"Desde mi punto de vista –y esto puede ser algo profético y paradójico a la vez– Estados Unidos está mucho peor que América Latina. Porque Estados Unidos tiene una solución, pero en mi opinión, es una mala solución, tanto para ellos como para el mundo en general. En cambio, en América Latina no hay soluciones, sólo problemas; pero por más doloroso que sea, es mejor tener problemas que tener una mala solución para el futuro de la historia."

Ignácio Ellacuría


O que iremos fazer hoje, Cérebro?

segunda-feira, 31 de março de 2014

A distância do outro, os ThunderCats e Mumm-Ha

Recupero post de 2007!

Segundo Carl Schmitt, a política se define pela relação amigo-inimigo. É a diferenciação entre quem é amigo e quem é inimigo que gera a arena política, seja na política interna seja nas relações internacionais. Esta é uma posição subjetivista e portanto frágil teoricamente. Mas quando olhamos o mundo real vemos um conjunto de relações sendo definidos pela operação amigo-inimigo, ou conhecido-desconhecido. O povo considerado estranho, diferente é colocado como inimigo, desconheço, portanto, temo. Desse modo, o Islã teme os EUA, os EUA temem o Islã. O Bush, enquanto iniciador da guerra, é visto como a personificação do mal. Espera-se que sempre seja mal. O diabo deste raciocínio é que de perto até o Diabo tem os seus atrativos, as suas qualidades. Mas é difícil não temer o outro que rotulamos como ameaçadores, todos os moradores de rua são considerados perigosos, violentos. Andando pelas ruas, olhamos pessoas que nunca vimos e consideramos suspeitas. Do mesmo modo, a Madre Tereza de Calcutá é considerada a personificação da bondade, ajudou milhões de pessoas, no entanto, ela contribuiu para a manutenção da estrutura tradicional da sociedade indiana pelo apolitismo. Representa a paz, o bem, mas representa também o atraso, o tradicionalismo. Mas se olharmos as diferentes dimensões do ser desmontamos todos os mocinhos e bandidos. E será que a sociedade conseguiria sobreviver num mundo onde heróis e vilões são iguais, onde o superman e o Lex Luthor, o Batman e o Coringa, onde o professor Xavier e o Magneto, os Thundercats e Mumm-Ha (antigos espíritos do mal transformem esta forma decadente em Mumm-Ha, o de vida eterna), ou os G.I. Joe e os Cobras possuem em essência os mesmos objetivos apenas os expressam por modos distintos o mesmo projetos. Do mesmo modo, ambos possuem fraquezas e sustentam virtudes no interior do seu grupo. Os heróis atacam os vilões com a mesma violência, desejo de vitória, crença na superioridade do seu grupo que os vilões. Heróis e vilões violentos, mas a violência do herói é encoberta de virtude, por isso sonhamos praticar a violência, praticar a violência do herói, as glórias e a absolvição pela violação dos valores mais nobres da humanidade porque o fez em nome dos valores mais nobres da humanidade. Se há vilões e heróis, bandidos e mocinhos a cooperação se torna impossível. Sentar-se à mesa para conversar com o vilão, com o bandido é se colocar no mesmo plano, é reconhecer-lhe a legitimidade de seus pleitos. Mas como pode os ThunderCats receber o Mumm-Ha, o Escamoso, o Simiano e o Chacal na Toca dos Gatos? O que Jaga iria pensar? Como Jaga se projetaria da espada justiceira para julgar a ação dos ThunderCats? Como o Olho de Thundera se comportaria? Um mundo onde o professor Xavier pudesse sentar à mesa e negociar com o Magneto a solução dos conflitos entre os mutantes para em seguida estabelecer um acordo entre os mutantes e os humanos seria certamente um mundo onde os problemas não desapareceriam, mas se reduziriam em função da ação racional e concentrada. Mas e os Morlocks? Deixariam de ser vistos como o outro, como o diferente, como a ameaça? É pobre um mundo onde não se pode esperar que as sociedades se organizem sem a necessidade de acreditar mocinhos e bandidos, heróis e vilões.Isto tudo foi um preâmbulo para uma análise da regressão que ocorreu nas relações internacionais contemporâneas pela introdução da dicotomia heróis e vilões. Claro que de um modo ou outro sempre esteve aí. Mas após os atentados de 11 de setembro, os alinhamentos passaram a ser enquadrados dentro desta estrutura mesmo quando não tem relação com o terrorismo diretamente. Ao introduzir a questão do eixo do mal, Bush atribuiu-se a missão de todos os heróis. Os heróis existem para combater o mal. E mais quem identifica o mal é o herói. Assim, Bush passou a identificar o mal usando os seus poderes de raio-X, e localizado o inimigo, o herói precisa salvar a mocinha, a América, que está tendo as suas virtudes violadas e ameaçadas. Para salvar a donzela derrubam-se prédios, capturam-se todos os que parecem bandidos, tudo pela