"Desde mi punto de vista –y esto puede ser algo profético y paradójico a la vez– Estados Unidos está mucho peor que América Latina. Porque Estados Unidos tiene una solución, pero en mi opinión, es una mala solución, tanto para ellos como para el mundo en general. En cambio, en América Latina no hay soluciones, sólo problemas; pero por más doloroso que sea, es mejor tener problemas que tener una mala solución para el futuro de la historia."

Ignácio Ellacuría


O que iremos fazer hoje, Cérebro?

sábado, 9 de junho de 2007

O surpredente direito de responder à Verdade

O Filipe mencionado abaixo pediu direito de resposta, exige contestar a verdade, é algo bastante insólito, mas eu vou conceder este direito. Neoliberal, eu? Impossível, já fui acusado de estalinista, fascista, esquerdista, revolucionário comunista, reformista, conservador. Mas liberal apenas os que sofrem de cegueira intelectual podem me acusar, só duas pessoas já fizeram isso e o Filipe é um delas. Realismo do amor? Não sei o que isso, estas denominações esdrúxulas só o professor Hage e seus discípulos entendem, como não faço parte dos seus discípulos não sei do que se trata. Aproveito a oportunidade para contar uma terceira contribuição do Filipe para os meus conhecimentos das relações internacionais. Há algumas dias, ele começou a conversar todo animado no Unibero falando da aula que havia tido no mestrado, aí surpreso porque é difícil achar algo novo e empolgante sobre a terra perguntei aula de que e ele disse que era de teoria das relações internacionais, aí que fiquei mais surpreso ainda, há uns 2000 anos que não surge nada novo na teoria das relações internacionais. Eu disse então, sério Filipe? Qual foi o assunto da aula? E ele, o professor mandou uma ex-aluna apresentar a teoria dela, a teoria pós-positivista pós-moderna feminista! E aí ele me contou das perguntas que fazia para ela e que nunca tinha ouvido respostas como aquela. Só me restou rezar a oração de São Tomás de Aquino pelos intelectuais perdidos.
Quero dizer que apesar do arrependimento do Filipe em ter dito, ele estava certo, deve-se lutar pelo impossível mesmo quando o fracasso é certo, vale para cada homem em particular na sua vida privada, vale para os estadistas em sua vida pública. Não se pode confundir lutar pelo impossível com teimosia, não se ouviu um "não" várias vezes da mesma mulher, desista ainda que seja o amor da sua vida, insistir é teimosia não trará nada de bom, aumentará a sua infelicidade e a dela.
Enfim segue abaixo o texto enviado pelo Filipe por e-mail (pollyana ele sabe bem quem é, ele e seus mentores intelectuais).

Escrevi o texto abaixo para que publique no seu blog, como direito de resposta. Espero que este espaço seja concedido e me poupe o trabalho de publica-lo de outra forma.

O pessismista-pollyana

O Corival, em seu blog, quer fazer o mundo acreditar que eu, Filipe, ando dizendo que devemos "lutar para que o liberalismo vigore e se expanda em todo o mundo, homogeneizando as nações e fazendo com que todo o mundo seja como os EUA". Como eu nunca disse nada parecido com isso, resolvi pedir direito de resposta, uma vez que este blog tem o "compromisso com a verdade". Se estão lendo este texto postado no blog, significa que este pedido foi, "gentilmente", concedido.

Tais afirmações não correspondem a realidade. Na verdade esta situação é até irônica, por dois motivos, basicamente:

1-) Nunca publiquei nada com tais dizeres, e nunca afirmei nada parecido. Quando afirmei que era preciso "lutar pelo impossível", (coisa que hoje me arrependo profundamente) me referia à questões muito particulares, e o Corival sabe bem disso. Não estávamos refletindo sobre as Relações Internacionais, não estávamos falando de Estados Unidos, nem de Economia Política. Estávamos falando de honestidade, de relações familiares. Minha afirmação era essa: "deve-se lutar por fazer o bem mesmo sabendo que na prática isso não levará a lugar algum. É importante fazer não porque dá resultados práticos, mas porque vale a pena". Não se pode tirar estes dizeres do seu contexto, simplesmente aplica-los às Relações Internacionais e daí concluir que defendo a liberalização.

2-) Na verdade, quando o assunto é Relações Internacionais, quem é mais idealista? Em sua tese, Corival Alves do Carmo afirma que "para sair do subdesenvolvimento, esses países [da América Latina] vão precisar negociar com o mundo, conseguir arranjos que resultem no compromisso das organizações internacionais em adotar soluções para a exclusão social". Abaixo, reproduzo o Jornal da Unicamp de 10 a 16 de junho de 2002:

[Corival Alves do Carmo] atenta, porém, que falta aos que lutam por isso – trabalhadores, pequenos proprietários, sem-terra – uma articulação mundial para defender seus interesses, colocando na agenda esse tipo de discussão. "O Fórum Social Mundial é um palco de discussões, mas como há várias tendências e falta um projeto único, isso torna inviável, a curto prazo, que os países subdesenvolvidos se imponham e obtenham vantagens diante de organismos como OMC, ONU, FMI e Banco Mundial". Corival do Carmo lembra que, apesar das diferenças entre os países, a América Latina é vista como uma unidade pela comunidade internacional, pois todos padecem do mesmo mal. Ele critica a própria posição do Brasil: "Nosso governo tem mais condições de se firmar como liderança e encaminhar soluções, mas nunca se dispôs a isso. Deveria, por exemplo, fazer uma defesa muito mais forte da Argentina junto aos bancos internacionais e, com certo esforço, dar algum tipo de ajuda ao vizinho. Mas o país se mantém isolado nas negociações, sem pensar pelo conjunto da América Latina".

Como vimos, o Idealismo nas Relações Internacionais, que o Corival abomina, na verdade, é o que o Corival defende (ou defendeu). Por isso, caro leitores, antes de rotular pessoas, é preciso conhecer seu próprio passado. Não se pode fugir disso. Fazer isso é como enterrar um corpo na areia: o tempo passa, o vento bate, a areia se move, e o corpo aparece.

Devo-lhes dizer, caro leitores, que "lutar por questões idealistas e a partir do idealismo é uma luta inglória". Além disso, é preciso ter em mente que "lutar pela difusão do liberalismo, além de ser errado, é idealismo, pois a difusão do liberalismo não gera os resultados que a teoria prevê, ao contrário, piora o mundo, e ainda retarda conquista que se poderia obter por outras trajetórias". Podemos ver prova disso no passado do Corival. Ele defendeu a adesão ao neoliberalismo, e o mundo permanece como está. Esta, na verdade, é o que o Corival defende por "luta pelo impossível". Mas, aqui, deixo-lhes um conselho: "nem todos os impossíveis têm mérito".

Seria o mestre Corival o "pessismista-pollyana"? Seria o mestre Corival o famigerado 'realista do amor' das Relações Internacionais? Todo o seu "realismo" não foi suficiente para poupá-lo de, no passado, defender a adesão aos regimes neoliberais. Só foi suficiente para distorcer fatos e criticar pessoas sem provas concretas.

Filipe

Realismos e idealismos na política externa

O texto abaixo foi extraído do blog português O Sinédrio, que já foi extinto. Mas para quem se interessa por relações internacionais e pelo debate idealistas versus realistas e suas implicações sobre a política externa ainda compensa ler. A citada National Endowment fo Democracy é que financia a imprensa venezuelana e as ONGs de oposição ao governo Chávez. Também atua no Brasil.
http://osinedrio.blogspot.com/2005/05/realismo-vs-idealismo-ou-realismo.html

Caro Ma Tin Long

Desde já, muitos parabéns pelo Sínico, que foi directamente para os meus “favoritos”. Devo dizer que não encaro as várias teorias das Relações Internacionais como blocos sólidos não dialogantes, detentores de respostas absolutas. Daí que tenha que enquadrar Waltz e a sua análise sociológica do comportamento do Estado no sistema internacional, como uma base demasiado abstracta e generalista, absorta de considerações morais ou programáticas.
Em Man, The State and War e em Theory of International Politics, Waltz tentou a simples identificação do agente regulador das relações internacionais, mas procurou-o erroneamente no estruralismo clássico da sua “systems theory” e na aclamação da bipolaridade sua contemporânea e da auto-suficiência nacional, que considera matrizes de um equilíbrio não beligerante.
Esta era a era MAD de cortinas e blocos ideológicos dicotómicos e Waltz nunca poderia antever a natureza híbrida da União Europeia ou antecipar a implosão soviética, daí que o seu argumento constitua ainda hoje a base teórica do realismo clássico. Em Waltz, tal como em Morgenthau ou Mearsheimer (The Tragedy of Great Power Politics), impera o cepticismo realista face à natureza humana e seu carácter benigno. Mas a pedra basilar do realismo clássico reside na interpretação do Estado-Nação como único protagonista internacional autorizado, o que minou a sua capacidade de resposta às ameaças transnacionais e tentaculares do pós- 11 de Setembro.
Ainda que Brent Scowcroft e vários nomes ligados à Coalition for a Realistic Foreign Policy tenham tentado inspirar a veia realista na Administração Bush, foi a ala liberal que cedo ganhou algum terreno. O Millenium Challenge, a National Security Strategy de 2002, o State of the Union Address de 2005 e iniciativas como o National Endowment for Democracy (ainda que este remonte a 1983), comprovam que um liberalismo parcial conquistou espaço, ainda que sem o papel central que originalmente atribuía a organizações internacionais. Não será tanto um regresso da interdependência da vulnerabilidade e da sensibilidade de Keohane e Nye, mas à crença liberal no valor do Estado de Direito democrático como actor no sistema internacional.
Enquanto isso, numa Europa integrada assistimos à reemergência idealista ou “construtivista” que enfatiza linhas diplomáticas e culturais de persuasão e legitima a Política Internacional pela moralidade e legalidade estrita da acção. Aqui, o “interesse nacional” é preterido em função de valores vinculados a redes de acção não-governamentais e globais, enquanto o “diálogo crítico” abstrai-se de soluções de força. Ao contrário de Waltz, e tal como em Power and Interdependence, para o idealista construtivista, o equilíbrio do sistema internacional reside no multilateralismo transnacional, onde o Estado perde o seu tradicional primado.
Pessoalmente, dificilmente me revejo estritamente em qualquer uma destas hipóteses. Acredito que o realismo clássico ou Kissingeriano perdeu a sua actualidade logo na unipolaridade original do pós-Guerra Fria, e o liberalismo clássico de Ikenberry surge demasiado desprovido de garantias de segurança e de força. Parece-me (e Kissinger concorda), que a teorização futura sobre as relações internacionais passará por soluções mitigadas e conciliatórias. Tanto o realismo democrático de Krauthammer como a proposta de Kristol e Kagan tendem a deixar a periferia e a enquadrarem-se como a essência do actual debate académico. Quando Condoleezza Rice apelidou a política externa da presente administração como uma união pragmática entre realismo e liberalismo wilsoniano, comprovava uma tendência que procura integrar o pragmatismo realista com o idealismo democrático liberal. Embora na Europa impere, ainda, um idealismo com resquícios liberais julgo que cedo será evidente a lacuna coerciva deste modelo. A persuasão é um ponto essencial na política internacional, mas nunca poderá ser apenas substanciada e suportada por moralidade e ideais. O seu sucesso depende também da presença de um recurso coercivo e aí reside a chave para o futuro da Europa no sistema internacional. No sticks, no deal...

