

Como um dos 16 (atualmente 15) parceiros no projeto de construção da Estação Espacial Internacional, o Brasil assumiu o compromisso de construir alguns equipamentos -no valor de 120 milhões de dólares. Além do treinamento, a Nasa, agência espacial dos Estados Unidos, se encarregaria de enviar um astronauta brasileiro ao espaço. Tudo isso sem nenhum custo adicional.

O Brasil, porém, não cumpriu o contrato pelo qual deveria construir os equipamentos previstos no acordo. Enquanto isso, os outros países fizeram as suas contribuições para a montagem da ISS.

O vôo de Marcos Cesar Pontes (444º vôo de um astronauta ao espaço) foi, na realidade, uma grande jogada política do governo brasileiro. Ela não contribuiu em nada para reafirmar nosso programa espacial.

Na realidade, Pontes poderia ir ao espaço em 2009, de graça -ou seja, sem o pagamento dos 10 milhões de dólares-, se o Brasil tivesse cumprido o acordo de construir as tais peças.

Era sem dúvida mais importante cumprir essa tarefa, porquanto ela iria gerar um desenvolvimento tecnológico, introduzindo o Brasil no restrito mercado da indústria espacial.

No entanto, o mais importante seria destinar recursos para tornar uma realidade o programa espacial brasileiro. Há mais de dez anos, o veículo lançador -o VLS, Veículo Lançador de Satélites- está sofrendo uma "sabotagem governamental". Agora, com a saída do Brasil do projeto da Estação Espacial Internacional, a Missão Centenário passou a constituir um grande contra-senso.

Aliás, desde o início, a associação do envio de um astronauta brasileiro ao espaço com o centenário do vôo do 14 Bis colocou em evidência que o Brasil, em cem anos, sofreu grande atraso.

Naquela época, fomos os primeiros a controlar a dirigibilidade dos balões e levantar vôo com um veículo mais pesado que o ar, graças à iniciativa de Santos Dumont. Em 1906, o Brasil foi o primeiro. No caso do astronauta, além de não fazê-lo pelos próprios meios -usamos lançadores de outros países-, fomos o 36º país a enviar um homem ao espaço, 45 anos depois do primeiro.

A Índia e a China, que já têm os seus lançadores há mais de dois decênios, começaram os seus programas espaciais na mesma época que o Brasil. A Índia vem lançando os seus mais diferentes satélites por meios próprios. A China foi o terceiro país a colocar um astronauta no espaço pelos seus próprios meios. Não lançou nenhum homem no espaço com o auxílio tecnológico de outro país.

Na verdade, a falta de sensibilidade dos governos em relação à pesquisa científica e tecnológica no Brasil constitui um ato de desrespeito dos nossos governantes para com o futuro da nossa pátria.

O importante seria que as autoridades governamentais do Brasil compreendessem que o programa espacial é fundamental para a economia -o transporte de satélites é um comércio muito lucrativo- e também para a segurança nacional.

Aliás, fundamental para o desenvolvimento científico e tecnológico, tendo em vista o seu efeito nas mais diferentes indústrias, como a de eletrônica, a de informática etc. O atraso do nosso programa espacial já deveria ter provocado uma Comissão Parlamentar de Inquérito sobre o desenvolvimento científico e tecnológico brasileiro.

Quando a antiga União Soviética colocou o primeiro satélite artificial em órbita, houve um questionamento por parte dos políticos norte-americanos para saber a razão pela qual os Estados Unidos não tinham conseguido fazê-lo com sucesso antes dos russos. Lá, até o sistema de ensino foi questionado. E aqui?

RONALDO ROGÉRIO DE FREITAS MOURÃO, 72, astrônomo, doutor pela Universidade de Paris, é criador e primeiro diretor do Museu de Astronomia e Ciências Afins (RJ). É autor de mais de 85 livros, dentre os quais "Anuário de Astronomia e Astronáutica 2007".

www.ronaldomourao.com

terça-feira, 12 de junho de 2007

Mais um pouco de Fifa versus Bolívia. O realismo na política externa boliviana!

O artigo abaixo é de um ex-embaixador boliviano sobre negociações anteriores para impedir que jogos na altitude fossem proibidos. A Bolívia conseguiu impedir que a medida fosse adiante através de negociações com Jacques Chirac. O artigo é interessante não propriamente pela questão da altitude, mas por expressar uma visão que não é possível contar com a solidariedade dos países riopratenses em qualquer assunto que seja de interesse da Bolívia. É uma visão realista da política externa boliviana.