pureza da América. O herói dita as regras sobre o que diferencia o bem e o mal. No papel de herói, Bush criou os bandidos e vilões do sistema internacional. O problema é que todo bom vilão recusa este papel, afirma estar fazendo o que é necessário para o seu bem-estar, se proteger do suposto mocinho, que de fato o oprime impedindo que alcance os seus objetivos. Enfim, no mundo real, quando Bush rotula uma parte da humanidade de vilões; nesta mesma parte que se coloca como vítima, nascem novos heróis para combater o satânico vilão George Bush. E quando os duelos começam pouco se sabe onde estão as virtudes, e pouca é a capacidade para encontrá-las. Quando não sabemos onde o mal está, procuramos aqueles com os quais mais nos parecemos para serem as vítimas e os heróis. O outro automaticamente é o vilão. E o dualismo no pensar vai se perpetuando pela necessidade inesgotável de dividir o mundo entre o bem e o mal. Um parêntesis, talvez fosse recomendável que todos começassem a ler o livro de Saramago “O Evangelho segundo Jesus Cristo”. Na parte que nos interessa, Jesus, quando saiu para o deserto muito jovem,  foi criado por um pastor, que lhe dava todas as instruções. Um dia Jesus anda sobre as águas e chega a um barco onde Deus o espera. Jesus terá uma reunião com Deus, mas Deus avisa que é preciso esperar, pois há outro convidado. Jesus olha e vê alguém nadando como um cachorro, quando ele chega Jesus vê que é o pastor. E o pastor era de fato o Diabo. Estavam então em uma reunião de cúpula no barco Deus, Jesus e o Diabo. Ou seja, o filho de Deus foi criado pelo Diabo. E é ali que Jesus conhecerá a sua missão. Então pergunta o que o Diabo faz lá, o que tem com o assunto, e Deus responde explicando que a expansão de Seu Reino é também a expansão do império do Diabo, os dois crescem juntos. E para que o império de Deus e do Diabo se expanda, Jesus precisa morrer para que muito sangue seja derramado em seu nome e o império dos dois Senhores cresça. Jesus pergunta a Deus sobre quantos irão morrer e Deus começa a nominar os principais mártires do cristianismo e as formas pelas quais morreram. E Jesus chora pela dor que irá causar. Entre o céu e a terra, quando o poder, o Estado, as macroestruturas definem o bem e o mal, definem a continuidade da guerra. Porque a luta contra o mal é uma luta eterna que o herói não tem o direito de abandonar, e uma luta que alimenta o próprio mal.  Bush não sabia onde estava se metendo, quis livrar a América do mal e se condenou a ser o herói perpétuo, não pode negociar com o mal, e também não pode redefinir o mal, dizer que o mal não era o mal. Como pode o herói não saber qual é o inimigo, onde está a ameaça?Se brincar de mocinho e bandido com o Bush não tem graça quando ele escolhe o papel de herói. Participar da brincadeira sendo Bush o vilão também não melhora o mundo. Os povos mulçumanos podem ser povos oprimidos e sofredores, podem ser vítimas. Mas são mais vítimas dos seus sistemas internos do que dos EUA, ou do tirânico Bush. A família real saudita empobrece, enfraquece o islã mais do que a presença da base americana na Arábia Saudita. A Jordânia, a Síria fizeram tanto pelos palestinos quanto os EUA. Os curdos são tão bem tratados pelos iraquianos e turcos quanto são os afegãos pelas tropas americanas. Os iraquianos não estão sofrendo mais do que fizeram sofrer os iranianos. O Paquistão apoiando a guerra no Afeganistão colaborou para a opressão dos mulçumanos do mesmo modo que denuncia o que a Índia faz internamente. O Irã que denuncia a perseguição religiosa contra os mulçumanos persegue as demais religiões existentes no Irã como, por exemplo, a Fé Bahaí. Os palestinos protestam contra a opressão judaica, mas reclamam, porque não podem destruir Israel, o que desejam é acabar com o Estado de Israel, então o lamento é por não ter a quantidade de armas necessárias para destruir Israel, outro grande vilão. O herói palestino seria aquele que oprimisse Israel.Daí se conclui, que o inferno está cheio de mocinhos e bandidos, sobre a terra o que prospera são os conflitos e contradições onde heróis e vilões estão sempre trocando de posições. Daí decorre dois realismos, o idealista diria que é possível solucionar os problemas bastando para isso que tiremos nossas capas e sentemos para negociar reconhecendo que nenhum dos lados está ali representando os valores mais nobres da humanidade, porque valores não podem ser negociados. É preciso negociar como humanos e não como símbolos de idéias, valores, religiões, etc. O realismo strictu sensu diria que os mocinhos sempre vencem, são sempre mais fortes, então esperemos a guerra acabar e saberemos quais são os heróis. E quando a guerra não acaba?

