"Desde mi punto de vista –y esto puede ser algo profético y paradójico a la vez– Estados Unidos está mucho peor que América Latina. Porque Estados Unidos tiene una solución, pero en mi opinión, es una mala solución, tanto para ellos como para el mundo en general. En cambio, en América Latina no hay soluciones, sólo problemas; pero por más doloroso que sea, es mejor tener problemas que tener una mala solución para el futuro de la historia."

Ignácio Ellacuría


O que iremos fazer hoje, Cérebro?

domingo, 21 de outubro de 2007

Hugo Chávez venceu!

Queira ou não a direita anti-chavista, Hugo Chávez vendeu, o Banco do Sul sairá do papel, até os inimigos de Chávez, Lula e Uribe, aderiram e o Banco do Sul é notícia no mundo inteiro, entrando inclusive na agenda do FMI e do Banco Mundial. Hugo Chávez está escrevendo uma nova história da América Latina, só esperemos que não seja mais uma tragédia latino-americana, grega sim, mas não latino-americana.

Eco-Terre

L’Amérique du Sud lance son FMI

Gouvernance. Nouveau défi pour le FMI et la Banque mondiale, réunis ce week-end.

De notre correspondante à São Paulo  Chantal Rayes

QUOTIDIEN : samedi 20 octobre 2007

Rude baptême pour Dominique Strauss-Kahn, le nouveau big boss du Fonds monétaire international (FMI). Alors que le FMI et la Banque mondiale tiennent leur assemblée annuelle ce week-end, à Washington, l’Amérique du Sud choisi de défier les deux vénérables institutions. Un objectif : s’affranchir de leur tutelle avec la création de la «Banque du Sud». Annoncée le 8 octobre à Rio, par les ministres des Finances de sept pays (Brésil, Argentine, Venezuela, Bolivie, Equateur, Uruguay, Paraguay), la nouvelle institution sera opérationnelle dès 2008 et financera en priorité des projets d’infrastructure dans la région.

Alternative. Cette Banque du Sud est une victoire pour Hugo Chávez. Depuis l’an dernier, le président du Venezuela, leader de la gauche radicale latino-américaine, défendait une alternative aux deux institutions, accusées d’être alignées sur Washington et d’imposer aux pays en développement des potions libérales. Il a convaincu sans peine son homologue argentin, Néstor Kirchner, dont le pays n’a plus qu’un accès limité au crédit international depuis le moratoire sur sa dette, en 2001. La Bolivie, l’Equateur et le Paraguay, parents pauvres du continent (et disciples de Chávez pour les deux premiers) ont suivi. Chef de file de la gauche modérée, le Brésil de Lula était, lui, réticent.

Plutôt que de créer une nouvelle institution financière, Brasília préférait établir une coopération entre sa propre banque de développement – l’une des plus grandes au monde – et celles dont disposent certains des pays voisins. Mais pour sauvegarder son influence régionale, Lula a fini par céder. Obtenant néanmoins deux concessions : la Banque du Sud limitera son action à l’Amérique du Sud, pour éviter l’entrée de Cuba et du Nicaragua, alliés de Chávez. Et ce sera uniquement une banque de développement, alors que Caracas souhaitait qu’elle finance aussi les déséquilibres de balance des paiements, comme le fait le FMI. La création d’un autre organisme régional destiné à assurer cette fonction de secours financier est cependant à l’étude. Entre-temps, a expliqué le ministre brésilien des Finances, Guido Mantega, il faudra s’en remettre au FMI en cas de crise… Son homologue vénézuélien, Rodrigo Cabezas, a répondu en précisant les règles du jeu de la nouvelle institution : «Les prêts ne seront pas conditionnés à l’adoption de politiques économiques et la banque ne sera pas un instrument de domination.»

Rentable. En principe, les pays membres de la Banque du Sud auront chacun une voix au conseil d’administration, quel que soit leur apport au capital. Mais alors que les statuts de l’institution restent encore à définir, des divergences percent déjà. Guido Mantega a prévenu que celle-ci ne sera pas une «banque d’aventures» et qu’elle devra être rentable. Autrement dit, pas de prêts bonifiés. «Le Venezuela, lui, semble enclin à une utilisation politique de la Banque», observe l’économiste Renato Baumann, de la Commission économique pour l’Amérique latine, liée à l’ONU.

Selon Baumann, la tâche ne sera pas aisée. «Les taux d’intérêt qui seront accordés risquent d’être supérieurs à ceux pratiqués par la Banque mondiale car la notation financière de ses pays membres n’est pas la plus élevée du marché.» Malgré les incertitudes, la Colombie, gouvernée à droite, a créé la surprise, la semaine dernière, en demandant son adhésion. Au nom de la «fraternité» régionale, a précisé le président Alvaro Uribe, et non par désaveu du FMI et de la Banque mondiale.

http://www.liberation.fr/actualite/economie_terre/286173.FR.php

© Libération

Cada um expressa o nacionalismo como pode!

2007-10-21 - 00:00:00
Bilhete Postal
Tratado de Lisboa
O Tratado fechado nesta cimeira vale pelo nome. Não me refiro ao facto de ter sido apelidado, quase abusivamente, de ‘reformador’, antes à graça de ficar consagrado como o Tratado de Lisboa.

Portugal, como outros Estados-membros, perdeu peso relativo, mas ganhou uma publicidade estática permanente no firmamento europeu. Diga-se que Tratado de Lisboa soa melhor do que de Maastricht ou do que o compromisso de Ioannina, duas complicações fonéticas que nem os três alfabetos europeus são capazes de transcrever claramente.
O Governo português teve pois direito ao espumante que se serve na TAP e está de parabéns. A discussão pública da profissional negociação diplomática é já a seguir. Se houver algum problema com as ratificações basta recordar o esquecido “mandato preciso e explícito” recebido da presidência alemã

http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=262610&idselect=93&idCanal=93&p=200

Uma única moeda, mas cada um com os seus problemas!

2007-10-21 - 00:00:00
Coisas do Dinheiro
Portugal fraco com euro forte
Na Dinamarca flexissegurança, significa flexibilidade laboral e segurança para o trabalhador.

O euro não pára de bater recordes face ao dólar, devido à expectativa da diferença de juros entre a América e a Europa e aos desequilíbrios dos EUA. Não admira que brevemente a divisa europeia chegue aos 1,5 dólares, um valor elevadíssimo se pensarmos que nos primeiros anos da moeda única europeia o dólar valia mais.
O relatório de Outono do FMI diz que a divisa americana se encontra sobrevalorizada, pelo que tem espaço para continuar a perder valor face ao euro. Essa tendência facilita o amortecimento do impacto do petróleo caro, que em dólares chega a cotações estratosféricas, mas prejudica a actividade das empresas portuguesas, tornando cada vez mais caras as produções ‘made in Portugal’ e torna na Europa cada vez mais baratas as importações que chegam da Ásia.
O relatório do FMI aponta precisamente Portugal como um dos países europeus mais afectados pela valorização da moeda europeia e diz que em 2008 a força do euro vai provavelmente pesar nas exportações de países como a França, Portugal e Espanha”. O facto de a economia portuguesa não estar preparada para a competitividade do euro já custou quase uma década de anemia económica. Agora a força cambial obriga a novos desafios de competitividade. Sem o euro era mais fácil o ajustamento: bastava desvalorizar a moeda nacional e com esse truque resolvia-se muitos problemas.
Agora isso não é possível, mas em compensação os consumidores beneficiam de juros muito mais baratos do que alguma vez pagaram no tempo do escudo e os que vão passar férias ao estrangeiro têm agora mais poder de compra. Mas como a cotação da moeda é uma variável que as empresas não controlam, têm é de se esforçar nas variáveis que dependem delas: bons produtos, ao preço mais adequado e contenção nos custos.
FLEXISSEGURANÇA
Foram os dinamarqueses que inventaram o conceito de flexissegurança, mas foi a presidência portuguesa que deu direito de existência ao conceito na União Europeia. Para já não haverá muitas alterações na vida dos cidadãos com a decisão aprovada em Lisboa na quinta-feira, mas a médio e longo prazos pode haver mudanças significativas. E dada a diversidade europeia até pode acontecer que o conceito signifique verdadeira flexissegurança na Dinamarca e em outros países nórdicos, enquanto em Portugal a palavra possa correr o risco de significar apenas liberdade para facilitar os despedimentos. Não é isso que o ministro Vieira da Silva certamente deseja, mas há esse perigo.
TRÊS ALFABETOS
A União Europeia tem uma moeda e já tinha dois alfabetos. Com entrada da Bulgária, o cirílico tornou-se o terceiro alfabeto europeu. Naturalmente os búlgaros também querem que as notas e moedas do euro contenham esses caracteres eslavos. Qualquer dia, uma simples nota de cinco euros arrisca-se a ser um dicionário de grafias do Atlântico aos Urais.
ENVERGONHADOS
O Presidente da República confessou-se envergonhado com os números da pobreza divulgados pelo INE. Há quase dois milhões de portugueses pobres e se não fossem os subsídios do Estado haveria perto de quatro milhões nessa situação. Qualquer português tem razões para se sentir envergonhado com este quadro, que não se tem alterado significativamente nos últimos anos. Só com aumento mais vigoroso do PIB e com distribuição justa dessa riqueza será possível erradicar este quadro lamentável.

Armando Esteves Pereira, Director-Adjunto

http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=262531&idselect=93&idCanal=93&p=200

Rússia, Irã e EUA

Opinion

The World According to Uncle Sam

By Fyodor Lukyanov

For The St. Petersburg Times

When former U.S. President Jimmy Carter visited Stockholm in the early 1980s, he expressed his disappointment to Stig Ramel, then-executive director of the Nobel Foundation, “If you had awarded me this prize in 1978, I would still be in the White House.” Ramel made a helpless gesture and replied, “At the time when the Camp David accords were signed between Israel and Egypt, the list of nominees had already been finalized, and we could not break the rules.” Had Carter won the 1980 U.S. presidential election rather than Ronald Reagan, history might have turned out differently.

But the Norwegian Nobel Peace Prize committee had no qualms about “meddling” in the U.S. presidential election campaign this year. The decision to award Al Gore the prize fueled rumors that he would be returning to politics.

The Nobel prize committee has repeatedly been the subject of international criticism for its bias and political intrigues, but it is a fairly accurate measure of the state of affairs in international relations. Committee members vote for candidates they believe to be promoting worthy causes.