Secretos de una gestión diplomática

Como cada dos años, el Consejo Ejecutivo de la Federación Internacional de Fútbol Asociado, más conocida por su sigla FIFA, se reunió del 27 al 31 de mayo del 2007 en su sede central de Zurich. Entre sus decisiones mayormente de cotidiana rutina, dos puntos principales sobresalieron en sus deliberaciones: la reelección del suizo Joseph S. Blatter en la función de Presidente y la inauguración de su nueva instalación bautizada como la ´home´, el hogar del fútbol. Su arquitectura futurística cubre 37.400 metros cuadrados construidos a un costo de 240 millones de francos suizos.
Sin embargo, la resolución por la que se prohíbe los juegos internacionales de ese deporte en estadios que superen el límite de 2.500 metros de altitud sobre el nivel del mar, decretó la muerte civil de los mismos en los países andinos. Parecida medida se había ya adoptado en 1996 y una enérgica y activa gestión diplomática revertió la decisión el 31 de mayo de 1996.
¿Cómo pudo lograrse esa revisión? En frecuentes conversaciones que mantuvimos en su Palacio del Eliseo, el presidente Jacques Chirac quedó convencido de la justa causa de Bolivia y como mandatario del país anfitrión, se empeñó junto a nuestra embajada, con denodado entusiasmo a llevar adelante una campaña que felizmente culminó con éxito y brindó tranquilidad a la afición boliviana por largos once años.
Hoy, las condiciones han cambiado drásticamente. Chirac, hace dos semanas dejó de ser Presidente. Pero aparte de esta circunstancia, el escenario en la FIFA también varió.
Afortunadamente en 1996, por alerta temprana de nuestra diplomacia, detectamos que la conspiración rioplatense en el Consejo Ejecutivo introdujo la tesis contra la altura. Esta alarma, nos indujo a extremar esfuerzos por que ésta sea derrotada en el venidero Congreso de la FIFA.
Mi misión como embajador en París consistió en convencer a Jacques Chirac, acerca de defender a Bolivia ante la injusta discriminación de que era objeto. Antes de ofrecerme su ayuda, Chirac consultó a eminentes fisiólogos acerca de los efectos de la altura en el deporte. Convocado al Eliseo, fue el propio Presidente quien, jubiloso, me confió: ´Buenas noticias: a 3.600 metros, no hay peligro de edema pulmonar. De manera que tomaré voz y caución por su país...´.
Para ello, el Presidente francés, como anfitrión de la Copa del Mundo de 1998, se arrogó la potestad de enviar cartas personales a la mayor parte de jefes de Estado, cuyos países eran miembros del Consejo, para pedirles que persuadan a sus dirigentes deportivos a que no excluyan a La Paz como sede de las Eliminatorias por cuanto ese temperamento contradecía los principios de igualdad pregonados por Francia, una nación contraria a toda forma de discriminación. Paralelamente, Chirac encomendó a Claude Simonet, máximo líder del fútbol galo a pilotear mis gestiones y la Cancillería francesa me facilitó viajes a países claves como Italia y Túnez, para procurar apoyos regionales en la FIFA.
Por la experiencia de 1996, aprendí algunos pasos en la maraña procedimental dentro de la FIFA:
1. No existe la tal solidaridad latino-americana. Los río-platenses son siempre competidores fuera o dentro de la cancha.
2. Es preciso aprovechar de la indiferencia acerca de la altura de los otros cuatro grupos regionales, para procurar y obtener su apoyo.
3. La FIFA es impermeable a las presiones políticas y el cabildeo es preciso efectuarlo dentro de sus centros de decisión, con inteligente habilidad.
4. En Zurich durante el Congreso de 1996, la delegación boliviana portadora de folios con argumentos médicos y estadísticas cabales, no fue siquiera escuchada, por cuanto la decisión de no insistir en el veto contra la altura había sido adoptada de antemano. La gestión diplomática previa se había anotado una victoria.
¿Qué hacer ante la situación actual? El 57° Congreso terminó el 31 de mayo 2007, y cualquier diferendo en el futuro inmediato, a mi modo de ver, podría ser trasladado al Comité de Urgencias que está compuesto por un representante de cada región. En la actualidad ellos son: Issa Hayatou (Camerún) por la CAF; Jack Wagner (Trinidad y Tobago) por la Concacaf; Michel Platiní, por Europa; Mohammed bin Hammar (Qatar) Ahougalou Fusimalohi (Tonga) y Nicolás Leoz (Paraguay) por la Conmebol. Si el caso amerita, esos personajes podrían recomendar una reunión de emergencia del Consejo Ejecutivo. La reunión de la Conmebol programada para el 14 de junio en Asunción estaría en posibilidad de correr traslado del problema a la Comisión de Urgencias.
Un nuevo ingrediente a evaluarse es la posibilidad de la reunión de la Comisión Médica que se rumorea tendría lugar en Zurich del 26 al 28 de octubre 2007, para tratar exclusivamente de este tema. Dicha Comisión presidida por el galeno checo Jiri Dvorak está compuesta por representantes de catorce países, entre ellos: Suiza, Suecia, Alemania, Japón, Canadá, Argelia, Inglaterra, Costa de Marfil, Nueva Zelandia, Estados Unidos, Egipto, República Checa, Israel y un solo latinoamericano: ¡nada menos que argentino!
Podría considerarse la iniciativa de invitar a los miembros de la Comisión Médica a reunirse en La Paz, para considerar in situ la problemática de la altitud.
Contrariamente al episodio de 1996, cuando sólo La Paz fue vetada, hoy estarían excluidos los estadios localizados en Ecuador, Colombia, Perú y Bolivia, porque el límite de altura tolerado ha descendido de 3.000 m a 2.500 m. Eso permite a Bolivia contar con una solidaridad inicial de aquellos tres países.
La tendencia negociadora podría ser llegar a un arreglo amigable y elevar, nuevamente, el nivel a 3.000 m, con lo cual sólo quedarían a la vera del camino los estadios de La Paz, Potosí y Cusco.
La única alternativa para Bolivia será convencer a los órganos respectivos de postergar la cuestión de la altura hasta el próximo Congreso de la FIFA, sin aceptar ningún nivel de altitud contemporizador. Para el logro de este objetivo tendría que prepararse el viaje urgente de enviados especiales capaces y trilingües a cada uno de los países concernidos.
Simultáneamente, una gestión ante Thabo Mbeki, presidente de la República Sudafricana, no estaría demás, para que en su condición de anfitrión de la próxima Copa del Mundo, no permita que su territorio sirva, esta vez como sede de una nueva forma de apartheid.

* Carlos Antonio Carrasco

fue embajador de Bolivia en Francia y es actual docente en París.

Informações para idealistas!

Os maiores gastos militares no mundo

País

Gasto

Total

(US$b.)

Per

capita

(US$)

World

Share

EUA

528,7

1756

46%

Reino

Unido

59,2

990

5%

França

53,1

875

5%

China

49,5

37

4%

Japão

43,7

341

4%


Os dados são do SIPRI, e as informações em relação à China são uma estimativa.
Observem que a Rússia não está entre os cinco maiores gastos militares do mundo, gasta em torno de 35 bilhões. Então o que a faz mais ameaçadora que o Japão é apenas a posse de armas atômicas. Observem que o gasto militar nunca decresceu, está sempre aumentando do mesmo modo que durante a Guerra Fria, na verdade apenas retrocede para países da Europa Oriental e para a Rússia enquanto proporção do PIB e do gasto público. Cabe notar também o como em geral as pessoas se iludem sobre a situação militar japonesa.

O mal da democracia; Congressos que discutem besteiras!

Vejam só, o Congresso da espanha está travando uma estimulante discussão sobre a paridade de homens e mulheres nas cédulas de Euro, há uma luta para que a igualdade entre os sexos se manifeste nas cédulas de Euro.

http://www.elpais.com/articulo/economia/Congreso/debate/hoy/paridad/hombres/mujeres/monedas/elpepueco/20070612elpepueco_2/Tes

Vá, doe todos os seus bens e siga-me! Não é o Cristo, é o Chávez quem diz!

Hugo Chávez insta a los "verdaderos socialistas" a donar bienes superfluos

El presidente de Venezuela pide voluntariado ante el inminente nacimiento del PSUV

CLODOVALDO HERNÁNDEZ - Caracas - 12/06/2007

El presidente de Venezuela, Hugo Chávez, ha instado a sus seguidores a desprenderse de los bienes superfluos que posean, para demostrar que son "verdaderos socialistas". "Si usted tiene una nevera que no le haga falta, llévela a la plaza Bolívar [plaza principal en todas las ciudades y pueblos del país] y póngala a la disposición de quien la necesite", recomendó Chávez durante una arenga dirigida especialmente a los más de cinco millones de personas que, según estadísticas oficiales, se han inscrito en las listas de aspirantes a militantes del aún nonato Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV).

Esta formación, de acuerdo a los planes del mandatario, será la organización política matriz de la revolución bolivariana.

Chávez ha querido predicar con el ejemplo y no precisamente con una nevera usada. Va a entregar lo que le queda de los 250.000 dólares que le dieron en Libia por el Premio Gaddafi de Derechos Humanos de 2004. "Ya doné una parte para otra causa, pero lo que queda se lo entrego al pueblo; yo no necesito ese dinero y con esa cantidad, unos 400 millones de bolívares, se pueden construir una cuantas casas para la gente que vive en ranchos [chabolas]", dijo en su programa dominical de radio y televisión, Aló, presidente.

"Vamos a ver quién sigue el ejemplo. El que tenga una nevera, una cocina, un ventilador, que lo regale, no seamos egoístas", expresó Chávez, a quien no le importa, según dijo, si esa clase de exigencias causa un éxodo en las filas del nuevo partido. "En el supuesto negado de que sólo cinco personas de los cinco millones del PSUV estén dispuestos a hacer estos sacrificios, me quedo con esos cinco, los prefiero, quiero a verdaderos socialistas", advirtió.

El no tener nada de sobra no es razón para abstenerse de demostrar la vocación socialista. Según Chávez, hasta los más pobres pueden ofrecer su aportación mediante el trabajo voluntario para causas sociales y humanitarias. "Una revolución no puede funcionar sin trabajo voluntario", aseguró.

Tras el enfático llamamiento de Chávez, es muy posible que la donación de algún bien o, en su defecto, horas de trabajo gratuito sea un requisito indispensable para que los aspirantes a militantes puedan entrar definitivamente en el partido.

La propuesta surge en tiempos en que el consumo está disparado ?en especial, de electrodomésticos y vehículos?, tras 14 trimestres de crecimiento económico, y en los que la inflación está en ascenso. En mayo ha llegado al 19,5% interanual, siete puntos por encima de la meta del Gobierno.