quinta-feira, 20 de junho de 2013

E agora, Brasil?

E agora, Brasil?

Você foi pra rua,

gritou, protestou

vandalizou, apanhou

E agora, Brasil?

Você que foi sempre calado

Pacato, pacífico

Cordato

E agora, Brasil,

você mudou?

O que você quer?

Protestos apolíticos

Marchar sem partidos

Marchar por slogans

E agora, Brasil?

As ruas estão cheias

Milhares, milhões

Cada um por uma causa

Cada um por sua causa

E agora, Brasil?

Depois de gritar pelo nada

De gritar por slogans

E agora, brasileiros?

 

 

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

As Eleições na Venezuela

Hugo Chávez ganhou a sua quarta eleição presidencial. Mas de fato vai para o terceiro mandato presidencial, porque ao tomar posse em 1999 e convocar uma Assembléia Constituinte, após a nova Constituição convocou nova eleição em 2000 para referendar o seu mandato sob a Constituição de 1999.
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Como os dados acima mostram, em termos absolutos, o número de votos de Hugo Chávez sempre cresceu a cada eleição presidencial, o que variou foi a capacidade dos adversários. Para estes não é suficiente mobilizar os radicais antichavistas, é preciso conquistar eleitores insatisfeitos com Chávez, eleitores críticos do governo, mas sem disposição para participar do processo eleitoral por não acreditar que seja possível realmente mudar. 
O fato do governo Chávez trabalhar em estado de mobilização política permanente facilita mobilizar a participação do seu eleitorado nas eleições cujo voto não é obrigatório. 
Nas eleições anteriores, a oposição se mostrou incapaz de compreender a Venezuela pós-Chávez e apresentava um programa cujo eixo era retornar ao status quo dos anos 1990. Os fracassos anteriores fizeram a oposição compreender que esta opção não existe mais e que é preciso incorporar a linguagem chavista, particularmente sobre a participação popular e as políticas sociais. Entretanto, a escolha de Capriles não escondeu as gritantes diferenças existentes dentro da Mesa da Unidade Democrática (MUD), a proposta comum formulada pela MUD antes das primárias de fevereiro ainda refletiam muito das contradições e serviu para a candidatura Chávez apontar os riscos de reversão com a vitória de Capriles.
Por outro lado, Chávez conquistou uma parcela menor do eleitorado. Ao contrário do que a lógica conservadora diz, as pessoas não votam no candidato do governo por causa da propaganda ou por serem compradas por políticas sociais compensatórias, o eleitor reelege um governo quando entende que a sua vida melhorou ou que pode piorar por mudar o governo. O eleitor não se engana na avaliação da sua própria vida, o que o eleitor médio encontra dificuldade de avaliar é a sustentabilidade de longo prazo das políticas governamentais. É neste aspecto que o governo Hugo Chávez encontra dificuldades, a ausência de resultados de algumas políticas depois de tanto tempo de governo começa a afetar a vida do cidadão e o seu voto. Se os problemas cambiais e de abastecimento eram toleráveis para setores médios no início diante das perspectivas de mudança, quando os problemas persistem no tempo e os resultados não aparecem o apoio ao governo se fragiliza. A questão da inflação, no primeiro ciclo (1998-2006), o governo Chávez conseguiu reduzir a inflação em relação ao padrão dos anos 1990, mas no período seguinte (2007-2012), ainda que a inflação não volte ao nível pré-Chávez, esteve num patamar elevado para os padrões venezuelanos. Ao contrário do que diz a oposição e seus críticos estrangeiros, Chávez não reproduz o modelo cubano e isso é uma dificuldade adicional, porque