Sem São Paulo
"Se o Brasil não tivesse São Paulo, a resistência estatística do país à crise seria ainda maior", diz Marcelo Neri, coordenador do Centro de Políticas Sociais da FGV.
"Nas periferias do Nordeste, as classes A, B e C cresceram 12% de agosto de 2008, antes da turbulência, a agosto de 2009. É como se, nessas regiões, a crise não tivesse existido", diz.
Já a parcela da população do município de São Paulo que figurava nas classes A, B e C apresentou retração de 0,8% no período.
Neri formula suas pesquisas com base em dados divulgados pelo IBGE.
"Os números mostram, de forma inequívoca, o impacto forte dos programas sociais no combate à crise", diz Neri.
A pesquisa Datafolha, com metodologia própria, apontou um desempenho formidável dessas três classes, que estão no ápice da pirâmide social, principalmente nas regiões Norte e Centro-Oeste.
Elas partiram de uma fatia de 75% para 81% de 2008 a 2009. Na região Sul, caíram de 89% para 88%. Na Sudeste, apresentaram ligeiro aumento, de 83% para 85%.
Trabalho
No período entre 2001 e 2008, as transferências promovidas pelo Bolsa Família e pelas aposentadorias vinculadas ao salário mínimo haviam sido muito importantes para a redução da desigualdade social no Brasil.
No ano passado veio a mudança: a renda do trabalho foi responsável por 75% da queda da desigualdade, enquanto o aumento do salário mínimo respondeu por apenas 16% do recuo da desigualdade, segundo dados do Ipea.
O pesquisador Sergei Soares avaliou que, quando saíssem os resultados da Pnad, o Bolsa Família e todos os outros benefícios indexados ao salário mínimo voltariam a deter mais importância.
"Veremos, daqui a um ano, um efeito possivelmente ainda importante do mercado de trabalho. Mas veremos um efeito ainda mais importante das transferências do que o observado em 2008." É, de fato, o que está ocorrendo.
"Desde mi punto de vista –y esto puede ser algo profético y paradójico a la vez– Estados Unidos está mucho peor que América Latina. Porque Estados Unidos tiene una solución, pero en mi opinión, es una mala solución, tanto para ellos como para el mundo en general. En cambio, en América Latina no hay soluciones, sólo problemas; pero por más doloroso que sea, es mejor tener problemas que tener una mala solución para el futuro de la historia."
Ignácio Ellacuría
O que iremos fazer hoje, Cérebro?
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
"Se o Brasil não tivesse São Paulo, a resistência estatística do país à crise seria ainda maior",
O texto já é velho, mas Lúcia Hipólito defendendo o Lula merece reprodução e as questões sobre a política brasileira estão corretas
Enviado por Lucia Hippolito - 24.10.2009| 18h00m
A entrevista de Lula – forma e conteúdo
Algumas afirmações do presidente Lula na entrevista concedida ao jornal Folha de S.Paulo tiveram grande repercussão – e nem sempre pelas razões corretas.
Num dado momento da entrevista, o presidente declarou que se Cristo voltasse à Terra, teria que se aliar com Judas para poder governar o Brasil, porque ninguém governa sem uma grande coalizão.
A afirmação causou um enorme reboliço. O secretário da CNBB saiu em defesa de Cristo – como se Cristo precisasse. A oposição, por sua vez, acusou o presidente de falta de respeito, entre outras coisas.
Mas as reações, um tanto exageradas e equivocadas, limitaram-se a criticar a forma como o presidente expôs seu pensamento.
Este é o estilo do presidente Lula. Ele às vezes fala um palavrão, emprega palavras chulas, metáforas futebolísticas. Ele é assim mesmo.
É preciso ir além da forma e analisar o conteúdo das palavras do presidente. Analisar sua afirmação de que, sem uma grande coalizão não se governa o país.
E Lula está coberto de razão.
O sistema político brasileiro está construído de uma maneira tal que, se não houver uma grande coalizão, o governo fica paralisado. Não governa.
O ex-presidente Fernando Henrique foi eleito numa aliança entre PSDB e o PFL. Mas teve que incorporar o PMDB e o PTB para compor maioria para governar.
Já o presidente Lula foi eleito no primeiro mandato pelo PT e o PL. Teve que agregar mais 12 pequenos partidos à aliança inicial para compor sua base de apoio.
E por que isto acontece? Porque os presidentes sempre acabam precisando emendar a Constituição. Para tanto, precisam de uma base de, no mínimo, 308 deputados.
Mas é preciso sempre contar com uma folga. Primeiro, porque não existe mecanismo de fidelidade partidária que obrigue todos os deputados e senadores a votarem segundo orientação de seus partidos.
Segundo, não existe mecanismo que obrigue todos os deputados e senadores a estarem presentes no dia de uma votação.
E naquelas votações que exigem voto secreto, então, dá uma vontade de trair, como dizia o dr. Tancredo Neves.
Assim, a aliança que é suficiente para eleger um presidente da República não é suficiente para lhe garantir a governabilidade.
Depois que toma posse, o presidente precisa aumentar o número de sócios na aliança. E aí, para poder aprovar o que quer, alia-se a cobra, jacaré e elefante.
Podemos discutir e criticar a qualidade das alianças feitas pelo presidente Lula. Realmente, o padrão ético não é lá muito rigoroso.
Lula não precisava se aliar a Sarney, Renan e Jader.
Mas não podemos nos esquecer de que, no governo Fernando Henrique, Renan Calheiros foi ministro da Justiça!
Por isso, o raciocínio do presidente Lula, exposto na entrevista, está correto.
Enquanto o sistema político brasileiro estiver construído desta maneira não há condições de governar sem uma grande coalizão.
Daí o papel estratégico do PMDB em todos os governos. Em qualquer governo.
Ninguém governa o Brasil sem o PMDB.
Com o PMDB já é um pouco difícil, porque aquilo, mais do que um partido, é uma casa de doidos, onde cada um faz o que quer.
Podemos ficar discutindo horas se Judas traiu ou não, se o presidente usou analogias adequadas ou não.
Mas o conteúdo da fala do presidente é que é relevante.
O resto é apenas o estilo do presidente Lula.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Chávez é motivo para ter base na Colômbia, afirma Pentágono
São Paulo, segunda-feira, 02 de novembro de 2009
Chávez é motivo para ter base na Colômbia, afirma Pentágono
Documento que pede verba para base colombiana de Palanquero lista "governos anti-EUA" entre ameaças
FLÁVIA MARREIRO
DA REPORTAGEM LOCAL
Ao assinar o acordo militar com a Colômbia e garantir o uso da base área de Palanquero, no centro do país, o governo dos EUA considera ter aproveitado uma "oportunidade única" de obter "acesso e presença regional a custo mínimo" numa área sob ameaças constantes, entre elas as vindas de "governos antiamericanos" como o do venezuelano Hugo Chávez.
O argumento acima consta do documento do Pentágono submetido ao Congresso americano para justificar o Orçamento militar do país no ano fiscal de 2010. O texto, sancionado recentemente pelo presidente Barack Obama, inclui verba de US$ 46 milhões a ser aplicada em Palanquero.
O documento solapa a retórica de Washington e Bogotá, que repetem o mantra de que o pacto militar assinado na sexta-feira -que permitirá aos EUA usar outras seis instalações além de Palanquero- visa atacar só problemas domésticos colombianos, e dá combustível às reclamações de Chávez, que vê no trato uma ameaça a seu país. Tudo isso num momento em que a tensão entre Bogotá e Caracas volta a crescer por conta de incidentes na divisa cada vez mais violenta.
O teor do acordo militar não foi divulgado -a Colômbia promete fazê-lo nesta semana. Só Chávez e Evo Morales (Bolívia) reclamaram de sua consumação. O governo Lula, que cobra "garantias" de Washington e Bogotá, não se pronunciou.
Em entrevista ao jornal colombiano "El Tiempo", o embaixador americano em Bogotá, William Brownfield, disse que seu governo já deu garantias aos países da região de que o acordo não permite operações conjuntas fora da Colômbia. "Posso dizer que o acordo diz [isso] claramente no artigo 4º, parágrafo 3º."
No entanto, na avaliação do Conselho de Estado, o órgão jurídico consultivo máximo colombiano, o texto é frouxo e deixa decisões importantes para acertos posteriores, além de ser "desequilibrado" a favor de Washington e potencialmente violador da soberania do país.
Resposta a crises
O documento do Pentágono submetido ao Congresso diz que Palanquero é "inquestionavelmente" o melhor lugar "para conduzir um completo espectro de operações pela América do Sul" -a importância da base já havia aparecido em documento da Força Aérea, que a inclui no esquema global de rotas para transporte estratégico global de carga e pessoal.
Afirma que o investimento na base vai "melhorar a capacidade dos EUA de responder rapidamente a crises, assegurando acesso e presença regional com custo mínimo". Contribuirá também para "expandir capacidade de guerra aérea", inteligência e monitoramento.
A real dimensão do Brasil em escala internacional: na falta de poder, a persuasão, mas basta?
No deserto, as miragens ganham vida e podem até dar sentido à luta pela vida, mas continuam sendo miragens. As miragens podem servir para realimentar os sonhos e fazer crer que as chances de sobrevivência são maiores, mas continuam sendo miragens.
A política externa brasileira vive de miragens. São miragens importantes, motivam o país, mas não se pode esquecer que são miragens.
Quem acompanha o blog sabe que sempre post as notícias que de algum modo exaltam este momento do Brasil. Me diverte ler estas notícias pensando no quanto elas incomodam os antiLula ferrenhos, o quanto incomodam o PSDB e o FHC por colocar o Brasil atual num patamar incomparável com o que ocorria no governo FHC. Se havia um setor no qual FHC e seu grupo imaginavam que seriam insuperáveis era na política externa, como um presidente monoglota poderia superar o príncipe da sociologia paulista? Não apenas superou, como o reduziu a insignificância dentro da história da política externa brasileira. FHC corre o risco de ser tratado nos livros de história da política externa brasileira como um Eurico Gaspar Dutra qualquer. E dentro do meu humor insólito, acho divertido acompanhar isso.