Chávez, sin embargo, intentó nuevamente tranquilizar a los sectores de clase media que temen que el Gobierno tome medidas contra la propiedad privada. "Nadie debe tener miedo por sus cosas, por su propiedad individual. A nadie le van a quitar su automóvil o su apartamento, ni siquiera su yate o su avión. Quien trabaja y se gana el dinero tiene derecho a comprar lo que quiera. Nuestro Gobierno lo que plantea es que vamos a avanzar hacia la propiedad social de los medios de producción, en especial la tierra", explicó.

A diferença é o Estado!

O Paul Singer, quando ainda era economista de verdade, escreveu um texto que se chamava Globalização positiva ou globalização negativa: a diferença é o Estado para mostrar que onde o Estado atuava, interferia na economia ao invés de liberalizar a globalização gerava conseqüências positivas. A reportagem abaixo mostra exatamente isso. Mostra como os EUA e UE tem dificuldades em montar processos comerciais contra a China, porque as empresas têm medo de ser retaliadas pelo governo da China. Se fosse um processo contra o Brasil é provável que até as empresas brasileiras cooperassem. A diferença é o Estado, tem na China não tem aqui!

http://www.ft.com/cms/s/65a0946e-1379-11dc-9866-000b5df10621.html

segunda-feira, 11 de junho de 2007

O que faz quem faz relações internacionais?

Ontem uma aluna após a prova veio conversar sobre a dúvida que atormenta a maior parte ou todos (também as suas famílias) que cursam a graduação em relações internacionais, o que fazer, qual o mercado de trabalho. Faz 10 anos que me graduei em relações internacionais na UnB e a dúvida não se alterou. No último semestre de uma colega no curso ela chorou sentada num dos bancos do corredor da faculdade dizendo que jamais encontraria no jornal um anúncio procurando alguém formado em relações internacionais. Quanto a isso, o quadro não se modificou.
Inicialmente eu pensava que faria graduação em administração, mas como sempre fui prático, comprei o curso de administração do Instituto Universal Brasileiro e li todas as as apostilas, fiz exercícios, detestei, administração não era o que eu imaginava. Então precisava procurar outro curso, eu sabia os assuntos que me interessavam aí as opções eram economia, ciências sociais, filosofia, ciência política, direito, aí o guia do estudante me mostrou que existia o curso de relações internacionais onde havia um pouco de cada coisa. Então decisão tomada de maneira firma e definitiva, vestibular para relações internacionais. Prestei vestibular apenas para relações internacionais. Não me decepcionei, mas logo no primeiro semestre do curso um colega desistiu, disse que não sabia que em relações internacionais teria que estudar política. O curso da UnB tem alguns complicadores, porque o aluno tem a possibilidade de escolher alguns disciplinas livremente. No meu caso fiquei em dúvida entre economia e ciência política. Como em economia as disciplinas tinham pré-requisitos demais, então optei por ciência política até porque naquele momento eu poderia fazer todas as disciplinas de ciência política e sair com dois diplomas. O curso que me deu mais densidade intelectual foi ciência política. Mas cometeria o mesmo erro duas vezes, faria relações internacionais. Como logo entrei no mestrado em economia e daí fui conduzido para dar aula não tive o mesmo dilema de meus colegas e alunos. Quem estuda relações internacionais em Brasília faz o que? Excluindo ficar desempregado, trabalham em geral no governo em diferentes atividades a maior parte delas sem qualquer relação com relações internacionais. Alguns fazem o que eu fiz, algum tipo de pós-graduação em outra coisa, ou começam nova graduação já tendo uma enorme vantagem (essa alternativa depende da idade de término do primeiro curso para ser uma alternativa realmente boa), e claro há aqueles trabalham realmente com relações internacionais em ONGs, OIs ou mesmo no governo. Em Brasília, começar em empresa não é uma alternativa realmente viável de carreira. Agora quando se pensa na situação daqueles que cursam relações internacionais em São Paulo as condições se invertem. Não há espaço real no governo. Por exemplo, na prefeitura de São Paulo tem a secretaria de relações internacionais, mas é uma palhaçada, não deveria existir e lá não se faz nada de relações internacionais, é um depósito de acordos de cooperação técnica. Uma ex-aluna que trabalha lá não me deixa mentir. No governo da Marta inicialmente tinha alguma importância, aí quando saiu o Jorge Mattoso para trabalhar no governo Lula, um dos meus ex-alunos se tornou secretário e aprofundou as relações com ONGs, mas hoje a secretaria só existe porque ajuda na distribuição de cargos. O Serra quando assumiu iria fechar a secretaria, mas aí faltou uma secretaria para o PPS e ele manteve. Isso é o Brasil. Voltando então, em São Paulo, governo não é a melhor opção para trabalhar. O que resta? Empresas e ONGs. É evidente que nem mesmo em São Paulo alguém deve comprar o Estadão para olhar os classificados e encontrar vários anúncios de procura-se profissional de relações internacionais. No entanto, há vagas. Há vagas porque alguém graduado em relações internacionais pode ocupar vaga que seria ocupada por administradores, economistas, e outros com maior categoria. O que os estudantes de relações internacionais não podem fazer em hipótese alguma é deixar para começar a carreira profissional quando terminar o curso, preciso buscar estágios e estágios em grandes empresas onde faça diferença o curso de relações internacionais. Por exemplo, numa pequena empresa de comércio exterior não faz grande diferença contratar alguém com graduação em comércio exterior ou um em relações internacionais, porque ela sempre fugirá das questões complexas. Nas grandes empresas se faz política, as questões políticas são consideradas, então o bacharel em relações internacionais se sobressai sobre o administrador e outros. Grandes empresas tem departamentos de relações governamentais. Grandes empresas possuem algumas funções onde precisa de profissionais flexíveis e aí os bacharéis de relações internacionais se sobressaem. Claro que para quem trabalha para pagar a faculdade há muita dificuldade em mudar de área, pois precisa deixar um emprego, mas se quiser realmente trabalhar com relações internacionais deve começar durante o curso, depois é muito difícil, o período de estágio serve para o empregador acreditar que pode confiar em um profissional de relações internacionais, o empregador dificilmente testará alguém com uma formação estranha numa posição efetiva, é mais fácil, por exemplo, acreditar em alguém formado em administração em comércio exterior. Claro que também não é fácil encontrar bons estágios, mas é possível e depende da capacidade individual de cada um, depende também de cada um aprender a utilizar o curso a seu favor. Todo curso é teórico, é bobagem falar em curso prático, funções práticas, objetivas, iguais em todas as empresas são exercidas por máquinas, as outras precisam ser ensinadas a quem entra na empresa. Então a sua falta de prática só será resolvida trabalhando. E o que fazer antes disso? Se envolver nas atividades da faculdade, participar, treinar para aprender a pensar, só se você aprender a pensar é que você conseguirá vencer as "máquinas" que são colocados no mercado de trabalho por outros cursos, se não conseguir pensar você será outra máquina e o diploma de relações internacionais não servirá para nada, ao contrário atrapalhará.
E as ONGs? Também são um bom mercado de trabalho, mas o ideal é trabalhar em uma que defende uma causa que você acredita, e aí você pode começar inclusive atuando como voluntário antes de começar a demandar um emprego. Enfim, há possibilidades. O mercado de trabalho é mais complexo do que os jornais dizem, a formação, a qualificação nem sempre é considerada pelos empresas. Nem sempre o chefe é a pessoa com maior qualificação na empresa. Então não se atormente muito com isso, a dinâmica do mercado de trabalho não é racional. Por exemplo, meu irmão adora procurar emprego, mesmo quando está empregado olha os classificados todo domingo e responde aos anúncios, ele já foi recusado por ter sido considerado com qualificações demais para a posição. É uma insanidade? É, mostra como o mercado de trabalho é irracional. É melhor para o espírito sair da faculdade com um título claro, como médico, engenheiro, economista, contabilista? É. Mas títulos claros não enchem barrigas, nem destes mencionados, nem de filósofos, psicólogos, sociólogos, cientistas políticos, historiador, etc. é um problema geral que se agrava nas ciências humanas em geral. Vejam um curso tradicional como direito, milhares se formam semestralmente, agora quantos se tornam mesmo advogados, uma minoria, a maioria não vai passar nunca na prova da OAB e mesmo entre os aprovados nem todos serão efetivamente advogados, enfim dos graduandos em direito a maioria não poderá se candidatar nem a advogado de porta de cadeia. Então as lágrimas que vertemos pelo curso de relações internacionais são na verdade lágrimas pelo Brasil que não é capaz de empregar os profissionais que forma sejam os bem formados sejam os maus formados.
Por fim, uma coisa que insisto com os alunos é que não se deve idealizar as relações internacionais, nem tudo é glamouroso. Não fique a cada emprego que você encontra se perguntando se é ou não relações internacionais, pergunte se é ou não aquilo que você realmente quer fazer, se a atividade realmente te satisfaz profissionalmente e pessoalmente. Se é relações internacionais ou não é questão para intelectuais que não tem mais o que fazer e que muitas vezes ainda recebem para pensar besteiras.

