Apesar das tentativas de Plínio de Arruda Sampaio, faltou hoje um Leonel Brizola no debate para quebrar os discursos arrumadinhos e especialmente quebrar as regras do debate. Esses debates engessados demais são muito chatos. Aparentemente ninguém ganhou o debate. Alguns comen tárisras dizem que o candidato Plínio de Arruda Sampaio ganhou, pode ser, ele foi divertido, criticou a todos igualmente, mostrou-se diferente. Por outro lado, não possui chances de vencer as eleições. A Marina foi chatinha como sempre, não entendo como ninguém da assessoria impõe a ela um treino de voz, em alguns momentos achei que ele mostrou mais desenvoltura do que a Dilma, mas faz um discurso certinho demais para quem é oposição e para quem, como o Plínio, deveria estar atirando para todo lado para viabilizar a candidatura. O Serra e Dilma foram normais. O Serra no final disse que a filha deve falou que ele não havia sorrido, isso não é problema, o problema é que nos closes não me parecia que ele estava sério, mas sim abatido, descaído, fraquejando. Em alguns momentos, apesar da imprensa ter dito que ele vestia um terno Ricardo almeida, o Serra tinha o porte do primo pobre. Mas obviamente mostrou mais desenvoltura do que a Dilma. A Dilma mostrou pouco desenvoltura, parecia tudo muito automático, se atrapalhou um pouco para falar. Mas apresentou autoridade e porte de presidente. Engraçado que se imaginava que seria mais difícil responder as críticas e perguntas do Plínio de Arruda Sampaio, porque poderia forçar um afastamento do discurso de esquerda. Mas nestas ela se saiu bem, me parece que ela mostrou mais dificuldade nas perguntas do Serra apesar delas terem sido básicas. Aparentemente pelo fato do confronto com o Serra ser mais essencial para o desenrolar das eleições ela ficou nervosa e não teve o mesmo desempenho do que no confronto contra o Plínio de Arruda Sampaio
"Desde mi punto de vista –y esto puede ser algo profético y paradójico a la vez– Estados Unidos está mucho peor que América Latina. Porque Estados Unidos tiene una solución, pero en mi opinión, es una mala solución, tanto para ellos como para el mundo en general. En cambio, en América Latina no hay soluciones, sólo problemas; pero por más doloroso que sea, es mejor tener problemas que tener una mala solución para el futuro de la historia."
Ignácio Ellacuría
O que iremos fazer hoje, Cérebro?
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
O ônibus gigante chinês!
Para diminuir trânsito, China terá ônibus gigante com espaço para movimentação de carros
Imagem: Divulgação
A atual tecnologia de ponta existente na China permite que o país visualize soluções criativas para problemas das grandes cidades. Tendo em vista a diminuição do trânsito, a nova aposta é um ônibus gigante que permite a circulação de automóveis sob ele.
A ideia é que o veículo não ocupe o espaço das vias, permitindo maior circulação para carros e motos. A invenção visa também economizar despesas com a construção de metrôs e pontes.
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-onibus-gigante-chines
domingo, 1 de agosto de 2010
LUIZ CARLOS BRESSER-PEREIRA Nacionalismo, liberalismo e capitalismo
São Paulo, domingo, 01 de agosto de 2010
LUIZ CARLOS BRESSER-PEREIRA
Nacionalismo, liberalismo e capitalismo
Quando Arábia Saudita e Egito se subordinam aos países ricos, é porque seu avanço econômico é lento
"THE ECONOMIST" (17 de julho) publicou editorial sobre o Egito e a Arábia Saudita (dois países ditatoriais aliados aos EUA no Oriente Médio) manifestando a esperança que se democratizem no futuro.
O surpreendente, entretanto, é que no mesmo número a revista faça resenha simpática de livro de Stephen Kinzer, ex-jornalista do "New York Times", que, depois de fazer a análise das revoluções nacionalistas e capitalistas em curso nesses países desde os anos 1920, defende a aliança dos Estados Unidos com a Turquia e o Irã.
Talvez essa atitude da grande revista liberal seja um sinal dos tempos. Reflita a desmoralização da ideologia "globalista" que caracterizou os 30 Anos Neoliberais do Capitalismo (1979-2008) -uma ideologia que condenava o nacionalismo dos países em desenvolvimento enquanto os países ricos praticavam sem hesitação seu próprio nacionalismo.
Historicamente, liberalismo e nacionalismo econômico sempre estiveram às turras, mas são ideologias complementares. Foi através do nacionalismo que os Estados-nação se formaram, e foi através desse processo que suas fronteiras foram ampliadas e que mercados internos amplos e seguros se constituíram viabilizando a industrialização.
Em outras palavras, foi através da combinação de nacionalismo e liberalismo que Estados-nação como a Grã-Bretanha, a França e os Estados Unidos realizaram suas revoluções capitalistas.
Só foi possível ao globalismo criticar o nacionalismo econômico (esquecendo quão diferente é do horrível nacionalismo étnico) porque o nacionalismo dos países ricos não estava ameaçado: ninguém nesses países duvida que o papel do seu governo é defender o trabalho, o conhecimento e o capital nacionais.
Sem dúvida, seria melhor um mundo sem nacionalismos, mas esse seria um mundo encantado. Na realidade, a sociedade mundial está hoje organizada em famílias, organizações e Estados-nação.
Espera-se que cada indivíduo, primeiro, se solidarize com sua família, com as organizações das quais participa, e com seu país, para, depois, buscar interesses comuns e defender a cooperação entre todos. O globalismo ensina (e as elites dependentes acreditam) que os países ricos estão prontos a cooperar; não percebem que o que realmente os move são seus interesses nacionais.
Quando países como a Arábia Saudita e o Egito se tornam subordinados aos países ricos, isso significa que suas elites estão alienadas, que seu desenvolvimento econômico é lento, que a corrupção é elevada, e que a desigualdade econômica só aumenta.
Quando países como o Irã usam da religião para fortalecer seu nacionalismo, estão adotando uma velha prática para alcançar coesão nacional e completar sua revolução capitalista -uma condição essencial para que transitem para democracias consolidadas.
Enquanto os países ricos não compreenderem que esse nacionalismo religioso não é contra eles, enquanto seus porta-vozes continuarem a criticar o governo autoritário do Irã, enquanto apoiam ditaduras que não oferecem nenhuma perspectiva a seu povo, como a Arábia Saudita e o Egito, eles estarão trocando interesses de curto prazo de algumas de suas empresas pelo seu próprio interesse nacional.
Por prestígio, Brasil ajuda países pobres
São Paulo, domingo, 01 de agosto de 2010
Por prestígio, Brasil ajuda países pobres
Governo brasileiro dissemina doações, ações sociais e transferências para nº cada vez mais amplo de parceiros
Objetivo desse "soft power" é conquistar simpatias, influência política e votos em órgãos internacionais
Pedro Sá da Bandeira - 16.out.2008/Efe
Lula ao lado do presidente de Moçambique, Armando Guebuza, em Maputo; país é um dos recipientes da ajuda brasileira
ELIANE CANTANHÊDE
COLUNISTA DA FOLHA
JOHANNA NUBLAT
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Enquanto os Estados Unidos aumentam em mais US$ 59 bilhões o orçamento para as guerras no Iraque e no Afeganistão, o Brasil investe no chamado "soft power", disseminando doações, ações sociais, treinamento de pessoal e transferência de tecnologia para um número cada vez maior de países pobres, ou nem tanto, da América Latina, África e Ásia.
O objetivo é conquistar simpatias que convertam em influência política e votos, não apenas para obter a sonhada vaga no Conselho Permanente de Segurança das Nações Unidas, mas também para vencer disputas em organismos e instituições internacionais.
O Brasil anda mesmo precisando de votos, depois das derrotas para a OMC (Organização Mundial do Comércio), para o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e para a Unesco (o órgão da ONU para educação). A última foi na eleição do diretor-executivo do Escritório da ONU para o Combate ao Crime e Drogas.
O "soft power" está acelerado. Na sexta-feira passada, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estava no Paraguai, visitando linhas de transmissão de energia que o Brasil financia no país, o Itamaraty divulgava em Brasília a liberação de US$ 500 mil para refugiados colombianos no Equador.
O maior alvo do "soft power" é o Haiti, o país mais pobre das Américas e que acaba de sofrer um terremoto devastador.
O Brasil detém o comando militar das tropas de paz da ONU no país, o governo destinou US$ 15 milhões logo após a tragédia, e Lula enviou proposta ao Congresso para um adicional de R$ 375 milhões.
Além disso, o Brasil atua na reativação da produção agrícola no país, fez contribuição voluntária de US$ 130 mil via Programa Mundial de Alimentos, enviou mais US$ 50 mil para a embaixada em Porto Príncipe distribuir água e comida e doou US$ 55 milhões para o Fundo de Reconstrução do Haiti.
Há duas coordenações desse "saco de bondades", ambas do Itamaraty. Uma é a ABC (Agência Brasileira de Cooperação), e a outra, a CGFome (Coordenação Geral de Ações Internacionais de Combate à Fome).
O orçamento da ABC foi de R$ 18,7 milhões em 2006 para R$ 52,6 milhões neste ano, enquanto a equipe pulou de 90 para 160 funcionários de 2009 para 2010. São 56 países assistidos, e o valor é considerado pequeno. Se computasse a hora técnica (remuneração dos profissionais) seria cinco vezes maior, estima o diretor da agência, ministro Marco Farani.
A fila dos que recebem ajuda é encabeçada por Moçambique,Timor Leste, Guiné Bissau, Cabo Verde, Paraguai, Guatemala, São Tomé e Príncipe, Angola, Uruguai e Cuba. E inclui Autoridade Nacional Palestina, Níger, Burundi, Uganda, Serra Leoa e Nigéria, entre outros.
FILOSOFIA DA AJUDA
A filosofia da ajuda, como diz, é fazer doações só em casos de emergência, privilegiando "sustentabilidade". Exemplo: o projeto "Cotton 4", de US$ 4 milhões, para desenvolver a indústria de algodão em Mali, Chade, Benin e Burkina Fasso.
Já o CGFome tenta exportar experiências brasileiras (como destinar alimentos da agricultura familiar para escolas) inclusive para o Chile, que não é pobre.
Mas são finalidades variadas e, só em junho deste ano, foram R$ 6 milhões para ajuda, entre outras, às vítimas dos episódios recentes de violência no Quirguistão, a reassentamentos no Sri Lanka e à recuperação do inverno rigoroso na Mongólia.
O coordenador do grupo, ministro Milton Rondó Filho, disse que o orçamento passou de R$ 2,4 milhões em 2007 para cerca de R$ 50 milhões neste ano, segundo ele, para "reforçar a solidariedade e os gestos políticos brasileiros no mundo".
