"Desde mi punto de vista –y esto puede ser algo profético y paradójico a la vez– Estados Unidos está mucho peor que América Latina. Porque Estados Unidos tiene una solución, pero en mi opinión, es una mala solución, tanto para ellos como para el mundo en general. En cambio, en América Latina no hay soluciones, sólo problemas; pero por más doloroso que sea, es mejor tener problemas que tener una mala solución para el futuro de la historia."

Ignácio Ellacuría


O que iremos fazer hoje, Cérebro?

domingo, 7 de março de 2010

Limitação dos direitos de patentes?


São Paulo, domingo, 07 de março de 2010


TENDÊNCIAS/DEBATES

Patentes de invenção e monopólio

ELLEN GRACIE NORTHFLEET


A Suprema Corte prepara-se para decidir um caso que deverá dar conformação nova à proteção conferida à propriedade intelectual


LOGO CHEGARÁ ao Brasil um assunto que suscita grande interesse nos meios jurídicos e econômicos norte-americanos. A Suprema Corte prepara-se para decidir um caso que deverá dar conformação nova à proteção que tradicionalmente é conferida à propriedade intelectual, redefinindo aquilo que pode ou não ser objeto de patente de invenção.
Dois empresários, Bernard Bilski e Rand Warsaw, requereram o registro de patente de um método pelo qual as empresas, os particulares e inclusive os fornecedores poderiam elaborar previsão mais acurada dos custos de energia, até mesmo em condições de variações climáticas extraordinárias.
A negativa desse registro pelo Departamento de Patentes e Marcas Registradas desencadeou a ação que agora alcança o mais alto grau de jurisdição.
O direito de requerer uma patente de invenção está previsto na Constituição norte-americana, que estabelece a proteção de autores e inventores de modo a "promover o progresso da ciência e das artes", atribuindo-lhes o monopólio da exploração comercial como forma de retribuição de sua iniciativa e criatividade. Essa proteção deve prevalecer durante um período limitado de tempo, após o que a invenção cai no domínio público.
No entanto, algo que, em sua origem, foi altamente positivo, estimulando efetivamente a inovação, tem assumido em tempos recentes aspectos abusivos, como é o caso de patentes novas requeridas tão somente para prorrogar o monopólio de produtos farmacêuticos meramente "maquiados", aos quais nada de efetivamente novo foi agregado.
Além disso, inicialmente os pedidos diziam respeito a objetos tangíveis, tais como novas máquinas ou componentes químicos. Ao longo do tempo, todavia, as regras relativas ao que poderia ser patenteado passaram a incluir cada vez mais métodos de trabalho abstratos ("business methods") -vale dizer, maneiras novas de realizar determinada tarefa.
O divisor de águas ocorreu em 1998, numa decisão da US Court of Appeals for the Federal Circuit (a única corte federal de apelação com competência sobre matéria de patentes). Nela ficou estabelecido que um método para processamento de dados referentes a fundos mútuos de investimento poderia ser patenteado.
A solução dada ao caso State Street Bank vs Signature Financial Group resultou na expedição de milhares de patentes relativas a métodos de trabalho. O "Financial Times" rotulou essa onda de deferimentos de "pandemia de patentes".
No caso Bilski, entretanto, o Departamento de Patentes denegou o registro e o mesmo tribunal (US Court of Appeals for the Federal Circuit) manteve essa negativa ao afirmar que as patentes devem estar "vinculadas a alguma máquina ou aparato determinado" ou transformar algo "em outra coisa ou alterar-lhe o estado" (""machine-or-transformation" test").
O caso despertou enorme interesse e perto de 70 "amici curiae" (terceiros sem interesse direto no desate da controvérsia, mas, sim, no esclarecimento da matéria) apresentaram memoriais à Suprema Corte. Entre eles, Microsoft, Google, Bank of America, inúmeras universidades e associações dedicadas ao direito da propriedade intelectual.
Empresas de biotecnologia, a indústria farmacêutica e outros que utilizam tecnologia de ponta advogam uma interpretação ampliada da lei, para que ela abranja os instrumentos de engenharia financeira e outros métodos em desenvolvimento. Mas há também quem pense que já é hora para que a Suprema Corte desestimule a corrida por patentes em áreas em que elas não são necessárias, como no caso de meros métodos de trabalho.
A inclinação do tribunal nesse sentido pareceu ficar evidenciada nos questionamentos feitos ao advogado dos requerentes pelos ministros, durante a sessão de 9/11/09.
O ministro Antonin Scalia sugeriu que, a partir do raciocínio defendido pelos autores, dever-se-ia conceder patente a quem escrevesse um livro sobre "o método de fazer amigos e influenciar pessoas". O ministro Stephen G. Breyer fez o auditório cair na gargalhada quando indagou se, de acordo com os mesmos parâmetros, seu método infalível de ensinar as sutilezas da Lei Antitruste, evitando que 80% dos alunos dormissem em sala de aula, também seria patenteável.
Raras vezes uma obscura questão de patentes desperta tanta atenção, afirma a professora Pamela Samuelson, da Faculdade de Direito da Universidade da Califórnia, Berkeley. E o professor John F. Duffy, da Faculdade de Direito da Universidade George Washington, por sua vez, considera essa a questão do século em matéria de direito de patentes, reporta John Schwartz, do "New York Times".
Aguardemos os resultados, pois eles certamente terão reflexos em outras jurisdições e no comércio internacional de bens imateriais, a grande "commodity" do século 21.


ELLEN GRACIE NORTHFLEET é ministra e ex-presidente do Supremo Tribunal Federal.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0703201008.htm

sábado, 6 de março de 2010

Economics in One Picture

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http://gregmankiw.blogspot.com/2010/03/economics-in-one-picture.html

Debt Is A Political Issue

Debt Is A Political Issue

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Earlier this week I gave a talk about the state of the crisis at Princeton’s Plasma Physics Lab, and one audience member asked a really good question: if the problem is that interest rates are at the zero lower bound, why should we worry about government borrowing? After all, doesn’t that mean that the government can borrow at a zero rate?

Now, part of the answer is that you really don’t want governments financing themselves largely with very short-term debt — that makes them too vulnerable to liquidity crises. But even long-term rates are low — the real interest rate on 10-year bonds is below 1.5 percent.

And if you do the arithmetic of debt service, that really does seem to suggest that debt isn’t a problem. To stabilize the real value of debt, all the government has to do is pay the real interest on it. So suppose that we add debt equal to 100 percent of GDP, which is much more than currently projected; servicing that debt should cost only 1.4 percent of GDP, or 7 percent of federal spending. Why should that be intolerable?

And even that, you could argue, is too pessimistic. To stabilize the debt/GDP ratio, all you need is to pay r-g, where r is the real interest rate and g the economy’s real growth rate; and right now r-g looks, ahem, negative.

And this benign view of debt isn’t just hypothetical: countries have, in reality, run up immense debt/GDP ratios without going insolvent: see the history of Britain, above.

So what’s the problem? Confidence. If bond investors start to lose confidence in a country’s eventual willingness to run even the small primary surpluses needed to service a large debt, they’ll demand higher rates, which requires much larger primary surpluses, and you can go into a death spiral.

So what determines confidence? The actual level of debt has some influence — but it’s not as if there’s a red line, where you cross 90 or 100 percent of GDP and kablooie; see the chart above. Instead, it has a lot to do with the perceived responsibility of the political elite.

What this means is that if you’re worried about the US fiscal position, you should not be focused on this year’s deficit, let alone the 0.07% of GDP in unemployment benefits Bunning tried to stop. You should, instead, worry about when investors will lose confidence in a country where one party insists both that raising taxes is anathema and that trying to rein in Medicare spending means creating death panels.

http://krugman.blogs.nytimes.com/2010/03/05/debt-is-a-political-issue/

sábado, 27 de fevereiro de 2010

São Paulo

São Paulo tem coisas curiosas. Ontem conheci um taxista especializado em levar e buscar jovens na balada, tem mais de mil cadastrados. Numa noite de sábado para domingo, ele já recusou 96 corridas. Então hoje ele não tem ponto nem pega ninguém na rua. E segundo ele o negócio começou com ele parando perto de um McDonalds em Pinheiros onde havia muitos adolescentes de classe média alta, aí ele ficava batendo papo, e depois o pessoal acabava fazendo uma corrida com ele, ele levava mesmo quem não tinha o valor todo da viagem, e aí ia fazendo o cadastro dele e amizade com o pessoal que passava o telefone dele para outros colegas de escola e faculdade. Segundo ele, hoje ele já seleciona os clientes por escola e faculdade. Alunos do Equipe, ele prefere não transportar. Esta é a divisão social do trabalho que uma cidade do tamanho de São Paulo permite.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

EUA seriam vencidos em caso de ciberguerra

24/02/2010 - 15h48

EUA seriam vencidos em caso de ciberguerra, diz ex-CIA

da France Presse, em Washington

Os Estados Unidos seriam vencidos caso explodisse uma guerra cibernética, uma modalidade de guerra onde são utilizados computadores, advertiu o ex-chefe da Inteligência dos EUA, Michael McConnell, durante audiência no Congresso.

"Se entrássemos em guerra hoje, como parte de uma ciberguerra, seríamos derrotados", disse McConnell numa audiência consagrada à segurança, na Comissão de Comércio, Ciência e Transporte do Senado.

Comparando os perigos de uma guerra desse tipo com a ameaça representada pela União Soviética durante a Guerra Fria, o almirante da reserva, responsável pela Informação durante o governo George W. Bush, acrescentou: "Somos os mais vulneráveis, somos os mais conectados, somos os que mais temos a perder".

McConnell informou que os Estados Unidos precisam de uma "estratégia nacional para a internet, equivalente à adotada durante a Guerra Fria, quando a União Soviética e as armas nucleares ameaçavam a existência do país e de seus aliados".

Suas declarações ocorrem a pouco mais de um mês de que o gigante americano da internet Google ter revelado que foi alvo de uma série de ciberataques provenientes de China.