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Os blogs eu não irei informar o que são pois já está especificado. São todos interessantes no que se propõem fazer.
O site do Carlos Cirne-Lima tem alguns artigos, mas é mais para informação sobre o autor, é um estudioso da dialética. Dois livros interessantes: "Sobre a Contradição" e "Dialética para principiantes".
O segundo link é para o centro de estudos do Carlos Escudé. Escudé é autor de uma teoria do realismo periférico, ideólogo da política externa do governo Menem, defendia a adesão da Argentina aos EUA no início dos anos 90, e hoje se arrependeu diz que a Argentina deve aceitar a liderança brasileira. É autor da única teoria das relações internacionais formulada na periferia no sentido rigoroso do termo, ou seja, criticando as teorias existentes. Possui disponível on-line uma obra completa sobre a história da política externa argentina, não há algo similar no Brasil. Vale a pena visitar.
O terceiro é de um centro de pesquisa sobre paz, sobre os conflitos bélicos.
O Cato Institute é uma tradicional organização liberal, que obviamente faz campanha em defesa das teses liberais em qualquer assunto. Quer saber se você pensa errado, veja se o cato pensa como você.

http://www.cirnelima.org/
http://www.cema.edu.ar/ceieg/
http://www.carnegieendowment.org/
http://www.cato.org/

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O primeiro link é de uma página da Universidade de Berkeley sobre economia internacional, mas trata especialmente da questão tecnológica. O principal autor disponível é John Zysman.
O segundo trata da Biblioteca Virtual de Economia do Prossiga. No Prossiga é possível encontrar biblioteca virtual para diversos assuntos. Na da economia existe textos sobre tudo, mas especialmente de artigos de jornais e alguns de congressos.
O terceiro é uma Biblioteca Virtual em Relações Internacionais em inglês que disponibiliza sites e textos para os mais variados assuntos dentro das relações internacionais.
O quarto é a Biblioteca Virtual Cervantes que traz obras em espanhol e informações históricas sobre a Espanha. É possível inclusive ouvir "Don Quijote de la Mancha".

http://socrates.berkeley.edu/~briewww/
http://www.prossiga.br/nuca-ie-ufrj/economia/
http://www.etown.edu/vl
http://www.cervantesvirtual.com/index.jsp

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O primeiro link é sobre André Gunder Frank, já falei em outros posts sobre ele. Um teórico radical nos dois sentidos da palavra. Não é necessário falar sobre ele mais, basta lembrar que ele é melhor que FHC, mesmo que pague o preço do isolamento intelectual. Textos sobre economia da América Latina e mundial podem ser encontrados aí.
O segundo link é sobre a integração européia. Um excelente site, textos sobre diferentes assuntos e períodos. É possível fazer excelentes trabalhos sobre a UE apenas com os textos disponíveis neste site. E a partir dele é possível chegar a outros bons sites.
O terceiro link possui uma série de artigos escritos pelos principais teóricos das relações internacionais contemporâneas como Barry Buzan, E. H. Carr, Robert Keohane, Susan Strange, etc. Todo estudante de relações internacionais deveria consultar.
O quarto link é da Associação Argentina de Economia Política, onde se encontra muitos textos sobre a situação econômica da Argentina, sobre história econômica.
O último link é para a página de Barry Eichengreen. Como todos os meus alunos sabem é o autor do livro "Globalização do Capital", há vários textos disponíveis e sobre vários assuntos relacionados a economia mundial, inclusive textos sobre o Brasil.

http://www.rrojasdatabank.org/agfrank/
http://aei.pitt.edu/
http://www.allannoble.net/articles_by_international_relations_theorists.htm
http://www.aaep.org.ar/
http://emlab.berkeley.edu/users/eichengr/index.html

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O primeiro link é do Aiatolá Khamenei. Então obviamente interessa a todos que querem conhecer o Irã e especialmente para quem busca a interpretação autorizada do islamismo xiita. Veja que os sunitas não possuem uma liderança central como os xiitas. Aiatolá seria como o papa ou o patriarca do islamismo, enquanto os sunitas teriam uma organização mais parecida com os protestantes.
O segundo link é de Ajit Singh, que obviamente é indiano e é também economista. Então quem se interessar por uma visão heterodoxa da economia, por estudos sobre o desenvolvimento, industrialização deve buscar artigos nesta página do professor da Universidade de Cambridge, Inglaterra.
Fugindo do assunto, um dos grandes debates da economia do pós-guerra é conhecido como Cambridge versus Cambridge, ou seja, MIT versus Cambridge University. A discussão era bastante insípida, sobre o conceito de capital, os autores de Cambridge-UK acusavam os autores de Cambridge-MA-US de não definirem o que era capital, de onde vinha o capital o que resultaria numa teoria vazia. Há um polêmica sobre a relevância deste debate, para Mark Blaug, ele é irrelevante.

http://www.leader.ir/langs/EN/index.php
http://www.cbr.cam.ac.uk/people/singh.htm

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Esta é uma ong contrária ao Banco Mundial e ao FMI, produto das comemorações pelos 50 anos do Banco Mundial. Nessa época eu fui à Inglaterra e achei muito curioso encontrar um livro intitulado exatamente "50 years is enough" e uma dos artigos era do Lula, logo pensei que o Aloísio Mercadante que teria escrito. A livraria Blackwell em Oxford onde encontrei o livro continua sendo a maior livraria na qual já entrei. A livraria da Ática que teve em São Paulo não me convenceu. Enfim este link é bastante recomendável para todo tipo de esquerdista.

http://www.50years.org/index.html

sexta-feira, 8 de junho de 2007

Ainda lutando pelo impossível!

Na discussão sobre a luta pelo impossível fui surpreendido realismo do Evandro. O Evandro sempre foi um idealista de marca maior, ingênuo às vezes sobre o potencial das organizações internacionais especialmente da OMC, e sempre defendeu que o Brasil deveria buscar objetivos que pra mim estavam fadados ao fracasso e não eram desejáveis. Aí ele me surpreendeu dizendo que só os objetivos tangíveis devem ser buscados, que quem está numa situação ruim deve buscar alcançar o regular, quem consegue o regular busca o bom, e quem alcança o bom almeja o ótimo e quem chega no ótimo tentará a excelência. Haveria uma série fases a serem ultrapassadas. Como é óbvio, eu discordei veementemente. Não há fases. Nos anos 50 e 6o predominava no mundo e na América Latina o predomínio da teoria da modernização que dizia que a diferença entre o atrasado e o moderno, o subdesenvolvimento e desenvolvimento era apenas uma questão de fases, etapas. Antes de ser moderno, o país passava pela fase de atrasado. No entanto, como mostraram os autores das teorias latino-americanas do desenvolvimento, o subdesenvolvimento não é uma fase do ser, mas um estado de ser. Não há uma etapa a ser superada, uma evolução de uma situação para outra, mas sim uma ruptura, para passar para o desenvolvimento é preciso romper com o subdesenvolvimento. O Brasil é uma estrutura subdesenvolvida, não é uma fase pela qual o Japão passou, e não é uma situação pela qual Gâmbia passará, para deixar de ser subdesenvolvida Gâmbia não deve almejar ser como o Brasil, porque assim continuará sendo subdesenvolvido, deve almejar o que para Gâmbia é o desenvolvimento. O Brasil melhorou entre o início do século XX e o final do séiculo XX? Sim, mas o estado do ser continuo o mesmo, apenas a superfície, a forma de expressão se modificou, é como se tirasse a barba, fizesse uma plástica, vestisse as melhores roupas, mas continuasse com câncer. Mozart nunca foi um músico regular, ele passou da situação de não saber tocar para a de tocar bem. O aluno ou passa da situação que não entende nada sobre o assunto para a que entende ou não mudará de situação nunca, porque entender mais ou menos é não entender. Ou se é bom aluno ou não se é bom aluno. Quem diz que alguém é semi-analfabeto quer dizer o que? Ninguém sabe, precisa de explicações, porque é alguém estranho como elo perdido que não é homem nem macaco. Porque só definem o ser analfabeto e alfabetizado, os dois termos são inteligíveis imediatamente ao serem mencionados. Enfim quando se fala sobre o estado do ser, sobre o que ele é, não há fase, quem fica no meio do caminho é porque está perdido, e em geral não tem consciência de para onde vai. Regra geral quem se perdeu jamais se encontra, ou melhor para se encontrar precisa começar de novo. O Brasil, por exemplo, precisa começar de novo, tentou dar o salto, mas não conseguiu, não há como recuperar do ponto perdido no passado, lamentar o que foi perdido, é preciso recomeçar, reconhecer que somos o que éramos quando a jornada começou e retomar a caminhada sabendo que não ultrapassamos fases e não iremos superar etapas o galgamos o título ou continuaremos sendo apenas o que já somos. Na vida não é diferente, por isso sempre que os meus alunos me contam que conseguiram um emprego especulo com apreensão o tipo de emprego, a função a ser exercida, pois a maior parte dos empregos farão com sejam apenas o que já são e se há algo com o qual não me conformo é que meus alunos queiram ser apenas aquilo que já são mesmo que isto permita manter um emprego confortável durante décadas. É incaceitável que terminem o curso como começaram e é incaceitável (mesmo que compreensível) que percam o que conquistaram por se paralizarem no emprego.

Filipe e o idealismo!

Filipe que nos brindou com o vídeo postado abaixo que o ensinou as relações internacionais segundo a visão do STD pediu para dizer que ele foi o primeiro a dizer que devemos lutar pelo impossível, lutar para que o liberalismo vigore e se expanda em todo o mundo, homogeneizando as nações e fazendo com que todo o mundo seja como os EUA. Esta luta impossível é a causa que ele defende. No entanto, é preciso frisar que lutar por questões idealistas e a partir do idealismo é uma luta inglória. Iniciar uma guerra para derrotar os EUA é uma ação idealista e inglória, nada de bom pode sair desta guerra. Lutar contra uma invasão americana é uma luta que mesmo fracassada traz ganhos para o povo no longo prazo. Lutar pela difusão do liberalismo, além de ser errado, é idealismo, pois a difusão do liberalismo não gera os resultados que a teoria prevê, ao contrário, piora o mundo, e ainda retarda conquista que se poderia obter por outras trajetórias. Então nem todos os impossíveis têm mérito. Os cristãos erraram ao tentarem fazer com que todos os homens fossem cristãos, era impossível e indesejável.