From 1989 to 1992, the peace prize went to the Dalai Lama; Mikhail Gorbachev; Aung San Suu Kyi, a prisoner of conscience and leader of the Myanmar opposition; and Rigoberta Menchu, a Guatemalan human rights activist. During the current period, which is sometimes referred to as “the end of history,” there is widespread hope that totalitarian and dictatorial regimes from Asia to South America will be sent to the trash heap of history.

What is the result? Nothing has changed in Tibet and Myanmar. The Soviet Union collapsed, but many new authoritarian and semi-authoritarian regimes emerged in its place. South American countries have organized fewer military juntas, but they have embraced socialist demagoguery instead.

From 1993 to 2002, we saw many attempts to transform the world order. Six Nobel Peace Prizes were awarded to individuals who had been instrumental in resolving complex, longstanding conflicts. These included the abolition of apartheid in South Africa, the Israeli-Palestinian peace process, the bloodless partitioning of East Timor from Indonesia, a peaceful settlement in Ulster, the start of reconciliation on the Korean Peninsula and the peaceful resolution of many other international conflicts, for which Jimmy Carter finally received a Nobel Peace Prize in 2002.

How do those situations stand now? There are two success stories — South Africa and Northern Ireland; one failure — poverty-stricken East Timor, which survives only because it receives charity from international donors; and one not entirely lost cause — reconciliation between North and South Korea. But the nations of the world have not reduced the nuclear threat, nor have they become more humanitarian. More likely, just the opposite has happened.

Now we come to the post-2003 period. The war in Iraq has turned the triumph of the “world according to Uncle Sam” into a failure, and the “new world order,” to which former U.S. President George Bush referred in 1988, has yet to arrive. Awarding the peace prize to the International Atomic Energy Agency — the only organization to receive it in recent years — was an attempt to keep the nuclear nonproliferation process from falling apart at the seams. The remaining laureates are individuals who are laboring to achieve goals that the weakened international institutions are no longer capable of accomplishing.

Awarding the Nobel Peace Prize to Al Gore, who has come to symbolize the fight against climate change, is another sign of this trend. Perhaps the decision by the Norwegian committee will breath new life into not only the environmental movement, but also U.S. politics — and by extension, world politics.

The United States’ failure to achieve primacy in international relations has been analyzed by just about everyone, including the Americans themselves. And there is nearly universal agreement that the world is now moving into a new, multipolar phase. Most people welcome the transition, anticipating that it will usher in a fairer and more equitable global order. Only one question remains: How will it actually function?

The idea of a global system dominated by a few major players is nothing new. Prior to the bipolar U.S.-Russian confrontation of the Cold War, that is how major international politics were structured. The great powers either opposed each other or entered into alliances, whether temporary or long-term.

On the surface, governments often agree that we should all take responsibility for the future of our planet. But when discussions focus on solving a concrete problem in which one or more sides hold a vested interest, mutual understanding often flies out the window. The disagreement over Iran is a vivid example of this.

From the West’s point of view, Russia is obstructing the attempt by the “civilized world” to coerce Tehran into giving up its nuclear program. The U.S. Congress and mass media often accuse the Kremlin of protecting Iran’s belligerent mullahs and their half-witted president. And Moscow’s categorical “nyet” to the deployment of U.S. missile defense systems in Eastern Europe, which Washington claims would help mitigate an Iranian missile threat, further muddies the waters.

Tehran believes that Moscow is exploiting Iran as nothing more than a disposable pawn in its cynical game with the West. Iranian political analysts assert that it has always been unwise to rely on Russia’s word. They point out that Russia has not followed through on its agreement to build a nuclear power plant in Bushehr and supply it with fuel. And Moscow’s offer that the U.S. make joint use of its radar installations in Gabala in Azerbaijan and Armavir in southern Russia to monitor Iranian rockets is a clear affront to Tehran.

To be sure, Moscow is also unsettled about the prospect of a nuclear Iran. In addition, the issue of how the Caspian Sea is shared continues to be a divisive issue between the two nations.

Nevertheless, Russia views Tehran much differently than the West does. Israel, the United States and some European nations believe that Iran is an unpredictable clerical state capable of doing anything for the sake of religious dogma. And Tehran needs nuclear weapons, they believe, so it can spread the “true faith.” Moscow, on the other hand, believes that the modern-day successors of Persia’s imperial past are interested primarily in becoming a regional power, especially in the context of an increasingly multipolar world. This, the Kremlin says, is the most important reason why Tehran wants nuclear weapons and not to launch a nuclear strike against the West.

Russia’s position should not be reduced to a primitive “for” or “against.” The prospect of U.S. military intervention in Iran scares Europeans no less than Russians. The problem is that the political leverage of Russia and other world powers is much less than they think.

At a time of global instability, it is regimes like Iran — and not the major global powers — that come out the winners when the superpowers get bogged down in political power struggles. But the big players refuse to accept this fact. It is more pleasant for them to believe that they are still the ones calling the shots.

Fyodor Lukyanov is editor of Russia in Global Affairs.

http://www.sptimes.ru/index.php?action_id=100&story_id=23353

Conheça a Serra do Roncador- Barra do Garças-MT

Este nome vem do ronco que muitos ouvem desta serra que tem sua história marcada por aventuras, lendas e mistérios como o desaparecimento do Coronel Fawcett em busca da Atlântida, fato que até hoje atrai expedições do mundo inteiro.
A origem da civilização inca, o paralelo 16, o templo de Ibez, o caminho de Ió, Agartha, Shamballah, o chácra do planeta, o Portal de Aquarius, vulcões extintos, fósseis de dinossauros e discos voadores são atrativos para cientistas, curiosos e místicos de toda parte.
Com diversas comunidades esotéricas instaladas, a cidade é conhecida mundialmente como santuário místico e metafísico.
MISTÉRIOS DO RONCADOR
Caverna dos Pezinhos – Através de uma trilha do Parque estadual da Serra Azul, chega-se a uma entrada de caverna, bloqueada por rochas. Nesta entrada, tanto nas paredes quanto no teto, várias marcas de pegadas de animais e humanas (?), muitas delas com 6 dedos. O que significam? Como foram parar nas paredes e no teto? Seriam pegadas ou inscrições? Porque a visitação é restrita pela Aeronáutica?
Portais no Roncador – Lendas e mistérios envolvem a Serra do Roncador. O que seriam os portais do Roncador? Onde estão? Para onde levam? Porque tantos buscam Atlântida ou Shamballah no Roncador? O que seriam os crânios de cristal que algumas pessoas procuram?
Lagoa Encantada – Esta lagoa se encontra em território indígena e é muito profunda, sem ter sido ainda determinada. Apesar da imensa quantidade de água, não existe nenhuma forma de vida nela. Localiza-se à entrada de uma caverna, também muito profunda e inexplorada. Os índios não entram na lagoa por medo e na caverna, apenas o cacique é autorizado, pois dizem que é habitada por seres. Quem seriam estes seres? Porque nenhuma forma de vida sobrevive na lagoa? Porque os índios guardam a entrada desta caverna?
Gruta Seca – Uma ampla câmara inicial se abre em vários túneis e outras câmaras. Uma destas câmaras abriga um mobiliário de pedra muito interessante, semelhante aos modernos. Outra delas tem no centro uma formação de estalactites e estalagmites com forma de imensa árvore, com uma espécie de parlatório no alto e um dos túneis não se consegue chegar ao final, pois qualquer forma de iluminação utilizada se apaga. Quem viveu ali? Para onde vai o túnel?
Cel. Percy Fawcett – Esteve pelo Roncador em suas andanças e descobriu alguma coisa aqui. A prova disto é que seu sobrinho-neto Timothy Fawcett veio aqui 2 vezes ao ano por 19 anos, rastreando os caminhos do tio-avô, através dos relatos das cartas que mandava para sua esposa Nina. Timothy dizia que os relatos oficiais de Fawcett eram diferentes para despistar e que a família conhece a verdade. Ao final de sua pesquisa, Timothy afirmava que o último vestígio do tio-avô seria na Gruta Seca. O que aconteceu com Fawcett? Para onde foi? O que teria descoberto? O que contam seus relatos para a família?
Pedra S. S. Arraya – A pedra que hoje se encontra em exibição no Porto dos Pioneiros tem a ver com a história de fundação da cidade, colonizada por levas de garimpeiros atraídos pela história de uma garrafa de diamantes enterrada sob ela, no leito do Rio Araguaia, por garimpeiros que fugiam de um ataque de índios. Quando retornaram para buscar a garrafa, o rio estava mais cheio e escreveram na pedra o nome de um deles, para facilitar a busca mais tarde. O curioso é que quando a pedra foi retirada do rio para ser exposta, várias outras marcas foram observadas, muito mais antigas, vários círculos concêntricos, como nas pedras de altares incas. Estas inscrições existem em outras pedras no rio, no mesmo local de onde esta pedra foi retirada. Quem fez as inscrições? Porque motivo? Qual a ligação do Araguaia com os incas?
Tribos indígenas – Os Xavantes falam com medo de grandes bolas de fogo no céu ou focos de luz do céu iluminando a aldeia à noite. O que seriam estas bolas de fogo? Que tipo de equipamento apareceria à noite em regiões isoladas?
Pedras em formato de disco – Porque em locais onde existem mais ocorrências aparecem várias pedras em formato de disquinhos? Qual o seu significado? Como se formaram?
Discoporto – Local demarcado por lei na Câmara Municipal para construção de um futuro discoporto. A Serra Azul (braço da Serra do Roncador) foi escolhido por serem os relatos de aparições sempre associados à esta serra (ou vêm de lá ou vão para lá). Qual a relação da serra com as aparições? Porque os relatos nunca incluem um pouso? Porque as aparições sempre “somem na serra” ou “saíram da serra”?

Quem quer trabalhar na África? Os portugueses não querem!