Entretanto entre a realidade e as miragens cultivadas pela internacional sobre o Brasil há uma larga distância. A imprensa internacional adotou o Brasil, adotou o Brasil porque o Brasil defende em escala mundial os valores liberais nas relações internacionais que são compartilhados por esta mesma imprensa. O Brasil segue um padrão de ação que a imprensa liberal internacional gostaria de ver generalizado. Além disso, difundir o Brasil não compromete, não é uma potência militar, não viola uma série de valores cultivados pela imprensa liberal como a China. Maximizar o soft power brasileiro não representa risco para a grande imprensa liberal, além disso o apoio ao Brasil aponta-o como modelo a ser seguido, especialmente para os governantes de esquerda. Então o Brasil foi abraçado em todo a sua agenda de política internacional.
O ativismo do Brasil em termos de política externa só é efetivo porque as ações brasileiras são significativamente amplificadas pela imprensa internacional. Sem poder militar, sem capacidade de coerção, o Brasil só pode contar com a persuasão, com a capacidade de convencimento e para tanto a imprensa funciona eficazmente ao legitimar as pretensões brasileiras, explica-las, e valida-las. Note-se, por exemplo, se os EUA ignoram por completo a idéia do G-20, e restringem as negociações ao G-8, qual seria a repercussão na mídia liberal mundial?
Agora vários periódicos trouxeram a comparação entre o Brasil e o México, apontam como o México que era o modelo em meados da década de 90 retrocedeu e o Brasil avançou. Isto deve servir como exemplo, todos os países que foram apontados como modelos a serem seguidos pela mídia liberal na seqüência sofreram grandes crises. O Brasil ainda tem uma vantagem não foi objeto de nenhum relatório do Banco Mundial apontando-o como modelo.
O Brasil tornou-se mais ativo em termos de política externa, mas não se tornou mais poderoso no sistema internacional. A arma do Brasil é a persuasão, a formação de alianças, a capacidade de mobilização dos seus diplomatas. Não se pode confundir aumento do ativismo em política externa com aumento do poder brasileiro na política internacional.
A imprensa brasileira mostra grande incompreensão da situação tanto pelos viés oposicionista que adota quanto pela ignorância mesma. O caso de Honduras é paradigmático. A UOL colocou uma notícia com uma manchete que dizia que o caso de Honduras mostrava que a OEA só funcionava quando os EUA atuavam. A jornalista Eliane Cantanhêde escreveu neste domingo (01/10) uma coluna intitulada “Quem pode pode” para tratar da questão, diz que por mais que o mundo esteja mudando, apesar de todo esforço do Brasil, a questão de Honduras só andou quando os EUA se movimentaram. E eu fico pensando, mas o que eles esperavam? Do mesmo modo que os EUA não conseguem demover o presidente do Sudão ou o governo da Coréia do Norte, agora, se a China interferir na questão de fato, o problema norte-coreano seria resolvido como por encanto. As organizações internacionais não tem poder próprio, seja a ONU, seja a OEA, o poder deles está relacionado ao comprometimento dos Estados-membros com os objetivos e ações da organização. Evidentemente que se os membros mais poderosos não se comprometem com a instituição, ela se enfraquece. Estranho seria a OEA ser tão poderosa que não dependesse dos EUA para agir, aí deveríamos pensar se não seria mais seguro “fechar” a OEA. Era evidente desde o início que o Brasil e a OEA não seriam capazes de demover a liderança golpista, por isso sempre pressionaram os EUA. O que o Brasil poderia para fazer o governo do turno de Honduras ceder? Nada, os dois países não possuem relações econômicas relevantes, nem políticas, resistir ao Brasil não representa um ônus para Honduras exceto em termos de imagem. Mas alguém pensa que o governo de Honduras tenha uma imagem a zelar no exterior que o fizesse ceder? Estranho seria Honduras ceder. Só faria sentido questionar o poder e a capacidade de ação do Estado brasileiro se houvesse um golpe na Bolívia, no Paraguai e no Uruguai (e talvez mesmo na Argentina) e o Brasil não fosse capaz de fazer pressão suficiente a ponto de demover os golpistas.
Jânio de Freitas também escreveu sobre política externa neste domingo, mas tratou de outra questão do acordo militar entre os EUA e Colômbia. O artigo intitulado “A liderança em questão” afirma que a idéia de que o Brasil lidera a América do Sul foi completamente negada pela assinatura deste acordo. Outro equívoco. Mas aí um equívoco mais honesto do que o da Eliane Cantanhêde. Dizer que o Brasil lidera a América do Sul é, em geral, uma força de expressão. De fato, a América do Sul é uma região em disputa, e os Estados da região orbitam em torno de pelos menos três eixos de poder, Washington, Brasília e Caracas. De acordo com seus interesses políticos e econômicos, os governos da região se aproximam mais ou menos de um destes eixos. Ora, é evidente que a Colômbia está numa posição isolada dentro da região e o Estado mais vinculado aos interesses dos EUA na região. É uma posição idealista imaginar que o Brasil poderia ter impedido o acordo entre a Colômbia e os EUA, para tanto o Brasil deveria que ter oferecido uma alternativa mais vantajosa para solucionar o problema que o governo colombiano considera mais ameaçador, a guerrilha e o narcotráfico. Ora em nenhum momento o Brasil se dispôs a apresentar esta alternativa. Caso Brasil, Equador e Venezuela se dispusessem a assumir a agenda política colombiana e montar uma operação conjunta para desmontar a guerrilha e o narcotráfico que ocorre no seu entorno, a Colômbia teria uma alternativa viável (mesmo superior) à cooperação com os EUA. Mas os países da região rejeitam a agenda colombiana, é um direito deles. Entretanto, para retirar os EUA da região, o melhor caminho seria se comprometer com a agenda colombiana. Agora qual o apoio interno que o presidente Lula teria para enviar tropas brasileiras para enfrentar a guerrilha e o narcotráfico na fronteira com a Colômbia e mesmo eventualmente realizar operações conjuntas na Colômbia? A sociedade brasileira está disposta a assumir o custo de ser de fato o líder da América do Sul?
A principal restrição que o Brasil sofre na sua ação internacional é o fato de não ser hegemônico na América do Sul. Hegemônico no sentido gramsciano do termo. Os países da região não identificam que possam atingir o seu interesse através das suas relações com o Brasil, e isso enfraquece significativamente o Brasil. No mesmo artigo, Jânio de Freitas aponta que o novo acordo realizado entre a Argentina e o Chile é um golpe na idéia de liderança brasileira. Podemos apontar também o fato da China estar disputando o mercado argentino com o Brasil. O que os países da região querem? Dinheiro, querem mercado para exportar seus produtos. E a capacidade do Brasil de ofertar isso é reduzida, o Brasil contribui pouco para a solução dos problemas dos seus vizinhos, a situação melhorou com os financiamentos do BNDES, mas o Brasil precisaria manter um “sólido” déficit comercial, ou pelo menos ser um grande importador da produção de seus vizinhos, deveria ser o grande parceiro comercial dos países sul-americanos como a China se tornou para os países asiáticos, mas o Brasil está bem longe disso. É surpreendente, por exemplo, que o Mercosul ainda seja discutido no Uruguai, que não haja uma completa integração econômica entre o Brasil e o Uruguai.
Por outro lado, não se pode minimizar a importância do Brasil na América do Sul. O governo Evo Morales identifica a Venezuela de Hugo Chávez como seu principal aliado. Mas a estabilidade política da Bolívia passa em grande medida pelo Brasil. A disposição brasileira em renegociar os acordos do gás com a Bolívia como a disposição brasileira em renegociar Itaipu com o Paraguai são cruciais para a sobrevivência destes governos, para ampliar suas margens de ação política. Também Hugo Chávez sabe que boa parte da sua atuação se deve ao Brasil. Os limites da ação internacional de Hugo Chávez vai até o ponto onde o Brasil pode lhe dar suporte, ele sabe disso e não ultrapassa este limite. Sem o apoio do Brasil, a pressão americana sobre a Venezuela seria muito maior. Após a fracassada tentativa de golpe em 2002, os EUA não tentaram mais nada diretamente, porque em 2003 já não podiam mais contar com o apoio do Brasil como anteriormente. Chávez sabe que caso a oposição se eleja no Brasil em 2010, a sua posição internacional ficará profundamente vulnerável. Chávez sabe também que pára continuidade do seu projeto política a integração com o Brasil é fundamental, solidificaria a estratégia de desenvolvimento alternativa. Por isso, mesmo não exigindo que o Brasil faça parte da ALBA, mesmo sabendo que o Brasil nunca poderá fazer parte da ALBA, Chávez busca aprofundar projetos conjuntos com o Brasil. O Brasil ganhou uma importância no comércio exterior venezuelano que não tinha antes de Chávez e Lula.
As ações do Brasil ganharam repercussão internacional quando o Brasil assumiu o discurso hegemônico na mídia liberal internacional. Isto fortalece o Brasil nos fóruns multilaterais mundiais, mas tem pouco impacto nas questões sul-americanas. Aqui os vizinhos querem resultados econômicos mais concretos por se aliarem ao Brasil. É preciso compatibilizar as duas coisas. E neste sentido ainda se constata o limite econômico do Brasil. O Brasil se tornou atrativo para o capital internacional, os fluxos de capitais não cessam. Isto reforça o espaço brasileiro nos fóruns econômicos internacionais. Mas este despontar econômico brasileiro ainda não foi capaz de trazer junto a América do Sul. O Brasil ainda precisa crescer muito, e adotar políticas mais efetivas de integração para ser capaz de fato criar um espaço econômico sul-americano colocando-se como centro.