"A segurança nacional e nossa segurança econômica estão em jogo", destacou o senador democrata Jay Rockefeller, presidente da Comissão.

"Um ciberataque maior poderia paralisar as infraestruturas mais cruciais do país, nossa rede elétrica, as telecomunicações e nossos serviços financeiros", acrescentou.

James Lewis, especialista em cibersegurança no Center for Strategic and International Studies, afirmou por sua vez que uma intervenção das autoridades seria, sem dúvida, necessária para regulamentar o "Far West" no qual se transformou a internet.

Endereço da página:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u698409.shtml

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Serra irá desistir?

Aécio vice de Serra? Tem outra articulação em curso

Coluna de hoje (6.fev.2010) na Folha sobre uma outra bruxaria muito falada nos útimos dias:

FERNANDO RODRIGUES
Subterrâneos tucanos

BRASíLIA - Na superfície há uma onda sobre a possibilidade de ainda vir a ser formalizada a chapa presidencial tucana puro sangue com José Serra e Aécio Neves. No mundo subterrâneo do PSDB as coisas não andam assim tão claras.

Na semana que termina hoje, houve uma série de telefonemas entre atores políticos relevantes e Aécio Neves. O governador mineiro está, em tese, fora da disputa presidencial. Vai concorrer apenas ao Senado. Mas na pauta de suas conversas estiveram os seguintes temas: a deslanchada de Dilma Rousseff (PT) nas pesquisas, a desidratação da candidatura Serra e o ânimo do paulista em se manter na disputa. Falaram com o tucano, para citar apenas dois, Ciro Gomes (PSB) e Michel Temer (PMDB).

Indagado por Aécio se estava mesmo mantendo-se candidato a presidente pelo PSB, Ciro Gomes respondeu: "Só se você não for". Já Michel Temer, sempre mencionado como o possível vice numa chapa encabeçada por Dilma Rousseff (PT), disse ao mineiro: "Se você entrar, o quadro muda".

No PSDB há hoje um quarteto no comando. Além de Serra e de Aécio, apitam no tucanato os senadores Tasso Jereissati (CE) e Sérgio Guerra (PE), o último presidente da legenda. Jereissati tem suspeitas sobre a firmeza da candidatura de José Serra por causa da aproximação de Dilma Rousseff nas pesquisas. Guerra também já demonstrou o mesmo temor em privado.

Tudo somado, Serra tem ao seu lado muito mais gente pensando que ele vai desistir do que apostando na possibilidade remotíssima de Aécio aceitar a vaga de vice. Nesse cenário, o mineiro parece estar a postos para novamente ser candidato ao Planalto, com Ciro Gomes ao lado. Seria a primeira chapa presidencial pós-Lula e pós-64. Não é à toa que Aécio usa às vezes a palavra bumerangue quando comenta sua desistência da corrida presidencial a favor de Serra.

http://uolpolitica.blog.uol.com.br/arch2010-01-31_2010-02-06.html#2010_02-06_16_28_31-9961110-0

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

China insatisfeita com relatório do Departamento de Defesa dos EUA

China dissatisfied with US report on its military build-up

China on Tuesday expressed dissatisfaction over statements in a US defense report on its military build-up, a Foreign Ministry spokesman said Tuesday.

"The QDR is playing the same old tune on China's military construction,," Foreign Ministry spokesman Ma Zhaoxu told a regular press conference.

The US military was drafting out a new air-sea battle plan in response to threats such as China's military build-up and Iran's possession of advanced weapons, said the Quadrennial Defense Review (QDR) of the US Department of Defense issued on Feb. 1.

The report continued to make irresponsible remarks on China's normal national defense construction and presumptuously claimed a lack of transparency in the Chinese military, which interfered in China's internal affairs and misled public opinion, he said.

He reaffirmed that China unswervingly took the path of peaceful development and pursued a national defense policy that is defensive in nature.

China had taken a series of effective measures to boost the military transparency, and what China had done was there for all to see, he said.

He hoped that the United States would take a fair and objective view towards China's development and its military construction, stop making irresponsible remarks and do more things conducive to the stable development of bilateral ties and mutual trust between the two countries as well as the two armed forces.

http://china.globaltimes.cn/diplomacy/2010-02/503009.html

China, Tibete e Dalai Lama

China rebuts Dalai Lama's claim as 'legal representative' of Tibetans


Zhu Weiqun, executive vice minister of the United Front Work Department of the Communist Party of China (CPC) Central Committee

A Chinese central government official Tuesday dismissed the Dalai Lama's claim as being "legal representative" of Tibetans.

"The Chinese government and the government of Tibet Autonomous Region under its leadership are the only representatives of Tibetans," Zhu Weiqun, executive vice minister of the United Front Work Department (UFWD) of the Communist Party of China (CPC) Central Committee, said in a statement to media at a press conference.

Du Qinglin, vice chairman of the National Committee of the Chinese People's Political Consultative Conference, met with the Dalai Lama's private representatives, Lodi Gyari and Kelsang Gyaltsen, last week in Beijing. Other officials, including Zhu himself, held a whole day's talk with them.

At the talks, the Dalai Lama's private representatives refused to "revise a single word" in the Memorandum for All Tibetans to Enjoy Genuine Autonomy which they presented at the previous talk, nor make any concession, Zhu said.

They insisted that the Dalai Lama is "a legal representative of broad Tibetans" and would like to talk with the central government about "Tibet issue" and "the welfare of 6 million Tibetans," he said.

The former local government of Tibet, which launched an armed rebellion on March 10 of 1959, had been dismissed on March 28, 1959.

"The so-called 'Tibet government-in-exile' composed of those who defected to India and gathered there absolutely violates China's laws," Zhu said.

The private representatives "have no legal status to discuss with us the affairs about Tibet Autonomous Region," Zhu said. "They are only the Dalai Lama's private representatives, so they can only talk about the prospect of the Dalai Lama, at most, the prospects of a small party around him."

The talks were suspended for more than a year after the meeting in November 2008.

"The major reason lies in the fact that they (the Dalai Lama side) openly declared to cease the contacts and talks with the Central authorities," Zhu said.

He suggested that the Dalai Lama side correct their mistakes rather than repeat the contents in the Memorandum, which the central government had rebutted at the previous talks, and use tricks to "explain" it.

http://china.globaltimes.cn/chinanews/2010-02/502942.html

Negociações entre China e Japão sobre guerra Sino-Japonesa entre 1937-1945

Japan admits war 'act of aggression'

By Li Xiaokun (China Daily)
Updated: 2010-02-02 08:35

Joint history study breaks new ground, but differences remain

Japan admitted in a long-awaited report from the joint history study with China on Sunday that the 1937-1945 Sino-Japanese war was an "act of aggression", but the two neighbors are still at odds on a number of issues, such as the death toll of the 1937 Nanjing Massacre.

Japan admits war 'act of aggression'

Bu Ping, Chinese chief commissioner of the joint research, told China Daily yesterday that, despite the divergence, the report carries great importance for improving mutual understanding, especially as it is just the first of such joint studies,

"I hope subsequent studies will lead to a history textbook in the future that is jointly endorsed by the governments of China, Japan and the Republic of Korea," said Bu, director of the Institute of Modern History of the Chinese Academy of Social Sciences (CASS).

In the report Japan used the word "aggression" to refer to the 1937-1945 war for the first time, breaking Tokyo's long-standing reluctance to use it.

Japan's Kyodo news agency said the move ruled out China's long-term concerns that some people in Japan are denying the nation's responsibility and even the fact that it conducted a war of aggression.

The war "left a deep scar on China that was the battleground, and we have to say that most of the causes were created by the Japanese side," said the report.

But despite this deep divisions still remain.

On the number of Chinese killed by the Japanese army after it seized Nanjing - the then Chinese capital - Chinese academics said the number was more than 300,000, based on the ruling of the 1947 Nanjing War Crimes Tribunal.

The Japanese side, however, noted "various estimates up to 200,000, such as 40,000 and 20,000" exist in Japanese studies.

Both sides refrained from asserting a definitive figure.

The research panel member Sumio Hatano, a professor at the University of Tsukuba in Ibaraki Prefecture, told Kyodo there has been no accepted figure because of differences in "the verification of data", notably in terms of the definition of "massacre", the area and period in which the incident took place, burial records, and other sources.

But they agreed that "mass killings" of prisoners of war, civilians, stragglers and other people did occur, along with rapes, looting and arson.

Japan also avoids mentioning germ warfare Unit 731 although China refers to it by name.

Ishii Akira, a professor on East Asia studies with Tokyo University, told Kyodo there would be no conclusion on the death toll of the Nanjing Massacre unless a massive investigation is launched. But Japan should not have ignored the victims of the 731 Unit, he said.

Among other points the two sides disagree on is whether Japan was affiliated to China from ancient to medieval times. However, both sides did agree "the nation of Japan was born from the culture of the (Chinese) continent".

The two governments endorsed the research project in 2006 to improve mutual understanding.

The release of the 530-page report, covering ancient, medieval and modern history, marked the end of the project. A second stage is scheduled to begin soon.

"This is the first step for the two countries to deepen mutual trust. I hope the media, and citizens, can see the positive significance of improving mutual trust," said Bu Ping.

He also said the focus on the Nanjing Massacre is not the death toll but the nature.

Bu has expected many emotional comments on the report but said he would just care about remarks from experts.

"I want to emphasize that the academic disputes are different from gaps between the two countries," he said.

Zhang Baijia, deputy director of the Communist Party of China History Research Center, said the report is a good example of "seeking common ground while reserving differences on minor ones" between China and Japan.

Japanese Foreign Minister Katsuya Okada yesterday welcomed the report, saying, "even if there may have been differences in views I think common understanding can gradually be nurtured by working on it."

Chief Cabinet Secretary of Japan Hirofumi Hirano said yesterday the divergence would not have a negative impact on China-Japan relations.