Segundo o embaixador Piragibe Tarragô, subsecretário do Itamaraty para África, respalda a política Sul-Sul, de aproximação com países pobres e emergentes. "O Brasil quer ser reconhecido e ter influência."
A investida já foi tema de reportagem da revista britânica "The Economist", mas com um alerta: "O país ainda tem grandes bolsões de pobreza, e o envio de dinheiro para o estrangeiro pode ser controverso".
O presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Eduardo Azeredo (PSDB-MG), concorda: "É uma ação tortuosa. Se você fala em Haiti e países muito pobres, é correto. Mas a busca pelo protagonismo fez com que o Brasil exagerasse nas suas relações e na sua bondade", disse.
A oposição tenta impedir a revisão do Tratado de Itaipu, alegando que o aumento do preço da energia excedente que o Paraguai vende ao Brasil pode custar R$ 5,5 bilhões. "Vamos resistir", diz.
Vulnerabilidade da economia global
World economy: Vulnerable to vertigo
By Chris Giles
Published: July 27 2010 23:00 | Last updated: July 27 2010 23:00
Double dip. It is the phrase on everyone’s lips – and it makes many of those lips tremble. With the shock of 2008 fading into memory, the moment of reckoning for the global economy has arrived. Will the bounce back from the nadir become established as a return to sustainable expansion – or will initial relief mutate into the despair of a renewed slowdown?
There is no doubt that the mood has soured since spring as Europe’s authorities flapped in the face of a sovereign debt crisis, thus intensifying its effects. Just take a – however unscientific – survey of English-language media over the past six months: while mentions of a V-shaped recovery have remained constant, references to a double dip have soared. They were almost four times as high in July as in May.
Such talk is fuelling the doom-mongers. Chief among them, Nouriel Roubini, chairman of Roubini Global Economics, argued last week that a downturn in the global economy “will accelerate in the second half of the year”. For Europe and Japan, “avoiding double-dip recession will be difficult”, he said. Indeed, right on cue, manufacturing activity indicators weakened in June for China, South Korea, Taiwan, India and Australia.
Gloom has spread to policymakers in the world’s largest economy. Revising forecasts down for the first time since 2009, Ben Bernanke, Federal Reserve chairman, told Congress last week that the US outlook was “unusually uncertain”. America’s central bank chief added: “We are ready and we will act if the economy does not continue to improve, if we do not see the kind of improvements in the labour market that we are hoping for and expecting.”
Lawrence Summers, chief economic adviser to President Barack Obama, described the world’s leading economies as “in or near liquidity trap conditions”, which translates as implying that they are so weak that lower interest rates and other monetary policy tools are ineffective stimulants. No matter how much money is thrown into the system, people are so nervous that they just hoard it.
But dwelling on the negative does not tell the whole story. Although fears have grown, the data do not point ominously downward. Instead, led by a remarkable expansion in emerging economies, the world economy has surprised almost everyone by growing as fast in 2010 as it was before the financial crisis.
While the International Monetary Fund’s forecast for this year languished at 1.9 per cent in April 2009, it has subsequently been revised five times, every time higher, so it now stands at 4.6 per cent. World trade is rising at double-digit rates and, even in the advanced world, upgrades in growth forecasts have outweighed downgrades. Germany’s economy is now expected to have grown by more than 1 per cent in the second quarter; Britain’s statistical office recorded growth of 1.1 per cent for the same period, the fastest rate for four years.
These positive straws in the wind have led some European policymakers to make more strident calls for fiscal tightening than they would have dared to a year ago. Jean-Claude Trichet, European Central Bank president, last week called for tightening everywhere. “With hindsight, we see how unfortunate was the oversimplified message of fiscal stimulus given to all industrial economies under the motto: ‘stimulate’, ‘activate’, ‘spend’!” he wrote in the Financial Times.
In spite of concerns about a double dip, the vast majority of economists still predict continued recovery, even if they reckon the global economy will slow in the second half of 2010. Willem Buiter, chief economist at Citigroup, expects no huge shock from Europe. “It’s a pathetic recovery, but no more pathetic than expected before the sovereign debt crisis.”
Of course, Mr Trichet knows the future no better than Mr Bernanke, Mr Roubini or Mr Buiter. And apart from in the very short term, economic forecasts impart little valuable information. Using past forecast errors as a guide, the new UK Office for Budget Responsibility sees an 80 per cent chance that the British economy will grow between a negative 0.4 per cent and a positive 4.7 per cent in 2011, a range so wide it encompasses both boom and bust. Not much more helpful in divining the future is its calculation that there is a 50:50 chance that 2011 growth will either be below 1.2 per cent or above 3.9 per cent.
What is true for the UK also applies to the global economy, according to Michael Dicks of Barclays Wealth. Uncertainties over the US consumer, European monetary union survival and Asian inflation mean “macroeconomic forecast needs to be scenario-based currently, rather than the more usual ‘best-guess’ variety”.
So what could cause a global double dip? There are four big risks: a general slide in confidence, the unwinding of temporary boosts to growth, a sudden financial implosion, and a bad reaction to fiscal austerity.
Confidence wanes
First among the causes for concern is the effect of falling business and household confidence, the glue holding the global recovery together. The initial sign came in May when the global purchasing managers’ index for both manufacturing and services fell from the April peak as activity and new orders dropped.
The declines continued in June, fuelling fears that the rapid phase of the recovery could be short-lived. But July’s results for Europe – the main cause for concern in the spring – were much more encouraging. “This suggests that hardly any of the strong growth momentum of the second quarter of 2010 has been lost so far,” says Greg Fuzesi of JPMorgan, with gross domestic product “still appearing to be growing comfortably above a 2.5 per cent annualised pace at the start of the third quarter”.
Households have also shown few signs of a slide back into a fear of spending. Though in most recession-hit countries they have been saving much more than before the crisis, savings rates have stopped rising. At current rates, households will be able to reduce debt without detracting further from economic growth.
Temporary boosts end
A second concern is that the recovery has been driven far too much by temporary features of post-recession economies – such as companies rebuilding stock levels. Given the US reliance on changes in inventories for the majority of its growth in the past two quarters, Mr Bernanke for one is worried. In his semi-annual report he told Congress this month that “fiscal policy and inventory restocking will likely be providing less impetus to the recovery than they have in recent quarters”.
But even many traditionally gloomy forecasters agree there is still sufficient momentum in these economies to prevent a double dip resulting from an end to the inventory cycle alone.
Julian Jessop of Capital Economics says the “recoveries in the US and China appear to be slowing to a more sustainable pace rather than coming to a complete halt”. Incoming data on investment and consumer spending have been quite good, he says. “Growth was always likely to slow once these boosts began to fade. However, this slowdown need not develop into a double dip.” In China, where annual growth slowed to 10.3 per cent in the second quarter from 11.9 per cent in the first, the slowing helps “avoid overheating and assist in the transformation of our economic model”, reckons Sheng Laiyun of the National Bureau of Statistics.
A crisis returns
The third fear is that it is just a matter of time until another crisis strikes, in Europe’s sovereign debt market. As with the collapse of Lehman Brothers in 2008, a sudden fissure would wreck all analysis based on recent trends.
Recognising this risk, the IMF says recent market turbulence “has cast a cloud over the outlook” and if confidence and growth did implode in Europe, “the negative growth spill-overs to other countries and regions could be substantial because of financial and trade linkages”. In a test model of a similar disaster in Europe to the end of 2008, world growth would fall by 1.5 points in 2011, the IMF estimated, and the eurozone would suffer a serious double dip.
Luckily for the world, the signs this spring that implosion was imminent, and the faltering response of European governments in putting bail-out plans in place, never quite became a wider crisis. As Holger Schmieding at Bank of America Merrill Lynch says: “Greece is staging an impressive fiscal turnround; Spain has come through its July peak funding season with flying colours. The risk that Spain may fall noisily into the safety net soon has receded.”
The longer Europe muddles along without a new crisis, the more remote the risk of a sudden implosion becomes. According to Mr Buiter, “the disaster scenario of sovereign defaults is no longer on the table except as a tail risk”. Last week’s European bank stress tests might represent another small step away from the brink.
Austerity bites
Fourth, if the financial crisis risk is very real, but diminishing, the risks to the global economy from fiscal austerity have without doubt risen. Government budgets have been tightened around the world since Europe’s crisis in May, providing an additional headwind at a time when there is a natural tendency for economies to slow.
Economists agree fiscal policy needs to tighten but disagree over the timing of tax increases and spending cuts and the speed of deficit reduction. Even the IMF is nervous. “Most advanced economies do not need to tighten before 2011 because tightening sooner could undermine the fledgling recovery, but they should not add further stimulus,” it says.
But the heat generated by the theoretical economic debate on fiscal austerity can exaggerate the economic significance of the budgetary policies actually planned. Neither extreme tightening nor extreme stimulus are on the table in any significantly sized advanced or emerging economy. On average, to cut deficits the advanced members of the Group of 20 leading economies plan spending and tax measures worth 1.25 per cent of national income in 2011, up from 1.1 per cent before Europe’s debt crisis. Emerging markets are tightening budgets by 0.85 per cent of national income, up from 0.65 per cent in April.
The extra tightening is not big enough to push the world back into recession if the IMF’s baseline forecasts of an expansion of 4.3 per cent globally and 2.4 per cent in advanced economies are reasonable.
. . .
So with each of the four big risks becoming less dangerous – or unlikely on its own to push things back over the edge – and with confidence holding up, the vast majority of economists simply expect something of a grind in the years ahead. The picture is one of slow underlying growth coupled with austerity in the public sector in advanced economies and much faster growth in the emerging world.
We can expect “an extended period of relatively sluggish industrial country growth over the next few years, capped by poor credit availability, fiscal consolidation and high private debts”, says Michael Saunders of Citi.
But equally, no one can be sure that the current, just about benign, trends will last and it is safe to sound the all clear. Lord Stern, former chief economist of the World Bank and academic at the London School of Economics, says the uncertainties spoken about by Mr Bernanke are all too real. “We do not know what may happen to consumer and investor confidence; it is absurd to pretend otherwise.”
THE AMERICAN EXPERIENCE
Even the toughest stress tests cannot ensure a revival of bank lending
Hopes were initially high that last Friday’s stress tests of 91 European banks would improve the resilience of the financial system and its ability to support the recovery. Earlier this month, Jean-Claude Trichet, European Central Bank president, spoke about the process “laying the foundations for sustainable growth, job creation and financial stability”. The authorities expect the results of the tests – failed by only seven institutions – to remove one reason at least to doubt the sustainability of the recovery.