A dimensão internacional continuará sendo superdimensionada neste momento de crise e de vazios de liderança, mas o Brasil não deve deixar se envolver pelo canto da sereia. É preciso continuar medindo os passos enquanto constrói uma sólida retaguarda. Esta retaguarda está em construção. Mas não está pronta. É preciso mais ousadia na integração sul-americana para que ela possa se reverter mais rapidamente em suporte político para o Brasil. o Brasil vai com cuidado com medo de perder neste processo de integração. Claro que haverá setores que serão perdedores líquidos num caso de integração sul-americana, mas é impossível que politicamente o Brasil não seja o ganhador líquido e mesmo economicamente o Brasil terá mais vantagens.
domingo, 1 de novembro de 2009
EUA e Rússia na América Latina
EE.UU. y Rusia tras la región
1 de Noviembre de 2009
Alexander Martínez, AFP
Estados Unidos y Rusia dieron nuevos pasos en el posicionamiento de intereses militares y económicos en Latinoamérica, el primero con la firma de un acuerdo para operar desde bases colombianas, y Moscú sumando a Ecuador a sus aliados regionales.
Colombia firmó el viernes el convenio que autoriza a Washington a usar siete destacamentos contra el narcotráfico y las guerrillas izquierdistas, tras meses de fuerte polémica con sus vecinos, especialmente Venezuela, que congeló las relaciones con Bogotá en julio.
El presidente Hugo Chávez asegura que el pacto configura una plataforma de ataque a Venezuela por parte de Estados Unidos -al que culpa del golpe de Estado que sufrió en 2002- y una estrategia para recuperar la hegemonía histórica en su "patio trasero".
Por ello el gobierno de Chávez anunció recientemente que comprará a Rusia 92 tanques T-72 y sistemas de defensa antiaéreos con un crédito de 2 mil millones de dólares que le concedió Rusia en septiembre.
Caracas logró dicho préstamo en coincidencia con su anuncio de que reconocía la independencia de los territorios georgianos de Abjasia y Osetia del Sur -aliados de Moscú-, como ya lo había hecho Nicaragua y podría hacerlo Ecuador.
"Rusia está buscando un mercado de armas en Latinoamérica y estaría ofreciendo descuentos a cambio de ese reconocimiento", señaló a la AFP Carlos Espinosa, internacionalista de la Universidad San Francisco de Quito.
Las relaciones con Ecuador
En vísperas de la firma del acuerdo sobre las bases militares, el presidente ruso Dimitri Medvedev selló una alianza con su homólogo ecuatoriano Rafael Correa, otro duro contradictor de la presencia estadounidense en Colombia.
Quito rompió relaciones con Bogotá en marzo de 2008 a raíz de un ataque contra la guerrilla de las FARC en Ecuador, que dejó 25 muertos.
Estados Unidos empezó a negociar el acuerdo con Colombia luego de que Correa pusiera fin al convenio que permitió a ese país operar las bases antidrogas de Manta en territorio ecuatoriano durante diez años.
Los vínculos con Latinoamérica "se han fortalecido netamente y le vemos mucho sentido porque (...) desearíamos desarrollar relaciones amistosas y completas" con toda la región, dijo Medvedev tras recibir al presidente ecuatoriano, al que venderá dos helicópteros militares Mi-171E.
Más nexos
Moscú también ha estrechado lazos con Bolivia y Argentina para el suministro de armamento y la explotación de hidrocarburos, y puja por un contrato de venta de aviones caza SU-35 al gobierno brasileño.
Además, el presidente ruso visitó hace un año Venezuela, Cuba, Brasil y Perú, y días antes buques de su país realizaron las primeras maniobras militares en el Caribe desde el fin de la Guerra Fría.
"Rusia quiere incidir en Latinoamérica en represalia por la influencia estadounidense" en la ex órbita soviética, afirmó Espinosa, recordando el apoyo de Washington a Georgia en el conflicto con Moscú.
Asimismo, las alianzas con el Kremlin pueden constituirse en una "respuesta al convenio entre Colombia y Estados Unidos", señaló por su parte Vladimir Sierra, de la Universidad Católica de Quito.
Empero, los analistas no ven en el horizonte una disputa político-militar entre las dos potencias, si bien su posicionamiento recuerda la Guerra Fría. "Ahora la disputa es por dominios económicos y tecnológicos", indicó Sierra.
Adquisiciones
Desde Rusia con amor
Venezuela es el principal cliente latinoamericano de armamento ruso -con compras por 4.400 millones de dólares desde 2005- y pilar de la estrategia del Kremlin en la región.
Esta sociedad abarca además exploraciones de millonarias reservas de petróleo y gas y el desarrollo de energía nuclear.
Tome nota
Las bases militares son particularmente rechazadas por los presidentes de Bolivia, Ecuador y Venezuela, quienes creen que las operaciones estadounidenses son un riesgo para sus gobiernos.
‘Bases van contra revolucionarios’
El acuerdo firmado entre Estados Unidos y Colombia para que militares estadounidenses utilicen siete bases colombianas está dirigido contra "gobiernos revolucionarios" de Latinoamérica, afirmó ayer el presidente boliviano, Evo Morales, quien reiteró su rechazo al pacto.
Morales suele llamar "gobiernos revolucionarios" a aquellos países que conforman la Alianza Bolivariana para las Américas (ALBA): Bolivia, Cuba, Nicaragua, Venezuela, Ecuador, Honduras, Dominica, Antigua y Barbuda, y San Vicente y las Granadinas.
"Esas bases no son para combatir el narcotráfico" como argumenta el régimen del colombiano Álvaro Uribe, quien además apunta a grupos armados ilegales, indicó el mandatario.
Morales también dijo que su par de Estados Unidos, Barack Obama, "tiene la obligación de justificar" el Premio Nobel de la Paz recibido y retirar "todas las bases militares en el mundo, devolver la democracia en Honduras y levantar el bloqueo contra Cuba".
Convenio polémico
Siete puestos claves
El acuerdo sobre las bases permite a tropas de Estados Unidos operar durante los próximos diez años desde las bases aéreas de Palanquero (centro), Apiay (este) y Malambo (Caribe, norte).
También podrán utilizar los fuertes del Ejército Tres Esquinas (sur) y Tolemaida (centro), y las bases navales de Cartagena (Caribe) y Bahía Málaga (Pacífico, oeste).
Apagões no Equador
Vuelven los apagones
1 de Noviembre de 2009
El estiaje que soporta el país desde hace cinco semanas complica la situación de abastecimiento de energía eléctrica.
El estado actual de algunas generadoras térmicas, que debían entrar a operar para cubrir la demanda ante la baja de los caudales en Paute, es también preocupante.
La central registra una reserva energética de 3,7%, menor a la recomendada técnicamente de 10% (230 kilovatios).
Aunque las autoridades del Ministerio de Electricidad y Energía Renovable (MEER) reiteraron a inicios del estiaje, el pedido para priorizar el uso de aparatos y electrodomésticos, la demanda de electricidad sigue en aumento durante estos días de feriado.
Iván Rodríguez, ex ministro de Energía, explicó que la cuota de Paute ha bajado demasiado en los últimos días y pone en riesgo el normal abastecimiento de electricidad.
Señaló que a la preocupación de generación de Paute, se suma la reducción en la entrega de energía desde Colombia, que actualmente provee solo 7% de la demanda requerida (12%), porque su consumo eléctrico también se incrementó por problemas de provisión en el consumo de gas natural.
“Estamos viviendo una sequía por lo cual es importante que las plantas térmicas empiecen a funcionar y debe darse crédito a las generadoras privadas y estatales para que generen toda su capacidad”, comentó Rodríguez.
Térmicas sin dinero y en reparaciones
Según información al 30 de octubre del presente año, del Centro Nacional de Control de Energía (CENACE), la Unidad Uno de la Central Hidroeléctrica San Francisco estará en mantenimiento hasta el próximo martes.
Mientras, el parque de generación térmica tiene algunas plantas indisponibles por trabajos de reparación y falta de diésel para operar.
En la Central Keppel bloque 4 (Termoguayas), Álvaro Tinajero, G. Aníbal Santos TG 1 y TG2, pertenecientes a la Eléctrica de Guayaquil, existen problemas internos y falta de recursos.
Igual realidad presentan las centrales Gonzalo Cevallos TG4, de CELEC Electroguayas y Electroquil 2 Unidad 1 y Unidad 3, que no tienen combustible para su generación.
Para Rodríguez, no se debió autorizar trabajos de reparación en las plantas térmicas ante la situación de estiaje, que deberá soportar el país hasta inicios de 2010.
Cifra
16,1 millones de galones de diésel eran las estimaciones de requerimientos de combustibles para el anterior mes.
Dato
Cada año crece la demanda eléctrica en 150 megavatios (MW).
Situación
Represa Amaluza
<< Nivel de agua: 1970 msnm
<< Reserva energética: 3,7%
<< Caudal de agua. 34,7 metros cúbicos por segundo.
Conversões religiosas como ameaça na Índia
Need to check religious conversions in India: Singh
PTI 1 November 2009, 11:20am IST
BHOPAL: BJP president Rajnath Singh has said that there is a strong need in the country for amending the constitution to check large scale religious conversions allegedly being carried out by foreign forces through inducements.
"There is a need to check large scale religious conversion being carried out in the country through inducements by incorporating the provision of embracing any faith before a competent authority," Singh said addressing the 'Amrit Mahotsav' of senior BJP leader Kailash Narayan Sarang, here last night.
The country is facing lot of threats from within and outside and foreign forces were indulged in large scale religious conversion in the country with an aim to finish India's strength of embracing all faiths of the world, he said.
"Because of the strong beliefs in Nationalism and Indianisation of workers like Sarang and others like him, they are unable to succeed in their designs. Therefore there is a need for having a law in the country which should give freedom to people to choose their religion," Singh said.
De Istambul: Penis is not for fixing the socket
Penis is not for fixing the socketSaturday, October 31, 2009
ŞAFAK TİMUR
ISTANBUL – Hürriyet Daily News
Please do not think that this column will be about sexuality when you read the headline. Ok, it is somehow related to sex, but not in the way that the headline implies.
Let me tell it from the beginning. It was one week before when a reader sent an email to Ayşe Arman, a female columnist for daily Hürriyet who writes about sexual issues. The title of the email was “Women with penis.” The author of the email is a man and he complained about urban women who try to behave like a “men.”