Para não esquecer o realismo!

O limite do realismo e da objetividade: é preciso lutar pelo impossível!

Estes dias estava conversando com o João e o Evandro no msn e o assunto era futebol, mas o João desviou para criar confusão para Hugo Chávez e depois fugiu da conversa e continuei conversando com o Evandro. Os dois são ex-alunos, então os dois conhecem o meu espírito realista, a minha briga para ver a realidade de forma nua, crua, sabem que falo as coisas sempre de forma direta e clara, e quem não quer ouvir críticas jamais deve pedir a minha opinião. No entanto, há um limite para a subsunção à racionalidade, ao realismo, e à objetividade. Como os alunos chegam eivados pelo idealismo o peso da argumentação recai no realismo, na objetividade, na racionalidade. Mas como Carr diz em "Vinte Anos de Crise", o realismo puro é estéril, dele não se extrai nada, se do idealismo só tira tragédia, com o realismo puro se amplia as tragédias postas. Então, o realismo deve ser extremado quando se quer conhecer a realidade, mas deve se suavizá-lo quando se pensa em transformar a realidade, deve ser parcialmente ignorado por exemplo quando se luta pela causa justa mesmo quando se tem certeza da derrota, o que não se deve propor são soluções utópicas que desconsiderem a realidade de fato. Deve-se lutar contra o racismo, mesmo quando se sabe que a luta está perdida. Deve-se lutar contra a pobreza, mesmo quando se sabe que é um luta perdida. Deve-se lutar contra o atraso e o subdesenvolvimento, mesmo sabendo que esta é uma luta perdida. Deve-se lutar por uma verdadeira soberania dos países latino-americanos mesmo quando se constata ser o resultado inglório. São resultados inglórios, mas que fazem a glória do lutador, porque o que glorifica a luta é objetivo que se quer alcançar e não os resultados. Transformando a lógica de Maquiavel para quem a conquista do fim justifica a eventual torpeza dos meios, a grandeza dos fins justifica e redime o fracasso, é disso que são feitos os heróis os que perdem e os que ganham. Em um discurso na UnB ao receber o título de Doutor Honoris Causa Darcy Ribeiro disse que ele havia perdido todas as batalhas pelas quais lutara durante a vida, mas sempre esteve do lado certo. Acho as obras acadêmicas de Darcy Ribeiro fracas, cheias de idealismos, do ponto de vista política ele tem um erro crucial, pois segundo dizem ele afirmou para João Goulart quando Chefe da Casa Civil que não estavam preparando um golpe apesar do chefe da Casa Militar ter informado o oposto para ele, ele não acreditou no golpismo e o governo não se preparou adequadamente. Óbvio o golpe não ocorreu por sua culpa, mas é um erro causado pelo idealismo. Mas é evidente que ele sempre lutou pelas causas corretas, assumiu todas as batalhas justas, mesmo que fadadas ao fracasso, esse é o papel do político, romper os limites do realismo de modo que possa fazer o país avançar. A submissão ao possível faz com que a realidade se reproduza sempre reforçando as estruturas arcaicas. A recusa do possível pode não mudar o país e o mundo, mas gera fissuras nas estruturas que vão se acumulando até que se transformem numa efetiva transformação do real. Desafiar o possível é sempre gerar crise, pode eventualmente piorar a situação conjunturalmente, o estadista deve assumir a responsabilidade por tomar decisões mesmo que o resultado seja mais crise. Não há mudanças sem crises. Ou seja, o realismo, a objetividade e a racionalidade são os únicos instrumentos confiáveis para se conhecer a realidade, mas não pode ser os únicos instrumentos para definir o curso da ação política.

Democracia?

O João quando está perdendo a discussão em algum tema, ele tira outro tema do nada. Hoje ele estava perdendo uma discussão pra mim e para outro amigo sobre o Cúcuta. Isso mesmo o Cúcuta, ele estava torcendo para o grande time do Cúcuta na Libertadores e ainda quer defender que era o melhor time. Ótimo. Aí do nada para desviar o assunto lançou no msn uma citação do Schumpeter sobre a questão da democracia. Mas não serviu aos seus objetivos. Mas é um bom assunto. Joseph Alois Schumpeter é um aristocrata austríaco, que estudou economia a partir dos autores mais liberais e também se interessou pelas questões políticas. Parêntesis pessoal, ele pegou a esposa dele quando era adolescente para criar e educar para ter uma esposa ilustrada, se casaram quando ela atingiu a idade apropriada. Voltando. Schumpeter apesar de ter se desenvolvido intelectualmente entre os liberais jamais foi um liberal, então, ao contrário de um Keynes, um Marshall ou um Friedman, Schumpeter é um grande conhecedor de Marx, leu profundamente a obra de Marx e foi profundamente influenciada por ela. Schumpeter é um dos poucos que entendem a dialética capitalista mesmo se considerando autores marxistas, entende mais de dialética que um Kautsky, por exemplo. E por isso a sua obra sempre pensou o capital em movimento. Do ponto de vista político, Schumpeter continua sendo um austríaco conservador, e do ponto de vista da teoria política bebeu nas fontes da teoria das elites especialmente na versão weberiana. Aristocratas não gostam da democracia, então a questão sempre foi desde o início como tornar a democracia palatável. Em Weber, isso aparece como democracia plebiscitária onde se elege um "ditador" por um período definido, enquanto o governante estiver em seu período de exercício o povo não deve se manifestar. Para deixar claro este regime weberiano seria parlamentarista, haveria controle do parlamento portanto, mas o povo seria excluído. Schumpeter avançou para democracia como procedimento. Para dizer se um regime é democrático ou não deve-se avaliar única e exclusivamente o procedimento de seleção de governantes, ou seja se há eleições ou não. Hoje a concepção que vigora de democracia é esta. A democracia é um procedimento de seleção de governantes e não se deve esperar mais, colocar mais demandas sobre o sistema, esperar participação popular. Os marxistas chamam isso de democracia burguesa. A contradição no discurso da democracia como procedimento aparece em situações como a do fechamento da RCTV onde aqueles, que dizem que a democracia é apenas procedimento para impedir a participação do povo, alegam que a democracia está sendo ameaçada pelo fechamento de uma emissora de TV ou pela violação da liberdade de imprensa. E o pior é que o maior problema que estes atores enxergam em Hugo Chávez ou Evo Morales é que eles fazem com que a democracia seja mais do que procedimento. A democracia procedimental não comporta governos que mobilizam as massas como Chávez ou Morales. A democracia procedimental combina melhor com Renan Calheiros, com Antônio Carlos Magalhães, José Dirceu, Clodovil, Frank Aguiar, Roberto Jeferson e Lula. Schumpeter esperava que a democracia fosse apenas um método não-revolucionário de circulação de elites aristocráticas. Nas condições políticas da periferia, a democracia procedimental é um mecanismo de circulação de oligarquias decadentes e quadrilhas, ou uma composição das duas e sempre que o povo se movimento as quadrilhas se assustam, porque ou podem perdem o lugar ou o número de sócios aumenta. Esse era o temor em relação ao PT, o risco Brasil nas eleições de 2002 aumentava porque se temia desde a sua fundação que o PT pudesse por fim à circulação de quadrilhas no Brasil, o risco Brasil caiu logo que se viu que o PT queria apenas sociedade, a circulação de quadrilhas seguiria sem problemas. Schumpeter jamais imaginou esta terrível situação sempre pensou que as escolhas dadas ao povo ficariam restritas ao melhores da sociedade. Ele acreditava no exemplo de Pareto. Pareto para explicar o que era a elite começa dizendo pegue o melhor enxadrista, o melhor vendedor, o melhor em cada atividade , o melhor na arte de governa, esses são a elite, e a elite se divide entre a elite dirigente e a não-dirigente. No Brasil não vigora este princípio, a lógica é diferente, selecione os melhores e estes não podem ter acesso ao Estado, agora pegue o que de pior tem no país e este chamaremos de classe dirigente, quem não for como eles não poderá governar, se for eleito deverá ser derrubado. Nem a teoria política dá conta do Brasil. Schumpeter foi um dos maiores intelectuais do século XX, possui muitos discípulos, é respeitado mesmo pelos críticos, foi tão influenciado por Marx que previa o fim do capitalismo, mas ao contrário de Marx dizia que o capitalismo iria soçobrar pelas suas virtudes. E Schumpeter prova que quando o aluno tem a mente pequena nem um grande orientador o salvo, o insuportável neoliberal Roberto Campos foi orientando de Schumpeter no mestrado e nada aprendeu, viveu e morreu dizendo tolices, como disse o Jaguar, deve estar infernizando o Diabo tentando privatizar o inferno. Paul Sweezy, que é um dos fundadores do amrxismo americano junto com Paul Baran, diz que nas suas aulas Schumpeter jamais falava de si mesmo, das suas obras, nem as fazia leituras obrigatórias. Outra atitude exemplar que a maior parte dos intelectuais brasileiros deveriam aprender, não fazem nada relevante e mandam os alunos lerem aquilo como se alguém aprendesse lendo besteiras, insignificâncias ou irrelevâncias. Enfim, Schumpeter deveria ser mais lido, eu mesmo deveria ler mais Schumpeter.

Destrua o meio ambiente não faz mal pra mim nem pra você!

No link abaixo vocês encontram um texto de Zbigniew Jaworowski intitulado "CO2: The Greatest Scientific Scandal of Our Time" que ataca a idéia sobre as conseqüências do lançamento de CO2 na atmosfera, quem lê boletim do Greenpeace não deve sequer abrir o link.

http://www.warwickhughes.com/icecore/zjmar07.pdf

O dia em que o Brasil foi invadido!

Abaixo há um link para o vídeo "O dia em que o Brasil foi invadido!". O vídeo foi recomendado pelo Filipe, segundo ele é isto que eles aprendem no Programa San Tiago Dantas de Pós-graduação em Relações Internacionais da Unesp, da Unicamp e da PUC-SP. Então faça como o Filipe conclua a sua pós-graduação em 10 minutos assistindo o vídeo abaixo.

http://www.youtube.com/watch?v=JffmWtjxVq8

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Santos eliminado!

O Santos foi eliminado da Libertadores e o Luxemburgo ficará mais um ano sem qualquer título internacional. Espero que todos os santistas chorem muito especialmente o Evandro e a Cristina, santista que se diz palmeirense. Dois adoradores do futebol ruim do Santos. E agora fica mais do que clara a razão da convocação do Zé Roberto para seleção, ensinar para o Dunga como se faz para jogar um futebol, ser eliminado e ser elogiado durante todo o campeonato pela imprensa. Além disso, vamos todos torcer para o time do Santos ser desmontado e para o Luxemburgo ir treinar um time grego ou quem sabe o time do Afonso já que lá também tem um craque da estatura do Zé Roberto.

