"Desde mi punto de vista –y esto puede ser algo profético y paradójico a la vez– Estados Unidos está mucho peor que América Latina. Porque Estados Unidos tiene una solución, pero en mi opinión, es una mala solución, tanto para ellos como para el mundo en general. En cambio, en América Latina no hay soluciones, sólo problemas; pero por más doloroso que sea, es mejor tener problemas que tener una mala solución para el futuro de la historia."

Ignácio Ellacuría


O que iremos fazer hoje, Cérebro?

domingo, 18 de novembro de 2007

Na Índia se pensa o interesse nacional!

Sunday Sentiments | Karan Thapar ,

November 17, 2007

First Published: 21:04 IST(17/11/2007)

Last Updated: 11:42 IST(18/11/2007)

The Left’s concession

What does the Left decision to permit the Government to go to the IAEA and negotiate an India-specific safeguards agreement amount to? Is it a credible window of opportunity to secure the Indo-US nuclear deal? Or will it simply make it easier for the Government to defy the Left, assuming, of course, it is of a mind to do so? I think it’s the latter. But that would still be a lot if the Government is determined to clinch the deal.

Recall carefully what the Left has permitted. The Government can start negotiations with the IAEA but must get the Left’s approval of the concluded safeguards before they are initialled. This condition is critical. Initialling would freeze the document and conclude the negotiation even though formal signing would remain. But an uninitialled document is still subject to change. It remains incomplete. In all probability such a document would be insufficient for the NSG stage. There is a view that accompanied by a letter from ElBaradei, the Director General of the IAEA, stating that he’s satisfied with the ‘agreed’ terms, it could pass muster with the NSG but I think that’s unduly optimistic. Remember the NSG has a few sceptics who need to be won over to India’s case (New Zealand, the Scandinavian countries, perhaps Japan, possibly Australia and Austria) and it has to decide by consensus. An incomplete and untidily negotiated safeguards could be sufficient for one or more NSG members to throw a spanner in the works.

So clearly the Left haven’t opened a window for the deal. They’ve only tantalized its supporters. And they know this full well. This is why they claim that what they’re giving the Government is an honourable exit. But what they have done is reduce the risk inherent in any defiance of the Left. In fact, I would add, they’ve done that appreciably whilst also making it more difficult for the government to walk away from the deal. The combination could amount to a self goal.

Consider first the Government’s position when it finishes the IAEA negotiation satisfied it has a good deal. If at that point the Left says ‘nyet’, with what face can the Government back off? After all, its negotiators will have just told the IAEA they are happy with what they’ve achieved. A u-turn, even if under political compulsion, would be embarrassing if not humiliating. Consequently the cost of backing-out will be  substantially greater.

Now consider what will happen if the Government defies the Left and goes ahead. Prior to this permission, the Government ran the risk that the IAEA may refuse to do business with it on the grounds it had lost its parliamentary majority and with it the claim to represent the Indian people and make commitments on their behalf. This created the spectre that the UPA could lose the government but also fail to get the deal. That was the nightmare scenario.

Now this permission ensures that the entire negotiation will happen with a government whose bona fides cannot be questioned. It’s only at the point of initialling — and freezing — an agreed document that doubt could creep in. And at that point, if the Government chooses to defy the Left, the risk would be a lot less. For one, I doubt if at this last moment the IAEA would balk. Indeed I believe the Government has a specific assurance to this effect from Washington. And thereafter the Americans would take over. The Government would have nothing more to do.

The question is has the Government got the guts to defy the Left and clinch the deal? It all turns on what it values more — clinging to office till May 2009 or securing “an historic initiative” with “major gains” for India? Incidentally, those are the Prime Minister’s words.

By the way, given that the UPA-Left tie-up will cease two or three months before the elections, so they can campaign separately and against each other, we’re only talking of another 14 months or so. So what’s more important — 14 months in office or the nuclear deal?

http://www.hindustantimes.com/StoryPage/Print.aspx?Id=91522d01-6a2d-4db3-ae99-477a718ae411

© Copyright 2007 Hindustan Times

Belluzzo não muda o discurso e está certo!

Folha de São Paulo

São Paulo, domingo, 18 de novembro de 2007
LUIZ GONZAGA BELLUZZO
Delícias e riscos do câmbio


O real e os juros formam, no Brasil, um par atraente para os participantes da corrida global por ativos rentáveis


DESDE a década de 80, depois da crise da dívida externa, o Brasil não vive uma conjuntura tão favorável. A ascensão econômica da China e dos asiáticos em geral, com dotações de recursos naturais diferentes da nossa, mudou a configuração do comércio internacional. Os termos de troca entre produtos primários e bens manufaturados movem-se a favor dos países com disponibilidade e diversidade de recursos naturais. Para completar a temporada de vento a favor, veio a notícia da descoberta da megarreserva de Tupi. Alem das bênçãos da insolação e da energia renovável, a natureza nos oferece as graças do petróleo. Assim seja.
Nesse ambiente benfazejo, a política monetária ainda sustenta a taxa de juros e o câmbio fora do lugar. O câmbio valorizado é compensado por preços generosos formados num mercado mundial superaquecido. Não há dúvida de que a taxa de câmbio real valorizada e a inflação baixa daí decorrente melhoram o "bem-estar" da população, tanto dos pobres -os empregados ou beneficiados por políticas sociais- como dos ricos de todo gênero (os remediados ainda sofrem as agruras do baixo dinamismo industrial dos últimos anos, não obstante a aceleração recente do crescimento).
A sensação de bem-estar é intensa agora: a valorização é acompanhada pelo rápido aumento da demanda doméstica, do emprego, dos salários e dos demais rendimentos graças à expansão do crédito via ampliação dos prazos e à evolução dos setores não afetados pela concorrência externa, como a construção civil.
A moeda brasileira e seu juro básico formam um par atraente para os participantes da corrida global por ativos mais rentáveis. Não é só o odor de santidade que atrai os viciados em diferenciais de rendimentos.
A Índia, por exemplo, apresenta situação fiscal e de balanço de pagamentos bem mais precária: déficit fiscal e saldo negativo da balança comercial. Ainda assim, as autoridades foram obrigadas a tomar medidas para estancar a entrada de capitais, sobretudo dos investimentos de portfólio. Isso com uma taxa de juro de curto prazo de 7,20% ao ano.
O Brasil tem uma combinação câmbio-juros hostil ao investimento na indústria manufatureira e favorável à arbitragem sem risco. Em um ambiente de celebração dos emergentes de notícias favoráveis é inevitável a valorização do real.
É bom não esquecer: a outra face das reservas elevadas é a acumulação de passivos em moeda estrangeira nas Bolsas, em renda fixa.
Alem de tais inconveniências óbvias, a valorização do real é um chute no traseiro do investimento produtivo de maior graduação tecnológica, para não falar dos setores intensivos em mão-de-obra. Na toada do rápido crescimento da demanda insuflada pelo crédito, ainda é possível investir na ampliação da capacidade, a despeito da concorrência das importações subsidiadas pelo câmbio barato Mas isso não elimina o risco da consolidação de uma estrutura industrial concentrada em bens destinados à produção de commodities ou fortemente apoiados em recursos naturais, como mostram os trabalhos recentes do Iedi.


LUIZ GONZAGA BELLUZZO , 65, é professor titular de Economia da Unicamp. Foi chefe da Secretaria Especial de Assuntos Econômicos do Ministério da Fazenda (governo Sarney) e secretário de Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo (governo Quércia).

Cingapura não é país!

Folha de São Paulo

São Paulo, domingo, 18 de novembro de 2007
Rica, Cingapura não pode crescer

Território restrito torna ilha-Estado do Sudeste da Ásia vítima de seu próprio sucesso econômico

Vizinhos vetam importação de areia para impedir que país amplie área de 700 km2; tigre asiático também sofre com queda nos nascimentos

SÉRGIO DÁVILA
ENVIADO ESPECIAL A CINGAPURA
Cingapura vive um paradoxo: tem dinheiro de sobra e país de menos. A ilha-Estado tem um PIB de US$ 134 bilhões, uma renda per capita de US$ 31 mil e um superávit comercial tão desproporcionalmente grande que é tratado como segredo de Estado. Em 2006, sua economia cresceu 7,8%, atrás apenas da China e da Índia. Nos últimos 12 meses, o índice de crescimento explodiu para 9,8%.
Tudo é superlativo no presente e no futuro próximo. O primeiro circuito de rua noturno de Fórmula 1 será aberto aqui em 2008, e por isso o centro histórico passa por uma reforma em que apenas o prédio central da corrida levará US$ 33 milhões. "O retorno será de US$ 68 milhões só no primeiro ano", disse à Folha Leong Yue Kheong, diretor do projeto.
A roda-gigante mais alta do mundo, com 165 metros, deve ser inaugurada até o fim deste ano na região turística de Marina Bay. É nesse lugar também que, em 2009, o Sands de Las Vegas abrirá seu maior cassino, num complexo de lazer de US$ 3,2 bilhões que levou o país a mudar suas leis para permitir o jogo. O primeiro exemplar do Airbus A380, o maior e mais caro avião do mundo, foi vendido à Singapore Airlines por US$ 300 milhões e fez seu vôo inaugural no fim de outubro.
Ao mesmo tempo, Cingapura pode não existir em 40 anos.
Campinas
Com uma área de 700 km2, ou o tamanho da cidade paulista de Campinas, o país não tem mais para onde crescer. Literalmente. Há a política pública de "reclamação de terras", que faz a ilha avançar atualmente 40 cm por ano no mar, segundo jornalistas locais (o número é contestado pelo governo, que cita a média anual de 2 cm).
Isso levou Indonésia e Malásia, os países mais afetados, a proibir temporariamente a importação de areia para Cingapura. A reação causa arrepios no governo, dominado pelo mesmo partido há 40 anos, pois a ilha vive uma relação simbiótica com os vizinhos -60% da água consumida vem da Malásia, por exemplo.
O assunto pode parecer pitoresco ao estrangeiro, mas é questão de sobrevivência para os locais, acostumados a viver num país tão pequeno que há cavalos apenas no zoológico central. Desde que se tornou independente da Malásia, nos anos 60, Cingapura expandiu-se dos 600 km2 originais para os atuais 700km2.
Uma idéia é crescer para cima, o que já acontece. Num país em que 80% das moradias pertencem ao governo, moradores estão sendo "convencidos" a deixar prédios mais baixos, que são demolidos e dão lugar a arranha-céus comerciais. Já o óleo recebido do mundo inteiro por um dos portos mais movimentados do planeta e redistribuído para a Ásia deve passar a ser armazenado em cavernas já em escavação.
Assim, o lugar hoje ocupado para armazenagem pode abrir caminho para mais casas. Resolvido esse problema, aparecerá o segundo: o crescimento populacional. Com 4,5 milhões de habitantes, ou metade de Manhattan, e a taxa de natalidade atual não haverá cingapurenses suficientes para os planos do governo de dobrar a população nos próximos anos.
Extinção
Os locais não querem depender demais do fluxo de imigrantes, que continua firme. "Será que Cingapura durará mais 100, 200 anos se os nativos virarem uma espécie em extinção?", pergunta-se retoricamente o ex-premiê Goh Chok Tong. Três etnias formam o país: chineses (75%), malasianos (14%) e hindus (9%).
Pois o índice de maternidade é menor justamente entre as mulheres chinesas. "Em 1957, primeiro dado disponível, havia 6,48 bebês por mulher de origem chinesa. Em 2006, esse índice caiu para 1,08. Se baixar mais, e há risco de isso acontecer, não conseguiremos repor nem mesmo a mãe da criança."
No ano passado, 35,5 mil bebês nasceram em Cingapura, ante 56 mil em 1965. O número de bebês por mulher foi de 1,24, ante 4,66 no ano da independência. "Isso é um problema num país em que não há outro recurso natural que não seus habitantes", disse Tong.
O jovem cingapurense deixa a casa dos pais cada vez mais tarde. Ao se casar, não tem filhos. São os chamados DINKs, sigla para "double income, no kids", (duplo rendimento, sem filhos). Nos últimos anos, estes têm encontrado mais e mais barreiras para comprar ou alugar apartamentos da agência de habitação governamental.
Casais com filhos, em compensação, têm toda sorte de incentivos e benefícios. Definido pelos críticos como "uma ditadura de partido único, o capitalismo", pela imensa abertura econômica de que goza, e pelo escritor William Gibson ("Neuromancer") como "Disneylândia com pena de morte", por suas leis restritas no que diz respeito a crimes e direitos civis, Cingapura vive outro paradoxo: na área social.
Tenta liberalizar os costumes aos poucos, para não afugentar jovens que vêem cada vez mais atrativos nos países vizinhos, sobretudo a China. Uma piada local diz que, informado da situação, o premiê Lee Hsien Loong teria dito: "Temos de resolver isso, pois diversão é um assunto sério".
Daí a liberação do cassino.
Ou placas em cabeleireiros que informam a prática do "boyzilian", a internacional depilação brasileira, só que para homens.