"History is just history. The government will work for the future," he said.

Tokyo University's Akira Ishii said he was encouraged to notice that in the report China wrote about Japan's efforts to strive for peace at that time.

Kyodo said yesterday the way Germany and France erased their distrust after the war is a positive example for Japan to develop its relations with China, Russia and the Republic of Korea.

China aumentará o gasto militar para responder aos EUA?

 

US deal forces China to boost defense budget

By Cheng Guangjin (China Daily)
Updated: 2010-02-01 07:29

"The US action gives China a justified cause to increase its national defense expenditure, to enhance the development and purchase of weapons, and to accelerate its modernization process in national defense," said Luo Yuan, a senior researcher with the Academy of Military Science, in an interview with the Hong Kong-based Phoenix TV.

"China is being pressured by the US which is posing a threat to it's core interests," Luo said.

Within 17 hours of the Obama administration notifying US Congress on Friday of the plan to sell Taiwan an arms package that includes Patriot missiles, Black Hawk helicopters and minesweepers, China announced countermeasures.

The Defense Ministry said it would suspend scheduled military exchange visits with the US and closely monitor the situation and take further actions as required.

Exchange visits were arranged for this year during Vice-Chairman of China's Central Military Commission Xu Caihou's visit to the US last Oct 24 to Nov 3, US Secretary of Defense Robert Gates and Admiral Mike Mullen's visits to China, and Chinese military's chief of the general staff Chen Bingde's visit to the US.

These arrangements were confirmed in the Joint Statement issued during US President Barrack Obama's visit to China last November.

However, similar steps were taken by China in 2008 after the former Bush administration announced a multibillion-dollar arms sale to Taiwan, but eight months later military dialogues were resumed.

"This sent the US a signal that China's actions only operate for a limited period of time, and later on everything will return to as before," said Luo Yuan.

But the international community should know this is not "China threats", but "the US threats". "China did nothing to threaten the US, why should the US challenge our core strategic interests?" said Luo.

Luo said China should play tougher cards to terminate US arms sales to Taiwan, which fundamentally means building a stronger army and national defense.

In 2009, China's national defense budget was over 48 billion yuan, up by 14.9 percent than the previous year. But its defense expenditure takes up about 1.4 percent of the total GDP, while the figure in the US is over 4 percent, and over 2 percent in UK and France.

Jin Canrong, an expert in international affairs at Renmin University of China, said the Chinese army should carry out more tests in high-tech weapons, to accelerate military modernization, and the military expenditure this year should be increased by over 10 percent.

Since China and the US established formal diplomatic ties in 1979, the US has continued to sell arms to Taiwan, and China has consistently made representations.

Guo Xiaobing, a researcher with the China Institute of Contemporary International Relations, pointed out that military relations between China and the US have been lagging behind their economic and political relations.

"What the US did this time will further impede possible improvements in their relationship, and the US hopes to learn more about China, its biggest competitor, through exchanges and communication," Guo said.

But for China, which does not have many technical exchanges with the US in defense building, suspending exchanges will not affect it much, said Guo.

However, by not including the F-16 fighter in the sale package this time, which concerns Beijing most, the US shows that it did not intend to irritate China beyond redemption, Guo said.

http://www.chinadaily.com.cn/china/2010-02/01/content_9404320.htm

Ainda revolta chinesa com venda de armas a Taiwan

Beijing furious at arms sales to Taiwan

By Li Xiaokun (China Daily)
Updated: 2010-02-01 06:42

US' $6.4b deal with Taiwan puts at risk cooperation with Washington

In its toughest response in three decades to US arms sales to Taiwan, Beijing announced over the weekend that it would curtail military exchanges with Washington, and sanction US companies involved, and warned of severe harm to bilateral ties.

Though overall relations between the two world powers are unlikely to collapse over the single issue, Chinese experts said, their cooperation on key international matters such as those related to Iran, Afghanistan and the Democratic People's Republic of Korea (DPRK) could be severely impacted.

The Obama administration notified Congress on Friday of its proposed arms deal to Taiwan, a $6.4 billion package.

The sale includes 60 UH-60M Black Hawk helicopters, 114 Patriot "Advanced Capability-3" anti-missile systems, and command-and-control enhancement. The US also will supply 12 advanced Harpoon missiles, plus two mine-hunting ships.

The package, however, did not include F-16 fighter jets, a deal many believe could have seriously roiled US-China relations.

The deal, which the Pentagon said would "serve US national, economic and security interests", is pending approval of the US Congress.

Beijing responded furiously with a raft of reprisals.

The Ministry of National Defense announced Saturday that it would suspend military contacts with Washington and vowed to "closely follow the situation and make an appropriate response".

The Foreign Ministry said it would impose sanctions on US firms involved in the deal, despite Beijing's long-standing reluctance to use official sanctions in international disputes.

It did not specify which companies could potentially be affected.

It also warned of "severe harm" to bilateral relations and declared the cancellation of a vice-ministerial level consultation with Washington on security, arms control and nuclear nonproliferation scheduled soon.

"Cooperation between China and the US on key international and regional issues will also inevitably be affected," the ministry said in an official protest to the US.

Foreign Minister Yang Jiechi and Vice-Foreign Minister He Yafei also protested the deal.

"This is the strongest reaction we've seen in recent years," Stephanie T. Kleine-Ahlbrandt, northeast Asia project director for the International Crisis Group, told AP.

The conflict comes amid rising tensions between the two on issues ranging from cyber attacks and Internet control to trade disputes and US President Barack Obama's expected meeting with the Dalai Lama.

"Certainly, the US has to pay a heavy price for the deal," said Ye Hailin, a professor in international relations at the Chinese Academy of Social Sciences. "We have more than one card. On problems related to Afghanistan, the DPRK and Iran, Washington needs our cooperation."

The deal coincides with a sensitive point in American diplomacy with China over Iran. On Friday, US Secretary of State Hillary Clinton asked China to reconsider its opposition to new sanctions on Iran.

Media have also speculated over risks the deal will pose to China-US cooperation in other areas such as climate change, trade and China's purchases of US treasury bonds.

Yuan Peng, deputy head for US research at the China Institute of Contemporary International Relations, said the deal has angered Chinese people and reduced Beijing's motivation to cooperate with Washington, "the impact of which is hard to evaluate".

Reuters said yesterday other bilateral talks are also likely to be curtailed or downgraded. Those could include a dialogue on human rights that Obama and President Hu Jintao agreed to during their summit in November.

It is hard to predict whether Hu will attend a nuclear summit proposed by Obama for April, Yuan said.

"However, it does not mean we will suspend all cooperation related to regional or global issues, since the majority of them involve many other countries," he added.

http://www.chinadaily.com.cn/china/2010-02/01/content_9404199.htm

O Dalai Lama e as relações entre EUA e China

Un posible encuentro entre Obama y el Dalai Lama tensa las relaciones entre China y EE UU

El líder tibetano tiene previsto viajar a Estados Unidos en los próximos meses.-La Casa Blanca no ha confirmado ningún encuentro entre ambos líderes

AGENCIAS - Pekín / Dharamsala - 02/02/2010

Las relaciones entre China y EE UU no levantan cabeza. El responsable de asuntos religiosos y étnicos del Partido Comunista, Zhu Weigun, ha advertido hoy al presidente estadounidense, Barack Obama, que reunirse con el Dalai Lama no es una buena idea. Tenzin Gyatso, el líder religioso y político tibetano, visitará EE UU en los próximos meses, en mitad de una tormenta diplomática que lastra desde sanciones por parte del gobierno comunista a empresas estadounidenses que vendan armas a Taiwán, hasta el veto persistente a las aspiraciones norteamericanas de castigar los avances en los programas nucleares de Irán y Corea del Norte.

"Si esto llega a pasar, China se opondrá vehementemente, como siempre", ha declarado Zhu a Reuters. "Eso dañaría la confianza y cooperación entre los dos países. ¿En qué ayudaría (el encuentro) a EE UU para superar la crisis?", ha amenazado. Washington necesita el apoyo de la tercera potencia mundial para superar su peor coyuntura económica desde la Segunda Guerra Mundial.

Pese a que la Casa Blanca no ha confirmado ningún encuentro entre Obama y Tenzin Gyatso, las especulaciones en los círculos políticos de Washington en torno a una posible reunión bastan a Pekín para avivar las discrepancias. China aún tiene presente en encuentro entre el antecesor de Obama, George Bush, y el Dalai.

Desde los disturbios en Lhasa, la capital tibetana, que en 2008 pusieron a prueba la organización de los Juegos Olímpicos, el Gobierno de Hu Jintao se ha opuesto con mayor firmeza a que cualquier jefe de Estado reciba al Dalai Lama, exiliado en la India desde 1959. Desde su huída, China considera a Gyatso como un peligroso separatista, ya que persiste en reclamar la autonomía del territorio que el gigante asiático se anexionó durante la Revolución Cultural de Mao Tse Tung.

"Esfuerzo conjunto"

Los representantes del Dalai Lama han reclamado a Pekín un "esfuerzo conjunto" para poner fin a sus diferencias. Varios enviados tibetanos llevan días de conversaciones con las autoridades chinas en la quinta mesa de trabajo sobre la provincia.

Después de que los emisarios del presidente Hu Jintao borrasen de la agenda cualquier debate sobre la soberanía de la región, Kelsang Gyaltsen, uno de los enviados del Dalai ha explicado que los responsables chinos parecen más dispuestos que antes a escuchar a la parte tibetana.

Las conversaciones entre ambas partes comenzaron en 2002 pero se interrumperon en 2008.

http://www.elpais.com/articulo/internacional/posible/encuentro/Obama/Dalai/Lama/tensa/relaciones/China/EE/UU/elpepuint/20100202elpepuint_3/Tes

O FMI não muda mesmo

El FMI advierte de que España tendrá que bajar sus salarios

El economista jefe del Fondo da esta receta para que España, Portugal y Grecia recuperen competitividad

02/02/2010 | Actualizada a las 13:22h | Economía

París. (EFE).- España, Portugal y Grecia, que afrontan serias dificultades por la evolución de sus finanzas públicas y no pueden recurrir a la devaluación de su moneda al formar parte de la zona euro tendrán que asumir sacrificios, como una baja de salarios para recuperar competitividad, según el FMI.