A necessidade é a maior virtude

Enquanto aplicava prova hoje comecei a ler o livro "A necessidade é a maior virtude: o pensamento realista nas relações internacionais" de Jonathan Haslam. Eu desconhecia o livro e seu autor, eles foram recomendados pelo meu amigo e realista clássico professor Alexandre Hage, que também só tomou conhecimento da obra por vê-la na livraria. Ou seja, o autor e a sua obra são desconhecidos, e se estivesse falando para os meus alunos diria que portanto também são irrelevantes. Mas li apenas a introdução durante a prova, porque os alunos começaram ficar um pouco inquietos de forma suspeita e aí não pude continuar com a leitura. A Introdução é ótima, mostra vícios e virtudes dos meios intelectuais. O autor demonstra erudição e mostra como a erudição desmonta os argumentos pretensamente científicos, as teorias vazias, como nas ciências sociais só se faz teoria ignorando a história, ignorando grande parte do pensamento passado. E com isso fica estabelecido que os autores que ganham divulgação são os mais estéreis, os que simplificam as questões e portanto são mais compreensíveis, tem mais apelo. Os autores eruditos e densos ficam nas sombras, hoje Marx, Weber, Aristóteles e similares não sairiam da obscuridade. Haslam não é um Marx, ninguém mais será, mas não merecia a obscuridade, basta a introdução para dizer isso. Preciso achar uma disciplina para fazer deste livro leitura obrigatória.

É uma bobagem em termos de idéia, mas gostei

http://blogdomenon.blogspot.com/

domingo, 10 de junho de 2007

Para o deleite dos amantes do fim da soberania!

Essa os amantes do fim da soberania irão adorar. O presidente neoliberal do México solicitou ao Congresso...( pausa pense, qual congresso?) solicitou ao Congresso dos EUA que elabore um plano de combate ao narcotráfico para o México nos moldes do Plano Colômbia. De agora em diante se precisar de um sinônimo para submissão, subserviência, fraqueza, covardia utilizarei México ou Felipe Calderón. Pobre Porfírio Díaz deve estar se revelando no túmulo ao constatar que os neoliberais que governam o México desde De La Madrid conseguem trair o México mais do que ele o foi.

Daniel Ortega!

Daniel Ortega está visitando o presidente Muammar Kadafi da Líbia e o presidente do Irã Mahmud Ahmadineyad, o que não seria nenhum problema se não fizesse parte de uma estratégia política de confrontação sistêmica. Daniel Ortega esquece o resultado do sandinismo na Nicarágua dos anos 80. Daniel Ortega pensa que é Hugo Chávez, e que a Nicarágua é a Venezuela. Pobre Ortega, nem todas as orações jesuítas serão capazes de fazer da Nicarágua a Venezuela. O que o Chávez pode, Ortega não pode, porque o que a Venezuela produz, a Nicarágua não produz.

Você não acredita no Ibope?

Os mexicanos também não. No link abaixo é possível ler uma reportagem do jornal El Universal onde se questiona os dados fornecidos pelo Ibope. Quem sabe o Ibope não mereça mesmo o destino da RCTV!
http://www.eluniversal.com.mx/nacion/151678.html

Pobre Taiwan, quanto mais o tempo passa menos Estados reconhecem!

A Costa Rica rompeu as relações com Taiwan a partir de primeiro de Junho. Isto apesar do dinheiro que Taiwan investiu na Costa Rica até mesmo doações, construção de infra-estrutura. Ao fim, o poder da China se impôs e se imporá sobre todos os demais, o que colocará uma pergunta qual a importância do reconhecimento da soberania? Se os EUA continuarem a comercializar com Taiwan, o fato de não haver reconhecimento da independência faz alguma diferença? Não fez para a China, fará para Taiwan?

Quer me dar um livro?

Se você quiser me dar um livro não se arrisque, tenho muitos livros, a sua chance de errar se quiser inovar é grande. Então me dê o livro "Charm Offensive: How China's Soft Power Is Transforming the World" de Josh Kurlantzick publicado pela Yale University Press. O título é ótimo e alimenta o debate sobre o realismo. Custa 72 reais na Livraria Cultura.
PS: Alunos são proibidos de dar presente para o professor.


A oposição venezuelana é ruim até de charge!




Quem não sabe governar, fala sobre meio ambiente!

Está sem o que fazer? Leia então artigo de Mikhail Gorbachev sobre mudança climática e segurança hídrica. Claro, leia, se você acreditar que um homem que não consegue governar um paz pode dar palpite avalizado nos assuntos mundiais.

http://www.elespectador.com/elespectador/Secciones/Detalles.aspx?idNoticia=10783&idSeccion=25

Mais um contra Morales: os liberais atacam agora política comercial

Abaixo segue mais um artigo publicado no jornal boliviano La Razón. Aqui o colunista protesta contra a rejeição ao acordo de livre comércio entre o CAN e a União Européia, contesta-se a opção latino-americana e esquerdista nas negociações comerciais. Rejeita a idéia de que fazer um acordo comercial com a UE prejudique a Bolívia. Entendo que a Bolívia não tem mesmo alternativa, mas ao contrário do que o autor diz não deve negociar na proposta apresentada ao CAN, mas deve buscar se inserir nas negociações do Mercosul e do Brasil. Se o Brasil serve para alguma coisa para a Bolívia, se aceitar a liderança brasileira faz algum sentido é nestas horas, ganhar vantagem nas negociações.