O inglês não contribui para o desenvolvimento da Índia!



The Times of India -Breaking news, views. reviews, cricket from across India

LEADER ARTICLE: Myths About English
17 Nov 2007, 0000 hrs IST

Prashant Agrawal
SMS NEWS to 58888 for latest updates

It has become gospel amongst India’s elite that English is good for India. They say that English is good for development, it’s good for people, and it’s good for empowerment. Our prime minister said at Cambridge: “Of all the legacies of the Raj, none is more important than the English language and the modern school system”. There are many benefits to learning English but it is neither a panacea for economic development nor a freebie.
There is no greater a myth than that English is important for the development of the economy.
Undoubtedly, English has helped jumpstart the Indian economy. The outsourcing boom has been driven by the fact that so many Indians speak flawless English. But one billion people aren’t going to be uplifted through call centres. We will progress by becoming more educated and productive members of society. And remember that education and productivity come regardless of language. It’s a solid foundation in math, science, arts, history and literature that will drive productivity. Not familiarity with the English language.
Japan, for instance, is a textbook example of productive growth. Any visitor to Japan will quickly realise that few speak or write English well. Japan’s growth has been driven by an education system with an emphasis on the basics: maths, physics, chemistry, biology, literature and history — and all done in Japanese. I don’t know about the issues of Japanese individuality and whether Japan stifles creativity. However, the rise of Japan, South Korea, Taiwan, Hong Kong, China and Thailand and even the recent rise of Russia show that English is neither a sufficient nor a necessary component of economic growth.
Development and progress come from the foundation, the tried and tested tradition of learning: an ancient Indian concept. That is what is truly driving growth now and will continue to drive growth. We sell a false promise when we sell English as magic mantra for advancement. What’s important for productivity and growth is the basics and as Abhishek Bachchan said in Guru, an understanding of “dhandoo”.
The second myth is that English unites us. Maybe, but it also divides us. English splits this country into two. There is the upper crust elite that, to paraphrase another Bachchan, Amitabh, speaks English, talks English and walks English. But most importantly, it reads English. The reader of this newspaper is unlikely to have read anything in any native Indian language in a long time. Not a book, not a newspaper, not a magazine. The elite of India read English. The rest of India reads Hindi, Tamil, Telugu, Punjabi, Marathi, Gujarati, Malayalam, Assamese, etc.
We have developed a common cultural currency through television and Bollywood, but the discourse of the nation remains divided. The bestselling book in China last year, Wolf, sold upwards of six million copies. The sum total of all general fiction literature books sold in India since Independence may come close to that number. As a nation, we don’t read together. The headlines of The Times of India and local language papers maybe the same, but the stories and focus are different. If English provides a medium for discourse across India then it also divides in many ways we don’t realise.
The third myth is that learning English doesn’t cost India anything. It does. Our familiarity with English comes at the expense of our own languages. Go to any major museum in the world and you will find Indians, but you will not find Indian languages. Growing up in Washington DC, we saw the Smithsonian museums add language to its foreign language tour groups. Inevitably, the addition of a language was driven by the rise of the country’s economy.
Today, the language guides are in German, Spanish, French, Italian, Portuguese (for Brazil), Russian, Korean, Japanese and Chinese. Hindi isn’t there. Neither is Tamil or Gujarati or any of the other 16 official Indian languages (save English). The lesson of this is that Indians who travel abroad better learn some English before going there (or at least some Chinese or Spanish or Japanese). But the nuance is more than that. Jim Rodgers, the investor, proclaims that his daughter will learn English and Mandarin.
Private schools across the US compete on how early they will teach Chinese. You can Google it all you want, but you won’t get any more than 10 high schools in the US that teach Hindi. But the problem isn’t that foreigners won’t learn our languages. It’s that we won’t learn our own either.
There is no reason that Tamil shouldn’t be taught as a second language in Uttar Pradesh or that Hindi shouldn’t be taught in Kerala. Or at least the choice should exist. Our languages are rich, imbibing millennia-old tradition.
We learn English at the expense of our own languages and culture. If we don’t make our languages a priority, no one else will either.
We should learn English, but we should also learn our own languages. The key to economic progress isn’t spelled out in English, but it can be found if we establish a grounding in math, science and literature at the core of learning in any language.
(The writer is a management consultant.)

O choque de civilizações ocorre no interior de cada indivíduo!

The Times of India -Breaking news, views. reviews, cricket from across India

MEN & IDEAS

Struggle for Gujarat's soul
18 Nov 2007, 0000 hrs IST

Not long ago we thought of Gujarat as the land of non-violent Mahatma Gandhi and hard-working merchants. That picture has grown more complicated. Gujarat has emerged as an Asian tiger - the fastest growing Indian state with the lowest levels of unemployment, the most investor friendly, with the shortest red tape and least petty corruption. It is hailed by migrants from Bihar and MP as a land of opportunity.
Gujarat, however, is also the Indian state which hosted a genocide under broad daylight in 2002. Those who presided over the killings were elected to power. Their complicity has now been confirmed by the recent Tehelka expose. The political class, however, has greeted the expose with silence. Ashish Khetan, author of the report, must feel a bit like Draupadi in the assembly of the nobles at Hastinapur, when no one, not even Bhishma, stopped her from being disrobed. For five years we have heard charges and counter-charges in Gujarat.
Next month Gujarat’s voters will have to decide. Should they reward Narendra Modi for a genuine economic miracle that is lifting so many out of poverty? Or should they draw a line, as India’s voters did after Indira Gandhi’s Emergency, and roundly punish him for the terrible communal violence of 2002? A new book by an eminent American philosopher helps one understand Gujarat’s dilemma.
Martha Nussbaum’s The Clash Within: Democracy, Religious Violence & India’s Future (Permanent Black) argues that the post 9/11 world is not some mythic ‘‘clash of civilisations’’ (as Samuel Huntington has argued) between a violent Islam and peaceful democracies in America, Europe, and India.
It is a clash within the mind of each one of us - each human being - as we oscillate between self-protective aggression and our ability to live with others. Nussbaum points out that there are two sorts of human beings, and they can be found in all nations. The first (and i think the majority) are self-confident, and like Mahatma Gandhi, they do not fear differences. They respect those who are dissimilar and are happy to let them flourish; self-assured in the robustness of their own way of life.
The second, however, are like another Gujarati, Narendra Modi, who fear religious and ethnic differences and the idea of a plural society. They believe that minorities are a deep threat to order and safety, and are anxious to control them. Congress’ politics of appeasing minorities has given space to the second type to rise in India’s democratic politics. The memory of Ghazni is also strong in Gujarat, and even Mahatma Gandhi’s example has been unable to erase it. Why don’t we condemn Godhra’s massacre in the same breath, they ask rightly? Yet, the second group’s ethos is so un-Indian in our astonishingly diverse society.
What is at stake in the upcoming Gujarat election is thus a clash inside each citizen’s imagination, and it comes down to how we view other human beings. Politics makes one adopt polarised positions. The reality is that Gujarat is both prosperous and genocidal. One wants Gujarat to flourish but also to be decent. Nazi Germany was very efficient. The choice in the end is easy - vote out Modi! For a person who has just climbed out of poverty, however, it may not be so easy.
Ideally, one should throw out the rascals but keep their good policies, but one can’t trust Congress to do that. Gujarat, like India, is in the midst of a hundred flowerings. Some of these have turned out to be noxious and the only way out in a democracy is to remove the toxic ones at the polls.

OPEP preocupada com valor do dólar e sauditas defendem os EUA. O fim do mundo está próximo?

OPEC Rare Summit Discusses Soaring Oil Price

RIYADH (AFP) - OPEC heads of state converged on Riyadh for a rare summit opening yesterday with soaring oil prices and long-term crude supplies high on their agenda amid fresh tensions over member Iran.


The two-day summit, only the third in the organization's 47-year history, will not discuss increasing supplies to cool high prices, ministers have said, leaving the issue for their meeting in Abu Dhabi on December 5.