Parabéns a José Eduardo dos Santos!

O presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, recusou-se a receber a sub-secretária de Estado norte-americana para a África, Jendayi Frazer, apesar da pressão do governo norte-americano. Angola é débil, mas a visita ocorreu porque temem que Angola se vincule à China. Então não há porque o presidente se rebaixar se entrevistando com uma sub-secretária que não irá resolver nada apenas levará instruções e demandas a serem impostas ao governo angolano. Presidente recebe oficialmente outro presidente ou no máximo um ministro das relações exteriores, e ainda assim no caso de país débil.

Não economizemos lágrimas 4! Ser africano não é fácil!

Nigéria processa Pfizer por morte de crianças

O grupo farmacêutico norte-americano Pfizer poderá pagar uma indemnização de sete biliões de dólares ao Governo da Nigéria na sequência de uma acção contra si, devido a testes de um medicamento responsável pela morte de várias crianças, informaram fontes judiciais.
O grupo farmacêutico Pfizer (PII), que rejeitou ontem qualquer falta de ética, é acusado de ter testado em 1996 um remédio, o Trovan Floxacin, sob o pretexto de uma acção humanitária para combater uma epidemia de meningite e sarampo.
O produto foi testado sem a obtenção das autorizações necessárias por parte das autoridades competentes da Nigéria.
Na acção apresentada ao Tribunal Supremo Federal da Nigéria, o Governo indica que 200 crianças que tomaram o medicamento da Pfizer sofreram em seguida diversas afecções, em particular surdez, paralisia, transtornos da fala, lesões cerebrais ou cegueira. Onze crianças faleceram, segundo a Procuradoria do país.
As primeiras audiências do processo foram programadas para o dia 26 de Junho.
O texto da acção explica que no mês de Abril de 1996, uma epidemia de meningite bacteriana, de sarampo e cólera afectou o norte da Nigéria, particularmente o Estado de Kano.
"Durante a epidemia, a Pfizer imaginou um esquema que permitiria deformar e esconder as suas principais intenções sob o pretexto de participar no atendimento das vítimas da epidemia".
"A Pfizer nunca revelou que teve a intenção de fazer experiências com as vítimas vulneráveis ou de realizar qualquer teste clínico sem as autorizações necessárias das agências reguladoras da Nigéria, e sim que pretendia fornecer ajuda humanitária".
Em Maio, as autoridades de Kano tentaram diante do tribunal estatal iniciar um processo similar contra a Pfizer, com um pedido de indemnização de 2,75 biliões de dólares, pela "utilização secreta de crianças como coelhos nos testes de um medicamento sob o pretexto de fornecer ajuda humanitária".
A Pfizer, que tem repudiado insistentemente as acusações desde que o escândalo estourou, no ano 2000, replicou ontem que "rejeita firmemente qualquer alegação de erros éticos", assegurando que "a trovafloxacina permitiu salvar vidas".
Segundo a empresa farmacêutica, os jovens pacientes teriam consentido em fazer os testes, que teriam sido explicados aos pais nas duas línguas faladas na região, o inglês e o haussá.
"Nessa época, a trovafloxacina estava na última fase de desenvolvimento clínico" e "já tinha sido avaliada em 5.000 pacientes", assegurou a Pzifer.
No entanto, a agência pública americana para o controlo dos medicamentos, Food and Drug Administration (FDA), emitiu em 1999 uma advertência pública sobre os "riscos de toxicidade" do medicamento no fígado e recomendou aos médicos muita prudência ao usá-lo.

http://www.jornaldeangola.com/artigo.php?ID=62703&Seccao=politica

Não economizemos lágrimas 3! Ser africano não é fácil!

Caso a produção de etanol se eleve parte da produção mundial de milho ou trigo será destinada para a produção de combustível e os preços dos cereais em geral irão subir e quem mais pagará o pato será Cabo Verde e Moçambique, segundo o Banco Mundial, que sofrerão com o aumento de preços e com o desabastecimento. O Banco Mundial sempre erra ao ver um futuro áureo, sempre erra nas recomendações de política, mas para prever tragédias o banco é confiável já que seu papel ideológico é exatamente negar os problemas. E a culpa é do Brasil.

Não economizemos lágrimas também por Cabo Verde!

Cabo Verde quer entrar na OMC, quer dar continuidade ao programa de liberalização, não sabem a armadilha na qual estão caindo, vão descobrir que é sempre possível ficar mais pobre.

País prevê entrar na Organização Mundial do Comércio em 2008

O ministro cabo-verdiano da Economia, Crescimento e Competitividade, José Brito, disse em Paris que o seu país tem possibilidades de aderir à Organização Mundial do Comércio (OMC) em 2008.
"Mantive discussões muito úteis a esse respeito em Genebra (Suíça) com (director-geral da OMC) Pascal Lamy e com os seus colaboradores. A adesão é possível. Ela será difícil, mas chegaremos lá", afirmou Brito em entrevista à PANA.
Recordando que Cabo Verde vai deixar, em finais deste ano, o grupo de Países Menos Avançados (PMA) para se juntar ao dos Estados com Rendimento Intermédio, Brito precisou o calendário das negociações entre a OMC e o seu país.
"Teremos a partir de finais de Junho uma nova reunião de etapa com os líderes da OMC e vamos trabalhar para obter a aprovação do nosso dossier de adesão em Dezembro de 2007 de maneira a desencadear, imediatamente após, o procedimento de adesão", frisou o antigo embaixador de Cabo Verde em Washington (Estados Unidos).
Justificou a escolha do seu país em aderir à OMC pela preocupação de modernizar o seu aparelho económico e confortar a sua abertura económica.
"Esta adesão obriga-nos a ter leis que melhoram a nossa competividade nacional. Fizemos a escolha da liberalização económica. Não há nada de mais normal que prosseguir este andamento na mundialização entrando na organização que está encarregue da sua regulação", indicou.
"Com cerca de 600 milhões de dólares americanos de investimentos directos estrangeiros, Cabo Verde está bem preparado para tirar o melhor proveito da sua adesão à OMC", frisou o ministro cabo-verdiano da Economia, Crescimento e Competitividade.
Baseada em Genebra, a OMC, que é dirigida desde 2005 pelo Francês Pascal Lamy, possui 150 Estados membros entre os quais poucos países africanos.

Não há democracia com a ONU!

Guiné Bissau precisa de dinheiro para custear as eleições em 2008 e está solicitando o dinheiro da ONU. Não há democracia onde uma organização internacional precisa financiar as eleições, nenhuma organização fornece recursos sem interferir nas regras. Ou seja, a participação de qualquer organização internacional na organização das eleições representa uma violação da soberania do país e da democracia.

Guiné Bissau importa arroz

Guiné Bissau importa arroz. E qual a relevância disso? A Guiné Bissau produz arroz e não possui uma situação confortável no balanço de pagamentos. As importações ocorrem porque uma parcela da população não consome o arroz local, mas apenas a variedade importada do Sudeste Asiático. Ou seja, uma elite obriga o país arcar com o custo das importações para satisfazer o seu paladar. O pior é saber que caso algum governo deseje modificar a situação todos os organismos internacionais, os EUA, etc. iriam protestar por violar o livre comércio. A Guiné Bissau deveria mandar a fatura do comércio de arroz para a OMC.

Não economizemos lágrimas!

Abaixo segue notícia sobre as exportações de São Tomé e Príncipe, notem que principal produto é o cacau, e o observem o valor total das exportações do produto que representa 89,1% das exportações, depois olhe o quanto o país importa. E por fim, não economize lágrimas por São Tomé e Príncipe, porque é esta situação que fará inócuo o perdão da dívida.

Exportações de cacau cresceram 61 por cento no 1º trimestre

O valor das exportações de cacau de São Tomé e Príncipe cresceu 61 por cento no primeiro trimestre deste ano, contribuindo para um aumento de quase um terço nas vendas do arquipélago ao exterior, ritmo superior ao das importações.
Entre Janeiro e Março, segundo números do Instituto Nacional de Estatística (INE) são-tomense, as vendas de cacau ao estrangeiro atingiram os 501 mil dólares, 89,1 por cento do total das exportações do arquipélago, que ascenderam a 562 mil dólares, mais 30 por cento do que no período homólogo do ano passado.
Neste total incluem-se ainda as vendas de côco (51 mil dólares), café e outros.
Ainda no primeiro trimestre, os maiores clientes de São Tomé foram os Países Baixos (177 mil dólares), Portugal (149 mil dólares) e França (138 mil dólares).
Portugal foi de longe a principal fonte das importações do arquipélago (11,1 milhões de dólares), seguido de Angola (3,6 milhões de dólares).
No referido período, as importações cresceram 16 por cento, para 16,5 milhões de dólares, com os mais importantes aumentos a registarem-se nos géneros alimentícios e combustíveis, que em conjunto representam quase metade do total comprado pelo arquipélago ao estrangeiro.
http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=17844&catogory=S%20Tom%E9%20e%20Pr%EDncipe

São Tomé e Príncipe

A dívida de São Tomé e Príncipe está sendo perdoada pelo Clube de Paris e pelo FMI e Banco Mundial. A dívida do país correspondia a 1655% das exportações de bens e serviços. O serviço da dívida variava em torno de 8 milhões de dólares por ano e isso era um problema sério para o país. Nas relações bilaterais Angola é o principal credor com 20 milhões de dólares. O príncipe de São Tomé continua interpretando o papel de mendigo. E não precisa ser são Tomé para não acreditar nas possibilidades de desenvolvimento de São Tomé e Príncipe apesar do otimismo que o perdão da dívida gera. Mas mal sabem que a principal conseqüência do perdão da dívida é a contratação de novas dívidas. O mundo é sempre cruel.

Quer enganar quem, Mr. Blair?

Em entrevista publicada hoje no jornal "The Guardian", o ainda primeiro-ministro Tonu Blair diz que pode convencer Bush sobre a questão da emissão de gases poluentes. É fácil governar e apresentar metas quando se está deixando o governo. De fato, Blair merece um Green Card e um cargo no segundo escalão do governo Bush. Na verdade se Rice for candidata a presidente dos EUA, Blair poderia se tornar o novo secretário de Estado, ninguém nunca em tempo algum defendeu mais os interesses norte-americanos do que ele. A Margareth Thatcher podia mandar no Reagan, agora o Blair não convence o Bush nem a trocar de roupa ou a evitar os ridículos chapéus de cowboys.