"El restablecimiento de su competitividad puede necesitar grandes sacrificios, como una baja de los salarios", afirmó el economista jefe del Fondo Monetario Internacional (FMI), Olivier Blanchard, en una entrevista publicada hoy por el diario económico francés Les Echos.
Blanchard lo justificó porque "ahora con la crisis, Portugal, España y Grecia tienen serias dificultades" que "implican ajustes muy penosos. Sobre todo cuando el entorno inflacionista es muy bajo". Al formar parte de la zona euro, esos países no pueden recurrir a un ajuste de los tipos de cambio, y eso ilustra que una unión monetaria "tiene un costo en el momento de choques asimétricos", constató después de insistir en que gracias a la moneda única Europa ha salido mejor de la crisis que si se hubieran mantenido las divisas nacionales.
Preguntado sobre si hay riesgo de implosión de la zona euro, el economista jefe del FMI contestó que cree que no, pero añadió que "eso no impide que haya un problema presupuestario en Europa" y que Grecia haya sido el primero en sufrir la sanción de los mercados. Blanchard consideró "indispensable" que los bancos centrales mantengan sus tipos de interés a un nivel muy bajo como el actual y eso "tanto tiempo como sea necesario". "Mientras no haya una recuperación sólida de la demanda privada, es absolutamente vital, tal vez más allá de 2010", señaló antes de precisar que si eso genera burbujas especulativas "habrá que actuar por diferentes medios, pero lo esencial que la actividad vuelva a ponerse en marcha".
El responsable del FMI admitió que la evaluación del yuan contribuiría a reabsorber los desequilibrios financieros internacionales, pero puntualizó que "no es suficiente para mantener un crecimiento fuerte en los países ricos", donde hay que incrementar la demanda interior, aunque en el caso de Estados Unidos otra necesidad es elevar la tasa de ahorro.

Relações UE-EUA

La prensa internacional tilda de ofensa a Zapatero y a Europa la anulación de la cumbre UE-EE.UU.

02/02/2010 | Actualizada a las 13:09h | Política

Madrid. (EFE).- La prensa europea se ha interpretado la cancelación de la cumbre UE-Estados Unidos como un golpe al prestigio internacional de la UE. "La UE sufre un golpe diplomático con la decisión de Obama de rehuir la cumbre en España", titula el influyente rotativo británico 'Financial Times'.

Para este periódico, la cancelación de la cumbre no debe interpretarse como un "desaire" a la presidencia española sino como una "señal" al conjunto de la UE de que Obama no quiere cruzar el Atlántico para participar en encuentros "carentes de sustancia".
No obstante, recuerda que Zapatero había dado "mucho valor" a esta cumbre en un momento en que España "está sufriendo una profunda recesión económica más prolongada que la de sus vecinos".
Por su parte, el diario estadounidense 'Wall Street Journal', el primero en desvelar la noticia, subraya que el plantón del presidente estadounidense ha provocado "confusión" y "sorpresa" entre los dirigentes europeos y destaca que "las cosas no han ido bien recientemente para la posición de Europa en la escena mundial", poniendo como ejemplo su marginación en las negociaciones de la cumbre de Copenhague sobre cambio climático.
Para el rotativo francés 'Le Figaro', la Casa Blanca "humilla a Zapatero y devuelve a Europa a sus inquietudes existenciales". Por su parte, el 'Irish Times' cree que la ausencia de Obama constituye un "golpe al prestigio europeo". Y el italiano 'Corriere della Sera' habla de la "decepción" de Bruselas por la cancelación del presidente de EE.UU. y recoge las dos hipótesis para explicarla: la decisión de Obama de centrarse en la política nacional o la confusión sobre los interlocutores por parte de la UE tras la entrada en vigor del Tratado de Lisboa.
El PSOE insiste en la buena relación entre Obama y Zapatero
El vicesecretario general del PSOE, José Blanco, ha dicho que "nunca" ha habido una "confirmación oficial" del viaje a España de Obama y ha destacado que "nadie puede poner en duda" la "buena relación" del presidente de EE.UU. con Rodríguez Zapatero.
El ministro de Fomento ha hecho esta afirmación en declaraciones a TVE después de que la Casa Blanca confirmara que el presidente de EE.UU. no viajará a España para participar en la cumbre anual entre su país y la Unión Europea (UE) prevista para el próximo mes de mayo en Madrid. Blanco ha reconocido que "a todos nos hubiera gustado" que Obama estuviera en Madrid en mayo y ha recalcado que "no está descartado que pueda estar en otro momento de este año o del próximo".
Ha hecho hincapié en la "buena relación" existente entre España y Estados Unidos, así como entre Zapatero y Obama, y ha dicho que "prueba de ello" es que el presidente de EE.UU. ha invitado, "como invitado especial", al jefe del Ejecutivo al Día de Oración en Washington. También como muestra de las buenas relaciones ha relatado que el pasado 13 de enero se reunió con el secretario de Estado de Transporte y la secretaria de Seguridad norteamericanos para hablar de asuntos bilaterales. "No es fácil que un ministro del Gobierno de España pueda estar, para entender lo que trato de explicar a los ciudadanos, con dos ministros del Gobierno de Obama en el intervalo de una hora", ha continuado Blanco quien ha subrayado que esto demuestra que ambos países comparten "objetivos, preocupaciones" y quieren "trabajar juntos". Preguntado por si no fue precipitado el anuncio de la visita de Obama, Blanco ha respondido: "nunca he visto que hubiera una confirmación oficial del Gobierno de España".
Ha insistido en que dicha confirmación no se produjo ni por parte del Gobierno español ni por la Casa Blanca, aunque ha reconocido que el Ejecutivo trabajaba para que la Cumbre anual entre la UE y Estados Unidos "se pudiera realizar en España", coincidiendo con la Presidencia española de la UE. En ese sentido, ha dicho que él mismo trabaja en la posibilidad de firmar un acuerdo de cielos abiertos durante esa cumbre, prevista para el mes de mayo en Madrid.
Se buscará otra fecha
La Comisión Europea ha afirmado que trabajará con las autoridades norteamericanas para buscar otra fecha para el encuentro. "Es asunto de la presidencia española", dijo un portavoz del Ejecutivo comunitario, Michael Mann, al ser preguntado por la anulación de la cumbre.
"Ha ocurrido antes y volverá a ocurrir que el momento exacto de una cumbre debe adaptarse a las agendas políticas de una parte o de la otra.
Trabajaremos con EEU.U .para encontrar una fecha pactada para la cumbre", prosiguió el portavoz. "La gente tiene agendas muy ocupadas. Obama ha estado mucho en Europa y continuaremos trabajando estrechamente con los americanos para encontrar soluciones", insistió Mann.

Nossa barbárie cotidiana

02.02.2010Clarín.comOpinión

Esa barbarie de sentirnos lejos de los que sufren

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Para tomar conciencia de que existen lugares tremendos como Haití, muchos suelen necesitar sacudidas sísmicas y desgracias humanitarias.

Por: Fernando Savater, FILOSOFO ESPAÑOL

En cierta ocasión, el filósofo catalán José Ferrater Mora -entonces profesor en una distinguida universidad de EE.UU.- fue recibido por el honorable presidente Pujol. El presidente se interesó por el grado de conocimiento que tenían los estadounidenses de Cataluña y recibió la mala noticia de que era casi nulo. "¿Qué podríamos hacer para dar a conocer Cataluña en los EE. UU.?" le preguntó a Ferrater y el filósofo, que era bastante guasón pese a su apariencia seria, repuso: "Bueno, quizá un terremoto podría ayudar ."
En este caso se trataba afortunadamente de una broma, pero es una triste verdad que, para tomar conciencia de que existen ciertos lugares del planeta, los que vivimos en las zonas de abundancia necesitamos sacudidas sísmicas y desgracias humanitarias. Quizá ahora -al menos por unos cuantos días- prestemos algo de atención a Haití.
En verdad, nos acusa la desenvoltura con que disfrutamos de nuestra vida ventajosa junto a situaciones de miseria a las que no dedicamos un instante de atención más que urgidos por cosquilleos de conciencia ante las catástrofes o, lo más frecuente, alarmados por peligros que amenazan nuestros intereses (¿a quién le preocupan los agobios de los somalíes, salvo cuando los piratas atacan barcos de compatriotas . que probablemente no deberían faenar en esas aguas?).
A esa desenvoltura deberíamos darle su auténtico y desagradable nombre: barbarie. Porque son bárbaros -indignos de ser considerados como "civilizados"- quienes despliegan su poder en exhibiciones y festejos mientras ignoran (cuando no pisotean) a sus semejantes menos afortunados.
En un apunte de sus Carnets, Albert Camus cuenta su conversación con un pordiosero que solía pedir en una esquina de París. "Señor, la gente no es mala", le decía el vagabundo, con sonrisa resignada. Y añadía: "Lo único que pasa es que no ven".
En efecto, la mayor parte del tiempo "no vemos". A pesar del refinamiento de nuestros medios de comunicación, de nuestras facilidades para viajar o para enterarnos de lo que ocurre a miles de kilómetros, preferimos mantenernos bárbaramente ignorantes de que convivimos con atroces muestras de miseria y de necesidad.
Hasta que nos sacude el terremoto o el tsunami que vemos casi en directo en la pantalla y las noticias del telediario amargan un poco nuestro almuerzo. Entonces, con cierta dolorida pereza, pensamos: "¡no puede ser! ¡alguien debería hacer algo!"
Pero probablemente no vayamos mucho más allá . porque llega el postre y minutos más tarde comienza el nuevo capítulo de nuestra serie favorita.
Copyright Clarín y Fernando Savater, 2010.