OPEC's foreign, finance and oil ministers Friday hammered out a draft declaration to be announced at the end of the summit, following a spat between US foe Iran and Saudi Arabia over a proposed reference to the waning dollar.

Saudi Arabia appeared to have prevailed and the dollar is not expected to be mentioned in a final declaration by leaders, but the incident highlighted differences at the heart of the group, which includes both US allies and foes.

Iran's delegation proposed that the final statement should express OPEC's concern over the continuing slide in the US currency, but Saudi Arabia warned this could cause a crash in the dollar.

As the meeting broke up and ministers left, OPEC's Secretary General Abdallah al-Badri was adamant that the dollar would not be mentioned in the final communiqué.

Saudi Arabia, the world's biggest oil producer, insists that OPEC remain a purely economic forum despite efforts by hawks in the organization, with Venezuela the leader, to politicize it.

The gathering comes at a time of tension on world oil markets, with the cartel under pressure to increase its output to help calm record crude prices that threatened to breach 100 dollars a barrel for the first time last week.

The summit will also debate sharp rises in energy investments at a time when the cartel, which currently pumps 40 percent of world supplies, is required to invest heavily to raise output capacity to meet rising global demand.

Badri told a press conference earlier in the week that OPEC members are undertaking 120 projects in the energy sector worth some 150 billion dollars, adding that project costs have increased by 55 percent since 2000.

Oil prices rose back above 95 dollars with New York's main contract, light sweet crude for December delivery, jumping 1.67 dollars to close at 95.10 dollars per barrel and Brent North Sea crude for January delivery climbed 1.39 dollars to settle at 91.62 dollars per barrel.

The market was also monitoring tensions over Iran.

http://www.irannewsdaily.com/view_news.asp?id=157286

Solidariedade islâmica? Só para inglês ver!

COMCEC condemns Israeli aggressions on Palestinian people

Saturday, November 17, 2007 - 08:00 PM



ISTANBUL, (SANA) _ The Standing Committee for Economic and Commercial Cooperation of the Organization of the Islamic Conference (COMCEC) on Sunday condemned the continuous Israeli attacks on the Palestinian people and Israel's continued occupation of the Palestinian territories. The committee, in its report at the end of its 23rd session, called for stopping all forms of Israeli aggression and violations of the Islamic and Christian sanctities and called for an immediate end to the financial siege imposed on the Palestinians and the immediate Israeli withdrawal from all Palestinian territories. The committee also condemned Israel's insistence on the establishment of the apartheid wall on the Palestinian lands despite the strong international opposition. The committee urged the Organization's member states and the concerned institutions to offer the necessary assessments and to help the Palestinian people rebuilding the Palestinian economy particularly after destroying the Palestinian infrastructure by the Israeli occupation forces as it urged the businessmen and investors the to invest in the Palestinian territories and contribute in the implementation of the economic, industrial, agricultural and housing projects in it. The committee denounced the repeated Israeli aggressions on Lebanon and the continuing Israeli insistence not to withdraw from the still occupied Lebanese territories including Shab'a farms. Minister of Economy and Trade Dr. Amer Hosni Lutfi participated in the 2-day meeting.

http://www.sana.org/eng/22/2007/11/17/149108.htm

Os temores sobre os militares!

Folha de São Paulo

São Paulo, domingo, 18 de novembro de 2007
JANIO DE FREITAS
Armas sob nova direção

O aditivo ao Tratado de Não-Proliferação de Armas Atômicas precisa ser visto com reserva pelo Brasil

OS PLANOS armamentistas do Brasil, surgidos de repente e como que do nada, com objetivos encobertos por argumentos improvisados, não se limitam às armas convencionais de guerra, insusceptíveis de restrições por acordos e organismos internacionais. O ministro Nelson Jobim deu indicação nítida nesse sentido, apesar de não percebida pela imprensa, em sua intervenção na 4ª Conferência Internacional do Forte de Copacabana, realizada nos últimos dias.
O aditivo ao Tratado de Não-Proliferação de Armas Atômicas (o TNP), que procura dar-lhe mais eficiência e rigor, precisa ser visto com reserva pelo Brasil, ao que Jobim disse com a franqueza suficiente nas circunstâncias -diante de representantes da União Européia, do ministro da Defesa de Portugal e de outros numerosos participantes estrangeiros, militares e civis. Isso, portanto, significa mudança na orientação oficial brasileira, direcionando-a para concepções de correntes militares.
A idéia de um submarino nuclear, a pretexto de vigiar os mais de 800 km da nova bacia petrolífera que cobre do Espírito Santo a Santa Catarina, não precisaria aparecer ali, ainda mais com tal argumento, mas deu-se muito bem como acompanhamento da referência de Jobim ao TNP. Uma ilustração leve, digamos.
Em um dos encontros recentes de militares, parlamentares, diplomatas e alguns outros, para troca de informações e análises sobre relações exteriores, segurança e temas correlatos, um alto representante do Exército avançou, em objetividade e clareza, bem mais do que Jobim. Foi, a rigor, até o ponto final: falou na necessidade de que o Brasil domine todo o ciclo da energia nuclear, o que inclui, mais do que o submarino, artefatos de explosões nucleares.
Até onde o atendimento a esta alegada necessidade já progrediu, é quase um ministério, como é próprio de projetos militares. Sabe-se, por exemplo, que a Marinha, desde sempre dotada de quadros mais qualificados técnica e cientificamente, há muito tempo desenvolve pesquisas e equipamentos de processos nucleares. É certo haver outras atividades nesse sentido.
Mas o desconhecimento a respeito dessas atividades não é só do próprio Brasil. Com ajuda decisiva do governo dos Estados Unidos, o Brasil conseguiu que a Agência Internacional de Energia Atômica se fingisse de satisfeita com explicações verbais, ao ser barrada quando pretendeu inspecionar as características, e daí deduzir as finalidades possíveis, de instalações brasileiras de processamento de urânio. O governo Lula desfruta de privilégios, por parte do governo Bush, que se invertem em relação ao Irã, apesar de lá a Agência estar em inspeção ampla e, até agora, sem problema e sem descobertas alarmantes.
Hugo Chávez não é brindado com o mesmo prestígio, o que leva a se esperarem reações fermentadas à sua afirmação, semana passada, de que vai aplicar na Venezuela um projeto de uso da energia nuclear com os modelos do Brasil e da Argentina. Referia-se, ao que pareceu na ocasião, a uso pacífico, até por não constar a existência de projeto militar dos argentinos.
Certo é que as referências, no Brasil, à aquisição de armamentos e à energia nuclear para fins militares não são reações a Hugo Chávez. Pela simples e definitiva razão de que isso não teria sentido -assunto de próximo artigo. A motivação da mudança que se introduz no Brasil é obscura, mas a dimensão de seus efeitos, internos e externos, já se sabe que só pode ser grande e grave.

Hugo Chávez contra o subdesenvolvimento! Será Hugo Chávez o verdadeiro Chapolin Colorado?

Desde el Sur

ALBA, Petrocaribe, Petrosur y ahora Banco del Sur

Pascual Serrano

Algo se está moviendo en el mundo y no parece que nos estemos dando cuenta en Europa. Primero fueron los países de Asia quienes decidieron en el año 2000 crear el proyecto Chiang Mai no sólo para desarrollar su comercio regional, sino para independizarse de las instituciones económicas internacionales bajo control estadounidense. En este momento están trabajando en un fondo de desarrollo común. Ahora es en América del Sur donde siete países han fundado el Banco del Sur. Se trata de Venezuela, Argentina, Bolivia, Brasil, Ecuador, Paraguay y Uruguay, con una clara intención explícita de ser alternativa a los organismos de crédito internacionales. El Fondo Monetario Internacional (FMI) desde 2002 ha perdido el 88 % de su cartera de préstamos, y el Banco Mundial (BM) el 42 % desde 1996. Y es que el mundo ya se ha cansado de que estas instituciones les hagan mantener el déficit de Estados Unidos y les dicten sus políticas económicas. Nadie quiere comprar bonos del Tesoro estadounidense mientras ven cómo baja esa moneda, no sólo ante el euro, sino también ante las monedas latinoamericanas.

De forma que este 5 de diciembrre estos siete países firmarán el acta de creación de un proyecto sugerido por el presidente venezolano Hugo Chávez en el año 2004. Al final, todos los agoreros que insinuaban que el gigante brasileño, quien ya tiene su propio banco de desarrollo, el BNDES, no se uniría al proyecto, han comprobado como ha primado en Lula la apuesta por la integración regional.

En la declaración de Río de Janeiro firmada el 8 de octubre dejaron claro que la nueva institución "será un banco de desarrollo con carácter sudamericano, con un rol central en el marco de una nueva arquitectura financiera regional". Y si nos fijamos en el lenguaje no escrito, la iniciativa no puede estar más clara, su objetivo es contribuir a la independencia financiera regional respecto a las instituciones multilaterales de crédito, como el Banco Mundial o el Fondo Monetario Internacional, afirmó Hugo Chávez. Y a pesar de ello, la reacción del Banco Mundial no ha podido ser más humilde: "Entendemos que la visión de los ministros y de los líderes políticos que promueven el Banco del Sur es que el banco sea complementario a la arquitectura (de financiamiento) que ya existe en la región", dijo Augusto de la Torre, economista jefe del Banco Mundial para América Latina y el Caribe a Reuters. Y es que las instituciones que han basado su política económica en el dólar no están para echar las campanas al vuelo. Se acaba de hacer público que el pasado mes de agosto Estados Unidos registró la mayor salida de capitales desde 1990. De acuerdo con datos del Departamento del Tesoro, los inversores extranjeros fueron vendedores netos de 69.300 millones de dólares en ese mes, y si se le añaden las Letras del Tesoro los extranjeros vendieron 163 mil millones de dólares, también una cifra récord.

Aunque es verdad que aún queda mucho por andar en ese Banco del Sur. Por ejemplo que no se ha decidido la parte que corresponderá a cada país de los cinco mil millones de euros con los que se fundará. También falta definir qué tipo de proyectos son los que financiará, no se ha aclarado si prestará dinero para el desarrollo productivo sólo a programas y empresas estatales - como sería la construcción del Gasoducto del Sur- o también al capital privado ya instalado. Esto definirá mucho de qué tipo de banco se trata. El experto argentino Claudia Kantz, buen conocedor de las experiencias dedicadas a créditos al sector privado, ha recordado que el sentido de la entidad tiene que "garantizar créditos al sector público, al sector cooperativo con finalidades sociales y no asociado a las grandes multinacionales norteamericanas, que sea efectivamente opuesto al BM y al FM y que incluya el retiro de estos organismos de los Gobiernos regionales. Si el banco apuesta a lo que hay, sería apostar a la concentración de capitales".