Ahora, resulta que los europeos son los malos

Primero, fue una larga y costosa campaña cargada de ideología y medias verdades en contra del ALCA; después, en contra de un TLC con los EEUU; ahora parece ser que el turno es de la Unión Europea.
Dijo Jesucristo: “por sus frutos los conoceréis”. ¿Cuál es el resultado de todo esto?¿El andar “mendigando” la extensión del ATPDEA para que el valor agregado de nuestras manufacturas —el trabajo de las manos de los bolivianos y de las bolivianas— pueda seguir ingresando al mercado más grande y mejor pagador del mundo, mientras otros países generan más empleos, apostando inteligentemente en función de ese mercado?
Es lamentable que el turno le haya tocado a Europa. Cambian los países, pero no los actores, pues se mantienen los denostadores de las exportaciones, del comercio, de la integración, del mercado; aquellos actores apologistas de un Estado eficiente que nunca fallará en abastecer de servicios y productos básicos a la población; que no caerá en la corrupción de siempre; un Estado idolatrado que, además, perpetúe por siempre… la pobreza de la gente. Esos viejos actores, anclados en sus propias frustraciones, idealistas —rayados en la ingenuidad— incoherentes entre su discurso y el tipo de vida que llevan, se parapetan en lo incógnito, escribiendo cosas como: “Acuerdo CAN-UE: Es un mito eso de que los europeos son más ‘civilizados’ y ‘humanistas’ que los estadounidenses”. Es lamentable que el turno sea ahora de la Unión Europea. El turno de vernos una vez más, desorientados, moviéndonos bajo consignas, creando más anticuerpos con otros países a quienes estamos perjudicando, al mismo tiempo que hipotecamos nuestras posibilidades de desarrollo futuro.
Estos mismos expertos, asesores —nacionales y extranjeros— están complicando innecesariamente al Gobierno con sus malos consejos, cuando lo lógico hubiera sido sentarse a negociar con inteligencia. La incongruencia de su discurso es tal, que para explicar el incomprensible bloqueo del inicio de la negociación CAN-UE, se dice que “se está tratando de proteger al campesino, al pequeño empresario, al artesano”, entonces, salta la pregunta ¿por qué estos mismos consejeros se empeñan en que Bolivia ingrese al Mercosur como miembro pleno, cuando la propia Unión Europea —esa de la que queremos proteger a nuestros “pobrecitos productores”— ve al Mercosur como una amenaza productiva?
Hemos dicho no al ALCA, y hemos ingresado al ALBA. Hemos dicho no al TLC y hemos firmando el TCP. Y, ahora estamos poniendo en riesgo un mercado de 400 millones de dólares como el de la CAN, al ganarnos el desafecto de varios países, y despreciamos un mercado de 500 millones de personas como el de la UE, porque algunos no se sienten capaces de negociar nuestros intereses. ¿Estamos haciendo bien las cosas? ¿Todo el mundo está equivocado cuando quiere negociar con los EEUU y la UE? ¿Qué buenos negocios se hacen con Venezuela y Cuba? ¿Se ha informado al presidente Morales que el TCP sigue haciendo cuesta arriba nuestras exportaciones a Venezuela, y que a Cuba no se le ha exportado un solo dólar?
Se dice que el mercado de la UE está garantizado a través del Sistema Generalizado de Preferencias (SGP), cierto, “tan garantizado como nuestras ventas a los EEUU a través del ATPDEA…”. Lo que no se dice —tal vez por desconocimiento— es que el SGP no es permanente, que su vigencia y alcance depende de quien lo cede, para lo que hay que cumplir 27 convenios internacionales y tenerlos todos vigentes (¿los tenemos?).
Además, el SGP es “revisable” cada tres años, debiendo hacerse esto el 2008; por tanto, nada garantiza que el SGP seguirá igual para nuestras ventas futuras. Este tipo de aseveraciones, además de parciales, son estáticas. Marcan ciertamente, una diferencia entre quienes están dispuestos a arriesgar su capital, su familia e incluso su salud, para aportar al país invirtiendo, produciendo, exportando, generando empleo y bienestar, con quienes se conforman con la comodidad de un escritorio, haciendo una inadecuada lectura de los tiempos que vivimos.
Para hacer lo primero, son imprescindibles los acuerdos comerciales que den estabilidad al libre acceso, más allá de la voluntad de mantener una preferencia unilateral. Para lo segundo, solamente es necesario pertenecer a alguna organización que dependa, no de un trabajo creativo, sino de la dádiva externa.

* Gary A. Rodríguez A.
es gerente general del Instituto Boliviano de Comercio Exterior.

Criticando o Morales: Política Energética da Bolívia

Política energética nacional - “lista”

El país no lo puede creer. Tenemos las segundas reservas más importantes de gas en el subcontinente americano y el Gobierno ha anunciado que tendremos que importar gas licuado de Venezuela o de Perú, sacrificando nuestras preciosas y bien ganadas reservas internacionales para pagar por esas importaciones. Por otra parte, el Gobierno también ha anunciado que tendremos escasez de diesel, jet fuel, gas natural para la industria y, para colmo, posiblemente, también cortes de energía eléctrica a nivel nacional.
Y, ¿a qué se debe todo este infortunio? Obviamente a que las políticas energéticas del Gobierno parece que no son las más adecuadas pues, como se sabe, los anuncios de incremento de impuestos y regalías, y las recientes acciones y determinaciones tomadas sobre la nacionalización de los recursos energéticos, no han hecho otra cosa que privar a Bolivia de la inversión extranjera a niveles tan espectacularmente bajos, que sólo superamos a las recibidas por Haití durante el pasado año de 2006.
Y esto no es una postura política o una crítica al Gobierno. Es una realidad económica irrefutable. Resulta, pues, que, tal como lo venimos diciendo a través de esta columna y en los programas semanales de televisión a nivel nacional, los inversionistas no son entidades políticas o de beneficencia, como parece creerlo el Gobierno, sino entidades económicas que, en última instancia, toman decisiones racionales en base a las oportunidades que les ofrece cada mercado.
Por lo tanto, a partir del momento en que el país comenzó a hacer pública la “Agenda de Octubre”, se votó por el Referéndum del 2004, se aprobó la nueva Ley de Hidrocarburos y se inició el proceso de nacionalización en mayo del 2006, las empresas extranjeras, particularmente las del sector de hidrocarburos, empezaron a reducir drásticamente sus inversiones en Bolivia, a los niveles más bajos registrados en los últimos veinte años y que, con toda razón, las dirigieron hacia otros países, que ofrecen mejores condiciones de seguridad jurídica y una menor carga impositiva.
Dicho de otra manera —y esta vez en facilito—, el subir impuestos y regalías y el anunciar nacionalizaciones tiene un costo. Ese costo es la drástica reducción de la inversión extranjera —fatal para un país que tiene un bajo ahorro interno— y la consecuente pérdida de los mercados de exportación. Y, otra vez, esa no es una posición política ni mucho menos, sino lo que se enseña en el primer año de toda Facultad de Economía.
Por otra parte, la escasez de estos energéticos tiene también su origen en las equivocadas políticas gubernamentales de los últimos gobiernos y del propio Gobierno actual, respecto a la matriz energética. ¿Qué quiere decir esto? Quiere decir que en vez de vender gas licuado, diesel y gasolina a precios subvencionados —cuyo costo alcanza la frívola suma 600 millones de dólares anuales—, lo que el país debe hacer es distribuir gas natural por redes y reconvertir el parque automotor boliviano a gas.
De esta manera, el país podría exportar sus hidrocarburos a precios internacionales, utilizar lo que hoy se pierde en la subvención para invertir en el sector social (entre otras cosas podría pagar el costo del cambio de la matriz energética) y así evitar que, por lo menos el 20 por ciento de esa subvención, que llega a 600 millones de dólares, beneficie a algunos países que, paradójicamente, ahora le van a vender gas licuado a Bolivia.
Parecería entonces que la política energética nacionalista no anda muy bien que digamos; pues, por un lado, no tiene visos de generar los empleos que el Gobierno creía y, por otro, hasta la fecha, sólo ha producido una gran escasez de energéticos a la industria y a las amas de casa bolivianas.
Sería bueno, pues, que Bolivia y los bolivianos repensemos sobre las bondades de esta política en el largo plazo. Esto, sobre todo, antes de que ni siquiera lleguemos a la triste conclusión de que nuestra política energética nacional, en el mejor lenguaje vernacular boliviano, está “lista” y que, por lo menos, se hace necesario revisar otras posibilidades.

http://www.la-razon.com/versiones/20070610_005933/nota_246_438255.htm

Sobram traidores na Bolívia e não são apenas os liberais!

No artigo abaixo publicado no jornal boliviano La Razón (não é um nome estranho para jornal? e para ter um com esse nome no Peru e na Bolívia?), o jornalista defende que jogar na altitude é prejudicial e que a Bolívia devia aceitar a decisão da FIFA. Ele não deve gostar de futebol, ou foi subornado ou por flamenguistas sensíveis ou por liberais para enfraquecer o governo Morales.