“They make you feel like they have a penis, although they do not have one physically,” the reader wrote, and explained why he feels that way quoting an imaginary woman with a “penis”: “I fix my own electric socket, I take care of myself if I’m stuck on the road with a broken car, I get well on my own if I am sick. I do not need a man to protect or support me.”
The first thing that came to mind when I read those words was, a penis can fix a plug? Oh, I have never known that. To fix a socket, a screwdriver is a pre-requisite, if you do not have one, it will be difficult, but a knife can also work. A side cutter would be perfect to cut the cables, but if you do not have one, don’t worry, a lighter and a knife can help you burn the part you want to get rid of and peel it off. Then you need isolation tape for wrapping the cables if some will stay open. And of course the new socket you need to change with the old one. Still I cannot find a penis. Let’s push, may be instead of screwdriv…. No, no, no… it would be so cruel and unhealthy.
The email then goes on to tell how these women do not let men come near them for an intimate relationship although these women like to have sex and look feminine. It took me a long time to understand the connection between allowing a man to fix your socket and allowing him to affiliate with you. Ok, not that long, cause in a second I decided that this sentence does not have any intelligence in it.
Many women, these are housewives generally, can fix sockets or other broken things at home because they are alone at home carrying all its responsibility. In my childhood one of my neighbors was a young housewife with two children from the Black Sea region with an engineer husband. The engineer could not even change a bulb, while his wife could use all the tools efficiently. There are also many men who can cook perfectly but do not feel womanly when they make soup for their sick wives. Shall we call them men with vagina?
It would take pages to discuss what describes a man and a woman, what are included in the gender roles of each sex, how these roles lead to the oppression of women in front of men, and how these roles are changing. There are many valuable academic works on all these issues.
Moreover, the debate about women getting more and more independent each day and causing men to panic is not new as well. However it is obvious from this email as well, we still need to say couple of words about this issue.
The change in gender roles is not recent, but may be more visible currently, as an increasing number of women start to live alone, make their own living or even raise their children alone after a problematic divorce. Fixing something broken has long been a symbolic example to tell about those things that are under the responsibility of men, like cooking or cleaning is a woman’s responsibility. However, what is painful is to see men who believe that fixing a socket or a broken car is a reason to say a woman is manly and make them think or feel that these women keep men away. Unfortunately it is generally the man who keeps himself away from a woman like that because she makes him feel unsure of himself. It is still funny that a woman who can fix a socket makes a man feel insecure. It is a pity, but this funny situation is because many men, and women, think relationships are a power struggle. That is why men who see a screwdriver in a woman’s hand feel they are losing control over women, which is what many women want while they struggle for their rights.
Please do not think that women are out of this game totally, as this article includes harsh criticism against men. Women who refuse to fix a socket and call on their men immediately even for issues they can solve alone are the leading players in this game too. Maybe this is the subject of another column, but let’s pause for a second and think why some behavior makes us more woman or man.
http://www.hurriyetdailynews.com/n.php?n=penis-is-not-for-fixing-the-plug-2009-10-29
Citigroup grande o suficiente para sempre ser salvo pelo governo
November 1, 2009
Can Citigroup Carry Its Own Weight?
By ANDREW MARTIN and GRETCHEN MORGENSON
OVER the past 80 years, the United States government has engineered not one, not two, not three, but at least four rescues of the institution now known as Citigroup. In previous instances, the bank came back from the crisis and prospered.
Will Citigroup rise again from its recent near-death experience?
The answer to that question concerns not only the 276,000 employees who work at what was once the world’s largest bank, but the nation’s taxpayers as well. Even as Citigroup’s stock has soared from a low of $1.02 to its current $4.09 — and the company has eked out a $101 million profit in the third quarter along the way — it’s still unclear whether it can climb out of the hole that its former leaders dug before and during the mortgage mania. If Citigroup remains stuck, taxpayers will be on the hook for outsize losses.
Citigroup remains a sprawling, complex enterprise, with 200 million customer accounts and operations in more than 100 countries. And when people talk about institutions that have grown so large and entwined in the economy that regulators have deemed them too big to be allowed to fail, Citigroup is the premier example.
As a result, the government has handed Citigroup $45 billion under the Troubled Asset Relief Program over the last year. Through the Federal Deposit Insurance Corporation, a major bank regulator, the government has also agreed to back roughly $300 billion in soured assets that sit on Citigroup’s books. Even as other troubled institutions recently curtailed their use of another F.D.I.C. program that backs new debt issued by banks, Citigroup has continued to tap the arrangement.
Citigroup is also one of only two TARP recipients so desperate for capital that they’ve swapped government-issued shares into common stock, diluting existing shareholders. (GMAC, the troubled auto lender that may receive another government infusion, is the other.)
While Citigroup has written down tens of billions of dollars’ worth of mortgages on its books, there are looming problems in its huge credit card portfolio. Of the company’s $1.2 trillion in credit commitments outstanding in the second quarter, $873 billion were credit card lines. A measure of the bank’s efforts to wrestle that problem to the ground is the interest it charges customers: in October, Citigroup raised interest rates on some credit card holders to 29.99 percent.
Chris Whalen, editor of the Institutional Risk Analyst, calls Citigroup “the queen of the zombie dance,” referring to the group of financial institutions that the government has on life support.
“They are hoping that a combination of bank assistance and maximizing revenue and buying time will let them survive,” he said. “When I look at the whole picture, Citigroup is in the process of resolution. I continue to believe the equity is worth zero and that the company will have to go to bondholders for some kind of money to make the bank stable.”
VIKRAM S. PANDIT, Citigroup’s C.E.O., said in an interview that he was confident that Citigroup was on the right course, focusing on global banking and shedding segments of the company — like insurance and the brokerage business — that aren’t part of that mission. To date, he said Citigroup had sharply reduced its expenses, improved how it monitors risk, and established a management team that he said would return the bank to sustained profitability.
“Our distinctiveness is we connect the world better than anyone else,” he said, noting Citigroup’s global reach. “We have a great capability of building a business around that. And we are in the process of building a culture around that.”
Mr. Pandit said he was working with federal regulators on a schedule for paying back TARP funds, which he said was crucial to restoring Citigroup’s image among consumers. “It’s very hard to change perceptions in this marketplace,” he said. “We are not a troubled bank. We have a lot of assistance from the government. We can’t fight that.”
In trying to right itself, Citigroup plans to undo much of what it did during a period some insiders call the lost decade — with events that included merging with Travelers Group in 1998 and a huge, dizzying expansion of its asset base. To untangle the company, Mr. Pandit has split Citigroup in half. One part consists of operations that Citigroup executives consider central to the bank’s future; these include retail banking worldwide, investment banking and transaction services for institutional clients.
The other part contains businesses that Citigroup executives hope to exit or unload. This includes asset management and consumer lending, such as residential and commercial real estate, as well as auto loans and student loans. Citigroup is also selling some of the many companies it acquired in recent years. In the weak economy, however, buyers are few.
To be sure, Citigroup’s financial cushion has fattened significantly, thanks in large part to taxpayer relief — prompting some banking analysts to be relatively optimistic about the bank’s prospects.
One is Matt O’Connor, an analyst at Deutsche Bank. He says that Citigroup is still saddled with potential risks, but that it’s well positioned for an economic recovery, in that it can sell off assets more quickly, or for another downturn, since it has government protection and relatively little commercial real estate exposure.
“We find Citi shares could reach $10,” Mr. O’Connor wrote in a recent report to investors. “However this may be several years away and many uncertainties remain — both to Citi and banks over all.”
Yet compared with other big banks like JPMorgan Chase or the Goldman Sachs Group, Citigroup’s operations are not yet generating enough profits to cover potentially devastating write-downs to come. In the third quarter, none of the units upon which Citigroup has pinned its hopes showed a jump in revenue.
Analysts at Fitch Ratings project that Citigroup will continue to be plagued with hefty loan loss provisions and that its operations will remain weak into 2010. The primary reason for Citigroup’s woes, of course, is relatively straightforward. The bank simply placed too large a bet on risky consumer loans, especially mortgages. These were often repackaged into complex financial instruments that went sour when the economy collapsed. Citigroup ended up eating these losses.
Citigroup also sank deeper into the swamp of troubled loans than its peers, according to interviews with more than a dozen former employees and analysts, because of a number of other factors: a culture of deal-making that trumped efforts to help existing businesses grow on their own; constant churn among the executive ranks; the sapping of top talent; the blunting of dissent; and a drive to mimic competitors’ risk-taking while failing to assess when those gambles were becoming perilous.
A byproduct of these flaws is now smoldering on taxpayers’ doorstep, causing worries on Capitol Hill that the United States may never get back the bailout money it gave to Citigroup. Representative Lloyd Doggett, a Texas Democrat on the House Ways and Means Committee, recently registered unease about the government’s guarantee of $300 billion in Citigroup assets and how effectively the Treasury secretary, Timothy F. Geithner, was monitoring the bank.
“We cannot know the full scope of the taxpayers’ potential cost from these hasty guarantees,” Mr. Doggett said last week in an e-mail message. “Inexplicably, Secretary Geithner appears unwilling to commit to conduct an analysis, despite my specific request to him in March. A critical and transparent examination of the response to the financial crisis is essential not only to learn from past mistakes, but also to prevent further erosion of the public’s trust in government.”
The Treasury secretary declined to comment.
Neil M. Barofsky, special inspector general of TARP, has assembled a team to examine how Citigroup is using taxpayer funds. In a Sept. 21 letter to Mr. Doggett, he said: “The Citigroup guarantees raise important oversight concerns.”
Those concerns are shared by others, particularly financial analysts.
“Traditional banking is still in a recession, and the situation is very tenuous,” said Janet Tavakoli, founder of Tavakoli Structured Finance, a consulting firm. “If we do get our money back from Citi, some of it will be the money we printed to give to them.”
ALTHOUGH history does not repeat, now and then, as Mark Twain famously proclaimed, it rhymes. Nowhere in the financial world, perhaps, is that more true than for Citigroup.