Pero cuenta ya con dos elementos fundamentales de gran valor. Uno que, como ha señalado el ministro de Economía brasileño Guido Montega, estará dirigido por los propios países latinoamericanos, a diferencia de otros similares en el mundo y la región, en clara referencia al Banco Interamericano de Desarrollo. Y segundo, que nace con la igualitaria vocación de que todos los países tienen un mismo voto indiferente de su poder económico, algo en las antípodas del Banco Mundial, donde muy pocos países tienen el control. Y no olvidemos que el Banco del Sur es otra ofensiva más de dignidad de desarrollo en la región, que cuenta también con Petrocaribe, una alianza en materia petrolera nacida hace dos años entre el Caribe con Venezuela; Petrosur, que incluye a Argentina, Ecuador y Venezuela; y la Alternativa Bolivariana de las Américas (ALBA), sin duda la propuesta ideológicamente más audaz, donde predomina el principio de cooperación y solidaridad por encima del comercio.

http://www.telesurtv.net/secciones/notasdeopinion/327/alba-petrocaribe-petrosur-y-ahora-banco-del-sur/

O amor dos outros é patético ou é falso!

Estava conversando com uma prima e ela começou a falar do ex-namorado e das declarações de amor do sujeito, como que com pouco tempo de namoro, ele já se preocupava com os anos vindouros e dizia que nunca iria esquecê-la, que era mulher da vida dele. No final das contas, eles terminaram, ele fez todo um drama para terminar, e minha prima, uma pessoa muito delicada, disse para ele que ele era um fraco que não sabia lidar com as emoções. A criatura expressou admiração ainda maior por ela por ter dito isso. Enfim, quando ela me contava obviamente eu ri das intensas declarações de amor seja por serem patéticas, seja por soarem falsas. Mas enquanto eu ria, eu pensei ""pera aí", eu também já disse estas besteiras". E aí passei a tentar explicar o rapaz. Ora quando eu disse eram verdadeiras e continuaram sendo verdadeiras, tenho absoluta certeza. Dependendo de quem lê o que escrevi a respeito pode tanto chorar de emoção quanto rir. Então por que num mundo que procura tanto o amor, que todos dizem que amam e que todos querem ser amados, o amor dos outros parece falso ou patético e nunca sincero e profundo? Porque se acreditarmos na profundidade e na sinceridade dos sentimentos dos outros seremos tomados de súbito pelo nosso vazio existencial e emocional. Não estamos preparados para emoções produndas, não queremos nos comprometer profundamente, então é sempre melhor tomar os sentimentos alheios como palavras jogadas ao léu sem qualquer substância. Por outro lado, os sentimentos são cada vez mais palavras jogadas ao léu por serem esteriotipados, na civilização das mercadorias, os sentimentos foram empacotados numa linha de montagem, a sua expressão deve seguir o mesmo padrão para que os outros percebam. Pela mesm razão, na civlização das mercadorias e do egoísmo, os sentimentos viraram moeda de troca, claro que não os sentimentos reais e profundos, porque estes são abominados, mas a mercadoria "sentimento". Então troca-se amor por sexo, ou elogio, ou vaidade, ou afirmação do ego, auto-satisfação por sexo. No conjunto o mundo partece reduzir-se ao puxa-saco que troca seus sentimentos pelo chefe por promoção. E todos sabemos que é assim, que mulher que quando ouve um elogio sobre sua beleza não pensa no que ele quer em troca? Ou quando um aluno faz um elogio ao professor porque ele diz, já se defendendo, que não quer nada em troca? Por que não acreditamos na sinceridade dos sentimentos? Infelizmente viraram moeda de troca, dá-se em troca de alguma coisa, ou seja, o sentimento não existe por si mesmo. Se você diz para alguém que ele é o seu melhor amigo, o que você espera ouvir em troca? Ao fim, no mundo das mercadorias, os sentimentos são palavras que se trocam, por isso são superficiais e patéticas, sempre que você não é nem o comprador nem o vendedor da mercadoria. Agora no que me diz respeito esta é uma mercadoria que não vendo e não compro, o que quer dizer que não digo que gosto, quando não gosto, não digo que amo, quando não amo, não elogio quem não merece, não digo que sou amigo de quem não sou, nem pactuou com quem o faz.

Defender o Hugo Chávez dá nisso!

Telefono para minha tia no fim do mundo, no interior de Goiás, em Jataí, e a criatura tão logo percebe que sou eu diz "Por qué no te callas?" Era só o que faltava. Não é fácil manter-se à esquerda numa família de direita. Obviamente, eu respondi o que o Chávez deveria ter dito na hora para o rei,"vá à m..., tia".

Curiosidade e amenidades

Os EUA fizeram uma expiência nuclear nas Malvinas que afetou até o Pólo Norte, gerando três auroras boreais, aumentou a presença de estrôncio 90 na atmosfera que foi constatado pelas universidades americanas obrigando o governo americano a revelar o teste. Archer estabeleceu uma série de relações entre as explosões e mudanças climáticas na região naquele período e conversou com o Almirante Álvaro Alberto que o mandou tratar com Carlos Chagas Filho que era presidente da Comissão da Onu sobre questão nuclear. Aí Carlos Chagas fez uma série de cálculos tentando demonstrar que não havia relação. E Renato Archer não entendeu o que ele disse. Quando encontrou o Almirante Álvaro Alberto novamente ele perguntou do encontro e o Archer disse que não havia entendido nada do que foi explicado pelo Carlos Chagas. No que o Almirante respondeu: "O Carlos Chagas não sabe nada que você não possa entender. Nada!" Em seguida o Almirante mandou chamar o Carlos Chagas no Clube Naval e disse: "Repita agora para mim o que você disse ao Renato, que ele não entendeu. Eu já avisei ao Renato que você não sabe nada que ele não possa entender."

Obviamente não é o caso de Carlos Chagas Filho. Mas no mundo intelectual há muitas farsas, há criaturas que eu tenho absoluta certeza que meus melhores alunos sabem mais do que eles. Eu acho que já contei aqui o caso de uma professora na UnB. Me inscrevi para disciplina Economia da América Latina, aí chego na sala, a professora diz que um dos problemas do curso será a existência de pouca bibliografia sobre o tema. Eu levantei e fui embora, com absoluta certeza eu sabia mais que ela, bastava ir no meu computador e pegar uma lista de mais de cinco páginas só de referências bibliográficas atuais sobre o tema. Sinceramente, professor tem que demosntrar que sabe mais do que os alunos.

Vergonhas do Brasil

1. O governo americano pedia 10 milhões de dólares ao governo brasileiro para criação do Colégio Interamericano de Defesa para formação conjunta de quadros militares da América. O governo brasileiro decidiu que não iria participar. Quando a decisão foi ser comunicada ao chefe do Estado Maior das Forças Armadas, ele comunicou que o exército já havia pegado o dinheiro emprestado com a Embaixada americana e que os militares brasileiros já estavam lá, inclusive haviam levado as famílias. Então como fato consumado o governo brasileiro teve que aceitar.

2. Walter Moreira Salles cancelou um acordo do Brasil com a Finlância onde a Finlãndia forneceria papel a custo inferior ao dos EUA e o Brasil forneceria café. Moreira Salles cancelou o acordo alegando que violava os princípios do livre-comércio. A Finlância foi comprar café da Colômbia e o Brasil continuou comprando papel mais caro dos EUA.

3. Na década de 50, foi votado na ONU um projeto condenando a escravidão na Arábia Saudita. Dois países votaram contra os EUA e o Brasil. Justificativa do representante brasileiro para o deputado Renato Archer: "Como é que eu, que sempre votei a favor dos Estados Unidos, iria deixá-los sozinhas em um momento em que estavam enfrentando dificuldades e defendendo seus legítimos interesses? Meu voto foi apenas um gesto cavalheiresco."

4. "Na Comissão Parlamentar de Inquérito de 1956, acusei os embaixadores Raul Fernandes, Edmundo Barbosa da Silva e Vasco Leitão da Cunha de jamais terem defendido a política brasileira de energia nuclear nas negociações com os Estados Unidos. O curioso é que todos eles tentaram se justificar invocando a Lei MAc-Mahon. como se uma lei norte-americana tivesse validade, jurisdição, no território nacional brasileiro."

5. Anos 60: A Missão Militar Norte-americana ocupava um andar no próprio prédio do Ministério da Guerra brasileiro, o mesmo ocorrendo com a representação da Marinha americana no prédio do Ministério da Marinha do Brasil.

6. San Tiago Dantas pergunta aos diplomatas brasileiros: "Qual a posição brasileira na crise de Berlim?" Respondem os grandes diplomatas brasileiros, ou melhoir os grandes funcionários do Itamaraty, "Não há posição. Nós votamos com os americanos." Resposta de San Tiago Dantas: "Então vamos dar a um país qualquer, seja ele qual for, os Estados Unidos ou qualquer outro, o direito de iniciar a Terceira Guerra Mundial com o meu voto, sem sequer imaginar quais as conseqüências disso para os meus interesses, ou para o interesse do resto do mundo?" Começava assim a Política Externa Independente.

7. JK quer denunciar um acordo informal para transferência ilegal de material nuclear para os EUA e chama o chefe do Departamento Econômico e Comercial do Itamaraty, Edmundo Barbosa da Silva, que tinha as informações. Antes de passar as informações para JK, ele liga para o embaixador brasileiro em Washington e diz o seguinte: "Embaixador, esatamos vivendo aquelas dificuldades de um presidente novo, sem experiência. Imagine que ele quer publicar todos os documentos secretos, os acordos secretos feitos com os Estados Unidos. Eu proporia ao senhor que falasse com o Departamento de Estado e mostrasse que é preciso providenciar um protesto antes que o presidente divulgue esta sua decisão." Comentário de Renato Archer: "Confesso que fiquei abismado: o Itamaraty tomando providências para que o nosso embaixador pedisse aos americanos para protestar contra a posição oficial do nossos país. Onde chegara a alienação!" Comentário meu: um sujeito desses deveria ser linchado em praça pública para servir de exemplo aos costumazes traidores da pátria que se encontram no Brasil.