Portugueses pouco interessados em ir trabalhar para África
Os pedidos de emprego de portugueses para África não chegam nem a metade da oferta disponível na Feira do Emprego e Formação, que hoje arrancou em Lisboa, pelo que a organização vai procurar candidatos noutros países europeus.
A oferta de emprego para África, especialmente Angola e para o sector dos petróleos, é uma das componentes da 11ª Feira do Emprego e Formação de Lisboa que hoje arrancou na Gare de Alcântara.
Existem mais de 1.000 ofertas de trabalho disponíveis para esta vertente do mercado de emprego, mas cerca de uma dúzia de empregadoras representadas pela Jobfair, a empresa que organiza o certame, procuram sobretudo pessoal especializado e de preferência já com alguma experiência profissional.
"As pessoas que nos têm contactado para emprego em África não chegam nem para preencher metade da oferta, por isso a Jobfair já começou a procurar candidatos em outros países da Europa", disse à Agência Lusa um representante desta empresa, João Carlos da Costa.
Esta empresa contratadora dispõe de oferta de emprego sobretudo para os Países de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), em particular para Angola, Moçambique, Cabo Verde e S. Tomé e Príncipe.
"Queremos trabalhar também com outros países africanos, mas neste momento a nossa vantagem competitiva está virada para os PALOP", acrescentou.
A petrolífera francesa TOTAL, com um posto de recrutamento de pessoal na 11ª Feira do Emprego e Formação de Lisboa, procura exclusivamente candidatos de nacionalidade angolana para o sector dos petróleos em Angola.
"A intenção é analisar candidaturas de angolanos que vivam cá e pretendam voltar para Angola", disse à Lusa um funcionário da empresa, Diamantino Van-Deste, especificando que a oferta é exclusivamente para os petróleos, em diversas áreas de especialidade, desde a engenharia às finanças e outras ocupações.
"Recrutamos em geral para especialidades adaptáveis ao mundo dos petróleos e procuramos sobretudo pessoas já com alguns anos de experiência, a partir dos 35 ou 40 anos de idade", referiu o funcionário da TOTAL.
Esta petrolífera francesa, a operar em Angola há cerca de 50 anos, participa na Feira de Emprego de Lisboa pela segunda vez e, segundo o seu representante neste certame, não tem conseguido recrutar tanto pessoal como pretende.
"Na anterior edição conseguimos pouca gente, esperemos que este ano seja melhor", afirmou Diamantino Van-Deste, fazendo notar que a TOTAL procura recrutar sobretudo profissionais com pelo menos cinco anos de experiência, mas sem virar as costas aos jovens recém formados em várias áreas de especialidade pelas universidades portuguesas.

Cada país tem os ninjas que merece! 1

Governo exige retirada imediata do comando-geral, «ninjas» recusam
O governo de São Tomé e Príncipe exigiu hoje que os elementos da Polícia de Intervenção que ocupam há uma semana o comando-geral da corporação "abandonem de imediato" aquelas instalações, mas os "ninjas" recusam sair.
Num comunicado divulgado hoje pelo ministro da Administração Territorial, Arnindo Aguiar, o governo exige que "os agentes da Polícia de Intervenção Rápida ('ninjas') deponham as armas e abandonem de imediato o comando-geral da polícia nacional".
O governo são-tomense apela ainda aos "familiares próximos dos agentes, pessoas de boa vontade e partidos políticos para usarem a sua influência para que os revoltosos acatem a decisão do governo".
O porta-voz dos "ninjas", Wilson Quaresma, garantiu que os cerca de 100 agentes que estão no comando-geral não vão abandonar o local.
"Não vamos abandonar. Vamos permanecer aqui e vamo-nos preparar para qualquer ataque", disse Wilson Quaresma.
"Se formos atacados, sairemos em contra-ataque", garantiu o porta-voz, sublinhando que neste momento "está tudo calmo" a aguardar uma solução oficial para o problema dos "ninjas".
Wilson Quaresma disse ainda que só irão esperar uma resposta até quarta-feira.
"Amanhã (quarta-feira) haverá uma solução imediata", assegurou o porta-voz, escusando-se a indicar o que é que os "ninjas" vão fazer.
No passado dia 8 de Outubro, cerca de 100 "ninjas" ocuparam o comando-geral da polícia de São Tomé e fizeram reféns o comandante-geral e alguns oficiais, que libertaram 24 horas depois.
Os "ninjas" exigem o pagamento de 50 milhões de dobras (cerca de 2.600 euros) que alegadamente lhes são devidos e terão sido prometidos durante a formação que fizeram em Angola, em 2003-2004.
Querem ainda o pagamento dos subsídios de risco de vida e de alimentação.

Cada país tem os ninjas que merece! 2

Guiné-Equatorial dá um milhão de euros para resolver crise dos «ninjas»
A Guiné-Equatorial está disposta a financiar a solução para a crise no vizinho arquipélago de São Tomé e Príncipe, oferecendo um milhão de euros para pagamentos aos "ninjas", anunciou quinta-feira o Presidente são-tomense Fradique de Menezes.
Fradique de Menezes, que falava após uma visita privada … Guiné-Equatorial, disse que o seu homólogo, Teodoro Obbiang N'Guema, pôs à disposição de São Tomé e Príncipe um milhão de euros.
"Trata-se de uma ajuda imediata bastante importante para fazermos face a alguns problemas gritantes que o país atravessa", disse Menezes, citado pela STP Press, acrescentando que representantes dos dois governos reunir-se-ão nas próximas semanas em Malabo, capital da Guiné-Equatorial, para definir os termos do empréstimo.
No passado dia 08 de Outubro, cerca de 100 "ninjas" ocuparam o comando-geral da polícia de São Tomé e fizeram reféns o comandante-geral e alguns oficiais, que libertaram 24 horas depois.
Os "ninjas" exigem o pagamento de 50 milhões de dobras (cerca de 2.600 euros) que alegadamente lhes são devidos e terão sido prometidos durante a formação que fizeram em Angola, em 2003-2004.
Querem ainda o pagamento dos subsídios de risco de vida e de alimentação.
O Presidente são-tomense rejeitou críticas de ter abandonado o país no auge do motim, justificando a sua deslocação à Guiné-Equatorial com a presença na inauguração da maior fábrica de gás de †frica Central, na qual participaram igualmente os seus homólogos da Nigéria e do Gana.
Fradique de Menezes anunciou que a Guiné-Equatorial vai enviar ajuda alimentar para combater a escassez de alguns produtos de primeira necessidade em São Tomé e Príncipe.

A África está crescendo, a pergunta: é quando será a próxima crise?

África subsahariana regista crescimento

A África subsahariana atravessa o seu melhor período de crescimento económico desde as independências, afirma o Fundo Monetário Internacional, que se mostra optimista para 2008, no seu relatório semestral da conjuntura internacional. O FMI prevê para 2007 um crescimento económico de 6,1% para esta região e de 6,8% para 2008. "A África subsahariana atravessa o seu melhor período de crescimento em duração desde as independências", sublinha o relatório, publicado esta semana em Washington.
O petróleo joga um papel-chave neste crescimento, graças à entrada em produção de novos poços, em Angola e na Nigéria. Mas outros países não-exportadores de petróleo jogam igualmente de uma boa saúde económica.
O FMI faz notar que os países que beneficiam dos maiores ritmos de crescimento "fazem progressos substanciais na redução das taxas de pobreza".
O bom crescimento africano deve-se a "um ambiente exterior favorável" no contexto de um igualmente forte crescimento mundial, mas também às políticas económicas destes países e à abertura crescente das suas economias.
Isto permitiu à áfrica atrair cada vez mais capitais privados estrangeiros mas também ajudas. O FMI nota, contudo, que, globalmente, a ajuda pública dos países ricos não aumentou de maneira importante, contrariamente à promessa feita por estes durante a cimeira do G8 de Gleneagles (Escócia) em 2005.
O FMI recomenda aos países africanos que "despendam as receitas do petróleo de maneira prudente", nomeadamente "economizando para as gerações futuras".
Geralmente, aconselha os países da região a prosseguirem os esforços em matéria de governação, infra-estruturas, luta contra a pobreza e ambiente para as empresas.

A Líbia no Conselho de Segurança?

O Brasil costuma contar vantagem por ser eleito membro não-permanente do Conselho de Segurança. A importância disto é bastante questionável basta ver quais países foram eleitos agora. Líbia, Vietnã, Croácia, Costa Rica e Burkina Faso. Se ainda fosse em 1986 ainda haveria alguma graça em ver a Líbia no Conselho de Segurança das Nações Unidas, mas hoje Kadafi deve ser mais inofensivo que o Lula. Pobre Kadafi!

 

Libya Elected to UN Security Council
17/10/2007 04:09:00

Libya has been elected to nonpermanent seat on the United Nations Security Council for the years 2008-09 on Tuesday.
Along with Libya, Vietnam, Croatia, Costa Rica and Burkina Faso were also elected to the Security Council.
Libya's UN Ambassador Jadallah Azuz Ettalhi hailed the result as a special moment for the country and told reporters that Libya received 178 "yes" votes in the 192-member General Assembly, a number that indicates Libya’s popularity among the majority of the international community.
"It means I can say we are back to the international community, that all the problems we have faced in the past are now behind us," Ettalhi said.
"I think our relations with the US nowadays are back to normal ... and I think they have not worked against our candidacy. We are sure about that," he said.
"We have fulfilled completely our agreement with the Lockerbie people," he added.
Endorsed by member states of the African Union Libya and Burkina Faso easily obtained a two-thirds majority. Libya played a major role in the establishment of the African Union in 1999 and it is currently pushing hard in order to strengthens this African formidable groups at all levels.
The United States, which had used its influence to foil previous Libyan attempts in 1995 and 2000 to win a coveted seat on the powerful council, took no similar action this year, diplomats from other countries said.
Also elected for terms starting on January 1 were Croatia, which defeated the Czech Republic in a contested race for an East European seat, and Costa Rica, which beat off a challenge from the Dominican Republic for a Latin American place.
Countries that will leave the Security Council on December 31 are Congo Republic, Ghana, Peru, Qatar and Slovakia. Remaining on it are Belgium, Indonesia, Italy, Panama and South Africa.

Quer conhecer a música africana?

Já mecionei aqui a lista de discussões marxista que eu participo, e os marxistas (mais esquerdistas que marxistas) em geral têm uma enorme atração por tudo que vem da periferia. Estes dias divulgaram um blog sobre música africana, quemt iver interesse pode conhecer a música africana em: http://likembe.blogspot.com/.

A Turquia tem poder?

O autor do artigo abaixo tem razão, os estrategistas turcos padecem de ilusão de grandeza e poder. Não percebem que a importãncia política da Turquia decorre da sua proximidade com o Ocidente e sempre que se afasta do Ocidente se enfraquece.

 

Why Turkish 'strategists' are unmistakably wrong

Saturday, October 20, 2007

Orhan Kemal CENGIZ

  Something has been on my mind for a while but I do not know how I can put it in my column without risking provoking a prosecution under article 301 of the Turkish Penal Code.