Joseph Stiglitz

Ouvi falar do Stiglitz no primeiro semestre do mestrado em economia. Um dos economistas novo keynesianos que se prendiam aos dogmas neoclássicos, mas que vendo que a realidade não se enquadrava neles encontrava um pequeno espaço para o Estado. No entanto, na prática as recomendações de Stiglitz nunca foram muito melhores que a dos neoliberais mais extremados. Aí ele foi para o Banco Mundial, continuou sendo um conservador. Saiu do Banco Mundial e virou um crítico da globalização e da economia americana dos anos 90, não fez uma reconstrução teórica, passou a apenas fazer críticas, denúncias, o que é ótimo, mas isso qualquer um faz. O que se espera de um intelectual que ganhou o Nobel de economia é que reavaliasse a sua teoria, a renegasse e desenvolvesse outro e não que adotasse a posição de profeta. É uma pena. E o pior é que o normal é que ocorra isso sempre que os intelectuais se deixam tomar pela indignação. No Brasil, por exemplo, temos a professora Maria da Conceição Tavares cuja obra dos anos 70 e 80 é sólida e consistente, hoje ela só produz textos indignados, não consegue produzir ma reflexão teórica profunda. No Brasil, esta é uma situação bastante generalizada entre intelectuais de esquerda. No Brasil, a direita nunca conseguiu uma reflexão teórica sólida ou é apologética ou denuncista.

Greenpeace protesta contra visita de Bush na República Tcheca

Kasparov não sabe jogar xadrez!

O grande campeão Garri Kasparov não sabe jogar xadrez, pelo menos o xadrez político. Kasparov é o principal líder de oposição do governo Putin. No entanto, Kasparov contesta Putin nas questões fundamentais do Estado, a segurança. Kasparov não vê problema na instalação do sistema anti-míssil americano no Leste Europeu e diz que a maior parte dos russos também não se importa com isso. Kasparov é um enxadrista, mas não é um estadista. Infelizmente para todas as Rússias.

A verdade líquida e cristalina e sem colocar uma gota de álcool na boca

"Sé que el término especulador en portugués tiene connotaciones negativas, pero tengo que admitir que soy un especulador", dijo Soros a la primera Cumbre del Etanol en Sao Paulo. Esta bombástica declaração de do megaespeculador George Soros se refere aos investimentos que ele fez no etanol, o que deixa claro que realmente o etanol é o caminho para o Brasil potência. Pobre Brasil, a presença de George Soros mostra que o etanol se vier a entrar para o mundo das commodities não deverá ser mais do que uma soja.

Liberdade de expressão

Interessante que em todo debate sobre liberdade de expressão suscitado pela RCTV a questão mexicana não tenha sido levantada. No México foi aprovada o que ficou conhecida como Lei Televisa por atender os interesses das grandes corporações, e gerou uma contestação judicial para que a lei fosse declarada inconstitucional, o que acabou por acontecer ontem para a maior parte dos artigos. Esta sim era uma discussão sobre liberdade de expressão, impedir o aumento da concentração dos meios de comunicação é fundamental para preservar a liberdade de expressão, garantir que todas as opiniões tenham vozes. Todos conhecemos a Televisa, conhecemos a Globo, não há dúvidas que a existência destas grandes corporações restringem mais a liberdade de expressão do que o fechamento da RCTV na Venezuela. A pulverização das empresas de comunicação e todas com sustentabilidade funcional é fundamental para que todas as opiniões tenham espaço mesmo as imbecis e as erradas, ou no mundo hoje o mais correto seria dizer mesmo as mais inteligentes e corretas, estas sim que precisam resguardar um espaço para que possam ser manifestadas.

Venezuela mais uma vez: artigo do La Jornada do México

José Steinsleger

Venezuela: contextualización o complicidad

Mi nuevo vecino se las trae: carga una Mágnum 357, usa pantalones camuflados de combate, tiene un rottweiler listo para el ataque, oye a todo volumen rock pesado de Abdullah, y en el jardín de su casa instaló un mortero lanzagranadas cuyo ángulo de tiro apunta al tinaco de la mía.

Ayer, en momentos que estacionaba su Hummer blindada H2 SUV, lo saludé con gesto amable de cabeza. Se quitó sus gafas ahumadas, miró de reojo mi Tsuru, y mientras el nervioso perrito husmeaba mis partes nobles preguntó con sorna si soy taxista.

El administrador del condominio asegura que es buena persona.

-¿Trabaja en Provida o algo así?

-Es dueño de un parque de gotcha. ¿Qué le inquieta?

-La leyenda de su camiseta: "si las armas matan, las cucharas engordan".

-Bueno... éste es un país libre. Si gusta, puede quejarse en la Delegación.

Lo siento. No debí empezar el artículo con una bronca propia de los avatares de la libertad individual y la iniciativa privada. Me disponía a retomar el tema de Radio Caracas Televisión (RCTV) y, al no tener más que añadir a lo dicho, consideré de mal gusto refritar los artículos de El País para salir del paso.

Pero aquí, veamos... acabo de recibir algunos datos glosados por Eva Golinger, abogada estadunidense que ha investigado la guerra sicológica de Washington contra Venezuela en los medios de comunicación. O sea, todo aquello que en el agitado debate "libertad de expresión sí-no-no sabe-no contesta", la "izquierda democrática" omite cuidadosamente.

Un novelista, que hizo una lanota con Salinas de Gortari, dice que Hugo Chávez ha invertido de 5 a 8 mil millones de dólares en "dádivas petroleras", y una retórica de "telenovela antimperialista que gusta todavía a muchos oídos latinoamericanos". Y un jilguero enemigo del "islamismo radical", pero que nunca supo de Peter Pérez, el sagaz detective de la colonia Peralvillo, se asombra "... de la complacencia de una parte sustancial de la izquierda, no sólo en México, sino en América Latina, frente a la gradual liquidación de las libertades políticas en Venezuela".

El novelista no dice en qué despilfarra Chávez los dólares. Y al jilguero le resultaría superfluo saber que el Grupo de Operaciones Psicológicas (conocido por sus siglas, GYPSY), dependiente del Comando de Operaciones Especiales del Ejército de Estados Unidos, tiene un presupuesto de 6.6 mil millones de dólares para desarrollar en los "países del mal" prototipos de publicidad en radio y televisión, documentales, propaganda pop-up en Internet, avisos y afiches.

Empresas contratadas por el GYPSY, como Science Applications Internacional Corp (SAIC, integrada por ex o actuales agentes de la CIA), creó en 1995 Informática, Negocios y Tecnología SA (INTESA), firma encargada de controlar "el cerebro" de la petrolera estatal de Venezuela, PDVSA.

"SAIC -escribe Golinger-... obtuvo un conocimiento íntimo del gobierno de Hugo Chávez, la cultura venezolana, sus debilidades e idiosincrasias, lo que es esencial para realizar operaciones sicológicas de manera efectiva: descalificación del gobierno vinculándolo con el narcotráfico, grupos terroristas, amenazas armamentistas, corrupción y acusaciones de ser violador de la libertad de prensa, de expresión, de asociación y de otros derechos fundamentales."

Es decir, que en colaboración con medios privados venezolanos, los partidos políticos de oposición y organizaciones de la "sociedad civil", financiadas por Washington, se estimulan corrientes de opinión creando caos, conflictos, preocupación y miedo en la población.

El uso de fuentes anónimas de información no fundamentada es parte esencial de estas operaciones. El coronel James Treadwell, jefe del GYPSY, dice que no está permitido "mentir totalmente" (sic), pero sí recomienda distorsionar, alterar y manipular información veraz.

¿Cómo situarse, entonces, frente al eventual avance del "totalitarismo" prescindiendo del papel del imperialismo yanqui en Venezuela? ¡Uy!... veo que usé un término fuera de moda. Corrijo: ¿cómo situarse... (ídem) omitiendo que los mensajes de RCTV, Globovisión y Venevisión están pensados por los mismos hijos de puta que ahogaron a Chile en sangre en 1973?

El jilguero apunta: "Entre la izquierda autoritaria y la izquierda democrática hay un abismo de definiciones. Es el momento de formularlas". ¡Sale!... Definamos.

¿A quién le vamos? Arnold Habegger, fundador de la escuela económica de Chicago, acaba de elogiar al "socialista" Ricardo Lagos (El País, 14/3/07). Camilo Escalona y Jaime Naranjo, senadores del Partido Socialista de Salvador Allende, compararon a Chávez con Pinochet.

Si vamos a definir qué es la "izquierda democrática", limpiemos nuestra cabeza de paja, identifiquemos con claridad a los auténticos responsables del "totalitarismo" y no creamos que las ideas son anteriores a las cosas.

Me urge definir... Porque, vea usted: ¿quién habrá clavado, con un puñal, mi ejemplar de La Jornada de hoy en la puerta de mi casa?

A Rússia não faz parte do consórcio!

O jornal Washington Post de hoje tem um editorial onde pede que não permita que Putin comece uma nova Guerra Fria. O problema é que o mundo é governado por um consórcio e a Rússia não faz parte deste deste consórcio. Formalmente ela faz, criaram até um G-8, mas do ponto de vista dos interesses não. Os vínculos russos com o sistema internacional são de natureza distinta. No entanto, a agressividade de Putin apenas torna mais sólido e consistente o consórcio dirigente ocidental e retarda a incorporação da Rússia ao governo do mundo. De fato, entendo que a Rússia jamais fará parte dele, há outros candidatos antes, pois é impressionante como o neoliberalismo de Boris Ieltsin conseguiu varrer da Rússia qualquer rastro de um desenvolvimento tecnológico endógeno que mantivesse a Rússia na fronteira do conhecimento e permitisse ser uma potência econômica como a China. Mas quanto a Guerra Fria foi o Bush que recriou ao tentar estabelecer um sistema de defesa no Leste Europeu. Quem toma medidas de defesa é porque está planejando o contra-ataque e quem planeja o contra-ataque, planeja o ataque. Quando se fala em mísseis intercontinentais e bombas atômicas não existe medidas apenas de defesa. Ao contrário vigora o princípio de que a principal defesa é o ataque. No futebol, a maior parte dos ataques são de fato contra-ataques.

Excelente artigo de diplomata venezuelano

Estados Unidos: momento de definición
Alfredo Toro Hardy


La Administración Bush no supo entender que la capacidad para moldear un mundo ya existía

En 1988 Paul Kennedy escribió su monumental obra Auge y Caída de los Grandes Poderes. Allí visualizaba la situación de EEUU a futuro. Hablaba del riesgo representado por las políticas simplistas en medio de un mundo cada vez más complejo. Planteaba que los peores daños que podía sufrir ese país podían ser los autoinfligidos, si no sabía adaptarse a un mundo en transformación. Señalaba que los recursos considerables de los que disponía EEUU debían ser utilizados de manera juiciosa, reconociendo sus propias limitaciones.

Un par de años después del libro de Kennedy apareció en la revista National Interest un famoso artículo de Charles Krauthammer, titulado "El Momento Unipolar". Allí quedaba plasmado por primera vez el credo neoconservador, que una década más tarde habría de conformar la base de la política exterior Bush. Krauthammer se refería a la capacidad norteamericana de moldear el mundo a voluntad, imponiendo reglas de juego universales que respondiesen a sus intereses. Según sus palabras: "La verdadera estructura geopolítica de la post guerra fría es la de un solo polo de poder mundial".