8. Juarez Távora retirou das empresas brasileiras os contratos de pesquisas de minerais radiotivos passando para empresas americanas. Além disso nomeou seu primo, funcionário da Embaixada Americana, como representante do Brasil na Comissão Mista Brasil-Estados Unidos na área nuclear.

9. O Brasil assinou um acordo de importação de trigo com os EUA, uma parte seria paga com areia monazítica, outra era paga em cruzeiros mesmo à Embaixada americana. Já que o dinheiro para financiar a Embaixada americana vinha do governo dos EUA, para que serviria esse dinheiro pago em cruzeiros? Para pagar subornos no Brasil. Arche acrescenta: "É preciso deixar bem claro hoje que - aqui no Brasil - era considerado uma grande distinção estar a serviços dos americanos."

10. San Tiago Dantas sobre João Goulart: "Esta é uma das dificuldades do nosso presidente: ele não faz a menor diferença entre Albert Einstein e o José Gomes Talarico".

11. "Das cinco primeiras medidas do governo Castello Branco, três foram a favor da Hanna Corporation, uma a favor da Light (aumento de tarifas) e a quinta foi a modificação da Lei de Remessa de Lucros."

12. Roberto campos diz para San Tiago Dantas já no governo Castello Branco: "San Tiago, por que você não vai ao presidente pedir para ele permitir o aumento das tarifas da Light?" San Tiago respondeu: "Roberto, acabo de passar dois meses nos Estados Unidos, internado em um hospital." Dá para imaginar qual seria o espanto do presidente, se San Tiago aparecesse à frente dele no palácio e dissesse, de repente: "Presidente, vim aqui para pedir ao senhor que permita o aumento das tarifas da Light!" Roberto Campos insistiu: "Eu tenho muita pena do Antônio Gallotti."  "Se você tivesse tanta pena do povo brasileiro", respondeu San Tiago, "quanto tem do Antônio Gallotti, as coisas poderiam ir um pouco melhor."                 Que o Roberto Campos não valeu nada, eu sempre soube, mas assim também já é demais. Bem disse o cartunista Jaguar quando Roberto campos morreu, tenho pena do pobre diabo que terá que agüentá-lo por toda a eternidade.

13. Delfim Netto foi escolhido ministro da Fazenda pelo governo americano e o plano econômico adotado elaborado pela Rand Corporation segundo depoimento do embaixador Dias Carneiro.

14. A IBM para vender um computador sofisticado a Petrobrás, entre outras, fez as seguintes exigências: quem fosse trabalhar no computador teria que ser aprovado pelo governo americano e não poderia visitar países que fossem considerados de risco pelos EUA. E isso nos anos 80.

15. Aí o Ministéria da Ciência e Tecnologia começou a negociar uma transação secreta com o Japão. E o que fez o coronel Ozires Silva, presidente de Petrobrás? Entregou toda a negociação sigilosa para os americanos.

16. Conclusão: Este país é traído pelos próprios brasileiros que pensam mais no dinheiro no seu bolso do que nos interesses nacionais.

Renato Archer sobre Política Externa de Juscelino, Índia e China! E o Lula?

"Uma vez mostrei ao presidente Juscelino, em Petrópolis, um exemplar do jornal Correio da Manhã que trazia imagens enormes do Nehru, ilustrando um discurso que ele fez  na Índia. E comentei: "Veja como são as coisas! O que o senhor diz não interessa nem ao Uruguai. E o Nehru, o que ele diz repercute no mundo inteiro, sai na primeira página de todos os jornais do planeta. Ele dirige um país em que o povo vive na miséria, é dividido em castas, tem um ministro da Saúde que é contra a exterminação de germes e de micróbios... O senhor não diz nada? Na realidade o seu plano de desenvolvimento conseguiu concentrar as atenções sobre os problemas internos. Porém a tal ponto que o Brasil se desinteressou do resto do mundo. Isto explica, aliás, por que a política externa brasileira é tão sem importância em seu período de governo, tão sem importãncia que o senhor pode entregar ao Schmidt essa brincadeira que foi a Operação Pan-Americana. Uma brincadeira que foi feita aqui e que não tem a menor importância. Isto não é de fato uma posição de política externa do Brasil."

Depois de dizer que por causa desse desabafo JK não compareceu a sua posse no MRE, Archer acrescenta falando sobre o início dos anos 90: "A China e a Índia praticam hoje um relativo isolamento como precondição para inserção soberana em uma realidade globalizada. Veremos isso em um futuro próximo."

Quanto à China e à Índia, ele estava certo. Então seria possível afirmar que o diagnóstico dele funciona como uma profecia ao inverso para o Brasil? Que o fato do Brasil estar aparecendo demais no cenário internacional atualmente indica mais a perpetuação da debilidade do que uma futura demonstração de força?

O general Juarez Távora é um grandíssimo fdp!

Diz a ética dos blogs que não se deve modificar um post sem avisar nem apagá-los. Então em respeito a isso deixarei o post lá debaixo sobre o general Juarez Távora, mas ele é uma grandíssimo fdp. Ele continua sendo melhor que os políticos atuais porque eles estão abaixo de qualquer crítica ainda mais se considerarmos deputados e senadores. Agora, o general Juarez Távora conspirou descaradamento contra o Brasil na questão da energia atômica. Sempre soube que o general Juarez Távora era um liberal, mas o reputava como exceção entre os liberais, supunha que fosse bem intencionado. Mas como todo liberal, o Juarez Távora é um grande fdp e vendilhão da pátria. Junto com os americanos, ele boicotou o programa nuclear brasileiro como se depreende do depoimento de Renato Archer no livro "Renato Archer, Energia Atômica, Soberania e Desenvolvimento". E como se sabe quem está dizendo a verdade? Como disse o professor João Manuel, os conservadores dizem a verdade, o problema é que prendem a gente, já liberais são amigos, mas sempre mentem. Baseado neste princípio e no fato que Renato Archer foi preso, sofreu, limitou a sua carreira por defender princípios, enquanto Juarez Távora ganhou dinheiro com o que defendeu, não há margens para dúvidas quem diz a verdade é Renato Archer. Que apenas para constar não era conservador, era nacionalista, por isso foi enganado pelos liberais e preso pelos conservadores. Além de acabar com Juarez Távora, o livro é um excelente compêndio sobre como o Itamaraty já traiu o Brasil para ajudar os EUA, e sobre como os EUA fizeram o possível para atrapalhar o Brasil e sobre como foram ajudados com esmero por brasileiros que deveriam defender o Brasil. É um horror.

sábado, 17 de novembro de 2007

Mais um pouco da megalomania do Rei de España!

España: edicto real

Yo, Juan Carlos I de Borbón, rey de España, de Castilla, de León, de lasDos Sicilias, de Jerusalén, de Navarra, de Granada, de Toledo, de Valencia, de Galicia, de Mallorca, de Sevilla, de Cerdeña, de Córdoba, de Córcega, deMurcia, de Menoria, de Jaén, de los Algarves, de Algeciras, de Gibraltar,delas Islas Canarias, de las Indias Orientales y Occidentales, y de las Islasy Tierra Firme del Mar Océano.

Yo, chozno de Fernando VII (1808/1813-33), injustamente apodado El felónporhaber tramado el envenenamiento de sus padres para ceñir sobre su testacontrahecha la corona que en Bayona vendió por un duro al Gran Corso,mientras el pueblo se desangraba en su nombre.

Yo, archiduque de Austria, duque de Borgoña, Brabante, Milán, Atenas yNeopatria; conde de Habsburgo, Flandes, el Tirol, el Rosellón y Barcelona;señor de Vizcaya y Molina; rey de Hungría, Dalmacia y Croacia; duque deLimburgo, Lotaringia, Luxemburgo, Güeldres, Estiria, Carniola, Carintia y Würtemburg.

Yo, tataranieto de Isabel II (1833-68), quien junto con Inglaterra yFranciatomó el puerto de Veracruz en garantía del pago por deudas contraídas enlasguerras civiles de México (1861), y que luego invadió las islas Chinchas dePerú (1863), y luego se anexionó República Dominicana (1861-65), y luegosometió a cruel bombardeo los puertos de El Callao (Perú) y Valparaíso(Chile, 1865-71).

Yo, Landgrave de Alsacia; príncipe de Suabia; conde de Artois, Borgoña Palatinado, Hainaut, Namur, Gorizia, Ferrete y Kyburgo; marqués de Oristány Gociano; Margrave del Sacro Imperio Romano y Burgau; señor de Frisia,Salins, Malinas, la Marca Eslovena, Pordenone y Trípoli.

Yo, bisnieto de Alfonso XII, El pacificador (1875-85), hijo de la anterioryde su primo el príncipe Francisco de Asís y no, como se dice, del capitánEnrique Puig Moltó; invasor de Haití junto con Estados Unidos, Francia eInglaterra (1871 y 1883), quien fue sorprendido en su buena fe en la Plazade la Cebada cuando unas mozas que lo vitoreaban le espetaron '¡Masgritábamos cuando echamos a la puta de tu madre!'

Yo, capitán general de las Reales Fuerzas Armadas y su comandante supremo; soberano Gran Maestre de la Real y Distinguida Orden de Carlos III; deIsabel La Católica; de las Damas Nobles de María-Luisa; de Alfonso X Elsabio; de Montesa, Alcántara, Calatrava y Santiago, así como otras órdenes>menores o condecoraciones españolas.

Yo, nieto de Alfonso XIII (1886-1931), hijo póstumo del anterior, que en eldía de su boda salvóse de la bomba lanzada a su carroza por el anarquistaMateo Moral (1906); "pacificador" de Cuba, Puerto Rico, Filipinas yMarruecos; pionero del cine pornográfico en el barrio chino de Barcelona;partidario del falangista Primo de Rivera y destronado en 1931 por lachusmade la llamada Segunda República.

Yo, caballero de la Orden de Javier, de la Anunciada, de la Jarretera y del Imperio Británico (desde 1988); Bailio Gran Cruz de Justicia con Collar dela Orden de Constantino y Jorge de Grecia, y Honor y Devoción de laSoberanaOrden Militar de Malta; Gran Collar de la Reina de Saba, y la Dinastía Rezade Irán; Gran Cordón de la Orden Suprema del Crisantemo de Japón; Gran Cruzde la Legión de Honor y de la Orden Nacional de Mérito; Premio FélixHouphouet-Boigny Para la Búsqueda de la Paz de la UNESCO.

Yo, hijo de Juan de Borbón y Battenberg, legítimo y eterno candidato al trono, quien murió de tristeza por mi fidelidad al Caudillo y a losPrincipios del Movimiento Nacional.