http://www.clarin.com/diario/2010/02/02/opinion/o-02131720.htm

Paul Volcker: Reformas estruturais

02.02.2010Clarín.comEl Mundo

Necesitamos cambios estructurales

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Por: Paul Volcker *

Diez días atrás, el presidente Barack Obama expuso un importante elemento en la necesaria reforma estructural del sistema financiero. Nadie puede negar la necesidad de una reforma de este tipo, en Estados Unidos y en otros países también. Después de todo, tenemos un sistema que colapsó y se convirtió en la crisis más grave en 75 años. El costo fue enorme en términos de desocupación y producción perdida. Las repercusiones fueron internacionales, además.
Fue precisa la aplicación de una vigorosa acción de parte de gobiernos y bancos centrales para poder revivir y mantener las funciones de mercado. Parte de este apoyo dura hasta el día de hoy. Tanto en Estados Unidos como en otros sitios, algunas de las instituciones financieras más grandes y sólidas -incluidos bancos comerciales y de inversión- fueron rescatadas o fusionadas con la ayuda de fondos oficiales masivos. Estas acciones se tomaron basándose en la justificada preocupación de que su fracaso iba a perjudicar de forma irreparable el funcionamiento del mercado y dañar aún más a la economía real, en estado de recesión.
Ahora la economía se está recuperando, aunque a una velocidad moderada, todavía. Los fondos están fluyendo a más velocidad en los mercados, pero la situación está lejos de ser normal. Tanto en EE.UU. como en el extranjero se discute el punto de introducir reformas específicas, muchas de las cuales fueron explicadas por la administración norteamericana: exigencias adecuadas para los bancos en materia de capital y liquidez; un mejor control oficial por un lado y un mejor control del riesgo y de los directorios de las instituciones privadas por el otro, sumado a una revisión de los enfoques contables de las instituciones financieras, entre otros.
Tal como subrayó el presidente Obama, hay algunos temas estructurales centrales que aún no han sido abordados de forma satisfactoria.
Lo esencial ahora es que trabajemos junto a otros países con grandes mercados financieros para llegar a un consenso amplio sobre la elaboración de las reformas estructurales necesarias, incluyendo desde ya a las que mencionó recientemente el presidente.
Soy consciente también de que hay partes interesadas en que volvamos al "business as usual" (a los negocios tal como eran), pero conservando la comodidad de mantenerse dentro de los límites de la red de seguridad oficial. Argumentarán que ellos mismos y otros supervisores y reguladores inteligentes, armados de experiencia reciente, son capaces de mantener el control necesario, anticipar los peligros y manejar los riesgos.
Pero les digo que ésto no reemplaza a un cambio estructural, punto que el propio presidente expresó con vehemencia.
Fui regulador, banquero, funcionario de banco y director durante casi 60 años. Fui testigo de cómo se esfuma la memoria. Los individuos cambian. Las presiones políticas e institucionales para dejar de lado las regulaciones duras continuarán -con toda seguridad durante el buen tiempo que precede inevitablemente a la tormenta-. Las consecuencias son claras. Necesitamos enfrentar estos cambios estructurales necesarios. Y convertirlos en ley. Hacer algo menos que ésto se traducirá en un fracaso a la larga -fracaso por no aceptar la responsabilidad de aprender de las lecciones del pasado y anticipar las necesidades del futuro-.
* Ex presidente de la Reserva Federal

http://www.clarin.com/diario/2010/02/02/elmundo/i-02131707.htm

Reaproximações Brasil-Argentina

02.02.2010Clarín.comEl País

Cristina recibe a Amorim para relanzar la relación con Brasil

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Por: Natasha Niebieskikwiat

Los gobiernos de Argentina y Brasil buscan que la reunión que sobre el fin de semana mantendrán en el Palacio San Martín tres ministros por cada país, trascienda la agenda de los conflictos comerciales pendientes como inicialmente preve la cita trilateral que tendrá lugar el viernes los funcionarios. De ahí la decisión de que Cristina Kirchner reciba el jueves mismo al canciller Celso Amorim, quien irá a la Rosada con su par Jorge Taiana.
Según supo este diario, en un clima comercial relativamente pacificado por el lento cumplimiento de algunas de las metas que pactaron Lula da Silva y la Presidenta en el encuentro que mantuvieron en Brasilia, en noviembre, esta vez Taiana y Amorim repasarán con Cristina temas regionales como la catástrofe en Haití y el papel de la misión de la ONU en la que participan los dos países; y el futuro de la relación de ambos con Honduras. Lula da Silva vendrá a Buenos Aires a mediados de marzo como parte de la serie de encuentros bilaterales que han pactado los dos presidentes, y también se espera que coincidan en México, entre el 20 y 22 de febrero en la reunión del Grupo Río.
En materia comercial, el encuentro de alto nivel previsto desde el 18 de noviembre, y ya excedido en el plazo que inicialmente se habían previsto (45 días) comenzará con la reunión el miércoles de los viceministros por Argentina y Brasil de Exteriores, Economía e Industrias, los que volcarán sus negociaciones a las reuniones que el viernes ya mantendrán en conjunto Taiana y Amorim, más Amado Boudou y Guido Mantega --que se verán a solas el jueves-, más Débora Giorgi y Miguel Jorge.
En este nuevo round los dos gobiernos señalaron que los conflictos comerciales, que estallaron cuando la Argentina impuso licencias no automáticas a su industria, que Brasil rechaza, evolucionan de manera "positiva", aunque persisten sectores con problemas, como en línea blanca y neumáticos. Se dice además que en un año de presidenciales en Brasil, Argentina buscará no perjudicar al socio mientras que los sectores industriales en Brasil sí buscarán presionar al gobierno de Lula.
Ayer, Boudou señalaba que entre Brasil y Argentina "no" hay "problemas de volumen", al tiempo que admitió la existencia de lo que llamó "algún problema puntual" en los intercambios.
Vale apuntar algunas conclusiones salidas ayer de boca del titular de la consultora Abeceb, Dante Sica, al tiempo que anunciaba los últimos números del comercio bilateral, que a fines de 2009 mostraban una fuerte recuperación respecto a la caída anterior: un crecimiento de las exportaciones del 53,5% y de las importaciones en un 51,3%. "Se requiere quebrar la dinámica negativa" con una "mayor cooperación e integración", incluyendo una estrategia "común frente a China". Para ello, Argentina "debería reemplazar su postura defensiva identificado estrategias para trabajar sobre sectores con intereses compartidos".

http://www.clarin.com/diario/2010/02/02/elpais/p-02131926.htm

domingo, 31 de janeiro de 2010

China ameaça retaliar empresas americanas no caso de venda de armas para Taiwan

China threatens US arms companies

By Kathrin Hille in Beijing and Patti Waldmeir in Shanghai

Published: January 30 2010 12:45 | Last updated: January 31 2010 06:00

China threatened to impose sanctions on US arms firms and cut cooperation with Washington unless it cancels a $6.4bn arms sale to Taiwan, in an unprecedented move signalling Beijing’s growing global power.

Although Beijing ritually protests US weapons sales to the island, it has not previously targeted the companies involved in the trade. Although the US restricts arms sales to China, a number of the companies that would supply systems involved in the new Taiwan package, which include Boeing, United Technologies, Lockheed Martin and Raytheon, could face pressure in other business areas.

Boeing, in particular, has been counting on China sales of commercial aircraft in its battle with Airbus. Boeing, which warned on Friday that it expects revenue to fall this year, declined to comment on the Chinese threat. Beijing centrally manages aircraft purchasing and political factors have played a role in the past.

The Chinese Foreign Ministry said Beijing would partially halt military exchange programmes and vice-ministerial talks on strategic security, arms control and anti-proliferation, scheduled to be held soon.

The US should “truly respect China’s core interests and major concerns, and immediately rescind the mistaken decision ... in order to avoid damaging broader China-US relations”, Yang Jiechi, the Chinese foreign minister, was reported by the official Xinhua news service to have said while travelling in Cyprus.

Beijing summoned Jon Huntsman, the US ambassador to China after the arms sale announcement. Beijing has suspended military exchanges and other dialogues after past arms sale announcements as well.

The State Department this weekend defended the arms sale plan. “Such sales contribute to maintaining security and stability across the Taiwan Strait,” said Laura Tischler, a State Department spokeswoman.

The Obama administration on Friday said it had notified Congress of a plan to sell Taiwan 60 Black Hawk helicopters, worth $3.1bn, 114 Patriot missiles, worth $2.8bn, two Osprey mine-hunting ships and tracking equipment. The sale will proceed unless US lawmakers object within 30 days.

It comes as relations between Washington and Beijing have been tested by tensions at last month’s Copenhagen climate summit, a Chinese missile test and the recent dispute over cyberattacks on Google.

China claims sovereignty over Taiwan although the two have been separately governed for most of the last century. Although cross-strait tension has receded since Ma Ying-jeou assumed the presidency in Taiwan in 2008, China refuses to drop its threat to attack the island should it formalise its de facto independence and has more than 1,000 missiles pointed at Taiwan.

China’s shrill reaction came despite the fact that Friday’s notification was only the implementation of a pledge made in April 2001 by George W Bush, then the US president.

Beijing’s harsh tone surprised some because the congressional notification excluded two key components long pursued by Taiwan: design work for diesel-electric submarines, also originally pledged by Mr Bush in 2001, and advanced F-16 fighter aircraft, sought by Taipei more recently.

Chinese media and bloggers have recently opened debate about other avenues of retaliation against US arms sales to Taiwan. The latest package gives China an excuse to step up its own arms modernisation programme including missile tests, said Jin Canrong, an international relations expert at Renmin University in Beijing.

A commentary on state-run China Daily’s website said “The sale is a wrong decision, which not only undermines China’s national security interests and her national unification cause, but also once again hurts the national feelings of the Chinese people.”