Publication of the results was intended to alleviate the problem of “incomplete information”. Because providers of funds to banks cannot be certain of the quality of the assets on their balance sheets, they require a premium to lend. At times of financial turmoil, as in the 2008 credit crunch, the premium grows so large that the bank funding market dries up, inhibiting lending and slowing the economy.
To stop such a vicious circle taking hold, says Peter Westaway of Japanese investment bank Nomura, tests should be designed to “free up the information logjam”. He says: “A successful set of bank stress tests can set in train the virtuous circle whereby the banking system again facilitates the conditions for economic recovery in Europe.” With most analysts dismissing last week’s tests as too easy, that looks unlikely.
A deeper problem, however, is that an increase in the quantity and quality of information cannot guarantee looser credit conditions and faster growth. The more stringent US stress tests of spring 2009 – failed by 10 out of 19 banks and generally held to be successful – set a worrying precedent.
Ben Bernanke, Federal Reserve chairman, said in May that, “by setting reasonably ambitious capital targets, we hoped also to hasten the return to a better lending environment. Clearly that objective has not yet been realised, as bank lending continues to contract and terms and conditions remain tight.”
This suggests the European version is unlikely to be the catalyst to a faster recovery on the continent. “The stress tests alone will not encourage lending,” says Michael Hanson of Bank of America Merrill Lynch. “They will not jump-start the economy and they will not resolve fiscal crises.”
http://www.ft.com/cms/s/0/fb12dc06-99ad-11df-a852-00144feab49a.html
O Exército Chinês
Cavalry trained in N China to greet 83rd anniversary of PLA founding
2010-08-01 06:43:21 GMT2010-08-01 14:43:21 (Beijing Time) Xinhua English
Cavalry men have a military training on Xilingol grassland, north China's Inner Mongolia Autonomous Region, July 31, 2010, to greet the upcoming 83rd anniversary of the founding of the People's Liberation Army (PLA) that falls on August 1. (Xinhua/Zhu Yuanli)
Cavalry men have a military training on Xilingol grassland, north China's Inner Mongolia Autonomous Region, July 31, 2010, to greet the upcoming 83rd anniversary of the founding of the People's Liberation Army (PLA) that falls on August 1. (Xinhua/Ding Xiaochun)
Cavalry men have a military training on Xilingol grassland, north China's Inner Mongolia Autonomous Region, July 31, 2010, to greet the upcoming 83rd anniversary of the founding of the People's Liberation Army (PLA) that falls on August 1. (Xinhua/Zhu Yuanli)
Cavalry men have a military training on Xilingol grassland, north China's Inner Mongolia Autonomous Region, July 31, 2010, to greet the upcoming 83rd anniversary of the founding of the People's Liberation Army (PLA) that falls on August 1. (Xinhua/Zhu Yuanli)
Cavalry men have a military training on Xilingol grassland, north China's Inner Mongolia Autonomous Region, July 31, 2010, to greet the upcoming 83rd anniversary of the founding of the People's Liberation Army (PLA) that falls on August 1. (Xinhua/Ding Xiaochun)
Cavalry men have a military training on Xilingol grassland, north China's Inner Mongolia Autonomous Region, July 31, 2010, to greet the upcoming 83rd anniversary of the founding of the People's Liberation Army (PLA) that falls on August 1.
Source:http://english.sina.com/china/p/2010/0731/331704.html
Hegemonía de Brasil y Argentina sobre Paraguay
CONFERENCIA DEL PROFESOR FERNANDO HENRIQUE CARDOSO
Hegemonía de Brasil y Argentina sobre Paraguay
por
Gustavo de Gásperi (*)
Gracias a la gentileza del Banco Itaú tuve la oportunidad de asistir a la conferencia del profesor Fernando Cardoso en la que abordó el tema vinculado a la ubicación del Brasil en el contexto regional.
El privilegio de escuchar a un maestro en el pensamiento económico, social y político, reconocido y admirado en su país y en el mundo por su orientación, que enfatiza el desarrollo social sobre las reglas de la economía clásica, fue para mí muy breve, por lo que no me resulta fácil reproducirlas en mi mente, pese al deseo insatisfecho de profundizar sus ideas, expresadas con la sencillez que supone el dominio de los temas y la notoria experiencia del conferencista para exponerlas.
No obstante, mi atención se detuvo cuando hábilmente descartó la posibilidad de que la política del Brasil sea vista como hegemónica en la región. Repitió el profesor Cardoso dos o tres veces la palabra hegemonía, como si no fuera posible imaginar tal intención, o como si no debiera verse la voluntad dominante del Brasil, sin perjuicio de la gravitación natural de los recursos que posee, adquiridos en gran parte merced al desarrollo de su población, el esfuerzo de las universidades, la apertura democrática de la vida del Brasil y la orientación social favorable a la adquisición de los valores, que son la lógica consecuencia del esfuerzo como nación.
Puede ser que mis palabras no traduzcan con exactitud el pensamiento del expositor, pero sí expresan lo que mi mente entendió del veloz lenguaje empleado, admirable por el dominio de los temas.
No obstante, quiero insinuar mi discrepancia, por supuesto dentro del máximo respeto al ilustre conferencista, en cuanto a que, en relación al Paraguay, no ejerza el Brasil una voluntad hegemónica.
Creo que el Brasil y la Argentina utilizan los Tratados de Itaipú y Yacyretá como una forma de supremacía de ambos Estados sobre el Paraguay, con grave detrimento para su economía, su desarrollo social y su acceso a los niveles de participación en los mercados globales, tan necesarios hoy para el crecimiento interno de las naciones.
La estructura jurídica de ambos Tratados, que son idénticos, con algunas salvedades, configura un fraude a su propia finalidad, a su objeto, que es la generación de energía hidroeléctrica sobre la base de su división en partes iguales. El fraude en perjuicio del fin de los Tratados desvía la intención expresada en los mismos, y la desviación se materializa en la más inicua reducción de los derechos del Paraguay, y de su dignidad, a una mínima expresión.
Los flujos de caja son administrados y retenidos por ambas naciones contratantes, Brasil y Argentina, que retienen los fondos a su antojo, bajo la apariencia de respeto a las convenciones bilaterales, deformadas en anexos que conducen a la conversión de la mitad que corresponde al Paraguay en un ridículo porcentaje al cual accede mediante la mendicidad a que son sometidos los sucesivos gobiernos.
Hemos llegado a un punto en que el Paraguay necesita recibir ese mínimo, a pesar de la miseria de su importancia, como un cuerpo humano asfíctico necesita del oxígeno que le rodea. Da pena ver a la propia patria en tal circunstancia, empobrecida, incapaz de reaccionar, frágil en la capacidad de sus dirigentes políticos y amenazada por un futuro que no permite imaginar una liberación de la hegemonía de los vecinos, iniciada en tiempos de la autocracia detestable.
Quiera el profesor Cardoso comprender que su figura ejemplar trasciende la miseria explicada en mis expresiones que anteceden, pero mi condición de ciudadano de esta hermosa nación que es el Paraguay, me obliga a soñar con su participación en el contexto regional.
(*) Abogado. Columnista invitado
24 de Julio de 2010 22:23
http://www.abc.com.py/abc/nota/157323-Hegemonia-de-Brasil-y-Argentina-sobre-Paraguay/
Lugo: ¿fraternidad mendicante o interés nacional?
Lugo: ¿fraternidad mendicante o interés nacional?
por
Ing. Nelson Cristaldo (*)
Resulta cómico observar cómo el presidente Lugo y sus asesores se agitan ante la incertidumbre de la venida del presidente Lula para “la palada inicial” de la subestación de Villa Hayes. Sera aún más fascinante ver el montaje y el espectáculo preparado para exaltar “la fraternidad” y la “buena voluntad” de los mandatarios. Por supuesto, debemos esperar las importantes declaraciones, que seguramente seguirán las mismas líneas que se han repetido una y otra vez:
- El Brasil, “como pueblo hermano”, rechaza la idea de ver a su vecino hundido en la pobreza. El Brasil, “futura potencia mundial”, toma la responsabilidad social de ayudar al Paraguay con el regalo de 400 millones de dólares para la construcción de la línea de 500 kV (!).
- El Paraguay, mediante “los avances diplomáticos”. Se da inicio a la construcción de la línea de 500 kV, la cual será una pieza clave para afianzar la soberanía hidroeléctrica (Artículo “Línea de 500 kV afianza la soberanía hidroeléctrica”, Ing. Ricardo Canese, Gran teórico de las reivindicaciones paraguayas).
Este lindo escenario es perfecto para ambos mandatarios: Por un lado el presidente Lula que intenta laurearse con el Nobel de la Paz; trabajando a favor de la fraternidad entre naciones (Paraguay-Brasil, Cuba-Brasil, Fortaleciendo el Mercosur, etc.) y actuando de intermediario y resolviendo conflictos internacionales (Irán-EEUU, Colombia-Venezuela, etc.). También para el presidente Lugo este es el escenario perfecto porque puede utilizar sus únicas herramientas conocidas: pedir limosna apelando a la fraternidad.
Este gran montaje pretende convencer al pueblo paraguayo del gran logro en la recuperación de la soberanía mediante el regalo de la línea de 500 kV y de la buena voluntad del Gobierno brasileño para resolver la pobreza paraguaya. Sin embargo, la realidad es muy distinta. El Gobierno brasilero no busca resolver los problemas del Paraguay, y no debería de hacerlo. De hecho, sería una gran irresponsabilidad del gobierno de Lula buscar la fraternidad y la solidaridad con el Paraguay por encima de los intereses nacionales del Brasil.
La línea de 500 kV nunca formó parte de los reclamos paraguayos y nunca debió formar parte de los puntos negociados con el Brasil. Entonces, ¿el regalo de la línea de 500 kV es un logro para el Paraguay? La respuesta es un rotundo “NO”. Muy por el contrario, es el sometimiento del pueblo paraguayo a la voluntad de los políticos del Brasil por los próximos tres años. Tiempo que durará el desembolso financiero del Brasil para la construcción de la línea. Este es sin duda un precio muy alto que pagará el Paraguay. ¡La línea de 500 kV es un logro del Brasil, felicidades Lula!, ¡Más sometimiento para el Paraguay, grande Lugo!
De la misma forma, la mejora de los valores de compensación por energía cedida al Brasil que será ajustado por el factor multiplicador de 15.3 es también un resultado mendicante. ¿Cómo determinaron el factor de 15.3? No hay respuestas, este valor fue determinado de forma completamente arbitraria y no representa el valor de mercado de la energía cedida. La mejora de las compensaciones tampoco representa un logro para el Paraguay. ¿Qué hará el gobierno de Lugo con 200 millones de dólares más? Para que los lectores tengan una idea, este monto alcanza justo lo que la ANDE debería invertir anualmente para mantener el sistema eléctrico operando en condiciones satisfactorias bajo los criterios de seguridad y confiabilidad. Esta suma no resuelve el problema de la pobreza paraguaya.