    How did I start to think about it? We have thousands and thousands of “strategists” who appear on television whenever a military matter is on the agenda. They keep talking about the future —what is going to happen and other things— of the region and of Turkey if such and such happens or does not happen, and so on. They comment on U.S. operations, on the possible military operations of Turkey and other actors. But I can not help thinking that what these people (most of whom are retired military personnel) are saying most of the time is far from reality. I am not a strategist and I do not know anything about military operations but my intuition tells me, from the gut level, that most of these “strategists” analyses are unmistakably wrong. These thoughts started to run in my mind again now that the cross-border operation into Iraq has become a “concrete” option since the National Assemblies resolution to this effect. When our “strategists” talk about an Iraqi operation it seems to me that they are analyzing a single tree without realizing the huge forest which has thousands and thousands of these trees. “We will get into Iraq and we will take out these bloody terrorists. Of course there are some important details. For example, we should consider how far we should go, whether we should only fight against terrorists or if we should also destroy their supporters.” It is that simple! Can it be? I do not think so. Before going into the details the Iraq case, let me try to explain why Turkish “strategists” are generally (there are of course brilliant exceptions) prone to make a wrong analysis. Strategy, I believe, can only be based on understanding the situation thoroughly and making a right assessment of some relevant factors, including, but not limited to, yourself, the opponent, and the terrain which can be understood as the surroundings. To make all this analysis successfully your perception should not be impaired by any illusion. You must have a keen understanding of reality, an understanding that requires you to be free from all kinds of psychological and mental distortions.

Emotions versus reality

I think what made some historical strategists great was their unbreakable attachment to reality. Hannibal, Alexander, Napoleon, and Fatih were amazing strategists, because, first of all they were able to see the things as they really were. When it comes to our “strategists” though, we see a bunch of people whose understanding of what is going on is heavily distorted by their mindset. They are nationalists, they see things through emotionally clouded lenses, their assessment of Turkey's role and power is fundamentally wrong (because they do not understand that Turkey's power comes from its being a bridge, being a democracy, from its potential to become an EU member, and its being an ally of the West and so forth) and they take it for granted, not considering that this power may increase and decrease according to the steps that Turkey takes. Their understanding of the root causes of some problems, like the Kurdish question, is far from reality. They do not have the habit of a realistic assessment of the past's mistakes. When it comes to an Iraq operation, in my opinion, if it goes beyond a deterrence and turns into actual invasion, as some of these brilliant “strategies” think is the most viable option, it would spell disaster for Turkey. It will make the Kurdish problem unsolvable and will create chaos. The outlawed Kurdistan Workers' Party (PKK) will use civilians as a shield by hiding themselves among them. Turkey will appear in the eyes of international public opinion as a brutal and aggressive power that attacks civilians and oppresses Kurds wherever it finds them. Turkey, when it gets into Iraq, will eventually confront Iraqi Kurds, and possibly more than the PKK militants. Actually some of these “strategists” are already talking about the necessity of punishing Iraqi Kurds for their help and support to the PKK. Basically they are talking about a full scale war. We will get into Iraq and we will teach a lesson to Iraqi Kurds as well as destroying PKK operatives and then we will get out easily!Unfortunately, everyone contributes to this emotional buildup and the Turkish people are taken to a point where nothing but an invasion can bring emotional catharsis! But the price of this emotional catharsis is so high. The PKK wants to isolate Turkey from the rest of the world. They want to make sure that only weapons and violence will talk. And our “brilliant strategists” are just about to give the PKK what it wants: Chaos!

  * Orhan Kemal Cengiz can be reached at orhan.kemal@tdn.com.tr.

© 2005 Dogan Daily News Inc. www.turkishdailynews.com.tr

O Islã foi escolhido para ser o novo inimigo!

Carl Schimitt diz a política girava em torno da defnição amigo/inimigo. Nas relações políticas é sempre preciso estabelecer um amigo e o inimigo para que ela possa ser organizada. Ora com o fim da Guerra Fria, os EUA não tiveram dúvidas, escolheram rapidamente o Islã como novo inimigo. E óbvio que a idéia de choque de civilizações contribuiu pra isso, mas de fato os países islâmicos eram os aliados mais suspeitos que os EUA tinham desde o choque do petróleo e da Revolução Iraniana.

 

Islamophobia began with end of Cold War, OSCE meeting hears


Cordoba (ANTARA News) - Islamophobia gathered pace in the West with the end of the Cold War, long before the September 11, 2001 attacks against the US, participants at a two-day OSCE conference that began in Spain Tuesday said.
"After the end of the Cold War, certain people took Muslims and Islam to be the new scapegoat and enemy," Mustapha Cherif, an expert on Islam at the University of Algiers, told AFP on the sidelines of the gathering.
"But after the senseless act of September 11, this has been amplified," added Cherif, who is known for his commitment to battling religious hatred.
Delegations from the 56 nations that make up the Organisation for Security and Cooperation in Europe (OSCE) are taking part in the conference in the southern Spanish city of Cordoba on the topic of intolerance toward Muslims.
Spain currently holds the rotating presidency of the OSCE, which promotes human rights, democracy and conflict prevention in Europe, North America and Central Asia.
Arab League Secretary-General Amr Mussa told the gathering that after the end of the Cold War, "conservative extremists in certain Western circles" needed to find a new enemy.
"We must reach an agreement on rules of behaviour, tolerance and coexistence since we are condemned to live together," he added.
Studies by the European Monitoring Centre on Racism and Xenophobia said that Muslims have concluded that anti-Muslim behaviour and attitudes had risen since 2001, said Spanish Foreign Minister Miguel Angel Moratinos.
"Without a doubt, international terrorism has fueled this phenomena," added Moratinos who is chairing the gathering.
Wanda Krause of Britain's Forum Against Racism and Islamophobia, which is made up of representatives of the British Muslim community, said anti-Muslim sentiment was continuing to rise.
"We have rising reports of violence against Muslims," she said.
Cordoba was chosen as the host for the conference as the city with its 8th century mosque is a symbolic venue of centuries of coexistence in the Iberian peninsula between Christians, Jews and Muslims.
The city hosted a similar OSCE conference on anti-Semitism in 2005.
The event is part of Spanish Prime Minister Jose Luis Rodriguez Zapatero's diplomatic push for an international effort to resolve cultural and religious differences, especially between the Western and Muslim world.
The Socialist prime minister called for the formation of an "Alliance of Civilizations" at the United Nations in September 2004, just six months after
the Madrid train bombings that killed 191 people.
Spain and Turkey have co-chaired the UN organisation since it was formed in 2005 and in April 2007, former Portuguese president Jorge Sampaio was appointed as the head of the new alliance.
Speaking at the gathering, Sampaio appealed for strong government policies "to build points of respect and mutual comprehension." (*)

Copyright © ANTARA
Posted on 10/10/07 08:58
URL: http://www.antara.co.id/en/arc/2007/10/10/islamophobia-began-with-end-of-cold-war-osce-meeting-hears

O Acordo Nuclear EUA-Índia

Counterpoint | Vir Sanghvi, Hindustan Times

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October 20, 2007

First Published: 23:54 IST(20/10/2007)

Last Updated: 03:16 IST(21/10/2007)

The Nuclear Fundamentalists

Two interesting things have happened in the aftermath of last week’s developments on the Indo-US nuclear deal. It is not surprising that the principal players have maintained a studied silence. The Prime Minister spoke the language of consensus at the HT Summit and then flew off to Africa where he’s done no more than obliquely refer to the stand he took at the Summit. Sonia Gandhi agreed enthusiastically with Manmohan Singh’s revised position but then withdrew from the discourse and went off to Rae Bareli to address her constituents.

The CPM, which might have been expected to gloat a little, has been as quiet. The press has interpreted the government’s climbdown as a victory for Prakash Karat but the man himself has done no gloating at all. Sitaram Yechury, expected at the HT Summit, missed the first session, saw the Prime Minister talk about the deal on the live telecast and decided to stay away on the grounds that he would be expected to comment on the issue, if not on the floor of the Summit, then to the massed TV crews.

No, the interesting thing has not been the response of the principal players in this drama. They have been responsible and restrained — almost to the point of boredom.

What fascinates me is the response of two other groups, both of whom have made themselves self-appointed spokesmen for the two opposing extreme positions in the deal.

Why were the Nuclear Fundamentalists so desperate that the government signed the deal with Washington even if the government had no mandate to do so and even if the consequences were the dissolution of Parliament, fresh elections and years of possible instability?

The first is what might be called the Inconsequential Left. It is a basic truth of journalism in Delhi that if you want to find out how the Left will react to national political developments, you gauge the mood of the CPM Politburo. You can argue about the primacy of the party’s central leadership (“most of these guys have never even fought a municipal election”; they are “jumped-up student leaders who never grew up” etc etc), but if this crisis has proved anything it is that Karat and his cohorts (and not state chief ministers) call the shots in the Left.

As Karat does not make for good copy and rarely departs from a position once he’s taken it (just ask Manmohan Singh), journos need to find what we call “dial-a-quote commies”. Top of the heap is Gurudas Dasgupta. No matter what the issue is, thick black smoke will promptly billow out of his ears and he will do his demagogue-of-the-proletariat routine for the thousandth time.

If Dasgupta is not available, then we fall back on what might be called the Lesser Left. Some hapless Forward Bloc person whom nobody has heard of will be dragged in front of the cameras and he will obligingly say something controversial and newsworthy in a cheerfully impenetrable Bengali accent.

The interesting thing about the debate on the nuclear deal is that the CPI, a party of no great electoral consequence and whose opinions are almost entirely irrelevant to the CPM Politburo’s policy-making and thus to Indian politics in general, has joined the ranks of the “dial-a-quote commies”.

There are few Indian politicians I admire as much as AB Bardhan. He represents all that is desirable about the old Left: great personal warmth, a keen intelligence, genuine stature and an integrity that is beyond reproach.

But equally, there’s no denying that he’s turned this crisis into a personal cottage industry. Each time a coordination committee meeting ends, it is Bardhan that the journos rush to, confident that he will spill the beans. Each time there’s a dull news day, he’s ready with a provocative sound bite. And nearly every semi-informed piece on the troubles of the coalition can be traced back — through the old six degrees of separation rule — to Bardhan.

Why this admirable and intelligent man should suddenly decide at this late stage in his career that he wants to be a TV star is not clear. Nor do I understand why his colleague D Raja is so eager to play the same role. They are both nice, decent people whom I like, but sadly they are now in danger of becoming the Mahesh and Pooja Bhatt of political journalism.

There’s been so much Left-bashing in the media of late (see above!) that I fear we’ve missed another interesting sideshow. And that’s the emergence of a new entity: the Nuclear Fundamentalist. There are now so many Nuclear Fundamentalists in Delhi — in the media, in the think-tanks, in the chambers of commerce and, yes, at least one each in the PMO and the Cabinet — that if I were on Prakash Karat’s side in this debate (which, clearly, I am not), I would begin to wonder how many American stooges flourish in the centre of the Delhi establishment.