Fútbol con altura

La batalla por el fútbol puede hacer que sintamos un poco de alivio, y es que debajo de los aterrantes ponchos rojos, no habían estado escondidas ni metralletas ni piedras, la gente había estado cargando su pelota de fútbol. En otras palabras, si a la Bolivia profunda se le da a escoger entre el Inti Raymi y el Mundial de Fútbol, se quedan con el Mundial, vale decir, que mandan rodar al Dios Sol y abrazan la globalización.
Si bien es comprensible que para quienes viven del fútbol sobre los 2.500 metros de altura, este veto de la FIFA sea un verdadero baldazo de agua fría, hay algunos detalles que en la defensa de los campos deportivos situados a gran altura me parecen un tanto hediondos.
En primer lugar, independientemente de que posiblemente la FIFA se haya metido en arenas movedizas y en adelante se vayan refinando y limitando cada vez más los lugares donde se puede jugar ese campeonato, y por tanto deje de ser Mundial, decir que se está atentando contra el deporte en la altura es una grosería, porque hacer deporte no tiene nada que ver con ir al Mundial de Fútbol, sobre todo en el caso de Bolivia, que sólo logró hacerlo una vez, (entre nosotros, ¿quién pierde verdaderamente?, ¿no serán los dirigentes y las vacas sagradas del periodismo deportivo?).
El tema es que para los jugadores que viven al nivel del mar o sólo un poco más arriba, jugar en alturas elevadas es verdaderamente una tortura, y me ha sorprendido cómo gente que pretende orientar a la opinión pública, incluyendo una Dra. Spielvogel del Instituto de la Altura, digan tan sueltos de cuerpo que se trata de una farsa, o un asunto de sugestión. Pretender minimizar los efectos de la altura, es peor que querer tapar el sol con un dedo, es engañar y engañarse. La altura es terrible, y es peor en Puno que en La Paz, y en Potosí que en Puno. Las recomendaciones son claras, no comer mucho, no beber alcohol y no hacer mucho ejercicio y menos ejercicios violentos, reposar. En otras palabras convalecer hasta aclimatarse. También la presidenta Bachellet, se ha apresurado en dar su apoyo a la nueva cruzada, la invito a que repita sus declaraciones luego de un trotecito alrededor de la Moneda, (de Potosí, por supuesto).
Más allá de las implicaciones de exclusión de la globalización que podría significar ese veto, me pregunto, ¿cuán deportivo es aprovecharse del malestar, del dolor de cabeza insoportable, de las nauseas y de la flaqueza en las extremidades que produce la altura para ganar un partido y acumular unos puntos en un campeonato? ¿Dónde está la altura, en el sentido de hidalguía, o si se quiere de ´Cápac´, (como diría el Canciller), en este comportamiento?

*Agustín Echalar

Es periodista independiente.

O mundo é sempre igual, sempre repetitivo!

A reportagem abaixo saiu no jornal Clarín da Argentina neste domingo. A reportagem fala sobre a questão do cavalheirismo nos tempos contemporâneos, como ele foi modificado. Cada época tem sua etiqueta, e hoje quem for cavalheiro demais será mais bobo do que galanteador.


Caballeros siglo XXI: no pagan la cuenta, pero ceden el paso



Aunque los tiempos han cambiado, una encuesta reveló que muchas actitudes de galantería sobreviven. Las mujeres las valoran y dicen que no se contraponen a la conquista de la igualdad de género.

Mariana Iglesias

Les cuesta sacar la billetera en la primera salida. Tampoco les sale el piropo fácil ante una prenda o un corte de pelo nuevo. Y ni hablar de acercarle la silla para que ella se siente. Lejos de la galantería, los caballeros del siglo XXI dejaron de lado actitudes casi obligadas de otros tiempos. Así las cosas, las mujeres se quejan de este aparente descuido de los hombres. Y ellos aseguran que esas acciones ya no son valoradas, y hasta temen ser tildados de anticuados.

Estos no son otros que los resultados de una encuesta muy reciente planteada con el objetivo de "conocer las actitudes de los hombres hacia las mujeres, en la era de la inmediatez, informalidad y límites difusos". El trabajo "Caballeros del siglo XXI" es de una agencia de publicidad, y participaron más de doscientos hombres y mujeres argentinos. A todos se les preguntó por situaciones relacionadas a actitudes que tienen que ver con lo que el imaginario colectivo entiende por "caballerosidad". Ocurre que "caballero" pasó de significar montar a caballo a una condición social y de comportamiento.

Según la investigación, hay una sola situación en la que hombres y mujeres acuerdan en un cien por ciento: si hay que levantar pesos pesados ellos las ayudan sin dudar. Una actitud que también persiste es la de ceder el paso.

Otras galanterías que sobreviven: servir primero la bebida y la comida a la mujer; prestarle el abrigo ante una baja imprevista de temperatura; cederles el paso y una sorpresa: el 70 % de los hombres dice que deja a la mujer caminar del lado de la pared, costumbre que viene de la época en que las aguas servidas caían de las casas o del barro que esparcían los carros.

Y no hay mucho más. Pedir la comida en un restaurante hoy es tarea compartida: 50/50. De hecho el 30 % de los hombres dice que la caballerosidad no pasa por ahí. Abrir la puerta del auto tampoco es algo que haga el 50 % de los hombres; lo mismo ocurre con darle la mano para subir o bajar un escalón. Sólo el 38 % admite decirle que el nuevo look la favorece. Y en cuanto acercarle la silla a la dama, lo hacer el 20 %.

Si bien el 78 % de los hombres dice que le cede el asiento en el colectivo, sólo el 45 % de las mujeres asegura qué le pasa. Y otra sorpresa, relacionada con las malas palabras. El 88 % de los hombres confiesa que las dice o dijo delante de una dama. Y el 20 % de ellas opina que eso no es parámetro de ser o no caballero.

Más allá de las preguntas puntuales, en la encuesta se pidió a hombres y mujeres que relaten ciertas vivencias. La mayoría de ellas admitieron que pagaron la primera salida con un hombre, aunque les parece que lo "más justo" es que paguen ellos. Las mujeres dijeron valorar las actitudes de caballero, pero "desde el respeto y la verdadera intención, no desde la obligación o de una actitud machista". Ellas aseguran que la caballerosidad es "como un estandarte en tiempos de falta de códigos y valores". Y también reconocen que muchas de estas actitudes desaparecen a medida que la relación de pareja avanza.

"Por su parte, los hombres dicen que las mujeres no valoran estas actitudes, y que los catalogan de anticuados", dice Eduardo Sallenave, al frente de la encuesta y director de Planeamiento Estratégico de la agencia de publicidad Draftfcby (Ver "La...").

"Vivimos experiencias que nos empiezan a hacer reflexionar sobre circunstancias que creíamos que sólo acarrearían beneficios. Una de ellas es la tan mentada igualdad entre el hombre y la mujer. No tenemos dudas sobre lo que se ganó, pero empezamos a ver lo que se perdió y sus consecuencias. Y justamente lo que se perdió es nada más y nada menos que lo que hace la diferencia entre un hombre y una mujer", explica Miriam Mazover, psicoanalista del Centro Dos.

"En la actualidad asistimos a una creciente desvalorización de la legalidad, de las normas; y a una preocupante dificultad para poner límites. Esto trae aparejado, en los distintos estratos de la sociedad un alto nivel de perjuicio; se nota en la convivencia diaria a través del malestar cotidiano, y en otras ocasiones, lamentablemente, con hechos más graves. Es momento, entonces de reflexionar acerca de la incidencia de la no diferencia entre hombre y mujer", dice Mazover.