During the 1920s, the institution then known as National City Bank opened stores around the country to encourage the burgeoning middle class to invest in stocks and bonds. With little money down — 10 percent of the cost of a trade was all an investor needed to buy shares — investors poured into the stock market. Charles E. Mitchell, C.E.O. of National City, hyped these sales throughout the period. His nickname was “Sunshine Charley.”
Then came the Great Crash of 1929. Vilified as a “bankster” in the aftermath of the crash, Mr. Mitchell testified to Congress that banks “were too ready to loan, too ready to meet the competition of neighbors, too willing to cut down their margins to a point of encouraging excessive bargaining.”
Before the crash, industry practice allowed National City not only to underwrite securities but also to employ a sales army to peddle them to depositors. After Congressional hearings determined that this conflict of interest was a major cause of the debacle, lawmakers passed the Glass-Steagall Act, separating activities of commercial banks (which offered plain old savings accounts and loans) from those of investment firms (which trafficked in more highflying endeavors like stock trading and underwriting).
Although thousands of smaller banks failed, government policies to prop up the banking sector helped National City and other major banks weather the Depression.
Fifty years later, what was then known as Citicorp found itself in trouble again as huge loans to developing countries in Latin America soured. The federal government weakened capital and accounting requirements to allow big American banks to survive the crisis. Still, in the early 1990s, the bank was in a precarious state because of its problems in Latin America, coupled with losses in commercial real estate and a weak economy.
Citicorp survived this crisis with an infusion of cash from a Saudi Arabian prince and a gift from Alan Greenspan, then the chairman of the Federal Reserve. Mr. Greenspan’s Fed kept interest rates unusually low, allowing Citicorp and other troubled banks to borrow money cheaply and lend at higher rates to their customers.
By 1998, Citicorp had more than regained its footing and was willing to take a more aggressive stance. At the direction of its chief executive, John S. Reed, Citicorp agreed to join forces with the Travelers Group, an amalgam of insurance, brokerage and investment banking services run by a brash dealmaker named Sanford I. Weill. The largest merger in history followed, creating a colossus named Citigroup with $700 billion in assets.
Because Travelers had an investment firm under its umbrella, the creation of Citigroup prompted Congress to eliminate what remained of the Depression-era separation between Main Street banking and Wall Street trading. Mr. Reed and Mr. Weill argued persuasively for the change, and, along with the rest of the financial industry, deployed an armada of lobbyists in Washington. In 1999, Congress overturned Glass-Steagall.
“By liberating our financial companies from an antiquated regulatory structure, this legislation will unleash the creativity of our industry and insure our global competitiveness,” Mr. Weill and Mr. Reed, Citigroup’s co-chairmen and co-chief executives, said in a statement after Congress repealed the law. “As a result, all Americans — investors, savers, insureds — will be better served.”
Former employees wax nostalgic about the early days of the merger.
“Across the board, it was clearly No. 1,” said one former top executive who requested anonymity to maintain relationships with former colleagues. “You had franchises that were the envy of the world. It was a remarkably powerful institution.”
Profits soared, and by 2003, Citigroup was generating nearly $18 billion a year in them. But even as the money flowed, the euphoria over earnings was tempered by personnel upheaval, recurrent scandals and the realities of managing such a behemoth.
Mr. Weill’s longtime sidekick and heir apparent, Jamie Dimon, was ousted eight months after the merger. (He now runs JPMorgan, a bank that has weathered the financial downturn much better than most of its large rivals.) A steady exodus of top talent followed Mr. Dimon’s departure from Citigroup; it has only accelerated since the financial crisis began in 2007.
In the last decade, for instance, Citigroup has had four chief executives, six chief financial officers, seven heads of consumer banking and eight investment banking chiefs.
Bank of America, by contrast, has had two C.E.O.’s, four chief financial officers and one chief operating officer during the same period — though that relative stability didn’t spare the bank from mistakes and pain in the crisis.
After a series of financial scandals that tarnished the bank’s reputation, Mr. Weill announced his retirement as chief executive at the end of 2003, handing the reins to Charles O. Prince III, his longtime general counsel who had navigated the company through its various legal and regulatory crises but had never run a major financial institution. Mr. Prince did not return several phone calls seeking comment.
Deal-making largely continued unabated under Mr. Prince, while the bank’s myriad parts were never effectively knit together. During his three-and-a-half-year reign, Citigroup bought five large mortgage lenders or loan servicers and four credit card lenders or portfolios. This buying spree would almost certainly have been larger had the Federal Reserve Bank of New York not barred Citigroup from making acquisitions for 12 months between the spring of 2005 and 2006 — a ban that followed complaints by foreign regulators that Citigroup’s risk management practices were dangerously lax.
Even with occasional regulatory restraints, Citigroup’s assets ballooned from $1.49 trillion to $2.19 trillion from 2005 to 2007, an increase of 46.9 percent (and three times the size of Citigroup’s balance sheet when the merger that created it occurred).
But amid that impressive growth, dubious mortgage loans and questionable trading in mortgage and other debt-related securities began to undermine Citigroup’s finances. One ugly class of securities continues to haunt the bank: collateralized debt obligations, or C.D.O.’s.
From 2004 to the beginning of 2008, Citigroup underwrote $70 billion in C.D.O.’s but had to keep $57 billion of that amount on its own books when it couldn’t find buyers, according to a class-action lawsuit filed in federal court in Manhattan, on behalf of disgruntled Citigroup investors. The suit contends that by late 2006, Citigroup’s C.D.O. operations “had devolved into a Ponzi scheme where unsold portions of older C.D.O. securitizations were recycled as the asset base for new C.D.O. securitizations.”
Furthermore, the lawsuit says, Citigroup executives engaged in various accounting gimmicks to conceal the bank’s ownership of assets that eventually soured. Citigroup denies the allegations and says it will vigorously fight the suit.
Still, the unfortunate truth about the bank during the last several years, according to analysts and former insiders, is that it was managed horribly. “They just blew it,” said one former Citigroup executive, who like many others interviewed for this article requested anonymity because of pending lawsuits and a desire to preserve relationships with former colleagues. “It’s really hard to drive the car if you don’t have the headlights on.”
If Citigroup was driving blind, regulators seem to have been unaware. Officials at the Office of Comptroller of the Currency and the New York Fed — overseen at the time by Mr. Geithner, who has since become the Treasury secretary — stood by as Citigroup amassed a portfolio that would ultimately generate losses of more than $35 billion.
CITIGROUP’S financial architecture remains rickety. One reason is that it relies much more heavily than most other large domestic banks on uninsured deposits in overseas locales, where customers are quick to pull their money at the first sign of trouble. Also, some of the accounting machinery it put in place to temporarily move assets off of its balance sheet (and make the bank look financially healthier) has backfired.
Mr. Pandit maintained that Citigroup’s strategy would take some time and depended in part on how the economy fared. Should the economy continue to improve, for instance, he said the bank would snare handsome returns when it sells off assets. Other assets, like some mortgages, for example, will simply be paid off over time, he said.
“We have time,” he said. “If markets do turn around, these are going to be very valuable businesses. This is going to take awhile.” Yet analysts say that for Citigroup to survive, it must quickly sell the businesses it wants to exit. And that is especially hard to do given that it is shopping its wares at a time when few people appear to want them, particularly Citigroup’s middle-tier operations in far-flung regions around the globe.
That means the plan to offload the orphan businesses is likely to take much longer than Citigroup’s management had hoped. In January 2009, two years was an estimate for this wind-down, but that is looking more improbable by the day, according to analysts and others familiar with the bank’s operations.
Mr. Whalen, the bank analyst, thinks that squaring away Citigroup’s problems will take more than low interest rates and taxpayer assistance.
“Citigroup will need future capital injections,” he said. “Eventually what happens with Citigroup is the government is going to turn to the bondholders and say we can’t put any more money into this. You own the company now.”
UE rumo à crise?
01.11.2009Clarín.comOpinión
La UE se encamina hacia un estancamiento en el largo plazo
00:00
Desafío mayúsculo. Sin una drástica transformación interna, Europa seguirá perdiendo influencia y se convertirá en un espectador del G-2 (EE.UU./China).
Por: Jorge Castro
Finalizada la crisis mundial, Europa (UE/27) emerge retrasada frente a la rápida recuperación de Asia (China) y Estados Unidos. El continente europeo ha tomado una posición esencialmente defensiva frente a la crisis, procurando ante todo salvaguardar puestos de trabajo y evitar drásticas opciones políticas, con una fuerte tendencia a la parálisis en el sistema de decisiones. Atrás quedó la preocupación prioritaria por aumentar el nivel de productividad (Agenda de Lisboa/marzo de 2000) y desapareció la decisión de provocar "rupturas" en la rígida estructura social y económica europea, como señaló el presidente Nicolás Sarkozy en 2005.
El sector automotor, principal actividad industrial de la UE, experimenta este año una caída del 10% y tendrá otra de 5%/6% en 2010. El PBI europeo se contrajo 0.2% entre abril y junio, a pesar de que Alemania y Francia se expandieron 0.3% en el mismo periodo. También cayó la participación de la Eurozona (16 países) en el comercio internacional, que pasó de 31% en 2004 a 24% este año. El FMI prevé que la RFA crecerá 0.3% en 2010, en tanto España, Irlanda y Grecia experimentarán una contracción de -3% o más.
La población de Europa Occidental ascenderá a 189.5 millones de habitantes en 25 años (+0.7% en relación a los 188.5 millones actuales). EE. UU. alcanzará entonces 360 millones (+20%); e India llegará a 1.500 millones (+40%). Más de 30% de la población europea tendrá 65 años o más en 2035.
A partir de 1995, la productividad europea prácticamente se estancó (0.9% anual promedio); y en el transcurso de la crisis se tornó negativa. La Comisión Europea (Informe 2009) señaló que la tasa de crecimiento potencial de largo plazo de la UE (2% anual) caería a 1% desde 2020 en adelante, por el impacto de la crisis y el envejecimiento poblacional. Pero la Eurozona disminuyó este año esa capacidad a 1% anual y mantendría ese nivel en la próxima década. En síntesis, la UE se encamina hacia una situación de estancamiento de largo plazo.