El presidente Lugo debe asumir su rol de administrador de un país y buscar el interés nacional como punto eje de su administración, dejando de lado el esquema mendicante que ha empleado hasta ahora. Para lograr el despegue de la economía paraguaya y quitar de la pobreza a este pueblo sufrido, el presidente Lugo debe crear las condiciones necesarias para la industrialización del país. Esto se logra generando las oportunidades de negocios, abriendo el sector eléctrico a la participación privada, atrayendo los grandes capitales extranjeros al sector industrial y eléctrico. La administración del presidente Lugo debe promover la integración energética regional con los países vecinos, no exhortando a la fraternidad ni suplicando la solidaridad, sino promoviendo las oportunidades de negocios e intercambio entre naciones, única herramienta que se ajusta al interés nacional de las mismas.
El Paraguay es un país rico en recursos naturales para generación de energía limpia y barata. Nuestro desarrollo económico, nuestra seguridad energética y nacional no pueden depender de la voluntad de políticos y burócratas de países vecinos. El Paraguay es un pueblo digno que debe tomar el control de su destino y proyectarse al mundo como un país libre de conflictos internacionales, seguro para las inversiones extranjeras y con un predecible sistema financiero y económico.
Ni el Brasil con Itaipú ni Argentina con Yacyretá son los culpables de nuestra pobreza. Somos nosotros y nuestros administradores los únicos culpables de no atender el Interés Nacional. Y, así mismo, somos nosotros los únicos responsables de salir adelante como país. Presidente Lugo, no nos haga perder otros 5 años y aproveche el tiempo que le queda para no entregar un Paraguay a oscuras.
(*) Ing. Nelson Cristaldo: Recibió el título de ingeniero eléctrico en Temple University, USA y el título de máster en ingeniería en sistemas de potencia en Florida International University, USA. Actualmente se encuentra trabajando como consultor del área de Planificación Energética.
27 de Julio de 2010 22:52
http://www.abc.com.py/abc/nota/158969-Lugo-fraternidad-mendicante-o-interes-nacional/
El “hijo de puta” en Argentina, tem até um dia de celebração
El insulto devaluado
TEXTO JOSÉ VALES • CORRESPONSAL
El Universal
Domingo 01 de agosto de 2010
Expresiones que en muchos países resultarían ofensivas, en Argentina bien pueden usarse como elogios
BUENOS AIRES.— Todavía no se lo ha declarado festivo, pero por algo se empieza. Mañana, 2 de agosto, los argentinos celebrarán por primera vez “el día del hijo de puta”, a instancias del piquetero oficialista y ex funcionario de gobierno Luis D’Elia, quien propuso, para tan peculiar evento, utilizar la fecha del cumpleaños del ex dictador Jorge Rafael Videla.
Pero en Argentina, la expresión “hijo de puta” es tan común como lo es en México el “güey”, al punto que hay quienes hablan de la “devaluación del insulto”.
La propuesta de D’Elia encontró eco de inmediato. Más de 46 mil usuarios en la cuenta de Facebook, y Barcelona, una revista de humor que parodia al matutino Clarín, apoyaron la moción. Barcelona incluso presenta, en su más reciente edición, una galería de fotos con “hijos de puta” famosos, donde aparecen varios represores, así como los ex ministros de Economía José Alfredo Martínez de Hoz y Domingo Cavallo y hasta el ex presidente Carlos Menem. Pero el cumpleaños 85 de Videla, la cara visible de la dictadura (1976-1983), ha sido la fecha escogida por haber sido él el primero de los presidentes de facto y porque aún se siguen acumulando procesos y condenas en su contra por violaciones a los derechos humanos.
Apenas el 7 de julio fue condenado a cadena perpetua por el asesinato de 31 presos políticos.
Pero la hijoputez nacional no se termina en Videla, según lo aclaró en su momento D’Elia.
“Acá ha habido un montón de hijos de puta: Menem, (Eduardo) Duhalde y (Fernando) de la Rúa, el ex ministro Domingo Cavallo... Podría nombrar tranquilamente 150 ó 200 hijos de puta”, dijo. Cuando le preguntaron si el ex presidente Kirchner se engloba también en esa categoría, D’Elia no dudó en responder que “es también un hijo de puta… aunque en el buen sentido”.
Y es que, en Argentina, el más grande de los insultos del castellano puede ser también el mayor de los elogios.
“¡Qué hijo de puta!” suele decirse cuando alguien se destaca en una jugada en el futbol. También puede ser un florido piropo. ¡Qué hija de puta, qué joven que te ves!”. La expresión es tan común como otras que suelen utilizar desde adolescentes argentinos de 16 años hasta adultos de 40 ante cualquier pregunta: “Nada. Estaba trabajando, pero nada. Tenía ganas de tomar un café, nada… pasar el rato.”
“Nada”, como carencia de ideas, que bien puede significar que “no pasa nada” o que estamos en eso, “en la nada”.
Otra perlita: el “no” antepuesto a cualquier respuesta o el “Digamos”, decorando hasta la más nimia explicación. “No, pero bien….”, “digamos que estamos en un modelo de acumulación… Digamos que eso representa al país…. Digamos, digamos…” metido dos, tres, cuatro veces en cualquier enunciado que, al final, no dice nada.
De esta suerte, la “hijoputez”, como recurso lingüístico se usa tanto para referenciar al generoso y al estafador, o al “Señor o al ladrón”, en honor a esa Biblia argentina que es el tango “Cambalache”. “Todos somos un poco hijos de puta, si querés. Siempre en nuestros términos: los Videla y los Messi, por su genialidad con la pelota; por haber cometido algún acto indebido, alguna cagada o por haber hecho algo muy bueno”, explica Pablo Marchetti, director de Barcelona y líder de la banda de rock Falopa.
Mañana será, pues, “el día del hijo de puta”, un día para recordar la etapa más siniestra y despreciable de la historia reciente del país. Y, en medio de tantos significados que “hijo de puta” pueda tener, éste no deja de ser un aliciente, porque significa comenzar a llamar las cosas por su nombre y reconocer a cada quien con su calificativo apropiado.
México retoma relações com Honduras
Otro error de la actual política exterior mexicana
, opina académico
Emir Olivares Alonso
Periódico La Jornada
Domingo 1º de agosto de 2010, p. 5
La decisión del gobierno de México para normalizar
sus relaciones con Honduras representa un aval a un régimen surgido de un proceso irregular
que a su vez se derivó del golpe de Estado que derrocó al presidente Manuel Zelaya, consideró Edmundo Hernández-Vela, profesor emérito de la Facultad de Ciencias Políticas y Sociales de la Universidad Nacional Autónoma de México.
Especialista en política exterior, el doctor Hernández-Vela dijo que la decisión de la cancillería es sólo una ocurrencia personal que no sorprende
, pues desde hace años la política exterior del país es inadecuada
.
Supongo que sólo es una inercia por mantener buenas relaciones con otros países, independientemente del régimen. Pero se trata de un precedente nada favorable que representa una especie de aval a lo sucedido [el golpe de Estado de junio de 2009] y un premio para el nuevo régimen [de Porfirio Lobo] que surgió de forma irregular tras el golpe. Esto no habla muy bien de una política firme y de apoyo a la no injerencia y a la no influencia en asuntos internos y la toma de decisiones de otras naciones.
Entrevistado luego del anuncio de la cancillería sobre la normalización de relaciones, el académico sostuvo que el problema de la decisión no tiene que ver con el tipo de gobierno que pueda representar Lobo, sino con la manera irregular
en la que surgió su administración.
Es obvio que el régimen surgió del propio golpe de Estado, no de un proceso limpio. Incluso, sin juzgar si Zelaya lo había hecho bien o mal, correspondía a los propios hondureños pronunciarse y no desde afuera. Pero México, como muchos otros países, entendieron que Estados Unidos vio con mucha simpatía lo que sucedió en Honduras.
El internacionalista consideró que el gobierno de Felipe Calderón pudo prorrogar la determinación de normalizar
relaciones con el país centroamericano. Pudimos haber esperado hasta que los hondureños decidieran, en nuevas elecciones, qué tipo de gobierno quieren. Y no en este proceso que se deriva de los propios golpistas y de quienes los apoyaron, pues incluso la Corte hondureña avaló algo impropio [al señalar que el golpe de Estado no era ilegal].
Agregó que el apoyo de la administración mexicana al régimen de Lobo representa un error, porque el gobierno del hondureño no fue producto de la manifestación libre de los habitantes de ese país. Éste es uno más de los errores de la actual política exterior mexicana, que es un tanto acomodaticia.
Ejemplificó con el propio caso mexicano los perjuicios de un proceso electoral irregular: En México, por más que se haya tratado de encubrir, las últimas elecciones presidenciales se deben calificar, al menos, de irregulares. Esto no favorece nunca los intereses de la nación, sino los de políticos vinculados con capital extranjero y los de grupos hegemónicos, que son los que hacen que ahora nuestra política exterior esté paralizada
.
http://www.jornada.unam.mx/2010/08/01/index.php?section=politica&article=005n2pol
sábado, 31 de julho de 2010
Exercício de futurologia eleitoral: os partidos diante de uma vitória de Dilma
A pesquisa Ibope do dia 30/07 mostra a candidata Dilma liderando no primeiro turno e vencendo o candidato Serra no segundo turno. Já antes de Dilma assumir a liderança já havia um consenso de que ela seria a favorita para vencer as eleições. Se nada mudar, se não houver nenhum evento grave, Dilma deve vencer as eleições. Quais seriam as consequências do ponto de vista dos partidos desta vitória?
1. Confirmada a tendência, os DEM irão encolher nos estados, no Senado, na Câmara dos Deputados, se José Serra for derrotado será um fracasso retumbante para os DEM. Não terão nenhum espaço político relevante, há que se considerar que tanto o Kassab na prefeitura, quanto a provável vitória de Cesar Maia no Rio independe do DEM. o resultado das eleições mostrariam duas coisas ao DEM, o fracasso do projeto de reforma do antigo PFL, e o fracasso da estrarégia histriônica fortemente antilula e antipetista. Nem o udenismo seira capaz de impulsionar o DEM. Portanto, o DEM ficaria reduzido a um partido pequeno e irrelevante com um grupo fortemente ideológico. Os quadros, que possuem mais preocupação com a viabilidade eleitoral do que com uma postura ideológica anti-PT, anti-Lula, deverão deixar o DEM para derir a outros partidos seja o PSDB, o PP, o PR, o PMDB.