Irene Meler, psicóloga y coordinadora del Foro de Psicoanálisis y Género de la Asociación de Psicólogos de Buenos Aires, sostiene que si se aspira a la paridad social entre los géneros, el trato debe ser igualitario. "Sin embargo ¿aclara¿, existen algunos aspectos donde la conducta social de un hombre puede constituir un indicador veraz de sus actitudes profundas ante el trabajo, el amor y la familia. Pagar la primera cena es hoy una promesa de que la paridad no será confundida con una inversión de los papeles tradicionales".

Y dice más: "Muchas se decepcionan ante varones que no sólo ya no las protegen sino que adoptan actitudes pasivas e intentan depender de ellas. Quitarse el saco si el clima refresca de improviso no es un ritual vacío de sentido, sino la expresión del reconocimiento de las diferencias físicas que existen entre los sexos. Las mujeres son pares sociales de los hombres, pero siguen pesando menos y teniendo menos fuerza física. Por eso, ayudar a una mujer a subir un terreno empinado o abrigarla si tiene frío, no debe ser considerado como un signo de caballerosidad, sino de pura y simple adultez".


http://www.clarin.com/diario/2007/06/10/sociedad/s-04215.htm


Mônica Veloso é uma vergonha para o país!

A jornalista Mônica Veloso está na capa da Veja falando mal de Renan Calheiros, ótimo quero mais que ele desapareça do mapa. Agora está senhora envergonha a categoria de jornalistas, as mulheres (era dela que o Clodovil falava certamente). A senhora permite que outro jornalista faça a reportagem que ela deveria ter feito depois de ter desperdiçado dinheiro público estudando jornalismo. Mas depois de gastar o dinheiro do povo, ela resolveu exercer as duas mais antigas profissões do mundo e ficar rica mesmo. No Brasil, uns enriquecem ganhando as eleições, os outros chantageando quem ganhou as eleições.
PS: não li a entrevista e não lerei porque não leio a Veja em amor à verdade. Mas acompanharei a podridão pelas notas em outros órgãos de imprensa.

No Peru pode não ser, mas aqui!

Hoje no jornal La Razón do Peru foi publicado um artigo com o título "Los partidos no son centros improvisados de reclutamiento de oportunistas o fracasados". É impressionante como a América Latina às vezes é parecida. Claro que o título do artigo reflete uma proposição teórica. Com absoluta certeza os partidos de lá e especialmente os de cá são centros improvisados de recrutamento de oportunistas ou fracassados. Seja os partidos de direita, os de centro ou os de esquerda se eles ainda existirem.

O absurdo e a graça

Li nesta madrugada o livro "O absurdo e a graça" de Jean-Yves Leloup. É uma autobiografia do autor que é ou foi monge dominicano, é ou foi monge ortodoxo. O livro começa narrando os seus conflitos familiares até o momento em que Deus o encontra na pessoa de uma mulher que lhe dá croissant e café quando ele vivia como mendigo. Aí ele foi para a Índia tentar encontrar Deus em algum líder espiritual indiano, mas não encontra nada lá, e começa o caminho de volta. No retorno para França passa mal em Istambul, é socorrido e levado para um edifício, quando ele melhora ele vê que estava na Hagia Sophia, e ao sair a única imagem que chama a atenção é o ícone de Cristo. O autor indaga aos presentes sobre a imagem e ele dizem onde procurar informações, depois ele saberia que tinha sido enviado para o Patriarca Ecumênico de Constantinopla. Ele passa alguns dias com o Patriarca aprendendo sobre o cristianismo ortodoxo. Mas o Patriarca diz que a instrução dele não pode se dar ali, que se ele quer se converter deve procurar o Monte Athos. No Monte Athos há vários mosteiros ortodoxos. No Monte Athos entra em contato com o que há de mais baixo e mais sublime nos meios religiosos, ali ele foi batizado, mas ainda não iniciou a formação monástica. De fato, o livro segue narrando as dificuldades para encontrar a Ordem dos Dominicanos que ele imaginava, oscilava entre os dominicanos e os ortodoxos existentes na realidade, até optar pelos dominicanos, o que não diminuiu os conflitos, entra questão do celibato e das disputas internas na Igreja. Ele se casou o que significa que não pode ser dominicano, mas continua podendo ser padre (não monge) ortodoxo. A última parte narrada da vida dele mostra como viver nos EUA pode fazer mal a uma pessoa, ele se aproximou dos movimentos de nova era. O único dos autores citados por ele nesta parte que eu respeito é Krishnamurti. Krishnamurti foi identificado por Charles W. Leadbeater como um novo avatar, como novo enviado de Deus quando tinha 13 anos e passou então a ser criado pela Sociedade Teosófica para proclamar a verdade ao mundo, enquanto Leadbeater (fundador também da Igreja Católica liberal) era o mentor espiritual do garoto, o educava e o treinava para ser a nova encarnação de Deus, Annie Besant, presidente da ST, cuidava da parte organizacional, criou uma outra instituição paralela à Sociedade Teosófica, apenas para difundir a doutrina do novo avatar. Mas quando chegou o momento de Krishnamurti assumir a direção da organização e começar a sua atividade de enviado de Deus, ele se recusou, colocou contrário à institucionalização da religião, das doutrinas rígidas, etc. Krishnamurti colocava dúvidas e incertezas o que não é admissível para um enviado. Então obviamente o projeto da ST fracassou, nenhum nova doutrina surgiu das palavras de Krishnamurti. Mas ele não desapareceu do cenário, ao contrário, sempre teve público, tem vários livros publicados, chocou o mundo ao reconhecer que não era Deus. Neste público cativo estava o padre Leloup durante sua estadia nos EUA. O livro é interessante para quem crê, verá Deus atuando em vários momentos e de formas tortuosas. O livro comprova a tese de que há interesses mundanos e pecados generalizados no interior da Igreja, então serve para os protestantes. O livro pode ajudar os ateus a compreenderem porque crer em Deus pode fazer bem para algumas pessoas. E pode deixar os agnósticos ainda mais inquietos, a dúvida é aprofundada sem que se possa resolver. Por fim, é impressionante o quanto o autor gosta da Igreja. Também cabe notar que nesta busca pela espiritualidade em nenhum momento ele passou pelo protestantismo.

sábado, 9 de junho de 2007

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O site http://www.chavodel8.com/ é ótimo, quem gosta do Chaves não pode deixar de visitar. Todo o tipo de informação sobre o programa que você possa imaginar, você encontra no site. Por exemplo, porque em português quando o Chaves apronta alguma coisa dizem "é o Chaves de novo", porque no original dizem "é o Chaves do oito". Também é possível entender algumas piadas sem graça que são resultado de uma tradução equivocada. Você encontra também as brigas entre os atores e o destino de cada um. Aprende até sobre a lei mexicana, por exemplo, hoje a Maria Antonieta de las Nieves tem o direito sobre a personagem Chiquinha (Chilindrina), por quê? Porque no México é preciso renovar periodicamente a patente, o Roberto Bolaños atrasou na renovação e ela fez o registro em seu nome, o que azedou novamente as relações entre os dois que estavam melhorando.