La devaluación del dólar se ha transformado en eje de la preocupación financiera internacional en los últimos dos meses. Igualmente notable es que el euro no aparece como alternativa. Ocurre que es esencialmente una moneda regional (UE y adyacencias), no global. Lo que restringe su carácter global son las limitaciones de la productividad de la región.
Asia (China) ha salido de la crisis a través del aumento de la demanda interna y del consumo individual. Esto fija una nueva tendencia histórica, en que la mitad de la población mundial (3.350 millones de habitantes), que han sido hasta hoy productores y exportadores de bienes industriales trabajo-intensivos, se transforman en consumidores -con un creciente nivel de ingresos- incluso de bienes y servicios de alta tecnología.
El resultado de este nuevo mecanismo de acumulación es que la economía mundial se duplica en 20 años (64 trillones de dólares x 2) y emerge una sociedad global, con eje en Asia, guiada por una plataforma permanente de gobernabilidad: G-2 (EE.UU./China), G-20.
El proyecto europeo colocó la prioridad en los últimos 50 años en la construcción institucional; ahora, el carácter global y sincronizado de la crisis y de su recuperación lo obliga a mirar hacia afuera, a un mundo dominado por los "grandes espacios" de EE. UU. y China, junto con India y Brasil.
Hacia adentro, la necesidad obliga a Europa a aumentar rápidamente su bajísimo nivel de productividad y su escasa capacidad de crecimiento de largo plazo. Sin esta ineludible transformación, la influencia europea se desvanecerá, y la UE se convertirá en un espectador pasivo del funcionamiento del G-2, nuevo eje de la gobernabilidad mundial.
http://www.clarin.com/diario/2009/11/01/opinion/o-02031236.htm
Em defesa da energia nuclear
01.11.2009Clarín.comOpinión
Nos conviene apostar por la energía nuclear
00:00
La necesidad de energías limpias obliga a dirigir la mirada hacia las que sean también masivas y competitivas.
Por: Felipe de la Balze
La Conferencia Internacional sobre el Cambio Climático, que se reúne en Copenhague el mes próximo, pondrá en la palestra la necesidad de promover energías limpias en sustitución de aquellas contaminantes que contribuyen al calentamiento global como el petróleo, el gas y el carbón. El consumo de electricidad en la economía mundial se duplicará durante los próximos treinta años. Satisfacer dicha demanda emitiendo menores cantidades de gases contaminantes costará tiempo y plata.
Las llamadas energías renovables están incrementando su participación en la matriz energética global. Es tentador pensar que el sol y el viento (que son gratis) y los biocombustibles puedan ser una fuente infinita de energía no contaminante.
Desafortunadamente, las energías renovables sufren algunas limitaciones. Los costos aún son altos en comparación con el carbón y el petróleo, y su difusión requerirá subsidios gubernamentales por bastantes años. La luz solar y el viento son intermitentes y no pueden proveer la electricidad masiva que necesitamos hasta tanto no se desarrollen formas económicas de almacenamiento. Los biocombustibles requieren el uso de grandes extensiones de tierra, lo que incrementa sensiblemente sus costos y el precio de los productos sustitutos.
Sin duda, futuras innovaciones tecnológicas facilitarán una mayor participación de estas energías renovables en la matriz energética. Pero, en el mediano plazo, es poco realista asumir una rápida sustitución de la generación eléctrica de origen fósil (que provee más del 70% de las necesidades mundiales) por energías renovables. No existen, por ahora, fuentes de energía limpias, masivas y competitivas que no sean la nuclear y la hidroeléctrica.
Después de dos largas décadas de letargo, la energía nuclear retornará al centro del escenario energético mundial. El nuevo interés tiene fundamentos sólidos en la realidad. Los costos de la energía nuclear son mucho más bajos que los de una usina eléctrica convencional. Las usinas nucleares casi no emiten gases de efecto invernadero. Además, los nuevos reactores son más seguros, tienen mayor vida útil y menores costos de mantenimiento.
El tema de los desechos nucleares tóxicos generados por las plantas no está resuelto, aunque los reactores más nuevos producen menores cantidades. Por el momento, los desechos son reprocesados y reutilizados como combustible en la propia planta (como en Francia) o depositados en lugares seguros en las propias plantas a la espera de una solución más permanente (esto ocurre en la mayoría de los países, inclusive en la Argentina).
Los costos de construcción de las usinas nucleares son muy altos, lo que dificulta su financiamiento en los mercados de capitales. Usualmente, los nuevos proyectos dependen de la obtención de garantías gubernamentales. Por esta razón, algunos piensan que el futuro estará en reactores más pequeños que serían más seguros, menos costosos y más rápidos para construir. La Argentina, Sudáfrica y Corea están realizando investigaciones sobre este tema.
En la actualidad, 439 usinas nucleares, dispersas en 31 países, proveen el 15% de la electricidad mundial. La amenaza del calentamiento global, así como la buena experiencia acumulada en la operación de dichas plantas, está modificando la imagen de la energía nuclear en la opinión pública.Treinta y cinco reactores están en construcción. La mayoría de ellos en países en vías de desarrollo que decidieron incrementar la participación de la energía nuclear en su matriz energética. En los Estados Unidos, después de casi 25 años, una agencia gubernamental (la Tennesee Valley Authority) está construyendo una usina atómica y en Washington se está discutiendo la posibilidad de un relanzamiento de la energía nuclear.
En Europa, después del accidente de Chernobyl (Ucrania, 1986), la mayoría de los países, presionados por su opinión pública, congelaron sus programas nucleares. A pesar de ello, aproximadamente el 30% de la energía consumida en Europa en la actualidad es generada por 150 plantas nucleares, en su mayoría construidas antes de 1986.
Francia y Finlandia están construyendo nuevas usinas atómicas y el gobierno británico anunció el relanzamiento del programa de energía nuclear. Varios países europeos, que habían decidido gradualmente cerrar sus usinas nucleares, optaron por mantenerlas en funcionamiento. El gobierno alemán de Angela Merkel está considerando postergar la decisión de clausurar sus 18 plantas atómicas para el año 2022. España también resolvió postergar el cierre de su planta más antigua.
En Italia, en 1987, un referéndum popular cerró las plantas nucleares en funcionamiento. Sin embargo, recientemente una ley del Parlamento reabrió la puerta y Electricite de France y Enel (la principal compañía eléctrica italiana) están realizando un estudio de factibilidad para construir cuatro usinas atómicas en suelo italiano.
En la Argentina, el gobierno nacional ha propuesto, con buen tino, reactivar el sector nuclear. Se decidió completar y poner en marcha (2011) la usina de Atucha II y extender la vida útil de la Central Embalse por otros 25 años. La Comisión Nacional de Energía Atómica ha sabido realizar una labor inteligente de absorción de tecnología, resolver problemas tecnológicos complejos (como el enriquecimiento de uranio por difusión gaseosa) y fortalecer la infraestructura científico-tecnológica nacional.
El próximo desafío es producir conceptos tecnológicos propios que puedan transformarse en proyectos viables e internacionalmente competitivos.
La construcción de un reactor para usinas eléctricas pequeñas y medianas, a partir de un prototipo concebido, diseñado y construido en el país (el proyecto CAREM) es un paso lógico para avanzar en la concreción de dicha ambición.
http://www.clarin.com/diario/2009/11/01/opinion/o-02031234.htm
Concentração do comércio exterior mexicano em poucas empresas
En los últimos años no ha crecido el número de compañías exportadoras: ProMéxico
Sólo 403 empresas concentran tres cuartas partes del comercio exterior
La crisis ha afectado en mayor medida a la industria extractiva y a la manufacturera
Zona de carga y descarga de mercancías en el puerto de VeracruzFoto Cristina Rodríguez
Susana González G.
Periódico La Jornada
Domingo 1º de noviembre de 2009, p. 24
El 75 por ciento de las ventas al exterior de México está concentrado en sólo 403 empresas, número que representa apenas uno por ciento del total de compañías que conforman el sector exportador, indican estadísticas de ProMéxico, la agencia gubernamental de promoción comercial.
En contraste, 24 mil firmas, en su mayoría pequeñas y medianas, tienen una participación incipiente e inconsistente
en el mercado exportador y en conjunto abarcan únicamente 0.29 por ciento de las exportaciones del país.
Adicionalmente a la concentración que caracteriza al sector exportador, otro problema es la alta mortalidad de las empresas, toda vez que menos de la sexta parte de las 35 mil compañías que según las autoridades participan en las ventas al extranjero han logrado permanecer en el mercado.
Se trata de 6 mil 600 compañías, mientras las demás se quedan en el camino debido principalmente a que sólo consiguen un cliente y no logran ampliar su cartera, lo que ha provocado que durante los últimos años no se haya incrementado el número de empresas exportadoras en el país, precisó José Antonio Torre, jefe de la Unidad de Inteligencia de ProMéxico, durante el decimosexto congreso del Consejo Mexicano Empresarial de Comercio Exterior, Inversión y Tecnología (Comce).
Las 403 empresas que dominan el sector, abundó, exportan en promedio más de cien millones de dólares al año cada una.
En tanto, los llamados medianos exportadores son 2 mil 600 compañías –7 por ciento del total del sector– cuyas ventas al exterior van de los cinco a los 100 millones de dólares anuales. En conjunto concentran la quinta parte del total de las exportaciones del país; es decir, 60 mil millones de dólares.
Existen también 8 mil pequeñas y micro exportadoras que venden entre 200 mil y 5 millones de dólares. En conjunto, sus ventas representan 3 por ciento de las exportaciones totales.
A todas ellas se agrega una amplia masa de microexportadores incipientes
, cuyas ventas oscilan entre 50 y 200 mil dólares que ha detectado ProMéxico. Son en total 24 mil empresas que representan 70 por ciento del sector exportador, pero con ventas que en conjunto no llegan ni al medio punto porcentual.