La Administración Bush no supo entender que esa capacidad para moldear un mundo en sus propios términos ya existía, a través de una vieja estructura hegemónica diseñada a imagen y semejanza de los intereses norteamericanos. De la misma manera en que tampoco supo comprender que la preservación de esa estructura requería de aquello que Brzezinski definió como "el ejercicio del liderazgo a través de sutiles vías indirectas" (Second Chance, New York, 2007).

Al intentar obtener el mismo resultado mediante un ejercicio prepotente de unilateralismo, sólo logró divorciar al poder de los mecanismos que potenciaban y facilitaban su ejercicio. Se proyectó así una visión imperialista descarnada que dejó sin sustento a una arquitectura hegemónica cuyo principal beneficiario era Washington.

Los diversos instrumentos y mecanismos que daban sustento a esa hegemonía, fueron desarticulados o fracturados. Desde el Consejo de Seguridad de la ONU, fuertemente desestructurado en virtud de la política norteamericana de torcer brazos, proferir amenazas y desconocer sus canales, hasta la Alianza Atlántica que entró en cortocircuito funcional en virtud del distanciamiento entre EEUU y la mayor parte de sus socios europeos.

Desde los organismos financieros multilaterales, dejados a la deriva como resultado del unilateralismo y la falta de atención de Washington, hasta la Ronda Doha de la OMC, cuyos objetivos fueron circunvalados a través de su énfasis en los tratados de libre comercio bilaterales. Desde el proceso de paz entre Israel y Palestina, dejado sin bases ante el apoyo descarado a Israel, hasta la relación con los gobiernos amigos del Medio Oriente, afectada como resultado de su mesianismo democrático.

Desde la fractura de los equilibrios de poder en el Medio Oriente hasta la alienación de América Latina, no quedó una sola área en la política exterior que no se viese afectada por la imposición de remedios simplistas, la falta de adaptación a un mundo en transformación y el desconocimiento a sus limitaciones. El seguir a Krauthammer y no a Kennedy tuvo profundas implicaciones.

Conflito entre Nicarágua e Colômbia

Quem freqüenta este blog há algum tempo sabe que a Colômbia e a Nicarágua possuem um problema de fronteira. Disputam algumas ilhas que nem aparecem na maioria dos mapas. A questão agora será levada para a Corte de Haia. A novidade é que a população da ilha de San Andrés agora reivindica a autodeterminação, dizem que as Nações Unidas reconhecem o direito à autodeterminação. Mas para eles autodeterminação não significa independência da colômbia país ao qual estão atualmente submetidos. O mundo é mesmo estranho, cada dá o significado que quer às palavras de acordo com as conveniências políticas (o que é compreensível) e intelectuais (o que reflete pobreza intelectual).

Artigo colombiano contra Chávez, mas interessante

El diputado Pirela

Claro que es legítimo hacer chavismo en Colombia.

Humberto de la Calle

Claro que es legítimo hacer chavismo en Colombia. Como marxismo, o neoliberalismo. En democracia, el juego debe ser igual para todos. Por lo tanto, la expulsión del diputado Pirela luego de haber pronunciado su perorata, apenas llega a un mínimo problema de extranjería con el DAS y no alcanza la dimensión de una vocación confesional del Estado colombiano.

Dicho esto, sin embargo, debo agregar dos cosas.

El respeto a la libertad de expresión del chavismo, no significa que allí esté el interés nacional colombiano. Más allá del dilema izquierda o derecha, miles de razones netamente nacionales hacen que el chavismo no sea la mejor opción para nosotros. Como tampoco la fue Boves en su momento.

En segundo lugar, si la libre circulación de las ideas chavistas llegase a estar acompañada del uso de las armas o del propósito de infiltrar el ejército colombiano, Colombia tiene el derecho —y el deber— de ejercitar la vigilancia debida a estas actividades, dentro del marco de respeto al pluralismo.

Fuentes de la Embajada venezolana sostienen que la incursión de círculos chavistas en las fuerzas armadas es una leyenda. Puede ser. Pero no hay que olvidar otras dos cosas: la estrategia de Chávez es la de colocar a la fuerza armada como eje central de la revolución bolivariana. Y, para lograrlo, Chávez no ha dudado en recorrer el camino de la propagación clandestina de células dentro del estamento militar.

Siendo cadete, viajó al Perú para asistir a la conmemoración de la batalla de Ayacucho. Conoció allí al general Velasco Alvarado, quien desde 1968 presidía en ese país un régimen antiimperalista. En 1977 agrupó a varios militares en el Ejército de Liberación del Pueblo de Venezuela (ELPV). Más tarde, de la mano de Jesús Urdaneta Hernández, decidió que el camino de la revolución era el ejército. “No nos vamos a unir a la guerrilla, que está vencida”, dijeron. A partir de 1982 Chávez impulsó una conspiración política seria. Junto con otros instructores en la Academia Militar, fundó el Movimiento Bolivariano Revolucionario-200 (MBR-200). Además del mencionado Urdaneta, lo acompañó Felipe Acosta Carles. En 1985 se les unió Francisco Arias Cárdenas, pieza clave en el intento de golpe de 1992.

Como si fuera poco, es evidente el carácter expansionista del chavismo. Argentina, compra de deuda pública. Bolivia, emisoras. Nicaragua, urea a través de alcaldes prochavistas. En la pasada manifestación del magisterio colombiano, tuvimos banderas venezolanas.

El diputado Pirela invocó en su defensa, después del discurso de Baranoa, que estaba ejercitando su libertad de expresión.

Estupendo. Lo paradójico es que esa misma defensa no tenga lugar en el territorio venezolano. No creo que Pirela haya criticado el cierre de Radio Caracas TV. Ni la amenaza sobre Globovisión, última voz de la oposición en el espectro electromagnético.

Entre tanto, aquí se quiere lapidar a Santos porque dijo algo obvio: Venezuela, por fuerza de su política exterior, ha disminuido su cooperación en la lucha antidrogas.