Yo, a quien acusaron de traicionar a los golpistas del 23 de febrero de1981.

Yo, partidario de la incorporación de España a la OTAN por mediación de Washington y mi fiel vasallo Felipe González (1986)...

Yo, beneficiario de un crédito de 100 millones de dólares del príncipe deKuwait para que los aviones de Estados Unidos puedan aterrizar en nuestrosuelo durante la guerra del Golfo (1991).

Yo, socio de los implicados en el escándalo del banco Ibercorp (1992), quese quedaron con el dinero de centenares de ahorristas...

Yo, señalado junto a mi dilecto José María Aznar co responsable en losnegociados de la petrolera francesa Elf (2003)...

Yo, quien tanto hizo por el Grupo Santander Hispano y Repsol a fin deapoderarnos de Yacimientos Petrolíferos Fiscales de Argentina...

Yo, amigo de Mario Conde, director del intervenido Banesto y 'banquero de>la >monarquía'...

Yo, íntimo del príncipe Zourab Tchokotua, de Georgia, procesado en untribunal mallorquí por presuntas estafas inmobiliarias...

Yo, incapaz de enfrentar a un novillo pero matador, en 2004, de una osapreñada perteneciente a una especie en extinción a la que mis amigosrumanosemborracharon con vodka y miel para dar en el blanco.

Yo, reunido en esta Capitanía General junto a mi fiel José Luis Rodríguez Zapatero y tantos de mis vasallos que, sabiamente, retornan poco a poco alredil de la Madre Patria tras sus locas aventuras libertarias.

Yo, el rey, os ordeno, Hugo Chávez, a que te calles en nombre de losprincipios, la moral, la tolerancia y la decencia de las gentes de razón.

Dado en Santiago de Chile, 10 de noviembre de 2007

Mais da megalomania do rei de España!

EL REY QUE RABIÓ por Margarita Labarca Goddard (*)

¡Dios mió, ofendieron a Su Majestad el Rey, qué barbaridad, qué mala educación, un verdadero acto de lesa majestad!. ¿Puede un simple presidente de un país latinoamericano venir a criticar a un ex mandatario español, y otro a unas empresas españolas explotadoras? Claro que no, caballeros, porque a los peninsulares se les ha olvidado que en el siglo XIX nos independizamos de España. Creen que porque ahora hay algunas empresas españolas instaladas A.C., volvimos a la colonia. Aunque no hay que olvidar que en los tiempos actuales, gobiernos, reyes y empresas son tres personas distintas y un solo dios nomás: la ganancia. Incluso dicen las malas lenguas que don Juan Carlos es un as de los negocios, y que mantiene una relación "carnal" con la clase empresarial. [1] ¿Supieron que el Rey, también Rey de Castilla, de León, de Aragón, de las Dos Sicilias, de Jerusalén, de Navarra, de Granada, de Toledo, de Valencia, de Galicia, de Cerdeña, de Córdoba, de Corcega, de Murcia, de Jaén, de los Algarves, de Algeciras, de Gibraltar, de las Islas Canarias, de las Indias Orientales y Occidentales, de las Islas y Tierra Firme del Mar Océano; Archiduque de Austria; Duque de Borgoña, de Brabante, de Milán, de Atenas y Neopatria; Conde de Habsburgo, de Flandes, del Tirol, del Rosellón, y de Barcelona; Señor de Vizcaya y de Molina; etc. etc., etc.?, ¿supieron que Only the Lonely, como le llama Javier Marías en su novela "Mañana en la batalla piensa en mi", se paro y se fue de la reunión plenaria de la XVII Cumbre Iberoamericana? Se paro y se sentó en la diferencia, en todos los presidentes latinoamericanos y en doña Michelle, que dirigía la reunión. Dicen que hasta los periodistas españoles se extrañaron, porque Su Majestad suele ser un caballero muy bien educado. Pero claro, ante sus súbditos un Rey tiene que mantener la dignidad, y la dignidad real se prueba mandando callar a gritos a un presidente latinoamericano que es un indio, aunque sea un indio elegido por su pueblo, no como Su Majestad, que fue elegida por el generalísimo, el mismísimo caudillo, por Franco en persona, nada menos. Y se manifiesta esa dignidad parándose y largándose cuando se le viene en ganas. "Así hay que tratar a estos metecos", piensan los gachupines. "¿Acaso creen que son iguales a nosotros y que tienen derecho a criticar a quien se les ocurra, aunque sea a Aznar? Claro que no, cada uno en su lugar, que los indios, los negros y los metecos se callen, que no sean igualados", como se dice en México. Yo pienso que en el fondo a Su Majestad le dio tanta rabia porque se acordó que en el siglo XIX los echamos de América Latina a patadas, y que después de la guerra española tuvimos el honor y la suerte de recibir como exiliados a lo más granado de España, intelectuales, artistas y hombres y mujeres de pro, muchos de los cuales todavía permanecen entre nosotros y les reconocemos el derecho a criticar a quien se les ocurra, y los que han muerto son para nosotros paradigmas de la dignidad de España, del mundo en general y de la cultura en particular. Pero ahora el Monarca defiende a las empresas españolas, que no son precisamente paradigmas culturales, sino vulgares explotadoras y sinvergüenzas como cualquier empresa capitalista que se respete, del país que sea. No quiero generalizar, habrá algunas buenas, pero no las conozco. Se habrá espantado su majestad al ver que el presidente Chávez de Venezuela y el Presidente Ortega, de Nicaragua, mostraban la hojota que llevan bajo los zapatos, porque para los latinoamericanos de bien, mostrar la hojota es mostrar sus raíces y defenderlas defendiendo a sus pueblos. Pero el, Only the Lonely, el Rey de España, Rey de Castilla, de León, de Aragón, de las Dos Sicilias, de Jerusalén, de Navarra y etcétera, etcétera, no mostró la hojota sino la hilacha: la de advenedizo en las practicas democráticas, la de discriminador y colonialista trasnochado, la de un hombre que no acepta las criticas pero se cree autorizado a formular todas las que quiera y de la manera mas grosera posible, que es retirarse abruptamente de una reunión de alto nivel. Todos los españoles que vienen a América Latina, incluso el Rey, repiten una frase: "mayor seguridad jurídica para los capitales extranjeros". Eso si, no hablan de seguridad jurídica para los trabajadores que laboran para esos capitalistas. Y nuestros presidentes latinoamericanos tienen el derecho y la obligación de defender a esos trabajadores. Cuando, por obra de las Cortes de la dictadura, Juan Carlos fue coronado rey de España, apenas contaba con un modesto patrimonio. Treinta años después, según publicaciones especializadas en estos temas, el rey español es uno de los monarcas más ricos de Europa. ¿Que habilidad ha permitido que ocupe hoy el puesto 134 en la lista de las mayores fortunas del planeta? [2] Posiblemente nunca lo sabremos. Pero hay una cosa clara ¡Vaya que rabio el rey en esta XVII Cumbre Iberoamericana! Pues que se vaya tomando un tranquilizante, porque la posición de la mayoría de Latinoamérica no va a cambiar. (*) Abogada. Reside en México

A megalomania do Rei de Espanha

Veja abaixo os títulos que a Casa Real espanhola atribui ao rei Juan Carlos I. Para os desatentos, gostaria de lembrar que a Hungria e Áustria são repúblicas e que não estão mais sob o controle dos Habsburgos, Gibraltar é da Inglaterra, Córcega e as duas Sicílias são da Itália e assim segue.

Rey de España, de Castilla, de León, de Aragón, de las Dos Sicilias (referido al Nápoles y Sicilia), de Jerusalén, de Navarra, de Granada, de Toledo, de Valencia, de Galicia, de Mallorca, de Sevilla, de Cerdeña, de Córdoba, de Córcega, de Murcia, de Menorca, de Jaén, de los Algarves, de Algeciras, de Gibraltar, de las Islas Canarias, de las Indias Orientales y Occidentales y de las Islas y Tierra Firme del Mar Océano;

Archiduque de Austria;

Duque de Borgoña, Brabante, Milán, Atenas y Neopatria;

Conde de Habsburgo, Flandes, el Tirol, el Rosellón, y Barcelona;

Señor de Vizcaya, y Molina;

Rey de Hungría, Dalmacia y Croacia

Duque de Limburgo, Lotaringia, Luxemburgo, Güeldres, Estiria, Carniola, Carintia y Wurtemberg

Langrave de Alsacia

Príncipe de Suabia

Conde de Artois, Borgoña Palatinado, Hainaut, Namur, Gorizia, Ferrete y Kyburgo

Marqués de Oristán y Gociano

Margrave del Sacro Imperio Romano y Burgau

Señor de Salins, Malinas, la Marca Eslovena, Pordenone y Trípoli.

Futebol é com a Argentina

Impressionante como a Argentina nunca passa vexame jogando contra os times da América do Sul, enquanto o Brasil passa um vexame atrás do outro. Entretanto quando vai jogar com o Brasil parece que a Argentina amarela mais que o São Paulo em mata-mata.

Quem é o povo?

Lendo um texto de Carl Schmitt sobre o povo li uma citação de Schopenhauer definindo quem é o povo, "Quem não entende latim pertence ao povo". Está aí o problema do Brasil, aqui só tem povo.

Será?

image

Editora José Olympio

Mencionei a editora José Olympio no texto anterior e pensei deixe-me ver o que ocorreu com a editora José Olympio. Agora faz parte do grupo de editoras Record (que felizmente apesar do nome não é o da tv Record), juntamente com a também importante editora Civilização Brasileira e a Difel. É lastimável a concentração que está ocorrendo no mercado editorial brasileiro que reflete a tendência mundial. Se há um setor que deveria ser protegido dos oligopólios deveria ser o setor livreiro que está relacionado diretamente com a liberdade de expressão.

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

General Juarez Távora!

Acabei de ler dois livros do general Juarez Távora, Produção para o Brasil e Petróleo para o Brasil. Duas conclusões: não se fazem políticos como antigamente, nem editoras e livros. Juarez Távora estava do lado errado, era da UDN, mas certamente é um político muito superior os atuais pelo conhecimento sobre o Brasil e pelas preocupações com o futuro do Brasil. Nenhum político hoje publicaria livros com propostas concretas. Pior nenhuma editora aceitaria um livro assim, não há mais editoras como a antiga José Olympio, que se preocupavam em fomentar o debate sobre o Brasil. E claro, haveria alguém interessado em ler um livro hoje com propostas para o Brasil? Há ainda alguns loucos que pagam do próprio bolso a edição de livros com várias propostas mirabolantes para o Brasil, eu não os leio, e me pergunto será que alguém lê?