quer construir um modelo de economia socialista cujo modelo inexiste. Chávez já tentou construir um modelo de desenvolvimento a partir da lógica do desenvolvimentismo, mas foi inviável pela radicalização do empresariado com a mudança na legislação de hidrocarbonetos. Depois tentou impulsionar um modelo de desenvolvimento articulado em torno da PDVSA, e por fim, chegou à economia comunal, que ainda é um projeto. Existe a legislação , mas não existe a economia comunal. Ao longo dessa trajetória, foram feitas várias estatizações, mais em função da radicalização política, de boicotes empresariais do que pela existência de um projeto coerente de desenvolvimento no qual as estatizações se integrem. O desafio para o próximo período presidencial de Chávez é dar organicidade às várias políticas desenvolvidos de forma descoordenada. Os órgãos do governo venezuelano dialogam pouco, e possuem pouco institucionalidade para executar as políticas governamentais, além da oposição silenciosa existente em diferentes níveis da burocracia que acaba bloqueando a execução das diretrizes governamentais.
Chávez venceu em todos os estados menos em Táchira e Mérida. Ganhou inclusive no estado de Miranda, governado por Henrique Capriles. Em Miranda, Capriles venceu em Baruta (78,95%), da qual foi prefeito, Carrizal (55,90%), Chacao (81,27%), núcleo da oposição, que teve como prefeito Leopoldo López, coordenador da campanha de Capriles, El Hatillo (81,56%), e Sucre (52,94%), município no qual está o Petare, região pobre da grande Caracas na qual Chávez foi derrotado.
A questão fundamental agora para a oposição não é capitalizar este eleitorado para um longínqua eleição presidencial. Mas tentar manter-se unida diante da derrota. Em dezembro deve ocorrer as eleições para governadores e até abril de 2013 para prefeito. Os candidatos já foram todos escolhidos nas primárias de fevereiro de 2012. O desafio é respeitar o resultado. Capriles tentará a reeleição para o governo de Miranda substituindo o vencedor das primárias ou os partidos de oposição desistirão da candidatura única? Se os acordos não forem respeitados, a MUD, apesar das declarações públicas se desfaz. Quanto mais acreditarem que Chávez não chegará a 2019 maior a chance dos conflitos internos da oposição se aprofundarem.
Para a estabilidade venezuelana, a questão fundamental é o câncer de Chávez e a escolha do vice-presidente. Pela Constituição se o presidente morrer nos primeiros 4 anos, deve haver nova eleição, nos dois últimos anos o vice assume. O vice na Venezuela é nomeado como um ministro no Brasil, então a escolha do vice agora indicará o início de um processo de transmissão de liderança e carisma para tentar criar condições para a unidade das hostes chavistas num cenário sem Chávez. 
O candidato opositor aceitou o resultado das eleições. Entretanto, se houver a necessidade de retomada do tratamento em Cuba tendo Chávez que permanecer muitos dias fora do país, a oposição certamente irá iniciar uma ofensiva para denunciar "fraude eleitoral", o presidente não tinha condições de governar, mas se apresentou nas eleições e agora deixa o governo nas mãos de outros, simula que governo mesmo a distância, etc. Com um Chávez vivo e relativamente bem ainda que em tratamento, dificilmente articulariam um golpe. Mas num cenário de saúde debilitada de Chávez, o discurso oposicionista mais radical ganharia espaço e o golpismo também. Particularmente preocupante para a Venezuela seria um cenário de vitória eleitoral de Mitt Romney, pois a oposição encontraria no governo americano alguém mais disposto a patrocinar uma derrubada do governo Chávez.