2. O mesmo deve ocorrer com o PPS. De partido comunista para partido representativo de uma direita udenista, tradicional, clientelista, o PPS irá acabar como força nacional. É possível que Roberto Freire nem consiga se eleger deputado em São Paulo, trocou o do´micílio eleitoral de Pernambuco, onde não tinha viabilidade eleitoral, para São Paulo, onde espera se eleger graças ao PSDB, mas é pouco conhecido, entao pode perder. E o Raul Jungman certamente será derrotado na disputa pelo Senado em Pernambuco. Então o PPS pode ficar sem nenhum nome de projeção nacional no Congresso. Claro hoje o Itamar Franco está no PPS e deve ser eleito, mas é um peixe fora d’água e depois de eleito, duvido que fique muito tempo no PPS.
3. O PSDB se firmaria como o segundo pólo de poder poder no sistema partidário brasileiro. Mas sairia muito enfraquecido das eleições. Especialmente o PSDB paulista estaria em séria crise apesar da força no estado. Alckmin se mostrou uma liderança frágil fora de São Paulo, José Serra, uma liderança nacional duas vezes derrotado para presidência, certamente se afastaria da política, ou se manteria na periferia voltando a se candidatar a prefeito de São Paulo já que o Kassab não pdoerá ser candidato, mas o Serra enfrentaria a desconfiança do eleitor já que abandonou a prefeitura anteriormente. Não há nenhuma grande liderança surgindo em São Paulo que pudesse se projetar nacionalmente. A tendência do PSDB seria num primeiro momento radicalizar o discurso contra um possível governo Dilma, adotaria uma posição similar a do DEM, ou, para ficar dentro do PSDB, o PSDB de São Paulo adotaria uma posição extremista e histriônica como o senador Arthur Virgílio adotou no Senado. Muitos analistas políticos diriam que esta derrota do PSDB paulista abriria caminho para a consolidação da liderança nacional de Aécio. É possível, mas improvável no curto prazo, tudo irá depender do que o presidente Lula pretende fazer em 2014. Já se comenta que o Aécio Neves pretende ser presidente do Senado. Se isso ocorrer num governo Dilma, e com a perspectiva não da reeleição da Dilma, mas da volta do Lula em 2014, o Aécio vai cooperar com o governo mais do que o Renan Calheiros. Neste cenário, é provável que o PSDB paulista procure radicalizar a oposição, enquanto o PSDB ligado a Aécio procure um boa convivência com o governo, fazendo aquele oposição formal, uma denúncia aqui, outra ali, empacando alguma votação, mas sem confrontação aberta. Não haveria sentido em partir para o tudo o nada para Aécio que poderia escolher ser candidato contra o Lula apenas para ser conhecido nacionalmente já que teria mais oito anos no Senado ou voltar para o governo de Minas com tranquilidade. Ou seja, se ficar claro que o Lula pretende voltar em 2014, o PSDB deve se dividir em duas estratégias distintas. Caso o presidente Lula assuma algum cargo em organizações internacionais como foi especulado na imprensa, dependendo da improtância da função seria um indício que ele não pretende voltar em 2014 e que a Dilma seria candidata a reeleição. Aí teríamos um cenário diferente, um PSDB unido em torno de Aécio procurando fragilizar, desgastar o governo Dilma e o PT. Nestas condições seria uma tragédia para um governo Dilma ter Aécio Neves como presidente do Senado. O PMDB é um partido muito volúvel, uma parte importante do partido orbita em torno de lideranças externas à legenda e, com Aécio na presidência do Senado, esse comportamento seria maximizado. Nesse sentido, para o PSDB, o melhor cenário diante de uma derrota de Serra seria uma sinalização por parte do Lula que não será candidato em 2014 e que a Dilma poderá ser candidata a reeleição. No instável sistema político brasileira, diante de um governo que imagina-se tenha menos carisma que o governo Lula, haverá rapidamente um reposicionamento das forças políticas independentemente das alianças eleitorais atuais.
4. O PMDB é um partido singular, em nível nacional nunca perde. Fará parte do governo se a Dilma ganhar, e se a Dilma perder também. Mas no caso em análise, numa possível vitória de Dilma Rousseff, a situação do PMDB dependerá em primeiro lugar da bancada que conseguir eleger no Senado e na Câmara. Supondo que mantenha o peso atual, o PMDB terá forte influência no governo Dilma ainda mais com Michel Temer como vice. Especialmente porque o Michel Temer parece ter poderes especiais para concentrar poder mesmo quando parece numa posição mais fraca. Vejam o caso de São Paulo, quem comanda o PMDB paulista desde os anos 80 é o Quércia, inclusive o PMDB paulista apoio José Serra e não Michel Temer que é do PMDB de São Paulo. Então note que situação esdrúxula, o Michel Temer não consegue ser o líder do PMDB de São Paulo, mas é a principal liderança do PMDB nacional há anos. Assim não se deve duvidar da influência que ele terá no governo Dilma mesmo vice sendo fraco normalmente. Mas a questão fundamental no caso de uma vitória de Dilma nas eleições é, o PMDB será fiel no Congresso? A fidelidade do PMDB dependerá da perspectiva de tempo no poder. Consequentemente, se o Lula sinalizar um retorno, a perspectiva será longa e o cálculo do PMDB fará com que não faça exigências demais de imediato crendo que estará no governo durante longo tempo. Por outro lado, se o Lula tomar outro rumo, abandonar a política, ocupar um cargo no exterior, etc. mostrando que não pretende voltar ao poder, a fidelidade do PMDB variará diariamente de acordo com a popularidade e com os resultados do governo Dilma e evidentemente das manobras políticas recorrentes no interior do Congresso. Estas manobras terão maior capacidade de enfraquecer no Congresso o governo Dilma e forçar novas concessões ao PMDB se o Aécio Neves for presidente do Senado. De todo modo, o PMDB deve continuar sendo uma força política, mas um partido amorfo, sem idéias, ideologias e sem perspectiva de disputar o poder diretamente, continuará dependendo de outro força. E nesse sentido, caso a hegemonia do PT seja duradoura, por exemplo um governo Dilma, e depois Lula novamente, é provável que o PMDB se enfraqueça como força política como o DEM ao se associar por tanto tempo com o PSDB.
5. Uma vitória de Dilma Rousseff consolidará o PT como uma força política integrada ao establishment. E os setores mais a esquerda ainda existentes se tornarão cada vez mais pragmáticos e com propostas que não comprometam a viabilidade eleitoral. Caso ainda haja resistentes acabarão por deixar o partido. Veremos que há uma abertura no sistema político brasileiro num próximo item. Contraditoriamente a vitória de Dilma pode acentuar um problema já crônica, a ausência de novas lideranças com projeção nacional no PT. A Dilma foi escolhida por Lula, não tinha qualquer liderança dentro do PT e ganhou poder no interior do governo também pela ação do Lula. Dilma não é uma liderança natural, não mobiliza as forças políticas e na presidência dificilmente o fará. É provável que em termos de liderança na presidência, a Dilma se assemelhe mais ao FHC do que ao Lula. Dependerá mais da articulação dos líderes no Congresso do que de sua própria ação. Também é pouco provável que Dilma tenha o apoio e o apelo popular que o Lula teve. Neste sentido, tudo caminha para a manutenção do Lula como o grande líder e o ponto de convergência do PT. A dependência do PT em relação ao Lula deve aumentar não diminuir. Esta situação se acentua porque nos estados não estão despontados lideranças petistas que possam se projetar nacionalmente. O desempenho de Mercadante até agora nas eleições paulistas é vergonhso, deve perder e ficar sem mandato. Aí nas eleições municipais irá disputar com a Marta quem será o candidato a prefeito. Fora de São Paulo, aparentemente despontava lideranças em Minas que foram abafadas pela coligação forçada com o PMDB. Eventualmente, dependendo da posição que o Fernando Pimentel (que não será eleito, devem se eleger Aécio e Itamar por ampla margem) ocupe no governo Dilma pode se projetar nacionalmente, mas novamente seria um processo tortuoso, não consegue vencer o Aécio em Minas e pleitear ser candidato a presidente, por exemplo, contra o Aécio. Mas enfim, nestes eleições não parece emergir nos estados nenhuma liderança que possa se projetar nacionalmente para ser liderança nacional. Caso vença as eleições o Tarso Genro pode se aproximar disso, mas considero improvável. A polarização política no RS é muito grande e por melhor que o governo seja a aprovação será sempre limitada, o governo será sempre muito questionado, discutido não dando base para um projeto nacional. A vitória de Dilma diante das alianças e estratégias adotadas farão com que o PT continue sendo Lula.
6. Mantida a hegemonia do PT em nível nacional, partidos como PSB, PDT, PP, PR, PTB, PCdoB, se tornarão cada mais indiferenciados. Em alguns estados, alguns membros procurarão manter o discurso tradicionald e cada um, mas no fim a ação será pragmática, numa adesão incondicional (em termos ideológicos) ao governo do PT no plano federal. É provável que haja mais fusões entre partidos. Quem imaginaria há alguns anos, o PP apoiando o PT? O Francisco Dornelles anunciando o apoio não oficial à Dilma? Ou ainda todos deputados do PTB indo atrás da Dilma para apoiá-la e o PTB não apoiando formalmente apenas por causa do presidente da legenda, Roberto Jeferson, praticamente um obstáculo meramente burocrático? O PSB seria o partico com maior perspectiva, mas a forma como abortou a candidatura Ciro Gomes parece indicar um caminho similar ao DEM, abandono de quaqluer projeto de poder em âmbito nacional. Com a guinada do PT à direita, já não há diferença entre PT e PSB. Então acabamos num vazio ideológico. O PDT sem o Brizola acabou, se o sistema partidário brasileiro caminhar mesmo para a polarização deve acabar. o PC do B seria um partido ideológico, com posições, mas também é falso. A aliança com o PT já está sempre pré-aprovada, o PT caminho para a direita e o PC do B não colocou obstáculos, não travou o processo, foi junto apesar de manter um discurso mais radical. Mas curiosamente não é um discurso radical não é mais um radicalismo de esquerda-marxista, mas um radicalismo nacionalista. Neste sentido, o PCdoB mudou a sua ideologia mas por um caminho diverso do PT. De todo modo, esta postura nacionalista do PCdoB não suporta um projeto nacional de poder, coloca-se apenas como linha auxiliar do PT. O partido carece de lideranças nacionais.