Santos ha cometido errores. Pero no puede ser sacrificado para darle gusto a Chávez. No sería propiamente muy patriótico enviar la cabeza sangrante de Santos al Palacio de Miraflores en la valija diplomática de Roy Chaderton.

~~~

Claro que Gossaín no reveló su fuente periodística. Pero que Juan Cristo no se camufle de manso cordero. Él fue, desde Palacio, la garganta profunda del gobierno Samper, encargado de las filtraciones para atacar a sus opositores.

Pesquisa do jornal La Razón da Bolívia

¿Cómo se debe hacer frente al veto de la FIFA contra el fútbol en la altura?
Presentar un sólido argumento médico y deportivo 42.83 %
No participar en la Copa América 21.75 %
No hacer nada 14.84 %
Desarrollar un amplio plan político y diplomático 9.74 %
Lograr el apoyo de Brasil y Argentina 7.35 %
Movilizaciones populares dentro y fuera del país 3.50 %

O passado nunca descansa em paz

O presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, fez um discurso sobre a questão da ditadura militar e sobre o dia do "Nunca más". No discurso o presidente apontou os quatro pilares do seu governo e um deles é a memória, segundo o presidente "porque o passado nunca descansa em paz". O passado que não descansa em paz é como o futuro que dura muito tempo de Althusser, o passado é eterno, o único presente é o passado, é ele que limita e constrange, é com ele que se negocia, é o passado que inviabiliza a mudança, sem acertar contas com o passado não é possível marchar para o futuro. Os brasileiros temem os mortos e por isso são incapazes de acertar contas com o passado, expor os podres da sociedade e da política, só atribuindo importância ao passado consegue se limpar a política, reestruturar o Estado. É pelo passado que se julga os políticos e não pelas promessas de futuro. O Brasil é como uma família onde alguém guarda um grande segredo que se revelado destrói a família, então todos estão em permanente tensão para que os segredos não sejam revelados. O problema é que em toda boa novela os segredos são revelados, o Brasil não tem sido uma grande novela ultimamente, está parecendo novela do Manoel Carlos com uma barriga grande demais e muitas paisagens do Leblon para passar o tempo, mas cedo ou tarde os segredos são revelados. Infelizmente para o Brasil não haverá um último capítulo que garanta o final feliz.

Um rio por coca-cola produzida

Para cada litro de coca-cola produzida, a Coca-cola gasta entre 175 e 200 litros de água. Em 2006, consumiu 290 bilhões de litros de água. Agora a Coca-cola assumiu um acordo com a WWF que restituirá para natureza toda água que consumir. Vou fazer de conta que acredito e que também vou crer que para isso o preço da coca-cola não terá que aumentar. Mas fiquei com uma dúvida entre água e coca-cola, qual eu acho mais importante preservar?

http://www.clarin.com/diario/2007/06/05/um/m-01432591.htm

Alejandro Foxley e a formulação da política externa

Em outro post já falei sobre Alejandro Foxley, sobre a sua duvidosa posição política. Mas aqui quero concordar com ele. Os parlamentares chilenos tomaram a iniciativa de entrar em contato com o governo peruano sobre os conflitos de fronteira que levam a uma corrida armamentista. E Foxley respondeu que isto é assunto do ministério e do governo, pois a política externa parlamentar é complementar e não define a agenda. Segue a declaração: "Nosotros, desde el primer día del gobierno de la Presidenta Bachelet, hemos invitado a los parlamentarios de las comisiones de Relaciones Exteriores del Senado y de la Cámara a que nos ayuden a proyectar a Chile al exterior, incluyendo a los países vecinos. Hemos incentivado eso, lo hemos apoyado; incluso, en alguna circunstancia específica hemos solicitado misiones específicas. Estimamos que la diplomacia parlamentaria es un complemento, un complemento, no un sustituto, de la implementación de la política exterior. Pero la política exterior es una política de Estado, que define los intereses del país más allá de la coyuntura. Esa política no se define ni influye por coyunturas internas o externas".
Quanto mais fragmentada for a formulação da política externa de um país periférico mais inócua ela tende a ser por se atribuir uma miríade de interesses ao Estado e em geral estes interesses não representam os interesses da coletividade, mas apenas interesses particularistas quando não interesses escusos que se revestem de interesses nacionais. Uma eficiente e coesa burocracia diplomática serve para depurar os objetivos que são mais importantes para o desenvolvimento do Estado, quanto menos ela for permeável aos lobbies melhor para o país. E nisto se inclui os parlamentares que em geral se vinculam ao que há de pior no país.

Anistia a Lino Oviedo

O partido de Lino Oviedo está demandando a anistia do militar golpista para que ele possa ser candidato a presidente. Pensando no vigor das instituições democráticas na região, entendo que não deve ser concedida a anistia. No entanto, do ponto de vista da animação política da região seria muito bom que Lino Oviedo pudesse ser candidato. No quadro atual, o Paraguai é país mais chato da América do Sul descontando as três guianas, não acontece nada de novo.

Fórum Empresarial Brasil-Peru

Alan García ao inaugurar o Fórum Empresarial Brasil-Peru clamou por investimentos brasileiros no Peru, o argumento utilizado foi que o Peru seria uma boa plataforma para a expansão brasileira no Pacífico, e isto poderia ocorrer através de uma aliança entre os empresários dos dois países. Para um país pobre como o Peru uma aliança com os EUA via Tratado de Livre Comércio é insuficiente. Alan García sabe que os problemas peruanos não serão resolvidos pelo TLC, então outras parcerias são necessárias e até o Brasil serve. O curioso é que foi exatamente no Peru, ainda no governo Alejandro Toledo, que o Lula fez o seu primeiro discurso claramente imperialista exigindo que o país se abrisse às empresas brasileiras na seqüência o discurso foi repetido no Equador. Depois pela repercussão o Lula percebeu que a afirmação da dominação brasileira na América do sul teria que ser mais suave e até o governo repete periodicamente que não tem pretensões imperialistas.

terça-feira, 5 de junho de 2007

Buscando um texto para prova e encontrando o patético!

Abaixo segue dois parágrafos de um discurso que o Celso Amorim fez agora em maio na cerimônia de formatura do Instituto Rio Branco. Seria um texto para a prova de Análise de Política Externa Brasileira, mas não agüentei o grau de bajulação, já imaginava as respostas dos alunos, só sairiam libelos pró e contra o Lula.

Diz Celso Amorim (o grifo é meu):
Presidente, eu queria simplesmente, para finalizar, dizer que todo esse grande esforço que nós temos feito em relação à carreira (esta turma é de 29 alunos, mas a próxima já será de 100, porque nós estamos, num período de quatro anos, aumentando os quadros em 400 vagas) está sendo imitado, inclusive, por outros países. Esse esforço todo não teria sentido se não fosse para executar uma política externa que realmente nos inspira. A política externa, Presidente, eu não diria apenas que é o combustível, mas que é o biocombustível da nossa ação, da dedicação dos diplomatas a essa função tão importante. Sem entrar em grandes detalhes, eu diria que caberá a Vossa Excelência, se assim o desejar, fazer algum balanço ou alguma projeção para o futuro. Mas eu queria dizer que a nossa política externa, sob sua condução direta (eu digo direta porque sei do interesse que Vossa Excelência dedica ao tema) quebrou tabus, rompeu desafios, aprofundou posições que eram processadas, mas que não eram levadas adiante com tanta intensidade – como a integração da América do Sul. A atual política externa também desvendou novos horizontes, com países ricos e com países pobres: criamos o G-20 e contamos com o G-4 (aliás, há dois livros novos sobre o G-20 e sobre o G-4 que serão distribuídos, espero que ainda hoje).

Portanto, Presidente, é uma política externa que realmente causa orgulho por ser também o complemento indispensável de uma política interna, de uma ação interna do Governo voltada para uma reforma social e democrática. O seu Governo, Presidente Lula, busca igualdade sem suprimir a liberdade. Ele busca o diálogo sem ter medo da crítica. Eu diria que isso para nós todos – e para mim, pessoalmente, como o diplomata mais velho, já aposentado – é motivo de grande honra. Sinto que todos podem sentir-se muito honrados de estar servindo a este país neste momento histórico. No mais, eu queria também dar a minha palavra de felicitações aos jovens que entram para a carreira, aos pais, que tanto se esforçaram, aos demais parentes que estão aqui e agradecer, mais uma vez, Presidente, o apoio que Vossa Excelência tem dado à casa de Rio Branco.

Não importa se é inocente, irmão do Lula deveria ter sido preso!

A Polícia Federal pediu a prisão preventina do irmão do presidente Lula por tráfico de influência, o nome dele aparecia em gravações feitas pela PF com autorização judicial. No entanto, a Justiça não autorizou a prisão. A Justiça no Brasil não é cega, ao contrário, enxerga muito bem, tem os olhos muito abertos, nunca erra quais são os inocentes porque eles carregam o selo do dinheiro e de poder, estão livres porque mesmo quando são processados o processo prescreve antes que saia uma decisão. O irmão do presidente Lula pode ser inocente ou pode mesmo ter cometido um crime menor fruto do deslumbramento do pobre, mas deveria ter sido preso, não faz parte das classes dominantes, mas reflete o poder. Não prendê-lo desmoraliza a justiça brasileira. A justiça não pensa duas vezes para conceder prisão preventina de pobres inocentes, não deve pensar antes de decretar a prisão dos que estão ligados aos poderosos mesmo que seja um humilde irmão do presidente da República que veio da pobreza.
Mesmo do ponto de vista político teria sido bom que fosse decretada a prisão do irmão, ficará a impressão que houve favorecimento e que o irmão não passa de um elo da quadrilha comandada pelo irmão poderoso com auxílio dos companheiros. O problema é que família que rouba unida não permanece unida. O Lula que se cuide!

Respostas gentis a perguntas idiotas

1 - Quando te vêem deitado, de olhos fechados, na sua cama, com a luz apagada e te perguntam:
- Você tá dormindo?
- Não, tô treinando pra morrer!

2 - Quando a gente leva um aparelho eletrônico para a manutenção e
o técnico pergunta:
- Tá com defeito ?
- Não é que ele estava cansado de ficar em casa e eu o trouxe para
passear.

3 - Quando está chovendo e percebem que você vai encarar a chuva,
perguntam:
- Vai sair nessa chuva?
- Não, vou sair na próxima.

4 - Quando você acaba de levantar, aí vem um idiota (sempre) e
pergunta:
- Acordou?
- Não. Sou sonâmbulo!

5 - Seu amigo liga para sua casa e pergunta:
- Onde você está ?
- No Pólo Norte! Um furacão levou a minha casa pra lá!

6 - Você acaba de tomar banho e alguém pergunta:
- Você tomou banho ?
- Não, mergulhei no vaso sanitário!

7 - Você ta na frente do elevador da garagem do seu prédio e
chega um que pergunta:
- Vai subir??
- Não, não, tô esperando meu apartamento descer pra me pegar.

8 - Você quer saber a hora e pergunta a um amigo:
- Que horas são?
- Agora?
- Não! Mês que vem!

9 - Você pede veneno de rato e o vendedor pergunta:
- Vai levar??
- Não, vou trazer eles aqui pra comerem!

1 0 - O homem chega na casa da namorada com um enorme buque de flores.
Até que ela diz:
- São flores?
- Não! São cenouras.

11 - Conversa de amigas:
- Que legal! você tem um celular que tira foto!
- Não, é uma máquina fotografica que faz telefonemas!

12 - Você está no banheiro quando alguém bate na porta e
pergunta:
- Tem gente?
- Não! É a merda que está falando!

13 - Você chega
ao banco com um cheque e pede pra trocar:
- Em dinheiro??
- Não, me dá tudo em clips!

14 - Você chega em um posto e para em frente de uma bomba
somente de gasolina e o frentista pergunta:
- Gasolina?
- Não, enche com tinta de caneta!

15 - Você tá num bar e pede uma cerveja ao garçom.
- Geladinha chefia?
- Não, traz a mais quente que tiver!

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Fifa: devolva o futebol à Bolívia!

Já assinei a carta que solicita ao presidente da Fifa que cancele a proibição de jogos na altitude. Foi uma atitude política, se houvesse tantos problemas médicos assim, a Fifa deveria ser processada pelo período que permitiu que houvesse jogos arriscando a vida dos atletas. E os jogos nacionais continuam permitidos, então o problema não pode ser tão sério assim. Tudo não passou de um golpe político então entre nesta campanha também, leia a carta que o povo da Bolívia envia à Fifa e entre no link abaixo para preencher os dados é rapidinho.

http://www.la-razon.com/carta.asp

Bolivia, mayo del 2007

Señor
Joseph Blatter
Presidente
Federación Internacional del Fútbol Asociado, FIFA
Zurich, Suiza

Distinguido señor:

La resolución adoptada por la FIFA el 27 de mayo, que prohíbe la realización de partidos internacionales de fútbol en las ciudades ubicadas a más de 2.500 metros de altura sobre el nivel del mar, me lleva a remitirle esta carta para darle a conocer los argumentos por los que el órgano mundial del fútbol puede y debe revertir esta medida discriminatoria y archive, de una vez por todas, cualquier atentado contra el deporte universal.