The warnings indicate that Taiwan, which has long been the most sensitive issue in US-China relations, could prove at least as disruptive in the future despite the détente between Taipei and Beijing. Beijing’s hard line showed that China saw the détente as a chance to push Washington to finally reduce military cooperation with Taipei over time, a trend China hoped to achieve ever since it took up diplomatic ties with the US in 1979.

http://www.ft.com/cms/s/0/6fae2aca-0d9a-11df-ae52-00144feabdc0.html

Direta, volver! Os amigos de Obama na América Latina.

EL RESTO DE AMERICA LATINA SIGUE SIN RECONOCERLO

Honduras: fuerte respaldo de Uribe al presidente Lobo

Por: tegucigalpa. ap y dpa

De visita en Tegucigalpa, el presidente de Colombia, Alvaro Uribe, prometió ayer intensificar la cooperación en materia de seguridad con Honduras, por lo que anunció que en febrero los dos países iniciarán un plan de acción contra el narcotráfico. Uribe realizó un corto viaje a Honduras y firmó una declaración con su anfitrión, el presidente Porfirio Lobo, que acaba de asumir.
La firma sobre lo que Uribe llamó "ese fantasma perturbador del narcotráfico, que engendra terrorismo, que acaba con la moral, con la ética, que crea en las sociedades una actitud de desprecio a la ley" fue un bálsamo para Lobo, que cuenta aún con poco respaldo internacional por la crisis política de su país a partir del golpe de Estado de junio de 2009.
La mayoría de los gobiernos latinoamericanos no le ha dado legitimidad y ayer la Cancillería de Bolivia mantuvo su rechazo a reconocer a Lobo. En tanto, el presidente de Ecuador, Rafael Correa, visitó en República Dominicana al derrocado Manuel Zelaya, quien por el golpe no pudo terminar mandato ni estar en funciones durante el proceso electoral. Le propuso crear un organismo regional contra los golpes de Estado.
Los países de la región se verán en febrero en el Grupo Río. Allí podrían reconocer a Lobo, por iniciativa de Brasil.
El nuevo mandatario hondureño sí recibió el apoyo de países como Taiwán, Panamá, Colombia, Dominicana (cuyo presidente Leonel Fernández negoció un plan de reconciliación que incluyera el salvoconducto a Zelaya, ahora instalado en Santo Domingo) y el Parlamento Centroamericano. Y Estados Unidos anunció que reanudará la ayuda económica al país centroamericano. El rol de Washington en la crisis golpista había sido, cuanto enos, ambiguo.

http://www.clarin.com/diario/2010/01/31/elmundo/i-02130502.htm

Norte-americano pede asilo na Coréia do Norte

Estadounidense pidió asilo en Norcorea

El Universal
Domingo 31 de enero de 2010

corea del norte. Un ciudadano estadounidense detenido recientemente en Corea del Norte habría pedido asilo en ese país, según una fuente norcoreana citada ayer por el periódico surcoreano Dong-a Ilbo. Según las informaciones, el estadounidense, de 28 años, sostuvo que entró a Corea del Norte para alistarse en el Ejército de ese país. Él no quiere convertirse en “carne de cañón de los militares capitalistas”, cita el rotativo las supuestas declaraciones del joven. No se dio la identidad ni profesión del detenido. Pyongyang había informado antes a Washing- ton sobre la detención del hombre, que intentó cruzar el lunes la frontera de China con Corea del Norte. (DPA)

http://www.eluniversal.com.mx/internacional/65860.html

Baltasar Garzón não é o TPI, mas investigará Guantánamo

El juez Garzón investigará torturas en Guantánamo

El Universal
Domingo 31 de enero de 2010

El juez español Baltasar Garzón admitió a trámite las querellas de varias asociaciones contra seis responsables jurídicos de la prisión de Guantánamo por las supuestas torturas sufridas por cuatro prisioneros, uno de ellos español, y se declaró competente para investigar los hechos

MADRID (EFE).— El juez español Baltasar Garzón admitió a trámite las querellas de varias asociaciones contra seis responsables jurídicos de la prisión de Guantánamo por las supuestas torturas sufridas por cuatro prisioneros, uno de ellos español, y se declaró competente para investigar los hechos.

Garzón, que cobró notoriedad internacional al procesar en 1998 al dictador chileno Augusto Pinochet, admitió las querellas de la Asociación pro Dignidad de los Presos y Presas en España y la Asociación Libre de Abogados (ALA), el partido Izquierda Unida (IU) y la Asociación Pro Derechos Humanos de España (APDHE), en un auto judicial fechado el pasado 27 de enero, informó el diario El País.

El magistrado de la Audiencia Nacional española declaró su competencia para investigar a los posibles autores materiales, inductores o cómplices de los presuntos delitos de torturas y malos tratos cometidos en el centro de detención estadounidense de Guantánamo (Cuba) durante la administración del presidente George W. Bush.

El auto argumenta que los tribunales españoles son competentes para investigar los hechos ya que entre los denunciantes hay un ciudadano español y, además, no hay constancia de que en Estados Unidos se haya abierto un proceso por esos delitos.

La admisión de estas querellas supone que Garzón investigará las denuncias de Hamed Abderrahman Ahmed, Hmido, conocido como “el talibán español”; Lahcen Ikassrien, Jamiel Abdul Latif al Banna Abu Anas y Omar Deghayes, quienes después de pasar por Guantánamo declararon ante él y relataron haber sufrido torturas durante su detención “bajo la autoridad de personal del Ejército norteamericano”.

Uno de los abogados promotores de la querella, Antonio Segura (ALA), expresó en declaraciones a EFE su “doble” satisfacción por el hecho de que Garzón vaya a investigar las denuncias y además quede así en entredicho el planteamiento de la Fiscalía, que en su día calificó la querella de fraudulenta.

Antonio Segura espera que esta causa sirva a su vez para que en Estados Unidos se abra un procedimiento para investigar los crímenes cometidos en Guantánamo.

Reforma posibilita acción

La decisión de Garzón se produce tras la entrada en vigor, el pasado mes de noviembre, de la reforma de la legislación en materia de jurisdicción universal, que limita la competencia de la Audiencia Nacional en esta materia a los casos en los que existan víctimas españolas o los responsables del delito estén en España. La reforma también establece que la Audiencia no podrá actuar si se ha abierto una “persecución efectiva” de los mismos hechos en el país donde se han cometido o bien en un tribunal internacional.

Todos estos requisitos se cumplen en este caso, explicó Garzón en el auto, ya que entre los denunciantes hay una persona de nacionalidad española y además Estados Unidos aún no ha contestado al requerimiento formulado por la Audiencia Nacional en mayo de 2009 para que aclare si se ha abierto en este país algún procedimiento por las denuncias.

“Debe resaltarse en este punto que Hamed Abderraman Ahmed, es ciudadano español, por lo que por sólo este hecho la jurisdicción española es competente para investigar los hechos” , antes y después de la entrada en vigor de la mencionada reforma, añade el auto.

También resalta que tanto los tratados como los convenios internacionales respaldan la competencia de la jurisdicción española.

http://www.eluniversal.com.mx/internacional/65851.html

Para onde caminha a Rússia?

Enigma rusa

Jean Meyer
El Universal
Domingo 31 de enero de 2010

El general De Gaulle nunca habló de Unión Soviética sino Rusia. Dijo una vez que Rusia se chuparía el comunismo como el papel secante la tinta. Tenía razón. Su gran apoyo en la Segunda Guerra Mundial, Winston Churchill, dijo que Rusia era un enigma envuelta en misterio perdido en la neblina. Y ahora, ¿qué pensar de Rusia, mejor dicho, su gobierno? No es fácil decir porque tiene dos cabezas, el presidente Dimitri Medvedev y el poderoso primer ministro Vladimir Putin, presidente en dos turnos y quizá presidente en 2012.

Los observadores extranjeros nos hemos equivocado muchas veces, desde el siglo XVII hasta la fecha, tanto en análisis como en predicciones. Rusia regresa en las relaciones de fuerza internacionales y eso es normal y positivo. Si Rusia no se hunde en el caos —algo muy improbable— o en el autoritarismo —algo amenazador— se puede volver un factor de equilibrio fundamental, una nación fuerte, si logra resolver su seria crisis demográfica; una nación que habría dejado de ser hegemónica y que no amenazaría a sus antiguos satélites de Europa oriental.

A su favor tiene una población con un nivel educativo de formación bastante alto y recursos naturales, especialmente energéticos, que le garantizan independencia absoluta; por lo mismo su balanza comercial es positiva. En una visión exageradamente optimista, un amigo de Rusia, como el de la pluma, podría inventar un guión en el cual Rusia se manifestaría como inmensa democracia de 150 millones de habitantes, puente entre Europa y China, contrapeso amistoso a Estados Unidos: el sueño del general De Gaulle que no había olvidado nunca la famosa “Amistad franco-rusa” de principios de siglo XX.

El mismo amigo de Rusia, en visión pesimista, se preocupa por el regreso oficial de Stalin en un libro de texto oficial. Para el Manual del maestro (2007), el terror fue “un instrumento pragmático de resolución de las tareas económicas” y Stalin un “gran dirigente racional” que “nos inspiró la fe en el pueblo, el trabajo y las hazañas”. La última frase está grabada en letras de oro en el metro de Moscú. Putin exaltó en su presidencia el orgullo de la era soviética y entendió que mucha gente apreciaba tal regreso. Acentuó la victoria de 1945, de modo que el culto renovado a Stalin se inscribe en glorificación de la URSS y la victoria contra Hitler.

Pero Putin no está solo. Medvedev, presentado muchas veces como la esperanza democrática de Rusia y futuro rival de Putin, creó en mayo de 2009 una comisión “contra las falsificaciones históricas en detrimento de los intereses de Rusia.” De los 28 miembros de la comisión, tres son historiadores. Por primera vez desde la perestroika, el Estado intenta retomar el control de la historia nacional. El departamento de Historia y Filología de la Academia de Ciencias pidió a todas las instituciones mandarle “la lista de fuentes, individuos y organizaciones susceptibles de difundir falsificaciones”. Sin comentario.