It is the Nuclear Fundamentalists who have steered the debate to an extreme and untenable position. This position is as follows: there is nothing more important for India than a nuclear deal that draws us closer to Washington. This deal is so crucial that it is worth sacrificing everything for it: prosperity, stability and governance. If the deal does not go through, the government should commit ritual hara kiri, the Prime Minister should slash his wrists in front of a live audience at India Gate and the Congress party should lie prostrate on the floor apologising to Washington and “the international community”.

I do not claim to understand the nuances of the deal (how many of us do?) but remain an enthusiastic supporter largely because of my conviction that Manmohan Singh is a) patriotic enough to protect India’s interests and b) bright enough to understand how the deal will benefit our country. I suspect that this is also the view of the majority of educated Indians.

But I do not believe that India’s future depends solely on the deal. I do not see why it is a make-or-break issue for us. And I cannot understand the hysteria generated by supporters of the deal.

Plus, there’s also the little problem of democracy. The Nuclear Fundamentalists tell us that this deal will transform India for generations. If this is true, then clearly it is a long-term policy measure which will commit succeeding governments. In that case, isn’t it necessary to build some kind of consensus around it — at least in Parliament?

But here are the facts. If the deal was put to vote, it would be defeated. The BJP would vote against it. So would the Left. So would the Samajwadis. And so, I suspect, would some of the UPA allies.

So what gives the Nuclear Fundamentalists the right to commit India for generations through a deal that is opposed by two-thirds of Parliament?

You could argue, as the Nuclear Fundamentalists have, that MPs are not voting on the issue but only out of a desire to avoid an early election. Fair enough. But assume now that Manmohan Singh had said, “Look, this deal is so important that if I can’t pass it, my government will resign” and new elections were held.

In every possible outcome, these elections would have thrown up a government that could not have passed the deal. The Congress would have needed Mayawati (opposed to the deal) or the Left again if it had come back. The Third Front would have needed the Left. And the BJP has already called the deal a sell-out (for whatever reason).

Hence, the chosen path of the Nuclear Fundamentalists: they wanted Manmohan Singh to announce that he would go ahead with the deal. The Left would have withdrawn support. The Congress would have had to sign the deal as a minority government and then, elections would have been called.

This was the only way in which the deal could have been passed. So, pause a while, and ask yourselves this: what’s more important to India — the deal or democracy? Is it ever right, in any democratic country, for a government that has lost the confidence of Parliament to sign a deal with a foreign power that will be binding on India for decades?

And yet, this is exactly what the Nuclear Fundamentalists wanted. And this is why they are now claiming that Manmohan Singh has lost all legitimacy — only because he finally stopped listening to them and had the good sense to work for a consensus instead.

We’ve all spent a long time questioning the motives of the Left. But what about the motives of the Nuclear Fundamentalists? Why were they so desperate that the government signed the deal with Washington even if the government had no mandate to do so and even if the consequences were the dissolution of Parliament, fresh elections and years of possible instability?

It’s worth thinking about, isn’t it?

http://www.hindustantimes.com/StoryPage/Print.aspx?Id=dea96a7b-5bb8-420f-bc6c-7ca262e4ced5

© Copyright 2007 Hindustan Times

O preconceito se sobrepõe à análise!

É normal considerar que os direitos das mulheres são muito mais preservados no Ocidente do que no Oriente, nos EUA do que na Índia ou no Paquistão. No entanto, no Ocidente, talvez com exceção de Margaret Thatcher, nenhuma mulher teve atuação política comprável às lideranças existentes no Oriente, na Índia com as mulheres da família Gandhi (mas não da família do Gandhi), a Benazir Bhutto no Paquistão, Corazón Aquino nas Filipinas. A líder da oposição em Myanmar é uma mulher.

No Brasil, por exemplo, não há nenhuma mulher que tenha ou que teve  importância política de fato. Quem sabe em 2010 com Dilma Roussef.

Foi sério ou tentou fazer uma piada?

A notícia abaixo da Agência de Notícias da Síria diz que o Grande Mufti Hassoun afirmou que o Islam clama por fraternidade e tolerância entre os povos, difundindo a paz e a justiça. Um Mufti é um intérprete autorizado da lei islâmica, mas para ele dizer isso é preciso perguntar, ele leu o Alcorão?

Hassoun Calls for Fraternity and Tolerance among Peoples
Local News /
Oct 20, 2007 - 06:55 PM


Damascus, (SANA) – Syria's Grand Mufti Ahmad Badr Eddin Hassoun affirmed on Saturday that Islam calls for fraternity and tolerance among peoples, spreading justice and peace, and for dedication of science and work. In a statement given to SANA before leaving to Germany, Hassoun pointed out to the importance of laying the groundwork for a cultural discourse that brings cultures and civilizations together and conveys the true image of Islam to the world through rational dialogue that encourages communication among creeds and cultures. Hassoun will lecture during his visit to Germany at the Federal Diet (the Bundstag) on forgiveness and justice of Islam and its calls for respecting the dignity and existence of human beings. He will touch upon importance of developing relations and cooperation among peoples and civilizations. Hassoun will also participate in the opening of a photography exposition depicting Christmas celebrations in Damascus.

H. Sabbagh – Ghossoun

Uma ponte de 650 anos!

Uma ponte de 650 anos, no Brasil? É claro que não, na República Tcheca, em Praga. Por aqui deve-se comemorar as pontes que sobrevivem 65 anos. Como todos sabem as pontes de Barra do Garças não duraram 65 anos sem dar problema. Mas em Praga duram 650 anos, precisamos convocar os engenheiros do Sacro Império Romana-Germânico para dar aula de engenharia no Brasil, ou quem sabe convovar o imperador para dar aulas de honestidade aos políticos.

Conheçam a ponte aqui. Com isso também convido todos a freqüentarem o site da rádio Praga. Há alguns países da Europa Oriental que são fascinantes e merecem ser acompanhados. Passei a me interessar por Praga e pela República Tcheca após ler um livro esotérico "Os verdadeiros segredos do Alquimista" de Hans Holzer sobre o imperador do Sacro Império Romano Germânico, Rodolfo II que transferiu a capital do império para Praga. Rodolfo II, além de praticar as ciências ocultas, patrocinou as artes e favoreceu o Renascimento. No quadro se pode ver Rodolfo II retratado por Arcimboldo.

rodolfo II

Outro país da Europa Oriental que me seduziu em uma situação insólita foi a Hungria. Em Brasília fui a uma exposição de fotografias de obras de arte em cemitérios húngaros, realmente eram lindas. E as fotografias estavam expostas acompanhadas por excertos de poesias húngaras que também eram ótimas. Enfim, a República Tcheca e a Hungria merecem alguma atenção ainda que seja pelo seu passado.

Al Gore não entende o meio ambiente!

Un premio de la paz inconveniente

Bjørn Lomborg

El premio Nobel de la Paz de este año recompensa a los miles de científicos del Panel de Cambio Climático de las Naciones Unidas (el IPCC). Estos científicos vienen realizando un trabajo excelente y arduo que determina exactamente lo que el mundo debería esperar del cambio climático.

El otro ganador del galardón, el ex vicepresidente de Estados Unidos Al Gore, pasó mucho más tiempo contándonos qué temer. Mientras que las estimaciones y conclusiones del IPCC están basadas en el estudio meticuloso, Gore no parece guiarse por las mismas constricciones.

Gore le dijo al mundo en su película premiada por la Academia (recientemente rotulada de "parcial" y con "errores científicos" por un juez británico) que debía estar preparado para un aumento de poco más de 6 metros en el nivel de los mares en el transcurso de este siglo. Gore ignora los hallazgos de sus colegas también galardonados con el Nobel, el IPCC, que concluyen que los niveles de los mares aumentarán entre 15 y 60 centímetros durante este siglo, aunque su mejor expectativa es de aproximadamente 30 centímetros -similar a lo que el mundo experimentó en los últimos 150 años.

De la misma manera, Gore se lamenta por el derretimiento acelerado del hielo en Groenlandia y lo que esto implica para el planeta, pero pasa por alto la conclusión del IPCC de que, de continuar, el nivel actual de derretimiento sumaría apenas 7,6 centímetros al incremento del nivel del mar para fines de siglo. Gore también ignora la   investigación que demuestra que las temperaturas de Groenlandia eran superiores en 1941 de lo que son hoy.

Asimismo, Gore se preocupa por el futuro de los osos polares. Sostiene que se están ahogando a medida que desaparece su hábitat glacial. Sin embargo, el único estudio científico que demuestra algo por el estilo indica que cuatro osos polares se ahogaron como consecuencia de una tormenta.

El político devenido cineasta pierde el sueño por un aumento pronosticado de las muertes vinculadas al calor. Existe otro aspecto de la historia que resulta inconveniente mencionar: las crecientes temperaturas reducirán la cantidad de olas de frío, un causante más importante de muertes que el calor. El mejor estudio demuestra que, para 2050, el calor se habrá cobrado 400.000 vidas más, pero que 1,8 millones de personas menos morirán por culpa del frío. De hecho, según la primera encuesta completa de los efectos económicos del cambio climático para el mundo, el calentamiento global, en realidad, salvará vidas.

El IPCC ha declarado magnánimamente que habría sido feliz si Gore hubiera recibido él solo el premio Nobel. Me alegra que no fuera así, y que el trabajo del IPCC haya sido debidamente reconocido.

Gore ayudó al mundo a preocuparse. Desafortunadamente, nuestra atención se aparta de lo que verdaderamente importa. El cambio climático no es el único problema que enfrenta el globo. El hecho de que nos concentremos obsesivamente en eso -en detrimento de otros desafíos planetarios- sólo se verá acentuado por la atención generada por el premio Nobel de la Paz de Gore.

Gore se concentra, por sobre todo, en su llamado a los líderes mundiales a reducir las emisiones de CO2, pero existen otras políticas que harían mucho más por el planeta. En el próximo siglo, las naciones en desarrollo dependerán cada vez más de las importaciones de alimentos de los países desarrollados. Esto no es principalmente el resultado del calentamiento global, sino una consecuencia de que en el mundo en desarrollo hay más gente y menos tierra arable.

La cantidad de gente que padece de hambre depende mucho menos del clima que de la demografía y los ingresos. Recortes extremadamente costosos de las emisiones de carbono podrían derivar en que haya más gente desnutrida. Si nuestro objetivo es combatir la desnutrición, políticas como proporcionar nutrientes a quienes los necesitan son 5.000 veces más efectivas a la hora de salvar vidas que gastar miles de millones de dólares recortando las emisiones de carbono.