Las exportaciones de productos no petroleros ascendieron a 142 mil 324.3 millones de dólares entre enero y septiembre de 2009, lo que representa una reducción de más de 23 por ciento respecto del mismo periodo del año pasado, cuando las ventas al extranjero rebasaron 185 mil 500 millones de dólares, de acuerdo con las estadísticas más recientes del Banco de México y del Instituto Nacional de Estadística y Geografía (Inegi).
La caída de las exportaciones no petroleras –es decir productos manufacturados, agropecuarios y minería– implica que tan sólo en un año México dejó de recibir 44 mil 254 millones de dólares.
En sí, la mayor afectación correspondió a las industrias extractivas, cuyas exportaciones se derrumbaron 30 por ciento; enseguida se ubicaron los productos manufacturados con una caída de 24 por ciento y, en contraste, los productos agroindustriales crecieron 10 por ciento en términos anuales.
http://www.jornada.unam.mx/2009/11/01/index.php?section=economia&article=024n1eco
A maior crise mexicana
En el tercer trimestre el PIB bajó 6.4%; hay signos de recuperación
: Hacienda
Sigue la caída de la economía; la deuda interna, en nivel récord
De acuerdo con registros del IMSS se perdieron 540 mil 213 empleos en el sector formal
Israel Rodríguez J.
Periódico La Jornada
Domingo 1º de noviembre de 2009, p. 23
El valor de la economía mexicana, medida a través del producto interno bruto (PIB), registró una caída de 6.4 por ciento en el tercer trimestre de 2009, en comparación con el mismo periodo del año pasado, mientras que el gobierno federal elevó el endeudamiento interno a un rango sin precedente, informó la Secretaría de Hacienda y Crédito Público (SHCP).
La caída de la actividad económica entre julio y septiembre fue menor a la de 10.3 por ciento del segundo trimestre de este año, por lo que según las autoridades la economía inició el proceso de recuperación.
De acuerdo con las estimaciones más conservadoras de los expertos financieros privados, la economía mexicana podría registrar una caída de 7.4 por ciento en todo 2009, su peor desempeño en los últimos 77 años.
La economía nacional comenzó a contraerse a partir del tercer trimestre de 2008 y entró oficialmente en recesión a partir del primer trimestre de 2009, cuando cayó 8.2 por ciento; sin embargo, la SHCP destaca que durante el tercer trimestre de 2009 la economía presentó signos importantes de recuperación
.
Las autoridades hacendarias estimaron que en el periodo julio- septiembre de este año el PIB registró un crecimiento de aproximadamente 2.7 por ciento con respecto al segundo trimestre. Sin embargo, advirtió Hacienda, en los próximos meses continuarán observándose reducciones en los comparativos anuales, si bien éstas serán menores a las del primer semestre del año.
Al 30 de septiembre de 2009 el número de desempleados acumulado en el sector formal de la economía registrado ante el Instituto Mexicano del Seguro Social (IMSS) fue de 540 mil 213 plazas, con respecto del mismo periodo del año anterior. Al cierre de septiembre de 2009, el número de trabajadores afiliados al IMSS se ubicó en 13 millones 900 mil 551 personas, lo que implicó que en el trimestre julio-septiembre el empleo formal tuvo un crecimiento de 106 mil 790 personas.
Sin embargo, para octubre se espera que el desempleo repunte en rangos importantes debido al despido masivo de más de 44 mil personas, por el decreto de liquidación de Luz y Fuerza del Centro.
Los Informes Sobre la Situación Económica, las Finanzas Públicas y la Deuda Pública, correspondiente al tercer trimestre de 2009, revelan que el endeudamiento interno y externo continuó creciendo.
El saldo de la deuda interna neta del gobierno federal aumentó 132 mil 795.9 millones de pesos, con respecto del saldo observado al cierre de 2008, para ubicarse en un nivel histórico de 2 billones 465 mil 544 millones de pesos.
Este incremento fue resultado de un endeudamiento neto por 330 mil 720 millones de pesos; ajustes contables al alza por 16 mil 887.5 millones de pesos, derivados, principalmente, del efecto inflacionario de la deuda interna indizada o referenciada con el aumento de precios.
En tanto, el saldo de la deuda externa neta se ubicó en 39 mil 761.3 millones de dólares, monto superior en 2 mil 55.7 millones de dólares, en relación con el cierre del año pasado. Como porcentaje del PIB, este saldo representa 4.4 por ciento.
Al cierre del tercer trimestre de 2009, el monto de la deuda neta del sector público federal, que incluye la del gobierno, organismos y empresas contratadas y la de la banca de desarrollo, se ubicó en 23.5 por ciento del PIB, nivel superior en 2.1 puntos porcentuales respecto del observado al cierre de 2008.
La deuda interna como porcentaje del PIB representó 20.1 por ciento del producto, cifra superior en 1.4 puntos porcentuales respecto de la observada al cierre de 2008. En lo que se refiere a la deuda externa neta ésta se situó en 3.4 por ciento, nivel superior en 0.7 puntos porcentuales respecto del observado al concluir el año pasado.
La caída del producto interno bruto ocasionó que al cierre del tercer trimestre de 2009 el saldo histórico de los requerimientos financieros del sector público, indicador que incluye las obligaciones del gobierno federal en su versión más amplia, ascendió a 4 billones 622 mil 207.7 millones de pesos, equivalente a 37.9 por ciento del PIB, monto superior en 2.2 puntos porcentuales al nivel observado al concluir 2008.
http://www.jornada.unam.mx/2009/11/01/index.php?section=economia&article=023n1eco
Gripe suína: até nisso o governo deu sorte até agora apesar da imprensa
Canadians pack clinics in hopes of getting flu shot
Only high-risk patients eligible for vaccine but often difficult to tell who belongs to priority group and who doesn't
http://www.theglobeandmail.com/Fim da crise?
São Paulo, domingo, 01 de novembro de 2009
RECORDE DA CRISE
GOVERNO AMERICANO FECHA NOVE BANCOS EM UM DIA
O California National Bank, de Los Angeles, e mais oito pequenos bancos foram fechados nos EUA na sexta por autoridades do governo. O US Bancorp assumirá os depósitos e a maior parte dos ativos das instituições. Os bancos somavam em setembro ativos de US$ 19,4 bi e depósitos de US$ 15,4 bilhões, e a operação custará ao governo US$ 2,5 bilhões. Este foi o maior número de bancos fechados em um mesmo dia desde o início da crise no país.
Com atraso, mas não posso deixar passar: Foreign Policy diz: Celso Amorim é o melhor chanceler do mundo
"FOREIGN POLICY": CELSO AMORIM È O "MELHOR CHANCELER DO MUNDO"
The world’s best foreign minister
"Esse pode ter sido o melhor mês do Brasil desde cerca de junho de 1494. Foi quando o Tratado de Tordesilhas foi assinado, dando a Portugal tudo no mundo a leste de uma linha imaginária que foi declarada existir 379 léguas a oeste das ilhas de Cabo Verde. Isso garantiu que o que viria a se tornar Brasil seria português e, portanto, desenvolveria uma cultura e identidade diferentes do resto da América Latina hispânica. Isso garantiu que o mundo teria samba, churrasco, Garota de Ipanema e, através de uma incrível e tortuosa corrente de eventos, a Gisele Bundchen.
Embora o Brasil tenha levado algum tempo dando razão à máxima de que "é o país do futuro e sempre será", há poucas dúvidas de que o amanhã chegou para o país, ainda que muito tenha de ser feito para superar sérios desafios sociais e aproveitar o extraordinário potencial econômico do país.
A prova de que algo novo e importante está acontecendo no Brasil começou alguns anos atrás, quando o presidente [Fernando Henrique] Cardoso gerenciou uma mudança para a ortodoxia econômica que estabilizou o país-vítima de ciclos de crescimento e crise e inflação de tirar do sério. Ganhou força, no entanto, durante o extraordinário governo do atual presidente, Luis Inacio "Lula" da Silva.
Algum desse impulso se deve ao compromisso de Lula de preservar as fundações econômicas assentadas por Cardoso, uma decisão política corajosa para um líder sindical de oposição do Partido dos Trabalhadores. Parte do impulso se deve a sorte, uma mudança do paradigma energético que ajudou o investimento de 30 anos do Brasil em biocombustíveis dar retorno importante, as descobertas maciças de petróleo na costa do Brasil e a crescente demanda da Ásia que permitiu ao Brasil se tornar o líder exportador da agricultura mundial, assumindo o papel de "celeiro da Ásia". Mas muito do impulso se deve à grande capacidade dos líderes brasileiros de aproveitar o momento que muitos dos predecessores provavelmente teriam perdido.
Desses líderes, muito do crédito vai para o presidente Lula, que se tornou uma espécie de estrela de rock na cena internacional, juntando a energia, a disposição, o carisma, a intuição e o senso comum tão eficazmente que a falta de educação formal não se tornou empecilho. Algum crédito vai para outros membros de sua equipe, como a chefe da Casa Civil Dilma Rousseff, a ex-ministra da Energia que se tornou uma ministra dura e possível sucessora de Lula. Mas eu acredito que uma grande parte do crédito deve ir para Celso Amorim, que planejou a transformação do papel mundial do Brasil de forma sem precedentes na história moderna. Ele é o ministro das Relações Exteriores de Lula desde 2003 (também serviu nos anos 90), mas penso que se pode argumentar que é atualmente o chanceler mais bem sucedido do mundo.
É impossível apontar um único momento de mudança nas tentativas de Amorim de transformar o Brasil de um poder regional com influência internacional duvidosa em um dos países mais importantes no mundo, reconhecido por consenso global para jogar um papel de liderança sem precedentes.
Pode ter sido quando ele teve um papel central na engenharia do "empurrão" dado pelos países emergentes contra o "poder-de-sempre" dos Estados Unidos e da Europa durante as negociações comerciais de Cancun em 2003.
Pode ter sido o jeito que o Brasil adotou para usar questões como a dos biocombustíveis para forjar novos diálogos e influência, com os Estados Unidos ou com outros poderes emergentes.