7. O PV, no Brasil, não é um partido ambientalista como na Europa, com um projeto universal. Em termos nacionais mantém este discurso, mas em nível local é mais do mesmo, não é sequer um fator de difusão de uma consciência ambiental nos estados e municípios. Falta ao partido lideranças nacionais, e aí agora usou a estratégia da UD, como a UDN foi atrás de Jânio quadros para ganhar uma eleição, o PV foi atrás da Marina Silva para ter alguma projeção nacional. Mas fora o discurso ambiental não há relação entre o PV e a Marina. Se a Marina Silva pretende insistir em ser uma lidenraça nacional e disputar o poder, ela deixará o PV após as eleições de outubro. O PV é um partido de lideranças locais, e estas ldieranças já estão vinculadas a outros projetos de poder, PSDB, PT ou outro. É uma evrgonha, por exemplo, para um partido que supostamente tem uma candidata disputando a presidência da República a situação no Rio de Janeiro, onde o Fernando Gabeira é mais aliado do PSDB e do Serra do que da Marina.
8. Por fim, temos a extrema esquerda representada pelo PSOL, PSTU, PCO, etc. Fora o PSOL que ainda tem alguma representatividade, os demais são insignificantes em termos eleitorais. Há frações do PSOL que poderiam crescer eleitoralmente, mas o partido é fracionado em várias tendências como o antigo PT (claro o PT ainda têm tendências, mas na prática são irrelevantes, o que dita a posição do partido é viabilidade eleitoral). Padece de um antigo problema da esquerda marxista brasileira, não estabelece vínculos com o povo brasileiro nem que seja para mudá-lo, vive num mundo a parte.
9. Neste quadro partidário, há a formação de dois pólos, um em torno do PT e outro em torno do PSDB. Ainda que vários analistas políticos na grande imprensa insistam que o caminho seria a aproximação entre o PT e o PSDB para que pudessem se livrar dos aliados mais fisiológicos, isso não irá acontecer. A proximidade que buscam entre o PT e o PSDB no passado deve-se mais a emoção, aos sentimentos que o analista nutre ou nutria por membros das duas legendas, ou pela interpretação pessoal do analista sobre a atuação dos dois aprtidos do que propriamente por uma convergência de propostas para o Brasil. Hoje há uma grande convergência, mas é um convergência inconciliável, porque os dois partidos almejam a mesma coisa o poder, e a convergência ocorreu por isso. A convergência não surgiu de uma análise e definição de propostas para o Brasil. Ao contrário, os dois querem ganhar as eleições, e procuram incorporar as propostas e ações que mostraram dar viabilidade eleitoral ao concorrente. Claro que há diferenças acidentais entre os dois partidos no governo, mas são acidentais, dependem da conjuntura internacional, do momento político e econômico interno, etc. Do mesmo modo que há diferenças entre Republicanos e Democratas nos EUA hoje há diferenças entre o PT e o PSDB, não cabe esperar qualquer ruptura entre um governo e outro. Houve um esvaziamento ideológico, uma adesão ao pragmatismo, uma aceitação do possível, evita-se confrontar e resolver os grandes problemas brasileiros, procura-se contorná-los sem resolver. por exemplo, a política social do governo Lula faz mudanças significativas na estrutura social brasileira, mas e se amanhã o governo não tiver condições de aumentar os recursos para a política social? E se a economia entrar em recessão (é bom lembrar que recessões são intrínsecas às economias capitalistas, é bom os petistas ex-marxistas relembrarem disso, o Lula não tem o poder de abolir a dinâmica econômica)? Enfim, das transformações sócio-econômicas do governo lula ainda preciso um teste para verificar o que é definitivo e o que é apenas conjutural. Ora estas opções são muito pobres, abole por completo o ideal de uma nova sociedade, de um Brasil estruturalmente distinto, com uma sociedade coesa, integrada com maior nível de renda, educação, com maior capacidade de se auto-sustentar e autodeterminar. Neste quadro cabe perfeitamente, não uma terceira via, mas um terceiro partido que apresente uma proposta política mais à esquerda, um partido mais utópico em suas propostas e ações, mas pragmático na luta pelo poder, que não seja apenas um partido para ser apenas a consciência crítica do país. Mas num primeiro momento, ele deveria ser exatamente isso, um papel que de certo modo o PT desempenhou em alguns momentos quando estava na oposição, criticar para mostrar que é preciso fazer mais, propor políticas alternativas ousadas especialmente vinculadas com o comprometimento do cidadão com os rumos do país. Neste plano, este partido deveria adotar uma idéia do PMDB (obviamente neste caso é só discurso, não resulta em nada) que é o fortalecimento do município, mas não das instituições políticas municipais, mas da participação política do cidadão no município, fazer do município uma arena de educação política e de responsabilidade cidadã, de compromisso com o outro, com todos os brasileiros. Das lideranças atuais, caberia uma Heloísa Helena e uma Marina Silva num terceiro partido que desempenhasse esse papel de disputar o poder e ser a consciência crítica do país sem se deixar envolver pelas questiúnculas que tomam conta das instituições brasileiras diariamente e que dominam os discursos políticos e eleitorais.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Veríssimo sobre economistas e imprensa brasileira
‘Camone’
Não deixa de ser irônico que o analista econômico mais à esquerda — se é que cabe o termo — da grande imprensa brasileira seja um americano. Paul Krugman é publicado no Brasil porque ganhou um Nobel e escreve bem, mas está na contramão do pensamento econômico dominante do seu país, que é a opinião dominante por aqui também.
Critica o monetarismo clássico, os preceitos da escola de Chicago e os mitos do mercado autorregulador e ultimamente tem batido muito na opção da União Europeia de vencer sua crise atual com medidas de austeridade e cortes em gastos públicos — segundo ele um exemplo da velha prática perversa de fazer os pobres pagarem pelas lambanças dos ricos.
Krugman defende a ação dos governos para estimular economias e desobediência a todas as receitas de autoflagelação vendidas aos pobres como "responsabilidade fiscal" e sacrifício depurador. Quer dizer, é um estranho em dois mundos, o dos economistas ortodoxos americanos que ainda ditam a política do país, mesmo no governo do Baraca, e o dos economistas locais que seguem a linha americana. Sem falar na estranheza de vê-lo publicado nos nossos principais jornais conservadores, no que também pode ser visto como uma admirável demonstração de pluralismo de enfoques.
Mas me lembrei de quando eu era guri e brincava de "mocinho", ou caubói, com outros garotos da vizinhança, todos com reluzentes revólveres de espoleta metidos em seus coldres, até os sacarmos para matar bandidos ou índios. Eu tinha morado nos Estados Unidos e sabia inglês, mas o máximo que os outros sabiam era enrolar a língua e fingir que falavam como nos filmes. Seu vocabulário era "Camone" e pouco mais, mas não importava. Nos comunicávamos naquele inglês imaginário, e vivíamos juntos a glória de ser americanos. Ninguém tinha a pontaria de um americano. Ninguém brigava a socos e saía da briga sem uma marca no rosto como um americano.
Um americano era perfeito. Um americano podia tudo. Depois, claro, crescemos e descobrimos que nem todo americano era "mocinho". Mas daquele tempo ficou a ideia inconsciente de que ser americano é credencial suficiente, de que basta dizer "camone" para dispensar qualquer outro tipo de aferição.
O que tudo isto tem a ver com o Paul Krugman? Talvez o fato de ser americano tenha facilitado sua entrada nas páginas econômicas sem que checassem suas convicções. Tudo teria a ver com a infância de todos nós.
http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2010/07/29/camone-311986.asp
domingo, 25 de julho de 2010
Política Externa do Governo Lula
Política Externa: Debate e Balanço
O referencial para a avaliação da política externa brasileira é o conjunto de esforços do país, que possui identidade, prioridades e projeção internacional. A conclusão é de um balanço positivo. Da UNASUL (União das Nações Sul-Americanas) aos G20 comercial e financeiro, ao IBAS, ao exercício da liderança focada em temas sociais (fome, saúde, desenvolvimento) observa-se autonomia e equilíbrio. Fazendo uso dos termos norte-americanos, o Brasil exerce a diplomacia do “poder inteligente” (smart power). O artigo é de Cristina Soreanu Pecequilo.
Cristina Soreanu Pecequilo (*)
Nos últimos anos, a solidez das relações internacionais brasileiras tornou-se evidente no cenário global. Dentre as iniciativas que representam este salto qualitativo encontram-se: a diversificação de parcerias Sul-Sul e Norte-Sul, a consolidação de coalizões de geometria variável como o G20 comercial e financeiro, o Fórum de Diálogo IBAS, o comando da Missão de Paz das Nações Unidas no Haiti (MINUSTAH), a mediação de questões sensíveis referentes à proliferação nuclear (Irã) e instabilidades políticas (Honduras, América do Sul), o avanço das nações emergentes (Cúpula dos BRIC), além da ajuda e cooperação técnica a nações mais pobres.
A projeção em questões mundiais, e não somente nas relativas a um espaço ou tema como América do Sul e comércio, retomou uma tradição e patrimônio esvaziado na década anterior e tornou a política externa foco de debate. Estas discussões estenderam-se democraticamente à sociedade, demonstrando que a participação internacional resulta de um contexto político e econômico de estabilidade e recursos, somado ao amadurecimento do Brasil e sua população, que reconhece o país como potência, assim como cada vez mais o fazem outros Estados. Embora em diversas oportunidades este diálogo tenha ocorrido de forma construtiva, buscando elucidar os porquês de prioridades e movimentações, em outras o que se observou foi a crítica fácil.
Esta dinâmica demonstra-se em polarizações ideológicas, avaliações parciais e fabricação de crises que atribuem às escolhas brasileiras resultados como isolamento, perda de credibilidade, enfraquecimento e ausência de legitimidade. Observa-se em certos meios a prevalência de um balanço negativo destas experiências, comparadas a um falso positivo: os anos 1990 e sua postura minimalista. Mesmo quando houve continuidade, característica da política de Estado, apontou-se quebra que levou à suposta radicalização. Neste campo inserem-se a integração sul-americana, o pleito ao assento de membro permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSONU), a defesa do sistema multilateral justo na Organização Mundial de Comércio (OMC), descontextualizados e avaliados como exercícios de poder. Vitórias em painéis da OMC contra o protecionismo norte-americano, como no caso do algodão, e o direito do Brasil retaliar os EUA foram apresentadas como agressões e não resultado de um julgamento legal no âmbito da organização.
A manifestação mais recente foi a alegação de que o PT possuiria envolvimento com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), e que o Brasil apóia ditadores, visando benefícios comerciais e financeiros em detrimento da democracia. Em Honduras, porém, quando o país defendeu este princípio, apontaram enganos. Similar padrão fora aplicado a situações como as da Venezuela, Bolívia e Equador, existindo alegações de fraqueza ao lidar com o Paraguai sobre Itaipu. A participação turco-brasileira nas negociações referentes ao programa nuclear iraniano permanece alvo de controvérsia, assim como a intermediação nas conversações Israel-Palestina e a presença no Oriente Médio. Para os próximos dias, pode-se aguardar alegações de que o rompimento diplomático entre Venezuela e Colômbia foi resultado do apoio a Chavéz. Alternam-se acusações de excesso as de timidez, que revelam as motivações, a inconsistência e o fator conjuntural das críticas.