¿Es Medvedev un liberal reformista? El regreso de Stalin no es neosovietismo con terror revolucionario y lucha de clases burocráticamente dirigida, pero sí el regreso del hombre fuerte, del amo y eso no favorece la democracia. Algunos concluyen que los rusos no congenian con la democracia e invocan el viejo dicho “rasque tantito la piel del ruso y aparece el mongol”, denigrante tanto para el ruso como para el mongol.

¿Y Medvedev? Cuando tomó posesión en 2008 pronunció un largo discurso “reformista”, en el sentido liberal de la palabra. Incluía mayor participación ciudadana, un sistema jurídico de independencia de los tribunales, libertad de empresa y económica, y citaba al gran reformador admirado y temido por Lenin, Piotr Stolypin: “Lo que tenemos que hacer primero, es crear ciudadanos. La burocracia desconfía del ciudadano libre y de la libre actividad… las instituciones democráticas deben echar raíces en todos los grupos sociales”. ¡Caray! Y denunciaba la corrupción, la falta de respeto a derechos fundamentales, la colusión entre mafias y ciertos medios oficiales.

Catorce meses después no ha logrado su programa ni Rusia avanza hacia la democracia; sin embargo existe la variable Medvedev y no se vale decir que la excepcionalidad rusa consista en ser totalmente reacia a la democracia.

http://www.eluniversal.com.mx/editoriales/47234.html

A China em busca de energia

Bajo la Lupa

China crea superministerio de energía

Alfredo Jalife-Rahme

Finalmente con un retraso de 14 meses, el gobierno chino creó un superministerio de energía encabezado por el primer ministro Wen Jiabao –quien ha demostrado grandes dotes de estadista y detuvo el G-2 propuesto por Obama para repartirse bipolarmente el mundo– y su segundo de a bordo: la nueva estrella ascendente del firmamento político chino, el vicepremier Li Keqiang, quien representó a su país en el agónico Foro Económico Mundial de Davos, donde hasta Calderón, un fanático del librecambismo neoliberal (de su propia confesión), admitió su escepticismo sobre la Ronda de Doha, prácticamente muerta y a la que falta brindar la sepultura litúrgica.

China Daily (28/1/10) explaya que el flamante superministerio de energía tiene como finalidad planificar, vigilar la seguridad de abasto y consumo, y emprender la cooperación internacional.

Suena bastante ingenua la cooperación internacional en lo referente a la adquisición de hidrocaburos cuando los dos principales consumistas del planeta (Estados Unidos y China) libran literalmente una guerra, que no se atreve a pronunciar abiertamente su nombre, en todos los rincones del planeta para conseguir la principal materia prima contemporánea, que arroja ingresos más allá de los 4 billones de dólares al año.

Quizá el gobierno chino signifique mediante la cooperación internacional la cándida libre obtención de hidrocarubros, sin guerras montadas por la dupla anglosajona (Estados Unidos y Gran Bretaña) de por medio, ya sea con participación accionaria directa, ya sea mediante el contrato muy creativo de trueque de petróleo por empréstitos que ha implementado con dos gigantes de la talla de Rusia y Brasil.

No hay que perder de vista la estructura gubernamental del Partido Comunista Chino, en la que las agencias y las comisiones comportan un diferente significado de mayor jerarquía que sus equivalentes semánticos en el mundo occidental, donde representan metáforas de evasión burocrática.

La nueva Comisión Nacional de Energía (CNE) multiministerial consta de 21 verdaderos pesos pesados: desde Zhang Ping, de la poderosa Comisión Nacional de Desarrollo y Reforma, pasando por Zhou Xiaochuan, del banco central, hasta Zhang Guobao, especialista en energía nuclear.

En China las reservas de divisas, así como la política monetaria y fiscal, son manejadas con criterios estratégicos y no al estilo friedmanista monetarista, como el México neoliberal que lo ha llevado al desastre energético y financiero.

Por encima de los reduccionismos de cada ministerio tomado aparte, la estrategia –en términos de El arte de la guerra de Sun Tzu (siglo V AC)– del nuevo superministerio energético ha identificado a la energía como vital para el futuro desarrollo, donde se deduce que no caben apreciaciones mercantilistas vulgares como la muy simplista, cuan inexistente en una visión multidimensional, de la oferta y la demanda y/o las alucinantes leyes del libre mercado esclavista.

El rotativo chino cita a Lin Boqiang, director del Centro de China para la Investigación de Economía Energética de la Universidad de Xiamen: el establecimiento de la CNE muestra que el gobierno ha elevado los temas de energía a un nivel sin precedente. Y eso que el tema energético siempre fue trascendental cuando China tiene que importar más de 50 por ciento de su consumo de petróleo.

A juicio de Lin Boqiang, tal superministerio, que centraliza los poderes (sic) de los diferentes ministerios, puede ayudar a China a mejor utilizar sus recursos energéticos, ya que la energía se ha vuelto un tema muy complejo que no puede ser manejado por un solo ministerio (como el caso de la adquisición de hidrocarburos en el extranjero).

¿Entenderán la multidimensión de la energía los poderes Ejecutivo y Legislativo del México neoliberal, que no sabe administrar sus pletóricas reservas, las cuales son anómala y unilateralmente controladas con criterios financieristas fiscalistas desde la disfuncionalmente parasitaria Secretaría de Hacienda?

Cabe señalar que en China la economía es más desarrollista y mucho menos financierista que el decadente G-7.

La energía constituye la prioridad inalienable del gobierno chino, que desde hace 12 años ha intentado coordinar infructuosamente su política energética, salpicada de disfuncionales cuellos de botella, flagrantes contradicciones y hasta de carestías ininteligibles cuando la estatal Petrochina representa la principal empresa planetaria (en términos de capitalización de mercado).

Justamente hace 12 años fue creada la Secretaría de Energía, que duró solamente cinco años al haberse extraviado en los dédalos burocráticos. Bueno, en el México neoliberal, repleto de voladores de Papantla sin mástil, la Secretaría de Energía (su actual titular viene de la Casa de Moneda y sabe de petróleo lo que yo de sánscrito) se ha vuelto un estorbo dispendioso cuando el director de Pemex (sometido demencialmente a la parasitaria Secretaría de Hacienda) ostenta más poder en la práctica.

Entre las tareas del superministerio de energía estará alcanzar el “objetivo robusto de reducir en el 2020 la intensidad de las emisiones de bióxido de carbono por unidad de PIB entre 40 y 45 por ciento de los niveles de 2005, así como modernizar la industria del carbón y procurar una mayor diversificación de fuentes alternas, como la energía nuclear (apuntalada por Rusia).

No faltan analistas unidimensionales, como Fu Jing (China Daily, 28/1/10), quienes aseveran que el superministerio de energía fue instalado para combatir la corrupción de las gigantes empresas petroleras estatales que abusan de su poder monopólico.

A nuestro juicio, hoy la aplicación energética, debido a múltiples consideraciones, tiende a la combinación creativa (energy-mix) manejable en cada caso específico y lo peor sería imitar a locas y a ciegas como opera el México neoliberal, que obedece los lineamientos impuestos por el TLCAN, que benefician en última instancia los intereses unilaterales de Estados Unidos.

Stratfor (28/1/10), centro de pensamiento texano-israelí, resalta tanto la recentralización de la política energética como los aspectos negativos de la CNE, que enfrentará resistencias de todos aquellos que gozan de canonjías en el sistema vigente.

Expone la necesidad de crear un entorno doméstico más estable y coordinar a los actores del sector energético estatal y su burocracia, que padece congestión y regulaciones contradictorias.

Considera que China altera sus prioridades cuando las sanciones de Estados Unidos tocan a la puerta de Irán, lo cual afectará sus importaciones de petróleo del Golfo Pérsico, en medio del control doméstico de precios.

¿A poco Estados Unidos y Gran Bretaña, ya no se diga el México neoliberal, gozan de una mejor política energética a la razonada por China?

Por encima de los fracasados criterios financieristas y economicistas a ultranza, tan reduccionistas como equívocos, lo destacable radica en que China cruzó el Rubicón geoenergético con la creación de un superministerio que se maneja creativamente con criterios estratégicos y multidimensionales.

http://www.jornada.unam.mx/2010/01/31/index.php?section=opinion&article=012o1pol

Impasses mexicanos

¡No es la política, es el Estado!

Rolando Cordera Campos

El Fondo Monetario Internacional elevó sus predicciones sobre el crecimiento mundial y de México para 2010, de 3.1 a 3.9 por ciento y de 3.3 a 4.0 por ciento, respectivamente. A la vez, su director, Dominque Strauss-Kahn, mantuvo su cautela y advirtió que los países arriesgan su recuperación si retiran demasiado pronto las medidas de estímulo. Los festejos del mundo financiero se quedan en el frío y su prometida vuelta a la normalidad de antes en manos de sus deslustrados oráculos.

La noticia alcista sobre nuestro crecimiento se ve empañada por otras sobre la precariedad y mala calidad del empleo: 35 por ciento de los trabajadores con contrato laboral ganan dos salarios mínimos o menos, y 45 por ciento de los asalariados no tuvieron prestaciones básicas al tercer trimestre de 2009. El México de la inseguridad se desparrama de lo laboral a lo criminal y define la perspectiva de la nación, sumida en un pozo de autoengaño que algunos quieren convertir en autodestrucción.

México se ha convertido en una sociedad de ingresos malos e insuficientes para aspirar a una vida buena. Sólo los núcleos de ingresos medio altos buscan motivos para la complacencia, pero hasta los gurúes que aspiran a guiarlos a la Tierra Prometida en inglés saben que la situación que describen las estadísticas traza horizontes desastrosos para todos. Para qué hablar de los meros ricos, cuyas escoltas les recuerdan a diario que son humanos y mortales.