domingo, 27 de maio de 2012

“España, aparta de mí este cáliz” | Internacional | EL PAÍS

“España, aparta de mí este cáliz” | Internacional | EL PAÍS: "Soy hijo y nieto de españoles, nacido en México y absolutamente mexicano gracias a la generosidad de esta tierra y de su gente. Mi mujer es mexicana y mis hermanos y sobrinas también lo son. Mis padres, en cuanto pudieron, pidieron la nacionalidad. Y lo somos todos, orgullosamente.

No tuve, tengo, ni tendré nunca un pasaporte español. Y por supuesto, jamás pediré que nadie me firme una "carta invitación", ni mostraré mi estado de cuenta, ni el recibo del hotel, ni mi boleto de regreso a México para que me dejen entrar a España. Así qué, no volveré mientras esas políticas unilaterales y absolutamente injustas y discriminatorias prevalezcan."

En España construyen barrio que se llamará Hugo Chávez | Nación | El-Nacional.com

En España construyen barrio que se llamará Hugo Chávez | Nación | El-Nacional.com: "El alcalde de Marinaleda Juan Manuel Sánchez Gordillo, indicó este sábado a través del canal del Estado que escogió el nombre del primer mandatario venezolano por su identificación con el sistema político actual de Venezuela"

Africa free trade zone in operation by 2018

Africa free trade zone in operation by 2018: "Africa's free trade zone is expected to be operational by the end of 2017, a senior AU official said.

Chairperson of the African Union Commission Jean Ping said in Nairobi that this will be achieved through the merger of all African regional trade blocks.

"The heads of the states and government have committed to the realization of a continent wide free trade zone which is expected to operational by the end of 2017," Ping said in a speech read on his behalf by the AU Commission Chairperson Special Representative to Somalia Boubacar Diarra during the commemoration of the 49th anniversary of the Africa Day late on Friday.

The day celebrates the day that the Organization of African Unity which transformed to the African Union in 2002 was founded.

The day also celebrates the developments efforts and achievements made in the continent since the member states achieved liberation from colonial rule."

Londres agradece a Gordon Brown por no haber entrado en el euro

Londres agradece a Gordon Brown por no haber entrado en el euro: "Los británicos no tienen la expresión española darse con un canto en los dientes. Pero es lo que todos piensan -clases altas, medias, bajas...- cuando contemplan las miserias de la zona euro y observan que ellos tienen la suerte de conservar la libra esterlina, y el privilegio de una política monetaria propia, con la libertad de devaluar la moneda a su conveniencia, aumentar así las exportaciones, subir o bajar los tipos de interés o imprimir billetes para estimular la economía. Si no fuera por la globalización, todo sería perfecto."

sábado, 26 de maio de 2012

Folha de S.Paulo - Mundo - Para o FMI, gregos tiveram vida mole - 26/05/2012

Folha de S.Paulo - Mundo - Para o FMI, gregos tiveram vida mole - 26/05/2012: "Prevendo que a crise da dívida ainda não terminou, Lagarde acrescentou: "Sabe de uma coisa? No que diz respeito a Atenas, também penso em todas essas pessoas que ficam o tempo todo tentando fugir de pagar impostos".

Indagada se, essencialmente, ela está dizendo aos gregos e outros na Europa que eles viveram na moleza por algum tempo e que agora estão sofrendo as consequências disso, ela respondeu: "Isso mesmo".

A intervenção de Lagarde se deu depois de o governo provisório grego se reunir para discutir a queda aguda na receita tributária."

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Un alemán ante el castigo a Grecia | Internacional | EL PAÍS


Günter Grass
Aunque próxima al caos, por no agradar al mercado, lejos estás de la tierra que tu cuna fue.
Lo que con el alma buscaste y creíste encontrar
hoy lo desechas, peor que chatarra valorado."