O caso IPEA: a Folha de São Paulo para variar, mente!

Interessante a notítica da FSP sobre os expurgos de economistas críticos ao governo do IPEA, interessante porque quando o IPEA foi destruído pelo governo FHC não houve qualquer manifestação. O IPEA conseguiu ser um órgão independente do governo durante o regime  militar, mas desde o governo FHC não sai nada independente do IPEA, apenas o velho discursinho neoliberal. Então ainda que houvesse exprugos, a Folha deveria explicar o seu silêncio anterior. É impressionante o baixo nível da imprensa brasileira. E vamos convir o unico que presta dos que estão sendo substituídos é o Régis Bonelli. E o Régis Bonelli pode ser crítico do governo, mas é um grande especialista em indústria. O pior momento do IPEA foi no governo FHC onde figuras como Ricardo Paes de Barros se promoveram.

HINO DA INTERNACIONAL COMUNISTA

De pé, oh vítimas da fome
De pé, famélicos da terra
Da idéia o povo já consome
A crosta bruta que a soterra
Cortai o mal bem pelo fundo
De pé, de pé, não mais senhores
Se nada somos em tal mundo
Sejamos tudo, oh produtores
Messias, Deus, Chefes Supremos
Nada esperamos de nenhum
Unamos forças e tornemos
A terra-mãe, livre e comum
Para não termos protestos vãos
Para sairmos deste antro estreito
Façamos nós por nossas mãos
Tudo o que a nós nos diz respeito
Crime de rico a lei encobre
O Estado esmaga o oprimido
Não há direitos para o pobre
Ao rico tudo é permitido
À opressão não mais sujeitos
Somos iguais a todos os seres
Não mais deveres, sem direitos
Não mais direitos, sem deveres
Abomináveis na grandeza
Os reis da mina e da fornalha
Edificam tal riqueza
sobre o suor de quem trabalha
O produto de quem sua
A corja rica o recolheu
Querendo que ele o restitua
O povo só quer o que é seu.
Fomos do fumo embriagados
Paz entre nós, guerra aos senhores
Façamos greve de soldados
Somos irmãos trabalhadores
A corja vil e cheia de galas
Nos quer a força, canibais
Logo verá que as nossas balas
São para os nossos generais
Somos o povo dos ativos
Trabalhador forte e fecundo
Pertence a terra aos produtivos
Oh parasita, deixa o mundo
Oh parasita que te nutres
Do nosso sangue a gotejar
Se nos faltarem os abutres
Não deixa o sol de fulgurar
Bem unidos façamos
Desta luta a final
De uma terra sem amos
A Internacional.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

A transviadônica!

Fazia tempo que eu não ouvia a expressão para se referir à passarela que liga o prédio principal do Itamaraty ao Bolo de Noiva em Brasília. O Bolo de Noiva é o prédio do Instituto Rio Branco e que abrigou a equipe de transição do Collor.

Quem não é de Brasília, ou quem não circula os meios nos quais se convive com os diplomatas brasileiros não tem idéia do preconceito existente a respeito da sexualidade deles. A idéia é que todos os diplomatas são gays, e que se não forem não subirão na carreira. Ou então precisa ser corno. Já ouvi de várias fontes que a mulher do Paulo Tarso Flecha de Lima foi amante durante anos do ACM com conhecimento do marido e que isso que ajudou na carreira dele.

Editorial La Jornada, México, 11/11/2007

El rey está nervioso

El incidente protagonizado ayer en la clausura de la 17 Cumbre Iberoamericana por el rey Juan Carlos I y el presidente venezolano, Hugo Chávez, es reflejo fiel de la relación imperante entre el régimen español y algunos gobiernos latinoamericanos cuya visión se aleja cada vez más del antiguo centro colonial.

La insólita salida de tono de Juan Carlos, mandando callar a Chávez, dio el tono a una reunión en la cual, por primera vez en esas encerronas de altos vuelos, los empresarios españoles fueron objeto de duras críticas de los gobernantes de Argentina, Venezuela y Nicaragua.

El colofón, ayer, fue la reiteración de los calificativos que Chávez endosó el viernes al ex presidente español José María Aznar; “fascista”, lo llamó, tras decir que era el encargado de vender el discurso de Washington. También recordó el apoyo que el empresariado hispano dio al fallido golpe de Estado perpetrado en 2002 contra el gobierno de Caracas.

Cierto es que el presidente venezolano interrumpió a su homólogo español, José Luis Rodríguez Zapatero, cuando éste defendía la honorabilidad de Aznar argumentando que “no es aceptable” que en un foro democrático hubiera descalificaciones a personas que gobernaron como fruto de la voluntad popular.

Pero de ahí a que el rey español, en un foro democrático, mande callar a alguien, hay, cuando menos, un pequeño abismo conceptual. Es entendible que el monarca hispano tenga últimamente sus nervios en estado de alta tensión. Allá en su país les dio recientemente por quemar retratos de él, e incluso se hizo mundialmente famosa una caricatura del semanario El Jueves donde aparecían su hijo y príncipe heredero Felipe con su esposa Letizia en un acto sexual. El cartón, muy discutible, fue hecho célebre por la respuesta de celosos jueces que cerraron filas en defensa de la inmaculada corona, queriendo dar a entender que la realeza es una divinidad encarnada con la que nadie puede meterse.

De manera que el estado de nervios del rey se plasmó ayer en Santiago de Chile, en un país que como España vivió en carne propia los estragos de una dictadura. Y con un gesto antidemocrático, Juan Carlos I puso una pica en Flandes y envió el mensaje de que no se aceptará, al menos por parte de la corona española, que sus antiguos súbditos cuestionen a ex gobernantes y empresarios de aquel ultramarino reino.

Que Chávez tilde de fascista a Aznar no debe sorprender a nadie mínimamente informado sobre los dichos injerencistas del líder ultraderechista español. Y en efecto, que muchos españoles crean en él y voten por la opción política que representa, pues es un asunto muy de ellos. Pero que Rodríguez Zapatero diga que con ello se ofende al pueblo español…

Mayor fue el desprecio –¿democrático?– que Aznar mostró hacia millones de sus paisanos que en las calles dijeron no a la intervención del trío de las Azores (Estados Unidos, Gran Bretaña y España) en Irak, agresión ilegal, contraria a derecho, antidemocrática y, ¿por qué no?, fascista. Y ello no quiere decir que esos pueblos sean fascistas, en absoluto.

Aznar, cabeza visible de la democracia intolerante, y defendido ayer por el socialista Rodríguez Zapatero, sigue poniendo en jaque al estado de derecho español con su máxima fijación: que la voladura de trenes en Madrid del 11 de marzo de 2004 fue maquinación de ETA. Los jueces ya han dicho que no, que los etarras nada tienen que ver.

Aznar perdió las elecciones por mentiroso, por tratar de vender a su pueblo, cuatro días antes de las elecciones de 2004, que ETA era autora del criminal atentado. Y también defendió esos días y noches su nefasta alianza con Washington y Londres. Todo era una mentira. La mitad de sus compatriotas no le creyeron. Y perdió el poder.

No le correspondía a Juan Carlos I callar a nadie. A menos que quiera demostrar que en esas cumbres se hace lo que él ordena. Tal vez está cansado, y nervioso, porque en su paíscrece imparable un estado de opinión que cuestiona todo, incluyendo la vigencia de la monarquía.

Tal vez el problema estriba en que siendo que en España no dice, o no se atreve, a decir lo que realmente siente, cuando viene a sus antiguos territorios aprovecha para dictar una cátedra tan obsoleta como la misma monarquía.

Ojalá el monarca y Rodríguez Zapatero entiendan de una vez por todas que deben hablar de igual a igual hasta con los que se expresan, según ellos, en términos “políticamente incorrectos”. Máxime si se tiene en cuenta que algunos empresarios españoles, apoyados silenciosamente por su gobierno, alientan asonadas como la de Venezuela. Y sin olvidar el trato humillante que regularmente reciben los emigrantes latinoamericanos que recalan en la península ibérica. De ahí también el reclamo del presidente de Ecuador por la brutal agresión xenófoba sufrida por una conciudadana en el Metro de Barcelona. Claro, su homólogo colombiano Álvaro Uribe nada dijo de la golpiza que días después le propinaron en Madrid a un emigrante colombiano.

¿Estará de más exigir que Juan Carlos I de España y Rodríguez Zapatero, con todo y su talante, entiendan y asuman que la democracia es para todos y en toda su expresión?

Este artigo mostra porque EL País é um dos melhores (ou o melhor) jornais do mundo e a imprensa brasileira uma droga!

El incidente de la Cumbre Iberoamericana

La estrategia de 'Hugo Bolívar'

El presidente venezolano utiliza a la Corona española para su referéndum

ERNESTO EKAIZER - Madrid - 15/11/2007

Hugo Chávez llegó a Santiago con una idea: usar la Cumbre Iberoamericana para reforzar el a sus máximos poderes y su perpetuación en el poder, según plantea el referéndum del próximo diciembre. No lo consiguió en las conclusiones de la cumbre, pero Chávez salió de la capital chilena rumbo a Caracas con un trofeo quizá más rentable para su plan: la cabeza del Rey.

De regreso de la cumbre, Enrique Iglesias, secretario general para Iberoamérica, piensa lo mismo que sostuvo al término de la misma aún con el rifirrafe entre José Luis Rodríguez Zapatero, don Juan Carlos y el presidente de Venezuela, Hugo Chávez. "Es la cumbre que recoge la mejor cosecha hasta ahora con el convenio de seguridad social aprobado", dice. Perro viejo, Iglesias no entra al trapo político entre bastidores: el referéndum constitucional de máximos poderes para Chávez en diciembre próximo y las generales del 9 de marzo en España. "Lo que importa es la seguridad social o el proyecto para el agua potable, entre otros".

Según Iglesias, seis meses de trabajo perfilaban una cumbre pacífica. "Los venezolanos preferían el concepto de justicia social al de cohesión social en el comunicado final. Pero no es un debate de fondo. La cohesión social es mucho más que reducir la desigualdad", señala Iglesias. Entonces, ¿dónde germinó la semilla del reciente enfrentamiento de Chile?

Que la cadena estadounidense Fox, del magnate Rupert Murdoch, mantiene una campaña sistemática contra Hugo Chávez es un hecho, lo mismo que la cruzada propagandística del ex presidente español José María Aznar, consejero de ese grupo de comunicación.