Com relação ao acordo nuclear, as diferenças de postura com os EUA trouxeram a tona novamente o tema do anti-americanismo, que surgira devido às posições diante da ALCA (Área de Livre Comércio das Américas) e da Rodada Doha. Devido às divergências das agendas foi atribuída ao Brasil a paralisia de ambos. Todavia, guardadas as tradicionais elevações de retórica para defesa de interesses, em nenhum momento houve rompimento bilateral. Associou-se ao Brasil peso desproporcional na definição do fracasso e/ou sucesso de qualquer uma destas negociações, entendidas como via de mão única, quando muitos obstáculos residiam nos EUA.
Além de relegar o país a uma posição secundária, estas visões revelam uma incompreensão das fragmentações norte-americanas, seus mecanismos políticos-decisórios e do equilíbrio de poder mundial pós-Guerra Fria. Dentre as percepções equivocadas encontra-se a da unipolaridade, obscurecendo a ascensão político-econômica de potências regionais, emergentes ou desenvolvidas, gerando desconcentração de pólos. Estas avaliações subestimam o interesse norte-americano em dividir ônus com aliados que exerçam papel estabilizador em seus espaços regionais. Supõe-se forte unidade nos EUA, ignorando as disputas partidárias pela hegemonia interna e a permeabilidade aos grupos de interesse. O poder de determinados lobbies é elevado, afetando as ações do Executivo.
Isto não significa a eliminação de divergências ou que os EUA não buscariam conter os aliados (não esquecendo de iniciativas como a reativação da Quarta Frota no Atlântico Sul), mas demonstra uma recomposição de forças. Ao longo da história, como parte de sua cultura, a sociedade norte-americana não valoriza políticas de fraqueza, descarta os que não lhe oferecem nem riscos e nem oportunidades. A despeito do que fazem supor os ruídos, a relevância do Brasil somente aumentou e não diminuiu.
Mesmo conscientes que o exercício da justificação é parte da dominação, é fato que nos documentos oficiais os “novos centros de poder” ganharam espaço. A leitura da grande estratégia lançada em Maio pela administração Barack Obama, a NSS-2010, reconhece estas mudanças, algo que ocorre desde o final do governo George W. Bush. Pode ser este apenas um movimento defensivo e não propositivo? Certamente, mas é curioso observar afirmações como
segue em:
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16817
Governo Lula e as eleições
Almocei neste sábado com dois amigos da época da graduação em rel em Brasília. Agora os dois trabalham no setor privado em São Paulo.Um deles sempre gostou de política e até teve alguma pretensão política. Agora não. Obviamente nenhum dos dois nunca foi petista e nem simpatizante da esquerda. Muito ao contrário, até filiado ao DEM um deles foi. Claro que provoquei o anti-petismo dos dois, porque o anit-petismo radical sempre é divertido de se ver sendo manifestado. E aí um deles disse, “independente do motivo tenho que reconhecer que o governo Lula foi melhor que o governo Fernando Henrique e que minha vida melhorou no governo Lula”. E qual a conseqüência disso para o voto? Nenhuma, ele não irá votar na Dilma e no PT. Eles não irão votar no PT e na Dilma.
E aí reside uma diferença nas estratégias de campanha de Serra e Dilma. O PT reconhece que há um segmento significativo, nos setores de alta renda e classes médias, que são radicalmente antipetistas e não votarão no PT por melhor que sejam os resultados do governo. Esta rejeição ao governo pode se aproveitar de qualquer coisa para justificar a postura, pode usar tanto a corrupção (ainda que digam que em todos há corrupção, dirão que o aparelhamento no governo do PT é maior), quanto o radicalismo (por exemplo, o PNDH ou a discussão sobre o controle social da mídia, ou a reforma agrária, etc.). A campanha do PT não se interessa por estes setores, sabe que não irá seduzi-los. Ou melhor o PT tem apena sum interesse nesse segmento, pelos menos no que se refere aos setores de alta renda, quer doações de campanha. Os grandes empresários, independentemente da posição política acabam por fornecer recursos a vários candidatos e mais ainda para o candidato que vair ganhar mesmo rejeitando profundamente o candidato, ao PT interessa as doações de campanha e isso não ocorre por razões ideológicas. Veja o caso de Paulo Skaf, candidato a governador de São Paulo, as notícias dão conta que ele não está conseguindo captar os recursos necessários para viabilizar a campanha, por quê? Porque não mostra viabilidade eleitoral, não irá vencer.
Este eleitorado anti-PT é voto certo em José Serra independentemente do que ele faça. E o que tem feito a camapnha do Serra até agora? feito campanha para este segmento. A tentativa de difundir medo sobre a Dilma, explorar seu passado, falar que ela não controlorá os radicais do PT sentsibiliza os antipetistas, meus amigos são sensíveis a este discurso! Mas atnge alguém fora deste eleitorado cativo do PSDB? Já atingiu, hoje não. No final dos anos 80 e nos anos 90, havia condições de difundir o medo nos setores de classe média cenrista e setores de baixa renda em relação ao PT, essa estratégia foi muito utilizada. Ajudou especialmente na derrota nas eleições presidenciais de 1989 e 1998, espcialmente. E em muitos lugares ainda é útil em eleições municipais. Mas em termos federais, a eleição do Lula em 2002 mudou este quadro. O famoso do quadro da regina Duarte dizenro “Eu tenho medo” mostrou o esgotamento da estratégia. E as políticas adotadas pelo governo Lula solidificou este resultado. as políticas sociais do governo Lula mostraram para os setores de baixa renda que não havia o que temer. Os setores médios se beneficiaram do crescimento econômico, de algumas políticas públicas, por exemplo, estímulo ao consumo e à construção civil, e viu que o PT não faria loucras no governo federal. Estes setores não têm medo de um novo governo do PT e não há o que a campanha do Serra possa dizer que mude isto, tudo vai ser considerado como aquele tipo de coisa que diz em meio a uma camapanha eleitoral, mas que não se deve levar muito a sério. Conclusão, a estratégia do medo é a estratégia errada para a candidatura Serra, por quê?
Porque favorece que a campanha da Dilma centre-se na campanha do medo também, e aí quem sai perdendo é o Serra. Hoje os segmentos de baixa renda que poderiam ter o seu medo mobilizado para não votar no PT pode ter seu medo mobilizado para não votar no Serra. Hoje o fim da reversão das políticas sociais e de consumo do governo Lula é que causam medo nestes segmentos. E é um medo real, porque do mesmo modo que meus amigos antipetistas, a constatação da população é que sua vida melhorou no governo Lula, e diferenemente dos antipetistas radicais, a maioria da população associa estes ganhos ao Lula, e teme que haja mudanças. Neste sentido a camapnha do medo é equivocada para Serra.
É claro que a campanha do medo proposta por Serra revela um certo desespero por não ter condições de atacar frontalmente o governo Lula dado o apoio que tem. E aí aparentemente o candidato Serra procura respaldo nos setores mais anti-petistas, mas ele não ganhará as eleições com este setor, ao contrário, perderá. O problema é que não há outra alternativa objetivamente viável. Uqaluqer tentativa de ser uma oposição radical enfraquece Serra. E o reconhecimento das conquistas do governo Lula, uma rejeição do acirramento ideológico proposta pelos anti-petitas, aparece como o único ponto de partida para uma camapnha vitoriosa. Por outro lado, admitir isto publicamente, explicitamente não favorecia a Dilma e o PT? Em princípio sim, entretanto, poderia servir para mudar as caracter´siticas e os debates da campanha.
Outro equívoco da camapnha de Serra e que de algum modo o PT e o Lula também alimentam é acreditar que as eleições estaduais e a presidencial estão interligadas de modo significativo. Por exemplo, a notícia corrente nos jornais é que Aécio Neves não estaria fazendo camapnha para Serra em Minas e que por isso o Serra e a Dilma estariam empatando nas pesquisas em Minas. Mas será isso mesmo? Seria possível dizer que Hélio Costa está na frente de Anastasia por causa do Lula e porque o Aécio não faz camapanha para o Anstasia? Não! O Lula foi fazer camapnha no Ceará, segundo os jornais, porque quer eleger os dois senadores, derrotar o Tasso Jereissati, qual a chance de Jereissati não conseguir nenhuma das duas vagas para o senado por causa do Lula? Nenhuma! As eleições no Brasil são estratificadas. O apoio do Lula tem grande impacto sobre a eleição presidencial, mas baixa para as eleições para governador e baixíssima para senador e deputados! Se o apoio do Lula fosse o fator determinante nas eleições estaduais não teria sentido o presidente ter forçado em vários estados que o PT não tivesse candidato próprio, ou o PT lançaria chapa independente para deputados. Nada disso acontece. A influência do Aécio é sobre a eleição para governador. para as eleições estaduais. Os mineiros aprovam o governo Aécio e o governo Lula, isso significa que tendem a esperar a continuidade do governo Aécio em Minhas e continuidade do governo Lula no Brasil. Não são coisas comparáveis! Por que o mesmo indivíduo que aprova Lula e Aécio, iria convergir para uma posição única votando no candidato a presidente e a governador de Lula ou no candidato a presidente e a governador de Aécio? Não faz sentido. Não há este tipo de convergência. Os apoios locais são mais importantes pela estrutura da campanha, para organizar burocraticamente a campanha, para ajudar a divulgar o nome dos diferentes candidatos, e não por uma transferência direta de votos entre diferentes esferas.
O sucesso do governo Lula pode ser suficiente para eleger a Dilma, mas nas eleições estaduais o sucesso do governo Lula é insuficiente, há outros fatores locais que pesam mais, e por isso Lula fez questão de fazer sólidas alianças nos estados para conseguir não apenas eleger governadores, mas para conseguir ampliar os deputados e senadores da base aliada. Evidentemente que eleger aliados como Renan Calheiros pode significar eleger o inimigo de amanhã. Mas de todo modo, a estratificação das eleições dificulta uma mudança neste quadro. Depende das condições políticas locais, do eleitor e sua visão de mundo.
sábado, 24 de julho de 2010
E agora, o que acontece com quem morreu rezando errado?