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Empresas españolas firman con compañías chinas contratos por 500 millones

Empresas españolas firman con compañías chinas contratos por 500 millones: "Rajoy, según han apuntado fuentes del Ejecutivo, ha agradecido el apoyo de China -un importante tenedor de deuda española- y Wu ha ratificado su confianza en España y ha mostrado su deseo de que se estabilice la economía de la zona euro.

Fuentes del Gobierno han cifrado en 500 millones de euros el importe global de los acuerdos firmados hoy, el más importante de los cuales ha sido suscrito por Telefónica y la empresa china ZTE, que se convierte en el único proveedor de equipos de control visual de la empresa española durante los próximos años.

"

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The Hindu : States / Tamil Nadu : “In five years, India will be superpower in missile technology”

The Hindu : States / Tamil Nadu : “In five years, India will be superpower in missile technology”: "ndia has left the world leaders in missile technology far behind with its missile speed of Mach 2.8 which, he said, needed to be maintained and upgraded gradually. The Americans had tested their prototype of an advanced hypersonic weapon concept with a speed of Mach 5.

We are the leaders in speed, precision and delivery. Others, including the powerful developed nations, have subsonic missiles. Our missiles are three times faster than US' Tomahawk and Harpoon missiles. The hypersonic concept will materialise by 2016, he said

"

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Is Europe playing chicken with Greece? | Business | The Guardian

Is Europe playing chicken with Greece? | Business | The Guardian: "The world's biggest ever game of chicken. That's one way of looking at the noises coming out of Brussels and Frankfurt on Wednesday, suggesting that each eurozone country is drawing up contingency plans for a Greek exit from the single currency, that such an eventuality would actually be no big deal, and that Athens might be offered a €50bn (£40bn) sweetener if it decides to call it a day and bring back the drachma.

If the idea is to put the frighteners on Greeks ahead of next month's election, the strategy appears to be working. Support for Syriza, the party led by Alexis Tsipras, is dwindling as Europe's policy elite sends out the message that there is no middle way between sticking to tough austerity on the one hand and leaving the euro on the other."

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Comando Sur se reúne con embajadores de Estados Unidos en Latinoamérica - Internacional - EL UNIVERSAL

Comando Sur se reúne con embajadores de Estados Unidos en Latinoamérica - Internacional - EL UNIVERSAL: "José Ruiz, jefe de Relaciones con los Medios del Comando Sur, confirmó que los embajadores de Estados Unidos en la región están reunidos actualmente con representantes del cuerpo militar, como parte de un evento que se realiza todos los años y en el que se debaten temas "generales pero con una perspectiva regional". 

En el ya tradicional encuentro participaron los embajadores de casi todos los países. El caso de Venezuela es atípico ya que por no tener embajador asistió el encargado de negocios, James M. Dirham. "

Estados Unidos alcanza las 24 bases en América Latina
- Internacional - EL UNIVERSAL

Estados Unidos alcanza las 24 bases en América Latina<br /> - Internacional - EL UNIVERSAL: "Estados Unidos elevó su cantidad de bases en América Latina de 22 a 24 al añadir dos nuevas en Chile y en Argentina, países en donde se instalan por primera vez.

Según un artículo publicado por la agencia People s World, la base chilena ubicada en Concón le costó al Comando Sur 460.000 dólares. En las instalaciones se entrenara a 300 soldados principiantes pertenecientes a 17 países.

Según el texto, muchas críticas han surgido ya que se teme que los carabineros, la policía chilena, entrene en la base. Los funcionarios de este cuerpo han sido muy criticados por violencia."

quarta-feira, 23 de maio de 2012

El PE reclama medidas contra las prácticas comerciales desleales de China

El PE reclama medidas contra las prácticas comerciales desleales de China: "Los diputados hacen hincapié en que un organismo europeo de control, parecido al que ya existe en los EE.UU., ayudaría a obtener una evaluación avanzada y coordinada de las inversiones estratégicas extranjeras. También piden que el Banco Central Europeo trabaje con los Estados miembros para identificar a los propietarios de títulos de deuda soberana en la zona euro.

El Parlamento Europeo señala, asimismo, que China, (país miembro de la Organización Mundial del Comercio) goza de ventajas competitivas injustas, puesto que no respeta las normas de este organismo y otorga subsidios estatales injustos y créditos para la exportación a sus empresas.