1. Millones de personas vivimos, trabajamos, reímos, lloramos y amamos en la altura, como todo el resto del mundo. ¿Por qué no debiéramos jugar y competir en el fútbol?

2. El fútbol es parte de la cultura universal. La FIFA está comprometida con su promoción sin discriminaciones. Cumpla usted con esa misión.

3. El fútbol es una pasión que promueve la unidad, la hermandad e integración entre los pueblos. Nosotros, quienes vivimos en alturas, tenemos los mismos derechos que todos.

4. ¿Ha pensado usted, señor Blatter, que si la FIFA veta el fútbol, también podríamos quedarnos sin la práctica de otros deportes? ¿Sería esto justo para nuestros niños y jóvenes?

5. La ciencia demostró que los profesionales del fútbol no tienen problemas de oxigenación. Este es un deporte de una reducida exigencia fisiológica.

6. Nadie se murió jugando al fútbol en los estadios de Bolivia ni en ningún otro lugar de altura. Por eso, esta prohibición más parece un castigo sin causa, producto de presiones.

7. La FIFA tiene datos que demuestran que en la altura, como en el llano, se imponen el talento y el profesionalismo de los equipos, sean visitantes o locales.

8. Si la FIFA no revoca este veto, mañana la temperatura, la humedad y otros podrían ser argumentos para convertir el fútbol en un baile de salón.

9. Los bolivianos somos un pueblo pobre, tenemos un fútbol humilde, pero somos dignos y tenemos un sentimiento nacional que nos hará defender nuestros derechos donde haga falta.

10. Su palabra es un compromiso. El 11 de febrero del 2000, usted, señor Blatter, expresó en La Paz su respeto por nuestra causa. Entonces, dijo: “Yo nací entre las montañas, mi pueblo en Suiza está entre los cerros más altos de Europa, por eso la altura no me da miedo”. ¿Va a cumplir su palabra?

Por todas esas razones, en nombre de nuestros derechos y de los principios que pregona la FIFA, le pido, con el mayor de los respetos, que desista de este veto.

Mais Hugo Chávez. Excelente artigo do Clarín.

LA POLITICA BOLIVARIANA
El de Chávez, un gobierno incómodo
Teñlma Luzzani
tluzzani@clarin.com

Es cada vez más evidente que no es sólo la defensa de la libertad de prensa lo que mete tensión al conflicto por RCTV (aunque sin duda hay, entre quienes protestan, muchos que la defienden).
La irritación contra Chávez tiene otros motivos de fondo. Algunos son internos y emanan de una sociedad ancestralmente desigual, gobernada a lo largo de su historia por una minoría blanca, a la que le produce alergia que un mulato de provincias ocupe el cargo presidencial.
También irritan ciertas políticas igualadoras de Chávez como las de salud y educación. La crítica opositora dice que es por la presencia de médicos cubanos o por los contenidos tendenciosos de los planes de estudio. Pero uno se pregunta si, en lo profundo, es eso lo que verdaderamente irrita. Y la sensación es que más que las leyes molestan sus posibles efectos. El acceso popular a bienes que hasta ahora sólo disfrutaba una minoría es vivido angustiosamente por las clases altas y medias como una pérdida del poder que da la diferencia. Y algo más: la progresiva conciencia de los pobres sobre sus derechos (en salud y educación, por ejemplo) y sobre el tiempo que estuvieron despojados de ellos, podría significar incluso una pérdida de poder real.
Algunas políticas de Chávez irritan también fuera de Venezuela. Y, otra vez, no tanto por las medidas en sí sino por lo que éstas puedan desencadenar. El caso de RCTV por ejemplo puede disparar varios interrogantes. ¿Son todos los medios democráticos? ¿Tienen obligación de serlo? ¿Ayudaron a la democracia los medios norteamericanos al apoyar acríticamente durante meses la ocupación de Irak sabiendo, como se sabía, que era dudosa la existencia de armas de destrucción masiva (sólo por poner un ejemplo entre muchos otros en el mundo)?
Se puede estar de acuerdo o no con las políticas de Chávez pero lo que es seguro es que provocan preguntas incómodas y de difícil solución. ¿Por qué es ilegal comerciar con Irán o con Cuba? ¿Corresponde expropiar las tierras fértiles que están ociosas? ¿Hay que obligar al propietario a que las vuelva productivas o, en nombre de la libertad, tiene derecho si quiere en dejarla como un yuyal? ¿Debe el Estado y las obras sociales reconocer a la homeopatía o la acupuntura también como medicinas "legítimas"? ¿Quién debe decidir qué se hace con los presupuestos, los intendentes o los ciudadanos? ¿Por qué no tomar las decisiones en asamblea popular? ¿Es justo someter a los pueblos originarios de América al derecho romano o deben ser libres de ejercer su justicia ancestral?
El gobierno de Chávez es un gobierno incómodo. Y él, con su retórica desmesurada y su falta de cintura política, contribuye con buenos motivos para quienes quieren naturalizar un sistema lleno de desigualdades o desterrar las preguntas.

http://www.clarin.com/diario/2007/06/03/elmundo/i-02703.htm

OEA e Seitenfus

O secretário geral da OEA, José Miguel Insulza, disse que a OEA não pode fazer nada no caso RCTV. Até que enfim disse algo correto, deveria ter ficado calado e não emitido opinião pessoal. Mas como nem tudo são flores, Ricardo Seitenfus deveria pedir imediatamente para retirar o seu nome do livro de José Honório Rodrigues ao atacar o fechamento da RCTV e dizer que a liberdade de imprensa foi violada. É o problema de só estudar direito e faltar nas aulas de ciência política. José Honório Rodrigues rola no túmulo.

domingo, 3 de junho de 2007

Uma visita aos anos 60: Instituto do Bom Pastor

Quando eu estava na graduação um dos meus amigos dividia o apartamento com um sujeito muito engraçado, o G. Ele tinha sido da direção paulista da Seicho-no-ie, mas se desiludiu com a organização. Na mesma época que estávamos na UnB havia um membro da TFP, fazendo o curso de ciência política, e ele era membro da TFP na plena acepção da palavra. A TFP é uma organização externa à Igreja Católica, mas para ser membro precisa ser homem e celibatário como se fosse padre. Os dois se conheceram. Então o G. se aproximou da TFP e acabou por se converter ao catolicismo. Quem é da Igreja Anglicana, da Igreja Luterana e outros protestantes tradicionais ou da Igreja Ortodoxa, em geral, não precisa ser batizado quando se converte ao catolicismo, pois o batismo destas Igrejas são reconhecidas. A recíproca tende a ser verdadeira, pois pelo Credo Niceno-Constantinopolitano há um só batismo. Mas G. nunca havia sido batizado, então a conversão implicava batismo. Ocorre que a TFP não reconhece a missa estabelecida após o Concílio Vaticano II, então era preciso um padre que se dispusesse a realizar o batismo segundo o rito tradicional em latim. Nesse período, eu fui com eles em algumas das palestras da TFP e aí fomos convidados para ficar para jantar algumas vezes. Eles tinham a expectativa ou que viéssemos a nos tornar membros ou ao menos fizéssemos doações. As conversas eram curiosas. Então quando chegou o momento do batismo nós fomos convidados a ir juntos. Encontraram um padre alemão em Abadiânia (não tenho certeza, mas era numa das pequenas cidades entre Brasília e Goiânia). Foi uma missa especial para o batismo, então a igreja estava vazia, e a cerimônia começou na parte externa da Igreja. Os padrinhos eram os membros da TFP. Foi curioso. No carro durante a viagem o principal assunto, claro, foi a crise da Igreja e que tipo de Papa eles esperavam que fosse eleito quando João Paulo II morresse (como isso foi em meados dos anos 90, a morte do papa foi lenta) . Eles aguardavam um papa que restaurasse a tradição, a missa tridentina. Eu perguntei se não era mais provável que houvesse um papa mais progressista, e eles disseram que não porque em outras oportunidades que a Igreja esteve em crise, o Espírito Santo atuou para que um papa com condições de restaurar a Igreja fosse escolhido e citou um exemplo que eu não lembro mais. Ótimo tudo para chegar em Bento XVI e o Instituto do Bom Pastor. Então talvez eles estivessem corretos e hoje estejam em júbilo. O papa Bento XVI restaurou o rito tridentino, a missa de sempre, a missa verdadeira através da criação do Instituto do Bom Pastor que só pode celebrar missas no rito tridentino. Desde que ele foi restaurado e implantado no Brasil estava curioso para ir novamente assistir a celebração de ma missa em latim. Então fiz isso neste domingo. A sede do Instituto do Bom Pastor no Brasil fica em uma casa no Ipiranga e as celebrações ocorrem numa capela organizada numa garagem. Cheguei antes de começar a missa e já estava lotado. Gente inclusive na calçada. Como a garagem é pequena, a parte interna o piso é liso, mas fora e na calçada o piso é de pedra. Antes da missa já havia pessoas orando de joelhos nas pedras. Estranho que a maioria das pessoas eram jovens, casais jovens, muitas crianças, havia umas 25 crianças, as mulheres todas de véu (como sempre chama a atenção, havia uma loira com um cabelo longo muito bonito, saia que abaixo do tornozelo, de costas parecia linda, mas fiquei sem saber porque sai antes do fim da missa). Vários estavam com o missal, um moço que estava ao meu lado estava com um missal que parecia ter sido tirado da gaveta onde foi deixado nos anos 60. Uma moça com 20 e poucos anos estava de joelhos ensinando no seu missal duas senhoras a acompanhar a missa. Havia apenas um negro, uns três ou quatro de com ascendência oriental. Esperava encontrar Arautos do Evangelho mesmo eles tendo feito as pazes com o papado e a missa nova, mas não havia nenhum, pelo menos, não uniformizado. Também não vi ninguém que se identificasse com a TFP através de algum símbolo exterior. Mas duvido que o pessoal que estava ali não tenha algum vínculo com alguma instituição pois ninguém fica de joelho sobre as pedras com tanto convicção. Em Roma como os romanos, entre os tridentinos como os tridentinos, então, como na missa tradicional fica-se de joelho mais vezes e por muito mais tempo que na missa atual, eu não agüentei a dor no meu joelho e fui embora durante a o que deveria a mais longa comunhão que eu jamais presenciara porque todos iriam comungar e receberiam a hóstia de joelhos e na boca. E o pessoal parece uma pequena organização, quando eu estava de saída para não ter que ajoelhar mais nenhuma vez houve manifestação de reprovação, alguém gritou "está indo embora?" e outro respondeu "deve estar cansado". Já havia visto o que desejava, podia ir embora.
Quem quiser aderir ao catolicismo tradicional pode conhecer o Instituto do Bom Pastor no link:
http://www.ibp-la.org/index.php

sábado, 2 de junho de 2007

Venezuela e as manipulações da imprensa!

No link abaixo é possível encontrar o resultado de uma pesquisa no arquivo da Folha de São Paulo mostrando a campanha contra Hugo Chávez. Quando Chávez retorna ao poder nos braços do povo noticia-se que 70% da população é contra Chávez, mesmo diante do que diz o relato do enviado especial da Folha a Caracas. Quando o plebiscito aprova Chávez noticia-se que a maioria da população era contra Chávez. Isso fez a Folha de São Paulo, que é o jornal mais sério do Brasil, o que não fez então a RCTV? A RCTV pôs as armas nas mãos dos golpistas. Para o fechamento da RCTV vale a nova versão da saudação para a morte do rei, "o Rei morreu, viva o Rei", "a liberdade de imprensa morreu, viva a liberdade de imprensa".

http://edu.guim.blog.uol.com.br/

Mais inutilidade!

Um amigo escreveu no Memorial dele para um concurso público para professor que os estudos dele sobre as relações internacionais começaram aos seis anos quando ele perguntou ao pai dele o que causava a guerra. É verdade ele não teve vergonha de escrever isso. No meu caso, então, os estudos sobre relações internacionais começaram brincando com "Comandos em ação". Mas a guerra não era a guerra dos G.I. Joe contra os Cobras, mas sim a guerra entre EUA e Japão. Mas na guerra que o meu irmão e eu travávamos, os EUA sempre perdiam. Para não haver dúvidas eu era o Japão. Na minha casa tinha ligação de água de duas ruas, porque ia de um lado ao outro do quarteirão o terreno, e na rua dos fundos a taxa de água era fixa, não havia medição. Então a casa tinha uma conta de água, e no quintal havia uma torneira que podíamos deixar ligada à vontade acabando com a água do planeta, e aí construíamos um "rio" com duas ilhas, uma base militar em cada uma. E essa versão do Cobra Destron comandava as forças japonesas.

Mais um?

Que inversão de valores! Logo haverá mais posts sobre a Barra do que sobre o Irã ou o Hugo Chávez.
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Barra do Garças de novo!

Barra do Garças-MT de novo e eu nem sou louco pela cidade. Do lado direito está Barra do Garças, entre os dois rios a cidade de Pontal do Araguaia e do lado esquerdo a histórica cidade de Aragarças. O rio do lado esquerdo é o rio Garças, o outro é o rio Araguaia. Caminhando um pouco encima da serra afastando-se do Cristo pelo lado direito chega-se à área reservada para o discoporto, área de pouso de disco voadores.

O Mundo segundo os americanos. Será?