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O CEDES é um excelente organismo de pesquisa argentino. O forte são as questões de Estado e economia, mas pode-se encontrar material sobre educação, saúde e outras questões secundárias. Interessante como na Argentina há mais centros de pesquisa relevantes do que no Brasil e produzem material mais consistente, que não perdem importância com o passar do tempo.
Seguindo a ordem o próximo link é para o site do Cedec, o Cedec surgiu como uma organização inovadora, um rompimento com o Cebrap, criar uma organização de pesquisa voltada não para o dinheiro, mas para os movimentos sociais. Hoje isso já se perdeu, o Cedec é uma organização como outra qualquer, possui ainda de relevante a revista Lua Nova, o site é ruim não tem nada importante. O Cedec está aí só porque o prof. Marcelo é membro, quando expulsarem ele de lá, o Cedec sai dos favoritos.
O Centro de Estudios Públicos do Chile é bom especialmente para baixar traduções de obras clássicas em espanhol, especialmente textos liberais. A organização é liberal como a maior parte das instituições universitárias e acadêmicas do Chile. No Chile só existe os liberais e a extrema-esquerda que vive isolada.
Qualquer trabalho sobre a América Latina e seus país que não utilize os textos da CEPAL são irrelevantes. Então o ponto de partida para estudar a América Latina é a Cepal mesmo que ela tenha perdido o glamour do passado e tenha aderido, ainda que parcialmente, ao ideário neoliberal. Mais, quer entender a América Latina, entenda a Cepal.

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O texto postado abaixo do Nye foi retirado do site Weatherhead Center for International Affairs de Harvard, que é um dos links em favoritos. É sempre um site que deve ser visitado em qualquer pesquisa sobre relações internacionais. Outro link de Harvard disponível é o do Center dor International Development. Esse desenvolvimento está em sentido amplo trata desde combate à corrupção até questões econômicas propriamente ditas.
O site do CEPII é excelente, é francês, mas possui versão inglês e muitos dos textos são em inglês. Todos que desejam não permanecer prisioneiros das idéias norte-americanas devem visitar o CEPII. E ainda fazer uma visita também a site do Cepremap que eu esqueci de colocar nos favoritos. Os temas tratados são basicamente de economia.
Center for Civil Society é uma ONG como já se percebe pelo nome, uma organização liberal indiana. Por exemplo, a campanha atual é que o dinheiro não vá para as escolas, mas para os alunos para que eles possam escolher a escola, é o direito de escolher. Típica campanha liberal. mas serve para conhecer a Índia. Vou deturpar o pensamento de um autor, Quentin Skinner diz que conhecemos o pensamento de uma época pelos autores menores, podemos dizer então que conhecemos ma sociedade pelos piores, portanto, comecemos a conhecer a Índia conhecendo o que defendem os liberais indianos. Quer conhecer o mais insuportável liberal indiano visite http://www.econ.ucla.edu/lal/ que nunca estará nos favoritos, é a página de Deepak Lal. Para se purificar depois desta visita aos párias do pensamento faz bem conhecer o Centre for the Study of Globalisation and Regionalisation da Universidade Warwick do Reino Unido. Ai as idéias serão críticas ao processo de globalização e ao capitalismo. Onde mais em pleno 2007 você poderia encontrar artigos sobre reestruturação de dívida soberana?
Depois temos o site do Cebrap. Um dos fundadores do Cebrap foi o nosso felizmente ex-presidente FHC, mas não pensemos mal da instituição só por isso. A instituição entrou em crise quando ele se tornou presidente, porque os melhores não estavam dispostos a aderir à ideologia liberal e do mau governo. Hoje o Cebrap é dirigido por José Arthur Giannotti que alterna entre duas atividades defender os crimes do PSDB e acusar os crimes do PT. Mas o Giannotti já pensou e pensava bem. Vários artigos das revistas do Cebrap estão disponíveis na internet, vale a pena fazer o download de muitos. A maior parte dos artigos contribuem para o melhor entendimento do Brasil.

Joseph Nye faz teorias ruins, mas entende de política internacional!

Bargaining with Russia to Contain Iran

by Joseph S. Nye, Jr.
The Boston Globe, June 8, 2007

Relations between the United States and Russia have hit their lowest point since the Cold War. Just last week, Russian President Vladimir Putin accused the United States of igniting a global arms race and blasted those “who want to dictate their will to all others regardless of international norms and law”—a comment clearly aimed at the United States. That comes on top of Putin's remarks earlier this spring, in which he appeared to liken the United States to Germany's Third Reich. Meanwhile, US Secretary of State Condoleezza Rice said that Russia, at times, “seems to think and act in the zero-sum terms of another era.”

This growing tension has real and dangerous implications for US security: Washington is struggling to get Russia's help in sanctioning Iran for its nuclear program—one of the top American defense priorities. If we in the United States want that help, we need to offer something in return.

The latest International Atomic Energy Agency report paints a bleak picture: Iran is making faster progress than expected toward uranium enrichment. And our options are limited. A military attack against Iran not only would fail to stop an Iranian bomb, but it also would add to our difficulties in Iraq and the Muslim world more generally. Clearly, robust UN sanctions against Iran offer the best possible chance of persuading Iran to give up or at least slow down its plan to enrich uranium as part of its nuclear program.

But diplomatic efforts to tighten UN sanctions on Iran's nuclear program can only succeed if Russia agrees not to wield its veto in the Security Council. Russia is torn between its interests in non proliferation, its commercial interests in trade (including equipment for nuclear reactors), and its irritation with the United States.

The latest spark for disagreement between the United States and Russia is the American plan to build a missile defense system in Eastern Europe. The Bush administration argues that the missile installations in Poland and the Czech Republic will help counter Iran and do not endanger Russian security. Technically, that is correct. Rice and Secretary of Defense Robert Gates have both pointed out that Russian missiles and decoys could easily swamp our defensive systems.

But the Russians see the situation differently, with Putin accusing the United States of “filling Eastern Europe with new weapons.” They object to the political symbolism of the US advance into former Soviet satellites, and also worry that someday our technological capabilities can develop the system as a threat to Russia. Our efforts to convince Russia otherwise have been fruitless.

Yet these tensions also create an opportunity. We should offer Russia a grand bargain: We would delay our plans for missile defense in Eastern Europe, while the Russians would agree to back stronger sanctions against Iran.

Since our technology is not fully developed and Iran is not on the brink of having long range missiles that can accommodate nuclear warheads, we could afford to offer Russia a delay in deployment while we engage in broader discussions of our military relationship. At the same time, since an Iranian nuclear weapon will undercut Russian security, and Russia has already offered to provide enrichment services to Iran if the Iranians forgo their own enrichment program, Russia might find the bargain tempting.

Critics might worry that we would give away too much. But we can afford to buy ourselves a little time. It's not likely that Iran could develop missiles capable of reaching Europe or the United States for at least a decade. Therefore, we can take our best shot at blocking Iran's nuclear ambitions without compromising our immediate security.

The United States clearly intends for any missile defense in Eastern Europe to protect against Iran, as well as any other hostile states. But we have the opportunity right now to prevent Iran from getting the nuclear bomb we're trying to defend ourselves against. By striking a deal with Russia to support sanctions against Iran, we would get a chance to make our strongest bid yet to prevent Iran from becoming the newest nuclear state. Everything else should be second to that goal. Although the administration will be reluctant to alter its missile defense plans, Rice often speaks of transformational diplomacy. What better example than for Bush to suggest this bargain to Putin when they meet at Kennebunkport this summer?


Joseph S. Nye Jr., is a Faculty Associate and Executive Committee member of the Weatherhead Center for International Affairs. He is also Sultan of Oman Professor of International Relations, John F. Kennedy School of Government, and University Distinguished Service Professor, Harvard University and author of Soft Power: The Means to Success in World Politics

Quer ouvir um discurso de Hugo Chávez?

Você sempre sonhou em ouvir um discurso de duas horas de Hugo Chávez, mas nunca teve como ir para a Venezuela? A Rádio Nacional de Venezuela resolve os seus problemas, ouça os discursos de Hugo Chávez e descubra como o país está mudando enquanto o presidente fala. Veja as portas que o Chávez está abrindo para a Venezuela.

http://www.rnv.gov.ve/noticias/index.php?pg=alopresidente#