Com certeza envolveu a decisão de Amorim de abraçar a idéia de transformar os BRICs de uma sigla em uma importante colaboração geopolítica, trabalhando com seus colegas da Rússia, da Índia e da China para institucionalizar o diálogo entre os países e coordenar sua mensagens. (Dos BRICs quem se deu melhor nesse arranjo foi o Brasil. Rússia, China e Índia todos conquistaram seus lugares na mesa através de capacidade militar, tamanho de população, influência econômica ou recursos naturais. O Brasil tem tudo isso, mas menos que os outros).
Também envolveu muitas outras coisas, como o aprofundamento das relações com países como a China, a promoção do Brasil como destino de investimentos, a reputação do Brasil como comparativamente seguro diante de problemas econômicos globais, o conforto que o presidente dos Estados Unidos sente em relação a seu colega brasileiro -- a ponto de encorajar o Brasil a jogar um papel como intermediário junto, por exemplo, aos iranianos. Concorde ou não com todas as decisões de Amorim, como em Honduras ou em relação a Cuba na Organização dos Estados Americanos, o Brasil tem continuado a jogar um papel regional importante ainda que seu foco tenha claramente mudado para o palco global.
Nada ilustra quanto evoluiu o Brasil ou quão eficaz é o time Lula-Amorim quanto os eventos das últimas semanas. Primeiro, os países do mundo largaram o G8 e abraçaram o G20, garantindo ao Brasil um lugar permanente na mesa mais importante do mundo. Em seguida, o Brasil se tornou o primeiro país da América Latina a ganhar o direito de sediar as Olimpíadas. Ontem o Financial Times noticiou que a "Ásia e o Brasil lideram na confiança do consumidor", um reflexo da reputação que o governo vendeu eficazmente (com a maior parte do crédito indo para o ressurgente setor privado brasileiro). E nesta semana as notícias sobre o encontro do FMI-Banco Mundial em Istambul mostraram a institucionalização do novo papel do Brasil com um acordo para mudar a estrutura do FMI. De acordo com o Washington Post de hoje: "As nações também concordaram preliminarmente em reestruturar a estrutura de votação do Fundo, prometendo dar mais poder aos gigantes emergentes como o Brasil e a China até janeiro de 2011".
Nada mal para alguns dias de trabalho. E embora seja o ministro da Fazenda que representa o Brasil nos encontros do FMI-Banco Mundial, o arquiteto dessa marcante transformação no papel do Brasil foi Amorim.
Muito ainda precisa ser feito, com certeza. Parte tem a ver com o novo papel desejado. O Brasil quer uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU e mais liderança nas instituições internacionais. Pode conquistar isso, mas terá de manter o crescimento e a estabilidade para chegar lá. Além disso, o Brasil parece inclinado a minimizar ameaças regionais como a representada pela Venezuela (Os brasileiros tendem a olhar com desprezo para seus vizinhos do norte tanto quanto o fazem para os argentinos, vizinhos do sul... e, portanto, subestimam a habilidade de homens como Hugo Chávez de causar danos). E o Brasil tem diante de si uma eleição que pode mudar o elenco de jogadores e, naturalmente, pode mudar a atual trajetória de uma série de maneiras -- boas e ruins.
Mas é difícil pensar em outro chanceler que tenha tão eficazmente orquestrado uma mudança tão significativa no papel internacional de seu país. E se alguem pedisse hoje que eu votasse no melhor chanceler do mundo, meu voto provavelmente iria para o filho de Santos, Celso Amorim."
FONTE: escrito por David Rothkopf no blog da revista Foreign Policy em 10/07/2009. David Rothkopf é autor de Superclass: The Global Power Elite and the World They are Making (Superclasse: A elite do poder global e o mundo que ela está construindo) e Running the World: The Inside Story of the National Security Council and the Architects of American Power (Governando o Mundo: A história do Conselho de Segurança Nacional e os Arquitetos do Poder Americano). Republicado, no final da noite de ontem, no portal "Vi o mundo", do jornalista Luiz Carlos Azenha
The world’s best foreign minister
Wed, 10/07/2009 - 12:35pm
This may have been the best month for Brazil since about June 1494. That's when the Treaty of Tordesillas was signed granting Portugal everything in the new world east of an imaginary line that was declared to exist 370 leagues west of the Cape Verde islands. This ensured that what was to become Brazil would be Portuguese and thus develop a culture and identity very different from the rest of Spanish Latin America. This guaranteed the world would have samba, churrasco, "The Girl from Ipanema," and through some incredibly fortuitous if twisted chain of events, Gisele Bundchen.
While it took Brazil sometime to live up to the backhanded maxim that it was "the country of tomorrow and always would be," there is little doubt that tomorrow has arrived for the country even if much work remains to be done to overcome its serious social challenges and tap its extraordinary economic potential.
The evidence that something new and important was happening in Brazil began to build years ago, when then President Cardoso engineered a shift to economic orthodoxy that stabilized a country racked by cycles of boom and bust and mind-blowing inflation. It has gained momentum however, throughout the extraordinary term of the country's current President Luiz Inácio Lula da Silva.
Some of that momentum is due to Lula's commitment to preserving the economic foundations laid by Cardoso, a courageous political move for a lifelong labor leader from the opposition Workers Party. Some of it is due to luck, a changing global energy paradigm that helped make Brazil's 30 years of investment in biofuels start to pay off in important new ways, massive discoveries of oil off Brazil's coast and growing demand from Asia that has enabled Brazil to become a world agricultural export leader and assume the role of "breadbasket of Asia." But much of it is due to great skill on the part of Brazil's leaders in seizing a moment that many of their predecessors likely would have fumbled.
Of those leaders, much of the credit goes to President Lula who has become a bit of a rock star on the international scene, harnessing energy, drive, charisma, uncanny intuition, and common sense so effectively that his lack of formal education has hardly been an impediment. Some goes to other members of his team, such as his chief of staff Dilma Rousseff, a former energy minister who has become a very tough chief of staff and a possible successor to Lula. But I believe a large amount of it ought to go to Celso Amorim, who has masterminded a transformation of Brazil's role in the world that is almost unprecedented in modern history. He has been Lula's foreign minister since 2003 (he also served in the same role in the 1990s) but I think there is a fair case to be made that he is currently the world's most successful foreign minister.
It is impossible to pinpoint just one turning point in Amorim's efforts to transform Brazil from a lumbering regional power of dubious international clout into one of the most important players on the world stage, acknowledged by global consensus to play an unprecedented leading role. It may have come when he played a central role helping to engineer a pushback by emerging countries against a business-as-usual power play by the U.S. and Europe during the Cancun trade talks in 2003. It might have been the canny way the Brazilians have used issues such as their biofuels leadership to forge new dialogues and influence either with the United States or with other emerging powers. It certainly involved his embrace of the idea of transforming the BRICs from acronym to important geopolitical collaboration, working with his counterparts in Russia, India and China to institutionalize the dialogue between the countries and to coordinate their messages. (Arguably the BRIC helped most by this alliance is Brazil. Russia, China and India all earn places at the table due to military capabilities, population size, economic clout or resources. Brazil has all these things...but less than the others.) It also involved countless other things from the Brazil's deepened and tightened ties with countries like China, it's promotion of both investment flows and a reputation for being comparatively secure in the face of global economic reversals, the comfort level America's new President has with his Brazilian counterpart -- even extending to encouraging them to play a role as a conduit to, for example, the Iranians. Agree or not with their every move in places like Honduras or in the OAS on Cuba, Brazil has also continued to play an important regional role even as it is clear its focus has shifted to the global stage.
Nothing illustrates how far Brazil has come or how effective the Lula-Amorim team has been than the events of the past few weeks. First, the countries of the world cashier the G8 and embrace the G20, guaranteeing Brazil a permanent place at the most important table in the world. Next, Brazil becomes the first country in South America to be awarded the right to host the Olympics. Yesterday's FT carried news that "Asia and Brazil lead rise in consumer confidence", a reflection on the reputation that the government has effectively sold (with the bulk of the credit going to a resurgent Brazilian private sector.) And this week's stories out of the IMF-World Bank meeting in Istanbul show a further institutionalization of Brazil's new role with agreement to change the structure of the International Monetary Fund. According to today's Washington Post: "The nations also preliminarily agreed to reshape the fund's voting structure, promising a blueprint for giving more clout to emerging giants like Brazil and China by January 2011."
Not a bad few days work. And while it's Brazil's Finance Ministry you'll find at IMF-World Bank Meetings, the undisputed architect of this remarkable transformation of Brazil's role in Amorim.
Much work remains to be done, of course. Part of it has to do with the new role that has been shaped. Brazil wants a permanent place on the U.N. Security Council and more of a leadership role in other international institutions. It may well earn these, but it will have to maintain its growth and stability to get there. Further, Brazil seems inclined to minimize regional threats such as those posed by Venezuela (Brazilians tend to look down their nose at their neighbors to the north almost as much as they do toward their Argentine friends to the south ... and thus they under-estimate the ability of men like Hugo Chavez to do too much damage.) And they have an election coming up that may change the cast of players and of course, that can alter the current trajectory in any number of ways -- good and bad.
But it is hard to think of another foreign minister who has so effectively orchestrated such a meaningful transformation of his country's international role. And that's why if I were asked today to cast a ballot, my vote for world's best foreign minister would likely go to Santos' native son, Celso Amorim.
One note on yesterday's post: I received a note late yesterday from a spokesperson for the British Embassy taking issue with my assertion that the British Ambassador had joked that he wasn't getting much attention from the Obama administration. The thrust of their point was that "the Embassy denies categorically that the Ambassador made these remarks, even in jest, and that in our view the relationship between the UK and USA remains as close as ever -- whatever the noises off by febrile commentators in the media." While I stand by my story, their email to me on this was so civil and well-argued that I felt it only fair to pass on their views. I would take the "febrile commentators" point personally, but I had a flu shot only yesterday so they can't possibly mean me.
http://rothkopf.foreignpolicy.com/posts/2009/10/07/the_world_s_best_foreign_minister