De la misma manera, el calentamiento global tal vez aumente mínimamente la malaria, pero las reducciones de CO2 serán mucho menos efectivas a la hora de combatir esta enfermedad que los mosquiteros de red y la medicación, que, por poco dinero, pueden salvar 850.000 vidas por año. En cambio, el costoso Protocolo de Kyoto impedirá apenas 1.400 muertes de malaria anualmente.

Mientras nos preocupamos por los efectos lejanos del cambio climático, no hacemos nada para enfrentar las cuestiones que afectan al planeta hoy. Este año, la desnutrición matará a casi cuatro millones de personas. Tres millones de vidas se perderán en manos del VIH/SIDA. Dos millones y medio de personas morirán por contaminación ambiental bajo techo y al aire libre. Una falta de micronutrientes y agua potable se cobrará dos millones de vidas cada una.

Cuando la atención y el dinero escasean, lo que importa es abordar primero los problemas con las mejores soluciones, haciendo el mayor bien posible a lo largo de todo el siglo. Si nos concentramos en resolver los problemas de hoy, fortaleceremos a las comunidades, las economías serán más vibrantes y las infraestructuras, más robustas. Esto les permitirá a estas sociedades enfrentar mucho mejor los problemas futuros -incluso el calentamiento global-. Comprometerse con recortes masivos de las emisiones de carbono hará que las futuras generaciones sean más pobres y estén menos capacitadas para adaptarse a los desafíos.

Gore tiene una fe inquebrantable en que el cambio climático es el mayor desafío al que se enfrenta el mundo. Para ser justo, merece cierto reconocimiento por su pasión tan resuelta. Sin embargo, el contraste entre los ganadores del Nobel este año no podría ser más acentuado. El IPCC está comprometido en una investigación meticulosa donde los hechos rigen por sobre cualquier otra cosa. El enfoque de Gore es muy diferente.

sábado, 20 de outubro de 2007

Assistam o show da banda do Leonardo, se ele desafinar não vaiem, gritem TCC!!!!!!! 2

Mensagem do Leonardo:

Show da banda Coitho tocando covers do System of a Down!!

E ai galera!!! Show da banda Coitho tocando covers do System of a down no dia 24/10 a partir das 21 hs no Dinossauros Rock Bar.
Endereço: Rua dos Pinheiros, 518 – Pinheiros – Cep: 05422-000 – São Paulo – SP

Para maiores informações entrem no site: www.thenossauros.com.br


Confiram nosso som vendo os vídeos da banda no youtube: http://br.youtube.com/results?search_query=coitho&search=Pesquisar

Participem, critiquem, comentem tudo sobre a banda na comunidade no orkut: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=34857970

Agora, como diz o Reinaldo Azevedo, voltei.

Obviamente que não irei ao show, mas recomendo a todos, ir assistir e colaborar para o Leonardo ficar rico, porque se depender do que ele estudou de relações internacionais, ele está enrolado. rsrsrs

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Dom Casmurro

O primeiro clássico que eu li e gostei foi Dom Casmurro de Machado de Assis. Na verdade, antes mesmo de ler o livro, já me apaixonei por ele. Na sexta série no livro de português havia um trecho de Dom Casmurro, o trecho do encontro de Bentinho e Capitu, onde se menciona o olhar dela. E, como todo mundo que cresceu vendo novelas, eu li imaginando a cena como numa novela. E não sosseguei enquanto não li o livro todo. E sempre me identifiquei com Dom Casmurro. Agora li no UOL que Dom Casmurro virará uma microssérie na Globo. Ao longo do tempo, imaginei várias Capitus, entre as atrizes a que mais parece com Capitu é Malu Mader, porque a Capitu precisa ser bonita, mas sem ser apenas um rostinho bonito na TV, tem que ser bonita mesmo "gostosa" sem ser identificada com a vulgaridade tipo Débora Secco, Nívea Stelmann. Obviamente, ainda que a Malu Mader seja escolhida para ser a Capitu ainda precisaria de uma Capitu jovem, espero que a Globo não erre na escolha da Capitu, não é qualquer uma que pode ser identificada com a Capitu.

O humor dos economistas

Conheça os melhores amigos de um dos economistas mais importantes do mundo Gregory Mankiw. Isso mostra a importância de Keynes e Tobin ou que Mankiw depois de deturpar a teoria keynesiana ainda quis sacanear mais um pouco com Keynes?

A diferença entre um curso ruim e curso bom é a quantidade de textos que o aluno lê!

A diferença entre uma faculdade boa e ruim, entre um curso bom e ruim é a quantidade de leitura exigida dos alunos. No conjunto das ciências humanas pouca diferença faz no mercado de trabalho o curso que você faz, os alunos que se destacam no mercado de trabalho são aqueles que fizeram na faculdade que cobra mais leitura, ou os cursos que exigem mais leitura. Neste link é possível ver a lista de leituras obrigatórias do curso The Politics of Global Financial Relations do MIT, o dia que os meus alunos aceitarem esta quantidade de leitura obrigatória em todas as disciplinas o Brasil conseguirá dar um salto no seu desenvolvimento científico e tecnológico até continuaremos nessa enrolação onde a maioria sai da faculdade do mesmo jeito que entrou. Veja aqui o conjunto dos cursos do MIT.

Civilização ocidental e Cristã


quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Confederação entre Cuba e Venezuela? Os EUA aceitariam?

Chávez talks of Cuban and Venezuelan confederation
Rory Carroll in Caracas

Wednesday October 17, 2007

Guardian

Venezuela
and Cuba have cemented their alliance with a range of economic deals
which President Hugo Chávez said could pave the way to a confederation.

The Venezuelan leader wrapped up a three-day visit to the communist-run island with agreements on 14 joint ventures, including oil refining, nickel production, fishing and tourism. The package consolidated Venezuela's role as ally and benefactor in easing Cuba's economic crunch and boosting the regime's chance of retaining power after the death of the ailing leader Fidel Castro.

Mr Chávez signed the deals on Monday with Fidel's younger brother Raul, signalling a determination on both sides to sustain the alliance despite the apparent lack of chemistry between the Venezuelan and Cuba's acting leader.

Venezuela's socialist revolution was forging closer ties with its Caribbean brother, said Mr Chávez. "Cuba and Venezuela could easily form a confederation of states, two republics in one, two countries in one. This is no delirium."

The former soldier, who was making his seventh visit to Havana, has used his country's vast oil reserves to reduce Washington's sway over Latin America and ease the impact of its embargo on Cuba.

Discounted Venezuelan oil and other deals are valued at around £1.5bn a year, not far off Moscow's Soviet-era subsidies and a lifeline to a government struggling to ease crippling fuel, transport and food shortages.

There are plans to modernise the decaying Cienfuegos refinery so that it could process 65,000 barrels of crude a day, distil gas and make petrochemical products.

For its part Cuba has dispatched thousands of nurses, doctors and teachers to slums in Venezuela, Bolivia, Nicaragua and other leftwing allies.

In addition to socialist solidarity Mr Chávez's talk of confederation stems from his dream of uniting Latin America along the principles of Simón Bolívar, the region's 19th century liberation hero.

Nevertheless many middle class Venezuelans are emigrating over fears of expropriations and socialist indoctrination in schools. Polls show few Venezuelans want to swap their Americanised consumer culture for Mr Chávez's vision of a "new socialist man" but that has not dented his high popularity.

During a weekend meeting with Fidel Castro, Mr Chávez praised him in quasi-religious tones as "the father of all revolutionaries" and "our father, who is in the water, earth and air". The 81-year-old Cuban leader, convalescing from a serious intestinal illness, looked frail but alert.

A US state department spokesman said in response: "We are delighted that Fidel Castro has had an opportunity to discuss things with his friend President Chávez. It's too bad that in almost half a century of misrule in Cuba, he's never had the same conversation with his own people."

http://www.guardian.co.uk/cuba/story/0,,2192657,00.html

Duas notas!

Leiam sobre o imperialismo humanitário.
O artigo mostra como instituições supostamente humanitárias ou para difusão da democracia são de fato formas de expansão imperialista.

Na Folha Online há artigo de Kennedy Alencar que traz novos trechos da entrevista de Lula para Folha que saiu no domingo, a partir daí se conclui que Lula é sinceramente bem-intencionado nas políticas que adota, pena que nem sempre escolha as melhores políticas nem os melhores assessores.

domingo, 14 de outubro de 2007

Sim, há inferno!

O fundador do movimento gnóstico contemporâneo, Samael Aun Weor, tem um livro intitulado "Sim, há inferno; sim, há Diabo; sim, há karma". Diante da quantidade de bebês abandonados nos últimos dias, e abortos induzidos, espero realmente que haja inferno, que haja diabo, porque por pior que seja existência, por mais que este mundo, às vezes, pareça o próprio inferno, ainda é pouco, os crimes contra a vida de inocentes mereceria de fato uma pena eterna. Pena que talvez a vida se reduza a esta miséria.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u336592.shtml

Nobel da Paz para Al Gore?

Que palhaçada! A decisão sobre o Nobel da Paz foi contra o Bush e só. Al Gore não tem estatura para receber um prêmio Nobel e se a questão é meio ambiente tem muita ONG que merece mais que Al Gore.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

O melhor e o pior de dar aula!

Sabe qual a melhor coisa de dar aula? É poder se sentir presunçosamente “copartícipe” das vitórias alheias seja em caminhos que você já trilhou seja em caminhos que você jamais escolheria trilhar, nesse caso, ainda te dá a ilusão de que você quisesse poderia ter feito a mesma coisa. É muito boa a sensação de ver a pessoa obtendo resultados, e você tendo a percepção de quanto ela evoluiu do momento em que você a conheceu até o estágio no qual se encontra. É muito boa a sensação de ver que o seu tempo, a sua chatice gera frutos ainda que você não seja o responsável direto por eles. Melhor ainda quando os ex-alunos fazem questão de compartilhar cada vitória. É bom ter a sua avaliação confirmada pelo desempenho na vida.