23/07/2010 - 13h12
Erro faz islâmicos da Indonésia rezarem voltados para a África ao invés de Meca
Do UOL Notícias*
Em São Paulo
Muçulmanos em peregrinação a Meca, na Arábia Saudita, participam de ritual em torno da Caaba
Um erro fez com que os muçulmanos da Indonésia se voltassem para a direção errada na hora de rezar voltados para Meca. Na verdade, eles rezavam voltados para algum ponto entre o Quênia e o sul da Somália, na África.
O Conselho Indonésio Ulema, a principal entidade islâmica do país, admitiu um erro em um édito publicado em março indicando a direção para a região sagrada da Caaba, em Meca. Originalmente, o conselho afirmou que a cidade da Arábia Saudia, para onde os muçulmanos devem se curvar para suas rezas diárias, estava a oeste da Indonésia. Após uma revisão, se concluiu que Meca está a noroeste do país.
O erro não deve fazer com que as mesquitas do país sejam reconstruídas, segundo Umar Shihab, conselheiro do Ulema. "Não há necessidade de mudar a estrutura da construção, apenas fazer pequenos ajustes na rotação das esteiras para reza", disse.
A Indonésia é o país com maior número de muçulmanos no mundo. De sua população de 237 milhões de pessoas, 90% seguem o islamismo.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
terça-feira, 6 de julho de 2010
quarta-feira, 30 de junho de 2010
sábado, 26 de junho de 2010
Gigante la celeste: ¡estamos en cuartos!
FINAL | 2 A 1
Gigante la celeste: ¡estamos en cuartos!
GONZALO LARREA
De manera agónica, sufriendo y con mucho amor propio, Uruguay consiguió hoy el pasaje a cuartos de final del Mundial tras vencer 2 a 1 a Corea del Sur con Luis Suárez como máxima figura.
Con dos goles, el salteño fue el héroe celeste ante los coreanos, anotando uno a diez minutos del final, cuando el panorama parecía más que complicado.
El partido tuvo un arranque para el infarto, con diez minutos iniciales que tuvieron de todo, incluyendo el primer gol de la celeste.
Cuando apenas corrían 40 segundos, una combinación entre Forlán y el "Palito" Pereira terminó con un pase al medio que no fue gol de Cavani por poco, haciendo ilusionar a los hinchas uruguayos en todo el mundo.
Sin embargo, la primera de Corea fue aún más peligrosa. Un tiro libre del "10", Park, se estrelló con todo contra el palo, salvando a un Muslera que ya estaba vencido. Una vez más, el poste salvó a los uruguayos, tal como sucedió ante México.
Al igual que en el partido contra los aztecas, la replica uruguaya fue letal y con el mismo protagonista: Luis Suárez.
El ex Nacional aprovechó un grosero error de Jung Sung Ryong, arquero coreano, quien no pudo controlar un tímido centro a ras del suelo de Forlán. Suárez apareció solo por el segundo palo y de primera hizo estallar el grito de gol uruguayo.
Tras el gol y de a poco, Uruguay se fue olvidando de atacar, dejando venir peligrosamente a los surcoreanos, que se hicieron con el dominio del balón, llegando con peligro en varias ocasiones.
En el complemento el dominio coreano se hizo aún más evidente y tras una larga agonía Lee Chung Yong aprovechó un error de Muslera y la zaga celeste, anotando de cabeza el empate.
El gol coreano despertó al equipo de Tabárez, que pareció recordar de golpe todo lo que no había hecho después de la apertura, generando una vez más peligro sobre el arco rival por medio de Luis Suárez.
Tras un par de ocasiones malogradas, con un poco de egoísmo del salteño, fue el propio Suárez que se inventó un remate desde el borde del área que se coló contra el palo, imposible para el arquero.
Diez minutos tuvo que aguantar Uruguay para terminar con el sufrimiento y desatar un festejo que se siente en todo el Mundo. La celeste está en cuartos, haciendo historia y con la ilusión intacta.
Ficha del partido
Uruguay: Fernando Muslera, Maximiliano Pereira, Diego Lugano, Diego Godín (Mauricio Victorino, 46), Jorge Fucile, Egidio Arévalo, Diego Pérez, Alvaro Pereira (Nicolás Lodeiro, 74), Diego Forlán, Luis Suárez (Alvaro Fernández, 84), Edinson Cavani. DT: Oscar W. Tabárez.
Corea del Sur: Jung Sung-ryong, Cho Yong-hyung, Park Ji-sung, Kim Jung-woo, Park Chu-young, Lee Young-pyo, Kim Jae-sung (Lee Dong-gook, 61), Lee Jung-soo, Ki Sung-yueng (Yeom Ki-hun, 85), Lee Chung-yong, Cha Du-ri. DT: Huh Jung-moo.
Goles: Uruguay, Suárez (8, 80); Corea del Sur (Chung-yong, 68).
Amonestaciones: Corea del Sur, Jung-woo (38), Du-ri (69), Yong-hyung (83).
Arbitro: Wolfang Stark (Alemania).
Estadio: Nelson Mandela Bay, Port Elizabeth.
Asistencia: 30.597, estadio con capacidad para 45.000.
sábado, 19 de junho de 2010
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Onde o Serra pensa que está?
O Serra voltou a atacar a Bolívia, dizendo que ao contrário da Bolívia, a Colômbia não faz corpo mole no combate ao narcotráfico. Tenho várias dúvidas, tem alguém recebendo para aconselhar o Serra a dar estas declarações? O Serra está tentando imitar o Paulo Maluf em campanha? O Serra sabe que é candidato a presidente do Brasil e que aqui ninguém está nem aí para isso, que não vai ganhar voto por ficar atacando a Bolívia? O Serra está pensando, eu perco a eleição, mas faço um estrago na política externa brasileira? O Serra está sendo pressionado pelos segmentos mais a direita a atacar o governo Lula e como não pode, resolveu fazer estas críticas raivosas contra a Bolívia de Evo Morales? Ele faz estes ataques porque sabe que serão manchetes em sites e jornais?
Se os ataques de Serra à Bolívia sinalizam o direcionamento que será dado à política externa brasileira num governo Serra, o retrocesso será enorme. E note-se que se Serra tivesse vencido em 2002, a expectativa era outra, pois tinha atuado na questão dos genéricos na OMC, talvez a posição mais autônoma do governo FHC em âmbito internacional, e pretendia, segundo a imprensa, nomear o Celso Amorim como Ministro das Relações Exteriores.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Goles que marcará Brasil
20 mayo, 2010 - Lluís Bassets
Goles que marcará Brasil
El balón es el símbolo obligado del encumbramiento de Brasil como superpotencia. Su brillante tradición deportiva obliga a evaluar en términos futbolísticos sus crecientes éxitos económicos y diplomáticos. Así lo ha hecho el ministro de Exteriores, Celso Amorim, a la hora de calificar el acuerdo obtenido por su presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, junto al primer ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, y al presidente Mahmud Ahmadinejad, sobre el programa iraní de enriquecimiento de uranio: "Brasil sólo ha colocado la pelota en el área".
Muchas son las interpretaciones suscitadas por este compromiso tripartito, que sigue los pasos del último intento pilotado desde Naciones Unidas para evitar que el programa iraní desemboque en la fabricación del arma nuclear; y por el que Teherán se compromete a entregar a Turquía 1.200 kilos de uranio poco enriquecido, de los que devolverá a los iraníes una décima parte, a su vez enriquecida al 20% para uso médico.
Desde Washington puede verse como una jugada de los nuevos países emergentes para cerrar el paso a la cuarta serie de sanciones económicas que Estados Unidos estaba preparando y que presentó el martes, pocas horas después de la firma a tres en Teherán. Desde Israel, donde su Gobierno desconfía de las sanciones ante un régimen al que considera una amenaza existencial, cabe considerarlo como una bofetada a Obama, que carga de razón a quienes todo lo fían a la destrucción por medios militares de las instalaciones nucleares iraníes. Desde Europa sólo puede interpretarse como lo que es en cualquiera de los casos: ese balón que sitúa a Brasil en mitad del escenario y desaloja en cambio a quienes tuvieron el máximo protagonismo en los últimos años, tanto a través del llamado Grupo 5+1 (los cinco del Consejo de Seguridad, de los que dos son europeos: Francia y Reino Unido, más Alemania) como del Alto Representante de la UE, Javier Solana, a quien los Seis delegaron el grueso de la negociación, cosa que no han hecho con su sucesora, Catherine Ashton.
Los intereses de Turquía y su premier desembocan directamente en la región a la que Lula ha viajado en dos ocasiones en los tres últimos meses. Están en juego las relaciones de vecindad y el liderazgo regional, aunque también cuenta la competencia con Rusia. Para Brasil, en cambio, todo se juega en la mejora del estatuto internacional del gran país sudamericano. Lula se ha colado en un escenario reservado hasta ayer a las viejas superpotencias por la misma infalible regla de tres con que su país se incorporó al G-20 a la hora de enfrentarse con la crisis financiera, o entró en la cocina decisiva de la Cumbre de Copenhague sobre cambio climático.
Esta actitud responde a una política internacional de cuño realista, que está guiada sobre todo por los intereses de Brasil como potencia americana con vocación global. Es un envite que compite directamente con los europeos, cuya nutrida presencia en las instituciones internacionales, además de acentuar su cacofonía y su capacidad divisiva, no hace más que subrayar la senectud de una arquitectura internacional que se mantiene casi intacta desde que terminó la última guerra mundial hace 65 años.
Lula ha desplegado siempre una gran actividad internacional. Pero este año 2010, el último de su presidencia, ha registrado un salto cualitativo, marcado por dos desplazamientos al exterior que indican como las sondas la profundidad de la vocación de Brasil. El primero le llevó en marzo pasado a Oriente Próximo, zona geográfica que jamás había ocupado a presidente brasileño alguno. El segundo le ha conducido ahora hasta Teherán y le ha proporcionado el raro privilegio de entrevistarse con el Guía Supremo de la Revolución, el ayatolá Alí Jamenei, algo que sólo está al alcance de una nómina muy restringida de mandatarios extranjeros.
Con su imagen de bonhomía proletaria y su enorme prestigio, Lula está actuando como un cohete propulsor de Brasil en la nueva etapa geopolítica multipolar. Está bien claro que, como parte de su legado político, quiere dejar a Brasil situado en lo más alto posible de la escena internacional y especialmente bien colocado en sus apuestas institucionales. De ahí que quiera jugar un papel en el proceso de paz en Oriente Próximo y ahora en un conflicto como el que mantiene Occidente con Irán, vinculado directamente a la política de no proliferación. Lula ha centrado el balón, que está ahora dentro del área. Pero serán sus sucesores quienes deberán empezar a meter los goles como en los mejores tiempos de la selección amarilla.
http://blogs.elpais.com/lluis_bassets/2010/05/goles-que-marcará-brasil.html