Un cuadro de esta gravedad no puede exorcizarse con reformas políticas al gusto de quién sabe qué grupo de neopolitólogos. Tampoco superar sus efectos sobre la vida cotidiana mediante el juego de cifras y cálculos novedosos que le permiten a algún loro radiofónico decir que no es para tanto.

Sí es, y es para asustarse, el grado de desprotección, penuria e indigencia que sufren los mexicanos cuyos ingresos no sirven para alimentarse, mucho menos al mercado interno. La enésima guerra desatada por el gobierno, ahora contra la obesidad y la mala dieta, debería empezar por reconocer que en el país hay hambre por la mañana y por la noche y que es esa hambre la que lleva al que la sufre a recurrir a lo peor de la oferta para engañar al estómago.

Hace años, los estudiosos de las necesidades básicas, como Hernández Laos o Boltvinik, advirtieron sobre la mancha que se cernía sobre la moderna cuestión social mexicana: no era tanto la falta absoluta de abasto sino la pésima distribución del ingreso, y también el acaparamiento criminal de bienes básicos, los que explicaban la insuficiencia nutricional de los mexicanos. Ahora, al panorama distributivo que nos ha vuelto impresentables ante el mundo, salvo cuando se viaja de invierno a Davos, hay que añadir problemas serios, en vías de agravarse, sobre la capacidad productiva nacional de bienes esenciales.

Es cierto que esta desatención contumaz de asuntos fundamentales como los mencionados sólo puede entenderse por la mala manera de hacer política en que ha desembocado nuestra democracia apenas estrenada. Y, sin duda, parece cierto también que el Ejecutivo vive bajo un toma y daca inclemente que expresa una pluralidad silvestre, acentuada por la ineptitud del partido gobernante.

Es decir que, en efecto, México encara un agudo problema económico y social que no se puede pretender superar desde la política, como se hace en casi todas partes, porque ésta no funciona, está sometida a un empate casi catastrófico, y mantiene en hibernación cualquier iniciativa del gobierno que buscara intervenir eficazmente en el embrollo económico y el pantano social que amenazan la vida social.

Sin embargo, no es aquí donde radica el corazón de la trama mexicana al actual. Con todas las reformas modernizadoras de la política que pueda imaginarse, no lograremos convertir al gobierno en una máquina eficiente de producir y hacer políticas económicas y sociales. Si algo se consiguió en estos lustros de mercaderes, fue despojar al Estado de esas vocaciones y reflejos.

De aquí la urgencia de repensar la secuencia de las reformas propuestas por el presidente Calderón, antes de que su intemperancia las echara por la borda, y darle al reformismo político otra dimensión y otro rumbo.

No es cuestión de sustituirlas por otras relativas a la economía y la sociedad, sino de devolverle a la política la dimensión creativa de que hablaran Mariátegui o Azaña. Pero para eso, es indispensable plantearse primero el qué para luego entrarle a los cómos, y no al revés como lo hicieron Calderón y sus exegetas.

Lo que está sobre nosotros es la tentación de seguir como vamos, de miscelánea en miscelánea, fiscal o política según el humor del personaje, de rebanada en rebanada, hasta que la desesperación popular nos despierte y muestre con furia el fin del salami y de los placebos para edulcorar su agotamiento. Lo quiera o no, la propuesta de y las respuestas a Calderón nos llevan en esa dirección, de fuga en fuga, hasta que no quede territorio por recorrer y el abismo se vuelva horizonte.

Para ir al corazón de la política autodestructiva en que México se embarcó hay que ir al Estado y asumir que ha sido vaciado de objetivos y llenado de instrumentos destinados a impedirnos pensar en lo fundamental, a condenarnos al presente continuo que el presidente descubre en la Montaña Mágica cada año.

De esta verdad habrá que saltar a la que sigue, no menos dura: una sociedad, decía Azaña, aunque con desventura, puede pasarse sin grandes artistas pero no se puede pasar sin dirección política. Esto no se compra en Wal-Mart, ni se construye opacando al IFAI; mucho menos poniendo a la Procuraduría al servicio de la sacristía.

http://www.jornada.unam.mx/2010/01/31/index.php?section=opinion&article=016a2pol

Política Brasileira vista do México

Brasil ante el piñerazo

Guillermo Almeyra

El ex campesino, ex obrero, ex dirigente sindical Luiz Inacio Lula da Silva hasta ahora ha gobernado aliándose con la derecha social y política y con una línea neoliberal de política económica que enriqueció aún más a los grandes empresarios industriales extranjeros y al agronegocio, postergó la tan necesaria reforma agraria y aumentó las desigualdades entre los más ricos y los más pobres. En eso no se diferenció mucho de los gobiernos de la Concertación chilena, que fueron disciplinados continuadores de las políticas instauradas por los Chicago boys durante el pinochetismo porque, en lo esencial, Lula mantuvo frente al capital financiero internacional la línea de Fernando Henrique Cardoso, el desarrollista amigo de las fuerzas del antidesarrollo.

El resultado de eso fue un repudio también chileno, ya que el Movimiento de los Sin Tierra (MST), que lo había apoyado electoralmente y formado una alianza estratégica de izquierda con el partido de éste, el Partido de los Trabajadores (PT), está actualmente en la oposición a Lula y en buena medida al propio PT, y también porque en éste se produjeron escisiones por la izquierda, distanciamientos con los partidos de izquierda aliados, como el PCB (Partido Comunista Brasileño) o izquierdas que terminaron expulsadas y constituyeron partidos ferozmente críticos, como el Partido Socialismo e Libertad (PSOL).

También como en Chile, el presidente saliente –Lula– tiene un enorme apoyo popular, como tenía Michelle Bachelet, muy superior al porcentaje que las encuestas otorgan a la candidata presidencial de Lula para los comicios de octubre próximo, la jefa de gabinete Dilma Roussef. Ésta, dicho sea de paso, no tiene la gris biografía del ex presidente Eduardo Frei, el derrotado por Sebastián Piñera. Por el contrario, es hija de un comunista búlgaro y durante la resistencia contra la dictadura fue guerrillera en las filas de la Vanguardia Armada Revolucionaria Palmares, estuvo tres años presa y fue torturada.Además, es una luchadora y en estos momentos combate contra un cáncer linfático que le impone una agotadora quimioterapia en plena campaña electoral y, peor aún, lucha contra los fortísimos prejuicios misóginos, porque en Brasil sólo los negros tienen menos posibilidades que las mujeres de llegar a la presidencia y ella quiere ponerse la banda verdeamarela.

El candidato del gran capital y ex ministro de Fernando Henrique Cardoso, José Serra, según Datafolha, tenía hasta diciembre pasado una expectativa de voto de 37 por ciento, contra 23 de Dilma. Pero de aquí a las elecciones del 3 de octubre entrarán en juego otros factores. En primer lugar, el neoliberalismo de Lula y el de Serra y Cardoso no son iguales, y no son vistos tampoco como iguales. Lula sirve los intereses del gran capital brasileño y la oposición los del capital financiero internacional y, aunque ambos sectores estén entrelazados y el grueso del gran capital industrial y financiero, en Brasil como en toda América Latina, esté en manos extranjeras, el gobierno de Lula –muy esquemáticamente– busca defender el mercado interno, y la derecha, los intereses del capital financiero internacional y de Estados Unidos. Para los pobres y desocupados por eso no es lo mismo un gobierno que, con subsidios y planes asistenciales, les permite comer dos veces por día e ir a la escuela, que otro que daría más subsidios, pero a las empresas.

La posición sectaria frente a Lula de la alianza entre el PCB, el Partido Socialista de los Trabajadores Unificado (PSTU), nacido en 1990 de una escisión del PT, y el PSOL, nacido de igual modo en el 2004, le dio a la candidata de ese frente, la enfermera, militante sindical y senadora Heloisa Helena Lima de Morales Carvalho, 6.85 de los votos en las elecciones presidenciales de 2006, cifra que en una elección reñida puede ser decisiva.

Pero en los cuatro años recientes ese frente no sólo no ha avanzado sino que, además, ha perdido su candidata, ya que Heloisa Helena prefiere disputar una senaduría (que puede ganar) y, además, se inclina a realizar una alianza de centro derecha con los Verdes. Consciente de esas dificultades, Lula, que cuenta con el apoyo del Partido Comunista del Brasil y de una izquierda trotskista que milita en el PT e intenta depurarlo y reorganizarlo, se radicaliza y, sobre todo, ha formulado un llamado a unir todas las fuerzas de izquierda para evitar que en octubre se repita el caso chileno.

Su radicalización –relativa, pero importante– lo llevó a oponerse a Estados Unidos en la Conferencia de Copenhague y a la cuarta flota estadunidense que amenaza las costas y las reservas marinas de Brasil; lo condujo a chocar con Estados Unidos por Honduras (donde dio refugio a Zelaya) y por Haití; a comprometerse con el Foro Social Mundial en Porto Alegre y a buscar un pretexto para no ir a Davos, entre las últimas medidas. Su llamado a constituir un frente único de las izquierdas, por otra parte, coloca en un brete a sus opositores en éstas ya que la experiencia chilena está fresca y, además, Dilma Roussef no ha declarado aún quiénes podrían ser sus cuadros gubernamentales, teniendo en cuenta que quiere prescindir de muchos corruptos que pululan en el PT, de modo que a la motivación ideológica Lula agrega implícitamente la oferta de puestos parlamentarios o gubernamentales a organizaciones que, por sí mismas, no pueden salir de su aislamiento. ¿Los sectarios reflexionarán? ¿Dilma Roussef podrá sobreponerse a su grave enfermedad, y a la de su partido y de su gobierno, y podrá convencer de que una presidenta es posible? ¿Lula mantendrá su radicalización para ayudarla? Eso, como en las telenovelas, se sabrá en los próximos episodios.