Sobre la génesis del golpe de abril de 2002 tampoco hay nuevos datos. El Gobierno de Aznar actuó coordinadamente con el Departamento de Estado norteamericano. Los embajadores de España y de EE UU se entrevistaron en el palacio presidencial con el golpista, el empresario Pedro Carmona, y difundieron una declaración dando por hecho que Chávez, encarcelado en un cuartel, estaba definitivamente fuera de combate. En Madrid, el PP celebró prematuramente su caída.

El contenido de la cumbre no aportaba a Chávez madera para su campaña y en la mañana del viernes, el presidente venezolano lo subrayó: la cumbre era irrelevante. Todos, explicó, debían asumir el "proyecto bolivariano" para América Latina. Y atacó también a Aznar.

Ni Zapatero ni el Rey ni Moratinos ni la secretaria de Estado Trinidad Jiménez estaban en sus sillas. Mantenían encuentros con otros presidentes fuera de la sala. Sólo escuchaba Nicolás Martínez Fresno, secretario general de la Presidencia. Tomó nota y transmitió los datos. Zapatero, que se aprestaba a asistir a la comida de presidentes, dio instrucciones a Moratinos para que expresara su malestar esa misma tarde. Lo hizo.

El rey Juan Carlos, enterado de todo, se cruzó ese viernes con el presidente venezolano.

-A sus órdenes, su Majestad, dijo Chávez simpático.

El Rey le tomó la palabra:

-Sí, a mis órdenes... Si estás a mis órdenes deja de decir este tipo de cosas...

Al día siguiente, en la sesión de clausura, Chávez volvió con su pimpampum preferido: Aznar. Zapatero no se lo dejó pasar, pero el cabreo acumulado del Rey afloró al natural.

La idea subyacente de que esta cumbre debía servirle para reforzar el a la reforma constitucional no pudo concretarse. Pero, en cambio, el gesto del Rey ha convertido la ficción con la que Chávez aspira a salir victorioso en el referéndum en realidad, al menos durante cierto tiempo. Bolívar ha resucitado bajo la piel de Chávez contra la Corona de España.

Y lo peor: la derecha española está dispuesta a hacerle el juego a Chávez, apostando fuerte por esa ficción.

http://www.elpais.com/articulo/espana/estrategia/Hugo/Bolivar/elpepunac/20071115elpepinac_3/Tes

União Européia tornar-se-á um Estado?

Miliband: EU must be prepared to use military power

· Bruges speech will call for zero carbon cars by 2030
· Proposal to extend market to Africa and Middle East

Patrick Wintour, political editor
Thursday November 15, 2007

Guardian

David Miliband, the foreign secretary, will today enter the charged debate on Europe's future by proposing a build-up of continental defence capabilities, a new approach to cutting carbon emissions and the possibility of extending the EU single market to north Africa and the Middle East by 2030.

In a speech setting out the direction of Europe over the next two decades, he will warn the EU faces "a fork in the road", and risks falling back into an age of disorder if it makes the wrong choices, including rejecting the use of hard military power.

He will also make a strong case in favour of the EU retaining support for the principle of hard power, through the use of economic influence and military intervention abroad.

He will propose an EU defence capabilities review "to set out the challenge we face; and identify targets for the investment in equipment, research, development, and training necessary to make more of our armed forces".

The French president, Nicholas Sarkozy, has hinted that France is willing to rejoin Nato's military command if the EU acquired a greater capacity to deploy troops and manage crises. Miliband is not falling into line with the Sarkozy vision, but his remarks suggest a willingness to see if common ground can be found with the newly Atlanticist French.

Although the EU already has a European defence agency, and is currently operating in Kosovo, there is growing frustration that the EU has failed to punch its weight as a military power.

Miliband's speech comes ahead of the parliamentary battles on the new EU treaty, but is designed to show a modern pro-European case can be made inside government, arguing Europe can become a role model for the world, if not a superpower.

In a speech in Bruges today, where Lady Thatcher first threw down the Euro-sceptic gauntlet, he will set out where he believes Europe should go by 2030.

On environmental issues, Miliband will also propose an extension of the fledgling EU emissions trading scheme with the creation of an EU carbon bank to regulate the amount of carbon used. He will suggest that by 2030 all cars purchased in the EU should have zero carbon emissions. In another bold move, he will suggest that by 2030 "we should consider extending the single market beyond our immediate neighbours, and to the Middle East and north Africa". This extended free trade area would not be an alternative to EU membership, but complementary.

In an expression of support for Turkish membership of the EU, he will argue membership should be based solely on adopting EU rules, not arbitrary geographical limits or religion.

Miliband will argue that the EU has the potential to fill an increasingly dangerous vacuum in politics.

He will say: "Across Europe, people are feeling a divergence between the freedom and control they have in their personal lives, and the sense of powerlessness they face against the great global challenges we face: from preventing conflict and terrorism to addressing climate change, energy insecurity, and religious extremism. They are confident about personal progress, but pessimistic about societal progress."

He will argue the EU faces a choice. It can "focus on internal not external challenges; institutions rather than ideals. Face losing our hard power by not being prepared to intervene. Face losing our soft power by closing off further enlargement and a bolder near neighbourhood policy. The result: the return of protectionism; growing energy insecurity, division with the Islamic world; and unmanaged migration to conflict and inequality".

He will warn of a risk that instead of European rules shaping the world, "we return to power politics and an age of disorder". The alternative, he will say, is for the EU to become a model global power, drawing on the strength of the single market "the hard power of our sanctions and troops, the power of Europe as an idea and model - not to substitute for nation states but to do those things to provide security and prosperity for the next generation of Europeans that nation states on their own cannot deliver".

He will say that while nation states are too small to influence worldwide issues, and global governance is too weak, the EU is big enough to meet the new threats.

http://politics.guardian.co.uk/print/0,,331266812-107988,00.html

Uma ameaça para o dólar e o mundo!

SPIEGEL ONLINE - November 13, 2007, 02:18 PM

URL: http://www.spiegel.de/international/world/0,1518,517060,00.html

WEST WING

A Pearl Harbor without War

By Gabor Steingart in Washington, D.C.

The dollar crisis has politicians alarmed worldwide. The US currency has lost 24 percent of its value since the introduction of the euro, and now there is even a chance that China could abandon its policy of pegging its currency to the dollar -- a problem the United States should take very seriously.

Translated into Texan, what the Chinese politely told the Americans last week simply means: Unless something happens, all hell will break loose.

DPA

Translated into Texan, what the Chinese politely told the Americans last week simply means: Unless something happens, all hell will break loose.

What do Brazilian supermodel Gisele Bündchen and the People's Republic of China have in common? The answer, as of last week, is that both distrust the dollar.

Patricia Bündchen, the twin sister and manager of the world's top model, announced that Gisele now prefers to be paid in euros rather than dollars. Almost simultaneously, the Chinese central bank predicted that the dollar is likely to lose its status as the world's leading currency.

One could easily overlook a supermodel's currency preferences, but China is a different story. It's the beast breathing down America's neck.

The most important country in the world for the United States isn't Great Britain, Germany, Saudi Arabia, Russia or Iraq. China holds that dubious distinction, because it is also the country the US can least do without. Without its willingness to buy an almost unlimited supply of US treasury bonds, there would be no American spending miracle. Without a spending miracle there would be no economic growth. In other words, without China the US superpower would lose a significant share of its economic clout.

REPRINTS

So far Beijing has behaved like the benevolent shopkeeper who willingly extends credit to his customers. The Americans receive shipments of Chinese-made television sets, toys and underwear, but the Chinese do not import a comparable volume of US goods. The gap between buying and selling amounts to about $5 billion every week.

The Chinese are satisfied with buying US treasury bonds, partly to keep their most important customer afloat. The central bank in Beijing already holds currency reserves of $1.4 trillion.

The Chinese have looked on with great patience as their best customer has gradually lost its ability to supply goods.

But the men in power in Beijing cannot be indifferent to the dollar's decline. It devalues their central bank's dollar reserves, the monetary embodiment of some of the fruits of China's export machine.

For the United States, a Chinese decision to abandon the dollar would be tantamount to Pearl Harbor without the war. It would represent a challenge to the world's biggest economy by the world's fastest growing economy. Millions of people would see their standard of living suffer as a result, and American self-confidence, already shaky, would crumble even further. The United States would suffer a serious blow on its very own turf, the economy.

Americans can hardly blame Beijing for their troubles. The Chinese aren't exactly kamikaze politicians, concocting some secret plan to attack the dollar. On the contrary, the preparations are taking place in full view. Translated into Texan, what the Chinese politely told the Americans last week simply means: Unless something happens, all hell will break loose.

For years the US economy has suffered one dramatic setback after another. A historic trend reversal began with the rise of the Asian economies -- first Japan, then China and now India. The United States, a once-proud exporting nation, became the world's biggest importer. In only 15 years, from 1992 to 2007, the US balance of trade deficit has surged from $84 billion to $700 billion.

Within a single generation, the world's biggest lender has become its biggest borrower, a circumstance the United States has made no serious attempts to change. And what has been Washington's standard take on the shift? The dollar is our currency, but it's your problem.

Thus, the tone of the US government's callous and thick-skinned reaction to China's announcement last week came as no surprise. There was a reason the dollar became the world's reserve currency, US Treasury Secretary Hank Paulson said in a slightly offended tone.

But the truth is that the United States would be better off if Paulson and the administration of President George W. Bush would take decisive action instead of sulking. The US's ability to deliver goods should be increased and its industrial base should be reinvigorated. Government and consumer spending, which in reality is doing nothing but eating away at the country's future, should be curbed. Although growth would decline as a result, it would be a more sustainable form of growth.

Last week's remark by a Chinese central bank official should be interpreted as a warning, not a threat. Indeed, China has no choice but to respond, given the dollar's ongoing weakness.

For these reasons, an attack on the US economy is probably the most easily predictable event of the coming years. And if it happens, the attacker will even be able to justify its actions as self-defense.

What is the difference between the US government in 1941 and the administration in Washington today? Perhaps there is none. A Japanese attack on the US Pacific Fleet at Pearl Harbor was unimaginable, even though US intelligence had picked up clues that it could happen. Washington, at the time, was convinced that the Japanese wouldn't dare stage an attack on a target 5,000 miles away, and that they wouldn't succeed if they did.

The crews on America's ships were sleeping as the Japanese bombers approached Pearl Harbor.

Translated from the German by Christopher Sultan