Sabe qual a pior coisa de dar aula? Não há uma, há três. A primeira é constatar que há pessoas pelas quais você não pode fazer nada, que não meio de atingi-las, são indiferentes a tudo, nem sobre enorme pressão, em geral, não tem a menor noção do que querem da vida, vivem por inércia. A segunda é acreditar em alguém, apostar, investir e descobrir que aquela pessoa jamais conseguirá ser mais do que é, é capaz, demonstra ser capaz, mas se contenta com pouco para não ter que fazer esforço. A terceira, e é a pior de fato, é identificar tardiamente o potencial de um aluno, e deixar ele passar o curso todo tranqüilo, sem exigir nada além do básico, quando ele poderia fazer muito mais se tivesse sido estimulado pressionado do modo certo, na hora certa. Tive um aluno que dei aula para ele num período em uma turma, no semestre seguinte ele estava junto com outra turma. Quando entrei na sala e o vi, pensei: “Que droga! Agora ele vai estragar esta turma.” De fato, ele não tinha nenhuma dedicação aos estudos, melhorou quando mudou de turma. Mas em nenhum momento demonstrou de fato que aquele era o mundo dele. No entanto, era. E eu descobri isso muito tarde, já não podia contribuir em nada com ele. O problema é que ele tem vergonha de estudar, pior, ele tem vergonha de saber as coisas com receio de sentir diferente, ser excluído, deixar de ser conhecido como o sujeito legal que se convida para todas as baladas e ser o cdf. Não percebeu que poderia ser as duas coisas. Um aluno que lê Saramago, Dostoievsky nunca poderia ser considerado um aluno medíocre, e jamais poderia ser ignorado, teria que ser pressionado, interrogado, doutrinado para fazer com que ele crescesse, se livrasse dos seus bloqueios. É óbvio que ele ainda poderá recuperar o tempo perdido, mas sempre irei lembrar que não contribui como deveria para isso. Ser chato, cobrar, exigir, comprar brigas só faz sentido se fizer diferença para o aluno. Há casos em que deveria ter cobrado mais, exigido mais, brigado mais.

domingo, 7 de outubro de 2007

Afonso faz sete gols no mesmo jogo!

Agora a seleção brasileira está condenada a ter o Afonso. A criatura fez 7 gols no mesmo jogo, agora o Dunga poderá compará-lo a Pelé. Precisamos lembrar o Dunga que Fernando Baiano marcou (salvo engano) 4 gols numa das suas primeiras partidas pelo Corinthians, e o que é Fernando Baiano no futebol mundial hoje? Lembro de no dia do jogo, o Casagrande relembrando o início de carreira dele também marcado por uma partida com muitos gols, e hoje ninguém nem sabe onde joga o Fernando Baiano. Mas infelizmente acho que por muito tempo saberemos ao menos que na seleção brasileira ele joga ainda que continuemos desconhecendo por qual time ele joga.

E quem deixa de transar com a Xuxa por não gostar de usar camisinha?

07/10/2007 - 15h40

Homens rejeitam usar camisinha, diz Xuxa sobre a solidão

da Efe, no Rio

A apresentadora Xuxa Meneghel, 44, confessou que está "cada vez mais só" porque os homens brasileiros "se negam a usar preservativos".

Ela falou que está concentrada no trabalho e em sua filha Sasha, que nasceu em 1998, após uma breve relação com o ator Luciano Szafir.

Disse que eles "prometem que sim, que vão usar, mas depois se negam" e se queixou, dizendo que ela não pode ficar sempre perguntando se "vão usar ou não preservativos".

"Uma das coisas mais difíceis hoje em dia é encontrar um homem que use preservativos", disse em entrevista publicada no jornal carioca "Extra" neste domingo (7). Ela admitiu também ser muito difícil encarar uma nova relação.

"Meu trabalho é tudo o que eu quero fazer, e minha filha é o melhor da minha vida, por isso, se aparecesse uma pessoa, teria que ser para somar e aceitar estar sempre em segundo plano", acrescentou a apresentadora.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u334605.shtml

Era só o que faltava!

São Paulo, domingo, 07 de outubro de 2007



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Convidado, Lula deve ir a cúpula sobre conflito árabe-israelense

Reunião não tem data confirmada; convite foi feito por Abbas e Bush em setembro

ELIANE CANTANHÊDE
COLUNISTA DA FOLHA

É bastante provável que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participe da reunião de cúpula sobre o conflito palestino-israelense, a pedido tanto do presidente norte-americano, George W. Bush, quanto do presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas. Nem a data nem o local estão oficialmente definidos, pois a organização da cúpula vem esbarrando em precondições contraditórias tanto de Israel quanto dos países árabes.
Abbas teve encontros paralelos com Bush e com Lula em Nova York, onde todos estiveram em setembro passado para a abertura da Assembléia Geral da ONU. Ele pediu a Bush que convidasse Lula para a cúpula e foi ao próprio Lula fazer o convite diretamente.
Na mesma viagem, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, também teve reuniões à parte com a chanceler Tzipi Livni, de Israel, que Lula pretende visitar em 2008. Também se encontrou com os colegas do Egito e da Síria.
No Planalto e no Itamaraty avalia-se que o presidente brasileiro não poderia recusar um convite para integrar um esforço internacional pela paz no Oriente Médio, especialmente porque há anos reivindica uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU.
Lula vai em novembro ao Haiti, que Bush também visitará em data ainda a definir. Se a cúpula sobre o Oriente Médio for no mesmo mês nos EUA, ele pode emendar a viagem. Nesta semana, a secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, terá encontros com Abbas e o premiê israelense, Ehud Olmert, em mais uma tentativa de fechar o programa da reunião.
O governo brasileiro tem sido ostensivo na sua aproximação com o mundo árabe e promoveu em Brasília, em 2005, uma polêmica reunião de cúpula entre países árabes e da América do Sul.
Na visão do Itamaraty, o convite feito a Lula nada mais é do que o reconhecimento de que o Brasil está ampliando sua influência nas questões internacionais e tende a ser progressivamente chamado para discussões do porte dessa, sobre a questão palestino-israelense.

Se

Dizem que sou marxista sendo assim não deveria falar sobre "se" na história. No entanto, violarei a regra. Sempre pensei que o golpe militar interrompeu o que poderia ter feito o Brasil ser de fato o país do futuro, teríamos um segundo governo JK em 1965 que faria ajustes duros na economia com a legitimidade dada pelo Plano de Metas do mandato anterior e na seqüência teríamos um governo Brizola que faria as reformas sociais e nacionalistas necessárias ao país. Agora coloquei um novo "se" na história do Brasil. José Américo de Almeida teria sido melhor presidente em 1937 do que Vargas foi. O Estado Novo interrompeu um processo que poderia ter repercussões revolucionárias no Brasil. Em primeiro lugar, a vitória de José Américo teria representado um derrota definitiva de São Paulo e significaria uma reorientação do eixo de desenvolvimento, os desequilíbrios regionais seriam minorados. Segundo, José Américo representaria um combate muito mais efetivo às oligarquias regionais. Terceiro, a questão social estava posta em José Américo de forma muito mais radical do que em Vargas, inclusive na defesa da legislação trabalhista no campo. José Américo dizia, e tinha razão, que a introdução da legislação trabalhista apenas nas cidades levaria a um esvaziamento do campo e um inchaço das cidades. Quarto, uma presidência José Américo teria enriquecido a cultura política brasileira incorporando novos valores e diminuído o domínio intelectual do Rio Grande do Sul sobre o reformismo. Quinto, José Américo sempre foi nacionalista e não um nacionalista de conveniência como Vargas. Talvez seja possível dizer que as nossas duas grandes experiências ditatoriais reduziram o que nós poderíamos ser.

Mas os casamentos duradouros não foram sempre assim?

São Paulo, domingo, 07 de outubro de 2007

Contardo Calligaris

O triunfo de qual amor?

Talvez a gente esteja inventando um novo tipo de casamento, uma aliança sentimental sem paixão

Em 1998, 20% dos homens entrevistados na pesquisa Família Brasi-leira pensavam que a principal qualidade de uma esposa consistisse em saber cuidar da casa. Hoje, esse percentual caiu para 7%. Também em 1998, outros 12% escolheram cuidar bem dos filhos como qualidade principal. Em 2007, foram só 4%. Até aqui poderíamos entender, simplesmente, que, na última década, os homens, enfim, pararam de esperar que suas esposas fossem babás e governantas. A recíproca, digamos assim, também aconteceu: há nove anos, 14% das mulheres diziam que a principal qualidade de um marido consistia em sustentar a família. Agora, são 4% as que pensam os mesmo. Aprimoremos, portanto, a conclusão: os brasileiros se casariam cada vez menos para distribuir as tarefas do lar. Acabou de vez a época dos caçadores-colhedores; já estava na hora.

Ora, talvez a pesquisa de hoje mostre que estamos amadurecendo, ou seja, reformulando essa utopia impossível: nada de resignação, mas a invenção progressiva de um novo tipo de casamento. Veja só. Os entrevistados tiveram que escolher, entre seis itens, qual seria o mais importante para a felicidade de um casamento. Pois bem, 38% escolheram a fidelidade (contra 23% em 98). Em compensação, a importância do amor diminuiu, de 41% para 35%. Estranho, não é? Afinal, o ciúme não é um complemento do amor-paixão? Como pode diminuir a exigência de amor e aumentar a de fidelidade? A resposta está em outros números oferecidos pela pesquisa.

Entre 1998 e hoje, aumentou o percentual das mulheres que consideram como principal qualidade de um marido sua capacidade de ser companheiro e amigo (de 6% para 11%) e de ser atencioso (de 3% para 10%). Que ele ame a esposa é também crucial, mas talvez esteja mudando nossa idéia do tipo de amor que deve acompanhar e sustentar o casamento. Talvez não procuremos mais o amor-paixão (note-se que a vida sexual satisfatória como item necessário para a felicidade da união ficou com um triste 2%), mas um amor companheiro e amigo, “um amor tranqüilo”, como diz a música.

Se isso fosse verdade, a fidelidade, hoje considerada uma qualidade essencial do marido e da esposa, não seria a exigência possessiva da paixão. Existe uma fidelidade que não consiste em evitar aventuras, escapadas e amoricos paralelos; é o tipo de fidelidade que é exigível de um amigo. Talvez, em suma, esteja aparecendo um novo tipo de casamento moderno, baseado, como deve ser, nos sentimentos, mas não no ideal do amor-paixão romântico nem do da satisfação sexual: uma espécie de aliança sentimental para a vida.

Ia terminar comentando que essa transformação do casamento não seria um mal. A verdade é que ela já está em curso, nas inúmeras uniões que continuam e persistem numa amizade em que, às vezes, parece que o amor se perdeu, quando, de fato, é nessa amizade que ele se transformou.

Contardo Calligaris, psicanalista e colunista da Folha, é divorciado (duas vezes, e não da mesma mulher) e tem um filho

Quando tocar as mãos é contato demais e uma ameaça à fé!

07/10/2007
Ao alcance da mão, mas longe demais

Saba Ali

David Chelsea/The New York Times

Quem diria que ficar de mãos dadas, o ato que marca o início de tantos relacionamentos, seria o fim do meu? Parece que os mulás (líderes religiosos) têm razão quando agitam o dedo contra as relações pré-matrimoniais de qualquer tipo.