Además, China impide a empresas europeas acceder a contratos con el Gobierno de Pequín, aunque la UE sí garantiza el acceso a sus contratos públicos a empresas chinas. Por eso, la Eurocámara pide a la Comisión que tome medidas, a ser posible este año, para asegurar la reciprocidad entre ambas economías."

Spain, on the edge of a financial cliff, cancels all development aid to Latin America — MercoPress

Spain, on the edge of a financial cliff, cancels all development aid to Latin America — MercoPress: "“Unfortunately there will be no funds available for development in 2012”, said a Spanish Foreign Affairs ministry source. “Budget cuts have been across the line and that includes overseas aid”.
Foreign minister Jose Manuel García Margallo during his presentation before the Spanish congress Cooperation committee last March anticipated that the cuts were coming, even “when they are an extremely painful option” for the government."

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quarta-feira, 16 de maio de 2012

Folha.com - Colunistas - Paul Krugman - Por que regulamentamos - 14/05/2012

Folha.com - Colunistas - Paul Krugman - Por que regulamentamos - 14/05/2012: "Por que, exatamente, os bancos são especiais? Porque a história nos revela que a atividade bancária é e sempre foi sujeita a ocasionais "pânicos" destrutivos que podem semear o caos na economia como um todo. A mitologia atual da direita reza que os erros dos bancos sempre são frutos da intervenção governamental, quer seja por parte do Federal Reserve ou da ingerência de parlamentares liberais. Na realidade, porém, a América da Idade do Ouro --uma terra com governo mínimo e nenhum Fed-- foi sujeita a pânicos mais ou menos a cada seis anos. E alguns desses pânicos provocaram prejuízos econômicos de grande monta."

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Educação universal e gratuita como problema? TalCualDigital.com: Burbuja educativa

TalCualDigital.com: Burbuja educativa: "Esta situación, como es el caso en Chile, ha llevado a muchos a demandar la educación gratuita (cosa que en los Estados Unidos es un anatema) al menos en el sector educativo público. En Estados Unidos, donde se entiende que los servicios tienen costo y que gratuito significa que el gobierno entonces tienen que cobrar más por otras cosas, lo que se está pidiendo es que se reduzcan las tasas de interés (que ahora son de 3,5% pero van a subir al doble) y que se controle el aumento de la matrícula universitaria. Para nosotros el tema es muy preocupante pues si tenemos gratuidad y no hay examen de admisión, lo que se genera es la devaluación de los títulos y los choferes "ingenieros" como en Cuba.

El caso norteamericano tampoco es ideal por lo visto, sin embargo no hay dudas de que tiene algunas de las mejores universidades del mundo. Es un tema que vale la pena debatir pronto en nuestro país pues lo gratis sale caro."

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TalCualDigital.com: Apontes y Odebrecht

TalCualDigital.com: Apontes y Odebrecht: "Que no decir del caso de las concreteras. En lugar de tanta crítica, deberían mandar una carta a Odebrecht agradeciendo encarecidamente que ellos hagan en nuestra triste ciudad lo que nunca han hecho en las de Brasil. Ustedes no pueden imaginar la belleza de la vista en Chuao y Parque del Este, se combina la naturaleza con las grúas y plumas mecanizadas; además, la polvareda ayuda a sanearnos gracias a la creación de anticuerpos adecuados.

Odebrecht jamás instalaría una planta en las Playas de Ipanema o Leblón, tampoco en la plaza Queiros, ese es un honor que solo nos lo ha reservado a nosotros, los venezolanos. Pero no, los vecinos están pensando movilizar, denunciar, llevar la protesta a Brasil, declarar personas non gratas a sus funcionarios, secuestrarlos, pedir que les revoquen los contratos, tomar la embajada y pare usted de contar. Malagradecidos todos. "

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segunda-feira, 14 de maio de 2012

Diplomats and Dissidents - NYTimes.com

Diplomats and Dissidents - NYTimes.com: "Dissidents are difficult. They moralize. They don’t compromise. They don’t know when to shut up. They don’t see the Big Picture. All the qualities that made them dissidents in the first place can make them irritants to American diplomats who have important business to transact with countries that don’t share our values."

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