Nascida no Quênia, de origem indiana, vim para os EUA com 6 anos, instalando-me com minha família no interior de Nova York. Ao crescer como muçulmana num subúrbio americano, não vivi o típico método de paquera de "Dawson's Creek": o flerte, a briga, as pazes e o sexo.

Para as muçulmanas que usam lenço na cabeça, como eu, a interação pré-marital entre os sexos (tocar, conversar ou mesmo olhar) é estritamente controlada. Nossas mesquitas têm entradas e escadas separadas para homens e mulheres. Homens e mulheres rezam, comem e se reúnem separadamente. Nos jantares em casas de famílias, as mulheres saem da sala de jantar para que os homens possam se servir à vontade de curry picante e kebabs. As comemorações de família são segregadas: os meninos sentam-se de um lado da sala, as garotas do outro e os casais no meio.

Em público -na escola, no shopping center ou no cinema- as interações com meninos não-muçulmanos tendem a ser menos restritas, mas ainda são formais. Um empurrão dado de brincadeira por um menino exigiria uma desajeitada explicação de que tocar é contra minha religião.

Por isso minhas amigas e eu tínhamos altas expectativas em relação ao casamento, que deveria acontecer logo depois da formatura na faculdade. É quando nossos pais, muitos dos quais tiveram casamentos arranjados, nos diriam que estava na hora de encontrar o homem com o qual acordaríamos pelo resto de nossas vidas, se Deus quisesse. Eles apenas não nos diziam como.

Não havia dicas de nossas mães ou de qualquer outra pessoa sobre como encontrar o homem certo ou falar com ele. Simplesmente se espera que nossas vidas consistam em duas fases: solteira e na companhia de mulheres e depois casada e na companhia de um homem. Não há um terreno intermediário e nenhum mapa para ajudar a passar de uma fase para a seguinte.

Mas desde que eu era menina sonhava como seria conhecer meu marido, as conversas profundas que teríamos e como cairíamos nos braços um do outro (falando figurativamente, pois qualquer forma de abraço só viria depois do casamento).

Tudo deve começar com uma conversa, mas não privativa. Minhas amigas e eu as chamamos de "reuniões", e em certo sentido é o que são. A mulher chega com sua acompanhante, um membro da família, e o homem vem com o seu. "Felizes para sempre" é uma decisão prática entre duas partes. Os temas de conversa incluem perguntas como "O que você espera do seu marido?" e "Você se importaria se meus pais tivessem de morar conosco depois da recepção?"

Parece simples, mas não é para alguém cuja interação social fora de casa se limita a professores, vendedores e chefes não-muçulmanos. Com o tempo eu desisti da supervisão de uma terceira pessoa, poupando-me a humilhação.

Mas hoje, com 29 anos, apesar de todas as minhas "reuniões", continuo solteira. E nos últimos cinco anos esgotei a paciência de minhas tias e amigas casamenteiras que propunham os amigos de infância de seus maridos.

Comecei a entrar em pânico quando percebi que as pessoas deixaram de me perguntar como ia minha caça ao marido. Eu era velha demais para ir à escola de fim de semana na mesquita, onde as adolescentes de lenço na cabeça e jeans justos olham para os meninos à distância (fingindo não olhar). Mas eu não estava no ponto em que consideraria importar um marido da Índia.

Apesar de minhas amigas me dizerem que minhas expectativas eram altas demais e que na minha idade minha lista de requisitos não era prática, eu discordava. Só queria me sentir segura, esperando um dia passar a vida ao lado de meu companheiro.

Foi por isso que meu interesse se aguçou no ano passado, quando uma amiga da faculdade me falou sobre um radiologista de 30 e poucos anos que também estava frustrado com as dificuldades do namoro muçulmano contemporâneo. Vivíamos a horas de distância um do outro, mas concordei em fazer a viagem para nosso primeiro encontro, e decidimos que seria para um lanche em um pequeno café francês perto do Central Park.

Eu pedi panquecas, correndo o risco de sujar meu lenço branco com molho de morango, e escutei enquanto ele falou sobre seus antigos relacionamentos. Não era o tema mais apropriado para um primeiro encontro, talvez, mas para mim era mais confortável do que as típicas perguntas práticas: "Você sabe cozinhar?", "Quantos filhos quer ter?". Enquanto ele falava sobre as garotas que partiram seu coração ou os corações que ele partiu, eu olhava para suas mãos, imaginando como seria tocá-las.

Depois do lanche passeamos pelo parque, vendo casais que se beijavam nas sombras. Falei tranqüilamente sobre minhas confusões, ambições, fé e medo de tomar a decisão errada sobre o casamento. Eu disse a ele que queria alguém que gostasse de comer fora, que rezasse cinco vezes por dia e não bebesse álcool, e que olhasse para as garotas quando falasse com elas. Ele disse que queria uma esposa que não fosse conservadora e se desse bem com seus amigos não-muçulmanos.

Depois de conhecê-lo, senti-me satisfeita por ter esperado tanto tempo para encontrar alguém. Ele tinha a maioria dos quesitos da minha lista mental.

Continuamos nos conhecendo por telefone, muitas vezes conversando durante horas. Eu atendia suas ligações imediatamente, em vez de retornar mais tarde como tinha feito com outros solteiros. Se eu estivesse dirigindo quando ele ligava, ficava rodando sem destino para que nossa comunicação não terminasse. Eu ainda não tinha contado a meus pais sobre ele, pois não queria atiçar as esperanças de minha mãe.

Nosso principal problema, porém, era a diferença de nossos níveis de religiosidade; ele não pretendia se casar com alguém que usasse o tradicional lenço na cabeça, o "hijab". Sua mulher ideal era menos rígida, mais secular. Ele não se sentia à vontade com pessoas que usavam sua crença na manga ou na cabeça, como era o meu caso.

Mas eu gostava desse reconhecimento. Cobrir-me foi uma opção que fiz no colégio, em parte por necessidade de uma identidade e em parte por medo. O medo veio do fato do que ouvi no acampamento de verão muçulmano. Em vez de histórias de fantasmas, nos contavam histórias sobre "o dia do julgamento final", as coisas terríveis que aconteceriam se você se afastasse de Deus, o que me assustou o suficiente para começar a cobrir minha cabeça e rezar.

Nos anos desde então esse medo se transformou em compreensão. A maioria das garotas diz que o lenço é um sinal de recato. Eu o vejo como uma proteção. Ele me impede de tomar decisões tolas.

Para mim o lenço é mais que um pedaço de tecido -é um modo de vida. As liquidações de inverno se tornam a moda do verão, oferecendo o visual longo, frouxo e em camadas que não encontramos nos meses mais quentes. Os provadores nas lojas de departamentos se transformam em santuários de oração. As noites de sexta-feira são para filmes e restaurantes, não para beber e ir a boates. Na minha noite de núpcias, tirar a roupa significaria soltar o lenço e deixá-lo cair.

Para fazê-lo superar sua hesitação, eu planejei que nossos encontros ocorressem em locais públicos. Jogamos golfe miniatura, comemos em restaurantes e fomos apanhar amoras. Eu via sua objeção como um desafio, um projeto. Queria convencê-lo de que apesar de eu continuar usando o hijab não tinha importância, porque ninguém realmente prestava atenção no lenço depois do primeiro olhar.

E eu também tinha minhas dúvidas, mas temia admiti-las. Por que deveria levar isso adiante se não estávamos combinando em termos de religião? Como poderíamos formar um bom casal, se ele não aprovava meu lenço? Eu teria de mudar? E deveria?

Certa noite ele me telefonou e contou que tinha ido a um bar com alguns amigos. "Eu visualizei como seria se você estivesse sentada ao meu lado", ele disse.

"E como seria?", perguntei.

"Bom", ele disse. "Administrável."

Depois disso eu finalmente liguei para minha mãe e lhe contei sobre ele.

Antes dele eu nunca tinha passado do segundo encontro. Mas agora já estávamos nos aproximando do quarto encontro -na minha cabeça, tempo mais que suficiente para decidir se um homem serve para você.

Então veio a noite do cinema, idéia dele. Sou fanática por cinema e lembro dos detalhes de quase todos filmes a que assisti. Mas não consigo me lembrar do título do que vimos naquela noite, só que o cinema estava quase vazio e não dissemos muita coisa enquanto esperamos o filme começar.

Eu olhava para ele e sorria, convencendo-me de que o peso que eu sentia era por estar em território desconhecido. Estávamos avançando, falando sobre conhecer as respectivas famílias. Então, quando ele se inclinou e perguntou "Posso segurar sua mão?", eu achei que não poderia dizer não. Gostei de vê-lo correr o risco.

Com quase 30 anos, eu tinha pensado em ficar de mãos dadas com um rapaz desde que era adolescente. Mas sempre era no contexto do dia do casamento. Entrando em nossa festa como marido e mulher, de mãos dadas, desfrutando naquele momento o saber que era para sempre. As palmas das mãos unidas, um circuito fechado, em que os dedos longos dele envolviam firmemente minha mão pequena.

As garotas não-muçulmanas podem imaginar seu primeiro beijo ou, mais tarde, a perda da virgindade, e muitas vezes essa primeira experiência tão esperada vem a ser vergonhosa e decepcionante, ou até o fim do relacionamento.

Eu pensei que estava correndo o mesmo risco, mas para mim seria a primeira vez que estaria realmente tocando a mão de um marido potencial. Qual seria a sensação? Me convenceria de que era realmente ele? Toda uma vida de expectativas culminou nesse simples gesto em um cinema escuro, sobre um apoio de braço pegajoso.

Não tenho certeza se é possível segurar as mãos do jeito errado, mas não estávamos fazendo certo. Parecia estranho a minha mão embaixo da dele, por isso mudamos de posição, com meu braço por cima e a mão dele aninhando a minha. Continuou desconfortável, e logo minha mão ficou dormente, o que não era a sensação excitante que eu esperava. Finalmente a retirei.

Mas o dano estava feito. Tínhamos quebrado a regra da ausência de contato, e ao fazê-lo eu percebi que não queria ser o tipo de garota que ele desejava. Acredito em minha religião, nas regras, nos motivos e até nas restrições. Ao mesmo tempo, sempre quis me casar, e a idéia de nunca conhecer esse lado meu, de esposa e mãe, me assusta. Estar com ele me fez comprometer minha fé, e o medo de ficar sozinha me levou a ignorar minhas dúvidas sobre o relacionamento.

Quando fomos longe demais, eu me fechei. Não era assim que devia acontecer. Depois daquele encontro nos separamos e nunca mais o vi.
http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/nytimes/2007/10/07/ult574u7870.jhtm